Palavras de agradecimento do servo


Pedidos do Amor Divino (semelhança)



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Pedidos do Amor Divino (semelhança)

Recebido por Jacob Lorber, em 7 de maio de 1842, à tarde


Sem pegar a Bíblia, Jacob Lorber escolheu o trecho de Jeremias 3-10 para estudos: “Não ostente tudo isto; sua irmã, a pérfida Judá, não voltou para Mim na incerteza do seu coração. Era apenas hipocrisia – oráculo do Senhor”.

Um outro irmão escolheu Efésios 3-7-9 “Eu me tornei servo deste Evangelho em virtude da graça de anunciar entre os pagãos a inexplorável riqueza de Cristo e a todos manifestar os desígnio oculto de Deus, mistério oculto desde a eternidade em Deus, que tudo criou através de Jesus Cristo”.
1) Ouvi e vede como o acaso existe! Mas não considereis o “acaso” como um destino vão e cego, mas sim algo que “cai” em vossas mãos como um bom presente Meu.
2) O que é que o “acaso” nos trouxe? Ele nos apresentou uma irmã, Judá, hipócrita, falsa e obstinada; e logo a seguir um fiel servidor por Minha Misericórdia, um grande pregador entre os pagãos e disseminador do grande mistério de Deus em Jesus, o Crucificado, pelo qual todas as coisas foram criadas. Vede, isto é o que o “acaso” apresentou a este povo da noite.
3) Como conseguir unir esta dádiva tão dispersa do acaso, será uma outra tarefa.
4) Mas para que este “acaso” não se tenha realizado em vão, vamos então nos concentrar numa semelhança de fácil entendimento e Eu vos contarei, como que por “acaso,” o seguinte:
5) Havia um homem cheio de amor e sabedoria, sua idade era de cerca de quarenta anos. Este homem desprezava, do fundo de seu coração, todo tipo de riqueza mundana, pois era possuidor do mais elevado bem espiritual.
6) Como possuía um coração extremamente cheio de amor para dar, ele pensou: “Para que todo este amor que é tão poderoso, que seria suficiente para satisfazer várias mulheres?. Eu, porém, não desejo dividir este amor e assim irei procurar na Terra toda uma só mulher para mim. Esta mulher terá que ser a mais bela de todas as mulheres da Terra, a mais forte e perfeita.”
7) “Sua cabeça deverá assemelhar-se ao nascer do Sol, seus olhos deverão brilhar qual estrela, sua boca igual a carmim da aurora, sua testa feito um incandescente arco-íris, suas faces qual nuvenzinhas que brincam com o Sol nascente, seu queixinho feito a névoa matinal que se desprende das flores, cheios do mais doce perfume. Os cabelos deverão ser como o mais puro ouro. No seu corpo branco feito a neve, não desejo ver nenhuma mácula!. Bem, com esta mulher tão perfeita desejo compartilhar meu amor.” Assim considerava este homem tão cheio de amor e sabedoria. Logo transformou em ação seus desejos e pensamentos.
8) O homem começou sua procura e logo encontrou o que procurava. Esta mulher se chamava Judá. Ela se agradou do homem, pois sabia que tal amor que ele lhe oferecia valia muito mais do que todos os tesouros do mundo. O homem então decidiu cortejá-la, porém, sem usar nenhuma força para dissuadi-la.
9) Esta mulher, entretanto, tinha um coração chistoso e travesso. Ela se entregava ao homem sinceramente quando ele a visitava, porém, quando ele se afastava, para que ela pudesse investigar seu coração e ver se realmente o queria, ela se entregava aos gentios qual prostituta vulgar, desconsiderava e desprezava totalmente este homem que lutava pelo seu coração.
10) Mesmo assim o bondoso homem se preocupava muito em conquistá-la. Ele lhe mandava mensageiros, os quais ela enganava com seu fingimento, ou então mandava matar pelos seus asseclas.
11) Mesmo assim o bondoso homem não desistiu e decidiu apresentar-se novamente em pessoa e pedir a amada em casamento. Ela certamente verá os seus erros para comigo e se arrependerá sinceramente. Eu tudo lhe perdoarei e ela se tornará minha mulher para sempre.
12) Vede, o homem chegou; ela, porém, não o quis reconhecer, mandou aprisioná-lo e matá-lo. O que achais desta mulher?
13) Já que tal amor e sabedoria não podem ser mortos nem destruídos, o homem, pelo grande amor que sentia por Judá, permitiu que o torturassem e depois que fingissem que o matavam, para assim conquistar novamente o amor da mulher. Mas tudo foi em vão. A prostituta continuou sendo uma prostituta e o homem, até aquele momento, sem mulher.
14) Ouvi, este homem justo dela se afastou e resolveu arranjar um outro mensageiro, um fiel e humilde, que assim falava de si e de seu amo: “Tornei-me seu servidor após mensagem recebida pela Graça de Deus, que me foi dada pelo Seu Poder. A mim, o mais insignificante entre todos os abençoados, me foi dada esta Graça, para anunciar os tesouros de Cristo entre os pagãos e para ensinar a todos como realmente é este novo mistério oculto em Deus desde eternidades, pelo qual tudo foi criado.”
15) Quem são, pois, os “pagãos”? Vede, isto é uma outra mulher, a quem o homem anunciou seu amor e a quem ele continua a cortejar. Cada vez mais ele lhe entrega partes de seu imenso tesouro. Ele a cobre de amor, de todo tipo de tesouro de amor que existe, já que a primeira amada o desprezou e se tornou infiel.
16) Mas como é que esta outra mulher também se comporta? Quando ela escuta alguma coisa a Meu respeito, ela se inflama de ódio, vingança e ira! Que valor tem este imenso tesouro para o homem amante, todo aquele ouro e prata do qual fala o mensageiro, de que lhe serve falar dos novos mistérios em Deus e do grande Amor Divino, se não existe nenhum coração que os questiona para si?



  1. Vede, o homem é um eterno traído, enganado e desprezado.

18) O que fará este homem se uma terceira mulher lhe fizer o mesmo que a primeira e segunda candidata? Esta é uma nova situação! Mas a esta pergunta o homem, que novamente está cheio de esperança, não dará nenhuma resposta por enquanto, já que esta será sua última tentativa. Entendei bem isto. Amém.



Três perguntas

Recebido por Jacob Lorber, em 18 de maio de 1842, de manhã





  • Qual a razão do incêndio que assolou a cidade?

  • O que significa aquelas figuras que vi nas nuvens no dia 16 de maio, nas proximidades de minha cidade natal?

  • A tormenta que aconteceu à tarde serenou pelo meu apelo a Ti, ó Santo Pai? Qual o significado daquele horrivelmente forte trovão?

1) Mesmo que tuas perguntas sejam mais a expressão da curiosidade do que de um real desejo de fé, vou te dar uma resposta curta e clara. Pois vê, a alma pela curiosidade tem sede, mas esta sede é melhor do que não ter sede de nada, pois só não tem sede uma alma morta.


2) Mas esta sede é igual a sede que nos acomete quando temos febre, ou a do andarilho num dia quente; e então deve-se beber com muito cuidado, para não atrair uma doença pulmonar. Da mesma maneira que o andarilho mata sua sede tomando a água de gota em gota, Eu matarei tua sede com três gotas.
3) Abre bem teus ouvidos, que são a boca da alma, e recebe estas três gotas, a saber:
4) Atenção! A respeito do incêndio naquela cidade, não passa de uma correção faz tempo anunciada por videntes a estas pessoas totalmente mundanas e indiferentes a Mim.
5) Tu não achas que seria uma maldade sem igual, quando alguém ou então toda uma nação  que possuísse tantos bens materiais, que nem em centenas de anos os poderia gastar  usasse de artimanhas e falsidades para atrair mais e mais bens, mesmo se isto significasse a total pobreza de muitas pessoas? E então, do alto de seu trono dourado, dissesse ao mundo: “Todos deveis vir a nós, posto que, de acordo com nosso bel-prazer, podemos vos destruir ou permitir que continueis a viver.”; ou então: “Somos os donos do mundo”.
6) O que achas que é necessário fazer com uma tal nação ou com pessoas tão mundanas, que não Me conhecem ou que não Me querem conhecer, que transformam o ouro em seu único deus e senhor e que, sob a máscara do comércio, não se envergonham em realizar todo tipo de tramoias, para que consigam somar ganhos deste deus infernal o mais rápido possível? Vê, a esta pergunta o Meu castigo (o incêndio) é a resposta correta e viva.
7) E podes estar certo que tal tipo de castigo, tanto os grandes quanto os pequeninos, acontecerão sempre e continuamente, tanto em nações poderosas como num único especulador. O futuro confirmará o que Eu acabo de dizer.
8) Vê, isto também pertence aos “caminhos” que Eu possuo para preparar a humanidade para algo diferente; e com certeza já adivinhas o que Eu quero dizer. Mas antes disto muitas cidades e muitos países ainda deverão ser purificados, tanto pelo fogo como pela água. Bem, isto te seja suficiente para explicar o tal incêndio.


  1. Com respeito à segunda pergunta, já terá tido resposta em vários escritos em que se fala das nuvens.

10) Bem só falta responder tua terceira pergunta. Vê, quando disse: “Comigo tudo é possível e sem Mim, nada.” (ou então: “Tudo o que pedirdes ao Pai em Meu Nome vos será dado.”; ou ainda: “Se tiverdes fé, mesmo do tamanho de uma pequenina semente de mostarda, podereis dizer às montanhas: “Levanta-te e mergulha no mar!”), assim como Eu disse acontecerá, pois se é a tua vontade unida à Minha, mesmo as montanhas obedecerão tua palavra. E foi dito também: “Fareis coisas mais grandiosas do que Eu”. E já que ainda se comenta em todos os lugares que aqueles que Me amam e Me veneram em seus corações poderão fazer coisas incríveis, mesmo ressuscitar mortos, vê, se tudo isto está escrito e é verdade letra por letra, como te através Me perguntar se a tormenta amainou, quando assim ordenaste em Meu Nome? Como, se tudo e todos devem se curvar ante Meu Nome, todos os céus e todos os infernos devem Me obedecer?!


11) Em verdade te digo que todo aquele que pronunciar Meu Nome, cheio de amor e confiança, verá o poder do mesmo, mas não poderá existir nenhuma dúvida em seu coração. Mas aquele que ainda não estiver apto para o Meu Reino não conseguirá quase nada, pois não tem uma boa base.
12) Ninguém que estiver pisando na areia fofa, deve levantar um peso, pois se afundará na areia sem fundo. Porém aquele que estiver parado sobre uma rocha, será que ele também se afundará na rocha se pegar um peso? Meu Nome é a rocha! Aquele que construir sobre isto, jamais terá prejuízo!
13) Se ordenaste que, em Meu Nome, do nada se destruíssem as nuvens traiçoeiras, será que existe algo a se admirar se o mostro imediatamente se curvasse ao ouvir o comando em Meu Nome Poderoso, comando este que saiu de tua boca e foi reforçado com teu gesto?
14) Acredita, pois que assim é e deve ser! Pois os elementos são mais obedientes que os homens, a pedra morta tem ouvidos mais sensíveis e a grama seca tem olhos mais poderosos do que as pessoas mundanas.
15) Isto deves compreender e daí assimilar teu “milagre”, se é que ainda achas que é um “milagre” estas manifestações tão naturais, que são conseqüência só do uso correto de Meu Nome, ante o qual tudo deve se curvar.
16) Com respeito ao trovão, o qual sempre é a conseqüência da intervenção dos espíritos do bem quando aprisionam os do mal, já foi de sobejo explicado em outras ocasiões. Deves entender isto muito bem. Assim é que sempre termina todo tipo de ódio e rancor oprimidos. Nenhum espírito mau abandona seu “habitat” sem protesto, porém o rompe bruscamente quando o abandona, e assim recebe cada vez mais maldições.

17) Pois o amor do espírito mau é o inferno! O que é que faz uma pessoa zangada? Vê, ela bate com os punhos cerrados em tudo que estiver ao seu alcance, ela arranca sua vestimenta e rasga a dos outros, e muitas outras coisas similares. Quando aprisionada, ela emite sua derradeira expressão de raiva.


18) Vê, disto se origina o barulho de trovão. Mais do que isto não necessitas saber até o momento. Satisfaze-te com as “três gotas”. Se tu estiveres bem calmo, uma próxima “tormenta” te trará, a ti e aos outros, enchentes de luz.


  1. Isto é verdade para aquele que Me ama cheio de fé e sabe que esta explicação veio de Mim. Amém. Guarda e observa muito bem o que Eu te disse, pois Minha Palavra é eternamente a mesma e é absoluta Verdade. Acredita nisto. Amém. Amém. Amém.

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A rocha de Pedro

Recebido por Jacob Lorber, em 18 de maio de 1842, ao anoitecer


O que é o Papa, que chama a si mesmo de “rocha”? É ele de fato uma “rocha”, a “rocha de Pedro”?
1) Sim, antigamente, antes do Concílio de Nicéia, ele era uma laboriosa rocha. Mas então o inimigo construiu em volta da rocha um muro de fogo egoístico, de poderio e de autoridade, e a rocha se tornou uma pedra de cal.
2) Se as águas do céu começam a cair sobre esta pedra, acontece-lhe o mesmo que quando jogamos água sobre uma pedra de cal natural. Ela começa então a esbravejar, sibilar, trovejar, ferver em todo o calor, fumegar, mas no fim se desfaz em um montículo solto e leve que é misturado à terra, para se tornar a argamassa que une as pedras mortas de um muro mais morto ainda.
3) Quando, porém, este muro for derrubado por um outro construtor, esta argamassa inútil será jogada em valões de lixo, para preencher poças de lodo. Vê, esta é a chamada “rocha”.
4) Isto que vos disse não torneis público. Guardai estas Minhas Palavras ocultas em vossos corações. Amém.


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Seitas e ordens (congregações)

Recebido por Jacob Lorber, em 23 de maio de 1842, ao anoitecer

1) Todo tipo de seitas e ordens são, para Mim, um verdadeiro horror! Pois Eu recrutarei a todos os homens para o Amor e, como conseqüência, como irmãos, jamais em seitas e ordens.
2) Quem criou tais barreiras entre vós, com as quais irmãos e irmãs são separados de maneira tão cruel e odiosa? O Amor não tem barreiras!
3) Mas o anseio pelo poder mundano e o absoluto egoísmo é que criou todo tipo de barreiras. Eles são os únicos criadores de seitas e ordens, que se diferenciam uns dos outros por ninharias terrivelmente tolas e por costumes completamente idiotas. As seitas e ordens são só um espetáculo externo, pois seu interior está cheio de morte e fedor. Nelas não existe amor, mas somente inveja, desgosto, perseguição, ânsia de poder e honrarias, desejo subir na hierarquia, também grande cerimonial, cortes, orgulho, esplendor, desprezo ao simples, enfim, a avidez pelo poder em todo o seu esplendor.
4) Vede, estas são as seitas e ordens na atualidade, que eram só um pouquinho melhor quando foram criadas.
5) Por isto não deveis vos unir a nenhuma seita ou ordem, se desejardes viver; porém uni-vos ao Meu Amor, nele não existem barreiras.

Dinheiro e mundo

Recebido por Jacob Lorber, em 23 de maio de 1842, à tarde


Ó Senhor, será que o mundo

Não pode existir sem o dinheiro?

Parece que Tu, quando homem, nenhum dinheiro tocaste.

A bolsa sempre carregou Judas.

E quando Te exigiam impostos,

Enviavas depressa Pedro,

Que pescava um peixe em cuja boca

Havia a moeda necessária, na hora certa.
1) Ó sim, Meus queridos filhos. Em Meu mundo sim, o mundo do Amor Verdadeiro. Mas no mundo do amor próprio e egoísmo, este não.
2) Vede, o trabalhador quer ser pago, pois assim não sendo, não poderia obter o pão do padeiro (nem este, a farinha do moleiro; nem este último, o trigo do fazendeiro etc).
3) O artífice também quer ser pago, pois precisa comprar suas ferramentas, para conseguir criar alguma obra e também para seu sustento, pois a cobiça dos homens não permite que se doe pão.
4) O empresário e o mercador querem especialmente bastante dinheiro, pois sem o mesmo eles também não podem negociar. E sem dinheiro também não há pão.
5) O tecelão também quer dinheiro, tal qual o ferreiro, pois sem dinheiro não existe pão em lugar algum, nem mesmo o pão do mendigo.
6) O Estado quer muito dinheiro mesmo, para pagar a seus funcionários muitas vezes altos salários por pouco trabalho. O que seria deles, se o Estado não conseguisse o dinheiro do povo?
7) Tu, filho, podes pensar bem e verás que na época atual o Mundo não consegue sobreviver sem dinheiro de jeito algum. Sim, posso afirmar que na atualidade o dinheiro é tão imprescindível, como Eu sou imprescindível para o Céu. Pois como não é possível imaginar qualquer coisa sem Deus, não é possível mais imaginar o mundo sem dinheiro, hoje e por todo sempre.

8) Cada mundo vive e existe pela sua divindade. Como os céus vivem e existem por Mim, o mundo todo existe pelo dinheiro e vive para este deus do mundo.


9) Ou não é verdade que todo homem, ao ver algo que ainda não é dinheiro ou de valor, tenta transformá-lo de imediato em dinheiro e dar-lhe um valor monetário, para que o deus do mundo se torne cada vez mais poderoso.
10) O que é do homem que não constrói (às vezes forçado) para este deus do mundo? Em quais apuros ele não se encontrará, se não o fizer!
11) A fim de que este deus seja adorado e servido em presteza, pontualidade e temerosa exatidão, como Eu nunca fui servido até agora, lhe foram erguidos suntuosos templos que se chamam Bolsa de Valores, bancos e todo tipo de caixas e fundos.

12) Mesmo as casas de oração já estão, na sua maioria, servindo a este deus. Eu sou somente um nome, uma referência insignificante nestes lugares. Pois com o “deus-dinheiro”, já é possível comprar o “céu” e a “vida eterna”.


13) Que homem ainda deseja um Deus melhor, mais poderoso e mais eficaz?
14) Se desejas conseguir uma esposa, mesmo que Eu vá fisicamente contigo, o pai da mesma nos expulsaria de sua casa, se não tivéssemos nos prevenido de bens materiais para oferecer.
15) Tu não Me precisas, nem junto a ti, nem em ti, mas sim do deus do mundo. Quando tu o possuíres, poderás bater em qualquer porta, que todas se abrirão com muito prazer, sem questionar nada além.
16) Onde está agora o pai cujas filhas não se venderam totalmente a este deus? Pois as mulheres desejam comer e estar bem vestidas. Onde se consegue roupas e alimentos sem dinheiro?
17) Vê, hoje em dia ninguém mais consegue viver sem dinheiro. Em verdade Eu te digo: Se Eu pessoalmente viesse ao mundo, como vim em Belém, Eu deveria conseguir dinheiro de qualquer lugar. E se os três reis magos viessem de novo com os seus tesouros, Minha Mãe biológica deveria colocar o ouro e demais presentes numa caderneta de poupança, para que Eu tivesse algo no futuro, caso desejasse percorrer o mundo são e salvo e conseguir o que comer.
18) Vede vós, o dinheiro é necessário no mundo para o mundo, pois é o “deus-dinheiro”.
19) Mas quem vem de Mim, este certamente dispensará o dinheiro facilmente, pois sempre terá o suficiente para sua necessidade, para saldar seus tributos com o mundo e pagar sua conta ao hospedeiro.
20) Porém aquele que não vem de Mim, este que sirva ao dinheiro, que lhe dará juros muito ruins no mundo espiritual, mesmo que o tenha colocado a juros de 100% em todas as casas de oração no mundo e os bancos estejam cheios de seus tesouros materiais.
21) Eu, porém, te digo: Em verdade, em verdade, Eu e o dinheiro somos dois pólos completamente opostos em todo o infinito.
22) Observa isto e tem certeza de que Eu sempre guardarei bem os Meus na Terra, mesmo que eles não tenham nem um tostão. Tu, porém, fica comigo, que terás a vida eterna em Mim, teu Pai. Amém.

Bênção espiritual das montanhas

Recebido por Jacob Lorber, em 25 de maio de 1842, entre às 14:45 e 18:45 horas


1) O que ainda nos ensinam e catequizam as montanhas? O que as montanhas nos ensinam é bem claro para um montanhista que abre sua mente e coração para as mesmas. Ele ouvirá as seguintes palavras:
2) “Olha-nos tu, peregrino empoeirado, como conseguimos olhar a criação de Deus livres e independentes, desde os nossos altos topos! Uma brisa livre envolve nossa fronte, e raios do sol suavemente se quebram em nossas costas. Não existem demarcações que digam ao andarilho: “Até aqui e nem um passo mais adiante!”; porém a cada passo que ele der, cada vez mais ele se aprofunda em seu mundo. Pois no local em que ele nasceu, deve-se pagar impostos, nós, porém, não temos marcos delimitadores, e em nossos cumes não se cobram impostos. Por isto, andarilho, considera-te totalmente em casa, quando andas em nossas alturas”.
3) A verdade destas palavras se evidencia quando alguém pisa as alturas das montanhas. Da mesma maneira que seus olhos obtêm um amplíssimo campo de visão nas alturas, sua alma também obtém percepção amplamente maior em todas as direções, e desta maneira seus pensamentos se unem aos seus sentimentos. E este alguém, que talvez jamais tenha pensado com o coração, com a sabedoria e a doçura dos pensamentos do coração, verá como eles são livres e amorosos e com que amplitude (muito maior) eles se estendem além do horizonte da compreensão ordinária.
4) Se isto for assim, quanto conforto não sente a pobre cabecinha do andarilho, em volta da qual uma brisa livre e refrescante se agita, brisa que vem do mundo dos espíritos livres e do alto? E ele não se sentirá bem mais aconchegado e protegido, ao sentir que os raios do Sol  que na planície quase sempre são causa de ânimos acalorados  envolvem seu corpo num suave aconchego, e penetram seu coração liberto e feliz?
5) Onde existe autoridade limitante dos pensamentos nestas alturas e onde a cobrança disto, que é uma propriedade livre do Espírito Imortal? Onde encontraremos um marco para limitar os passos desta alma tão sensitiva?
6) Sim, aqui o andarilho aprenderá a entender o significado de ser livre nas alturas de seus pensamentos e nas profundezas de seus sentimentos, e a felicidade que se sente quando estes dois se encontram em harmonia. Também sente como o pensamento em Deus traz felicidade, se o andarilho conseguir amá-Lo e confessar sua fé Nele, das profundezas de seu coração, na liberdade infinita das alturas. Somente não conseguirá isto o andarilho que for escalar a montanha com ouvidos entupidos e olhos vendados.
7) Dizei-Me, pois, que pessoa, com um interior só um pouquinho acordado, não se sentirá embevecida com estes sentimentos divinos, se ela se encontrar nestas alturas abençoadas, numa manhã ensolarada?
8) É possível que o homem consiga pensar coisas grandes e divinas nas planícies, mas é o mesmo que um faminto quando lê uma receita deliciosa num livro de cozinha. Nesta ocasião uma refeição simples, mas verdadeira, lhe seria de muito mais emprego do que a leitura de milhares de receitas deliciosas, das quais não conseguirá comer nada.
9) Assim podemos dizer que nas alturas os sentimentos interiores e o reconhecimento dos mesmos são algo muito mais poderoso e muito mais intenso, do que se consegue assimilar em seu quarto. A diferença é a mesma que existe entre uma farta refeição e uma receita. Ou qual é a pessoa que usufrui pensamentos mais verdadeiros: aquele que caminha ao lado de sua amada, ou aquele que ama alguém de quem só possui uma pintura ou uma descrição? Certamente aquele que está com a verdadeira, com a viva.
10) Nas alturas o andarilho obterá, sem maior esforço, revelações e esclarecimentos que nas planícies lhe custarão grandes esforços. Por isto é bom ir mais vezes até as alturas, pois o esforço será muito bem recompensado.
11) O ganho será muito rico e em dobro. Em primeiro lugar, todos os espíritos necessários à vida natural serão fortificados. Este, porém, é o menor dos proveitos, apesar de uma escalada de montanha ser muito melhor do que dez visitas à farmácia ou ao médico.
12) O proveito extremamente maior é o do espírito, pois este recebe fortificação extremamente poderosa de sua pátria original.
13) Quem dentre vós não se sentiu bem mais aconchegado e protegido nas alturas de uma montanha, do que se estivesse no centro de uma cidade totalmente povoada? De onde pensais que vem este sentimento?
14) Perguntai às montanhas, que elas prontamente vos responderão: “Vê, isto é o que teu sentimento interior te diz; certo, ainda um pouco nebuloso, mas definitivamente verdade”. Pois aqui é teu verdadeiro lar, no círculo de teus ancestrais, os quais há muito já se encontram aqui, plenos de felicidade.”
15) Vede, isto é o que vos ensinam as montanhas! O que mais elas ensinam e predicam? Ouvi-as com mais atenção, elas ainda têm muito a dizer.
16) Para vos esclarecer melhor o que ainda vem, vou contar-vos uma curta historinha de montanhas.
17) Havia um homem santo, mas ele já era bem idoso. Este homem tinha que conviver com várias provações. Entre as mais fortes era o fato dele ter perdido a mulher e filhos, menos uma jovem de mais ou menos vinte anos.
18) Bem, ele ficou sozinho com esta sua filha, numa casinha ao pé de uma montanha bem alta, numa fazendinha que mal dava para sustentá-lo mais sua filhinha, uma empregada e um velho servo.
19) Este homem orava muitas vezes para Mim, em companhia da filha. Chorava muito, cheio de saudades de sua família e desejava muito se juntar à mesma o mais breve possível.
20) Uma vez num sábado, após ter orado até além da meia noite com sua filha, sonhou que ela e seu pai tinham subido até o topo mais elevado da montanha. E quando de lá olhava à distância a vista maravilhosa, viu várias nuvenzinhas muito bonitas dirigirem-se ao local onde ele se encontrava; ao chegarem, viu que as mesmas eram pessoas.
21) No começo estes seres estavam cobertos por um véu, mas quando o retiraram, o homem viu que eram seus amados que tinham partido, e até a mãe lá estava a beijá-los e abraçá-los. Choraram de felicidade por este reencontro tão desejado, e a mãe disse à filha de vinte anos:
22) - Querida filha, da mesma forma que hoje aqui estás, amanhã de tarde todos vós devereis aqui estar, pois nesta ocasião vereis e ouvireis muito mais. Mas mesmo assim deveis manter o lar na mais perfeita ordem.
23) Após ouvir isto a filha acordou e chamou seu pai, que ainda dormia. Ao ver que já amanhecia, o pai, como de costume, se levantou, se vestiu e foi chamar os empregados. Após isto, voltou para seu quartinho, onde a filha já o aguardava, para iniciar as orações matinais.
24) Ele abençoou sua filha, a beijou, ajoelhou-se e iniciou as orações. No fim das mesmas, a filha abraçou e beijou seu velho pai com tanta alegria, que ele perguntou:

- Filhinha, o que aconteceu que estás bem disposta?


25) A filha então retrucou:

- Pai, por acaso não sonhaste nada esta noite?.


26) - Tenho uma vaga lembrança de que algo sonhei, mas não consigo me lembrar o que; respondeu o pai.
27) A filha então contou o que ela sonhou e o pai a ouviu com atenção. Ao fim ele disse:
28) - Filhinha, hoje vamos fazer o que tu sonhaste! Vamos logo agora, bem cedo, à igreja assistir a missa, e logo depois do almoço subiremos a montanha junto com nosso servo. Se sairmos logo ao meio dia, chegaremos ao topo na metade da tarde. Poderemos aproveitar a ocasião e ver nosso gado, ver se está tudo bem com nossos pastores.
29) Assim foi feito e às três horas da tarde a família minúscula se encontrava no topo. Do mesmo modo como aconteceu no sonho, a filha agora também viu as lindas nuvenzinhas se aproximarem.
30) Tanto o pai como o servo também as viram, e quando elas alcançaram o local, os mesmos seres do sonho se apresentaram.
31) Quando o pai reconheceu naqueles seres os seus amados, e viu que eles o acolhiam cheios de amor. Ele começou a chorar de alegria e Me agradeceu do fundo de seu bondoso coração, por ter permitido tal bênção ainda na sua vida terrena.

32) Após esta oração de agradecimento sua visão interna se abriu totalmente, e ele viu tudo iluminado e transformado em habitação celestial e as maravilhosas casas em que os seus amados moravam. De uma destas casas ele viu um homem saindo. Ele tinha vários seguidores; este homem foi diretamente para o pai idoso e lhe disse:

33) - Vê, Meu filho amado, nos locais da Terra onde há muita alegria, algazarra e parecem estar cheios de vida e exuberância, lá, Meu filho, em espírito tudo parece morto e vazio. Mas onde para o mundo parece estar tudo morto, há em espírito, há muita agitação, vida e felicidade.
34) Observa: nas alturas da montanha não nasce nenhum cereal, não há vinhedos, pomares, como também não há minas de ouro. Mas o que aqui existe em espírito, tu estás a ver agora pela graça do Senhor.
35) Tu ainda terás que permanecer na Terra, encarnado, por um certo tempo. Durante este período trata de crescer em amor pelo Senhor. Vê, lá, junto à minha casa, aquela casa linda... Esta já é destinada para ti e os teus, quando teu tempo na Terra tiver acabado e tiveres iniciado tua vida eterna.
36) Aí então o velho reconheceu no interlocutor seu pai biológico.
37) Após o reconhecimento, a visão desapareceu, mas nossos andarilhos ficaram com um sentimento de felicidade, fé e amor. Louvaram e agradeceram ao Pai Supremo pela graça recebida.
38) O homem, que era triste, tornou-se alegre e feliz, cheio de amor. E assim viveu o tempo que ainda tinha. Quando sentia que a tristeza ou a saudade queria se apossar dele, dirigia-se à montanha, de onde sempre retornava vivificado.
39) Vede, estas histórias as montanhas vos contam, mas isto não acontece com qualquer um, pois as palavras só são ouvidas por corações humildes e vão direto à alma, como um suave murmúrio, e por esta elas conseguem atingir o amor do espírito.
40) Se vós, em poder deste conhecimento, vos dirigirdes à alguma montanha, e lá os mesmos sentimentos vos possuírem, então podereis dizer: “De fato, estes sentimentos são únicos e nos lembram nossa pátria verdadeira. São tão doces e agradáveis... e como tudo deve ser maravilhoso para aqueles que já conseguiram alcançar este lar”.
41) Por isto não deveis dizer esta ou aquela montanha é a que é usada como morada espiritual, pois isto sim acontece em todas as montanhas que não possuem marcos que indiquem propriedade.
43) Pode ser que estes sentimentos já vos tenham acometido em pequenas elevações, mas vivos de fato só se tornam em locais onde nenhum madeireiro tenha árvores para cortar com o machado.
44) Isto é o que vos contam, ensinam e predicam as montanhas. Amém.



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