Palavras de agradecimento do servo


Orações pelos que já partiram



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Orações pelos que já partiram

Recebido por Jacob Lorber, em 28 de outubro de 1840

1 – Escreve isso para a irmã que Eu amo muito e que está sedenta e faminta pela Minha Misericórdia. Ela deve perguntar se estou ao lado dela com mais frequência.
2 – Ela então ela deve dizer: “Tu, bem amado Jesus, tu noivo, sim tu, que és tudo para mim, tu ainda estás aqui comigo? Tu não me abandonaste? Tu, meu bem amado Jesus, olha com compaixão dentro do coração desta tua filha que tantas saudades tem de ti e que dirige seu amor somente para ti, amado Jesus”.
3 – Eu então lhe darei uma doce resposta em seu coração, que poderá ser a seguinte: “Olha-Me em teu amor. Eu estou junto de ti e nunca Me afastei de teu lado e Meu coração te pertencerá eternamente. Mas permanece tu também fiel a Mim, permanece fiel a teu Jesus, que desde sempre te amou com todo o poder de sua divindade, mesmo antes que o mundo material existisse”.
4 – E quando ela sentir este amor, ela poderá ter a certeza que Eu, o eterno Noivo e a eterna Vida, sempre estarei bem junto a ela.
5 – Mas dize-lhe também que existem rusgas no verdadeiro amor e é por isto que vou Me zangar um pouco com ela. Eis, pois, Minha zanga: Ela está levando sua filha pouco demais em Minha direção e lhe fala somente de assuntos mundanos; muito pouco fala de Mim, ou pouco as incentiva para tal.
6 – Avisa-lhe que Eu sou muito ciumento e por isto não gosto quando preferem falar de assuntos que não são a Meu respeito.
7 – Eu sou como um amante apaixonado que fica a espreitar sua amada atrás da porta e fica encantado quando ouve que sua bem amada só fala nele, mas se entristece muito quando ela fala de outro assunto. Ele então fala assim para si:
8 – “Tu Minha doce amada, se tu Me amas como Eu te amo, como podes ter outros pensamentos, enquanto que Eu constantemente penso em ti e aguardo ansioso que permitas Minha entrada, pois estou sempre à tua porta?”
9 – Observa bem, Meu servo, dize-lhe isto tudo com exatidão, se quiseres ser Meu mensageiro de amor. Pois isto é muito mais importante que tua pergunta: “Como devemos orar pelos mortos?”
10 – Mas já que perguntastes, e isto feito por uma alma muito querida, vou dizer-vos como se orar por um falecido:
11 – Quem deseja rezar pelos mortos, em primeiro lugar deve saber muito bem quem e quais são os mortos de fato, e também como e por que deve rezar.
12 – Como “mortos” não se entenda somente aqueles que já partiram deste mundo, mas os que morreram em seus corações que não têm fé nem amor e que por isto estão verdadeiramente mortos.

13 – Vede, para estes deveis rezar com conselhos e ações - brilhando como o sol que na sua primeira presença acalenta o caminhar do andarilho cansado, ou como o orvalho refrescante que cai sobre o musgo endurecido e ressecado - para que eles se reencontrem e vejam em vós marcos de Meu Perdão e se curem no regato de Minha Misericórdia.


14 – Eis aí para quem, como e por que deveis orar. Vosso amor por Mim e por vossos próximos deve ser sempre a oração que orais. Como e por que, vou explicar-vos com o seguinte exemplo:
15 – Um rei muito poderoso tinha em seus cárceres vários prisioneiros que lhe causavam muita pena, pois eram pobres desgraçados que tinham sido levados ao mau caminho. Porém ele não podia modificar a lei sem ferir sua justiça e assim libertá-los do castigo que a lei lhes tinha imposto. Mas quando eles passaram bastante tempo na prisão e cumpriram boa parte da pena imposta, ele decidiu libertá-los. Mas ele pensou o seguinte: “Eu também tenho uma amada. Vou fazer com que ela saiba da existência destes infelizes no meu cárcere. Como ela me ama muito e tem plena confiança em mim, tenho certeza que virá correndo pedir clemência pelos infelizes”. Assim foi feito, e aconteceu o que ele tinha imaginado.
16 – O que achais que o rei fez? Ele teve uma enorme felicidade em poder mostrar a sua amada o quanto o amor e a confiança dela podiam alcançar e os fundos que o amor e a confiança eram capazes de gerar. Os prisioneiros, porém, louvarão o senhor, pois eles puderam ver que Ele somente é alcançável pelo amor e confiança absoluta e ensinarão isto a seus filhos e amigos, para que eles também se tornem amantes do Senhor.
17 – Vede, é assim que deveis orar. Não deveis pensar que podeis Me comover com uma oração morna, mas sim pedir para que vós mesmos possais vos fortificar em vosso amor por Mim, e desta maneira vosso pedido será de Meu agrado. Não deveis pedir por causa dos presos, mas sim por causa de vós mesmos.
18 – Mas com respeito aos que já partiram, isto também vale. Vós não sabeis em que situação eles se encontram no Além, mas isto não tem importância. O único ponto que importa de fato é que todos saibam que Eu sou o grande amigo do amor e o serei eternamente, e que o amor sempre faz bem a todos.
19 – Tenho certeza que ao receberdes presentes de vossos filhos, presentes comprados com vosso dinheiro, sentireis uma enorme alegria. Muito mais Eu ficarei feliz, se atuardes como vossos filhos. E muito se alegrarão os vossos “mortos”, ao saber que os que ficaram no mundo se lembram deles com amor.
20 – É assim que são as coisas, e é assim que deveis atuar, se de fato desejais ser Meus Filhos queridos.
21 – Tu, Minha querida alminha, ora com confiança; e Eu, teu querido Jesus, não te abandonarei. Amém. Isto falo Eu, teu querido Jesus.

A visita ao morro
No dia 25 de outubro de 1840, sob forte chuva, os cinco amiguinhos viajaram para Uebelbach e sob neve, vento bem forte e geada, foram até o pé da montanha pequena, ao meio dia. No local onde o morro aparecia no firmamento nebuloso apresentou-se um sol pálido aos visitantes. Este sol tornava-se cada vez mais claro e brilhante. Em alguns lugares o céu ficou azul e parou de nevar. Também o vento e a geada amainaram. Um sentimento de felicidade apoderou-se dos viajantes.

Explicações espirituais da visita à pequena montanha

Recebido por Jacob Lorber 29 de outubro de 1840 de manhã e tarde



1 – Após executardes a tarefa encomendada (visita à pequena montanha) com algum êxito, Eu vou cumprir o que prometi e vos dar um bom emolumento de viajem.
2 – Já na vossa viajem de ida, possivelmente vos chamou a atenção a nebulosidade que aumentava cada vez mais, especialmente se observastes que esta nebulosidade se iniciava no meio das montanhas, mas nunca ultrapassava o cume mesma.
3 – Em segundo lugar, deve ter chamado vossa atenção, especialmente após terdes saído do vale e vos dirigido ao solo montanhoso, que todo este vale estava ladeado por morros com aproximadamente a mesma altura e também o mesmo formato; além disto, estes morros estavam cobertos por vários tipos de árvore, arbustos e ervas, desde o sopé até seu cume, e só estavam desmatados onde o homem usava a terra para seu trabalho.
4 – Depois tereis observado que o vale, como muitos outros, fazia muitas curvas. E quando pudestes ver as rochas lá e cá, notastes a formação de placas como em Choralpe; elas, porém, são mais amplas aqui no vale.
5 – Se tiverdes observado o declive bem perpendicular das montanhas à distância, creio que tereis observado ali certas coincidências, especialmente e com mais frequência o formato piramidal dos morros.
6 – E quando chegastes às alturas sob tempo tormentoso, para poderdes ver a parte mais elevada da “pequena montanha”, uma brisa fresca vos alcançou, jogou alguns flocos de neve em vosso rosto, e de repente o sol se mostrou no meio das montanhas. Assim vós conseguistes ver tudo o que era necessário, pelo que vos tinha pedido de antemão.
7 – Bem, isto é a parte material que observastes. Mas Eu vos tinha falado de sentimentos por vós ainda desconhecidos. Eu vos pergunto: Vos destes conta de alguma coisa como esta? Sim, pois quando Eu prometo algo, Eu cumpro. E Eu vos digo: Teríeis sentido muito mais, se tivésseis permanecido mergulhados em vossa interiorização.
8 – Aqui tenho que chamar vossa atenção a um erro muito comum entre os humanos e que impede que as pessoas consigam sentir sensações maravilhosas na Terra. O erro é que, quando esperam a realização de um fenômeno extraordinário que lhes tenham prometido, elas dirigem toda sua atenção a tal altura, que deixam de observar muitas maravilhas que acontecem dentro deles. Elas jogam todos os seus sentidos a tais alturas, de modo que nada mais conseguem ver.
9 – Este também foi um errinho que vós cometestes. Vós levantastes vossos olhos para as coisas extraordinárias que aconteciam lá fora e esperastes que a sensação interna entrasse em vós qual ave penetrando vosso corpo e mente e que tivesse provocado em vós sensações mágicas.
10 – Prestai bem atenção a este exemplo para ocasiões futuras.
11 – Um rei importante viajou para uma cidade desconhecida. A população foi ao seu encontro bem longe da cidade, para poder ver o rei e sua entrada triunfal. O rei, porém, não gostava nada destes atos magníficos e majestosos. Abandonou o seu coche bem simples e mandou que sua comitiva diminuísse a velocidade. Ele, porém, viajou bem rápido no seu coche simples de aluguel que veio a seu encontro, não reconhecido pela multidão, e entrou na cidade totalmente incógnito.
12 – Ao lá chegar, ele quis tomar um refresco. Foi às hospedarias, mas todas estavam vazias. Até que no fim chegou a uma pequena estalagem, onde um servente cocho foi ao seu encontro e, mal-humorado, lhe perguntou pelo que desejava.
13 – O poderoso rei, porém, primeiro lhe perguntou a razão de sua tristeza e mal humor. Ele disse que estava triste, porque não pôde ir ao encontro do rei. Ao que o rei respondeu que ele deveria alegrar-se, pois seria o primeiro a ver o rei em toda a cidade. O servidor, porém, não conseguia acreditar nisto. O rei daí falou: “Já que és o primeiro a ver o rei poderoso, receberás um prêmio bem grande, mas pela tua incredulidade também te será dado o castigo correspondente”.
14 – Enquanto assim falavam sobre o ver e o não-ver o rei, o povo retornava à cidade seguido pela comitiva real que entrava triunfante, mas sem o rei.
15 – Então o pobre servidor perguntou: “Enfim, onde está o tal rei, para que eu possa voar ao seu encontro e vê-lo em primeira mão?” O rei então respondeu “Se fores procurar o rei lá no meio da multidão, não escaparás do castigo prometido, pois se assim fosse o povo que foi recepcioná-lo lá na estrada já o teria visto muito antes que tu. Olha-Me porém, olha como estamos os dois aqui parados na porta desta casinha, onde ninguém ainda nos viu, nem ninguém se dignou a nos olhar, pois dirigiram seus olhares ao brilho da comitiva real e procuram o rei. Mas sim, olha para Mim!”
16 – O servidor obedeceu ao rei, mas ele não sabia o que tudo isto significava. Quando começou a olhar seu companheiro, ele notou que a comitiva tinha parado na porta da estalagem e começava a saudar o rei. Só então reconheceu o rei e muito se arrependeu do tempo perdido. Ele procurava o rei fora da cidade, enquanto que este se encontrava ali, bem ao seu lado, e deixava que ele o servisse.

17 – É assim que acontece convosco. Enquanto procuráveis o rei fora da cidade em trajes brilhantes e carruagens douradas, ele vos enganava e buscava sua liberdade. E enquanto vós aguardáveis o voar do pássaro invisível dos sentimentos, ele penetrava sorrateiramente em vossos corações, como um ladrão a consumar vosso espírito, sem que nada tivésseis de conhecimento. Mas Eu permiti que tivésseis uma leve intuição de Minha presença.


18 – Com isto a metade da tarefa foi concluída, pois vos mostrei que Eu mantive fielmente Minha Palavra, mesmo que as condições que vos pedi não tenham sido por vós totalmente realizadas. Mas isto não poderia ter sido tão fácil assim; não, em primeiro lugar, porque vós sois humanos e consequentemente imperfeitos; em segundo lugar, por serdes muito fracos e por isto incapazes de fazer algo sem a Minha ajuda constante, e em terceiro lugar, porque sois Meus filhos. Por isto Eu tenho que Me satisfazer mais com a vontade do que com a ação. É bem fácil Me servir, pois Eu pago a diária completa por uma hora trabalhada, mas para Meus filhos Eu dou toda a comida e roupa de graça.
19 – Já que a parte espiritual foi amplamente esclarecida, vamos dar mais uma olhada na região.
20 – Com respeito ao formato das montanhas periféricas, já foi de sobejo explicado, quando falamos no Choralpe. Mas para entender como o vale aconteceu, não precisais nada mais que um pedaço de crosta de pão e quebrar o mesmo lentamente, começando por baixo, de tal forma que a ruptura se dirija para a parte superior. Quando houverdes feito isto, vos terá sido esclarecido como se formou o vale. Assim aconteceu sob a superfície, com as elevações por vós já conhecidas em várias partes e com a ruptura que se alonga por todo o vale.
21 – Mas como a ruptura aconteceu em direção da parte superior, por si mesmo se entende que na parte interna, nos dois lados da ruptura central, devem ter acontecido sempre duas rupturas laterais. Estas rupturas às vezes se tornaram verdadeiros abismos e outras vezes se elevaram em forma de abóbadas.
22 – Que estas variações foram abrandadas com o tempo - ou pela destruição de rochas menos resistentes ou pela erosão dos ventos - já deve ser de vosso conhecimento há muito tempo.
23 – Mas que estas montanhas são milhares de anos mais antigos que o “Choralpe” por vós tão conhecido, como também de outros vales, isto tenho certeza que não sabíeis.
24 – Perguntais-Me como podereis reconhecer isto? A resposta é bem clara: Quanto mais compactas as rochas se apresentam, mais recentes. Quanto mais calcárias se apresentem, tanto mais antigas são. Se muitas rachaduras e rupturas possuem, então sabemos que passaram por inúmeros cataclismos. Se não aparecem muitas regiões coladas com cal e cada ruptura está bem definida e cheia de arestas, então esta formação rochosa é bem moderna.
25 – As rochas de vosso morro do castelo são bem mais antigas que o da “Choralpe” e também de outros morros menores que se encontram na vizinhança. Mas esta formação daqui também se difere dos Alpes, porque ela foi ejetada de regiões bem mais profundas do seio da Terra.
26 – Aqui teríamos, pois, a construção natural destas montanhas. Porém observai as montanhas piramidais, estas são exemplos das rochas bem antigas que encontramos aqui esparsas, especialmente aquelas que encontrardes carvão de pedra, o carvão negro que se originou na época de Noé (Dilúvio) ou de erupções vulcânicas que aconteceram então.
27 – O porquê disto tudo já vos foi explicado e também será elucidado com mais profundidade dentro de algum tempo (“A Terra e a Lua”).
28 – Com respeito ao nevoeiro que vos acompanhou, Eu quis mostrar-vos algo bem grandioso, e o escrevi com letras garrafais por cima das montanhas, para ilustrar vossa real situação.
29 – O sopé das montanhas, como certamente observastes, estava totalmente livre e claro, como também os cumes cobertos de neve. Mas nem vossos pés nem vossas cabeças Me inspiravam, por isto Eu coloquei o nevoeiro na região onde também em vós ainda encontro nebulosidades: vosso peito.
30 – Quanto mais vos movíeis (seguindo Minha Vontade, pois sem ela a nenhum lugar chegaríeis), observáveis que o nevoeiro ficava cada vez mais disperso e leve, e os troncos das montanhas por fim ficaram limpos e vos apresentaram sua farta vegetação. Ao seguirdes o vosso caminho, fostes capazes de ver um tronco totalmente verde na montanha, o que vos deveria demonstrar que quanto mais obedecerdes Minha Vontade, tanto mais viva fica a esperança.
31 – Bem, ao chegardes a uma determinada altitude, sob tormenta de neve e vento, quase perdestes toda a esperança em ver alguma coisa extraordinária e de aprenderdes algo mais de Minha Vontade. Porém Eu, cheio de misericórdia e piedade, permiti que o Sol aparecesse por entre as nuvens, iluminasse e limpasse a região. Com isto vos quis mostrar que Eu chego no momento que menos Me aguardais e menos achais possível acontecer.
32 – Que o Sol não se vos tenha apresentando em toda sua pureza e claridade, com isto quis mostrar-vos quão nebuloso ainda se encontra vosso amor. Quando este ficar cada vez mais quente, então o Sol do espírito ficará bem claro, e em seus raios brilhantes vós podereis reconhecer vossas trevas e sombras. O que estas sombras significam não vos direi, já o deveis saber de sobejo.
33 – Ao regressardes para casa, vossa noite nebulosa, deveis ter observado alguns raios e que as trevas da noite estavam tão iluminadas, que ficastes muito surpresos, e com toda razão. Pois com isto Eu realmente vos quis dizer como estava vosso peito (coração) e podeis alegrar-vos bem, pois a noite de vossas vidas já se tornou tão clara quanto era a noite de vosso retorno para casa. Por detrás das montanhas de vossos conhecimentos, as trevas começaram a ceder com a claridade de alguns raios. Isto já é um progresso.
34 – Meditai, pois, bastante sobre esta viajem. Foi este o motivo que vos disse para fazê-la, para que a natureza vos fizesse uma fotografia real do que já sois.
35 – Vede, estas são as “dietas” prometidas, e elas têm mais valor, do que quando sois cheios de ouro. Existem muitos que quase comem a natureza com seus olhos, mas muito poucos se reconhecem nela. Amém. Isto vos digo Eu, o grande “dietista”. Amém.

Do existir na aparência
Essa aparência de vida na Terra, irmão, não é tua, mas assim mesmo habita nessa aparência um grande ser! Não confia nas aparências, mas aproveita esses lampejos de claridade na Terra, para encontrares o verdadeiro ser em ti.

Sobre o servo Jacó Lorber e um discípulo novo. Loas à mansidão

Recebido por Jacob Lorber, em 30 de outubro de 1840

1 – Para o próximo domingo peço-vos que já estejais aqui reunidos desde as oito horas da manhã, pois tenciono elucidar mais algumas coisas sobre vossa “viajem dietética”, e o que foi dito ontem vos parecerá um simples índice de livro.
2 – Mas prestai atenção, pois não usarei mais explicações tão simples como ontem usei no “índice”. Pois ontem muitos pensaram que explicações tão simples teriam sido possíveis até mesmo pelo Meu servo, que não passa de um inocente receptador Meu. Ele não sabe nada mais do que aquilo que de Mim recebe.
3 – Isto ele bem sabe e ele também nada fala que não seja colocado por Mim em sua boca. Ele nem consegue falar por si, pois tem muito menos conhecimento do que qualquer um de vós. É esta razão por que ele se tornou uma ferramenta muito útil para Mim, pois pouca coisa existe em sua cabeça. No entanto existe muito, mas muito mesmo em seu coração, o que é apenas o que Eu preciso, pois no coração não existem recordações, mas sim uma lembrança enorme do amor em Mim e para Mim, e nesta lembrança a visão exata do que Eu quero e do que Eu digo! Esta é a situação correta do ser humano. A situação das “cabeças compreensivas” é totalmente errada e muitas vezes não passa de sonhos absurdos do orgulho que se origina num cérebro doente e mal usado.
4 – Bem, não usarei palavras simples desta vez, e vossa razão será sufocada, mas vosso coração, no entanto, será cada vez mais feliz.
5 – Quando Eu acabar esta explicação, então o irmão KGL trate de conversar com o novo membro, mas sem forçar demais e sem dizer nada, até que qualquer leigo que tenha um pouco de introspecção consiga entender. Muito do aqui dito precisa de preparação antes de ser entendido.
6 – O homem a quem Me refiro é aquele que todos vós já pensastes ser e o qual, se for abordado com sabedoria, se tornará um obreiro muito importante em Minha Vinha. Porém não deveis forçar um nada seu livre arbítrio, mas sim ele deverá degustar o pão da vida em pequenos pedaços que lhe dareis. Vereis que em curto tempo ele ficará faminto pelo mesmo.
7 – Também ele e Meu servo não devem se encontrar ainda, mas somente quando a sua fome aumentar e se ainda ficar sedento pela água da Vida. Só então lhe deverão ser entregues os escritos de Meu livro “Criação de Deus”, como também as mensagens aqui reveladas. Só então ele se tornará um homem verdadeiro e Me reencontrará onde menos espera.

8 – Se por acaso ele disser que existem algumas coisas bastante estranhas, que não existe uma ordem correta e nenhum sistema de ensino conhecido, dizei-lhe que Minha ordem e Meu sistema diferem totalmente do vosso. Os homens contam um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e dez, mas não consideram que cada mundo somente é um marco do infinito; mas o que se encontra entre o um e o dois e o três e assim por diante eles não consideram. Eu, porém, possuo e conheço a ordem correta e não digo um, dois, três, etc..., mas antes que o abismo do infinito que há entre o um e o dois esteja totalmente preenchido não é possível progredir-se ao três.


9 – A quem é conhecido o começo, o início e o fim de todas as coisas? Eu, porém, sou o princípio, o Alfa e o Ômega, e sou o eterno ponto central de tudo. Por isto Minha ordem é a certa, pois Eu sou a Ordem própria. No momento, no que o membro novo me reencontrar, então lhe será aclarada Minha ordem e o Meu sistema.
10 – Mas se alguém não conseguir reconhecer isto, este deve olhar para a Terra e sua vegetação. Então com certeza tudo lhe parecerá uma miscelânea, mas se elevar os olhos para o firmamento, não verá as constelações como se uma mão as tivesse jogado sem plano nenhum, como se tivessem sido colocadas lá por acaso? Eu falo: em todos os lugares existe a maior ordem! Crescem plantas venenosas e curativas num só lugar, como ervas daninhas entre o trigo, e mesmo assim existe a maior ordem em tudo isto.
11 – O pedreiro também joga a argamassa entre as pedras que coloca e não se preocupa em absoluto pela posição do grãozinho da areia que compõe a argamassa. Eu, porém, digo: Na posição em que se encontram os grãozinhos de areia da argamassa existe mais ordem de que em toda a construção. Os cientistas com certeza dirão que esta afirmativa é no mínimo uma grande tolice.
12 – Vede, se aquele homem pensar sobre isto só um pouquinho, então ele já terá iniciado sua evolução. Mas atenção; é preciso muita suavidade e amor. Atenção, especialmente muita suavidade.
Na mansidão deveis vos entender,

Na mansidão se encontra uma brisa divina,

Somente a força da mansidão conseguirá

Levar a fraqueza para a perfeição,

Pois a mansidão não julga nenhum erro,

Pois nela tudo pode continuar a existir,

Onde ela é colocada como alicerce da construção,

Lá existirá uma poderosa união.



Compreensão e tolerância!
Em cada planta nova existe uma semente nova e para cada tipo de árvore existe um tipo de fruto. Por acaso conheceis a utilidade de todos? Com certeza não. Vede, é assim que se apresenta a vida espiritual no homem de boa vontade. As espécies, as classe e gêneros, mesmo que sejam bem diferentes, não têm nenhuma diferença para Mim. Só é questionável como e quanto são úteis, e por isto não deveis amaldiçoar a ninguém, nem excluir, mas sim tomar conhecimento de Meus diversos caminhos.

O mundo de todos os santos

Recebido por Jacob Lorber, em 01 de novembro de 1840


1 – Antes que cheguemos a escrever tudo o que foi mencionado graças a uma inspiração especial, é necessário chamarmos a atenção a um engano que mantém tantas pessoas aprisionadas e que às vezes faz com que percam uma grande porção de sua evolução, tanto aqui no mundo material como também no espiritual.
2 – Pois podem alguns achar que já possuem todo o infinito, quando Eu lhes dou muito. Então eles acham que já têm tudo, mas outros, no entanto, ainda acham que nada receberam e se assemelham a uma panela furada, a qual tentamos inchar sem sucesso.
3 – Pois se alguém achar que tudo possui, quando Eu lhe dei infinitamente muito, como seria possível Eu ainda poder dar algo mais? Do ponto de vista humano, isto seria um tanto esquisito, e alguém teria o direito de dizer: “Quando o Infinito me é fiel, o que mais eu deveria receber que fosse maior que ele?”. Isto de fato é correto, se observado só no exterior, mas não é verdadeiro, quando consideramos a verdade interna intrínseca que emana de Mim, pois Eu não sou somente o senhor de um infinito, mas sim de um infinito em todos os infinitos, o que significa que tudo e cada um emana de Mim e contém outro infinito, pois Eu, como o eterno princípio de todas as coisas, sou em tudo e em cada um infinito.
4 – Se um humano tiver produzido uma obra, por mais espetacular e magnífica que ela seja, ela é para sempre finita, pois o seu criador é um ser finito. Mas se Eu produzir a menor obra imaginável, esta seria infinita, pois Eu, seu criador, sou infinito, mesmo que ela pareça ser delimitada em todos os lados, que pareça uma coisa cheia de limites no seu exterior; mas no seu interior é que está o infinito, pois Eu lá Me encontro. É por isto que as pessoas se enganam pensando que já tudo possuem, pois Eu lhes dei muito e o infinito, mas neste caso o infinito que eles acham possuir de longe ainda não é tudo.
5 – Ao contrário, vejo uma grande ingratidão naqueles que, apesar de já terem recebido muito, (e neste caso por Mim tocando o infinito, por ser Eu o doador), ainda acham nada ter. Estas pessoas ainda não têm o mais leve conhecimento dos valores do interno de tudo. Elas só contam as coisas pelo seu volume, pelo seu exterior e não dão a mínima importância ao valioso interior dos objetos, não se lembram que a casca da noz não é o todo, esquecendo a deliciosa fruta que existe no seu interior. Estas pessoas são avarentos e procuram acumular tudo para si. Mas, apesar de todas as posses, estão cheias de fome, igual ao avarento que, ao dar-se o direito de comer um pedaço de pão velho, ainda pensa se não seria possível vendê-lo a alguém mais faminto e guardar o centavo recebido.
6 – Bem, já que conhecemos dois extremos, é possível perguntar: Onde se encontra o meio termo correto, ou como ele deve ser, para que se apresente corretamente ante Mim?
7 – Eu vos digo: O meio termo certo deve ser um bom filho, aquele que não julga pelo tamanho da dádiva, mas sim na necessidade e precisão da mesma, e que aceita tudo que receber cheio de gratidão, por ser dádiva do Pai. Ele não precisa de nada além do que recebeu, pois sabe muito bem que o Pai sempre lhe dará tudo aquilo que lhe é necessário. Ele sabe que o Pai é extremamente rico e que proverá o filho do bom e do melhor. Este bom filho também não precisará além do que lhe é dado, pois sempre foi alimentado a contento. Como o Pai também é muito sábio, ele dá ao filho o justo que lhe compete.
8 – Vede assim que é o meio termo correto. Vós tereis que vos posicionar neste meio termo e não deveis achar que já recebestes tudo, nem deveis achar que recebestes muito pouco ou mesmo nada. Vós não podeis comparar o que tendes com tudo que ainda recebereis de Mim. Deveis permanecer neste meio termo, cheios de humilde gratidão. Deveis ser iguais àquele filho que está feliz e satisfeito, pois reconhece ter o melhor dos pais. Em vossos corações, deveis ser os filhos verdadeiros deste Pai tão bom e santo que sou; Eu, que Me sento aqui entre vós e vos dou estes ensinamentos por intermédio de Meu Servo.
9 – Bem, a seguir desse esclarecimento prévio e necessário, vos darei outro que também é necessário e importante, como também será a mensagem que mais tarde vos darei.
10 – Eu vos disse que deveríeis ser elevados a mais um degrau de vossa evolução. Pois este degrau vos será dado agora, com todas as explicações e esclarecimentos necessários.
11 – Milhões de pessoas se deitam todas as noites sobre seus corpos cansados e no dia seguinte milhões tornam a se levantar com os corpos descansados, alguns para reiniciar suas tarefas habituais e outros para seguir seu ócio contínuo. Assim se levantam milhares de pessoas e cada uma com o seu propósito diferente. Mas de todos estes não houve um único que se levantou como é devido. Todos deixaram de dar a atenção devida ao amanhecer, como também ao pôr-do-sol, a não ser que estivesse acontecendo uma tormenta fora do comum a lhe atrapalhar os negócios, ou se um raio e o trovão consequente lhe tivessem gritado: “Ouve tu, fraco e atarefado homem, se eu, o raio, tivesse me aproximado de ti somente mais alguns metros, tua conta com o mundo estaria encerrada!”.
12 – O homem neste caso se assemelha ao pardal no galho da árvore. Quando ouve um tiro, se afasta piando, como se quisesse dizer: “Ufa, estive em perigo mortal. Vou evitar este lugar. O caçador jamais deverá encontrar o galho distante onde me ocultarei de agora em diante”. Mas não demora muito e o mencionado pardal estará a se balançar novamente naquele galho onde quase encontrou a morte.
13 – É isto que acontece com os homens. Um perigo só é considerado como advertência enquanto ele dura. No momento em que o perigo passa, tudo volta ao normal. O homem volta ás suas atividades habituais e continua a ser o cego de sempre, qual cego e surdo que vai ao trabalho sem nada perceber.
14 – O mundo é qual grande teatro, no qual em cada segundo se apresenta um novo espetáculo, dos quais todos são de grande importância. Quem não for cego e surdo terá um enorme prazer nos mesmos, mas quem os assistir surdo e cego será como um coral de pólipos que se ancorou num buraco escuro e lamacento do mar e nada mais faz do que comer e comer com suas mil bocas.
15 – Se vós, porém, acordardes cedo de manhã, observai, pois, todas as coisas que estão a vossa volta com muita atenção. Cuidai de observar bem vossos sentimentos, que sempre se apresentam de forma modificada, assim como uma minúscula nuvem se modifica no céu azul. Esta será sempre bem diferente, mesmo quando olhada simultaneamente de um outro lugar do mundo. Vossos sentimentos também são diferentes na manhã e no anoitecer.
16 – Se por acaso sentirdes uma brisa agradável, vossos sentimentos não se tornam alegres? Quando um vento quente vindo do sul transporta maravilhosas massas de nuvens pelo céu, podeis ver os pássaros a brincar alegremente, tão felizes que abrem suas asas cheios de prazer. Mas se um vento do oeste ou do norte, úmidos e violentos, começa a soprar, vossos sentimentos serão de preocupação. Recolher-vos-eis ante estes ventos tão agressivos e inamistosos. Mas se o vento leste se apresentar, vossos olhos acompanharão as nuvens semelhantes a ovelhinhas, e vossos sentimentos tornar-se-ão amplos e acolhedores sob o céu azul e branco. Vossos sentimentos não serão modificados, se a manhã vos saúda com lindas nuvens rosadas e uma brisa fresca?
17 – Não importa para onde fostes nem a que lugares viajastes, cada modificação que observardes com atenção será motivo de sentimentos diversos e às vezes de tal maneira, que vosso quarto vos parecerá modificado na vossa volta, como se estivésseis a vê-lo pela primeira vez.
18 – Se algum de vós ainda não tiver sentido isto, então Eu o aconselho que viaje; não precisa ser longe, pode ser logo ali para as montanhas. E quando voltar para seu ambiente, verá que ele parecerá diferente, mas isto só acontecerá se prestardes atenção às modificações de vossos sentimentos. No dia seguinte que esta pessoa fizer uma pequena viajem em sentido oposto à primeira, ao retornar notará grandes e diferentes alterações de seu sentimento.
19 – Pergunta-se, pois, qual o motivo de reações tão diferentes? A resposta é a alavanca para o degrau mais elevado. Da mesma maneira que ao estudardes qualquer matéria - como por exemplo, geografia, história, etc. - vós tereis uma visão diferente da que tínheis antes do estudo. Isto acontece numa esfera bem maior, se estiverdes assistindo Meus ensinamentos, pois quem fala nesta matéria sou Eu, por intermédio de Meus servos que já por aqui passaram. Estão no presente e ainda virão, pois eles todos falam diretamente para vosso espírito.
20 – Mas como já sabeis, é bem difícil pregar aos cegos e surdos, pois estes o máximo que conseguem sentir é o cheiro da refeição, porém não podem ver como ela é. E se lhe dissermos como ela é e de que foi preparada, eles não ouvem, pois são surdos. Vede, assim são todos os alimentos espirituais mencionados. Só o que conseguis é sentir o seu aroma. Ainda não conseguis ver estas inúmeras revelações para o espírito, pois ainda sois cegos. E como são preparadas também não conseguis assimilar, pois sois surdos.
21 – Este, porém, é o degrau mais elevado que já mencionei. Dou-vos uma pomadinha para os olhos, e assim podereis enxergar algo. Sim, no meio de vossos corações podereis enxergar algo por meio destas visões. Notareis que estes acontecimentos não se realizam por eles próprios, mas ocorrem qual o professor que não sobe ao púlpito para si, mas sim pelos seus alunos.
22 – Pois cada uma destas revelações não são nada mais que um espelho límpido, tão artisticamente preparado, que cada ser humano que estiver desperto um mínimo, que não estiver totalmente adormecido, consegue enxergar as modificações de seus sentimentos que acontecem a cada instante, como também as modificações que acontecem no seu interior e, especialmente, enxergar uma visão da humanidade total. De um só relance ele pode ver o inferno na sua totalidade (os espíritos libertos e os não-libertos) e na parte mais interna deste espelho, o céu e tudo que lhe pertence. E tudo isto ele pode ver nas mais infinitas potências, porque Eu, aquele que permitiu e representa tudo isto, sou infinito, como já foi dito várias vezes.
23 – No futuro, se algum de vós sair ou viajar, não desconsidereis nenhuma revelação ou visão, por mais insignificante que pareça. Nada vos deve parecer indigno de vossa atenção. Não acheis que Eu vos exijo demais, se Eu chamar vossa atenção à uma modificação de uma minúscula poeira do sol, ou então ao trinar de um minúsculo inseto. Isto pode ficar desprezado e sem valor algum, (pois o inseto só executa sua atividade primária por Mim assim determinada e que só a Mim interessa), mas tenho certeza que tal não acontece quando vossos olhos se deparam com um objeto ou ser apontado. As minúsculas poeiras solares, como também um ácaro, só se tornarão importantes quando apontados por aqueles por Mim abençoados como sendo apóstolos e que se apresentam a vossos olhos como professores por Mim nomeados para vos ensinar.
24 – Vede, este é o “degrau mais elevado” que vos prometi, foi isto que Eu já vos disse na mensagem anterior: Haverá muitos que olharão os fenômenos da natureza como uma coruja olha uma lâmpada, mas muitíssimo poucos existem que se encontrarão a si mesmos nesta visão da natureza.
25 – Na noite anterior, a Meu pedido, fostes ao pequeno morro. Chovia a cântaros, e nas montanhas mais elevadas a neve caía. Isto foi para vós um fenômeno bem natural. Nenhum de vós pensou que tudo isto acontecia não somente por vossa causa, mas sim por toda a humanidade, mesmo não somente por toda a humanidade, mas sim por todo o inferno, por todos os espíritos, tanto os libertos como os aprisionados na matéria, por todos os céus e finalmente por Minha e vossa causa.
26 – Então vós e muitos outros que receberão esta “bênção” dirão: “Que entenda isto quem quiser e puder, mas nós nada entendemos. Pois se um é para somente um, na verdade não é só para um único, assim como um não é um, mas sim é tudo; isto entenda quem puder e quiser. Pois quem só possui uma maçã, este não pode possuir mas do que uma maçã”.
27 – Isto é a pura verdade, Eu vos afirmo, mas também é verdade que aquele que é cego nada vê e quem é surdo nada ouve e por isto não pode entender que o “um” pode ser muitas coisas ao mesmo tempo, e vice-versa; assim como um retrato pode ser totalmente parecido a um homem e mesmo assim ser o retrato que representa toda a humanidade. Ele muito menos pode compreender que aquilo que nada é e que nem parece ser é de fato tudo e pode ser tudo; ao contrário, tudo aquilo que é tudo o que parece ser, no fundo nada é e muito menos será algo.

28 – Aqui estou dando algo onde vossas mentes têm bastante com que se ocupar e que as escandalizarão em muito. Mas cada coração estará feliz com isto, pois nisto conseguirá concluir que a matéria externa, que parece ser tudo, não é nada no fundo; mas o espiritual que existe na matéria, que não representa nada para o cego e o surdo, é de fato tudo. Sim, o coração estará feliz quando vir que no fim Eu sou tudo e estou em tudo!


29 – Aquela chuva já foi uma aparição bem importante, bem entendido somente para o homem interno, pois com ela vos foi mostrado que ela era uma chuva misericordiosa, por Mim enviada para vossos corações e espírito. Mas esta chuva não deverá ser somente para vós, assim já foi dito, mas sim para a manutenção da Terra e consequentemente para a manutenção de toda a Criação. Isto vós já sabeis desta chuva: dependendo de onde caem as gotas, servirá para a conservação da Terra e de toda a Criação.
30 – Mas, como já foi dito, não conservará só a Terra e toda a Criação. Como já é de vosso conhecimento, também terá poder espiritual suficiente para colocar o inferno no seu devido lugar, pois nada acontece no mundo espiritual que não seja logo representado na natureza, que não tenha seu fundo espiritual. No momento em que entenderdes isto, podereis, no futuro, saber os motivos dos acontecimentos da natureza.
31 – Mas não é somente para o inferno, mas sim também para os espíritos redimidos e caídos. Para os libertos e redimidos, como uma dádiva misericordiosa que representa o crescimento em Meu Amor; para os presos e caídos, como um meio de redenção que se origina na matéria amolecida, pois cada gota é uma chave dourada de redenção para a libertação de uma prisão que já dura milhares de anos! Mas novamente não é só para estes, mas sim também para a totalidade do céu, para que ele se desfaça do excesso de sua Misericórdia. Mas não somente para o céu, mas sim também para Mim, para que Meu Amor encontre mais espaço de ação em fluxos cada vez mais poderosos, fluxos que vêm de Meu Coração Paternal e que precisam ser espargidos. E novamente não somente para Mim, mas sim também para vós, para que possais mais uma vez reconhecer como vosso Pai é bondoso.
32 – E assim como foi esta chuva, também o são as revelações e aparições que lhe seguiram. Pois cada uma foi programada de tal maneira, que cada nesga de nevoeiro que acontecia na encosta vos dizia:
33 – Vede como é maravilhoso o Amor de vosso Pai, como ele me carrega para passar pelas trilhas perigosas destas rochas, como este amor do Pai, começa a me puxar para fora das trevas da noite em que me encontro, para Sua luz e para junto de Seu coração vivificador, vede como eu, uma névoa informe, me elevo dos abismos, ainda não sabendo de onde vem esta bênção. Mas mesmo assim eu, névoa informe, vos digo, a vós homens questionadores, que andais debaixo desta minha triste figura:
34 – Houve um tempo em que vos acontecia o mesmo que me acontece hoje. Considerai isto com atenção. Eis o Amor do Pai, Ele que tanto faz pelas suas criaturas indignas, estas que na sua absoluta liberdade não quiseram reconhecer o Grande Amor, a imensurável doçura e condescendência de tão enorme e santo Pai”.

35 – Vede pois, este é o evangelho desta nesguinha do nevoeiro. Se assim achardes por bem, conseguireis escalá-la e podereis assim elevar-vos para Meu Coração, onde sempre estivestes no passado. E lá podereis, cheios de amor, tornar a entrar em vós mesmos e na presença do vosso Santo Pai.


36 – Tal como as visões se desencadearam durante vossa viajem, vós podeis imaginar a vós e ao vosso desenvolvimento espiritual nesta mesma ordem. E o círculo de vossa viagem foi exatamente o mesmo que acabei de vos apresentar. Pois naqueles pontos onde vislumbrastes o sol, lá estareis como que dentro de Meu Coração. E de lá retornastes, iluminados, cheios de Meu Amor secreto, no qual tudo em vossa volta se iluminou e onde o Sol de Minha Misericórdia deixou que vísseis a vossa sombra exterior. Isto significa: Da mesma maneira que sob os raios do sol a sombra do homem do lado de fora se projeta sobre a Terra, assim se projeta a sombra, ou melhor dito, a maldade da alma (que são vossos pecados), de dentro de vós para fora e pelo poder amoroso dos raios de Meu Amor, já que agora estais plenos de amor por Mim e totalmente iluminados pela luz de Minha Misericórdia.
37 – Este é o “apêndice” que vos tinha prometido, do qual não tínheis o menor conhecimento e que deveis reconhecer e constatar que, quando Eu prometo algo, Eu sempre cumpro com Minha Palavra.
38 – Mas não acheis que, desde que Eu vos dei tanto neste momento, nada mais teria para vos proporcionar. Permanecei firmes em Meu Amor e praticai o mesmo com o vosso próximo, e Eu vos enviarei, ainda este ano, a lugares mais distantes e vos darei “dietas” bem maiores. Assim podereis então entender por que a Terra se tornou um lugar de evolução e da mais plena Misericórdia do Pai Santo e Divino.
39 – Eu ainda tenho guardados muitos pedacinhos do Pão de Meu Amor no Meu bolso. Estes são todos para vós. Comei com alegria e não vos preocupeis pelo pão vosso de cada dia. Pois Eu tenho tanto, mas tanto pão, que vós não o conseguiríeis digerir em toda a eternidade.
40 – Meu pão ainda tem uma qualidade especial: Quem dele comeu um só pedacinho este já está satisfeito. Mas ao mesmo tempo este pão abre o apetite de tal maneira que, mesmo satisfeita, a pessoa deseja comer do mesmo sempre mais e mais, e este pão se torna cada vez mais doce e gostoso. Por isto comei com vontade este Meu Pão! E não vos preocupeis pelo vinho que servirá para apaziguar vossa sede, pois ambos existem em abundância. Isto observareis cada vez mais em vosso interior (o desejo pelo pão e vinho) e em pouco tempo tereis certeza absoluta dessa verdade.
41 – Se o caminho for um pouco irregular, não vos deixeis impressionar, pois não estareis a pé, mas sim podereis colocar um cavalinho bem corajoso diante de vossa charrete. Mas mesmo que de vez em quando tenhais que vos mover com vossos pés, saibais que nenhum de vós ficará com os pés feridos ou doloridos.
42 – Prestai bem atenção a isso! Atuais, vivei e agi sempre de acordo com Minha Vontade, e assim o vosso sol interior e verdadeiro logo afastará todas as trevas de vossas vidas e vos iluminará totalmente com os raios da vida. Amém. Isto falo Eu, vosso santo e amoroso Pai. Amém.

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