Paulo ganem souto



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Sinais de alerta


  • Suspensão da febre associado a piora clínica.

  • Dor abdominal intensa e contínua

  • Vômitos persistentes

  • Hipotensão postural

  • Hipotensão arterial

  • Pressão diferencial < 20mmHg (PA convergente)

  • Hepatomegalia dolorosa

  • Hemorragias importantes

  • Extremidades frias, cianose

  • Pulso rápido e fino

  • Agitação ou letargia

  • Diminuição da diurese

  • Aumento repentino do hematócrito

  • Sinais de derrames cavitários ( pleural e/ou abdominal)



Manter SF ou RL

Coletar sangue para sorologia e isolamento viral e encaminhar para unidade de referência com relatório






Prova do laço

Medir a pressão arterial do usuário, seguindo as recomendações técnicas

Voltar a insuflar o manguito até o ponto médio entre a pressão máxima e a mínima (Ex: PA de 120 por 80, insuflar até 100). O aperto do manguito não pode fazer desaparecer o pulso.

Aguardar por três a cinco minutos com manguito insuflado

Orientar o usuário sobre o pequeno desconforto sobre o braço

Após soltar o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente

Procurar por petéquias na área onde estava o manguito e abaixo da prega do cotovelo

Escolher o local de maior concentração e marcar um círculo (a caneta), com diâmetro de 1,78 cm, isto é, em pouco menor que uma moeda de um centavo.

Contar nessa área o número de petéquias

Prova do laço positiva: se contar 20 ou mais petéquias.

A DENGUE É UMA DOENÇA DINÂMICA, O QUE PERMITE QUE O PACIENTE POSSA EVOLUIR DE UM ESTÁGIO AO OUTRO, DURANTE O CURSO DA DOENÇA



DENGUE / CONTINUAÇÃO
MEDIDAS DE CONTROLE – AÇÕES INTEGRADAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE, COMUNICAÇÃO E MOBILIZAÇÃO SOCIAL:


  • Promover mudança de hábito na comunidade que contribuam para manter o ambiente doméstico livre do vetor;

  • Certificar que tenha sido realizada a notificação;

  • Informar os moradores sobre a doença, sintomas, riscos e agente transmissor;

  • Vistoria do domicílio para identificação de focos;

  • Realizar atividades educativas e de mobilização com a comunidade;

  • Comunicar à Vigilância Epidemiológica a existência de focos que dependam de tratamento químico ou outras intervenções;

  • Atentar para a acessibilidade da população para diagnóstico precoce;

  • Divulgar através de meios de comunicação social mecanismos de controle de riscos e agravos;

  • Escorrer a água e colocar areia até a borda dos pratos de vasos de plantas ou de xaxim;

  • Fechar bem os sacos plásticos de lixo e manter a lixeira tampada;

  • Colocar embalagens, copos ou objetos que possam acumular água em saco plástico;

  • Lavar com bucha e sabão em água corrente, pelo menos uma vez por semana, os vasilhames para água de animais;

  • Deixar as tampas sempre fechadas dos vasos sanitários. Em banheiros pouco usados, dar descarga uma vez por semana;

  • Providenciar o concerto imediato de ralos de cozinha e banheiro caso haja entupimento;

  • Retirar sempre a água e lavar a bandeja externa da geladeira com água e sabão;

  • Lavar bem os suportes de água mineral toda vez que houver troca dos garrafões;

  • Manter sempre limpos os lagos, cascatas e espelhos d’água decorativos. Crie peixes, pois eles se alimentam de larvas;

  • Lavar os tonéis e depósitos de água com bucha e sabão e tampá-los com telas aqueles que não tenham tampa própria;

  • Evitar acumular entulhos e lixo. São focos de dengue;

  • Tratar água de piscina com cloro, limpar uma vez por semana. Caso não for usá-la, cubra bem, se vazia, coloque 1 Kg de sal no ponto mais raso;

  • Verificar se as calhas de água da chuva estão entupidas e remover materiais que possam impedir o escoamento da água;

  • Retirar a água acumulada das lajes e se houver buracos, tampá-los com cimento;

  • Colocar areia em todos os cacos de vidro dos muros que possam acumular água;

  • Entregar aos serviços de limpeza urbana os pneus velhos. Caso realmente precise mantê-los, guarde-os em local coberto;

  • Guardar as garrafas de vidro ou pet, baldes e vasos de plantas vazios e com a boca para baixo.


HEPATITES VIRAIS


EPIDEMIOLOGIA:
A distribuição das hepatites virais é mundial, mas a magnitude dos diferentes tipos varia de região para região. A hepatite A possui uma característica de incidência que acompanha o grau de desenvolvimento da região. Regiões com boa qualidade de saneamento apresentam taxa de incidência inferiores a 20 casos por 100.000 habitantes e ocorrência predominante entre adultos jovens. O Brasil possui incidência superior a 130 casos por 100.000 habitantes, e estimativa de que mais de 90% da população maior de 20 anos tenha tido exposição ao vírus da hepatite A.
A hepatite B, no Brasil, apresenta os três padrões de endemicidade, de acordo com estimativas de prevalência de portadores assintomáticos. O primeiro padrão, definido como de alta endemicidade, com prevalência superior a 7%, presente na região Amazônica, Espírito Santo e oeste de Santa Catarina; um segundo padrão, de média endemicidade, com prevalência entre 2 a 7%, nas regiões nordeste e centro-oeste do Brasil; e um terceiro padrão, de baixa endemicidade, com prevalência abaixo de 2%, nas regiões sul e sudeste.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a hepatite C no Brasil apresenta uma prevalência na faixa de 2,6%. Entretanto, esta estimativa não vem sendo confirmada em estudos populacionais realizados em capitais como São Paulo, com prevalência de 1,4% e Salvador, com prevalência de 1,5%.


CARACTERÍSTICAS DAS HEPATITES VIRAIS

TIPO DE VÍRUS

A

B

C

D

E

Ácido nucléico/genoma

RNA

DNA

RNA

RNA

RNA

Período de incubação (dias)

15-45

30-180

15-150

30-50

28-48

Apresentação clínica crônica

Não há

Adultos 5-10%

Neonatos 90%



Em 85%

Em 5 – 80%

Não há

Transmissão

Fecal-oral

Parenteral, sexual e percutânea transversal

Parenteral, sexual e percutânea transversal

Parenteral, sexual e percutânea transversal

Fecal-oral

Período de transmissibilidade

15 dias antes dos sintomas até 7 dias após a icterícia

Semana antes dos sintomas até o desaparecimento/ persistência do antígeno

Semana antes do início – duração indefinida

Pouco antes do inicio dos sintomas – duração indefinida

Desconhecida





HEPATITES VIRAIS / CONTINUAÇÃO
DEFINIÇÃO DE CASO

Caso suspeito:

Todo indivíduo que apresenta:



  • Icterícia aguda e colúria;

  • Icterícia aguda, colúria, e elevação da dosagem de aminotransferases (transaminases) no soro, igual ou superior a três vezes o valor máximo normal destas enzimas, segundo método utilizado;

  • Elevação da dosagem de aminotransferase (transaminases) no soro, igual ou superior a três vezes o valor máximo normal destas enzimas, segundo método utilizado;

  • História de exposição percutânea ou mucosa a sangue e/ou secreções, ou com contato sexual ou domiciliar com indivíduo sabidamente HbsAg reagente e/ou anti-HBc reagente;

  • História de exposição percutânea a sangue de indivíduo sabidamente anti-HCV reator;

  • Exames sorológicos reagentes para hepatites virais em serviços que realizam triagem sorológica (doadores de sangue e/ou órgãos, usuários de hemodiálise e casos de doença sexualmente transmissível);

  • História de contato de paciente com hepatite viral aguda confirmada.

  • Caso confirmado:

HEPATITE A AGUDA

Indivíduo que preenche as condições de caso suspeito, do qual detecta-se no soro o anticorpo da classe IgM contra o vírus A (anti HAV – IgM);

Indivíduo que preenche as condições de caso suspeito e que se identifique vínculo epidemiológico com caso confirmado de hepatite A.

HEPATITE B AGUDA

Indivíduo que preenche as condições de caso suspeito, do qual detecta-se:



  • antígeno de superfície contra o vírus da hepatite B (HbsAg), e/ou

  • anticorpo IgM contra o vírus B (Anti-HBc IgM) no soro.

Óbito em que se detecte antígenos ou DNA do vírus B em tecido.

HEPATITE B CRÔNICA

Repetir exames após 6 meses.



HEPATITE C

Indivíduo que preenche as condições de caso suspeito do qual detecta-se RNA do HCV no soro por métodos de biologia molecular; nos locais onde não for possível à realização desse teste, poderá ser confirmado como caso o indivíduo que tiver anti-HCV positivo por ELISA, em duas amostras diferentes e aminotransferases (ALT) uma vez e meia maior que o limite máximo normal;

Repetir exames após 6 meses.

Óbito em que se detecte antígeno ou RNA do vírus C em tecido, quando não for possível a coleta de soro.





EXAMES INESPECÍFICOS

PROVAS ESPECÍFICAS

  • Aminotransferase (transaminases) – AST/TGO e ALT/TGP;

  • Anti- HAV IgM;

  • Bilirrubinas;

  • Anti-HBc IgM e IgG (Anti-HBc total);

  • HbsAg;

  • Hemograma.

  • Anti HCV

HEPATITES VIRAIS / CONTINUAÇÃO

CRITÉRIOS PARA A UTILIZAÇÃO DA VACINA CONTRA HEPATITE B:


  • Pessoas de 0 – 19 anos;

  • Todos os grupos abaixo:

    • Profissionais de saúde;

    • Profissionais do sexo;

    • Usuários de drogas;

    • Homens que fazem sexo com homens;

    • Pessoas que residem ou trabalham em reclusão - presídios, instituições de menores, forças armadas;

    • Pessoas que convivem e parceiros sexuais de portadores do vírus da hepatite B;

    • Infectados pelo HIV;

    • Pessoas que realizam hemodiálise;

    • Vítimas de abuso sexual;

    • Pessoas que necessitam de transfusão sangüíneas freqüentes – talassêmicos, anemia falsiforme e neoplasias;

    • Portadores do Vírus da Hepatite C;

    • Populações indígenas.



HEPATITES VIRAIS / FLUXOGRAMA


Fase prodômica: sintomas inespecíficos de anorexia, astenia, mal-estar, náuseas e vômitos, alterações do olfato e paladar, artralgia, mialgias, cefaléia e febre baixa.

Fase ictérica: inicia-se após 5 a 10 dias da fase prodômica, caracterizando-se pela redução na intensidade dos sintomas e a ocorrência de icterícia. Colúria precede esta fase por 2 ou 3 dias.

Fase de convalescença: a sintomatologia desaparece gradativamente, geralmente em 2 a 12 semanas.

HEPATITE?

Avaliação clínica e solicitação dos exames laboratoriais específicos e inespecíficos

O tratamento das hepatites virais consiste basicamente em repouso no leito na fase inicial de aparecimento dos sintomas, uso de sintomáticos. É dispensável o repouso absoluto, com retorno gradual das atividades à medida que a doença regride. A dieta deve ser saudável e balanceada, contendo proteínas, açucares e gorduras em quantidades adequadas. O álcool deve ser totalmente suprimido. Os sucos de frutas podem ser usados livremente, dentro da tolerância individual. O uso moderado de café e dos chás tradicionais pode ser continuado. As pessoas com hepatite que evoluíram com a cronificação deverão ser encaminhados com relatório para Unidade de Referência.

MEDIDAS DE CONTROLE

Hepatite A: Hepatite B

  • Ações de saneamento básico;

  • Medidas de biossegurança – profissionais da área de saúde;

  • Vacina contra o vírus A (em caso de surto em creches e escolares < 5 anos);

  • Portadores devem fazer acompanhamento clínico regular;

  • Portadores devem fazer acompanhamento clínico regular.

  • Usuários de drogas intravenosas devem ser encaminhados ao serviço especializado;




  • Filhos de mães HbsAg positivo devem receber a 1ª dose de vacina contra o vírus da hepatite tipo B imediatamente após o nascimento e deve ser dada também a HBig (imunoglobulina) nas primeiras 12 horas.




  • Pacientes com manifestações clínicas de hepatite viral aguda devem fazer acompanhamento, usar preservativo e encaminhar seus contactantes para vacinação quando confirmada a condição de caso de hepatite B




  • Vacina contra o vírus B - veja critérios para utilização;




  • Imunoglobulina humana anti-hepatite B para pessoas não vacinadas após exposição ao vírus B nas seguintes situações: recém – nascidos, cuja mãe tem sorologia positiva para HbsAg, acidente com ferimento percutâneo contaminados, contato sexual com pessoas que tem sorologia positiva e vítima de abuso sexual.

É IMPRESCINDÍVEL A NOTIFICAÇÃO NO SINAN E INVESTIGAÇÃO DOS CASOS E MEDIDAS ADEQUADAS DE CONTROLE.



RAIVA / FLUXOGRAMA

MORDEDURA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS (CÃO E GATO) OU SILVESTRES (RAPOSA, MORCEGO E PRIMATA)?



Por animais raivosos suspeitos, desaparecido, silvestre e outros animais domésticos


ACIDENTES GRAVES




  • Lambedura em mucosa

  • Mordedura em cabeça, pescoço e mãos

  • Mordedura múltipla e/ou profunda em qualquer parte do corpo

  • Arranhadura profunda provocada por gato

  • Qualquer ferimento por morcego ou animal silvestre

Visita domiciliar

• Executar medidas de controle em conjunto com Vigilância Epidemiológica

• Realizar ações de comunicação e educação

• Enviar encéfalo(cabeça do animal) para análise, se o animal morrer

• Lavar ferimento com SF e degermante

• Fazer curativo, não suturar, aproximar bordas, s/n

• Avaliar necessidade de vacinação antitetânica

• Realizar hemostasia, s/n

• Administrar antibioticoterapia, s/n


Tratamento imediato com soro anti-rábico e 5 doses de vacina nos dias 0-3- 7-14 - 28


Se o animal adoecer, morrer ou desaparecer em 10 dias


Administrar Soro, s/d, e completar vacinação para 03 doses nos dias 7- 14 - 28.


Por animais clinicamente saudáveis:

cão e gato

Tratamento imediato com

02 doses de vacinas nos dias: 0 - 3



Encerrar o caso

Obs.: Soro anti-rábico preferencialmente no local da ferida

• Lavar ferimento com SF e degermante

• Fazer curativo, não suturar, aproximar bordas, s/n

• Avaliar necessidade de vacinação antitetânica

• Realizar hemostasia, s/n

• Administrar antibioticoterapia, s/n



Se o animal sadio no

10º dia


RAIVA / FLUXOGRAMA - CONTINUAÇÃO

Por animais clinicamente saudáveis: cão e gato



ACIDENTES LEVES
• Arranhadura

• Lambedura em pele

• Mordedura única e superficial em tronco ou membros (c/ exceção das mãos)

Por animais raivosos suspeitos, ou suspeito desaparecido.

Se o animal permanecer sadio

•Lavar ferimento com SF e degermante

• Fazer curativo - não suturar

• Avaliar necessidade de vacinação antitetânica

• Orientar observação do animal por 10 dias

Se o animal adoecer, morrer ou desaparecer


Encerrar o caso


• Notificar Vigilância Epidemiológica

• Tratamento imediato com soro anti-rábico e 5 doses de vacina nos dias 0- 3- 7-14 – 28.

Providenciar envio de encéfalo

(cabeça do animal) para análise se morrer o animal.

Visita domiciliar
Executar medidas de controle em conjunto com Vigilância

Epidemiológica

Realizar ações de comunicação e educação

MORDEDURA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS?

(Cão e Gato)

Pós-natal: população em geral, exceto gestante


Febre, exantema, adenomegalia, independente da iade e situação vacinal


Gestante

RUBÉOLA?

• Notificação até 24 horas, investigação epidemiológica em até 48 horas;

• Bloqueio vacinal seletivo até 72 horas e busca ativa de novos casos suspeitos;

• Coleta de sangue para sorologia;

• Envio imediato de material para o LACEN;

• Tratamento sintomático;

• Orientar isolamento(até final do exantema) evitando contato com gestante, escola, creche;

• Encerramento do caso, na ficha de investigação e no SINAN até 30 dias da notificação;

• Avaliar cobertura vacinal da tríplice viral (contra sarampo, rubéola, parotidite), em crianças de 1 ano de idade e mulheres em idade fertil. Se cobertura menor de 95%, realizar intensificação vacinal;.

Colher sangue do RN para sorologia no pós-parto imediato. Veja Fluxograma de Afecções Congênitas



Se IgG (-) orientar vacinação no puerpério

IgM(-)


IgM(+)


Descartar caso


Confirmar caso


Confirmar caso


IgM(-)


IgM(+)


Coletar 2ªamostra


IgM(-) IgG(-)


Descartar caso


IgM(+)


IgM(-) IgG(+) IgM(+)



- Assintomática com relato de contato com caso suspeito ou confirmado.

- Sintomática.


R UBEOLA / FLUXOGRAMA

SARAMPO



EPIDEMIOLOGIA:
No Brasil, o sarampo é doença de notificação compulsória desde 1968. Até 1991, o país enfrentou cerca de nove epidemias, sendo uma a cada dois anos, em média. O país completa cinco anos sem caso autóctone de sarampo. No entanto, dois casos importados de sarampo foram confirmados, sendo um em 2001 e outro em 2002. Esses ocorreram no estado de São Paulo, importados do Japão. No ano de 2003, foram confirmados dois casos de sarampo em Santa Catarina, importados da Europa. Em 2005 foram confirmados seis casos de sarampo importado das Ilhas Maldivas, sendo que quatro deles ocorreram em Santa Catarina e dois em São Paulo. Devido a agilidade na adoção das medidas de controle não houve a introdução do vírus do sarampo no país.



SARAMPO / FLUXOGRAMA


* Grupos de Risco Ampliado:

• Professores e alunos;

• Profissionais e alunos de saúde;

• Profissionais do sexo;

• Comerciantes, ambulantes;

• Profissionais da área turística;

• Pessoas institucionalizadas;

• Motoristas (taxistas, caminhoneiros, alternativos, ônibus).






  • Notificar o caso suspeito,imediatamente por telefone;

  • Realizar investigação epidemiológica do caso suspeito dentro de 48 horas;

  • Coletar sangue para investigação sorológica de imediato;

  • Envio imediato do material para o LACEN;

  • Fazer busca ativa de novos casos suspeitos;

  • Realizar bloqueio vacinal seletivo na área de abrangência do caso em até 72 horas;

  • Avaliar cobertura vacinal da tríplice viral (contra sarampo, rubéola, parotidite), em crianças de 1 ano de idade e mulheres em idade fertil. Se cobertura menor de 95%, realizar intensificação vacinal;

  • Implementar a vacinação do Grupos de Risco Ampliado*;

  • Encerramento do caso na ficha de investigação e no SINAN até 30 dias da notificação.

Febre, exantema, acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade ou situação vacinal

  • Prescrever antitérmicos e analgésicos;

  • Orientar hidratação oral;

  • Incentivar aleitamento materno, se nutriz;

  • Orientar higiene dos olhos, pele e vias aéreas superiores;

  • Administrar vitamina A, se houver deficiência;

  • Orientar isolamento (evitar creche, escola e trabalho) até desaparecimento de exantema.

SARAMPO?


TUBERCULOSE
EPIDEMIOLOGIA:

A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. Estima-se que ocorram 129.000 casos por ano, dos quais são notificados cerca de 90.000. A taxa de incidência foi de 47/100.000 habitantes em.2001. Em 1998, o coeficiente de mortalidade foi de 3,5 por 100.000 habitantes. Esses números não representam a realidade do País, pois parte dos doentes não são diagnosticados nem registrados oficialmente. A meta é diagnosticar pelo menos 90% dos casos esperados e curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados. A expansão das ações de controle para 100% dos municípios complementa o conjunto de metas a serem alcançadas. Essa expansão se dará no âmbito da atenção básica, na qual os gestores municipais, juntamente com o gestor estadual deverão agir de forma planejada e articulada para garantir a implantação das ações de controle da tuberculose.



ATRIBUIÇÕES DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE PARA O CONTROLE DA TUBERCULOSE:

  • Identificar sintomáticos respiratórios. Estima-se que 1% da população seja sintomática.

  • Aplicar a BCG;

  • Encaminhar material para pesquisa direta de bacilos para laboratório;

  • Realizar teste tuberculínico nos contactantes não vacinados e solicitar sorologia anti-HIV quando necessário;

  • Acompanhar e tratar os casos confirmados na UBS;

  • Assegurar acessibilidade aos esquemas terapêuticos padronizados para os doentes inscritos no programa de tuberculose;

  • Manter o livro de Controle de Tratamento de Casos de Tuberculose atualizado quanto ao acompanhamento, baciloscopias de controle e motivos de alta.

  • Realizar trimestralmente estudo de coorte para avaliação do resultado de tratamento dos casos;

  • Dispor da programação anual para o Programa de controle da Tuberculose, juntamente com a Vigilância Epidemiológica do município, estabelecendo metas a serem atingidas;

  • Fazer visita domiciliar nos faltosos e pacientes com tratamento supervisionado;

  • Realizar atividades junto a comunidade disponibilizando informações sobre o agravo e serviços prestados;

  • Notificar o caso através da ficha do SINAN encaminhar para Secretaria Municipal de Saúde.






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