Palavras de agradecimento do servo


Das assombrações, heróis e atos de caridade



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Das assombrações, heróis e atos de caridade

Recebido por Jacob Lorber, 25 em de maio de 1841 - continuação


1 – Vós estareis a dizer: "Estas são aparições do cemitério, mesmo que espiritualmente não tenham nada de extraordinário e grandioso!" É verdade que muitas vezes aparições espirituais não têm grande coisa de extraordinário para os olhos que as veem. Mas é assim com as assombrações: quanto maior elas são (em valor espiritual), tanto mais insignificantes elas se apresentam ao mundo material. Quanto mais espalhafatosa uma aparição se apresenta no mundo material, tanto menos importante ela é espiritualmente.


2 – Tereis ouvido falar ou lido que em algumas mansões antigas existem com bastante frequência as assim chamadas "aparições ou assombrações", e muitas regiões ou países são famosos pelas mesmas. E se vós tivésseis a oportunidade de ver este tipo de "assombrarão noturna", com certeza exclamaríeis: "Puxa, isto é algo bem extraordinário!". E se vós, como também muitas outras pessoas, vísseis como tais fantasmas noturnos jogam pedras ou outros objetos, ou as transportam de um lugar para outro, vós não conseguiríeis digerir estes acontecimentos por toda vossa vida, devido ao seu caráter extraordinário.
3 – Mas se Eu abrisse vossos olhos espirituais nesta ocasião, vosso julgamento sobre o assunto seria bem diferente, seria como ver meninos na rua fazendo gaiatices e brincadeiras peculiares.
4 – O acasalamento de dois mosquitos, ao qual não dais a mínima importância, tem muito mais valor do que estas assombrações em castelos e ruínas.
5 – O mesmo acontece com os "feitos" das pessoas. Existem "heróis" que há milhares de anos realizaram os mais mirabolantes feitos (sendo estes cantados até os dias atuais) e milhares de escritores que os perpetuam em livros e mais livros, para serem sempre lembrados e relembrados. Mas em verdade, Eu vos afirmo: Quando no futuro Minha biblioteca se abrir para vós, decerto que nenhum destes "feitos e heróis" lá estarão. Mas sim, para grande surpresa vossa, encontrareis lá feitos que ninguém jamais ouviu falar, pois foram realizados bem escondidinhos, sem nenhum alarde, como uma ação originada no puro amor deve ser feita. Estes feitos sim lá serão cantados por toda a eternidade, serão lembrados constantemente e não cairão no esquecimento.
6 – Se por acaso um miserável ou uma criança solitária de vós se aproximasse, e vós lhe tivésseis dado uma ajuda, feito um agrado ou mesmo a recolhido ao vosso lar, esta ação já ultrapassaria todos estes feitos dos super-heróis, os que levaram milhares de pessoas para o sacrifício e morte, como se eles (os heróis) fossem iguais a Mim, senhores da vida e da morte, enquanto que na realidade eles são incapazes de ressuscitar uma pequena erva queimada pelo sol. E mesmo que o conseguissem, como isto seria insignificante contra aquele vosso feito, vosso feito tão pleno de amor e tão carinhoso: ter erguido um irmão Meu com vossa caridade. Isto sim é importante!
7 – No momento em que conseguirdes captar as reais grandezas entre estas batalhas - do ressuscitar de uma ervinha até o revitalizar de um irmão - a infinita diferença que entre elas existe em espírito, então certamente vos será bem claro por que em Minha Biblioteca os tais feitos heroicos mundanos nem existem; muito ao contrário, os atos de caridade - tão desprezados e insignificantes na Terra - têm grande importância em Meu Reino e causam um alvoroço maravilhoso por toda a eternidade.
8 – Com os atos de caridade que fazeis na Terra acontece o mesmo que com um nome gravado por alguém no tronco de uma árvore nova. À medida que a árvore cresce, o nome também cresce. E se a árvore conseguisse crescer até o infinito, o nome também assim cresceria, e cada letra seria uma placa onde poderiam ser gravados novos feitos, campo para apresentação de infinitas maravilhas.
9 – Por isto, Meus queridos amigos, onde fordes em Meu Nome e em tudo aquilo que observardes em Meu Nome, se de fato quiserdes perceber algo maravilhoso e importante, dirigi vossos olhos para coisas pequenas e feitos que vos parecem insignificantes.
10 – Em verdade, em vosso espírito descobrireis, sem nenhum esforço, o que é realmente importante: um sol central ou uma lágrima de uma criancinha. Em verdade, se tiverdes secado a lágrima da criancinha com um pedaço de pão, então tereis feito muito mais, do que se tivésseis criado um trilhão de sóis centrais e os mundos que os acompanham.
11 – Pois estes sóis e todos os seus mundos desaparecerão no futuro, mas das ações feitas por amor serão criados sóis e mundos indestrutíveis, que ocuparão o lugar dos primeiros. Estes mundos crescerão por todas as eternidades e neles vós observareis as maravilhas do "novo Céu" e da "nova Terra" que lá estarão. De fato já estão e são obras do mais puro Amor Eterno, da mesma maneira que os mundos atuais são obra da ira e de seu poder mortal.
12 – Praticai atos de amor para todos, sem diferença alguma. Ajudai como puderdes a todos os necessitados. Assim vossas obras serão perfeitas. Assim sereis vós e vossas obras iguais a Mim: totalmente perfeitos.
13 – Isto falo Eu, para Quem o pequeno e o insignificante tem mais valor que o grande e importante do mundo. Amém.

Amor divino e amor humano

Recebido por Jacob Lorber, em 28 de maio de 1841


Para uma jovem alma, no dia de seu nome
1 – Para ela - que tem um nome masculino e é filha de nossos irmãos aqui presentes - hoje, neste dia que quase nada significa, mas que para o mundo é o dia de seu nome. Escreve uma palavrinha Minha, para que ela reconheça a Voz que tanto lhe falou desde o berço. Por isto ela era tão chorona, pois chorava sempre que não conseguia ouvir a Minha Voz.
2 – Gabriela, por acaso estranhas Minha Voz paterna? Não Me amas mais tanto quanto Me amavas no berço?
3 – Minha Gabriela! Tu não devas Me esquecer! Não deves dirigir teus olhos, com mensagens de casamento, aos jovens que elegantemente passam por tua janela; um hoje, amanhã outro e depois de amanhã um terceiro. Mas sim tens que te dirigir constantemente a Mim, e que teu coração sempre se dirija a Mim. É só amares a um único, e este único sou Eu, teu santo e amado Pai.
4 – Com este único amor justo, tu viverás feliz no mundo como também na eternidade, pois te encontrarás no solo de Teu Pai.
5 – O amor humano, querida Gabriela, de nada serve, se ele não se origina de Meu Amor. Se assim for, ele é teu igual e é o teu próximo em teu coração. Mas se não for assim, vê nele um irmão desgarrado que ainda caminha entre o céu e o inferno e que dirige seus olhos mais para os abismos da noite eterna do que para Mim, o Pai que ele ainda desconhece totalmente.
6 – O amor justo e iluminado te levará à luz de onde tu te originas em espírito. Mas aquele que só olha os abismos levará teu olhar para o mesmo lugar dele. Quando as trevas do abismo destruírem sua visão e ele cair no abismo no próximo passo, esta sua queda fatalmente te levará junto. Então será muito difícil te encontrar novamente na escuridão do abismo e te libertar das cadeias onde um amor mundano mau teria amarrado teu frágil coração.
7 – Por isto, Minha querida Gabriela, só ama a Mim! Torna-te totalmente enamorada por Mim, tal como o foi Madalena. E que teu coração só siga aquele a quem Eu te apresentar, aquele que está pleno de Meu Amor. Aos outros todos respeita e ama, pois todos são Meus filhos.
8 – Com os pobres tem piedade, pelos desgarrados e caídos ora para Mim, teu bondoso Pai e Deus; assim serás Minha querida e feliz Gabriela, aqui e a Meu lado eternamente.
9 – Que estas palavras te sejam um consolo para o dia de teu santo. Mas quando retomares teu verdadeiro nome interno, pensa que Eu, teu Pai, sempre estou e estarei ao teu lado. Amém.
10 – Pensa em Mim, querida Gabriela! Eu, teu Pai, digo que tu és Minha querida Gabriela e serás eternamente. Amém. Amém. Amém.

Vida e Morte

Recebido por Jacob Lorber, em 06 de junho de 1841


1 – Na morte viverás e na vida morrerás. Assim a vida é na morte, como a morte é na vida.


2 – A morte é a vida, e quem não tiver a morte, este não possuirá a vida.
3 – A morte deve se apossar de tudo o que desejar, de tudo aquilo que quiser ou que tiver de viver.
4 – A vida chega pela morte, pois ela é a semente da vida.
5 – Quem ama o “viver”, então este que fuja da vida, pois só assim a manterá. Deves te render à morte, senão serás uma "semente não-plantada".
6 – Mas a morte verdadeiramente morta é o pecado. Amém.
Sugestões importantes para a educação dos filhos

Recebido por Jacob Lorber, entre 24 e 26 de junho de 1841

1 – Ao teu irmão que deseja saber o que fazer com um “vaso de porcelana” que sofreu uma rachadura, por ter sido exposto a um golpe. Devido a isto, o líquido nobre que existe no vaso (e que, como o vinho, nele deveria se apurar e purificar) está se esvaindo lentamente. Ele teme que com o tempo este líquido desapareça totalmente e só sobre no vaso o bagaço mundano.
2 – É bem difícil remendar um vaso deste tipo enquanto ainda houver algum líquido nele, pois este mantém a rachadura constantemente úmida, e assim a cola não funciona.
3 – Mas se observares o vaso se esvaziando por um certo tempo, verás seu conteúdo sempre um pouco mais baixo. Então toma o vaso e inclina-o de tal maneira que a rachadura fique no seco. Em seguida derrama a cola sobre a mesma, e em pouco tempo estará fechada. O líquido nobre que ainda existe no vaso não mais escorrerá e não se perderá completamente, mas sim será bem conservado, especialmente se sacares a rolha e encheres o vaso com muito amor filial. Logo a seguir coloca uma nova rolha, para vedá-lo totalmente com a rolha das obrigações filiais bem definidas ante Deus e ante a vontade dos pais.
4 – Mas observa bem: a jovem "pedra pontiaguda" deve ser afastada completamente, pois senão o vaso sempre correrá o perigo de nela novamente bater, ameaçando se romper totalmente com o passar do tempo. Sei que entendes o que quero dizer.
5 – Mas tua esposa tem muito pouco amor pelos filhos, e tu não podes estar sempre junto aos teus filhos devido ao teu trabalho. Porém, quando a "vinha nova" começa a crescer, ela procura algo em que se agarrar. Se não existem "moirões" para se envolver, ela se apodera da primeira árvore ao seu alcance. Mas quando estende suas ramificações, a "vinha" é bem débil e facilmente pode ser totalmente destruída.
6 – Como tua esposa tem poucos "moirões" (amor materno), então contrata uma professora honesta e correta, para tomar conta e orientar tuas filhas. Desta maneira te serão poupados muito trabalho e preocupação, e em Meu Nome tudo ficará bem.
7 – Para os meninos, porém, contrata um homem determinado e sério, que os ajude em assuntos de conhecimento geral e comportamento. Contrata também um professor, para assim também evoluirdes em Meu Nome.
8 – Mas não descuides dos assuntos religiosos, tanto com as meninas como com os meninos. Em curto tempo verás as bênçãos se espargirem sobre tua casa.
9 – Determina aos jovens períodos fixos de quando devem concluir este ou aquele estudo, assim os levarás a se acostumar à ordem necessária, base de toda sabedoria e amor.
10 – Faze, ama e acredita; assim evoluirás bem e em Meu Nome.
11 – Entende bem de Quem vem este conselho. Amém.

Sugestões importantes para a educação dos filhos - continuação

Recebido por Jacob Lorber, entre 24 e 26 de junho de 1841


1 – Ouve bem, teu filho está dominado por três espíritos malignos; o primeiro é a famigerada preguiça.


2 – Mas a este foram acrescentados mais dois da região das profundezas. Um deles, o da discórdia, só se importa com a divisão, com a ruptura das uniões, seja ela qual for. Este espírito usa outro como cobertura: o da teimosia e revolta, aliado da mentira e do engano.
3 – Vê, o preguiçoso não quer qualquer atividade! Seu assunto é usufruir tudo com preguiça. O segundo é, por assim dizer, seu "bobo da corte". O terceiro é como um escudo, pois se preocupa que o eterno espírito preguiçoso não sofra nenhuma perturbação.
4 – Vê, esta é a verdadeira razão oculta do mal espiritual que sofre teu filho, o qual se originou na eterna preferência que sua mãe lhe demonstra ante as filhas. Ela sempre encobria suas artes, e tuas filhas nada diziam a respeito, porque temiam a reprimenda da mãe. Assim ele se tornou um menino sem força de vontade positiva e acha que tudo lhe é permitido fazer.
5 – Mas aquilo que Eu não coloco como castigo nos ombros da mãe, não o coloques tu, pois o amor materno quase sempre é cego e não se dá conta (pelo seu amor) que está criando uma víbora atrás da outra com o seu comportamento.
6 – Já que o assunto está desta maneira, devemos urgentemente tomar medidas para ajudar o doente.
7 – Em primeiro lugar, exige a todos os teus filhos que te deem um relatório diário sobre ele.
8 – Em segundo lugar, não permitas que o rapaz tenha vontade própria! Estipula-lhe uma tarefa bem determinada, a qual ele deve realizar pontualmente, com muito cuidado e exatidão; assim, logo matarás nele seu desejo de diversão vazia.
9 – Em terceiro lugar, antes de iniciar uma atividade, fazei com que ele reze em vós alta por um quarto de hora. A oração deve ser feita bem devagar, prestando atenção às palavras: um "Pai Nosso", alguns trechos dos salmos de David ou então dos profetas, e ainda algo do livro de Sinac. Com isto logo se livrará de seus "companheiros".
10 – E isto ele deve fazer para sempre, para assim conquistar Minha Misericórdia, mais importante que todas as escolas, por melhor que sejam.
11 – Em quarto lugar, tu não deves zangar no teu coração e sim considerar que Eu, teu Pai celestial, dou aos Meus seguidores na Terra uma cruz que lhes corresponda e contra a qual eles não devem se rebelar, mas sim Me ofertar tudo com resignação. Faze tu o mesmo e assim ladrilharás o caminho de teus filhos com pedras preciosas.
12 – Também não te prendas demais ao seu desenvolvimento na escola, pois bem sabes a opinião que tenho sobre a mesma. Qual é a importância de alguém estar pronto para servir o mundo um ano antes ou ano depois? Mas sim tem total importância ele Me conhecer o mais cedo possível, ou quando começa a Me amar, pois não é do mundo - mas sim de Mim - que vem toda a vida.
13 – Em sexto lugar, não deves dar ouvidos ao que o garoto deseja, pois tudo se origina da influência que exercem seus espíritos opressores, que com isto desejam tomar pé da sua vida terrena. Isto também é consequência do desejo dos filhos em ocupar um lugar na sociedade, movidos pelo seu amor-próprio e por sua vontade-própria. Só desejam se tornar aquilo que sua volúpia os faz querer ser, e assim a maioria segue a tendência que lhes impõem os seus “acompanhantes espirituais” malignos.
14 – Em sétimo lugar, deves dar o tratamento igual aos outros meninos. Não lhes permitas todos os desejos, e se algo te pedirem, só lhes dê um terço do total pedido. Então todos crescerão saudáveis, com uma vontade firme e correta.
15 – Se observares estes sete pontos bem, logo verás muita melhora nos teus meninos.
16 – Também dize às meninas que deixem o rapaz em paz, que não o instiguem com palavras inúteis, onde não existe nenhum átomo de amor fraternal. Elas devem sim orar muito por este irmão ainda não renascido e também amá-lo, invés de irritá-lo com discussões inúteis. Tua mulher também deverá se comportar igual a ti.
17 – Mas no momento em que um dos irmãos vir que o rapaz está errando, deve relatar o fato imediatamente a ti; mas muita atenção: ele deve ser movido exclusivamente pelo amor, não por um sentimento baixo que possa conter mentiras, pois o relator com certeza terá uma boa reprimenda Minha.
18 – Mas tudo o que observares no garoto como inútil, dá lhe imediatamente uma tarefa que ele deve realizar com todo o cuidado e num tempo determinado, como se fossem deveres escolares. Logo o terás afastado de muitas diversões inúteis e sem valor.
19 – Entende bem Minha mensagem e atua de acordo. Mas todos os teus filhos são um pouco lerdos num ou noutro assunto. Então toma muito cuidado com todos e não permitas irem a casas onde existem "víboras, cobras e escorpiões". É muito fácil conseguir-se ali uma herança maligna!
20 – Eu te disse tudo, menos o mais importante: Atua na mais sincera fé e no Meu Amor, assim experimentarás o poder de Minha Palavra.
21 – Isto te diz Teu Emanuel, Santo acima de tudo e todos, com todo o Amor. Amém.

A renovação espiritual e natural de vossas casas

Recebido por Jacob Lorber, em 26 de junho de 1841



Pergunta: Nós nos encontramos acompanhados por um "anjo de guarda"? Como isto se dá? A resposta que se segue:
1 – Dependendo da fé da pessoa, assim se apresenta o efeito da mesma. Pois a fé é aquela fita poderosa que une o corpo, a alma e o espírito.
2 – Mas é impossível que aconteça um efeito no mundo material que não tenha sua origem no espiritual. Quando alguém sente uma necessidade qualquer, logo começa a procurar um meio que corresponda a uma forma de ajuda às suas necessidades. Mas cada homem na sua existência inicial é totalmente natural (físico) e sabe muito pouco da parte espiritual. Ele nada vê do interior dele mesmo, isto por ainda ser alguém totalmente natural (físico), como já dito.
3 – E como tudo que é natural é deteriorável, assim também acontece ao homem no que se refere ao seu corpo.
4 – Mas o que é que faz o dono de uma casa, ao ver que esta apresenta rachaduras ou outros defeitos que podem provocar sua total destruição? Ele sabe bem que, se não tomar medidas preventivas, em pouco tempo não mais possuirá uma casa sólida para se abrigar e que as ruínas que ali estão não resistirão ao menor abalo. Será que ele não buscará sanar estes defeitos com meios competentes, para devolver à sua casa a devida fortaleza? Ele certamente assim o fará, se não for alguma pessoa irresponsável e se preocupar com a solidez de sua casa.
5 – Quais, imaginai, serão os meios que ele tomará? Vós logo vereis que ele depressa mandará examinar sua casa por um bom construtor. Mas se este lhe disser: “Meu amigo, esta tua casa está em estado lastimável, pois as falhas que se apresentam nas paredes se originam nos alicerces da mesma. Que utilidade haveria se eu mandasse cobrir as rachaduras com argamassa, tanto no interior como no exterior? Se houver um abalo mínimo, ela desabará sobre vossas cabeças, podendo matar a ti e a tua família!”.
6 – Mas quando o dono da casa houve tal veredito sobre sua casa, ele logo começa a considerar: “O que devo fazer? Devo crer no que o construtor me falou, derrubar a casa até os alicerces e construir uma casa nova, o que significa grandes despesas? Ou devo consultar mais um construtor, para que também ele me dê seu veredicto?”.
7 – Ao considerar isto, ele continua a pensar: "Com respeito ao veredito do primeiro construtor, ele está absolutamente correto. Mas se devo construir uma casa nova, então ele não se presta para reparar esta casinha tão bonitinha. Pois construir uma casa nova é possível em qualquer lugar, mas o que se passa aqui é a necessidade de melhorar esta que já existe."
8 – Logo ele chama não somente um, mas vários construtores para novos exames e novas conclusões. Uns chegam à mesma conclusão que o primeiro. Outros apresentam soluções que podem fortificar a casa totalmente, sem ter de derrubá-la.
9 – Por qual solução achais que o dono da casa se resolveu? Por nenhum outro que não o segundo conselho: o reparo da casa atual.
10 – Vede, o corpo de cada pessoa é o mesmo que uma casa móvel do espírito.
11 – Muitos perigos enormes, ameaçam com frequência esta casa. Estes perigos de certa forma já são as rachaduras da casa, ou se encontram de tal maneira situados, que a mesma (por experiências ocorridas em outras casas) poderá vir a receber rachaduras que a coloquem numa situação de "perigo de vida".
12 – Quando o homem natural toma conhecimento disto, se aconselha com toda sorte de entendidos, para descobrir a maneira mais eficaz de reformar e melhorar sua casa, muitas vezes já bastante deteriorada. Por outro lado, quando ele detém sua casa ainda incólume e vê outras casas já deterioradas, medita quanto a melhor maneira de prevenir a deterioração do seu patrimônio.
13 – Também ele se dirige - seguindo o conselho da Palavra que Eu falei para a humanidade - a Mim, que sou o Construtor-mór. Mas este Construtor exige que a casa cheia de defeitos seja totalmente arrasada e que se construa em seu lugar uma nova casa com alicerces bem fortes.
14 – Mas isto é muito oneroso para o dono da casa. Então ele se dirige a outros construtores (bons na sua opinião). Muitos lhe dão o mesmo conselho que lhe deu o Construtor-mor e é por isto que não têm nenhuma aceitação. Outros, que não se encontram firmemente unidos ao Construtor-mór e à Sua Palavra, lhe aconselham fazer reparos, com as quais fortificaria e renovaria sua casa totalmente. Daí este dono da casa enganado segue este último conselho.
15 – Em vossa opinião, este conselho é de fato um bom conselho? Para o dono da casa ele é muito bom, pois vai ao encontro de seu anseio. Porém não é nada bom, pois a casa só consegue uma fortificação aparente.
16 – Vede aqui o efeito da fé! Esta ligação (a fé) une o dono da casa com as necessidades da mesma e com a expectativa de um reparo pouco dispendioso. Mas como a fé, assim é o socorro. Questionai a vós mesmos como isto se aplica a Mim?
17 – Eu vos darei um pequeno exemplo, e este vos servirá como um espelho espiritual. Nele vereis um dono de casa que torna a gastar seguidamente. No fim, lhe será bem mais trabalhoso e oneroso rebocar seguidamente sua casa, no lugar de derrubá-la sob a direção do Grande Construtor e construir uma casa nova e segura.
18 – Este, porém, é o exemplo: Alguém está completamente certo que o monarca de um estado é uma pessoa mui boa e generosa e todo aquele que Nele procurar alguma ajuda ou conselho a receberá sem delongas. Apesar deste conhecimento, o necessitado não se atreve a chegar junto ao monarca, mas sim se arrasta de um canto ao outro, pedindo que o rei interceda por ele. As pessoas complicam tanto o acesso a uma audiência com o monarca, que ele acredita ser totalmente impossível chegar junto ao rei, muito menos dele receber alguma coisa.
19 – Ele então permanece junto aos cortesãos e procura encontrar neles o que procura junto ao monarca.
20 – O monarca, porém, vê o que acontece e, para que o suplicante não sofra qualquer pressão, permite que ele continue a rastejar por um certo tempo. Tal situação permanece até que o monarca ache que é demais, já que os cortesãos estão fazendo do pobre coitado uma vítima de seu amor-próprio, pois sabem muito bem da bondade do monarca e da inutilidade de suas mediações. Eles jamais poderão ajudar o suplicante e, mesmo que o pudessem, não desejam fazê-lo, pois são egoístas e o monarca não os receberia bem, já que estariam desejando fazer algo que somente ele – o rei – pode fazer, pois todo o restante é engano.
21 – Vede, com este exemplo quero mostrar como está a situação dos homens que procuram ajuda em tudo quanto é lugar e junto a tantos outros "cortesões", mas não se dirigem a Mim, o Único que pode ajudar.
Do eterno “Anjo da Guarda”

Recebido por Jacob Lorber, em 26 de junho de 1841

1 – No momento em que alguém acreditar na ajuda e na liderança de um certo “anjo da guarda” ou de outros, este é igual ao que sabe do monarca, sabe que ele é extremamente bondoso, mas, por medo de que o monarca não goste, não se anima a chegar junto dele com sua necessidade e vai procurar ajuda junto aos outros, achando que estes conseguirão ajudá-lo ou protegê-lo por eles mesmos. No entanto somente o monarca, sendo o construtor-mor, permitiu-lhe ajuda ou proteção, porque viu sua fraqueza e temor; porém ele pensa que foi ajudado e protegido pelos “cortesãos”.
2 – Meditai bem sobre isto! Vós sabeis que todos os anjos, todos os espíritos e todos os seres humanos nada mais são do que pensamentos livres Meus, cuja vida e tudo mais se origina em Mim, e cada um atua tanto quanto Minha Ordem assim determinar como útil e bom para si mesmo.
3 – Mas se um chegar e disser ao outro: “Ajuda-Me neste ou naquele assunto.”? E quando o amigo quiser ajudar outro por si mesmo, por sua vontade própria? Não é a mesma coisa quando um cego quer guiar um outro cego, ou um morto quer soprar-lhe a própria vida, ou um infeliz e triste quer consolar outro infeliz e triste?
4 – Eu vos digo: Cada ser humano, cada espírito e cada anjo já tem bastante a fazer, já tem de cuidar de si mesmo e não possui nem um átomo a sobrar que possa dar para alguém.
5 – Mas aquele que vier a Mim, com qualquer necessidade que se possa imaginar e Me envolver com a fita viva da fé, a Mim, o Único Vivo..., como que Eu não atenderei aquele que se uniu a Mim com o cordão da fé viva?
6 – No caminho da pura Verdade só existe um “anjo da guarda” de verdade, e este sou Eu mesmo.
7 – Todos ou outros anjos protetores apareceram devido a uma fé frágil que se originou numa igreja materialista e ávida em ganhos. (*)
8 – Como as pessoas ainda se reportam sobre isto, se reportaram e se reportarão no futuro, então para não prejudicar a independência do homem, nada mais poderão fazer do que permitir que estes de fé frágil recebam seus pedidos por alguém intermediário.
9 – Mas por outro lado, não deveis pensar que com isto acaba a caridade dos bem-aventurados. Ela só não é como estes de fé fraca acreditam que ela seja. Como todos bem-aventurados estão em Mim, como Eu estou neles, então eles possuem o único e exclusivo Amor do Santo Pai e nele estarão vivificados por toda a eternidade.

(*) Anjos ou espíritos protetores são os chamados por Deus para proteger, mas eles agem somente em total concordância e submissão a Deus. Eles querem ser totalmente ignorados e não gostam que os chamemos ou os louvemos, mas sim direcionam todo o amor e todo louvor ao Único e Verdadeiro Anjo da Guarda: o Pai em Jesus. - o editor



10 – Não existe um único habitante desta Terra a quem não tivesse sido dado espíritos melhores para acompanhá-lo. E estes espíritos estão constantemente preocupados em levar o seu pupilo para a Luz e a Vida Eterna.
11 – Mas onde se origina e o que é de fato este amoroso esforço destes espíritos? Não sou Eu quem faz com que tudo isto aconteça neles?
12 – Não é injusto que o homem Me desconsidere e procure ajuda naqueles que nada têm de si mesmos, mas sim tudo recebem de Mim?
13 – Mas o que o homem procura em outros lugares, se sabe que Eu - O Todo-poderoso - quero ser uno com ele? Sim, quero ser seu irmão, para que com isto ele reconheça que Eu, muito mais que qualquer pessoa e do fundo do Meu coração, sou muito humilde, manso e acima de tudo condescendente; que não sou um Deus distante, mas sim sou um Pai e um Irmão muito próximo e presente, e até vossa vida vos é mais distante que Eu.
14 – Se por acaso o homem se tornou uma pessoa que não ama a vida e se uniu com laços fraternos à morte, ele não mais deseja apossar-se da verdadeira vida e procura na distância, com longos desvios, aquilo que está próximo e que muitas vezes o carrega nas mãos. Por outro lado, seria um absurdo total se aquele que realmente ama a vida não desejasse apoderar-se da mesma desde suas raízes.
15 – Voltai aos evangelhos e consultai cada um, consultai todos os apóstolos e outros disseminadores de Minha Palavra... Daí então mostrai-Me um único lugar no qual foi ensinado que também deveríeis dirigir-se a certos “anjos da guarda” (ou espíritos protetores) juntamente Comigo. Por acaso não é dito em cada evangelho: “Vinde todos a Mim, que estais cansados e oprimidos, pois Eu vos aliviarei.”?
16 – Por acaso foi neste convite, alguém excluído ou alguém recolhido à proteção de algum anjo? Com certeza, não! E assim foi dito para todo o infinito e para toda a eternidade.
17 – Quem de vós ainda afirmaria que esta Minha Palavra não é perfeita, que Eu naquela época Me entusiasmei demais e que mais tarde reconsiderei? Uma afirmativa assim deixaria até um monarca aqui da Terra zangado, aquele monarca que é imperfeito em todo o sentido da palavra... Como seria se tal afirmativa se aplicasse a Mim? Qual reação negativa causaria?
18 – Vede, esta crença de um espírito protetor é igual a uma planta parasita na Árvore da Vida. Mas quem pode provar que esta parasita exaure a seiva que precisa para sobreviver de outro lugar, a não ser da Árvore da Vida?
19 – Qual é o fruto da Árvore e qual o fruto do parasita? Só na árvore cresce o verdadeiro fruto. Quem o come a este ele outorga a vida. Mas com respeito do fruto do parasita seu suco poderia, no máximo, servir para, se assim fosse possível, sugar as aves do céu para a morte.
20 – Isto acontece com tudo aquilo que não se associa a Mim; quero dizer, com tudo aquilo que não é construído de Mim desde o seu começo. Então isto é somente uma casa onde as falhas foram encobertas pela tinta, ou então uma planta parasita na Árvore da Vida, e um tem tanto valor como o outro: nenhum.

21 – Só Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida! Quem não soma Comigo, divide e dispersa.


22 – Se o galho da vinha é separado da planta, ele não secará em pouco tempo, sem jamais produzir frutos? Por isto todo aquele que tiver alguma necessidade que venha a Mim com fé e com certeza receberá a resposta.
23 – Se alguém tiver dúvidas, este considere que a dúvida nada mais é que a constatação que não está caminhando Comigo e não permite que Eu o guie. Quem tem dúvidas que venha a Mim e acredite, e então a luz se fará nele sobre o assunto dúbio.
24 – Quem for cego, surdo, paralítico, cheio de artroses, mudo e possuído que venha a Mim, e com certeza receberá a melhor e mais positiva ajuda.
25 – Mas atenção: Eu não sou um Deus pequeno, Eu sou um Deus grande! Aquele que quiser Me pegar que abra bem os seus braços. Ele tem que Me abraçar completamente e não achar que Eu poderia ajudar se Eu quisesse. Ele deve sim acreditar que Eu sempre e a cada momento quero ajudar. Quando ele conseguir absorver este conhecimento em si, então aí sim sua fé se tornará uma fé viva e ativa.
26 – Poderia acontecer, de acordo com vossos conceitos, de cá ou acolá alguém basear sua fé em umas tantas aparições fantasmagóricas, especialmente as que ele apresenta quando em estado de transe, ou as que a ele se apresentam.
27 – Então Eu digo: Estas aparições de espíritos protetores que nestas ocasiões acontecem não passam de criações de sua própria crença e são percebidas bem vivamente à pessoa. São assuntos sobre os quais ela se preocupou durante o dia, enraizados lá dentro de seu íntimo, e que, devido à sua atividade, não deixou aflorar à razão para compreendê-los.
28 – Tal como as visões que acontecem no sonhar, não são sem nenhum significado. Estas tais aparições espirituais que acontecem no transe também não são só aparições vazias, mas têm sim algo verdadeiro. Mas o que é este verdadeiro? Não passa da criação de sua crença própria, unida ao amor que tudo realiza.
29 – Pois nenhum ser humano pode pedir por ajuda, se em primeiro lugar ele não acreditar naquilo em que pede ajuda e abraçar o mesmo cheio de amor, com todo seu sentimento e toda sua força. Nenhum escultor ou pintor pode concretizar uma obra sem tê-la criado dentro de si.
30 – Como foi que ele a criou? Ele em primeiro lugar, imaginou um objeto que lhe agradou. Como lhe agradou, dele se apoderou em seu sentimento, de certa forma ficou apaixonado por sua ideia. Mas quando ele envolver sua ideia com o amor, então ele a materializará, se tiver capacidade para tal.
31 – Vede, é isto que acontece com as aparições, especialmente no chamado estado de transe. E estas aparições só acabam quando a alma - mas especialmente o espírito - acorda a pessoa em transe (vede em Grande Evangelho de João - vol. IV, cap. 42 – o sonho de Zorel). Estas pessoas com grande frequência nada sabem do que aconteceu no estado de sonambulismo (ou transe) e, quando são acordadas pelo espírito, não veem mais nada de anjo protetor ou espírito guia, pois o espírito só consegue ver o único, absoluto e todo-poderoso “anjo protetor”: o Pai.
32 – Mas com respeito aos devaneios que muitos monges possuem junto às aparições e manifestações espirituais, vós por certo não mais vos deixais enganar com tais crenças tão tolas, as quais chegam a dar poderes a pinturas, estátuas de pedra, metal ou madeira.
33 – Eu vos digo: Uma crença tal não é nada melhor do que a dos servidores de Baal! São idolatrias idênticas às dos pagãos, que adoravam objetos como se fossem deuses. Se um homem que é vivo não consegue ajudar seu irmão - e está nas escrituras que nenhuma ajuda humana tem valor - o que se esperar de uma madeira talhada ou de qualquer outra matéria morta?
34 – Ou por acaso é possível que vos creiais que em certas ocasiões especiais os tais espíritos protetores se encontram dentro destas imagens materiais? Creio que a negativa disto está bem clara ante vossos olhos.
35 – Tomai, por exemplo, o quadro que Me apresenta pendurado na cruz; contai os inúmeros crucificados no mundo católico e em outras religiões que existem no mundo. De vez em quando já existem dúzias deles, de vários tamanhos, numa única casa. Será que todos unidos ajudarão mais que um único, ou que o maior tem mais força que os outros juntos?
36 – Ou será que os Cristos abençoados têm mais poder do que os não-abençoados, e o crucifixo em um altar-mor é mais poderoso do que o outro numa capela lateral? Não conseguis ver tais tolices de longe?
37 – Se Eu, sendo o socorrista vivo, não necessito de uma pessoa nem de um anjo, muito menos de uma estátua talhada - pois Eu ajudo em espírito e verdade, não na madeira, na pedra ou na tinta - que ajuda poderão dar, portanto, as imagens de anjos, santos, etc; qual o seu efeito, pois elas não possuem nenhuma força, nenhum poder, nada...?
38 – Mas se por acaso pessoas de fé frágil outorgam poderes milagrosos a uma destas imagens (sendo ela adorada por milhares de pessoas que se ajoelham ante tal imagem), com que velocidade deveria um tal espírito protetor correr de uma imagem “milagrosa” a outra, para não falhar em nenhum lugar com sua ajuda?
39 – Ou por acaso achais que um espírito pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo? O Espírito Eterno pode fazer isto, pois tudo está Nele, mas um espírito criado jamais, pois ele, comparado Comigo, não passa de um espírito finito e temporário.
40 – Qual é o homem que consegue pensar milhares de pensamentos num instante único? Mas o pensamento só é uma obra do espírito, um olhar da alma, que absorve o pensamento em si ou obras visíveis do eterno Espírito Divino. Mas como o vosso espírito só pode ter pensamentos simples ou um após o outro, então ele mesmo é somente simples e indivisível. Assim, só consegue ver as Minhas Obras, as quais Eu lhe asseguro na maior clareza e somente pouco a pouco, e a eternidade não será suficiente para ver todas elas. De que maneira ele poderia então atuar como um espírito protetor em todos os lugares e ao mesmo tempo, outorgando sua ajuda em todas as imagens com o mesmo poder?
41 – Só com grande trabalho, estes espíritos humanos que já conseguiram passar para o Além conseguem ser curados desta doença de “anjo protetor” ou espírito protetor. Muitas vezes é necessário que todos estes indivíduos sejam afastados de seu caminho, pois, se isto não acontecesse, a maioria dos católicos romanos Me abandonaria, para procurar proteção em seus espíritos ou anjos de guarda.
42 – Não é necessário ir para um passado longínquo; agora, no momento em que estais a escrever estas mensagens, os coitados dos espíritos correm de um lado para o outro, fazendo a maior confusão, procurando os seus “protetores” desesperadamente. Mas sou Eu quem vai ao seu encontro visivelmente, como um amoroso irmão e pai. Eu lhes digo em alto e bom tom que só Eu é quem eles devem procurar e encontrar. Entretanto, de Mim eles fogem com toda seriedade e alguns mais corajosos Me pedem para que Eu os leve para junto de seus protetores.
43 – Vede, se esta tolice acontece até entre os espíritos que já habitam o Além, quais provas contra estes tais anjos ou espíritos protetores poderemos apresentar convincentemente neste mundo material, especialmente para aquele que segue este espírito com todo seu amor e fé?
44 – Por isto, se vossa casa apresentar algum defeito ou se temeis que algo possa acontecer, então vinde depressa a Mim; Eu, que sou o mais confiável construtor de casas espirituais, o mais seguro espírito protetor e socorrista de todos os espíritos protetores. Vós podereis ter certeza que quando Eu derrubo uma casa, Eu logo a reconstruo a um preço menor e com o maior capricho e cuidado.
45 – Considerai bem: Um monarca como Eu não precisa de nenhum intermediário. Pois Eu sou tudo, em todos os espaços sou Eu mesmo!
46 – E quem quiser vir a Mim que venha. Sempre Me encontrará em casa, como se Eu nada mais tivesse que fazer, senão esperá-lo e servi-lo. Mas sempre deveis Me procurar no coração.
47 – Confiai e construí tudo Comigo! Pois Eu sou uma base, um alicerce bem confiável e seguro.
48 – Quem construir sobre este alicerce, esta sua casa jamais apresentará falhas. Pois quem receber o material de Minhas Mãos, este o possui vivo, como Eu sou o “Vivo” em tudo, sou quem dá vida a todos que a procuram em Mim.
49 – Procurai tudo em Mim, só assim permanecereis vivos eternamente. Amém. Isto falo Eu, o único que é a Vida e doa a Vida. Amém.
Clamor das profundezas

Recebido por Jacob Lorber, em 27 de junho de 1841



1 – Meu Deus e Senhor, meu amado Senhor Jesus! Vê, estou acometido de todo tipo de aflições e dificuldades. Eu não me preocupo com as do corpo, mas sim com as da alma. Senhor, tu conheces bem todas e especialmente sabes a fundo sobre a doença e a desgraça de minha alma. Tu, misericordioso Jesus; Tu, que és o mais poderoso protetor de todos; Tu, que és o guia de todos os guias; tu, carinhoso professor e cuidadoso pastor; Tu, que procuras a ovelha perdida até tê-la novamente em Teu Rebanho, para a vida eterna: Tu Pai, vem a mim, pobre pecador fraco e servo sem nenhum valor, e levanta novamente minha alma caída, pois ela ainda é muito vacilante com respeito a Teu Amor.
2 – Permite que eu Te ame, a Ti, meu Jesus, infinitamente mais do que eu o faço hoje, acima de tudo no mundo.
3 – Senhor Jesus, meu coração está sangrando de dor devido a tantas palavras mal agradecidas ditas por aqueles a quem Tu tanto deste e a quem tanto Te dedicaste, aqueles a quem procuraste quando estavam à beira do abismo e levaste a uma trilha segura. Liberta meu coração de tanta dor e permite que eu me afaste até o mais longínquo cantinho do universo, antes que tenha de escutar Tua Santa Palavra sendo vilipendiada pela razão de alguém que não aceita Tua Sabedoria e não a consegue compreender, ou mesmo pela incredulidade que marcha sobre tudo aquilo acima da necessidade material.
4 – Senhor, meu Deus e bem amado Jesus, tem piedade de mim e me consola no meu desespero, para que eu consiga reviver e possa novamente, cheio de felicidade e afinco, me dedicar às Tuas obras segundo Tua Santa Vontade.
5 – Consola e fortifica todos os outros irmãos que aceitaram Tua Graça e Misericórdia nestes tempos tão profundamente trevosos, nos quais nem o Sol nem a Lua conseguem mais brilhar e todas as estrelas há muito já caíram do firmamento, onde a Terra se transformou num verdadeiro inferno, onde amor-próprio, egoísmo, orgulho, altivez, mentira, engano e todo tipo de maldade reinam.
6 – Não permitas que caiam estes poucos. Segura-os e ilumina seus olhos com a luz que vem dos Teus, para que consigam ver cada vez mais Tua Piedade, Onipotência, e Graça, onde permites que eu escreva Tuas Palavras com minhas mãos.
7 – Mas que somente seja feita a Tua Vontade. Amém.
Resposta do Alto

Recebido por Jacob Lorber, em 27 de junho de 1841

1 – Permanece quieto e calmo e não te tornes imprudente, pois as pessoas não conseguem ser tão poderosas e sábias como Eu sou e serei por toda a eternidade.
2 – Vê, onde está aquele que deseja iniciar uma aposta de sabedoria Comigo? E isto com a mente mundana...? Eu te digo que faria melhor, se pegasse um caniço bem comprido e o levantasse sobre sua cabeça, a fim de tentar pescar estrelas do céu como se fossem peixes. Agiria melhor assim, do que estudar a rede deteriorada de sua mente, para ali tentar capturar Minha Sabedoria eterna e logo depois dissecá-la a seu bel-prazer.
3 – Mas como Minha Dádiva, Minha Graça sempre é dupla: de Amor e de Sabedoria. Não é claro para todos que somente o que se origina no Amor serve como “pão” para os filhos, “pão” para a vida eterna? O “vinho” (Sabedoria) só será dado para reprimir a mente mundana, para que o homem nisto consiga reconhecer que toda sua tola sabedoria se destrói frente à pedra angular do Saber Divino, que é de fato uma verdadeira pedra de escândalo.
4 – Quando Jesus vos fala no coração e predica sua Misericórdia, deveis entender que todos vós desejais alcançar a Vida. Mesmo quando o Pai vos educa, deveis reconhecer Sua Voz, pois Ele lá está. Se o Espírito de Deus se derrama sobre vós e vos ensina a Sabedoria, então achais - pois vossa mente não consegue captar as profundezas absolutas - que o Espírito divino está se contradizendo, ou que a ferramenta pela qual o Espírito falou não é boa e está reproduzindo a Palavra de forma diferente do recebido. Não vos dais conta que estais a contestar o Espírito?
5 – O que é pior: discutir com o Espírito da Eterna Sabedoria, ou afirmar por uma palavra da mente que o Espírito escolheu erradamente o médium e deve retirar tudo o que fala de Si, o mesmo que afirmar que o Universo e tudo nele existente se tenha autocriado?

6 – O homem ateu diz: Se o assunto não possui uma certeza matemática, quem o pode aceitar como totalmente verdadeiro? Duas vezes dois são quatro, isto é uma verdade comprovada e compreensível por todo o mundo.


7 – Eu, porém, digo: cuida tu, sabichão matemático, que esta tua sabedoria não se transforme num fiasco. Pois se nada mais entendes da ciência dos números do que duas vezes dois igual a quatro, em verdade tens sabedoria suficiente para te tornar um boiadeiro. Como é possível que alguém chegue a Mim com tal sabedoria numérica, para com isto Me desafiar no seu conhecimento, sendo que até então ainda não reconheceu, como jamais o fará, que duas vezes dois pode ser cinco, seis, sete, oito, nove e até o infinito!
8 – Ó vaidade do homem cego! Quanta coisa o homem sabe e como são afiados e severos os seus veredictos! O firmamento eles medem com o círculo, retiram Meus Sóis de lá como se fossem grãos de ervilha e os observam com os potentes microscópios de suas mentes mundanas, tão minuciosamente que julgam não ter deixado de estudar nem um único átomo. Calcular o tamanho, a distância e o movimento lhes é um prazer sublime. E tudo isto baseados no seu conhecimento de que duas vezes dois é igual a quatro. Sim, eles chegam longe com sua sabedoria...
9 – Mas de duas coisas eles ainda carecem, para conseguir a sabedoria bem próxima à Minha: a “quadratura do círculo” e o tal “perpetuum mobile” (moto-perpétuo). Se eles possuírem isto, aí sim, acabariam Comigo. Se Eu fosse capaz de temer este momento, Eu começaria a recear, nem que fosse um pouquinho, a construção pelos homens de uma nova “torre de Babel”, cuja construção perigosa hoje em dia não seria possível sustar pela falta de comunicação, pois na atualidade há um tradutor para cada idioma. Também poderiam começar a construir “trens” ou então “barcos voadores” em que conseguiriam alcançar as estrelas. Então chegariam a Sírius ou outro sol central de Minha Criação e, como fizeram com a China, bloqueá-lo-iam e bombardeá-lo-iam com canhões potentíssimos, para dominá-lo e usufruir de seu ouro.
10 – Vê quanta coisa Eu tenho que temer! E com o que Eu poderei Me defender, pois aqui no Céu Eu não possuo canhões, bombas, granadas, obuses ou cartuchos? Os chineses estão sendo dominados, e olha o que eles têm armamentos... Como as estrelas se defenderão totalmente desarmadas?
11 – Já existem pessoas na América do Norte e na Inglaterra que negam Minha existência, porque Eu, ao construir o mundo, Me esqueci de colocar nele o trem, instrumento tão útil e necessário. Como isto foi possível acontecer a um Deus tão poderoso e sábio? Se o ser humano está construído por elementos industriais, como é que Deus não o seria, tendo criado tudo? Mas como não é possível encontrar trens na natureza nem mesmo navios a vapor, então não é possível que um Deus exista, pois com certeza, se existisse, os teria criado. Vê quanta sabedoria, até com relação aos trens!
12 – Mas Eu te digo: Não temas, assim como Eu também não temo! Se Eu não possuo armas, navios a vapor ou outros, tenho pulmões poderosos e uma língua bem afiada e no lugar certo! E Meu Sopro é bem mais poderoso que todos os canhões. E pela Minha Língua, toda sabedoria humana será levada à morte.
13 – Anota com afinco tudo o que aqui ouves e recebes, pois é esta a razão por que Eu falo contigo: para que Eu dê ao mundo uma nova pedra angular e um novo marco limítrofe. E sobre tais muitos cairão, ao tentar ultrapassá-los sem ter seguido o caminho da humildade, da total autocrítica derivada da introspecção, da paciência e do amor.
14 – Mas quem por Mim clamou e a quem dou uma porção da vida pura e verdadeira, este deve aceitar cheio de gratidão tudo que lhe é oferecido e obedecer as instruções com exatidão. Se não agir assim, que importância futura isto tem para Mim e para ti?
15 – Vamos, portanto, deixar o que foi plantado nos campos amadurecer totalmente. Meus ceifadores sabem muito bem o que vai acontecer então, e aquele que não se escandalizar Comigo que seja abençoado!
16 – Estes sábios do mundo serão por Mim ensinados sobre Minha Graça. Eu sei que seus dentes baterão tanto, que farão mais barulho do que as correntes de ferro pesadas dos presos das profundezas dos cárceres. Amém.
17 – Fica, portanto, calmo, pois bem sabes Quem te revelou isto! Amém. Eu, teu Jesus. Amém.

O planeta Saturno

Recebido por Jacob Lorber, em 05 de julho de 1841

Com esta mensagem deu-se o início da descrição e do motivo da existência de Saturno, planeta pertencente ao nosso sistema solar. Tal descrição também fala sobre a vegetação que existe no planeta, seus animais e os seres humanos que o habitam. Esta revelação se estendeu por um ano, até 29 de julho de 1842 (*). À primeira revelação, que aconteceu em 05 de julho de 1841, vamos aqui acrescentar mais algumas palavras. Em primeiro lugar o Senhor descreve a grandeza e a distância do planeta, menciona o anel com suas inúmeras luas, o que dá um aspecto único a este corpo celestial. E então continua:
1 – Pelo que ouvistes, podeis concluir com facilidade que este planeta, pela sua constituição tão diferente e variada, pelo seu tamanho e também pelas suas sete luas (*) tem uma finalidade bem definida no universo.

2 – Pois quanto mais artisticamente e preciso um mecânico construiu uma obra, tanto mais variada deve ser a finalidade desta obra. Da mesma maneira que o mecânico introduziu tantos “instrumentos” tão artisticamente perfeitos na sua obra de finalidade tão variada, assim Eu, o mecânico-mor de todo o universo, não faria um corpo celestial tão importante sem uma finalidade bem especial. Eu não brinco nem com um grãozinho de poeira do Sol, imaginai se Eu brincarei com um corpo celestial como o por vós conhecido planeta Saturno.


3 – A consequência desta revelação vos fará entender a finalidade do mesmo, e isto vos deixará totalmente atônitos. Pois se na revelação sobre a Luz (Terra e Lua) já vos espantastes muito e grande estardalhaço fizestes, o que será de vós se por minhas Mãos conseguirdes viajar um pouco por este planeta? Eu vos advirto: esperai revelações de grande porte e preparai vossos sentimentos para o que vereis, pois tereis dificuldade em suportá-las. E quando tiverdes recebido tudo o que podeis aguentar sobre este planeta, então tereis uma vaga ideia do que diz o Evangelho: “Nenhum olho humano viu, nenhum ouvido humano escutou, e jamais o coração e a mente humana conseguirão sentir o que Deus aprontou para aqueles que o amam”.
4 – Tudo aquilo que alguém recebe de Mim é uma Dádiva do Céu, pois Eu mesmo sou o mais elevado o cume dos céus e dos mundos. E se Eu desejar vos revelar tanto o céu como o inferno, tanto um como o outro vos levará ao ápice da felicidade. Pois diga Minha Palavra qualquer coisa, esta sempre é viva e faz com que aquele que a recebe e aceita cheio de amor, agradecimento, humildade e fé viva, se torne eternamente vivo e feliz Comigo, já aqui no mundo e muito mais no Além.
(*) “O Saturno”, que existe em Inglês e foi recentemente traduzido para o Português - a tradutora

(*) Na atualidade, consideram-se dez luas, mas as três últimas são tão pequenas, que podem ser tratadas como asteroides. – a tradutora


Do segredo da montanha

Recebido por Jacob Lorber, em 15 de julho de 1841


Vários irmãos subiram ao pico mais elevado da “Kleinalpe” neste dia. Entre eles estava Jacob Lorber. Apesar do vento frio e da ameaça de tormenta, eles lá permaneceram por três horas. Receberam então a seguinte mensagem:

Escreve, pois se ouve uma voz carinhosa das alturas das montanhas.


1 – O que olhais, grupo cansado? Olhais para as cadeias distantes das montanhas, as quais Me apresentam seus cumes rústicos - a Mim, o Criador - e Me ofertam seus perfumes. Reconhecei vossa culpa! Aprendei a lição destes heróis, tudo o que eles vos informam sobre Mim - seu Pai e Criador - quão altaneiros e poderosos se apresentam estes grandes testemunhos que jamais vão querer, tal como vós, calar sobre Minha Grandeza. Em volta dos cumes santos, um alegre nevoeiro dança e, agradecido, ajuda a louvar em silêncio o seu Pai. E ventos felizes sopram por sobre os altos cumes, para anunciar que é lá que as montanhas começam a Me louvar.
2 – Estais cheios de medo, frágeis observadores destas alturas gigantescas. Tremeis quando os espíritos puros dos Alpes vos circundam e provocam lágrimas em vossos olhos devido aos ventos frios. Mas ao desejardes formar novas figuras nas nuvens cansadas e depois observar como elas se derramam alegremente sobre o musgo das montanhas, se pudésseis ver tudo isto também com vossos olhos espirituais e perceber para que toda esta atividade espiritual se presta, só então gostaríeis de clamar: “Quem observa as obras divinas, este está muito feliz. Elas lhe mostram o poder do Pai Divino!”.
3 – Vistes as montanhas orgulhosas do planalto e em seu regaço também vistes os anões rochosos, os altos “Schnab” e “Reiting”. Todos vós vistes o altaneiro “Prediger-Berg” e outros parecendo brigar com as nuvens. Ouvi, pois, estas montanhas a falar. Escutai suas palavras em vossos corações de pedra. Elas dizem: “Tu, fraco homem nesta Terra! Tu olhas maravilhado e mudo ante nossas dores o sublime fausto que há em nós. Se tu de nós te aproximasses, verias as nossas pesadas correntes de provação e te assustarias”.
4 – E assim as montanhas colocam palavras em vossos corações: “Olhai-nos bem e vede os antigos caixões que aqui somos, nos elevando majestosamente às alturas e mantendo sempre em nós inúmeros mortos. E se não fosse o Amor Misericordioso de Deus a nos refrescar, em verdade todo o país estaria inflamado de ira e raiva. Pois aqueles que nós continuamente devemos manter em nossos corpos, estes desejariam, qual chama e num só momento, se libertar e dominar a Terra. Para evitar tal mal e manter vossa paz, nós portamos este grande peso”.
5 – Deixai que as palavras das montanhas penetrem fundo em vossos corações. Pois elas vão continuar a falar a vossos ouvidos o seguinte: “Quando o nevoeiro nos circundar ocultando nossos cumes altos, vede então que nos estão a visitar seres sublimes a nós, os guardiões dos mortos. E tais seres suavizam com o seu amor, com incontáveis lágrimas vindas do amor de seus corações, os que desprezam a Deus. E aqueles que observam avidamente tal bênção amorosa serão despertos e lentamente se elevarão para uma vida mais livre, a degraus mais elevados, tal como acontece ao homem”.

6 – E como a boca da montanha se abriu para vós, escutai mais ainda o que o elevado sopro vos murmura: “Quando ventos fortes se abatem por sobre nossas cabeças e vós não conseguis aqui por muito tempo permanecer, aí é que legiões se elevam para uma vida livre e nova. Apressados, correm para os vales plenos de vegetações, para alcançar tal meta já predeterminada. De acordo com sua índole, eles se unem em névoa e caem como chuva leve sobre as plantações pois, se autovivificando, iniciam uma nova vida.


7 – É quando no fim do outono os primeiros flocos nos cobrem e por isto toda a vida quente trata de nos evitar. Sim, até alegres riachos ficam endurecidos, param sua queda e tudo congela em nossas regiões de vidas livres. Vós deveis então ser fieis observadores e perceber o novo momento, com ouvidos e olhos abertos. Pois é então que começa a acontecer um subir e descer. E em todas as direções não vereis nada mais que constante desejo de conseguir uma forma definida, e assim se definir como vida. Pois esta é a época da saudade, quando todos gostariam de se encontrar, pois é quando cada espírito se deixa prender por outro.
8 – Mas quando por fim chega o verdadeiro inverno, muitas vezes sentimos um aperto em nossos corações. Pois chegam a nós juízes de paz que vem lá do Norte e espargem nossos abismos com a sua luminosidade, com neve profunda e gelo sólido, para nos levar à provação. Vede, então não é nada agradável andar nas nossas alturas. Pois toda vida liberta é lá tão duramente apanhada, que não mais conseguirá sentir o doce remanso do amor. E quando o sopro da primavera parte as amarras do Norte, então nenhuma vida retornará a sua antiga pátria.
9 – Só quando a mudar a neve e a luminosidade do gelo tiver desaparecido, quando uma primavera quente tiver afastado o inverno, então a vida vegetal retornará bem fortificada, mas não mais retornarão as canções dos passarinhos mortos pelo frio. Mesmo pessoas que nos nossos ombros o Norte esmagou, estas dificilmente usufruirão dos raios do sol que nós oferecemos. Mas se aqui uma vida liberta foi destruída por uma atividade tão pacífica de nosso Norte, que ninguém se queixe sobre nós, montanhas, pois uma nova vida, antes aprisionada, começa a se libertar.
10 – Que essa cançãozinha vos sirva de bandeira com a qual conquistareis todas as mentes das montanhas e muito mais facilmente entendereis o que Eu ainda tenho a vos dar em verdade. Com essa “bandeira” solucionareis algumas dúvidas, pois é mais fácil escalar uma montanha e dela observar as outras, do que entender de onde vem o temor tão doce que nelas sentimos. Portanto, antes da grande dádiva vos dei essa “bandeira” em vossas mãos, para que ela verdadeiramente vos advirta que Minha próxima dádiva em Sabedoria vos será a chave para a compreensão do tema.


Exemplos de Caridade

Recebido por Jacob Lorber, em 17 de julho de 1841





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