Patologias neurológicas



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PATOLOGIAS NEUROLÓGICAS

Betie Casal


Eloisa Giusto

José Hamilton

Sônia Trajano

INTRODUÇÃO


Este trabalho relata algumas patologias importantes, seu conceito, quadro clínico, evolução e tratamento fisioterapêutico que faz com que se torne mais fácil o diagnóstico fisioterapêutico de patologias interessantes e que causam sérios problemas para pacientes acometidos.
Tal trabalho vem nos proporcionar um conhecimento amplo do desenvolvimento e progresso das patologias. O fisioterapeuta deve alertar-se ao seu desenvolvimento e iniciar um tratamento adequado para tentar combatê-lo ou prevenir à medida que as deformidades vão se desenvolvendo.

DOENÇA DE PARKINSON


Conceito:

A doença é atribuída à degeneração de células e tractos dos corpos estriados e substância negra, com perda celular e alteração das células remanescentes. O parkinson descrito por James Parkinson, que notou “movimento involuntarimente trêmulo, com força motora diminuída, em regiões sem atividade e mesmo quando apoiados; com uma propensão para inclinação do tronco para frente e para passar do andar para corrida, com os sentidos e intelecto estando sem prejuízo”.




Quadro Clínico:

Inicialmente é freqüentemente insidioso, gradual, progressivo e lento. Caracteriza-se por tremores, na média três a oito por segundo, associados a movimentos de “enrolar pílulas” do polegar, rigidez muscular, discinesia, hipocinesia, baixa dos movimentos espontâneos e automáticos, acarretando face de máscara, transtorno de postura, da marcha, do equilíbrio, da fala, da deglutição e da força muscular. A etiologia é variada sendo que sua maioria dos casos ocorre na meia idade ou na velhice, tendo causas desconhecidas.


Acredita-se que há varias causas diferentes de Parkinson, e cada um produzindo um quadro clínico diferente. A idade em que se inicia os sintomas é variável de grupo a grupo. Desse modo o termo Parkinsionismo parece ser mais aceitável do que Doença de Parkinson, pois não é uma doença singular. As deferentes variedades de Parkinson são:


  1. Parkinson Idiopático: este termo implica que a etiologia é desconhecida. Este grupo apresenta a verdadeira doença ou mal de Parkinson, ou ainda, paralisia agitante descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817. A diferença entre este tipo de parkinsionismo com outros é que os pacientes apresentam sintomas corticais

  2. Parkinson Pós-Infeccioso: acredita-se que este tipo seja causado por uma encefalite viral. A epidemia de influenza que ocorreu em 1817 a 1826 produziu o maior número desses pacientes que podem também mostrar sinais característicos de alterações mentais, letargia e demência. A rigidez e a bradcinesia também aparecem cedo e são mais acentuadas.




  1. Parkinson Arterioesclerótico: esse tipo de parkinson é causado pelo desenvolvimento arterioesclerótico e pela degeneração do cérebro. Desde que este processo geralmente envolve outras áreas do cérebro, esses pacientes irão apresentar alterações mentais e outros sintomas de lesão cerebral.




  1. Outras Causas: entre elas temos o envenenamento tóxico, os medicamentos e as lesões traumáticas da cabeça


Sinais Clínicos Específicos:



  1. Rigidez: é o principal deles. A rigidez pode ser definida como um aumento uniforme da resistência ao movimentos passivo. Isso ocorre em toda a amplitude de movimento, onde o fenômeno do canivete vista na espasticidade em que a resistência aumenta até um ponto, a partir daí baixa repentinamente. A rigidez geralmente apresenta força desigual, sendo mais pronunciada nos flexores que nos estensores e podem ser mais forte de um lado que no outro. Na realização do movimento passivo, se sentirá o movimento de roda denteada, que é a resistência aumentando e diminuindo alternadamente, causando um movimento abrupto. O sinal da roda denteada nem sempre é visto. Alguns pacientes podem demonstrar uma resistência constante ao movimento passivo. Evidências recentes mostram que os excessos excitatórios aumentam a rigidez. A rigidez pode ser aumentada durante o movimento ativo e durante períodos da concentração mental e tensão emocional.




  1. Bradicinesia: refere-se a dificuldade em iniciar o movimento e a lentidão de movimentos que estes pacientes apresentam. O movimento voluntário e automático que estes pacientes apresentam é reduzido em velocidade, amplitude e plasticidade, bem como apresenta-se deficiente na coordenação geral. Com freqüência há um lapso de tempo entre o estímulo e a resposta através do movimento. De maneira similar, o tempo necessário para completar-se uma atividade também é aumentado. A bradicinesia pode não estar associada a rigidez, mas o mecanismo exato deste problema não está totalmente compreendido. Geralmente este é o sintoma mais incapacitante que o paciente com parkinson apresenta e é o que menor responde ao tratamento aplicado.



  1. Tremor: é definido como movimentos alternados rítmicos e certos de grupos musculares antagonistas. O tremor parkinsoniano, é descrito como um tremor de repouso, pois está presente ao repouso e desaparece com o movimento voluntário. O tipo de tremor visto com maior freqüência é o movimento da mão de “contar moedas”, que é caracterizado pelos movimentos alternados de flexo-extensão dos dedos e polegares. O tremor tende a ser menos acentuado quando os pacientes estiverem relaxados e desocupados, pois ele diminui com o esforço voluntário e desaparece completamente durante o sono. No entanto, ele se agrava por uma tensão emocional, excitação e pelo cansaço. Os tremores afetam todos os pacientes com parkinsionismo e podem preceder a rigidez durante vários anos.


Evolução:

A doença é lentamente progressiva e pode o paciente viver durante anos. A medida que a incapacidade aumenta freqüentemente ocorre depressão, ansiedade e distúrbios emocionais. Devido à uma grande extensão da incapacidade, é preciso um sistema de graduação para identificar a inabilidade existente.




  • Envolvimento unilateral, com mínimo ou nenhum prejuízo funcional;

  • Envolvimento bilateral com prejuízo do equilíbrio;

  • Sinal de prejuízo dos reflexos de endireitamento;

  • Restrição funcional nas suas atividades, podendo levar vida independente. Inabilidade amena moderada;

  • Gravemente incapaz, consegue andar e ficar parado sem ajuda, mas é inábil;

  • Confinado ao leito ou a cadeira de rodas.



Tratamento Fisioterapêutico:

O paciente pode melhorar seu desempenho inicialmente, com resultado da fisioterapia, ao longo do prazo ele poderá exigir cursos de apoio de tratamento intermitente durante o período da moléstia, quando alguma novo dificuldade surgir.


O programa de tratamento deve incluir todas ou alguns dos seguintes íntens:



  • Análise das dificuldades funcionais: o núcleo do programa de tratamento deve consistir de uma fisioterapia orientada pelo objetivo de ajudar o paciente a superar suas dificuldades funcionais individuais. Os padrões errados e os movimentos devem ser analisados e corrigidos quando possível ou de forma alternativa de desempenho do movimentos de ser escolhida e repentinamente praticada pelo paciente até que se torne um perito na execução. Auxílios auditivos e visuais devem ser usados para reforçar a informação.




  • Consciência Postural: o treino da consciência postural quando em decúbito sentado, em pé e andando também pode ser incluído no programa, especialmente nos estágios iniciais da patologia. A posição de uma parte do corpo em relação a outra e ao corpo como um todo, é um método útil. Com o progresso da doença, os pacientes estão freqüentemente inconscientes das perturbações posturais grotescas, sendo portanto incapazes de corrigi-las sozinhos.




  • Relaxamento: o relaxamento pode ser uma parte útil do tratamento, especialmente se o paciente se queixar de super ansiedade ou discinesias incômoda. Métodos de relaxamento com elemento postural para reforçar a consciência postural são adequados por exemplo, o relaxamento fisiológico.




  • Aconselhamento aos Familiares: os familiares e ajudantes devem ser estimulados a independência do paciente, dentro do possível mesmo se as atividades que executam levem mais tempo do que levavam antes. Tanto o paciente quanto seus familiares devem ser avisados a mudar a rotina diária, para que atividade possa ser tentada, quando o paciente estiver se sentido bem e capaz de completá-las mais facilmente.




  • Exercícios Domiciliares: a maioria dos pacientes gosta de praticar exercícios simples de mobilização em casa e, uma vez executados, eles continuarão a fazê-los. Os exercícios de respiração diafragmática que estimulam a expansão torácica devem ser incluídos. Uma lista descrita de exercícios de reforço às sessões do tratamento hospitalar é essencial.



Cinesioterapia:



  • Três vezes por semana, depois uma vez por semana numa conservação permanente.

  • Doentes muito fatigáveis exercícios progressivos e prudentes intercalar inúmeros tempos de repouso

  • Tratamento idêntico para pacientes operados ou não qualquer que seja o tratamento médico. Será adaptado de acordo com uma avaliação precisa no início o tratamento, a repetir-se de modo regular:

  1. Problemas músculos-articulares: coluna vertebral, membros superiores e inferiores;

  2. Problemas funcionais: refeição, vestuário e marcha;

  3. Problemas de linguagem em ligação com as insuficiências respiratórias;




  • Massagem: nas costas, nuca e raíz dos membros com efeito circilatório e descontraturante e massagem abdominal para facilitar a evacuação;

  • Hidroterapia: banhos quentes;

  • Relaxamento e aperfeiçoamento das sensações proprioceptivas;

  • Exercícios respiratórios associados aos exercícios de mobilização e tonificação;

  • Exercícios de mobilização de todas as articulações dos membros, da coluna e da cintura escapular em toda a sua amplitude;

  • Exercícios de controle muscular e de equilíbrio;

  • Correção da postura e da marcha;

  • Exercícios funcionais e práticos (jogos, dança).



Os exercícios a longo prazo do programa de fisioterapia tem como objetivo:



  1. Retardar ou diminuir a progressão e os efeitos da doença;

  2. Prevenir o desenvolvimento de complicações secundárias e deformidades;

  3. Manter as habilidades funcionais do paciente o maior tempo possível;

  4. A obtenção desses objetivos estará intimamente ligada a um plano cuidadoso que aumente ao máximo o movimento e que obtenha a cooperação total do paciente.

Os seguintes objetivos do tratamento a curto prazo são relevantes no trataemnto do paciente com parkinsionismo:





  1. Elevar ou manter a amplitude do movimento em todas as articulações;

  2. Fortalecer os músculos fracos e estirá-los;

  3. Promover e melhorar os movimentos voluntários e automáticos;

  4. Corrigir a postura incorreta e manter a mobilidade do tronco especialmente durante a extensão e rotação;

  5. Melhorar o padrão da marcha;

  6. Melhorar o padrão respiratório, a expansão e a mobilidade torácica;

  7. Elevar ou manter uma independência funcional nas atividades de vida diária;

  8. Assistir a adaptação psicológica à deficiência crônica;

  9. Massagem;

  10. Exercício ativo quando possível.


BIBLIOGRAFIA


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LEITÃO, Araújo. Reabilitação Neurológica: Editora Artenova.



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