Paulo ganem souto



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Prurido disseminado e que aumenta à noite. As localizações mais características são as regiões palmo-plantar, espaços interdigitais, flancos, região poplítea (atrás do joelho), pregas axilares, região peri-umbilical, órgãos genitais externos nos homens, nádegas. Às vezes associada as lesões de coçaduras e pequenas crostas.

Escabiose?

Orientar:

  • Usar benzoato de benzila, à noite, deixar secar, remover pela manhã com banho;

  • Trocar e lavar a roupa diariamente, inclusive de cama, expor a roupa lavada ao sol por algumas horas e passar com ferro quente;

  • Tratar os familiares infestados, simultaneamente;

  • Fazer profilaxia para familiares sadios usando benzoato de benzila, por 3 noites.

Presença de lesões versículo papular ou pequenos sucos.

Intenso prurido no couro cabeludo, particularmente na região posterior e nas lesões impetiginizadas da região occipital. Presença de lesões dermatológicas como escoriações, crostas, áreas exsudativas, hemorrágicas e purulentas, devido a coçadura.

Pediculose?


Orientar:

  • Cortar os cabelos bem curtos;

  • Uso de parasiticida Benzoato de Benzila, loção. (Friccionar o couro cabeludo, proteger os olhos e manter o remédio por 4 horas, pelo menos, 3 dias seguidos, com lavagem do couro cabeludo. Repetir 7 a 14 dias após. Para remover as lêndeas mortas, embeber o cabelo com vinagre e retirar com pinça ou pente fino, mergulhado no vinagre);

  • Investigar outros componentes da família.

Lêndeas (ovos) visíveis a olho nu, ovais, branco-leitosa, fixadas ao longo dos cabelos, podendo haver numerosos ovos num mesmo fio;

Parasitas adultos – pequenos insetos alongado e achatados, eventualmente observados. Vida média 1 mês. Do ovo ao parasita adulto decorrem 16 dias.


TÉTANO ACIDENTAL / NEONATAL




EPIDEMIOLOGIA DO TÉTANO NEONATAL (TNN) E ACIDENTAL (TA)



No Brasil, o coeficiente de incidência de tétano acidental por 100.000 habitantes, na década de 80, foi de 1,8; em 90 foi 1,05; e, em 2000, 0,32, verificando – se uma tendência ao declínio. Ele acomete mais o sexo masculino. A letalidade está acima de 30%, sendo mais representativa nos menores de cinco anos e idosos; é considerada elevada, quando comparada com os países desenvolvidos, onde se apresenta entre 10 a 17%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de eliminação do tétano neonatal, como problema de Saúde Pública no mundo, quando atingir menos de 1 caso/1000 Nascidos Vivos (NV) por município. O Brasil avançou na proposta de eliminar o tétano neonatal, não apenas como problema de Saúde Pública, mas também na luta pela eliminação total desta doença.




TRANSMISSÃO DO TÉTANO

O tétano não é uma doença contagiosa, não sendo transmitida de um indivíduo para outro. A imunidade do recém-nascido é conferida pela vacinação adequada da mãe, com três doses da vacina dupla adulta (dT). A infecção pelo tétano acidental se dá através de ferimentos superficiais ou profundos, de qualquer natureza, desde que tenham a introdução dos esporos em uma solução de continuidade, associados às condições favoráveis para desenvolver a doença, como tecidos desvitalizados, corpos estranhos, meio anaeróbico e outros.





SITUAÇÕES DE MAIOR VULNERABILIDADE PARA TÉTANO ACIDENTAL/ NEONATAL


  • Não vacinados ou vacinação incompleta

  • Recém nascidos de mães não imunizadas

  • Crianças menores de 5 anos

  • Mulheres em idade fértil (não gestante, gestante e puerpério)

  • Idosos

  • Praticantes de esportes com risco de acidente

  • Uso de piercings, tatuagens

  • Usuários de drogas

  • Ocupações: gari, agricultores, sisaleiros, jardineiros, construção civil, metalúrgicos, pecuaristas, mecânicos, pescadores, profissionais do sexo, entre outros.





PROPOSTAS DE ATUAÇÃO PARA AS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA PARA CONTROLE DO TÉTANO ACIDENTAL E ELIMINAÇÃO DO TÉTANO NEONATAL


  • Conhecer a classificação do município quanto a risco para tétano neonatal (risco, alto risco, silencioso);

  • Avaliar periodicamente os dados sobre casos de tétano e cobertura vacinal na área de abrangência da unidade;

  • Identificar o perfil da comunidade quanto a situações de maior vulnerabilidade para tétano;

  • Identificar, cadastrar e treinar parteiras da área;

  • Realizar atividades educativas sobre o tétano com a comunidade na unidade (sala de espera, consulta), nas visitas domiciliares, nos grupos comunitários, em escolas, locais de trabalho, instituições religiosas, representações de trabalhadores, entre outros;

  • Vacinar todos os indivíduos, com atenção para aqueles em situação de maior vulnerabilidade;

  • Verificar cartão vacinal dos indivíduos, com atenção para aqueles em situação de maior vulnerabilidade;

  • Implantar e preencher o cartão vacinal espelho;

  • Acompanhar os primeiros quinze dias dos RN através de visita domiciliar e consulta na unidade;

  • Identificar e notificar os casos de óbitos de menores de 28 dias;




  • Notificar e investigar os casos suspeitos ou confirmados de tétano acidental ou neonatal;

  • Identificar necessidade de profilaxia para tétano na ocorrência de ferimento de qualquer natureza e vacinar ou administrar imunoglobulina conforme o caso (ver conduta em fluxo);




  • Reconhecimento de situações de maior vulnerabilidade;

  • Prestar os primeiros atendimentos em casos suspeitos de tétano e transferir para unidade hospitalar com relatório.

Dificuldade para abrir a boca (trismo) ou deambular, disfagia, rigidez da nuca e paravertebral com hiperextensão (opistótomo), hipertonia da musculatura da face (riso sardônico), contraturas localizadas paroxística, abdomen em tábua, insuficiência respiratória (hipertonia do diafragma),abalos tônico-clônicos. No lactente, observar choro intenso e dificuldade para mamar.


TÉTANO ACIDENTAL / NEONATAL?






  • Manter vias aéreas permeáveis

  • Proteger o paciente no leito

  • Evitar estímulos – visuais (luminosos), auditivos, táteis

  • Acesso venoso

  • Verificar sinais vitais

  • Administrar benzodiazepinico EV lento (sedação e miorrelaxante)




  • Notificação e investigação

  • Intensificação vacinal no território (em população susceptível, principalmente gestantes)

  • Realizar atividades de comunicação e educação na comunidade

Transferir para unidade hospitalar com relatório sugerindo administração de antibióticos, manutenção da sedação e miorrelaxante, Soro anti-tetânico (SAT) ou imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT) e iniciar ou complementar esquema vacinal.

Obs: realizar lavagem e/ou desbridamento apenas após o uso do SAT




  • Solução de continuidade na pele; ferimento em geral do tipo perfurante, queimaduras, mordeduras de animais, fraturas expostas

  • Aborto infectado; coto umbilical infectado

  • Uso de perfuro cortantes não esterilizados

  • Ausência de imunoproteção ativa (vacina)

  • Gestação sem imunoprevenção para tétano

  • Outras situações ampliadoras da vulnerabilidade para o tétano.
T ÉTANO ACIDENTAL E NEONATAL / FLUXOGRAMA

DENGUE

EPIDEMIOLOGIA

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. No Brasil, as condições socioambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso País e no Continente Americano. Programas essencialmente centrados no combate químico, com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade, sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos problemas dela decorrentes. Nos primeiros seis meses de 2005, 84.535 pessoas tiveram dengue, enquanto que, em 2003, as notificações chegaram a 299.764.




CONCEITO:
A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica. É hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui sério problema de saúde pública no mundo, principalmente na maioria dos países tropicais, onde o clima e os hábitos urbanos criam as condições que favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito vetor.


DEFINIÇÕES DE CASO DE DENGUE:


  • Caso suspeito de Dengue Clássica: paciente com doença febril aguda, com duração máxima de até 7 dias, acompanhada de pelo menos 2 dos seguintes sintomas: cefaléia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração ou exantema associada a história epidemiológica compatível (deve residir ou ter estado nos últimos 15 dias em área onde esteja ocorrendo transmissão de Dengue ou exista a presença do vetor).

  • Caso suspeito de Febre Hemorrágica da Dengue: é todo caso suspeito de Dengue Clássica, que apresente também manifestações hemorrágicas, variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves como metrorragia, hematêmese, melena, entre outros.



TODO CASO SUSPEITO (COM HIPÓTESE DIAGNÓSTICA DE DENGUE) DEVE SER NOTIFICADO À VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA.


Grupo A

Sintomatologia

  • Ausência de manifestações hemorrágicas espontâneas ou induzidas (prova do laço positiva)

  • Ausência de sinais de alerta




Grupo B

Grupos C e D

Sintomatologia

  • Presença de algum sinal de alerta e/ou Choque

  • Manifestações hemorrágicas ausentes ou presentes

OBS: iniciar a hidratação imediatamente independente do local de atendimento



Normal ou Não realizado

Alterado

  • Tratamento ambulatorial

  • Hidratação oral rigorosa (80mL/kg/dia), como orientado para o grupo A

  • Analgésicos e antitérmicos

  • Orientar sobre sinais de alerta

  • Retorno para reavaliação clínico laboratorial em 24 horas e re-estadiamento.

Não

Sim

Instalar SF

ou RL

Coletar sangue para sorologia e isolamento viral e encaminhar para unidade de referência com relatório



Vide fluxograma sobre

Conduta em leito de observação

DENGUE / FLUXOGRAMA

Leito de observação disponível?

Hematócrito aumentado em mais de 10% acima do valor basal ou, na ausência deste, os seguintes valores:

crianças: > 42%

mulheres: > 44%

homens: > 50%

e/ou Plaquetopenia <50.000 céls/mm3




Normal

Sintomatologia

  • Manifestações hemorrágicas induzidas (prova do laço positiva) ou espontâneas sem repercussão hemodinâmica;

  • Ausência de sinais de alerta.

  • Exames complementares obrigatórios




Exames complementares

Específico:

  • Em período não epidêmico: para todos os casos

  • Em período epidêmico: por amostragem (conforme orientação da vigilância epidemiológica)

Modo de coleta: Coletar sangue para isolamento viral até o 5º dia ou sorologia após o 6º dia conforme orientação da VE local.

Inespecíficos (recomendado):

• Hematócrito, hemoglobina, plaquetas e leucograma para pacientes em situações especiais: gestante, idoso (>65 anos), hipertensão arterial, diabete melito, asma brônquica, doença hematológica ou renal crônicas, doença severa do sistemacardiovascular, doença ácido-péptica ou doença auto-imune





Seguir orientações para tratamento ambulatorial

do grupo A


Alterado


Hematócrito aumentado em até 10% acima do valor basal ou, na ausência deste, as seguintes faixas de valores:

crianças: > 38% e < 42%

mulheres: > 40% e < 44%

homens: >45% e < 50%

e/ou plaquetopenia entre 50 e 100.000 céls/mm3 e/ou leucopenia < 1.000 céls/mm3.

Tratamento ambulatorial

  • Hidratação oral: 60 a 80ml/kg/dia; um terço deste volume com SRO e o restante em líquidos caseiros (água, sucos naturais, chás etc.)

  • Analgésicos e antitérmicos: dipirona, paracetamol. Reavaliar medicamentos de uso contínuo

  • Orientar sobre sinais de alerta

  • NÃO UTILIZAR SALICILATOS

  • Não há subsídio científico que dê suporte clínico ao uso de anti-inflamatórios não hormonais ou corticóides. Avaliar o risco de sangramentos.

  • Pacientes em situações especiais devem ser reavaliados no primeiro dia sem febre.

  • Para os outros pacientes, reavaliar sempre que possível no mesmo período.




Instalar SF ou RL

Coletar sangue para sorologia e isolamento viral e encaminhar para unidade de referência com relatório

Exames complementares

Específico: Obrigatório

Inespecíficos: Hematócrito, hemoglobina, plaquetas, leucograma e outros, conforme necessidade (gasometria, eletrólitos, transaminases, albumina, Rx de tórax, ultrassonografia).


CONDUTA EM CASO SUSPEITO DE DENGUE ATENDIDO EM UNIDADE DE SAÚDE COM LEITO DE OBSERVAÇÃO DISPONÍVEL



Hidratação oral supervisionada ou parenteral: 80mL/kg/dia, sendo 1/3 do volume infundido nas primeiras 4 a 6 horas e na forma de solução salina isotônica Reavaliação clínica e de hematócrito após a etapa de hidratação.



Melhora?





Sim

Não

Manter tratamento ambulatorial para grupo B



  • Hidratação EV imediata: 25mL/kg em 4 horas, sendo 1/3 deste volume na forma de solução salina isotônica

  • Reavaliação clínica e de hematócrito após 4 horas e de plaquetas após 12 horas.

  • Sintomáticos






Melhora clínica e laboratorial?




Sim

Não





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