Palavras de agradecimento do servo


Um abençoado dia de comemoração



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Um abençoado dia de comemoração


Recebido por Jacob Lorber, em 14 de março de 1844
Quarto aniversário da Nova Revelação

1 – Escreve, pois Eu sei o que desejas. Achas que é necessário fazer um pedido escrito, se desejas obter uma dádiva de Mim? Nada disto; só o coração serve como um bilhete de pedido. Quem chegar a Mim deste modo será tendido sem precisar de papel, tinta ou outros meios de escrita. Por isto tu não precisas escrever teu pedido, e enchê-lo de várias exclamações, pois Eu só me interesso pelo coração. Escreve, pois:


2 – Eu sei que já se passou mais um ano desde que fostes chamados para trabalhar em Minha Vinha. Mas a data para Mim não tem importância nenhuma. Pois aquele dia em que Eu Me revelei para ti (Lorber) é de fato um dia importante na Minha Misericórdia por ti e Meus outros amigos, mas o primeiro dia não é em nada mais importante do que os outros que se seguiram.
3 – Eu, porém, te digo: é melhor que cada um faça de seus piores dias um dia memorial, que examine sua infidelidade contra Mim naqueles dias que se dirigir a Mim, e que afaste estes dias com árduo trabalho em Meu nome e com ações de amor por Mim.
4 – Quem assim fizer este comemorará um verdadeiro dia de aniversário, especialmente se transformar tais aniversários em verdadeiros dias de ação de caridade.
5 – Feliz daquele que todos os dias se lembra com gratidão de Minhas ações caridosas e se mantém sem falhas ou pecados. Mas noventa e nove vezes feliz daquele que se lembra dos seus dias falhos, os lamenta e procura se tornar melhor. Em verdade, irei ao seu encontro, o recolherei e lhe prepararei um banquete festivo. Haverá mais felicidade por um do que por noventa e nove justos.
6 – Se houvesse um pai que tivesse um filho que o magoou terrivelmente um dia, e este filho se lembrasse do aniversário deste dia e dissesse a si mesmo: “Oh terrível dia!. Em ti eu causei uma grande dor para meu Pai, mas justo hoje irei ao meu Pai e, apesar de saber que ele faz muito já perdoou meu erro, jogar-me-ei a seus pés e lhe direi:
7 – Pai bondoso e amado! Vê, hoje é um dia bem triste de recordações para mim, teu indigno filho! Neste dia eu me esqueci de que tu és meu bondoso pai e que o foste por todo o sempre. Por isto eu venho, justamente neste dia, cheio de humildade e arrependido, e te peço do fundo de meu coração que esqueças este infeliz dia e que me perdoes com tua bondade. Pois o dia mau deverá existir somente para mim, como um lembrete triste da minha falha.”
8 – O que será que o bondoso pai fará com tal filho? Eu digo que ele assim falará:
9 – “Meu filho, é verdade sim, neste dia tu entristeceste meu coração. Mas como tu, e mais ninguém, te lembraste deste dia e vieste a Mim arrependido de tua falha, transformaste este dia triste em um dia de alegria para mim, como não existe nenhum outro. Vem, vamos ser felizes neste dia em que Eu te recebo novamente, como um pai recebe seu filho que reencontrou”.
10 – O que achais (Lorber e amigos)? Não é um dia como este bem melhor para ser festejado do que milhares de outros? É sim, especialmente quando é Comigo. Todo aquele que chegar a Mim desta maneira Eu receberei da mesma maneira que o pai recebeu seu filho no exemplo acima.
11 – Bem, celebrai com mais assiduidade um dia de comemoração como este, e ele Me será mais agradável que dez mil Sabats. Que isto seja uma boa dádiva neste dia de Minha Misericórdia por vós. Atuai de acordo, que vós conseguireis sobreviver pela eternidade. Isto Eu vos digo, o Senhor, Vosso Eterno Protetor e Amparo. Amém.

A pastagem de almas falsa e verdadeira

Recebido por Jacob Lorber, em 25 de março de 1844

1 – Quando cordeiros estão em pastos bons, então eles prosperam, sua lã se torna abundante e macia, eles engordam, ficam alegres e fortes. Mas se os cordeiros se encontrarem em pastos ruins, eles não prosperam, sua lã é escassa e cheia de nós, e eles ficam tristes, fracos e emagrecem.
2 – O que quero dizer com isto: Eu dou aos cordeiros uma pastagem boa, rica e abundante, mas eles preferem correr para um lugar que é uma pastagem ruim, comem ervas ruins e não engordam por Mim, o Senhor do rebanho.
3 – E que diferença não existe entre alguém a quem Eu ungi com Minhas próprias Mãos para se tornar Meu Servo, e aqueles outros que só com uma cerimônia mundana foram ungidos como tais, mas que nunca sentiram nem tocaram Meu Espírito e Minha Mão. No entanto estes últimos têm mais valor no mundo, do que aquele a quem Eu mesmo ungi como meu Servo, com Meu Amor e Espírito. Isto é algo que tem um gosto bem ruim em Minha Boca.
4 – Quem são aqueles para os quais o amor é um pecado, e quem é Aquele que tem o amor como a única lei e a dá a um ungido pelo espírito? No entanto os corações se apaixonam por aqueles que são proibidos de amar, pois o cerimonial os ungiu como “Servos da Igreja” – mas ante Mim eles se incendeiam muito menos e muito menos ainda ante aquele ungido pelo Meu Espírito do Amor! Como conseguiremos entender isto?

5 – Vê, o Meu desejo é que os cordeiros permaneçam no pasto bom, para que logo Me deem lã e eu possa Me vestir com a mesma em seus corações, nos quais a chama ainda oscila de um lado para o outro e Eu ainda, quase que totalmente nu, sinto frio quando esta chama se afasta em direção àqueles que foram ungidos pela cerimônia.


6 – Em verdade Eu não gosto de estar nu, pois assim fiquei na cruz.
7 – Isto não é só para alguns, isto serve para todos os seres humanos. As pessoas devem vir a Mim com amor verdadeiro em seus corações e devem trazer seus afins; mas não devem se vangloriar com isto, pois não Me agrada. Porém devem se saciar no rico pasto de Meu Amor e logo produzirão uma “lã melhor”.
8 – A lã, porém, é uma fé viva, é a luz que vem da chama do Verdadeiro Amor. O Amor é também a Vida Eterna. Isto Eu desejo para todos vós, hoje e para todo o sempre. Amém.

Um rico avaro no Além


Recebido por Jacob Lorber em 30 de março de 1844

1 – Escreve estas palavras para tua irmã entristecida, para quem uma alma infeliz apareceu. Esta alma é de alguém que tinha sido um sovina rico na Terra.


2 – Este espírito  que está passando por maus momentos em sua esfera, pois só possui trevas  está rodeado por um deserto imenso e passa fome, sede e frio. Está erroneamente pensando que doar todo seu dinheiro para os pobres que ainda se encontram no mundo poderia ser um alívio para seu sofrimento. Foi por isto que lhe foi permitido aparecer à tua irmã e apresentar-lhe seu problema, pois sempre tinha se negado a dar qualquer auxílio aos necessitados, por temor à sua mulher.
3 – Este é um plano que é somente do espírito. Este espírito ainda não tem a mínima noção de Minha existência e crê que “Deus” é somente uma energia que emana da natureza. Mas como ele trouxe da Terra o conhecimento que afirma haver uma possibilidade, alguma maneira de agradar a algum deus que porventura existe, caso a pessoa venha a auxiliar os pobres, então ele agora quer realizar este ato.
4 – Mas como ele se dá conta da impossibilidade de realizar este plano, ele está bem triste e infeliz. Este espírito ainda deverá esperar por muito tempo pela ajuda, pois dentro de si cresce cada vez mais o ódio contra sua viúva, uma vez que ela não escuta suas mensagens quando sonha; nem escutará, pois seus ouvidos estão surdos para os apelos do marido. Ela nem imagina o que lhe acontecerá quando ele, o marido, conseguir por suas mãos sobre ela. E se ela continuar a ser como é até agora, será impossível protegê-la.
5 – Vê, esta é, pois, a situação do espírito no Além. Na verdade ele está triste e sofrendo muito. Mas o destino da mulher será mil vezes pior, se ela não se voltar para Mim ainda no seu tempo na Terra e não doar 2/3 de seus ganhos anuais a pessoas necessitadas, e isto motivado pelo mais puro amor pelos pobres e por Mim.
6 – Em verdade, aquele que possuir uma grande fortuna e não reparti-la para os pobres durante sua vida terrena, aliviando assim os corações dos mesmos, mas só o faz após seu fim, este será visto como um avaro e seu gesto (de doar aos pobres após sua morte) de nada lhe servirá.
7 – Quem tiver filhos na Terra e só pensa no bem estar deles, que eles consigam ser pessoas abastadas após sua partida e consigam fazer bons casamentos, tantas moedas que eles negaram para atos caridosos, tantos anos eles (os pais) passarão nas trevas, pobreza, e friagem no Além. Eles não sairão deste estado antes do último de seus descendentes se tornar mendigo.
8 – Se este espírito tivesse enfrentado as críticas de sua mulher e tivesse trabalhado para os pobres e não somente para a mulher e filhos, com certeza sua situação seria bem melhor agora. Foi rico. Que tivesse usado sua fortuna para o céu. Tolo, porém, Me esqueceu e só trabalhou para a mulher. É por isto que ele procura ajuda lá onde ele trabalhou, pois ele era um opositor a Mim. Por isto ele não Me reconhece e não procura ajuda Comigo, o único que o poderia ajudar.
9 – Não seria nada difícil que um rico ajudasse com o dote dos filhos de pais pobres, usando só um terço de seus lucros anuais, para que estes filhos pudessem se casar e não ficar expostos ao pecado na época de sua maturidade? Em verdade, quem isto fizesse com prazer teria conseguido para si amigos no céu, o que lhe proporcionaria mais lucros, do que ele jamais conseguiria no mundo, onde ele só se preocupa com bem-estar material que poderá legar a seus filhos. Mal sabe ele que está criando pessoas orgulhosas, prepotentes e que lhes está fazendo um mal terrível. Ele dificilmente aceitará Meu chamado suave e terno para a bondade e amor, que lhes proporcionará a Vida Eterna.
10 – Este é Meu conselho. Mas cada um faça de acordo com sua vontade. Em pouco tempo verá os frutos que lhe serão oferecidos no Além, de acordo com suas obras.
11 – Eu, porém, digo a todo rico deste lado: Podes testar aqui o que desejas colher no Além. Vê, se tu deres esmolas, isto não te doerá e tu não te importarás com isto. Se, porém, começarem a te pedir quantias maiores, então começarás a te preocupar e a observar melhor o pedinte e não raramente redarás sobre o pedido. Mas se alguém chegasse a ti e dissesse: Amigo, irmão, tu és rico. Dá-me 1.000 ou 2.000 ou 6.000 em dinheiro, pois é o que eu preciso e para ti está sobrando. Que tipo de resposta receberia este pedinte tão atrevido?
12 – Eu, porém, digo novamente: Com a mesma medida que medes, tu serás medido. Se tu oras atrevidamente: “Venha a nós o vosso reino, e o pão nosso de cada dia dai-nos hoje ...”, Eu te escutarei da mesma maneira que escutaste ao pedinte atrevido que te pediu 1.000 em dinheiro. Eu acho que Meu Reino e Meu Pão valem bem mais que 1.000 em dinheiro.
13 – Enquanto alguém ainda estiver aqui, ele pode se auxiliar com sua fortuna, se ele a utilizar seguindo Minha Vontade. Mas quando estiver no outro lado, de nada lhe servirá, mesmo que doem milhões em seu nome. Pois cada pessoa será julgada pelas suas obras e não pelas obras dos outros.
14 – Eu, porém, não preciso de vossos donativos, mas vós sim os precisais. Assim sendo, doai enquanto puderdes, pois após a cova não haverá mais altares de sacrifícios.
15 – Os pobres são os altares de sacrifício. Pois bem, ofertai grandes sacrifícios a estes altares, especialmente com o fogo de vosso amor. Só assim juntareis tesouros no céu.
16 – Não pergunteis mais: Como poderemos ajudar ao falecido? Pois a este ninguém mais poderá ajudar, a não ser Eu, quando sua hora chegar. E não vos atrevais a Me implorar por piedade pelo mesmo, como se vós fosseis mais caridosos do que Eu.
17 – Cada um limpe a sua porta e veja o caibro que está em seu olho, e assim não precisará implorar por ajuda no futuro, junto às pessoas do mundo, mas sim encontrará montanhas de ajuda junto a Mim, por toda a eternidade. Amém.

Assim fala o Eternamente Verdadeiro. Amém. Amém.




Minha morada no teu coração

Recebido por Jacob Lorber, em 04 de abril de 1844



1 – Escreve, pois eu sei o que tu tens. Ouve-me com bastante atenção, tu, a quem Eu tanto amo, Meu amigo e Meu irmão. Eu conheço teu coração. Ele está enfeitado como uma noiva e tão arrumado como o quarto nupcial. E é este o motivo que tanto Me agrada falar contigo neste teu coração tão cheio de ordem.
2 – Eu adoraria tomar morada definitivamente neste teu coração, como uma vez fiz em Jerusalém, mas tu manténs a porta que Me leva a este recinto por Mim tão desejado quase que totalmente fechada. Eu não consigo entrar no mesmo, Eu e minha jumenta. Mas o que é que há para que a porta para teu coração seja tão estreita? Vê, o que causa isto são os argumentos de tua alma, os que compõem teu raciocínio; este é tão fatigante e ativo, que retira do coração muito do fogo vital e o usa na mente para assuntos insignificantes. Como consequência, teu coração sofre de míngua e é apertado na parte externa, pois fica com muito pouco fogo da vida (ardor da vida / avidez de viver / vontade de viver).
3 – O mais íntimo de teu coração está na mais bonita ordem, pois lá habita o teu espírito. Mas as partes mais externas são continuamente estreitadas pelo gasto desordenado de teu fogo vital. O coração não consegue produzir o suficiente de energia vital do espírito que teu raciocínio  muitas vezes ativo demais, exigente demais  demanda para suas atividades mundanas. Tua mente se torna fraca em todas as suas partes, e tu logo sentes a falta desta energia em dupla partida. Em primeiro lugar, como se houvesse uma nebulosidade na mente ou nos sentidos da alma. Em segundo, com temores vazios no teu coração, os que têm origem na falta da energia vital. Isto faz com que as partes externas do coração se apertem e assim causem uma pressão sobre as câmeras internas do coração e sobre os vasos externos, mesmo os do coração material, que começam a ser cada vez mais repuxados, de onde se origina a tua doença física.
4 – Como é a partir do coração que todos os nervos recebem os seus alimentos, naturalmente eles enfraquecem, se ficam com fome pela escassez da energia vital. E os tremores dos mesmos não são nada mais do que uma mensagem que enviam ao coração: “Nós, cordões e alavancas da vida orgânica, estamos com fome e com sede. Coração, tu, que foste sempre uma cozinha tão gentil da vida, dá-nos de comer e beber, e de vez em quando permite que usufruamos ar fresco e fortificante. Não nos deixes fenecer sob a poeira que tão intensamente é fornecida pela tua mente material”.
5 – Eu te advirto: Presta atenção às palavras dos nervos e logo estarás curado. E ainda mais Eu te digo e pergunto: Por que te preocupas e te inquietas tanto e tão inutilmente?
6 – Não estive Eu sempre ao teu lado, e tudo sempre se resolveu de forma tão satisfatória? E tudo o que Eu já te disse, às vezes pelo Meu escrevente ou então por influências em tua mente, não sempre aconteceu tudo na maior pontualidade?
7 – No entanto tu te preocupas sempre de novo, como se o sucesso de teus trabalhos no mundo dependesse só de tua habilidade. Por que isto? Sabes bem que sem Mim ninguém consegue nada. Porque te preocupas tanto desnecessariamente, se Eu sempre Me preocupo contigo e sempre estou atuando por ti?
8 – Eu te aviso: Sê mais leviano com todas as tuas atividades mundanas (não as consideres tão importantes assim) e mais ativo na confiança em Mim. E Eu abençoarei todas as tuas atividades, e elas se tornarão cada vez melhores, melhores do que se tu as tivesses realizado sozinho. Pelo menos por catorze dias te desliga de todas as tuas atividades e negócios e não te preocupes com nada. Coloca, cheio de confiança, todas as tuas preocupações em Meus Ombros, e tudo estará na mais perfeita ordem.
9 – Vive com bastante conforto. Come, sem preocupação, alimentos bons por Mim abençoados e utiliza pela manhã e à noite a cura evangélica.
10 – Toma vinho tinto misturado com azeite de oliva puro e esfrega isto em teu peito, teus membros, tuas costas e tua nuca. De noite esfrega também na cabeça, especialmente nas têmporas, cheio de fé e confiança em Mim, e tu logo estarás bem, como sempre estarás na Minha confiança e em Meu Nome.
11 – Isto te diz teu Pai Jesus pela Boca de Seu servo. Amém.

Comentário: Estes conselhos foram tão bons, que no 91.º aniversário do irmão a quem foram dados o Pai lhe perguntou se queria partir ou preferia ficar mais um pouco. Ele ficou mais um pouco, mas logo o amor o fez desejar ir para casa, no verão de 1890.

Festividades mundanas

Recebido por Jacob Lorber, em 17 de abril de 1844



1 – Podes anotar algumas coisas sobre certa festividade que Eu desejo comentar, a qual Eu também observei; pois o que mundo faz no brilho é para Mim a mais profunda e escura noite. E Eu não quero nem gosto de ver o que então acontece. No Além já Me será explicado e apresentado tudo o que aconteceu no mundo.
2 – Por isto Eu só vou dar uma mínima atenção ao quadro que viste e ouviste durante esta festa, pois foi só isto que Eu vi e ouvi; nada mais.
3 – Tu viste uma procissão com mais brilho do que Salomão vestido em sua roupa mais pomposa. Mas alguma vez ouviste falar de uma procissão semelhante que Eu, o Senhor do Céu e da Terra, organizei? A não ser uma vez na jumentinha em Jerusalém, e depois no caminho até o Gólgota, de que procissão participei?
4 – Tu viste a brilhante coroa tripartite dos bispos que faiscava no ouro. Achas que a coroa de espinhos também brilhava com tanto fulgor, quando ornamentava Minha Cabeça no caminho ao Gólgota?
5 – Tu também viste o “cajado” com cujo valor poderiam ser alimentados mais de cem pobres por vários anos? E as pedras preciosas que ornamentavam os cajados? Eu tenho que Me bastar com uma taquara e desde que nasci jamais possuí uma pedra sequer, mesmo bem ordinariazinha, que Eu pudesse colocar sob Minha Cabeça.
6 – Poderia Eu te perguntar agora, como o fiz aos discípulos e judeus em relação a João Batista: “O que fostes ver quando lá fostes?”. Acho que a resposta se dá por si mesma.
7 – Mas não está escrito nas escrituras “Tudo aquilo que para o mundo é grande e maravilhoso para Deus é um horror”. O que tu achas sobre esta frase com respeito à festa que assististe? Ela era grande e brilhante para o mundo? Ou ela era igual àquela festinha ínfima que Nicodemus Me ofereceu à noite, por temor aos judeus e templários?
8 – Também nas escrituras sagradas se fala e elogia a “porta estreita”. Achaste que a porta pela qual passou a procissão (um verdadeiro arco de triunfo) era como uma porta estreita? Eu pelo menos a achei bem ampla.
9 – Quando Pedro, na Minha última procissão triunfal, cortou com a espada a orelha do servo Malchus, Eu lhe disse: “Pedro, guarda tua espada, pois aquele que atuar com a espada, morrerá pela mesma”. Como te agradaram os guardas esplendidamente armados que acompanhavam tua procissão? Aquilo não era uma atuação com muitas espadas?
10 – No arco do triunfo havia um quadro da Santa Ceia, mas ele foi assim colocado para que não fosse visto pela procissão. Não estou Eu nesta mesma situação em relação a esta festividade? Não pareço nada mais do que uma figura.
11 – Sim, Eu te digo, Eu ainda sou muito menos. O quadro ainda tem um valor artístico. Eu, porém, não tenho nenhum valor, a não ser quando Meu Nome serve para angariar ouro e prata.
12 – Eu ainda poderia te dizer algumas coisas, mas estou por demais zangado. Por isto não vou dizer mais para nada, pois este é um escândalo grande demais para os Meus Olhos.
13 – Em verdade, de hoje em diante vou começar a esclarecer esta seita e todos os que estão com ela, grandes ou pequenos, jovens ou velhos. Cuidado todos os amantes e concubinas dos servidores de Baal, pois Eu começo a usar Minha espada neles!
14 – Em verdade aqueles que hoje se alegram com a visita dos servidores de Baal, estes em pouco tempo estarão cheios de medo e luto, pois não querem Me reconhecer e procuram a salvação junto aos servos de ídolos. Amém.




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