Paulina dias de oliveira



Baixar 11.5 Kb.
Encontro03.11.2017
Tamanho11.5 Kb.


QUESTÃO 21



Questão 21

AND, 67 anos, gênero masculino, aposentado, relata disfagia intermitente com tossse e salivação de evolução lenta e progressiva há cerca de dois anos. Refere halitose importante e deglutição ruidosa. Foi realizado esofagograma baritado que pode ser visto abaixo: (imagem).



Em relação a este caso e com seu conhecimento sobre o assunto, assinale a alternativa CORRETA:

  1. A manometria é essencial para se confirmar o diagnóstico

  2. A parede da área lesada provavelmente tem a mesma constituição da parede do órgão acometido

  3. O resultado é praticamente o mesmo quando se utiliza o recurso cirúrgico ou endoscópico em lesões com pouco mais de 3 cm

  4. O tratamento consiste na miotomia dos músculos tireofaringeo e cricofaringeo

Gabarito da banca: C
Alternativa A errada.

O exame contrastado da faringe-esôfago-estômago é o principal método diagnóstico. A endoscopia digestiva alta e a manometria auxiliam no diagnóstico diferencial, porém esses exames devem ser realizados com cautela para evitar perfuração do esôfago. Em estudo recente, os critérios para realização de tratamento cirúrgico podem ser: diverticulectomia diâmetro do divertículo superior a 3 cm, ou diverticulopexia, para divertículos com menos de 3 cm.

Disponivel em < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-67202008000300003&script=sci_arttext>
Alternativa B errada. O divertículo de Zenker é considerado um pseudo-divertículo (de pulsão), pois é formado pela herniação da mucosa hipofaríngea através de uma área frágil entre as fibras oblíquas dos músculos faríngeo inferior e cricofaríngeo, em combinação com altas pressões intraluminais. São relativamente comuns, observados em 1% dos esofagogramas, especialmente nos pacientes idosos. No inicio, são assintomáticos, mas conforme aumentam de tamanho passam a reter alimentos e saliva, promovendo sintomas clássicos como halitose e regurgitação, principalmente quando o pacienta se inclina ou deita, podendo aspirar e desenvolver um quadro respiratório associado; como tosse, broncoespasmo e pneumonias de repetição. Mais raramente, o pseudo-divertículo pode tornar-se tão grande que comprime e obstrui o esôfago, resultando em disfagia mecânica e queixa de "massa cervical", podendo ser esvaziada ao pressionar o pescoço. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302007000200012&lng=pt&tlng=pt>
Alternativa C correta

Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/rcbc/v40n1/13.pdf>



Uma metanálise realizada por  Marner Lopes da Silveira comparando o procedimento endoscópico em relação ao cirúrgico para divertículo de Zenker chegou a conclusão: não há evidência que suporte o apelo de que a abordagem endoscópica é melhor que os procedimentos cirúrgicos "antigos"; os tratamentos endoscópico e cirúrgico do divertículo de Zenker têm resultados comparáveis para segurança e efetividade; e a pesquisa cirúrgica necessita trabalhos que propiciem um maior nível de evidências.

Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-69912011000500011&lng=pt&tlng=en

OBS: não encontramos referências que abordassem especificamente divertículos com mais ou menos de 3 cm.


Alternativa D errada. Quando há necessidade de tratamento, procede-se uma esofagomiotomia cervical, que geralmente faz regredir a lesão. Caso contrário, deve ser ressecado com grampeador cirúrgico linear ou, por via endoscópica, fazer uma comunicação entre a luz esofagiana e o interior do divertículo http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302007000200012&script=sci_arttext



Rua Rio Grande do Norte, 63 sala 41, 4° andar l Santa Efigênia l Belo Horizonte l MG



www.grupometa.med.br l grupometa@grupometa.med.br l (31) 3245-4025 l (31) 9737-9020





©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal