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CASO CONFIRMADO DE LEISHMANIOSE VISCERAL



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CASO CONFIRMADO DE LEISHMANIOSE VISCERAL




LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA - LT
EPIDEMIOLOGIA:
No Brasil tem sido encontrado em todos os estados, constituindo, portanto, uma das afecções dermatológicas que merece maior atenção, devido à magnitude da doença, assim como o risco da ocorrência de deformidades. A LT é também conhecida como “Ferida Brava” e “Úlcera de Baurú”.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA:

  • Diagnóstico precoce e tratamento imediato dos casos. Toda pessoa que apresentar ferida de difícil cicatrização deverá procurar a Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Saúde da família, para a realização do exame específico e tratamento;




  • Realizar investigação epidemiológica em situações específicas visando determinar se a área é endêmica ou se é um novo foco, se o caso é autóctone ou importado;




  • Medidas de proteção individual: uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas, evitar freqüência na mata, principalmente no horário do crepúsculo, sem uso de roupas adequadas, boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas, além do uso de repelentes;




  • Atividades educativas: de acordo com o conhecimento dos aspectos culturais, sociais, educacionais, condições econômicas e percepção de saúde de cada comunidade. Saneamento ambiental.


LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA – LT / FLUXOGRAMA


Pápulas que evoluem para úlceras com bordas elevadas e fundo granuloso. Também podem manifestar-se como placas verrucosas, papulosas, nodulares, localizadas ou difusas. Podem ser únicas ou múltiplas e são indolores

Exame parasitológico direto (esfregaço ou raspado da lesão); ou

Exame histopatológico (biopsia da lesão); ou

Reação de Montenegro – IRM.


Confirmado diagnóstico

· Tratamento com antimonial pentavalente – glucantime;

· Orientar sobre: medidas de controle e possíveis efeitos colaterais da medicação;

· Notificar e investigar 100% dos casos, visando identificar novos focos da doença.
Marcar retorno para 3 meses para reavaliar se houve cicatrização da ferida, se não houver, repete-se a série de 30 dias e, se ainda assim não houver cicatrização, encaminhar para unidade de referência com relatório.





DOENÇA DE CHAGAS

EPIDEMIOLOGIA:

A doença de Chagas afeta indistintamente homens e mulheres, mas é sempre mais grave no sexo masculino. Além da morte por alterações cardíacas, que muitas vezes é súbita e precoce (ocorre entre 30 e 50 anos) a doença provoca baixa produtividade, elevada taxa de aposentadoria, absenteísmo e elevados gastos médico-hospitalares.



DEFINIÇÃO DE CASO

FORMA AGUDA


 Caso suspeito:

  • Toda pessoa, residente em área, onde se caracterize como provável de estar infestada por triatomíneo, e que apresente sinal de Romaña ou chagoma de inoculação;

  • Toda pessoa, residente em área de transmissão ativa da doença, que apresente febre com mais de uma semana de duração;

  • Toda pessoa com febre, que tenha sido submetido à transfusão de sangue ou hemoderivados, sem o devido controle de qualidade destes insumos.

 Caso confirmado:

  • Todo caso suspeito, em que se encontre o T. cruzi em sangue periférico.



FORMAS CRÔNICAS


 Caso suspeito:

Clínica de miocardiopatia ou mega (esôfago ou cólon), preferencialmente de pacientes de área endêmica sem confirmação sorológica.

 Caso confirmado:


  • Indeterminada: indivíduo que apresente duas ou mais sorologias positivas, ou xeno diagnóstico positivo, para T. cruzi, sem manifestações clínicas.

  • Cardíaca: indivíduo que apresente duas ou mais sorologias positivas e/ou xeno diagnóstico positivo para T. cruzi, com manifestações clínicas de miocardipatia chagásica.

  • Digestiva: Indivíduo com duas ou mais sorologias positivas e/ou xeno diagnóstico positivo para T. cruzi, que apresente algum tipo de mega - esôfago ou cólon.

  • Mista: indivíduo com duas ou mais sorologias positivas e/ou xeno diagnóstico positivo para T. cruzi, que apresente algum tipo de mega (esôfago ou cólon), e manifestações de miocardiopatia.

  • Congênita: recém nascido, filho de mãe chagásica, com hepatoesplenomegalia, parasito no sangue periférico, e/ou reações sorológicas que detectam IgM positivas.



EXAMES LABORATORIAIS:

Métodos Imunológicos:

Parasitológico:

  • Hemaglutinação indireta;

  • Exame a fresco;

  • Imunofluorescência;

  • Gota espessa;

  • ELISA para Chagas

  • Esfregaço corado.




DOENÇA DE CHAGAS – FORMA AGUDA / FLUXOGRAMA


Caso Suspeito

Caso Confirmado

Avaliação clinica:

Febre, mal-estar geral, cefaléia, astenia, hiporexia, edema, hipertrofia de linfonodos, freqüentemente ocorre esplenomegalia, às vezes, agrava-se numa forma meningoencefálica, principalmente nos primeiros meses ou anos de vida. Quando existe porta de entrada aparente, ela pode ser ocular (sinal de Romaña) ou cutânea (chagoma de inoculação).



  • Encaminhar com relatório para internação visando instituir tratamento específico;

  • Realizar notificação e investigação ;

  • Realizar pesquisa entomológica no domicílio e área de residência do caso, visando medidas de controle de população de triatomíneos, junto à equipe de vigilância epidemiológica;

  • Realizar atividades educativas;

  • Avaliar a necessidade de articular ações intersetoriais para melhorias habitacionais.

Acompanhamento concomitante com a unidade de referência

SINAL DE ROMAÑA: edema bipalpebral, que às vezes se expande à face, elástico indolor, de início geralmente brusco, coloração róseo violácea das pálbebras, congestão conjuntival, enfartamento satélites, e com menos freqüência, secreção conjuntival e dacrioadenite.
CHAGOMA DE INOCULAÇÃO: formação cutânea, ligeiramente saliente, arredondada, eritematosa, dura, incolor, quente e circundada por edema elástico, assemelhando-se a um furúnculo que não supura, mas que às vezes pode exulcerar. É acompanhado de linfonodos satélites.

Sorologia negativa

Investigar outras causas

Solicitar exames laboratoriais

ESCABIOSE / FLUXOGRAMA



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