Palavras de agradecimento do servo


Da chegada do reino dos mil anos



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Da chegada do reino dos mil anos

Recebido por Jacob Lorber, em 27 de setembro de 1850



Uma carta de Jacob Lorber para um amigo, além das palavras de Lorber, continha esta mensagem do Senhor:
1 – Querido amigo e irmão. Não te espantes por Eu assim te chamar. Bem sabes que na revelação é dito: “Muitos são os chamados e poucos são os escolhidos”.
2 – Os chamados são filhos do mundo, mas, se seguirem o chamado Deste, podem tornar-se Meus irmãos e não mais pertencer a este mundo, nem pela sua alma, nem pelo seu espírito. Eles pertencerão àquele lugar onde Eu estou.
3 – Tu vieste deste lugar de onde Eu sou e és, portanto, Meu verdadeiro irmão do coração. Mas que isto não te cause orgulho; pois sabes, se Eu sou humilde de coração, como é que Meus irmãos não o serão?
4 – O que Eu te dou que seja para ti a vida das vidas. E tu viverás eternamente e não sentirás nem terás que saborear o desprendimento de tua carne. Meus irmãos são livres! Livremente escolhem o difícil caminho da carne em Minha Luz e por Meu Amor. E livremente se desprenderão da carne, retornarão aos seus antigos lares na Minha eterna Jerusalém e de lá reinarão Comigo por toda a eternidade.
5 – Não faças perguntas demais sobre o início do “Reino dos Mil Anos” na Terra, pois este seria um reino divino, com ostentação externa. Um verdadeiro reino de Deus jamais será possível na matéria, mas sim unicamente em espírito. E assim o “Reino de Deus dos Mil Anos” só virá visível no coração dos homens de boa vontade.
6 – Também não perguntes quando e como, pois a chegada do “Reino de Deus dos Mil Anos” é continuo e sempre igual ao renascimento do espírito do homem.
7 – O “dragão amarrado” são os desejos da carne que foram dominados. E a curta, única e última libertação dos mesmos nos representa o mesmo que abandonar uma morada na qual habitamos por muito tempo.
8 – O “material de construção” para um reino de Deus já tens firmemente em tuas mãos (na obra da Nova Revelação). Faze de tudo para que chegue às mãos de muitos e tu verás nisto o início do “Reino de Deus dos Mil Anos”.
9 – Minha Bênção e Minha Salvação te sejam dadas, e também a bênção de milhões de felizes príncipes entre os bem-aventurados, cheios de misericórdia e sabedoria. Amém.

A chegada da Luz Original ao mundo

Recebido por Jacob Lorber, em 02 de agosto de 1851


A mensagem que vem a seguir deu início à grande obra de Jacob Lorber, que é de fato o cerne da Nova Revelação: o “Grande Evangelho de João”, obra de dez tomos, ditada quase que diariamente, até seu término, no dia 19 de Julho de 1864. O servo Jacob Lorber não conseguiu chegar ao final da obra, então concluída por um irmão e amigo.

Nesta mensagem encontrarmos os primeiros versículos de João - capítulo 1 versículos 1, 2, 3, 4 e 5. Ao ler o Evangelho, vi que Yolanda Linau traduziu esta mensagem, e por isto não a repetirei aqui.

A tradutora.

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Exames de crianças no templo de Jerusalém
Este texto foi iniciado no ano de 1859 e mais tarde deu origem ao livrinho

O menino Jesus no Templo”. Narra a estadia de três dias de Jesus, então um garoto de doze anos, sendo apresentado aos sacerdotes do Templo de Jerusalém, como manda a tradição judaica. Este livrinho também é chamado “As cenas de três dias”.




A vida, escola do amor

Recebido por Jacob Lorber, em 09 de março de 1864



1 – Sem Amor não existe Vida, e sem Luz não existe a Verdade. Qualquer efeito que um observador cuidadoso descobrir em toda ou qualquer esfera da existência - ou em qualquer reino da natureza - provém da Luz e do Amor.
2 – O verdadeiro Amor, que é chamado de “Vida”, é aquele calor eterno que se origina no centro de Deus, ao qual Eu, o Senhor, chamo de “Pai”. Desde este Pai parte como conseqüência do eterno calor, a Luz a que Eu (o filho) sou para todo o espírito.
3 – Quem aceitar ativamente a Luz que vem de Mim, e que de fato são Meus ensinamentos, este também aceita o Amor ou a Vida do Pai. Ao aceitar isto, ele desperta em si o eterno espírito divino, que de fato é a vida eterna. Tudo é feito do verdadeiro Amor e da verdadeira Luz.
4 – Junto a esta Luz verdadeira que se origina no Amor verdadeiro, há uma série definida de tipos de luzes e de amores, especialmente em vossa Terra. Estas luzes e estes amores também criam produtos, mas estes são temporários e, tal qual as luzes e os amores dos quais se originaram, em seu rastro eles deixam conseqüências mais ou menos perniciosas. Freqüentemente se apresentam no seu amor próprio, e a suas supostas luzes se transformam espiritualmente nas mais tremendas e tenebrosas trevas. Tais pessoas então caem para o reino animal, e muitas vezes chegam a acreditar que um animal é mais sábio que elas.
5 – E num certo sentido estão absolutamente certos! Eles não são nada melhores, nem que seja a sua parte melhorzinha; como o falso profeta Bileam, que teve de ser orientado a respeito dos assuntos espirituais por seu jumento. Bem, estas pessoas não têm nenhum amor, como conseqüência, nenhuma luz e nenhuma vida. Nem sabem que possuem uma alma e que são imortais.
6 – Estas muitas pessoas que conseguiram descer a tal escuridão, das quais existem muitíssimas nestes tempos de amor mundano e amor próprio, quando chegarem ao Além, deverão reiniciar sua caminhada exatamente deste ponto ou em situações piores. E Eu, o Pai e Senhor, vos afirmo elas terão que se integrar novamente à matéria morta, e este é um processo extremamente doloroso e muito longo para conseguir ser matéria dura novamente. A matéria será dividida em pedaços. Após um longo tempo, se transformará novamente em humanos ou em criaturas, talvez nesta Terra, ou em outros corpos do universo. Pois para Mim, milhões de anos terrenos não passam de um instante.
7 – Todo livre arbítrio dos homens que não quiser se submeter à Minha Vontade revelada não desaparecerá no nada, mas sim passará por um tipo de correção que será grande e de longa duração.
8 – Na atualidade pessoas vivem estes tipos de corretivos pela sétima vez, mas felizmente agora estão melhores. Elas ainda deverão passar por vários corpos celestiais que ainda possuem uma leve camada material, antes de conseguirem ser admitidos em esferas puramente espirituais. Este degrau é a espera mais inferior do Paraíso, do qual ainda existem muitos degraus a subir, para se chegar ao verdadeiro Reino do Céu, onde o Amor do Pai, a Luz do Filho e o poder do eterno Espírito habitam e transformam cada espírito em verdadeiro anjo.
9 – Por isto observai bem estas Minhas Palavras. Reconhecei e amai-Me como vosso Deus e acima de tudo amai o vosso próximo muito mais que a vós mesmos. Assim já possuireis o verdadeiro Amor - como a vida eterna - e a verdadeira Luz - como a verdade eterna. Agora e na eternidade, em vós e em espírito, já estareis aqui onde Eu estou, pois Eu permaneço convosco até o fim do mundo.
10 – Isto Eu vos digo, Eu, aquele que conheceis pelas Suas Palavras e os significados das mesmas. Amém.
Um protocolo bastante estranho
Parte deste texto tem origem oral e outra vem de anotações de Anselmo Huttenbrenner, o “escriba” de Jacob Lorber.
1) No dia 18 de fevereiro de 1842, quando Jacob Lorber estava ditando e recebendo a página 159 da “Criação de Deus” e chegando na parte onde Naomi fala a Jeová: “Eu sou definitivamente um triste fruto das trevas e do pecado e carrego em mim, como castigo certo do pecado, a morte eterna em mim.”, aí apareceu para Jacob Lorber seu amigo e companheiro músico, um diretor de orquestra que tinha falecido aos 75 anos no ano anterior. Seu aspecto era pálido e sombrio, com roupas humildes. Ele disse a Lorber:
2) - Querido irmão, eu estou mal. Eu e vários outros que estão comigo parecemos cachorros sem dono. Passamos muita fome. Eu sobrevivo com migalhas duras de pão velho que encontro no bolso de meu casaco, tão logo sinta fome. Existem outros que passam pior que eu; eles comem madeira podre, muitos comem seus próprios dejetos.

Nota: Os que desencarnam na impureza (no pecado) primeiro passam por um estado de sonho, para melhorar seu espírito e sua vida interna. O que eles observam e descobrem não corresponde à verdade objetiva, mas sim a uma fantasia educadora que seus protetores lhe apresentam, para estimular sua evolução.


3) Jacob Lorber aconselhou seu amigo a que se voltasse unicamente para o Senhor Jesus Cristo, pois assim logo ele receberia um alimento melhor.
4) No dia 19 de fevereiro veio o mesmo diretor de orquestra e contou a Lorber que tinha visto num palco a imagem delicada de uma mulher de tamanho colossal. Seus pés eram enormes e no começo ela lhe apareceu vestida, mas depois se apresentou totalmente nua, e ele não podia deixar de olhá-la.
5) Jacob Lorber aconselhou seu amigo para que afastasse seus olhos desta mulher e só olhasse ao Senhor. Esta figura nua era resultado dos desejos carnais do diretor de orquestra, e ela o auxiliava a libertar-se dos mesmos.
6) Em resposta à pergunta de Lorber de como estava a região em que ele se encontrava no momento, ele disse que o local era bem triste. Não havia montanhas, nem casas, nem animais ou plantas. Tudo estava envolto numa névoa bem espessa.
7) Na terceira visita, ele contou que finalmente tinha encontrado um vale entre duas montanhas, o qual se estreitava lentamente, de tal jeito que não conseguia ir além, mas que era possível ver uma região muito simpática através de uma fenda estreita. E mesmo que conseguisse se espremer através da fenda, não conseguiria chegar à região bonita, pois havia um rio profundo para atravessar.
8) Na quarta visita, no dia 21 de fevereiro, ele informou com alegria que tinha conseguido passar pela fenda, passado o rio e entrado naquela linda região, onde existia uma pequena cidade muito ajeitadinha. Lá, para sua surpresa, encontrou uma loja de violinos dos mais famosos (Amati, Guarneri e Stradivari), verdadeiras joias.
9) Jacob Lorber lhe disse que não ficasse tão encantado com os instrumentos, mas sim que dirigisse seus pensamentos unicamente ao Senhor.

10) Na quinta visita, no dia 22 de fevereiro, disse que da pequena cidadezinha tinha conseguido chegar a uma cidade bastante grande, onde hoje seria apresentada a cantata “Timótio”, de Handel. Ele não poderia ficar por muito tempo, seus amigos já tinham ido para o concerto, e ele devia se apresar, pois estava ansioso por usufruir tal presente musical.


11) Jacob Lorber lhe desaconselhou ir ao concerto e lhe disse que não deveria deixar que nenhum prazer o afastasse de sua busca ao Senhor.
12) No dia 23 ele não veio, mas no dia 24 veio pela sexta vez e comunicou a Lorber que não pôde vir no dia anterior por problemas de cegueira. Ele tinha chegado a uma cidade em chamas e a fumaça forte tinha roubado sua visão.
13) Ao que Jacob Lorber lhe respondeu: - Se voltares àquela cidade em chamas, fala as palavras seguintes e abafa tuas chamas; daí nada afetará teus olhos. Estas são as palavras poderosas:
14) “Ó tu, meu querido e amado Senhor Jesus, por mim, tolo pecador, tanto tempo rejeitado. Olha com compaixão para mim, grande pecador e morto, e me ajuda, a mim, pecador indigno de Tua ajuda e de Tua Misericórdia. Ajuda-me, por favor, nesta minha grande miséria! Dá-me, por favor, um de Teus servidores para guiar-me no Teu caminho, para que eu não seja totalmente destruído, mas sim me protege das chamas e da fumaça desta cidade grande. Tua Santa Vontade se faça. Amém”.
15) Ao que o maestro perguntou: - Qual o significado desta cidade em chamas? Lorber: - Vê meu amigo, isto é o mundo que existe em ti. Logo tudo será melhor contigo. Com certeza hoje te será enviado um mensageiro do Senhor.
16) O maestro então perguntou se era permitido rezar um Pai Nosso. - Claro, - respondeu Lorber - isto é bom. Se sabes orar o santo Pai Nosso, então o faze constantemente. Ser-te-á de grande valor.
17) Maestro: - Posso vir te ver sempre quando quiser?
18) Lorber: - Sim, podes vir quando desejares. Sabes bem que me alegro sempre que me visitas.
19) Maestro: - Tu sim, mas a dona de tua casa não acredita em nada.
20) Lorber: - Deixemos a dona da casa em paz. Na grande imensidão da Criação de Deus cresce uma grande variedade de ervas com poderes curativos.
21) Maestro: - Posso ficar aqui contigo?
22) Lorber: - Podes ficar aqui enquanto te for agradável, podes e te é permitido. Sim, sim, tu ainda não pertences a nenhuma comunidade espiritual. Pois bem, fica aqui. Mas eu tenho que voltar para minha tarefa.

Nota: Esta visita aconteceu das 9:30h da manhã até às 10:30h, quando Jacob Lorber estava trabalhando na Criação de Deus.



23) No dia cinco de Março 1842, de manhã, às 11:30h, apareceu o maestro para sua sétima visita, só por um momentinho, pois Jacob Lorber estava dando uma aula de piano. Ele disse a Lorber: – Querido irmão, não quero te incomodar. Eu ainda tenho um anjo condutor, mas posso fazer tudo o que quero. Talvez eu venha hoje de noite novamente. O maestro parecia muito melhor que das vezes anteriores. Ele não apareceu à noite.
24) Só voltou na manhã do dia 7 de março, para sua oitava visita, e disse: - Bom dia, bom dia querido amigo. Lorber respondeu ao amigo e perguntou como estava se dando com seu anjo guia e como estava passando.
25) Ele disse que seu guia não era um irmão simples; ele era nada mais nada menos que um jesuíta, um companheiro bem agradável que lhe dava total liberdade de ação. Ele tinha ido ao teatro como o seu guia e assistiu uma apresentação de um quarteto. Ele também tinha tocado um solo no violino. Depois foram a uma adega onde serviam os vinhos mais esquisitos e onde havia garotas muito bonitas. O maestro infelizmente tinha perdido sua visão novamente, após beber alguns copos de vinho.
26) Ao que Jacob Lorber retrucou: - Tu então estavas com total liberdade de ação. Por acaso, em todos os lugares aos quais teu guia te levava, abandonaste todas as tuas comodidades e teus desejos luxuriosos e te dirigiste, conforme te aconselhei, somente ao Senhor Jesus Cristo?
27) - Isto eu esqueci totalmente”.
28) Lorber: - Pois bem, caro amigo, pecaste em grande escala. Eu tenho certeza que agora teu segundo caminho será bem mais difícil que o primeiro. Por que não me escutaste e por que não seguiste meus conselhos?
29) - O que é que devo fazer agora?
30) - O que deves fazer agora? Tu ainda tens a oraçãozinha que te dei? Sim, bem então a reze continuamente, até que tudo fique claro novamente em tua volta e que o Senhor te envie um guia de novo. Desta vez, porém, sê mais esperto e não permitas que ele te leve a lugares outros, a não ser para junto do Senhor. Se ele, para te testar, quiser levar a outros lugares, roga-lhe que te leve para junto do Senhor, pela palavra, conselho e ação.
31) O maestro então assegurou que somente procuraria o Senhor e que não seguiria, nem mesmo o arcanjo Miguel, para nenhum outro lugar além daquele onde está o Senhor.
32) Jacob Lorber então respondeu: - Sim amigo, sê fiel a esta tua intenção. Que o Senhor seja contigo!
33) O maestro então perguntou quando poderia voltar.
34) Lorber: - Toda vez que assim quiseres. Fica com Deus. Amém.
35) No dia 16 de março de 1842, por volta das 7:45h da noite, estavam Jacob Lorber e Anselmo na pousada “Ao Prado Verde”. Daquele momento relatou Anselmo: “Tínhamos acabado um assunto e estávamos em silêncio, quando Jacob me pegou pelo braço e disse: “Vê, o maestro está aqui”.
36) Observei Jacob e vi que quando ele mantinha a conversação espiritual com o maestro sua face ficava um pouco pálida, mas seus olhos se modificavam totalmente”.

37) A presença do hóspede do Além deve ter demorado de cinco a sete minutos, e então Jacob Lorber contou o seguinte para seu amigo Anselmo.


38) Maestro: - Onde é que tu estás, querido amigo?
39) - Na pousada “Prados Verdes”.
40) - Estás sozinho?
41) - Não, estou com meu amigo Anselmo.
42) - Dá-lhe minhas cordiais saudações.
43) Anselmo então perguntou a Lorber como o maestro era e em que lugar se encontrava. Ele respondeu que o maestro tinha um aspecto muito agradável e que estava flutuando sobre a poltrona que se encontrava à direita dele, Jacob Lorber.
44) O maestro então contou nesta sua sexta visita que ele reconheceu seu atual guia. Ele era o seu tataravô. “A maior maravilha, porém, é que Cristo é Deus e é homem!” O maestro em pouco tempo começaria a frequentar uma escola, onde ele receberia ensinamentos sobre o Cristo. Finalmente ele disse que tinha tido uma passagem muito difícil, pois tinha morrido sem acreditar em Cristo.
45) No dia 20 de março, após as duas da tarde, quando Jacob Lorber caminhava na rua, o maestro se apresentou pela décima vez e disse: - Irmão, eu me sinto muito carregado. Meu guia não pode dizer o que está me apertando tanto.
46) Lorber: - A mim ninguém proibiu de dizer o que te pesa. Vê, é a cruz de Cristo! Mas vê isto como uma bênção do Senhor, por ter te dado Sua cruz para carregares, pois tu te recusaste a carregá-la durante tua estada no mundo.
47) - Mas... sim, sim, eu já entendo, eu sei o que tu me dizes. Tu tens razão!
48) No dia 23 de abril de 1842, às 4:30h da tarde, enquanto estava lavando seus olhos no quarto de seu amigo Anselmo, Jacob Lorber recebeu a visita do maestro, que estava bem pequeno, de fato pequeníssimo, nada mais alto que um sapato, mas estava com um aspecto muito bom e simpático. Nesta décima-primeira visita ele disse que continuava com o mesmo guia. Mas ao Senhor ele ainda não tinha conseguido ver, apesar de não estar longe do Céu. Disse também que quem não se torna filho aqui na Terra deve passar por este processo no Além, onde é bem mais difícil. “Sem se tornar filho e inocente como uma criança, jamais conseguirá ver o Senhor. No Além - disse o maestro - nos acontece o mesmo que acontece a uma prostituta que, devido ao excesso de prazer e luxúria e geralmente cheia de doenças, deve purificar seu corpo, deve purificar seu corpo até a mais minúscula célula, pois senão esta prostituta jamais conseguirá ser mãe. É exatamente isto que acontece com nossa alma, que também deve ser purificada de toda matéria, e como ela se expandiu muito na sensualidade, deve se tornar pequena, para só então voltar a crescer”. Além disto, o maestro disse que tinha visto uma grande fogueira, mas que agora não a via mais. Ele não sabia o significado do mesmo. Mas que amanhã ele viria novamente, com certeza, e que esperava saber algo sobre o fogo.
49) No dia 25 de abril de 1842, às 18 horas, veio o maestro pela décima-segunda vez e disse a Lorber: - Aquele fogo que eu vi me envolveu. E como estou dentro deste fogo, eu não o vejo mais. Porém ele me está queimando com toda potência, mas eu me torno cada vez mais forte, maior! No começo a dor era insuportável, mas mesmo que queime muito pela parte externa, ele me faz um bem inigualável ao coração. Eu te digo, meu irmão, eu gostaria de permanecer para sempre neste fogo. Bem, tenho que ir embora e te contarei mais na próxima vez. Tchau.
50) No dia 3 de maio, às 21:30 horas, Anselmo tocava piano e Lorber o escutava. Enquanto isto, o maestro se apresentou bem posto e bem maior que da última vez.
51) Ele contou ao amigo que tal fogo que o envolvia significava a luta que travavam suas paixões carnais contra o amor pelo Senhor, no seu interior. O fogo que queimava eram suas paixões e o agradável era o amor pelo Senhor. Após ter se purificado por este fogo, ele foi transportado para uma região totalmente vazia, nua e sem ninguém. Então caiu num sono profundo, onde sonhou algo maravilhoso, mas o tal sonho não era de fato uma realidade. Ele se encontrava na fronteira de um “reino de crianças”, onde era tão lindo, que ele desejava lá permanecer para sempre.
52) Seu guia lhe disse que ele poderia conversar com todos os espíritos que desejasse, até mesmo Beethoven, Handel, etc., mas disto ele não tinha o mínimo desejo. Ficava a observar uma luz muito linda na região do amanhecer. Ele esperava ver o Senhor nesta Luz, ele não desejava nada além de ver o Senhor.
53) Finalmente o maestro comunicou a Lorber que só viria mais duas vezes.
54) Na tarde de 8 de julho de 1842, por volta das quatro horas, visitou os amigos pela décima-quarta vez. Contou que ainda via aquela luz clara no oeste e se encontrava na ponteira do Reino das Crianças, onde enxergava um ponto muito brilhante, mas que ainda não tinha visto o Senhor.
55) Ainda tinha o mesmo guia, mas às vezes se juntava a eles um segundo guia, que tinha um aspecto totalmente comum e só falava com o primeiro guia, não se dirigia a ele, maestro.
56) Lorber aconselhou o maestro a prestar bastante atenção a este segundo guia, que sempre vinha do Reino das Crianças.
57) O maestro informou que só poderia voltar mais uma vez. Seu aspecto era feliz e sua roupa cinza-azulada.
58) Na manhã do dia 23 de agosto de 1842, às 8:30h, chegou ele pela décima-quinta e última vez. Disse que agora se encontrava entre seus afins, que cada um possuía o seu próprio guia, mas este se afastava de vez em quando. Com um outro guia, de aspecto bem comum, ainda não tinha conseguido falar. Ele disse que se sentia muito bem.
59) Desta vez Lorber não o enxergou, mas somente sentiu sua presença e o ouviu falar.
60) Já que o maestro não se apresentou mais desde o dia 25 de agosto de 1842, vamos encerrar esse “Protocolo” e considerá-lo completo.

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