Palavras de agradecimento do servo


Vossa posição em relação à igreja



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Vossa posição em relação à igreja

Recebido por Jacob Lorber, em 20 de agosto de 1840


1 – Uma palavrinha para aqueles que acharam que na mensagem “o caminho para o renascimento” tivessem ouvido a voz de Satã e não a Minha (pela boa relação que aparentei ter com as igrejas, especialmente a romana), ou pelo menos que olham aquilo como uma obra fútil de poder. Eu dirijo estas linhas para eles.
2 – Eles duvidam da autenticidade de Minha Graça. Mas se Eu for considerado duvidoso, então posso duvidar muito de seu amor. Eles possuem a fé da razão, mas muito longe de seus corações está esta fé, e seu coração está totalmente vazio de fé. Em vez de tornar o coração receptivo pela razão e compreensão, eles enchem somente a razão, cada vez mais. Esta está parecendo uma bola bem cheia de tanta leitura. Esta bola está conectada ao coração por um barbante, que é a vontade. Este coração agora deseja se expandir e assimilar plenamente Meu Amor Misericordioso, especialmente quando Eu vos transmito algo bem humilhante e de forma bastante oculta, mas que, devido à cobertura, não consegue mais ultrapassar os poros da superfície.
3 – Mas este balão cheio de gases da razão começa a puxar o cordão (devido à sua leveza) da vontade e assim estrangular a entrada para a câmara espiritual do coração, e as dádivas não conseguem mais entrar nela. Qual a consequência? Nada mais do que dúvidas, pois a graça viva começa a se escorrer de um lado para o outro no cordão da vontade e não consegue entrar, nem na razão, nem no coração. Então Eu tenho que dar uma esvaziada na razão, para que o balão comece a cair. E assim o cordão ficará murcho e possibilitará ao coração estrangulado receber novamente ar.
4 – A situação organizada deve ser a seguinte: o coração é cada vez mais ampliado pela degeneração da razão que é absorvida pelo mesmo, então a razão é aquecida pelo amor e se expande no coração. Com isto o amor fica cada vez mais tenso, se inflama em seu santo calor espiritualizado, e a luz de sua chama suave ilumina carinhosamente a razão. Então os tesouros do céu brilham na razão, aumentam constantemente pelo calor da luz, e dela então se origina o bonito e amoroso entendimento entre o amor e a verdadeira fé; a sementinha da mostarda se transforma em árvore e nela os pássaros do céu veem morar; finalmente, Eu venho morar em seus galhos acolhedores.
5 – O que foi dito agora que te sirva de consolo, quando houver mais desavença no futuro. Parece que tu (Jacob Lorber) tens uma personalidade dupla, ou que Eu desejava utilizar qualquer instrumento de Satã para Minha Dádiva. O pouco que se segue que sirva para solucionar a mente dos duvidosos.
6 – Por ocaso é bonito quando os filhos abandonam sua velha mãe doente, e desejam a sua morte devido às suas muitas enfermidades? Eu vos digo: a igreja romana é uma prostituta, mas vós nascestes nela e sugaste o primeiro leite materno de seu peito. Ela foi a primeira a vos ensinar o Meu Nome, vos alimentou como uma mãe extremosa, vos proibiu usar alimentos que vos estragariam o apetite ou então fariam mal ao vosso estômago. Ela acordou em vós o apetite por alimentos fortalecedores que alimentassem a alma e o espírito e que por Minha Vontade nunca vos foram negados, e dela abusastes ao bel-prazer, e daqueles alimentos ainda abusais no seio dela.
7 – Como é possível que agora clameis como fizeram Jacó e João: “Deixai que chuvas de enxofre caiam sobre sua cabeça!”? Vede o caminho da evolução! Vós estais a vos enganar horrivelmente! Isto era o que pensavam os fundadores de seitas, mas eles também se enganaram e a consequência foi: separação de irmãos, guerra, tortura, matança de tudo quanto é jeito. Esta melhoria poderia ter sido abençoada? Ou é possível uma seita dizer: “Meu ensinamento não está manchado com o sangue de irmãos.” ?
8 – Vede, a romana é aquela mulher adúltera que deveria ser apedrejada até a morte; mas como lá, aqui Eu também digo: “Que atire a primeira pedra quem não tiver pecado”. Também é a mulher cananita que tem uma fé enorme e muito amor. Também é aquela que sangrou por doze anos e roubou a sua saúde de Mim ao tocar Meu manto, mas ela a merecia, pois tinha fé e muito amor. Também é igual à grande prostituta e arrependida pecadora Madalena, que cobriu Meus pés com óleos. Sob todos estes aspectos a igreja romana pode se apresentar.
9 – Ao contrário existem muitos “discípulos” que ficam cheios de ódio e rancor quando ouvem falar de “Minha Carne e Meu Sangue”. Eles acreditam no que querem e se contentam com as migalhas de pão que caem da mesa de seus senhores (que é Minha Palavra despedaçada). Querem provar, em seus loucos devaneios, que Eu não sou Quem sou. E se apesar de tudo, se ainda sobrar algo de Minha existência, Eu só poderei ser quando eles se dignarem a Me aceitar na sua “ideia”. Em verdade Eu falo: Se alguma seita estiver em pleno poder de Minha Doutrina e levar à Minha Doutrina total destruição (material e espiritual), então Eu até prefiro os turcos na sua cegueira honesta e severa, pois eles Me consideram ainda superior ao seu ídolo. A Mim, como Deus e Senhor, fazem sacrifícios e oferendas, mesmo que muitas vezes só para satisfazer o mundo, este sacrifício que para muitos é um manuseio de Minha salvação.
10 – Pois é assim a situação de Roma! Eu não tenho nenhum prazer no Vaticano nem na igreja de Pedro. Eu teria muito mais prazer em ver um asilo no seu lugar. Roma é uma cidade que se prostituiu com os reis do mundo; ela é uma prostituta e age como uma prostituta. Ela enfeita seu rosto caricato, veste seu corpo semiapodrecido com lindas vestimentas, para parecer ser uma bela virgem. Vede, tudo isto e milhares de coisas mais Me são bem conhecidas. Mas não são vós que dizeis: “Uma prostituta às vezes educa seus filhos melhor do que uma mãe orgulhosa, que acha que comeu toda Minha sabedoria com uma colherada.”? Pois Eu falo: Esta prostituta já criou muitos filhos bons e com isto ungiu Meus Pés em óleos. É por isto que Eu vou ajudá-la e reconhecê-la, para que se arrependa, pois ela pecou muito, mas também amou muito.
11 – Para vós, porém, Eu digo: Vós que nela nascestes e fostes batizados, por isto não deveis desejar destruição, mas sim a sua salvação. Eu vos dou o bálsamo e curo em vós o pecado original. Se viverdes de acordo com os mandamentos, a igreja vos respeitará e, no momento em que ouvir coisas milagrosas que acontecem em vosso meio, vos pedirá espontaneamente por este bálsamo que silenciosamente curará muitas de suas feridas. Mas se desejardes vos tornar rebeldes, poucas bênçãos cairão sobre vossos irmãos.
12 – Vivei como Eu vos mostrei e jamais tereis problemas por Minha causa, pois Eu vos protegerei, e Minha Obra aparecerá à luz do dia sem nenhum impedimento e será como um enorme magneto que atrairá tudo para si. Mas vós não deveis enfraquecê-lo com vossa desobediência e dúvidas.

13 – No momento que perguntardes: como pode me existir noventa e nove bênçãos nisto? Então Eu vos falo: nos céus os anjos se alegrarão noventa e nove vezes mais por um pecador arrependido do que por noventa e nove justos pela Minha Palavra Plena. Pois Eu vos digo: em verdade, Lutero, Calvino, Melanton e outros não pesam uma grama mais do que um João da Cruz, um João de Deus, um Francisco, um Tomás de Kempen, um Taulero, uma Teresa e muitos, muitos outros, pois em sua fé a justiça e a divindade da fé, primavam com a íntima ligação de amor dos místicos. Podemos comparar a discussão dogmática de Lutero e Zuvigli, em Margurgo, sobre a Santa ceia.


14 – Sim, os chamados protestantes poderiam ter aprendido muito. Mesmo Swedenborg aprendeu muito em Roma, o que lhe permitiu que se lhe abrissem amplamente as portas para sua intimidade, pois ele era alguém que sabia extrair a quinta essência de tudo e disto colhia muitas coisas úteis.
15 – O sábio vai ao quartinho de despejos e lá encontra muitos tesouros cobertos pela poeira das cerimônias. Ao afastar a poeira, toma o ouro puro e coloca em seu cofre. Fazei o mesmo vós também! Pois está escrito: “Deixai os pequeninos virem a Mim, não os afasteis, pois deles é o Reino do Céu!” E aquele que não se tornar igual a eles, não chegará tão depressa a Meu Reino, só quando for como eles, que não questionam, mas que creem inocentemente em tudo que seus pais dizem e agem de acordo, e mesmo que ultrapassem os conhecimentos dos pais, pela Minha Misericórdia ainda honram suas palavras, mesmo que não as necessitem.
16 – Noé falhou quando se embriagou, mas ele amaldiçoou o filho que riu dele. E aos outros dois que amorosos cobriram sua nudez, ele abençoou. O mesmo (como os dois filhos melhores de Noé) fazei vós também, se desejardes ser abençoados noventa e nove vezes. Isto, falo Eu, o Eterno Amor e Sabedoria. Amém. Amém. Amém.

A razão da Nova Revelação

Recebido por Jacob Lorber, em 21 de agosto de 1840


1 – Com respeito à razão desta revelação, é que desejo mostrar ao vosso extremamente versado conhecimento material como é tolo o esforço de querer pesquisar estas coisas espirituais e desejar uni-las ao reino das coisas explicáveis, pois estas ficarão eternamente longe do mesmo, devido a sua profundidade, grandeza e divindade. Pois estas revelações só são colocadas nos corações cheios de fé dos inocentes e, para grande vergonha da ciência mundana, também é dada à criancinha no berço.
2 – Em segundo lugar, é para mostrar-vos e a todo o mundo os verdadeiros caminhos de Meu Amor Misericordioso, quais caminhos ele toma para instituir a salvação eterna de todos os seres e como, quando e por que tudo isto acontece. Para acabar com todos os questionadores do mundo e para que tudo seja visto na sua verdade original. Como um bom construtor bem sabe para que este ou aquele objeto ou material serve, só Eu posso saber o porquê, por que isto, por que aquilo acontece, como e quando foi originado e por quê.
3 – Aquele que pesquisa e medita sem a Minha Bênção, este sempre falhará. Mas aquele que vier a Mim, aprender Comigo no seu coração, este tudo tem na grandeza da verdade, da qual não se muda nem uma vírgula jamais.
4 – Em terceiro, é para que a enorme maldade das pessoas de todo tipo de classe e posição seja posta à vista com toda a claridade; como estas pessoas, pela sua maldade cega, conseguem atrair tudo o que é bom, mais puro e divino a sua pocilga e transformam tudo horrivelmente, para buscar seus objetivos.
5 – Para ser bem claro, tudo deve ser exposto ao mundo, para que cada um saiba qual a sua situação. Sim, o centro oculto da Terra será exposto ao mundo, como é exposto o alimento que servimos aos nossos hóspedes. E nenhum sol deverá se encontrar afastado demais, que não possa ser observado em todas as suas partes pelo olho microscópico da fé viva e inocente da ingenuidade, mesmo que sua circunferência fosse maior que o maior pensamento que jamais conseguireis imaginar. E não deverá haver nada tão pequenino que não possa ser visto pela luz de Meu Sol Misericordioso. Sim, de pequenos pontos farei planetas transparentes, e o sol central será decomposto em pequeninos pontos, para que o mundo veja que, no fim, Eu estou em tudo.
6 – Se com isto o mundo chegar à conclusão que sem Mim não se pode esperar a Salvação, só então a paz renovará na Terra, cada um terá a sua posição assegurada tanto no mundo temporal como na eternidade, por puro Amor por Mim. Só então o imperador será verdadeiramente um imperador, nomeado e imposto pelos Meus Olhos; o rei será o rei; o príncipe, príncipe, sem nenhuma destas malditas constituições, a não ser a constituição do Amor por Mim e da Bênção que a todos cobre com seus fluídos. E o lobo será o enfermeiro do cordeiro.
7 – Com isto Eu desejo aplainar tudo, para que não existam mais “quedas d’água” ou “desabamentos”, mas sim somente o mar de Meu Amor e os rios de Minha Bênção.
8 – Vede, tudo isto deve acontecer, para que a verdadeira igreja das pessoas seja purificada, e sua vitória brilhe mais que a luz de todos os sóis, onde então haverá “um pastor e um rebanho”, cujas ovelhas ouvirão continuamente Minha Voz até o fim dos tempos. Então toda matéria será destruída no fogo de Meu Amor Divino, ou no fogo da Minha Ira, se deixarem apodrecer as Minhas Palavras de Advertência.
9 – Vede, agora chegou “o tempo dos pequenos tempos” (em contraste com “o grande tempo dos tempos”, quando o Senhor se tornou homem). Quem o observar com atenção, a este serão dadas coisas incríveis pela eternidade. Mas aquele que se escandalizar e começar a questionar a Minha lealdade, a este o “pequeno tempo” logo acabará e a magnitude da ira eterna o capturará. Bem, ou é assim, ou é assado. Se alguém quiser, que o faça. Nós, porém, sempre estaremos juntos. Amém. Isto, falo Eu, o eterno Amor e Sabedoria. Amém. Amém. Amém.

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A constituição interna da pomba e outras aves

(continuação da mensagem de 16/08/1840)

Recebido por Jacob Lorber, em 23 de agosto de 1840



1 – A respeito da constituição interna da pomba e seu voo, ambos são idênticos aos outros habitantes do ar.
2 – Seu exterior é coberto de penugem e vários tipos de penas. Seu interior consiste num coração semelhante ao dos humanos, num estômago bem peculiar, nos intestinos, pulmões e num fígado bastante grande. Estes órgãos são recobertos em sua parte superior e metade da parte inferior por membros bem suaves e leves, como são necessários, e no resto da parte inferior por uma pele suave.
3 – Pela sua constituição natural, o coração tem as mesmas funções do coração humano e de todos animais de sangue quente, e o mesmo acontece com o pulmão. Mas em relação ao estômago e fígado, estes são completamente diversos dos humanos e dos animais de sangue quente.
4 – A massa de carne das aves consta de filamentos leves, embranquecidos, que se entrelaçam com um tecido nervoso leve; por isto ela tem a capacidade de se estender ou encolher de maneira extraordinária, muito mais que a carne dos outros animais.
5 – Sobre o corpo dos pássaros, geralmente sobre um pescoço bem longo, há uma cabeça pequena, mas que possui sentidos extremamente aguçados. Uma águia vê, como quase todos os outros pássaros, muito melhor do que vós enxergaríeis com um telescópio potente. Sua audição é bem mais aguçada que a vossa, e seu olfato bate de longe o de um cão farejador. A águia consegue detectar uma carcaça durante o vôo, também sabe exatamente de onde vem o odor e voa exatamente na direção certa. Seu paladar é tão forte, que ela sobe e descobre nas rochas as raízes o sal de que necessita.
6 – Os seus órgãos de sentido são muito excitados, a um grau bem elevado; e o mesmo acontece com o seu cérebro, que além de bem excitado é muito ativo. Nele existe bem mais inteligência, do que em todos os outros animais, mesmo o enorme elefante. Esta é a razão por que algumas espécies de pássaros retêm ordens na memória e às vezes frases inteiras que os humanos lhes ensinam, coisa que nenhum outro animal consegue fazer, por mais domesticado e adestrado que seja. Disto pode-se concluir que esta espécie animal vos está mais próxima que qualquer outra que se locomove com pés e com dificuldade sobre o solo, assim como vós.
7 – Tudo isto acontece, porque um pássaro, devido a seu interior, consegue assimilar as impressões do mundo exterior com uma capacidade extremamente elevada; e com seu cérebro extremamente ativo, consegue fazer uma abstração já bastante organizada das impressões que o exterior lhe transmite. Esta é a razão por que a voz natural de vários pássaros já é bem articulada.
8 – Agora a pergunta: Como acontece a reprodução das aves? A resposta se encontra na sua procriação e nos ovos.
9 – Por Minha Vontade, a fêmea tem a capacidade, por intermédio de sua inteligência interna instintiva e inconsciente, de se autorreproduzir no chamado ovário, no qual existem pequenas bolhas. E isto acontece da seguinte maneira:
10 – Saem de seu coração uns filamentos muito finos, pelos quais é transportado um líquido branco. A partir do local de onde partem, forma-se um tecido (com base no líquido branco expelido) que parece uma rede. Quando este tecido adquiriu sua forma prevista, que parece uma quantidade de pequenos funis, uns grudados aos outros, então tal tecido é amarrado à espinha dorsal pelos filamentos. Estes então se soltam do corpo do tecido e direcionam suas extremidades livres para o interior dos pequenos funis.
11 – Após isto e do mesmo modo, partem vasos do estômago, os quais passam pelo fígado e são levados às bocas dos pequenos funis. Finalmente, quando todos estes vasos forem um pouco alargados pelo coração, então de cada um destes vasos cresce mais um vaso, o qual também direciona sua extremidade aberta para estes pequenos funis. Quando todo este aparato estiver completo e bem desenvolvido (o tempo que isto demora depende das leis da natureza e do tamanho da ave) então dos sucos do estômago é colocada uma gotinha muito resistente, com as extremidades dos dois tipos de vaso bem no seu centro.
12 – Após acontecer isto, sucos aquosos brancos que se originam no coração começam a fluir através do exterior daquele órgão, isolam a gotinha originária do estômago e a enchem até que adquira o tamanho de uma avelã ou de uma maçã (depende do tamanho do pássaro). Então outros sucos que vêm diretamente do sangue começam a penetrar nestas bolas e formam a assim chamada gema.
13 – Enquanto isto, originando-se no canal do intestino, desenvolvem-se certos filamentos muito finos e que de um certo modo preferem este novo fruto branco.
14 – A fêmea tem dois canais de deságue, um para os excrementos e outro para a saída do ovo. Mas este último canal se une com o de excrementos um pouco antes da sua extremidade aberta, por meio dos já anunciados filamentos originados no intestino. Forma-se então um cano que se divide no ovário em tantos braços quanto for o número de funis.
15 – Por este cano é levado ao centro da gema, no momento do acasalamento, um tecido elétrico-espiritual. Esta substância é a que Eu já denominei como uma substância anímica natural, que se encontra na união da vida animal, tanto na água como também na terra.
16 – Após isto ter acontecido, então o tecido que vem do coração envolve este novo hóspede da vida, que tem a forma de um minúsculo pássaro nu e que se expande por todo o ovo, e assim abre o caminho para a alimentação.
17 – Depois, pedrinhas originárias do estomago formam uma massa calcária, a qual, pelo calor do interior do ovo, endurece e forma a casca do ovo. Agora o ovo está pronto para sair.
18 – Isto também pode acontecer sem o acasalamento, mas aí não existe vida. Os ovos acasalados são aquecidos pelo calor da mãe que os chocam (o tempo também depende de cada tipo de ave); e após o término desta incubação, quando o embrião comeu todos os nutrientes que existem no interior do ovo, o embrião rompe a casca e chega ao mundo exterior como uma ave perfeita, que por um curto período deve ser cuidada e alimentada pelos pais, para logo ser capaz de fazer tudo que seus pais fazem. Esta é, pois, a história da formação de um pássaro.
19 – Como já mencionamos o estômago de um pássaro, sabei que o mesmo é composto de grossas placas musculosas.
20 – Este estômago não é um órgão que serve de dispensa de órgão digestivo, como são nos animais terrestres. Para a dispensa se presta o papo ou um pré-estômago nos animais de rapina. O estômago propriamente dito só se ocupa da digestão, que acontece da seguinte maneira nas aves que comem grãos:
21 – O estômago sempre tem uma pequena quantidade de pedrinhas no seu interior. Ele então se abre e retira uma quantidade de alimentos do papo. Quando este alimento estiver entre suas placas, estas começam a se esfregar umas nas outras, como esfregamos nossas mãos. O alimento então é moído com a ajuda das pedrinhas, as quais também são desgastadas. Nesta atividade origina-se calor, que destrói quimicamente os pedacinhos que se soltam das pedrinhas. O calcário é levado para a formação da casca. O mitral, porém, serve como alimento e para conservação e fortificação das placas do estômago, e o resto é expelido com os excrementos.
22 – Pergunta-se: Para que este alimento mineral dos pássaros? Em primeiro lugar, para o que foi para dito acima (casca). Além disto, o alimento mineral se comporta como um arco voltaico na digestão, para a liberação dos mais finos gases de hidrogênio, o qual também pode ser conseguido na ingestão de água ou derivado de um processo químico da respiração.
23 – O hidrogênio se amalgama com os minerais das pedras e também com elementos pesados de gases e líquidos; ele será desagregado por filtros orgânicos extremamente finos. O gás puro vai para os canos e dos canos às penas, que já foram criadas por elementos que vêm do sangue. Nestes canos encontra-se, pois, a “alma”, a “mãe das penas”, composta de milhares de pequenas bolhas.
24 – Quando o pássaro quer voar, ele enche estas bolhas com os gases (como também outros órgãos de seu corpo) e assim fica mais leve que o ar; estende suas asas se eleva no ar, tomando a direção com sua cauda. Ele precisa das asas para voar só no começo, mas durante o voo fica cada vez mais leve e só precisa delas para se movimentar, não mais para se elevar.
25 – Se ele desejar retornar ao solo, ele solta o gás e enche o cano da pena com ar. Este é o segredo do voo da ave.
26 – Ainda temos seu pulmão e seu fígado para olhar. O pulmão é de tal modo construído, que é muito mais elástico que os de todos os outros animais. Uma ave pode inalar cem vezes mais ar do que um ser humano.
27 – Com o ar acontece um processo similar ao da água no estômago. O gás que ele produz entra nos ossos ocos. Oxigênio se une ao sangue para a formação dos nervos, músculos, tendões e ossos. O hidrogênio é expulso pela respiração e pode servir como base para a formação da voz do pássaro.
28 – O fígado é nos pássaros idêntico ao tecido que existe debaixo da bexiga do peixe. Ela é composta de uma variedade de pequenas bolhas em forma de pirâmides que são conectadas umas às outras por filamentos muito suaves e cartilaginosos. Estão células piramidais ou bolhas têm a qualidade de serem quais garrafinhas elétricas. Aspiram o fluído magnético elétrico que se forma da fricção das placas do estômago e parecem umas baterias elétricas. Este fluido é usado para a produção do gás por vós já conhecido, que o pássaro usa para voar.
29 – Com respeito ao gás carbônico produzido por este processo, ele se concentra na bílis e é absorvido novamente pelo estômago quando necessário digerir algo muito pesado, o que acontece principalmente na pomba.
30 – Bem, agora temos todo o processo natural de uma ave, desde sua procriação até seu amadurecimento. Só nos falta explicar as diversas colorações de sua pena e o seu voo veloz.
31 – A diferente coloração das penas é às vezes causada pelos diferentes tipos de alimentos, ou também devido a Minha Vontade, para indicar uma maior ou menor mansidão e para vos dar uma indicação de quais os animais podem se tornar vossos “amigos”.
32 – Com respeito à velocidade do vôo, esta depende da maior quantidade do elétrico-magnético da ave. Este é facilmente detectável na velocidade que cada pássaro apresenta.
33 – Agora já sabeis tudo o que é necessário para satisfazer vossa esfera naturalista. Mas quanto aos outros assuntos, estes ainda se encontram muito longe do que vossa razão obtusa pode entender. Dai tempo ao tempo. Primeiro a semente, logo o broto, a seguir a planta, as raízes, o tronco, as folhas, flores e finalmente o fruto maduro de vosso espírito, que se desenvolveu pelo calor do amor de Meu Sol Misericordioso em vossos corações. Amém.
34 – Eu, o mestre de todas as coisas, cheio de Amor e Sabedoria. Amém. Amém.

Preocupações pelo irmão

Recebido por Jacob Lorber, em 24 de agosto de 1840

De uma carta de Jacob Lorber a seu irmão Michael.

1 – Querido irmão, tem certeza que eu sempre te abençoo e oro por ti a meu e a teu Deus, que agora se tornou meu melhor e mais querido amigo e que te manda a seguinte mensagem:


2 – Tu deves estar sempre em sintonia com teu amor e justiça. E por amor a Ele, deves evitar ao máximo fazer sexo, se este só for para satisfazer teus desejos. Dentro em pouco possuirás um espírito tão ativo e aguçado, que o centro da Terra será como um livro aberto ante teus olhos.
3 – Pois o Senhor fala: “Dize-lhe que Eu sou um verdadeiro Deus a todos aqueles que Me amam e que seguem Meus Mandamentos! Quem se purifica em Meu Amor, este jamais verá a morte, mesmo que seu corpo morra mil vezes. Pois em verdade vos digo, não existe vida em lugar algum do que em Mim. E agora a grande época das épocas já está bem próxima. Mas aquele que Me amar, Eu chegarei junto a ele e permitirei que usufrua a força de Meu Amor e o enorme poder de Minha Misericórdia”.
4 – Querido irmão não aches que estas palavras são invenção minha, não. Elas vêm do Céu mais alto e por isto observa-as bem em teu coração. Nelas existem, ocultos e infinitos, meus amados irmãos.
Jacob Lorber

teógrafo (servo escritor de Deus).


Da montanha “Strassenengel”, perto de Graz

Recebido por Jacob Lorber, em 29 de agosto de 1840


Strassenengel” significa anjo da estrada. É uma montanha nas imediações de Graz, cidade onde Lorber morou muitos anos e onde recebeu a maior parte da Nova Revelação.
1 – Por mais desorganizada e inoportuna que uma paisagem possa parecer aos vossos olhos, lembrai-vos que nenhuma partícula de poeira se acomoda ou então se move sem consentimento de Meu eterno Amor e Sabedoria.
2 – Vede, esta montanha na qual vos encontrais neste momento está circundada de uma série de montanhas, umas mais altas, outras mais baixas, em uma desordem total. Se perguntardes a vossos pesquisadores da natureza: “Por que acontece isto?”, eles não conseguirão vos dar outra resposta que aquela que já se encontra em vossas mentes: “Isto tudo acontece pela falta de jeito como a natureza atua; as montanhas foram por ela criada e ao longo do tempo serão modificadas pela mesma de forma bem acidental”. E outros ainda dirão: “Este tipo de montanha foi feito pelo fogo e por aquelas outras pelas forças originadas do choque dos ventos que vêm do sul contra os que vêm do norte”.
3 – Mas o que aconteceria se Eu abrisse um destes morros ao meio e o partisse seguidamente em duas partes, até ficar totalmente plano? E se fizesse cortes em diversas direções, desde seu vértice? Os sábios, com sua teoria de alusões, caminhariam por estes vales a observar as entranhas da montanha, o que destruiria totalmente sua teoria da origem da mesma, pois entre camadas de argila e areia existem toneladas de rochas concretas, e logo a seguir outra camada de pedregulhos, cal, carvão mineral; existem também outros lugares com animais fossilizados, tanto animais terrestres como animais dos mares, e ainda sítios com ferramentas nas quais se descobre a mão humana na sua feitura.
4 – O que vos diriam os sábios naturalistas? Eu acho que dariam de ombros e não conseguiríeis obter nenhuma explicação dos mesmos. Justamente esta montanha onde estais é um conglomerado como vos apresentei. E é por isto que deveis entender por que e como este morro foi criado e, além disso, ainda será acrescentada uma pequena história a respeito.
5 – De revelações anteriores, especialmente do reino animal, já sabeis de onde, como e por que isto é criado e por que existe. Mas em vosso conhecimento ainda existe uma pequena falha, e é esta que irei esclarecer.
6 – Vós bem sabeis que a matéria não é nada mais que a grande humilhação para os espíritos e que a água é uma corrente seguida de bênção de Meu Amor Misericordioso. Vós sabeis que a luz do Sol se origina na Minha Misericórdia e o seu calor no Meu Amor.
7 – Vede, pois, em locais onde existe muita água (quanto mais água, tanto mais misericórdia) é que Eu enxergo um grande amadurecimento da matéria humilhada. Eu então permito que uma torrente bem grande da Vida que se origina em Mim flua sobre esta matéria. Isto é reconhecido pelos espíritos das águas, espíritos bons e livres; e eles se enchem de alegria que inunda toda a sua vida comunitária. Então eles voltam de suas comunidades e começam a brincar livremente com as águas, e assim elas frequentemente são agitadas em grandes extensões.
8 – Quanto mais esta torrente da Vida que vem do alto se aproxima, tanto mais as marés se elevam alegremente. Da mesma maneira que acontece nos homens, esta grande alegria se expressa num movimento circular (não estou falando de vosso bailar em festas, mas do que fez David na frente da arca). Estes espíritos também se unificam na água, colocam a mesma em movimentos circulares rápidos e, quando descobrem que a Vida se apresenta na forma de uma nuvem que estendeu seu braço, então os alegres espíritos duplicam, em seu entusiasmo, os seus movimentos circulares e se elevam até encontrar os Meus Braços misericordiosos.
9 – Este tipo de movimento é detectado por miríades de espíritos, mesmo as bem afastadas, que velozmente correm a unir-se à coluna principal. Ao mesmo tempo isto também acontece na terra firme, e muitas vezes estes espíritos da natureza viajam velozmente de distâncias bastante grandes, para unirem-se à coluna principal. Nesta viagem carregam tudo, tudo é arrastado pela frente: árvores, casas, animais, etc.; tudo, no seu alegre devaneio, é arrastado sem nenhuma consideração.
10 – Então estas aparições que acontecem na terra firme apresentam dois elementos de diferente caráter. Existem aqueles que são bem modestos na sua agitação. Estes acabam se tornando a chamada tromba, rajada ou redemoinho. Os outros são mais selvagens na sua alegria. Estes se inflamam na sua agitação e se tornam os conhecidos “jogos fátuos”.
11 – Bem, quando estes turbilhões se unem junto a tudo o que arrastaram consigo nas suas andanças, numa velocidade impossível de ser concebida pelo homem, estes movimentos circulares soltam a matéria em grandes proporções, e esta matéria pode ser areia, pedra, animais aquáticos, animais terrestres. Eles organizam e amontoam tudo bem no local onde acontece a maior salvação e formam um morro, como é o caso desta montanha.
12 – Aqui tendes a explicação do como; ao entenderdes, o porquê não vos será difícil captar.
13 – Pois um dos porquês já foi explicado no contexto e vos será bem claro, se olhardes o que foi dito sobre a criação da árvore, se olhardes bem a madeira da mesma, onde as maldades destes espíritos são mantidas em novas prisões. A mesma coisa acontece numa tão grandiosa libertação, pois onde for oferecido um banquete, lá sempre haverá “penetras”, ou outros que ainda não colocaram a roupa festiva e ainda não estão maduros para a Vida. Estes devem retornar às provações de humildade que vos são conhecidas e também às trevas da periferia.
14 – Mas também devemos corrigir uma ideia errada que existe entre vós. Não deveis pensar que a matéria visível, tal como pedras, terra, plantas, árvores e similares, sejam os próprios espíritos. Não, tudo isto não é nada mais que o cárcere para os mesmos, o qual contém o cordão da Minha Vida que existe neles. E só na extensão que a Minha Vontade permitir, lhes será aberta uma portinha, para que consigam se libertar aos poucos da morte, por intermédio da inteligência espiritual que existe em cada um. Mas a respeito do que a matéria de fato é, Eu vos digo que ela não é nada mais que Minha Ira suavizada pelo Meu Amor Misericordioso.
15 – O porquê desta matéria se expressar desta maneira às vezes, vos será explicado quando fordes visitar esta montanha (a mensagem foi dada no dia 30/09/1840). O mais importante, porém, será a explicação do centro da Terra (ver “A Terra e a Lua”, de Jacob Lorber) e também do que ela é formada. Bem, agora vamos falar um pouco sobre a história desta montanha.

História da montanha “Strassenengel”

Recebido por Jacob Lorber, em 29 de agosto de 1840


1 – No ano 1263, entre os habitantes desta região havia muita violência, assaltos, assassinatos e luxúria. Assim, foi necessário enviar para cá o anjo da morte com sua tocha preta de ira, para destruir e queimar os malfeitores dentre estas pessoas.
2 – Isto era o que se chamava a “morte preta”, que não só acontecia aqui mas também em muitos lugares dispersos na Europa.
3 – Aqui, porém, morava uma família de camponeses que Me era muito cara, e sua casa estava no sopé deste morro. Ao dono da casa Eu dei, devido a sua fé, o poder da visão.
4 – Num dia bem abafado de verão, juntaram-se no céu imensas nuvens de tormenta, e logo elas se esvaziaram bem sobre este morro, acompanhadas de milhares de raios e trovões horrorosos.
5 – O camponês viu nesta tormenta algo de diferente do que vossos pesquisadores da natureza atuais conseguem observar, e falou a seu povo crente:
6 – “Queridos filhos, nada temais! O Senhor, mesmo em Sua ira, não esquece daqueles que O amam de todo coração, de todos os sentidos e com toda sua alma. Pesada é a mão direita do eterno Criador, que se deita justiceira sobre essa nossa região, mas Sua mão esquerda está sobre a cabeça dos Seus filhos, abençoando-os e protegendo-os. Tende certeza que o mesmo anjo que Ele envia ao mundo como flagelo, para nós ele virá como o Salvador”.
7 – Quando o camponês disse a sua família estas palavras tão agradáveis aos Meus ouvidos, ele ouve alguém gritar por ajuda na estrada castigada por raios, trovões, chuva forte e granizo. Depressa sai do quarto em que estava, pega um galho de pinheiro como bengala e corre ao encontro do desesperado. Encontra um homem caído semimorto na estrada, o coloca sobre seus ombros, o leva até sua casa e dele cuida durante toda à noite.
8 – No dia seguinte, o estranho fala ao camponês: “Segue-me para cima do morro”. E o camponês o seguiu com seu galho. O estranho então lhe disse: “Enterre o galho na terra”. O camponês assim o fez e milagrosamente o galho tornou-se uma verdejante árvore.
9 – Ao que o estranho falou: “Que isto te seja o sinal de Minha missão e de tua fidelidade”. Pois eu, um mensageiro do Senhor para a Terra, venho destruir estes humanos teimosos. Mas já que tu tomaste do galho, correste em minha ajuda e salvaste, na tua simples inocência, a vida de uma pessoa, vê, eu tomo a metade de tua amizade, e com ela minha ira será bem suavizada.
10 – O anjo então quebrou a árvore ao meio e disse ao camponês: “Vê, esta será a tocha negra da morte, na qual milhares de pessoas perderão sua vida, tanto a material como também a eterna”. Enquanto eu agir, estarei te protegendo de acordo com a Vontade do Senhor, e não deves temer nada. Durante o dia tu deves ir a diferentes localidades e dizer aos que desejam livrar-se da morte que devem se refugiar neste morro, nesta a árvore que plantamos, e devem praticar penitência e jejuar durante três dias e três noites. Depois cada um deve tomar de um raminho da árvore, o qual lhe servirá de sinal e o protegerá de Minha Ira.

11 – Esta é, pois, a história original. O camponês foi chamado pelos muitos que se salvaram graças a ele de “o anjo na estrada”, mas ele não o queria e deu a Mim este nome, pois era muito religioso e humilde. O nome dele mudou para “o anjo da morte”.


12 – Por esta razão os descendentes, em profundo respeito e amor, plantaram Meu retrato nesta árvore quebrada e mais tarde construíram uma igreja.
13 – Com respeito à religiosidade deste local, podeis encontrar informações nas crônicas do lugar, pois só tem valor histórico, nada de valor moral.
14 – Observai, pois, bem o galho do camponês, que ainda pode ser visto no interior da igreja, e sede sempre plenos de amor e humildade; assim podereis ter certeza de sempre Me encontrar, a Mim, “o anjo salvador da estrada”. Amém.

Eu, o eterno Amor e Sabedoria. Amém. Amém. Amém.

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Cura de doenças

Recebido por Jacob Lorber, em 29 de agosto de 1840

Para um irmão que deseja saber sobre um pobre doente, se é possível ajuda-lo ou não.
1 – A pergunta se origina em um coração puro, mas que ao mesmo tempo é um coração fraco, pois ainda não reconhece que Eu sempre posso ajudar, se o homem estiver procurando a vida eterna.
2 – Eu ainda ajudo com mais rapidez, se vejo que Me é apresentada uma confiança forte e total de uma pessoa piedosa e se ela estiver pedindo pela ajuda. Mas em primeiro lugar fazei vossa obrigação, que Eu farei a Minha a contento. E que assim seja o certo para a vida eterna.
3 – O corpo daquela pessoa é torturado por um mal triplo: primeiro é uma lepra nervosa interna ou escrófula oculta, em segundo é gota e em terceiro é um tipo de gripe que se acomodou no seu peito. Se um mal melhora, o outro fica mais agressivo. Aqui se deveria servir a três senhores, o que é muito difícil, quase que impossível. Não fossem os banhos que estão sendo ministrados, uma cataplasma comum com leite, pão de trigo fresco e água teria sido melhor, e à noite, um chá de tília com mel. Mas agora de pouco servirá, ainda que mal não faça.
4 – Nestes casos é muito complicado ajudar, já que os doentes só confiam nos médicos e não em Mim. Assim que fizerdes vós a vossa obrigação, Eu farei a Minha, ou aqui ou em Meu Reino, pois Eu sou sempre o Senhor da vida e da morte. Amém.
Prólogo para “A mosca”

Recebido por Jacob Lorber, em 03 de setembro de 1840 – à tarde


1 – É bom usar os olhos internos e observar as Minhas criações, vendo lá Meu Amor e Sabedoria; pois sempre há algo infinito em tudo e, por isto, digno de receber uma olhada espiritual, pois tudo aquilo que abriga algo do infinito é um átomo Meu, no qual atua um Ser Eterno.
2 – Já que Eu permito que uma pequena mosca vos cante uma cançãozinha, ela não faz parte dos excluídos. Pois como até os átomos da luz e as mônadas do éter são conhecidas por Mim, um a um, em toda a eternidade, como não o seria uma mosca, para cuja constituição são necessários mais de bilhões de átomos.
3 – Deixa, pois, a mosca zumbir um pouquinho.
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A mosca

Recebido por Jacob Lorber, em 03 de setembro de 1840 – à tarde


A mosca zumbe alegremente

Uma canção bonita em Meu louvor.

Ela zumbe alegre e cheia de amor

E rodopia no mar do amor por um impulso interno

E fala direitinho palavras de salvação

E vos anuncia e mostra os caminhos da humildade.

Vede como este bichinho rodopia alegremente.

E como se entrega livremente a este impulso interno.

Agradeçamos as orientações que Eu lhe dei,

E ela jamais, como vós fizestes, irá desejar o proibido.

Eu vos digo: não em vão ela foi colocada tão próxima a vós,

E mesmo que seja meio pequena, ela foi escolhida por Mim.

Um par de asas tenras, feitas o éter, Eu lhe dei,

Para que ela pudesse se elevar nos ares com facilidade

E rodopiar em vôo alegre nos raios do sol

E sugar a luz com os olhinhos cheios de delícia

E levar a mesma (a luz) para a vida dos elementos mortos

E testemunhar à dureza, Minha doçura vivificadora.

Sabiamente lhe dei seis pés bem leves,

E para que conseguisse sentir a doçura da vida,

Eu lhe dei um tromba sugadora.

Vede o que Eu vos disse agora; observai como uma chave e em vossos corações e meditai sobre a mosca. Eu vos digo: a mosca, a mosca canta canções de vitória para vós.

Que isto seja uma pequena lição de casa (para meditar), que deveis elaborar em momentos a Mim dedicados.

Este tema pequeno e insignificante Eu vos dei para que vossa humildade seja bem alimentada. Mais tarde este bichinho vos dará Meu testemunho sobre assuntos da natureza bem melhor explicados (Em março 1842, o Senhor revelou a Jacó Lorber a mensagem “A mosca”, livrinho já traduzido por Yolanda Linau).

Eu, que conheço tudo e todos. Amém

A grandiosidade da Criação e do Amor de Deus

Recebido por Jacob Lorber, em 09 de setembro de 1840 – à tarde

1 – Quando observardes a grandeza da Terra e de vosso Sol com os olhos espirituais, podereis ter uma ideia do quanto Eu tenho que Me preocupar e o quanto Eu tenho que cuidar, por Amor. Pois tanto o menor quanto o maior, como consequência, dependem da poderosa e divina Ordem, pois a conservação de todo o universo depende da conservação do menor dos átomos. Sim, Eu vos digo, se alguém fosse capaz de destruir uma única mônada, toda a criação logo seria destruída.
2 – Porém isto só seria possível a Deus, se Ele não possuísse o Amor. Mas na plenitude do Amor, nem Eu posso ir contra a Minha Ordem Divina, sem e afastado da qual Eu não poderia ter criado absolutamente nada, e nem em um infinitésimo de segundo poderia ter perdurado.
3 – Eu vos digo, num globo de espectro solar central há bilhões de sóis. Meditai um pouco sobre este campo enorme da morte. Sabeis ainda pouco sobre o campo enorme da morte. Sabei ainda mais: no Meu espaço, entre um globo e outro, bilhões de globos teriam lugar. Considerai ainda mais: que um bilhão de bilhões de globos compõe um Universo de Criação, e que Minhas criações continuam a acontecer, e que todo o infinito de Criações assim constituídas são nada mais que uma gota de orvalho pousada na Minha Mão, e que destas gotas existem inumeráveis; aí tereis uma pequena idéia do quão grande Eu sou, quão grande é Minha Preocupação e quão grande é Meu Amor, o qual mantém tudo isto como um pontinho minúsculo, o qual sopra vida em tudo e em todos de acordo com sua necessidade para existir.
4 – Vede, pois, que Eu sou um Pai bastante grande e que possui muito. E Meus queridos filhos não deverão sentir falta de nada, nem do mínimo. Mas atenção: isto vale para aqueles que Me amam, pois Minha Casa tem muitas moradas! Amém.

Eu digo isto, vosso Grande e Santo Pai!

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Do fogo do sal do amor

Recebido por Jacob Lorber, em 12 de setembro de 1840 – à tarde


Marcos 9.49.50: Porque todo homem será salgado pelo fogo. O sal é uma boa coisa, mas se ele se tornar insípido, com o que lhe restauras o sabor? Tende o sal em vós, e vivei em paz com os outros.
1 – Em primeiro lugar escreve a seguinte afirmação: “Senhor, nós todos não sabemos nada, e nosso coração é mais obtuso que uma pedra, pois nós o endurecemos com nossa ilimitada torpeza e maldade ímpar, e sem Tua Misericórdia não o conseguimos abrandar ou amolecer. Sê, pois, Tu, bem amado Senhor Jesus, nosso único refúgio em todas as ocasiões e abranda nosso coração endurecido qual pedra com o fogo do sal de Teu infinito Amor, para que nós possamos Te Amar, a Ti, eterna Bondade, cada vez mais, por toda a eternidade. Amém”.
2 – Bem, agora escreve a explicação.
3 – Quão fraco é o vosso amor, pois não consegues entender o que é o sal e muito menos o que é o fogo do sol.
4 – Aquele que achar que o sal é a sabedoria, este ainda é muito ignorante. Não aprendestes o seguinte: “O oxigênio é o ar da vida na atmosfera.” ? E se este não existir em algum lugar, vós bem sabeis que a chama da tocha se apaga e que o fogo não se expande no ar rarefeito. Vós dizeis que se a lenha não está bem seca, ela não absorveu bastante oxigênio e por isto não queimará facilmente e não produzirá chamas; também sabeis que no oxigênio puro até o ferro se queima com faíscas; sim, até sabeis que o fósforo é um ácido e que possui uma chama esverdeada e branca. Vede, tudo isto vós sabeis! Mas não sabeis nada, nem o que é o fogo do sal da vida! Como acontece isto?
5 – Cegos e surdos, olhai e escutai bem! O fogo do sal não é nada mais nem menos do que o verdadeiro Amor por Mim, com o qual deveis ser totalmente salgados, se desejardes entrar em Meu Reino.
6 – Pois, tal como o sal, o tempero vital de todas as criaturas é ao mesmo tempo o conservador de todas as coisas, devido ao seu fator adstringente, e é também o puro Amor do espírito por Mim, como o sal do fogo de toda a Vida, o único mantenedor da força da vida eterna.
7 – Mas como somente o oxigênio é incandescente e produz chamas luminosas que iluminam qualquer local por mais tenebroso que seja, assim também o verdadeiro amor é todo chama e fogo e assim é capaz de produzir luz; esta luz é a verdadeira luz, pois é o produto luminoso final de Minha eterna Luz da Sabedoria.
8 – Mas como um sal insípido é inútil e não serve para acirrar a chama, mas sim somente produz uma brasa completamente deteriorada, pois a oxigenação se tornou impura, o mesmo acontece com um amor “morno” que não pode ser inflamado. Ele não passa de um braseiro mortal que produz o monóxido de carbono e que, em um ambiente fechado, ao contrário do sal da vida, traz a morte a todos que dele se aproximam para se aquecer.
9 – Não é vosso habito dizer a vossos serviçais que defumem vossos lares, mas antes espalhem sal sobre as brasas? Pois fazei o mesmo com o Meu sal de Meu Amor. Espalhai o mesmo sobre as brasas mortais deterioradas, para que a chama do Amor as encubra e destrua o verme da morte que vos habita, vos ilumine e vos aqueça para a vida eterna.
10 – Este “verme” é Satã e sua ira é a brasa deteriorada, mas ela não possui nenhuma chama e, como consequência, nenhum Amor, nenhuma Luz e nenhuma Vida. Este é o motivo que cada um de vós deve ser salgado com o fogo de Meu Amor, o mesmo também deve ser feito a todo e qualquer sacrifício a Mim oferecido, para que se torne agradável a Meu Coração.
11 – Eu vos afirmo: todos deveis ser Meus Filhos. Como o sal é um dos temperos do alimento, vós deveis vos tornar o tempero de Meu Amor Eterno. Amém.

Assim fala Jesus, a vida eterna.



O monte Ror

Recebido por Jacob Lorber, em 13 de setembro de 1840 – à tarde



Alguns irmãos escalaram este monte no dia 09 de setembro de 1840 e a estes o Senhor mandou a seguinte mensagem no dia treze:
1 – A tão anunciada viagem a este monte, que fica um pouco afastado daqui, por fim aconteceu. Mas Eu sei que ao escalardes a montanha e ao observardes a paisagem, muitas dúvidas e perguntas se vos apresentaram, especialmente no assunto que se segue.
2 – Vós certamente observastes que as rochas principais se encontram sobrepostas em forma de placas, desde o sopé até o cume. Mas estas placas não estão direcionadas para o mesmo lado, umas se elevam em direção ao oeste e outras ao leste, algumas ainda se posicionam verticalmente para o solo. Tivestes observado que algumas destas camadas às vezes estão deitadas em grupos nas superfícies do monte. Também observastes que justo na choupana do camponês havia camadas de rochas totalmente descobertas para o leste e só cobertas com um pouco de terra no oeste.
3 – Mas quando chegastes perto do cume e lançastes olhares de admiração e espanto às rochas nuas que se formaram e que se estendiam em direção ao céu, não deixastes de descobrir novamente as camadas rochosas que preenchiam todo o cume.
4 – Vós assimilastes tudo isto com maior ou menor intensidade, e muitos questionamentos aconteceram em vossa mente, mas Eu vos digo: ficastes bem longe da verdade. Por isso é necessário que, em primeiro lugar, Eu vos esclareça da razão de existirem tais montanhas que há seis mil anos pertenciam a um outro mundo.
5 – A criação e a construção destes montes aconteceram da seguinte forma: Vós já sabeis que toda a Europa era coberta pelo mar; pois bem, este monte aqui não passava do fundo do mar um pouco irregular.
6 – Tenho certeza que observastes que as camadas das rochas são compostas de partículas de areia ligadas com cal. A construção destas plataformas não passava da justaposição de camadas de areia ligadas entre si por cal e que eram acumuladas pelas assim chamadas tormentas equinociais. Sobre a camada de areia formava-se uma espécie de pele de lodo. Na próxima tormenta lhe era sobreposta mais uma camada de areia, e assim continuamente por longos períodos, até que mais ou menos houvessem 26.000 destas camadas, uma sobre a outra.
7 – Vós certamente vos questionais de onde as tormentas conseguiam a areia, pois as camadas eram hermeticamente envoltas nesta cápsula de lodo calcário.
8 – Eu vos digo que a Terra está de tal maneira organizada, que em primeiro lugar há uma infinidade de fontes e veios que vêm desde o centro do planeta até a superfície. Não acheis que somente água passa pelos mesmos; não, existem verdadeiras fontes de fogo, pelas quais fluem fogos elétricos subterrâneos para todas as direções, especialmente em direção aos polos da Terra. Há também fontes minerais, pelas quais fluem, em sua forma líquida, metais e minerais. Há também as fontes chamadas gordurosas, por onde aflora o petróleo. Há ainda muitas fontes sulforosas, especialmente as de água, e muitas outras.
9 – Quando estes veios chegam à superfície da Terra, empurrados pela força interna dos espíritos e o fogo que está a sua disposição, eles se tornam cada vez mais sólidos. Eles chegam à superfície, à costa terrestre, e se despejam para dentro do mar, então se solidificam, e isto qualquer químico pode vos atestar.
10 – Vede, é daí que vem a areia e todos outros conglomerados minerais. Agora sabeis onde se encontra a “despensa” das areias mencionadas e da cal para o lodo de ligamento.
11 – Agora que estamos com uma crosta de camadas, como é que se formou este morro e todas as montanhas que a acompanham?
12 – Há muitíssimos milhares de anos (a data exata não vem ao caso, pois não é de nenhuma importância), Eu coloquei a 16.000 toesas de profundidade uma pequena centelha de Meu Amor Misericordioso, e esta elevou, segundo Minha Vontade, esta crosta e as rochas, se espalhando para todos os lados. Da mesma maneira como acontece quando estais sob um cobertor e o levantais com vossos dedos bem acima de vosso corpo, a crosta foi elevada do leste ao oeste e ficou assim alta, pois logo massas preencheram o espaço que ela deixou vazio.
13 – Esta camada que foi elevada parecia mais ou menos uma esponja enorme e crescia cada vez mais pelo impulso do fogo, emergindo dos mares. Da mesma maneira que esta plataforma principal, outras várias foram impulsionadas para as alturas, mas não ao mesmo nível, algumas mais outras menos altas, e elas então formaram uma enorme floresta de esponjas e fungos terrestres. Com o tempo, as pilhas que suportaram estas placas rochosas foram lavadas pelas águas do mar, e as rochas limpas ficaram expostas e também foram desbastadas. Às vezes acontecia que uma destas placas perdia o equilíbrio e caía ou se encostava em seus pilares. Esta placa então ficava num plano inclinado, tal como observamos no cume deste monte, onde milhares de placas foram necessários a sua formação, e só existem pouquíssimas placas com seu formato original.
14 – Se tivésseis olhado o cume de uma montanha chamada “Kumpfhogel” teríeis visto uma placa horizontal inteira, porém suas bordas já estão bastante corroídas. Onde existem placas corroídas, podemos escalar com mais facilidade. Entretanto existem faces da montanha onde elas se quebraram e caíram, e ali a escalada é quase impossível. Onde ainda se encontram, formaram uma espécie de cordilheira, conectando todos os morros, mas por terremotos e tormentas foram destruídas e caíram nos abismos.
16 – Com respeito às partes soltas, elas foram criadas por aluviões, parte por areia e parte por placas esmigalhadas que eram mais maleáveis e mais novas, pois pertenciam às últimas criações.
17 – Vede, esta pastagem alpina onde vos encontrais não é uma formação vulcânica, e vereis rochas esparsas sem ordem, onde algumas são mais marrons ou cinzas enquanto que outras são brancas como a neve. Estas rochas não nasceram neste lugar nem caíram do céu, mas sim no mar, com exceção das brancas. No último período, quando, segundo Minha Vontade, iniciou-se a formação deste pasto alpino, estas pedras foram elevadas conjuntamente com as placas, especialmente aquelas com um aspecto amarronzado que aqui caíram numa revolução da natureza na época de Adão. Existem ainda aquelas que foram jogadas neste lugar pela destruição do planeta Nuenlinie, boa parte chocando-se contra o Sol. Isto aconteceu, segundo vossa contagem de tempo, a uns quinhentos ou mais anos antes da época de Abraão. Foi deste fenômeno que se originaram estas rochas totalmente brancas que vistes esparsas na superfície desta montanha.
18 – Vós certamente vos perguntareis do porquê de Eu ter destruído um tal corpo celeste? Bem, de fato Eu não o destruí, mas sim o dividi em quatro mundos menores, devido a uma desavença que havia entre seus habitantes. E da mesma maneira como acontece entre vós com o ouro, o diamante ou a prata, eram estas pedras brancas o motivo da desavença. Pois por uma destas pedras brancas que aqui considerais totalmente sem valor, milhares de pessoas se digladiaram e se mataram. E assim dividiram a população em quatro povos que eram inimigos entre si e se desafiavam por causa destas pedras. Pois eles achavam que quem não possuísse uma destas pedras não era racional e não passava de um animal um pouco melhorado. Por isto as colecionavam aos montes e as negavam aos mais fracos, para que os pudessem dominar mais facilmente. E esta situação chegou ao ponto que os donos destas pedras se consideravam deuses e assim se impunham aos outros.
19 – Sobre tais “deuses”, um queria ser mais que outro e por isto eles perfuravam a sua terra em busca de mais e mais pedras brancas, para aumentar mais e mais seu montão de pedras e apresentar-se como uma superdivindade. O que aconteceu então? Estes “deuses” maltratavam os povos ao extremo, forçavam-nos a cavar dia e noite nas entranhas do planeta, outros tinham que se unir em enormes “manadas”, a fim de roubar com violência a pilha de pedras do outro “deus”; e assim continuou a situação imposta por estes “deuses”, dos quais havia centenas e se destruíram uns aos outros até sobrarem apenas quatro. Estes quatro então mandaram coletar todas estas rochas e construíram uma enorme montanha.
20 – Devido a esta cultura de rochas, as demais culturas, como plantação, foram esquecidas. Os povos com seus deuses estavam à beira de morrer de fome. Então estes quatro deuses emitiram uma lei: o povo de um dos deuses podia caçar o povo do outro deus e usá-lo como alimento; foi aí que os tais deuses extrapolaram. Eu então tive que intervir e acabar com tal escândalo.
21 – Com um só gesto Meu, um anjo repartiu o planeta em quatro partes e construiu quatro mundos menores. Mas todas estas rochas brancas foram jogadas no grande espaço universal e, seguindo Meu desejo oculto, algumas caíram na Terra, outras na Lua e muitas no Sol. A maioria, porém, ainda se encontra no espaço até a atualidade. Vede, esta é a razão da existência destas pedras em maior ou menor quantidade na superfície terrestre.
22 – Eu também vos disse que vós podereis encontrar minúsculas inscrições em algumas destas pedras. Porém não deveis tomar isto ao pé da letra, pois estas inscrições nos mostram sim uma escrita idêntica aos hieróglifos egípcios (na qual se expressa a ideia). Esta escrita dificilmente poderá ser lida por alguém na Terra, a não ser Eu ou quem Eu der esta dádiva.
23 – Porém no local onde se encontra uma destas pedras vós não chegastes, pois ela se encontra a mais ou menos uma hora ao norte do cume, e vós ficastes com tanto medo da chuva e do vento...; e vossa razão foi mais forte que o vosso Amor por Mim. Também estáveis por demais preocupados com vosso estômago; esta é a razão pela qual não pude levar-vos aos lugares onde Eu gostaria que tivésseis chegado, pois não sou o dono de vossa vontade. Com a nebulosidade matinal, quis mostrar-vos a fraqueza de vosso amor e o grande poder de vossa vontade de comer. Esta é a razão também de algumas rajadas frias. Eu queria mostrar-vos a posição de vosso amor. E quando iniciastes a corrida de volta, com uma pequena chuva de gelo Eu deixei que vísseis como estava desgostoso com vossa viajem. Pois só fostes lá para poderdes vos empanturrar com comida e bebida. Com relação a Mim, fostes bem levianos; também direcionastes vossos olhos para a distância, mas o que estava próximo a vós nem vistes.
24 – Foi esta a razão pela qual não mostrei duas coisas bem importantes: uma é a rocha com insígnias, a outra é o som que se origina sob o cume desta montanha. Este som etéreo Eu só vos explicarei quando um ou mais de vós retornar ao local, mas não repitais os erros agora cometidos.
25 – Não se consegue entender este fenômeno, a não ser que alguém o tenha observado e visto de vários pontos de vista e com muitíssima atenção. Pois se não for assim, toda ou qualquer elucidação será nula, pois quem a receber deve estar totalmente “acordado”.
26 – Vede, a natureza, o mundo mesmo, é um livro bem grande, todo escrito com as profundezas de Minha Sabedoria e Meu Amor. Quem quiser entender estas duas coisas deve folhear este livro de vez em quando, mas só tanto quanto Eu vos aconselho em Meu Amor. Pois só Eu sei a medida certa e sei o que cada um consegue aguentar, e também o que é necessário para o acordar.
27 – Aquele que for desperto espiritualmente, este não precisará mais viajar; mas aquele que ainda for sonolento em seu amor, para este Eu conheço o melhor remédio que o protegerá do sono eterno, caso ele aceite tal remédio por amor e obediência voluntária e siga Minhas orientações.
28 – Quando pequenas provações acontecerem, devem ser encaradas cheias de coragem e confiança em Mim. Pois antes de vos dardes conta do que acontece, o Sol raiará aquecendo e iluminando lá onde as trevas eram mais densas. Isto Eu também vos indiquei várias vezes, mas lá onde o coração está fechado estas insinuações passam sem serem reconhecidas.
29 – Isso Eu vos digo, para que sejais cheios de confiança hoje e no futuro, pois tudo o que acontece no mundo material acontece unicamente pela Minha Vontade. Eu, porém, sou um Deus muito compreensivo, e nem uma brisa balançará a flor sem ter havido uma profunda aquiescência de Minha Sabedoria infinita. E cada nuvenzinha e cada gota que cai do céu, e também cada pedrinha que rola de uma montanha, tudo isto são letras grandes de Minha Escrita plena de Amor e Misericórdia.
30 – Vede, é com tais olhos que deveis ver tudo o que vos foi dito, e vereis claramente que Eu estou em todos os lugares e em todas as pessoas. Pois então vereis a grande atividade de Minha Divindade, do Meu Poder e Santidade e junto a isto reconhecereis o Meu Amor, Minha Misericórdia e Bênção infinitas. Tal como fazem as abelhas na natureza, sereis capazes de coletar o mel de Meu Amor e a cera de Minha Misericórdia, a fim de sorvê-los como o eterno alimento de vosso espírito e reconhecerdes cada vez mais que Eu sou e serei eternamente um bondoso e santo Pai. Amém.

Acontecimentos vulcânicos na Terra (apêndice para a mensagem anterior)

Recebido por Jacob Lorber 20 em de setembro de 1840 – à tarde

1 – Mais um pouco, para acrescentar uma pequena centelha, a fim de aclarar o emaranhado deste pasto alpino por vós visitado.
2 – Com respeito aos períodos da formação destes grupos de montanhas, elas só começam a aparecer após o período adamítico e continuam até a atualidade, e não foi apenas da maneira antes mencionada. Há a maneira mais correta e há a maneira mais apropriada.
3 – A mais apropriada se deu por Mim, porque tudo o que Existe foi criado por Mim nos primórdios da Criação, e só depende de Mim que se forme um morro, uma fonte, ou uma árvore num certo lugar. E como Eu, seguindo a Minha Ordem eterna, sempre escolho o meio mais apropriado e útil para criar qualquer objeto, e como isto sempre depende de Minha Vontade extremamente livre, então a criação desta montanha é a mais apropriada e também é a mais correta; pelo motivo que Eu, sendo o eterno Amor e a mais perfeita Sabedoria, começo toda ou qualquer ação a realizar e a completo tão sabiamente, que tudo deve ser feito sob o comando de Minha Divindade, e assim jamais acontecerá um erro, por mais minúsculo que seja.
4 – Quando foi determinada a formação de camadas de placas nesta montanha, como também o número das mesmas, o que certamente aconteceu na época adamítica, não deveis pensar que todas estas justaposições aconteciam de equinócio a equinócio. As placas que foram formadas desta maneira só são as que são separadas por uma camada cristalina de cor marrom. As outras placas, que têm mais ou menos uma a duas polegadas de espessura, foram realizadas nas luas cheias. E se vós tivésseis contado as camadas desta formação, vós teríeis podido constatar a idade e outros dados das mesmas.
5 – Além disto, devemos entender que estas placas não poderiam ter existido naquele período pré-adamita, pois as rochas deste lugar eram naquele período muito duras e translúcidas, Onde a água desmanchava as rochas pela erosão, formavam-se pequenos grãos (de acordo com Minha Vontade). Quando em descanso, no espaço entre estes grãos formava-se uma substância pegajosa que unia os mesmos em pedra dura que hoje vós conheceis como pedra sedimentar.
6 – Desta forma e com substâncias diversas, podereis encontrar pedras parecidas em muitos lugares, tais como pedras da moenda, mármore, etc.
7 – Mas as rochas graníticas originais já foram criadas dentro do seio da Terra em épocas bem anteriores a Adão. Foram empurradas para a superfície por longas e violentas erupções vulcânicas. Também ocorrem nos lugares onde, devido ao constante movimento das águas, as sedimentações de placas não puderam acontecer.
8 – Vós vos estareis perguntando: Como é que pode acontecer na natureza que um fogo ocorra no interior da Terra e produza vapores que envolvam as rochas e logo as joguem para a superfície? De onde vem este poder de empurrar estas enormes massas rochosas para várias milhas além da crosta? Eu vos respondo.

9 – No interior rochoso da Terra existem muitas e muitas cavernas vazias. Com o passar do tempo, a água penetra nas mesmas pelos poros. Quando elas ficam completamente repletas, esta água sofre uma grande pressão. Esta água que se encontra num ambiente fechado é de certa forma prensada por todos os lados, e nesta ocasião acontece uma fricção cada vez maior entre as diferentes moléculas da água. Como já sabeis, esta água possui espíritos que sentem esta pressão aumentando constantemente, então eles como explodem as cápsulas de água, escapam de seu cárcere, se unem formando um fogo zangado, vaporizam a água e tudo o mais que os possa aprisionar, arrastando tudo e se projetando para a superfície da terra.


10 – E desta maneira se formam em outras partes da Terra mais e mais bolsões, e novamente prensas de água levam às violentas erupções, e de sua duração é que depende a altura das montanhas que formam.
11 – Quando este tipo de fogo se ejeta do interior da Terra, ele na sua violência se funde com extrema facilidade às pedras que lhe são próximas. E quando acontece como em Nápoles ou Sicília, que ao subir para a crosta ainda encontra fontes de minério (petróleo, enxofre, etc), então ele as inflama. E quando mais fontes minerais se juntam as primeiras, especialmente àquelas que trazem enxofre do centro da Terra, então este fogo se deposita em todos os abismos e cavidades de tais montanhas, as quais queimam e soltam fumaça constantemente.
12 – Se acontecer, por Minha Vontade, de uma destas bocas vulcânicas serem obstruídas e as suas águas desviadas ou secadas, então o fogo também se apaga, as erupções vulcânicas param de acontecer, e esta montanha se torna silenciosa e quieta; daí ela conduz à superfície, pelas suas antigas veias de fogo, a água que jorra em suas cavidades, produzindo fontes, rios e lagos cristalinos.
13 – Mas nesta região onde vos encontrais este não é o caso; sim, de fato houve fogo interno, mas este só levou à superfície as já mencionadas placas e camadas, colocou sob as mesmas uma variedade de rochas, terra e cal que também foram transportadas à superfície. Com isto, formou-se sob estas montanhas um vazio que foi ocupado por água, e até agora esta camada está flutuando sobre a mesma. Esta água, devido a pressão que sofre, muitas vezes aflora na superfície como altos gêiseres.
14 – Esta é a origem de todas as fontes de água dos Alpes, como estas que visitastes; elas são frescas e frias, pois não precisam passar por fontes de fogo, o que às vezes acontece em regiões vulcânicas, onde a água aflora quente.
15 – Isso é o necessário para saberdes da formação das montanhas. Só vamos mencionar como as rochas marrons e cinzas chegaram aqui. Vede, estas rochas são de fato as rochas primárias da Terra. Elas chegaram à superfície da Terra na época de Adão e foram enclausuradas debaixo da água com a formação das placas. As rochas cinzentas são as rochas da época de Noé que se formaram debaixo d’água desde Adão a Noé e na época pré-diluviana foram jogadas à superfície em todas as direções, devido às erupções vulcânicas.
16 – Com respeito às brancas, suas origens já foram explicadas.
17 – Esta é, pois, a verdadeira explicação da formação das montanhas e os cientistas não encontrarão outra melhor. Pois ninguém sabe como, quando, de onde, por que, pelo quê. Isto só Eu sei e àquele ao qual Eu dou este conhecimento, para que ele acredite que fui Eu que realizei tudo isto e organizei todo o mundo. Se alguém perfurasse a Terra por 8.000 toesas, só confirmaria o que Eu vos disse, mas também descobriria que este tipo de pesquisa é contrário à Minha Vontade e que Eu castigo esta atitude com a morte material e às vezes com a eterna.
18 – Aquele que se encontrar sedento no poço das revelações divinas que beba a água da vida em grandes goles. Mas o fruto da árvore do conhecimento ele só deve comer quando Eu tiver abençoado a árvore. Então ele se satisfará com o fruto da árvore de Minha Criação; mas digo novamente, só após Eu a ter abençoado, como estou fazendo agora com vossa árvore.
19 – Assim também sentireis a bênção da vida e vos alegrareis com isto, pois vos está sendo dado muito mais do que poderíeis pedir. Mas o cientista engole a fruta como um boi num campo de trevos, começa a inchar de gases e morre, pois comeu o fruto não abençoado para ele. Eu vos digo, este tipo de cientista é um horror para Mim, pois ele não busca Minha glória, mas sim sua glória, sob os galhos da árvore do conhecimento.
20 – A vós Eu dou tudo isto com todo Meu Amor e Sabedoria, para que possais reconhecer toda a maravilha de vosso Santo Pai, como ela foi, como ela é e como ela será. Isto voz digo Eu, Aquele que é verídico em cada uma de Suas Palavras. Amém.

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