Palavras de agradecimento do servo


O Pai Nosso relacionado com a “Luz”



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O Pai Nosso relacionado com a “Luz”

Recebido por Jacob Lorber, em 14 de fevereiro de 1843


15) Eu sei que a ordem está alterada, pois o Amor deveria ser a Vida e não a Luz. Mas como esta oração vos foi dada diretamente dos céus superiores, melhor dito, do Amor Único, então tudo está bem, tudo está como deve ser e tudo está na medida total e absoluta.
16) Mas, como foi dito, tudo que pedirdes ao Pai em Meu Nome vos será dado, então devo dar-vos mais esta explicação.


  1. Escreve, pois, esta oração na Luz, mas escreve isto sem nenhuma “iluminação”, pois a Luz não precisa de nenhuma “iluminação”.

18) Nossa Luz de todas as Luzes! Que habitas na Tua Luz como a Luz única e verdadeira por nossa noite, nosso dia e nossas terras firmes entre as águas.


19) Ó Luz de todas as luzes, ilumina nosso mundo tenebroso.
20) Que o poder de Teus raios atue sobre a Terra, sobre nossas terras firmes e nossas águas tão poderosas, e que atue sem nenhuma fraqueza, como Tu sempre atuas na total e infinita força da Luz.
21) Satisfaze, ó Tu, eterna Luz de toda a luz, em nosso mundo, nossas águas e nossa terra firme, com Teus raios todo-poderosos, para que tudo seja vivificado com pastos cheios de sementes, com ervas, árvores, e que as águas fiquem plenas de peixes de toda sorte e outros animais nobres e o ar cheio de todo tipo de aves.
22) Ó Luz de toda luz, destrói todo tipo de trevas e permite que nossa Terra, o Sol, a Lua e as estrelas se elevem, para que tomemos conhecimento do dia e da noite, das estações e dos anos.
23) Destrói as trevas e a noite de nosso mundo assim como nós as conhecemos, sobre os continentes e oceanos; destrói com o auxílio da Luz, a mesma Luz que no princípio Tu anunciaste: "Que se faça a Luz".

24) Conduz-nos na noite desta Terra e não permitas que Tua Luz enfraqueça no centro de nosso sol, não permitas que o solo se torne estéril e que as plantações fiquem sem sementes. Não permitas que nossas águas se turvem, para que não pereçam os peixes e outros animais nobres que nelas habitam, que o ar não estrague e mate as aves e que não asfixie os animais na Terra.


25) Porém, Luz de toda luz, torna-nos Teus conhecidos, para que possamos brilhar como Tua Luz e que possamos ser Contigo um único Raio Brilhante e que jamais retornemos à noite e às trevas sem Ti. Amém.
26) Vede, assim entenderemos a oração na "Luz". Mas aquele que a possuir no Amor, este a possui em sua origem, nos seus fundamentos. Este amor permanece o mesmo por toda a eternidade, jamais se afasta de nós, enquanto que a Luz deve andar eternamente por caminhos longos, muitos dos quais não se consegue acompanhar ou concluir.

27) Por isto, permanecei no Amor, pois assim tereis tudo junto num único ponto. Amém.


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O Pai Nosso relacionado com a "Vida"

Recebido por Jacob Lorber, em 15 de fevereiro de 1843


28) Vida nossa de toda a vida, esta que vive eternamente em Tua Vida! Sê por nós humanos, vividos pelo seguimento da Tua Palavra e em total humildade e amor por Ti.
29) Tua Vida venha a nós e fique em nós.
30) Tua Vida seja nossa vida, como é em Ti próprio, e também em nós, para que possamos ser perfeitos, tal qual o és Tu, Vida de toda Vida.
31) Tua Vida nos dá e nos alimenta com a plenitude de Tua Vida mais e mais.
32) Retira de nós, em primeiro lugar, a vida de provações (a vida cheia de egoísmo, orgulho e amor próprio) e ouve o nosso anseio de livrar-nos desta carga e viver no Teu Amor e Ordem, pois se continuarmos nesta vida que levamos, certamente caminharemos diretamente para Morte.
33) Não nos abandones mais tempo nesta nossa vida de provações, pois ela nos levará à morte.
34) Retira, porém, Vida de toda vida, esta vida de egoísmo e preenche-nos com Tua Vida.
35) Isto é o que significam os textos: “Sedes perfeitas, como o é o Pai Divino” (Mateus 5-48) e “Quem amar sua vida a perderá, quem a desprezar a terá por eternidades’’ (João 12-23).
36) Vede, pois, que esta oração é uma oração da vida e deve ser observada como tal por toda a vida. Amém.

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O Pai Nosso do ponto de vista da “Força”

Recebido por Jacob Lorber, em 17 de fevereiro de 1843, à tarde


37) A expressão “força” quase nada diz. Pois a força se encontra em tudo, a sua maneira peculiar. Mas aquela que se origina no Amor e na Vida, não é somente uma força viva, mas sim é uma força produtiva, atuante, pois este é o motivo do Amor e da Vida que nele existe. Assim esta oração não pode ser dita no sentido da força material física, mas sim na força produtiva e atuante do Amor.
38) “Ó Tu, eterna Força ativa do Amor e de toda Vida, que és toda nossa vida e todo nosso amor e energia, Tu, que és eternamente ativa em Tua área, sê Tu nossa força que nos levará ao Amor e à Vida que emana de Ti e em Ti”.
39) Vivifica-nos com Tua abundância, permite que sejamos ativos em Teu nome, como Tu o és sempre e por toda a eternidade.
40) Fortifica-nos e afasta nossa fraqueza! Destrói nossa fraqueza, pois reconhecemos nossa nulidade e total impotência.
41) Não permitas que fiquemos mergulhados em nossa fraqueza, na qual atuamos feito mortos-vivos, mas sim em energia viva, para que assim possamos ser ativos, conquistando assim Teu agrado e Amor para sempre. Amém.
42) Isto podemos observar e compreender dos textos: “Sem Mim nada podereis fazer” (João 15-5); “Não existe outro poder que o de Deus” (João 19-11); “Tu não terias nenhum poder sobre mim, se este não te fosse permitido do alto”, e muitas outras citações.
43) Disto pode-se concluir o que Minha Oração contém. Entendei isto muito bem e de forma enérgica e ativa, pois de outra forma esta oração poucos frutos vos dará e pouco “pão nosso de cada dia” vos trará. Observai isto muito vivamente. Amém.

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O Pai Nosso relacionado com a "Ordem"

Recebido por Jacob Lorber, em 18 de fevereiro de 1843


44) Vê, esta Ordem se encontra aqui neste lugar totalmente correto. Pois a Ordem é o resultado final do Amor, da Vida e das consequências de ambos.
45) Ó Tu, eterna Ordem, que existes por eternidades em Ti. Que nossa Vida, a qual Tu nos deste de Ti, seja por Ti organizada, para que nós Te possamos imitar, a Ti, ó eterna Ordem, e que possamos seguir fielmente Teus Passos.
46) Penetra em nós qual poderosa Luz! Sê para nós o único caminho, como Tu o és por toda eternidade.
47) Torna-te totalmente ativa em nós. Tu, eterna Ordem, torna-Te nosso único Pão que satisfaz nosso Espírito.

48) Afoga toda desordem que existe em nós, tão logo que a reconheçamos graças à Tua Misericórdia.


49) Não nos deixes penetrar na selva e de lá procurar sair seguindo a noite. Não deixes que o Sol escureça, não retires o brilho da Lua nem deixes cair as estrelas do firmamento, pois, se assim for, não conseguiremos jamais encontrar o caminho que nos liberte das trevas e leve à Tua Casa.
50) Porém, ó tu. eterna Ordem, liberta-nos para o brilhante Sol da manhã e do meio dia, para que consigamos nos livrar da selva da desordem que se encontra em nós e que é o grande “mal” da Tua enorme e eterna Ordem. Amém.
51) Isto podemos concluir ao lermos o texto de João 14-21 e 7-38: “Quem ouvir Minha Palavra, e viver de acordo com a mesma, este é aquele que Me ama e para o qual Eu irei e Me manifestarei, e seus vales produzirão rios de água viva”.
52) Isto nos diz esta Oração do ponto de vista da Ordem, na qual se encontra a conclusão perfeita do homem, ou melhor dito, o total renascimento do espírito. Observai bem isto que acabo de vos dizer. Amém.

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O Pai nosso com referência à Liberdade

Recebido por Jacob Lorber, em 20 de fevereiro de 1843, pela manhã


53) Com respeito ao significado de “liberdade”, é um conceito muito bom. Este conceito se encontra intimamente ligado ao da vida cheia de Amor e na total consciência da mais pura Verdade, a qual torna a vida livre como o Filho, onde a Palavra torna livre o homem que a aceita ativamente e cheio de vida. Podemos concluir, então, que liberdade, sabedoria, luz, a Verdade, o Filho ou a Palavra Divina Eterna é tudo a mesma coisa e são todos unos.
54) Quem então orar de acordo com a Palavra Viva, este também ora na mais plena e viva liberdade e assim torna-se totalmente desnecessária uma nova repetição desta oração, pois ele se encontra como no Livro, na mais absoluta liberdade.
55) Mas, para que ninguém tenha dúvidas, Eu vos darei a oração no conceito da liberdade. Escreve então:
56) “Nossa liberdade, Tu que vives e moras na Tua eterna liberdade, sê reconhecida como tal por todos os homens para maior humildade!”
57) Vem eternamente e cheia de luz para nós e fica em nós! Torna-nos absolutamente livres, tal como Tu o és eternamente em Ti!
58) Sê para nós o Pão vivo de todos os dias, para que o espírito fique totalmente saciado em Tua perfeita e eterna Vida.
59) Livra-nos da escravidão de todos os dias de nossos pecados, tal como nos esforçamos em viver segundo Tua Palavra e nos auxiliamos uns aos outros, para sermos livres segundo tua Misericórdia!
60) Não permitas que sejamos prisioneiros da mentira, da morte e de qualquer ato enganoso, mas sim nos libertes com Tua Palavra viva e divina de todo ou qualquer mal. Amém.
61) Podemos extrair esta versão em toda sua totalidade e verdade no texto de João 8-32 que diz: “A Verdade vos tornará verdadeiramente livres”. Pois isto significa esta oração, vista sob o conceito de “Liberdade”.

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O Pai Nosso com referência a “Verdade”

Recebido por Jacob Lorber, em 21 de fevereiro de 1843


62) Já que a verdade em si significa “liberdade” e, como consequência, “a tudo liberta”, então esta oração no conceito “Verdade” é idêntica à do conceito “Liberdade”. Pois quem ora em toda a Verdade também ora em toda sua Liberdade. E quem orar na verdadeira liberdade espiritual, este ora em toda a sua verdade e pode dizer:
63) “Nossa eterna Verdade, a qual habitas na verdadeira liberdade em Ti mesmo, sê por nós, homens da Terra, reconhecida como tal, em pleno amor e humildade”.
64) Vem brilhando eternamente para nós e permanece em nós. Torna-nos verdadeiramente livres, como Tu o és em Ti mesmo.
65) Sê para nós o Pão vivo de cada dia, para que nossos espíritos se saciem verdadeiramente e nos levem à Vida livre e perfeita que se encontra em Ti.
66) Livra-nos da servidão da noite, da mentira e da morte de nossos pecados, tal qual nós nos esforçamos a nos libertar pela Tua Palavra e como nos auxiliamos mutuamente, como irmãos que somos, a nos libertar pela tua Misericórdia.
67) Não permitas que caiamos na tentação da noite, da mentira e do mal, mas sim torna-nos verdadeiramente livres pela Tua Palavra santa e viva, por toda eternidade. Amém.
68) Quem orar esta oração neste sentido, este ora em espírito e verdade; quer dizer, se ele orar no mais vivo amor, pois se não for assim, será somente um exercício labial, que não tem nenhum valor para Mim. Espero que tenhais entendido tudo muito bem. Amém.
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Uma mensagem para uma “Marta” fraca na sua fé

Recebido por Jacob Lorber, em 16 de fevereiro de 1843

1) Isto podes passar a esta pequena pecadora “Marta” no dia de seu nome.

2) “Aquele que Me vir, verá Aquele que Me enviou”. Em verdade, no momento em que aceitas aquele a quem Eu envio em teu coração, então aceitas Aquele que Me enviou, pois Eu e o Pai somos completamente unos.


3) “Acredita na Luz, como tu a tens, para que tu te tornes um filho da Luz”. Quem possuir Meu Amor e divulgar este Amor a cada instante e amar a todos como seus irmãos e irmãs, este é reconhecido como um discípulo nomeado por Mim. Pois está escrito nas escrituras: “Nisto todos vós reconhecerão como Meus discípulos: quando vos amardes uns aos outros”.
4) Quando tu, pequena Marta, tens um discípulo verdadeiro (Jacob Lorber), o qual segundo Minhas Palavras é reconhecido como tal pelo seu amor, como é possível que às vezes duvides dele e de suas palavras? Eu te digo: Se creres mais em tuas noções espirituais do que nas palavras de Meu discípulo, fica com esta tua fé que Eu eternamente não te castigarei. Mas não é bom estar nesta posição como se fosse em cima do muro. Pois não podemos servir a dois senhores.

5) Tu és ativa nos teus afazeres domésticos e gostas muito de ir à casa de orações. Mas vê, Eu sou muito mais de trabalhos domésticos do que de casa de orações. Tu estás mais apegada à carne que ao espírito e és uma “Martha”. Mas a vida habita o espírito e não a carne.


6) Trata de encontrar mais o que é do espírito, e assim acharás a verdadeira e eterna Vida. Se desejares Me amar em verdade, ama-Me com o espírito e não com o coração de carne.
7) Tu não deves ser coquete, mas sim deves Me amar com todo teu coração, não um pouquinho aqui e outro acolá.
8) Já que Me perguntas onde Eu estou, Eu respondo: Estou lá onde se encontra o amor verdadeiro, lá estou Eu e Meu reino também. Mas no Muro (refere-se aos templos construídos em alvenaria) Eu estou tão pouco, quanto estive no antigo templo de Jerusalém quando a cortina se rompeu.
9) Entende bem isto e trata de viver de acordo, só então saberás de onde vêm estas palavras, se são oriundas de Meu servo ou Minhas.
10) Sê crente em teu coração e pensa sempre em Mim. Isto é o que Eu quero de ti hoje e sempre. Amém.
Dirige-te para Mim

Recebido por Jacob Lorber, em 21 de fevereiro 1843


1) Esta mensagem vai ao encontro do desejo de Meus filhinhos, e Eu já vos digo que tudo o que pedirdes em Meu Nome vos será dado, mas não peçais coisas do mundo, que isto significa a morte, e Eu, como Pai que sou, jamais desejarei presentear Meus filhinhos com a morte.
2) Ouvi bem, Meus filhinhos, ninguém consegue chegar a Mim, a não ser que seja atraído pelo Pai, do qual Eu venho. Porém aquele que for atraído pelo Pai, este Eu ressuscitarei no “dia da Luz”, ou seja, na época do julgamento, ou antes.
3) Este “acordar” será para ele o renascimento de seu espírito. E este dia será para ele o seu único e eterno aniversário.
4) Isto já se encontra em Isaías (54-13) e Jeremias (31-3), nos quais os profetas dizem: “E todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor, e a felicidade deles será grande”. Aquele que ouvir e aprender isto do Pai virá a Mim, quer dizer, aquele que anular a si mesmo, não dirigir seus olhos para o mundo, não prender seu coração à coisas da vaidade, mas que sim cultivar em si o verdadeiro amor ao Pai, da forma mais viva e ativa, este será atraído pelo Pai e aprenderá a reconhecer o espírito que nele está oculto. Mas aquele que permanecer neste amor e nestes sentimentos, para este Eu Me apresentarei como a Palavra Viva e o ressuscitarei completamente.
5) Vede, Meus filhinhos, o Pai já está trabalhando convosco por muito tempo, vos ensina e vos atrai constantemente, mas vós ainda não desejais ser-lhe totalmente fiéis em vossos corações e estais a brincar entre Ele e o mundo.
6) Eu, porém, vos digo, como Pai amoroso que sou: Abandonai ao Mundo e dirigi-vos somente a Mim! Amai-Me, pois Eu vos amo com todo Meu caminho. E o aniversário de vosso espírito logo se tornará aniversário eterno, novo e vivo.
7) Isto Eu vos dou, Eu vosso amoroso Pai, como lembrança de Meu eterno e total amor por vós. Observai isto bem e tornai-vos Meus eternos e amados filhos pois Eu serei eternamente vosso amado Pai. Este é Meu desejo. Amém.
O lar do Senhor (Marcos capítulo 9 versículos 27 a 29)

Recebido por Jacob Lorber, em 22 de fevereiro 1843, pela manhã


1) Dize a esta Minha filha que os pensamentos que ela hoje Me trouxe Me são muito mais agradáveis, do que aqueles que ela às vezes tem, relacionados a assuntos mundanos. Se ela continuar com os pensamentos voltados a assuntos espirituais, logo, logo sentirá a ternura de Meu Amor, e será por Mim considerada uma filha muita querida. Isto deve ser a prova do Meu agrado aos seus desejos mais íntimos e também um sinal de que Eu estou bem próximo dela. Agora segue a explicação do texto.
2) O dedo da amiga caiu sobre os versículos 27-28-29 do evangelho de Marcos (na tradução de Lutero são os versículos 28-29-30). Por esta razão vamos observar este texto e tentar entendê-lo.
3) “E quando Ele chegou em casa, os Seus discípulos lhe perguntaram: - Porque nós não conseguimos expulsá-lo? E ele respondeu: - Isto não é possível expulsar, a não ser com orações e jejum. Eles se afastaram e começaram a peregrinar pela Galileia. Ele não queira que ninguém o soubesse”.
4) Quando ele chegou “em casa”. Onde é este “em casa?”. Em todo lugar onde estiverem Seus discípulos! Pois sempre onde houver amor e onde formos amados, lá estaremos “em casa”. Vede, é por isto que Eu estou em casa convosco, pois vós Me amais e Eu vos amo muito. E quando fordes a lugares onde houver mais amor puro e verdadeiro, aí então Eu também estarei “mais em casa” (*1) e neste local tenho certeza que vos encontrareis mil vezes mais “em casa”, do que estais aqui.
5) “E os discípulos lhe perguntaram:” Sim, também podereis Me perguntar com muito mais facilidade e com menos preocupações lá do que aqui, pois onde nos encontrarmos (em casa), poderemos conversar totalmente sem restrições. E vós, tal qual os discípulos, perguntais: Porque não conseguimos expulsá-lo (*2), ou então: Por que não te entendemos nos outros lugares como Te entendemos aqui “em casa”, e por que não eras tão generoso e forte como o és aqui?
6) Eu vos digo e sempre vos direi: Em primeiro lugar, Eu aqui estou mais “em casa” que nos outros lugares. Em segundo lugar, para receberdes estes presentes em outros lugares, deveríeis ter orado e jejuado muitíssimo, a fim de que o inimigo não conseguisse descobrir vossos pensamentos. Pois onde Eu estiver menos “em casa”, lá ele mais se encontra. E onde Eu estiver mais “em casa”, lá o inimigo nada consegue, e vós não necessitais orar e jejuar tanto, nem necessitais vigiar com tanta atenção, a fim de proteger, da gula destes filhos da serpente, dádivas tão elevadas.
7) Deste ponto em diante será fácil “peregrinar pela Galileia” e “ninguém tomará conhecimento disto”. Pois não é de Minha Vontade que alguém ainda não maduro tome conhecimento de Minha Palavra antes do tempo. “Galileia” aqui significa a liberdade. E “peregrinar pela Galileia” aqui significa andar livremente.
8) Acho que não é necessário dar mais explicações, pois todos estão aptos em compreender esses textos e não ter dúvidas a respeito do que querem dizer.
9) Por isto observai-os muito bem. Do mesmo jeito que eu levei a mão de Minha filha para o texto exato que Eu desejava, Eu também observarei bem o lugar onde eu Me encontro “em casa”, de acordo com o que foi dito. Entendei bem isso, pois Eu, vosso Pai, isso vos informo para vossa evolução. Amém.

(*1) Parece que aí se refere ao mundo celestial, ou ao local onde se encontram os espíritos mais evoluídos.

(*2) Refere-se ao espírito das trevas. - O editor
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Vulgata ou Bíblia de Lutero

Recebido por Jacob Lorber, em 23 de fevereiro 1843, pela manhã


Pedido: Ó Senhor, poderias Tu me dizer, a mim, pobre pecador, se a Bíblia de Lutero é melhor e mais correta que a Vulgata? Pois eu descobri que muitos números e versículos não são iguais e gostaria de saber com certeza qual é o livro mais correto. Tu, o Pai amado, dize-me qual é o mais certo, se for Tua Vontade.

1) Pois escreve então, Eu te digo, a ti e a todos os outros, o seguinte: Nem a Vulgata (a tradução latina da Bíblia), nem a de Lutero estão totalmente corretas e tanto uma como a outra estão cheias de erros. Sim, Eu posso dizer que a “destruição de Jerusalém” se encontra tanto numa como na outra. Mesmo a grega está cheia de erros e desordem. Esta é a razão por que em todas as seitas já não existe mais a verdadeira fé e não existe mais o verdadeiro amor, já que a verdadeira origem foi adulterada.


2) Esta adulteração da origem é consequência da mesma fonte: o desejo de saber mais, de ser o que manda, o único a ser correto em uma palavra, o orgulho do qual se compôs aquela horrível reunião de religiosos em Nicéia (325 AD). Que configuração possuía esta fonte tão vergonhosa?
3) Vê, quando Minha Palavra foi divulgada pelos Meus apóstolos e discípulos, logo se formou uma grande quantidade de evangelistas que anotavam o que era dito, o que eles tinham ouvido da boca dos apóstolos ou discípulos, ou mesmo aquilo que testemunhas oculares ou pessoas que as haviam ouvido lhes diziam. Estas anotações originais, todas em grego ou no idioma dos judeus, eram todas aceitáveis e corretas, pois nelas ainda atuava o Espírito Santo, e tudo estava em ordem.
4) Mas como estas anotações começam a se tornar ótimas mercadorias, falsos evangelistas começaram a aparecer em todos os lugares. Escreveram milhares de evangelhos e nem sabiam do verdadeiro teor do mesmo, não tinham a mínima ideia da verdadeira mensagem, mas assim mesmo afirmavam que os tinham recebido dos mais dignos apóstolos e diziam que eles (apóstolos) tinham mandado escrever tais evangelhos.
5) Um homem denominado Arius foi um destes falsos profetas e evangelistas. No fim, este afirmava mesmo que Deus lhe tinha ordenado esclarecer aos povos que Cristo não era Deus, mas sim somente um profeta comum e ele (Arius) também era um profeta, tal qual Cristo.
6) Tal ensinamento tinha grande aceitação entre os ultrajudeus e pagãos, e eles o espalharam com grande prazer. Arius se sentiu muito bem nesta situação por um bom tempo, e o ensinamento começou a ameaçar as comunidades cristãs.
7) Os bispos começaram a procurar um meio de enfrentar este ensinamento que ameaçava seu poderio, mas não Me procuram e Me deixaram fora de seus concílios.
8) Mandaram reunir todos os evangelhos e começaram a estudá-los. Mas o que eles continham não pôde lhes mostrar qual era o certo. Então decidiram fazer um resumo de todos e estavam certos de que o Espírito Santo ali estaria; ...sim, deveria estar lá.
9) Porém aconteceu que o Espírito Santo lá não se apresentou, e então o concílio começou a brigar entre si e não se importava mais pelo evangelho certo, mas sim pelas primícias do bispado (toma como consequência a exclusão do evangelho de Arius e a apresentação da teoria da trindade). Isto causou o desenvolvimento entre o Patriarca de Constantinopla e o bispo de Roma, o que resultou na cisma que se dá até agora.
10) Então o bispo de Roma, Jerônimo (383DC), tomou todos os evangelhos que tinham sido selecionados, mandou fazer dos mesmos a Vulgata e a declarou como sendo autêntica. Seus seguidores continuaram sua obra e a refizeram, adaptaram e modificaram por mais de cento e setenta anos.
11) O mesmo fez o patriarca de Constantinopla. Como este patriarca anunciava ser este evangelho o único autêntico por estar em grego, a Vulgata foi retraduzida ao grego e divulgada plenamente entre os gregos. O mesmo despropósito foi realizado pelos gregos, que traduziram seu evangelho ao latim e o declararam o mais autêntico de todos. No fim, o evangelho latim valia para Roma e o grego para os gregos.
12) Mas como Arius ainda tinha sua influência e seus discípulos continuavam a agir, apesar de sua condenação tanto por parte de Roma como de Constantinopla, começou-se logo a atacar o arianismo com a espada e quase todos os documentos originais foram queimados, exceto os que combinavam com a Vulgata ou a Bíblia grega.
13) Vê, pois, Lutero então só possuía estes dois livros: a Vulgata, que ele não confiava, e a Bíblia grega, que ele possuía em vários idiomas asiáticos, mas que mesmo assim sempre eram iguais entre si.
14) Ao saber isto, podes concluir facilmente que nem uma nem outra era a certa. A de Lutero, porém, tem uma série de vantagens sobre a Vulgata. Por isto existem tantas discrepâncias na numeração entre a Vulgata e a de Lutero. Ele desejava indicar seu afastamento das duas Bíblias.
15) Mas, apesar de tudo isto, o núcleo, o cerne, o íntimo das duas Bíblias permanece correto e é bom e puro para o espírito. Pois o sentimento mais íntimo permaneceu puro e limpo, independente da forma dos livros, e isto é sem dúvida o principal.
16) Por isto podes seguir os ensinamentos de uma ou de outra. Não poderás errar e podes ficar bem em paz, pois as letras não importam, mas sim a mensagem do espírito, pois ele é o que nos torna vivos. Entende isto bem e fica em paz. Amém.

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