Palavras de agradecimento do servo


A evolução natural da alma no reino animal



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A evolução natural da alma no reino animal

Recebido por Jacob Lorber, em 16 de agosto de 1840


1 – Para que possais entender o tema que hoje apresentastes  O interior (espiritual) de uma pomba  é necessário darmos uma olhada rápida no tema de ontem (a ostra).
2 – Embora os habitantes do ar e da água já comecem a apresentar degraus de evolução mais superiores, é necessário darmos uma olhada na superfície da Terra quando abandonamos o elemento água. Só então poderemos nos elevar para o ar e lá tomar conhecimento de seus habitantes alados.
3- Na água existe um habitante bem esquisito, com um corpo bastante disforme, que mais parece um galho de árvore cheio de ramos, o qual vós chamais de polvo. Este polvo se abriga, como uma parasita de árvore, em qualquer lugar. Finca raízes e apanha com seus quatro, cinco, seis ou oito braços (ou trompas) todos os insetos e vermes que se lhe aproximam e os engole velozmente.
4 – Quando os órgãos digestivos se firmam cada vez mais, como uma árvore, ele começa a definhar em partes, e só permanecem vivas suas trompas recém criadas no exterior. Mas mesmo assim, aos poucos, por falta de alimento, ele termina de morrer totalmente.
5 – Quando isto acontece, seu ser disforme se desfaz em milhares de vermes vermelhos e pequeninos. Estes vermes começam a se multiplicar velozmente e se alimentam do disforme corpo morto do polvo. E quando, de certa forma, se matam de tanto comer, as suas múltiplas vidas se unem em uma só vida, da qual se origina um tipo de peixe.
6 – Este peixe é o que vós conheceis por lula ou calamar (sépia) e que habita as profundezas dos mares.
7 – Seu alimento consiste no verme de um marrão quase preto, que tem o tamanho de um grão de árvore, possui duas nadadeiras nos lados de sua barriga e conhece seu inimigo muito bem. Quando nosso calamar deseja se alimentar, ele escurece a água com um suco quase preto, e este suco também anestesia os pequenos animaizinhos aquáticos.
8 – É desta maneira que ele sempre prepara deliciosas refeições para si. E após anos e anos de comilança ele morre, tendo absorvido milhares de vidas no seu corpo.
9 – Nestas potenciadas vidas de vermezinhos, não devemos pensar na união dos corpos. (sempre devemos pensar na alma destes animaizinhos, quando falamos na sua potencialização e na sua união), pois só as almas têm continuidade em seres superiores. Os corpos são desintegrados em seus átomos e só em parte servem para a construção do corpo de espécies superiores. Já as almas se unem novamente, como já sabemos, e desta união de vidas se forma um outro ser que se chama “peixe voador”.
10 – Este peixe voador se alimenta em parte com os insetos do mar e também com os insetos aéreos que ele apanha quando sai da água. Com isto ele tem uma constituição interna com função dupla: a de peixe e a de um pássaro. Ele tem uma bolsa no interior de seu abdômen a qual pode encher com ar e, de acordo com sua necessidade, esvaziar totalmente.

11 – Novamente o pesquisador vai encontrar aqui um nó instransponível para ele, pois ele não consegue saber como o peixe, no meio da água, consegue ar. Para Mim isto não é nada. Prestai atenção.


12 – Por um canal especial, o peixe permite a entrada de água na bolha, mas debaixo dela encontra-se um tecido escuro, parecendo metal. Este tecido tem a possibilidade de chegar a oitenta graus de temperatura, tão logo uma gota de água entre na bolha. Com este aquecimento, a água se transforma em vapor, o que preenche a bolha. Isto acontece (por Minha Vontade) em todos os peixes, como em vós humanos é o movimentar dos pés e mãos.
13 – Bem, nosso peixe voador possui então este tipo de órgãos, mas ele ainda não conseguirá voar, mesmo que tivesse asas quilométricas. Mas junto a esta bolha ele tem uns canudos que cruzam todo seu corpo e seus órgãos, os quais se enchem de um gás muito leve, quando o peixe quer voar.
14 – O ar atmosférico é partido por um processo elétrico interno, e a parte pesada do ar cai na bolha como gota líquida e é expulsa por um canal específico, de imediato. O gás tão leve (parte leve do ar) flui então para os canudos e retira da carne do peixe o seu peso, de tal maneira que o seu corpo fica com o mesmo peso da atmosfera. Então o peixe estende suas asas e consegue voar feito um pássaro. As barbatanas laterais, com sua inteligência própria, lhe dão a direção desejada, e as asas o elevam.
15 – Vede, esta é a constituição mecânica deste animal. Mas como este animal vive de alimentos duplos, ele também tem inimigo duplo: no mar, uma grande quantidade de peixes assassinos; no ar, uma grande quantidade de pássaros aquáticos que em todos os lugares castigam com a morte este usurpador aéreo, pelo seu atrevimento.
16 – Já que este peixe é uma constituição totalmente mansa, quando ele sai da vida, acontece o seguinte: a parte feminina, a mais ignorante, se une para uma nova espécie de pássaro que é por vos conhecida como gaivota; a parte masculina se une também como seus semelhantes e forma o pássaro que chamais de pomba.
17 – Eu vos digo: o que é cordeiro entre os animais quadrúpedes é a pomba entre as aves; por esta razão ela foi por Mim instituída como exemplo de mansidão da paz; sim, até como a figura da Santidade de Deus. Estão este animal se encontra na ponta superior do reino das aves e, devido a sua mansidão, também no degrau superior onde seus espíritos (elementos das almas) se unem aos espíritos de outras criaturas nobres e se tornam “seres humanos”. Sua parte feminina corresponde ao suave amor, e sua parte masculina às bênçãos que dele fluem.
18 – Vós vos perguntareis como que os milhares de espécies existentes no mar conseguirão chegar a evoluir até a pomba. Eu vos digo: aquele polvo também é muito variado, e para cada espécie de peixe existe um tipo de polvo. E os polvos não são de jeito algum o degrau inferior dos animais aquáticos, como dizem vossos naturalistas, mas sim institutos purificadores que continuamente engolem o se lhes aproxima. Eles assim são um degrau intermediário entre os vermes e todo tipo de espécie de peixe. Pois só por eles é que o mundo dos vermes é elevado a um degrau superior.
19 – Os peixes já se encontram em grande quantidade neste degrau mais elevado, já que eles, por meio da união de suas vidas, estão prestes a se tornar habitante da atmosfera. E assim cada espécie de peixe corresponde a uma espécie de pássaro.
20 – Porém existe no mar uma outra espécie de peixe que se aperfeiçoa pela vida do vosso conhecido crustáceo, cujo último degrau já está assim aperfeiçoado e pode sobreviver tanto na água como na atmosfera na superfície da Terra. Tipos deles são as tartarugas e muitos outros, como as espécies de sapos ou rãs que já possuem os sentidos da visão, audição, olfato e até do paladar. Mais tarde aparecem os lobos marinhos, os elefantes marinhos e ainda muitos quadrúpedes que habitam tanto a água como o solo firme, que de fato são os degraus que iniciarão as espécies de quadrúpedes terráqueos.
21 – Ainda existe uma terceira plataforma evolutiva no mar que é bem mais rara, mas, por isto, muito mais maravilhosa. Eu vos darei explicações em outra ocasião.
22 – Bem, voltemos para a pomba, a qual vamos estudar com mais atenção.
A história da origem e do destino da pomba

Recebido por Jacob Lorber, em 16 de agosto de 1840 (continuação)


1 – Mesmo que a pomba se eleve do mar da maneira explicada anteriormente, ela pertence à espécie das aves que pode se alimentar quase que igual ao ser humano, formado dos três reinos da natureza. Ela pode digerir grãos, ervas, vermes, insetos e até pequenas pedrinhas, e nisto ela se iguala às galinhas.


2 – No seu gênero ela decai, como muitas outras aves, em uma variedade de espécies. Existe uma tal de pomba torcaz ou brava, a pomba rola, a pomba rola das Índias, uma pomba do campo, outra doméstica, e esta ainda se divide em pomba pérola, pomba ouro, pomba de papo, etc, etc, e em outros países existem muito mais tipos de pombas.
3 – No entanto, a mais nobre desta espécie de aves é a pomba doméstica (comum) a que se conhece facilmente pelo colorido diferente de suas penas. Isto é algo que deveis prestar atenção no mundo animal: a espécie onde houver uma grande variedade de cores, esta aí está mais próxima da espécie humana. Pois a cor é uma característica da constituição interna variada, e este é o motivo pelo qual devemos preferir o branco a todos os outros, pois no mundo animal ela registra a presença de uma alma sem mácula. Aqui tendes, pois, uma característica pela qual podeis avaliar o grau de evolução de uma espécie animal.
4 – Bem, vamos à pomba comum. Como já foi dito, ela é a mais evoluída de sua classe e é a meta vital de todos as espécies inferiores a ela, e mesmo de aves mais mansas. Este é o motivo pelo qual ela também é um receptor de vida do reino vegetal e também do reino mineral.
5 – Quando uma pomba morre, então se une ao seu princípio vital (com seu ser anímico-espiritual) a vida de todo tipo de espécies de aves, animais terrestres, como também vegetais e pedras; assim reunido, o complexo entra no reino humano como uma nova vida.
6 – Porém não deveis pensar que esta passagem (ao reino humano) acontece unicamente a partir da pomba, mas sim existem milhares de espécies, tanto das aves como dos quadrúpedes da Terra, pelas quais se realiza esta passagem. E mesmo que vos pareça muito estranho, isto é assim, pois ninguém conhece Meus Caminhos, nem mesmo os anjos no Céu, a não ser Eu mesmo e o crente ao qual Eu informar.
7 – Àquele que tem fé, a este serão reveladas muitas maravilhas. Mas àquele que não crê, a este não se pode ajudar ou aconselhar. Inutilmente olha com seus olhos cegos a Minha enorme oficina criadora da vida. Eu vos digo: ele não encontrará nada além de excrementos da morte. Pois a Vida é espiritual, e não se pode ver a mesma nem com a ajuda de um microscópio, como os materialistas tentam, mas somente com o olho do espírito e é na fé, aí se pode olhar nas profundezas do milagre da vida.
8 – E acrediteis, por mais que vos foi dito e mostrado por Mim, isto não chega a ser um infinitésimo da vida de um ácaro! Acreditai, vosso Pai ainda oculta muito, e isto vos será dado de pouquinho, tudo mais bem acabado e explicado, quanto mais vos entregais na verdadeira humildade, que é de fato a mais livre obediência.

9 – Vede, a pomba é um animal muito ingênuo. Mas justo por esta ingenuidade é que ela consegue voar com suas asas em todo tipo de atmosfera e de lá se dirigir a todos os lugares, se elevar nos raios da luz e então alimentar seu ser com novos fluidos de vida.


10 – Isto vós também podeis fazer! Se vos tiverdes tornado idênticos a uma pomba (mansos e ingênuos), então com vosso espírito, da mesma maneira que este exemplo, no reino da vida que emana de Mim, em voos rápidos, podereis alcançar alturas das quais nenhum mortal da Terra tem a mínima ideia.
11 – Todas as vezes que enxergardes uma pomba, lembrai em vossos corações este pequeno evangelho. E acreditai que o Meu Reino da Misericórdia se aproximou de vós, que o tempo amadureceu, pois a figueira está suculenta e cheia de galhos e folhas.
12 – Mais tarde ainda recebereis explicações sobre um outro pássaro; como ele voa, sua alimentação, etc.
13 – Nisto, vós podereis ver coisas extraordinárias e reconhecê-las em vós. Mas quando Eu tiver desmembrado isto tudo até a mais simples unidade, não acheis que Eu vos quero ensinar a voar materialmente, mas sim voar espiritualmente. Amém.
14 – Eu, o Eterno Amor e Sabedoria. Amém.

A ostra e os primeiros degraus da vida animal

Recebido por Jacob Lorber, em 18 de agosto de 1840



O tema “A ostra” só foi escolhido no momento em que nos sentamos à mesa. Nosso Senhor falou pela boca de Jacob Lorber.
1 – Antes que Eu vos fale algo sobre esta ostra, é necessário que tenhais o conhecimento de assuntos mais rudimentares, pois um degrau mais elevado não pode ser compreendido sem termos absorvido os anteriores com uma certa clareza.
2 – Entre os chamados letrados e pesquisadores da natureza ninguém sabe - e com certeza nunca conseguirá saber por si só - onde uma classe de seres acaba na Criação e onde a seguinte se inicia. Assim, ninguém sabe onde o reino mineral começa e onde ele termina, ainda menos sabe onde o reino vegetal começa e onde está seu final. E muito menos ainda se sabe onde o mundo animal começa e onde ele acaba. Pois ao pesquisador tudo parece ser interligado, enquanto que Eu conheço os limites bem definidos. Não existe em toda a Criação duas coisas que sejam exceções desta Minha Ordem.
3 – Ao pesquisador a passagem do dia para a noite parece uma união que flui incessantemente (o que não é percebido), um para dentro do outro. Mas esta afirmação do naturalista se deve somente à fraqueza de sua visão interior.
4 – Para que possais entender e compreender com mais facilidade, vou dar-vos umas diferenças bem concretas.
5 – Para um naturalista cego o dia e a noite se amolgam simplesmente. Ele não enxergará nenhuma diferença entre a noite e a suave luminosidade do amanhecer. Se vós observardes uma montanha à distância, especialmente se o ar estiver um pouco nebuloso, não vereis lá nada mais que uma parede lisa. Mas estas montanhas não são de maneira alguma somente uma parede lisa, o que vós já vos certificastes várias vezes. O mesmo acontece se observardes um plano totalmente liso, como por exemplo, num diamante. Se observardes este plano com um microscópio que pode aumentar a escala por dez milhões de vezes, então lá vereis verdadeiros precipícios e abismos, o que mostra definitivamente como os pesquisadores da natureza se enganam com tanta frequência sobre a própria natureza, quando acham que as coisas em suas diversas classes, formas e características se amolgam fluentemente.
6 – Esta explicação preliminar foi necessária, para que possais entender o que vem a seguir, pois é melhor não saber nada sobre um assunto, do que ter um conhecimento errôneo. Pois aquele que se encontra parado sobre um degrau podre, este não elevará seu pé ao outro degrau, pois sabe que antes o podre o levará para o abismo.
7 – Bem, observai onde começa o reino animal e vós podereis pensar que a água é a mãe dos animais, mas não é assim. Pois quando encontrais algum resquício de animal numa gota d’água que observais com um microscópio, lá já está o reino animal no seu milésimo degrau evolutivo.

8 – A primeira classe do reino animal são os infinitamente minúsculos habitantes do éter. Eles são no éter aproximadamente o que chamais em vosso idioma de “átomos” e são tão extraordinariamente pequenos (mas atenção: só para vossos olhos), que se observásseis um único ponto com um enorme aumento, trilhões deles lá se acomodariam facilmente.


9 – Se quisésseis ver um destes pontinhos, deveríeis ter um microscópio que aumentasse tudo trilhões de vezes, o que vos jamais será possível na vida na Terra. Os olhos materiais nunca conseguirão ver isto, mas sim os espirituais.
10 – Agora questionais: De onde vêm estes animaizinhos e como se originam? Bem, estes animais têm origem do encontro dos raios de luz do sol, os que constantemente se encontram no espaço universal imensurável. Com isto se tornará claro para todos vós a razão de tanta luz que emana dos sois de imensos espaços, os quais parecem vazios e que são por Mim usados de uma forma definitivamente sábia.
11 – O formato destes animais é o de uma bola, cuja superfície é totalmente lisa. Seu alimento é a essência da luz e a sua vida dura um átimo de segundo. Após o fim de sua vida, trilhões deles se unem para formar o segundo degrau dos seres predecessores. Mas sua vida se torna tão concentrada, que eles necessitam de alimentos e, consequentemente, de um órgão para se alimentar.

12 – Esta classe de animais já tem seu lugar na esfera planetária; que dizer, no espaço em que os planetas circulam em volta de um sol. A sua vida é um mili-milionésimo de segundo. Vede como aumentou a duração de sua vida, comparada com o primeiro degrau; mas isto para vós e para os pesquisadores naturalistas não é nada, pois não conseguis entender estes números com vossos sentidos. Porém, se calculardes bem, vereis uma enorme diferença. Bem é assim que se criam as diferentes classes de animais, cada vez mais potencializadas a cada degrau de evolução, até que a vida chegue a uma potência tal, que começará a se estabelecer como uma névoa azulada na superfície da atmosfera.


13 – A duração da vida destes seres lentamente chegou à casa do milionésimo de segundo. Nesta ocasião, a união de trilhões e trilhões destes serezinhos azulados contribui na formação de uma classe superior.
14 – Este tipo de processo se apresenta a vossos olhos na forma de uma estrela cadente. A vida de muitos destes animaizinhos sai de suas tênues larvas e se une para uma nova classe de vida. As larvas, devido à compreensão de sua força vital, visíveis às vezes como bem moles e outras duras como pedras, caem como meteoritos, ou se multiplicam sobre a Terra na sua substancialidade morta”.
15 – Estas almas (animaizinhos), agora livres, juntam-se na superfície lisa da parte superior da atmosfera em grupos enormes, e vós os podeis ver como as “nuvens carneirinhos” (nimbos). Com estes animaizinhos, que ainda são tremendamente pequenos para vossos olhos, já podemos constatar a reprodução entre seus iguais, a qual não é permanente, mas sim intermitente. Pois, após ter alcançado uma massa ou um tamanho determinado, então se tornam cada vez mais pesados, por causa da morte de suas cápsulas vitais. Daí saem para debaixo da superfície do mar atmosférico, e com isto acontece novamente um tipo de casamento entre as tais massas de animais e a luz concentrada e calorífica que se encontra no ar. Esta luz calórica é conhecida como “elemento elétrico”.
16 – Com isto é criada uma classe bem mais completa e bem viva, e esta enche o ar com uma grossa camada de nuvens.
17 – Quando então, o que acontece somente por períodos, houver uma maior ou menor alteração na luz do Sol (o que acontece por processos diversos na superfície do sol que ainda vos são desconhecidos), estas nuvens se expandem cada vez mais e mais, e aí novamente se observa uma nova mudança de classe. A vida parte ainda destas larvas em formato de bolinhas, as quais agora já são tão grandes, que já podem ser observadas com um microscópio bem forte. E elas então se desprendem com grande velocidade e muito barulho em direção a Terra, como o que é conhecido por relâmpago (visível a vossos olhos), ou então atravessa partes úmidas do ar e se parte em matéria mineral, vegetal, ou animal, isto tudo em elevadíssima velocidade e sempre à procura de uma espécie vital idêntica.
18 – Após a saída da vida das larvas, imediatamente a umidade do ar se apossa das mesmas. Esta umidade de fato é uma substancia abençoada por Meu Amor Misericordioso, então estas larvas abençoadas caem sobre a Terra em forma de chuva.
19 – Só agora é que se inicia uma vida animal terráquea e isto acontece nos espaços existentes entre estas larvas cheias de água, e esta vida extrai seu alimento de Meu Amor Misericordioso.
20 – Quando as plantas do reino vegetal inferior tomam conhecimento dos espíritos libertos, elas correm para se unir a eles, saindo de suas cápsulas. E milhões delas criam um novo ser, um degrau mais evoluído, animaizinhos elétricos, como os já mencionados e por vós conhecidos como “infusórios”. Disto podeis vos convencer, se repousardes uma gota e a observardes com uma lente de aumento. Vereis nela uma série de seres livres a movimentar-se para todos os lados; e quanto mais tempo passar, maior numero deles se formarão. Esta é a primeira criação animal que um observador atento conseguirá ver como matéria animal.
21 – Porém com o passar do tempo não vereis somente uma classe, mas sim milhares de classe diferentes de animais numa gota. Eles se diferenciam no formato e no comportamento. Mas não acheis que eles se formam esporadicamente; não, cada nova classe é o resultado da união de classes existentes anteriormente.
22 – Se tivésseis instrumentos bem preciosos, poderíeis observar características de uma classe nova de elementos das classes inferiores. Pois então se realiza uma segunda criação, e isto acontece da seguinte maneira:
23 – Uma classe de animais engole, ao se alimentar, um número infinito de seres de uma classe inferior. Com isto serão reproduzidos do substrato material seres idênticos e extraordinários, que possuem as características da classe superior. Estes, ao se unirem novamente entre si, formam a cada vez uma nova classe superior, ato este que jamais poderá ser visto pelos olhos materiais, pois é totalmente espiritual.
24 – E assim se vai subindo de degrau em degrau, até que exista novamente um círculo de mil criações; aí então acontece novamente um processo maravilhoso, mas visível, representado por tormentas ou outro tipo de revolução nas águas, quando estes espíritos - agora já poderosos - bem se fazem sentir nos ventos.

Então acontece uma divisão. Alguns se unem para formar muitos vermes das águas. Aí esta criação ocorre pelo movimento de cápsulas maiores e já visíveis, a que vós chamais de “óvulos,” dos quais se reproduz uma espécie idêntica, a fim de assumir milhões de elementos de classes inferiores.


25 – Logo após estes vermezinhos aparecem as espécies de pequeninos animaizinhos de conchas. Os primeiros são os caramujos e logo a seguir os animais tipo ostras ou mexilhões. Estas duas espécies se criam ao mesmo tempo, com a diferença que o elemento masculino se torna caramujo e o feminino se torna mexilhão ou ostra.
26 – Nesta espécie de animais de concha se realiza novamente uma evolução milenar até a tartaruga, mas por agora não seguiremos adiante com o processo da evolução animal. Vamos, porém, nos dedicar à chamada “ostra”.
27 – Na evolução, a ostra se encontra no 990º degrau e se criou da unificação espiritual da madre pérola com o caramujo-pérola, já conhecido por vós. Aqui uniu-se uma dupla classe de vida: uma masculina com uma feminina.
28 – A vida feminina se encontra numa cápsula dupla (parte exterior áspera e dura; parte interior com uma linda cobertura suave e de brilho metálico, onde ela vegeta alegremente). Ela se alimenta de larvas de calor, das quais extrai o substrato alimentar. O resto da larva ela usa para aumentar sua casa da seguinte forma:
29 – Quando a ostra tiver sugado todo o alimento por meio de suas trompas sugadoras, ela fica com o substancial para alimentar-se. Daí pelo suor expele as larvas vazias e moles, que seguem por estas trompas para sua superfície, onde se grudam à casa e com o contato da água salgada se tornam duras e ásperas.
30 – Quando um destes “caramujos-pérolas” toma conhecimento desta ostra feminina, ele se arrasta em sua direção, se atraca à casca e começa a furar buracos na mesma, para chegar ao seu interior. Quando a ostra toma conhecimento deste gesto do caramujo, ela começa a deslocar as larvas inúteis para aqueles orifícios, para obstruí-los. O caramujo procura evitar isto com todas as suas forças, e ela injeta seu lixo nestes orifícios pelo suor, o que origina uma espécie de bola no interior do orifício. Esta bola se forma, pois, pelos excrementos da ostra e do caramujo, e nela podemos observar as feridas desta luta.
31 – Esta luta às vezes dura muitos anos. Após um certo tempo o caramujo abandona seu lugar e ataca a chamada boca da ostra, onde perfura a carne da mesma com um esporão. Com isto ele abre as portas para libertar a vida da ostra, que a abandona, se unifica a outras e cria uma espécie mais evoluída o chamado “caramujo nautilus”. Este alegremente constrói uma linda casa, toda enfeitada, tanto no interior como no exterior; casa esta em que, cheio de felicidade, levantaria uma bandeira colorida, especialmente em águas tormentosas.
32 – Esta é a criação natural da ostra e pode vos servir como uma figura exemplar de como, pela tenacidade e pelo esforço, uma vida cada vez mais bonita e melhor pode ser alcançada, como a unificação do bem e do verdadeiro que emana de Mim, que se pode transformar as tormentas da vida em algo prazeroso. Pois ao vencedor o sinal do poder é uma coroa, e Eu lhe outorgo uma calma visão de sua tenacidade; mas ao vencido estes troféus são verdadeiros tormentos.
33 – Por isto deveis cavar em vosso interior com o espinho da humildade e com isto abrir a porta para o espírito da vida que habita em vosso interior. E igual à pérola valiosa que representa a nobre luta e que permanece no interior da ostra morta, vossas obras, se tiverem se originado em Meu amor, permanecem como exemplo vivo para a posteridade. E nenhuma será pequena demais de modo a não encontrar um lugar no maravilhoso colar da vida, onde pérolas são vossas ações.
34 – Bem, este é novamente um pequeno Evangelho, o qual vos é pregado por uma ostra e, como em toda Criação, também nela se oculta um traço do Meu enorme e eterno Amor e Sabedoria.
35 – Sede, pois, alegres, que o dia novamente raiou entre vós. Ide, colhei óleos vivos das Minhas oliveiras vivas, para quando chegar a noite com suas trevas, possais ascender vossa lamparina e aguardar a chegada de um novo dia e a Mim, vosso Prometido, vossa Vida. Pois quando Eu chego, Eu não chego durante o dia, mas sim sempre à noite, e só entro nas casas onde vislumbro a suave luz de Meu Amor.
36 – Pois o amor é o verdadeiro óleo da vida. Quando colocardes este óleo em vossos corações, Eu o acenderei com Minha Misericórdia. E quando a noite de vossas almas for por ele iluminada, só então Eu, vosso Prometido, chegarei para tomar posse do que é Meu.
37 – Por isso, sede sempre ativos e aplicados! Eu, o eterno Amor e Sabedoria, vos falo! Amém.


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