Palavras de agradecimento do servo



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Razão e índole da visão

Recebido por Jacob Lorber, em 21 de março de 1841



Trecho do livro de Lorber: “Às 12 horas! "
1 – A visão interna não é um sinal de que a alma é bem evoluída no espírito, mas sim a visão se origina em uma alma só um pouco mais evoluída ou em um degrau um pouco mais elevado. E é uma propriedade do homem que, pela necessidade, vive em grande miséria e completamente afastado do mundo.
2 – Que estas visões não têm nada a ver com a evolução da alma no espírito, é de se lembrar que até animais tem visões. Estes em absoluto nada têm de espiritual, mas sua alma está ali presente para uma evolução futura.
3 – Estais a vos questionar o que existe de verdadeiro no que se apresenta nas visões? Não vai ser nada difícil explicar este enigma. Quando vós estiverdes mergulhados no mais rigoroso inverno e só virdes neve e mais neve em todas as direções, será que não sentireis uma enorme saudade da primavera e verão? Especialmente se o frio reinasse absoluto mesmo dentro de vossas casas? E a fantasia de vossa alma não começará imediatamente a trabalhar, para vos apresentar a primavera e o verão?
4 – Vede, este pressentimento plásmico é o primeiro degrau para uma visão e tem sua origem no leve sentimento etéreo que a alma oprimida e aflita considera, ou então espera que seja bom. Se alguém então se aprofunda mais e mais, ele deseja ver passar na sua mente os quadros de primavera e verão pelos quais tanto anseia, nem que seja durante a noite.
5 – Mas se uma alma for mais oprimida ainda pelas circunstâncias desagradáveis, acontece com ela o mesmo que acontece ao ar quando é extremamente oprimido: ela se incendeia e sai da esfera corpórea. Pois em cada ambiente visível existem as mesmas reações e os mesmos movimentos que existem no enorme espaço luminoso. Com a diferença que os movimentos da luz só podem seguir uma linha reta, como lhes impõe a natureza, mas os anúncios da alma se assemelham mais às vibrações do som e conseguem se movimentar numa velocidade etérea em todas as direções e com todas as curvas imagináveis.
6 – Imaginai, pois, um fato, não importa qual. Sempre há três condições para ele se originar: um material, um anímico e um espiritual. Em relação à primeira origem, o fato só pode aparecer ante os olhos materiais e numa distância viável para a visão material. Com relação à condição anímica, conseguireis entender bem facilmente que o fato deve acontecer antes dentro da alma, antes que ele se manifeste no mundo material. Mas se a alma estiver sem a prisão do corpo, pode apresentar este fato muito antes que ele chegue à objetividade material, devido à velocidade em que a alma se locomove. A alma também pode ver um fato já ultrapassado, da mesma maneira que vós ouvis um eco.
7 – Vou ainda vos dar três exemplos pequenos da visão anímica.
8 – Uma pessoa que tem o dom da visão vê um cadáver desconhecido passar por ela, mas na verdade a pessoa ainda está com saúde e só morrerá em alguns meses. Isto acontece da seguinte maneira: A alma do corpo que vai falecer tem a intuição de sua próxima libertação da carne, especialmente no momento em que ela, ao sair por instantes de sua prisão corpórea, vê claramente o desmoronamento de sua casa. Nesta ocasião ela começa a organizar todas as cerimônias que a passagem exige. Uma outra alma sensível que também se encontra numa situação idêntica àquela que planeja todo o cerimonial (vinculada ao corpo material) vê tudo, pois se comunica com a primeira. Vede, pois, é desta maneira que são previstos acontecimentos pela alma. É o mesmo acontece aos olhos naturais, ao ver algo que acabou de acontecer.
9 – Um exemplo mais: Uma alma enxerga acontecer algo em um local bem distante. Isto também acontece da mesma maneira. Pois sempre que algo acontece na presença de uma pessoa, seja ela espectadora ou participante, feliz ou infeliz, então não há nada mais simples do que este fato ser absorvido por esta alma e logo, com os fluidos finos da esfera anímica, projetar-se a grandes distâncias. E se lá se encontra alguém numa esfera anímica elevada, então ele capta o fato como se fosse uma visão totalmente material (como acontece com as ondas do rádio e televisão).
10 – Como um terceiro exemplo, veremos o seguinte: quando ainda não aconteceu um fato onde várias pessoas se acidentam. Este tipo de visão é bem mais raro, mas como as outras, realmente acontece. Quando uma alma, por circunstâncias excepcionais, é elevada a uma posição determinada, então o espírito que a habita é desperto, claro que só por alguns momentos. Neste espírito desta pessoa se encontram todos os "fatos" tantos os passados como os futuros prováveis. Então a visão pode acontecer; quero dizer, o visionário o vê antes, originário de seu espírito. Esta visão, que até então não foi detectada, passa naturalmente para sua alma, e quando isto acontece ela se projeta pelas leis por vós já conhecidas. E se alguma pessoa estiver num estado de alma elevada, então ele vê este fato com todos os detalhes que o envolvem, numa forma considerada de premonição. Esta é a explicação da visão dos fatos que acontecerão no futuro.
11 – Que tal pessoa que está num estado anímico elevado e consegue ver as almas de pessoas falecidas - quando estas desejam ser vistas ou quando isto é permitido - nem é necessário explicar com detalhes.
12 – Vede, agora tudo a respeito das visões está bem esclarecido e podeis ver que nisto não existe nada de espiritualidade evoluída. Pois a visão do espírito é totalmente diferente da visão da alma. Da mesma maneira que a visão corpórea se comporta em relação da alma, esta se comporta em relação à espiritual.
13 – E como a visão dos olhos materiais pode ser otimizada por meios físicos (todo tipo de instrumentos óticos), a visão anímica também pode ser aperfeiçoada por métodos que naturalmente são inerentes à alma: uma fé poderosa, forte e inabalável, uma vontade firme e o consequente despertar do espírito (só uma minúscula janelinha).
14 – Da mesma maneira, a visão espiritual pode ser elevada ao infinito pelo Grande Visionário, este que ora vos fala e lembra dos ensinamentos. Amém.
O filho perdido

Recebido por Jacob Lorber, em 23 de março de 1841 (do livreto “Às Doze Horas”)


1 – Vós lestes em Meu Livro (Evangelho de Lucas - cap. 15) a história do filho perdido, e tenho certeza que a leste várias vezes em vossa vida. Eu vos afirmo que não existe nada mais elevado, nada mais maravilhoso em todos os capítulos - sim, mesmo em todos os versículos do Livro Sagrado - do que a parábola do filho perdido.
2 – Mas também sei que não existe nada tão difícil para vós, do que entendê-la corretamente. E isto por um motivo de grande importância e que agora deveis conhecer, pois é uma chave para a visão interior.
3 – O motivo é o seguinte: Muitas vezes Eu vos falo, por intermédio de Meu Amor, coisas importantes e elevadas de Minha Sabedoria. Outras vezes, à luz da Sabedoria, Eu vos falo coisas de Meu Amor que parecem insignificantes. Prestai atenção, pois no primeiro caso só vos é dado o que conseguis suportar em vossa individualidade. No segundo caso vos são dados infinitos encobertos, porém nem sempre entendidos pelos finitos em evolução.
4 – Vede, uma dádiva assim “tão insignificante” é a parábola do filho perdido. Sim, Eu vos digo que se soubésseis tudo o que existe neste "filho perdido", arcanjos viriam a ter aulas convosco!
5 – Eu já vos mostrei muitas coisas que estão acontecendo na atualidade na Terra, e podeis estar certos que Eu calei as maiores barbaridades. Eu vos mostrei o grande desprezo às leis e mandamentos em geral. Eu vos mostrei as loucuras na Ásia, como também a barbárie na África e as atrocidades na América, claro só uma pequena parte das mesmas. Eu vos mostrei o tratamento dados aos criminosos, especialmente nas costas da Austrália. Eu também vos mostrei um país muito maltratado, bem no Sul, como este país era e como está sendo tratado na sua maior parte. Mas Eu tenho que chamar vossa atenção com respeito a este país. Justo neste país, Eu tenho que chamar a vossa atenção. Eu quero que observeis este país com muito mais atenção, especialmente o que foi dito sobre ele. Em segundo lugar, quero que não tomeis o que foi dito sobre este país ao pé da letra, e a razão disto vos será dita a seguir. Também vos mostrei a situação tirânica em que se encontram alguns países-ilha, especialmente o Japão, e fiz referência a um país nórdico: Rússia.
6 – Eis como se encontram os assuntos no mundo. Isto não vos foi dito por Mim somente para que vísseis o que acontece no mundo. Pois isto e muitas coisas piores podereis ler e ouvir no futuro. A razão de Eu vos mostrar isto é para que consigais entender um pouco melhor o segredo do "filho perdido", para vossa evolução.
7 – Vós estareis a pensar: "O que o filho perdido tem a ver com a maldade do mundo?" E estais cheios de curiosidade para conseguir encaixar este "filho perdido" corretamente neste labirinto do mundo. Mas Eu digo: É mais difícil compreendê-lo, do que a passagem do camelo por uma agulha.
8 – Para entender tudo isto, é necessário que saibais quem é o "filho perdido" de fato. No momento em que Eu vos mostrar, mesmo que só pelo seu nome, vós tereis que ser totalmente cegos para não perceberdes o manto que foi retirado de vossos olhos. Preparai-vos, pois, para ouvirdes o nome.
9 – Ele se chama "Lúcifer"! Neste nome se encontra, na totalidade, o compreensível e o e incompreensível, infinito e eterno do filho perdido.

10 – Mais ainda: Considerai que a maioria dos seres humanos são membros deste "filho perdido" e também o são todos aqueles que descendem da linhagem não abençoada de Adão. Vê, estes homens dispersaram a fortuna a qual tinham direito por eras - para vossa compreensão, praticamente eternas e infinitas.


11 – Pela parábola do filho perdido, sabeis de sobejo como termina sua história. Observai bem os acontecimentos do mundo e vereis o resultado final: um destino final - claro que bem maior claro - mas igual ao do filho perdido.
12 – Mas o que é que vós dizeis a um doente cujos pés estão gelados e que tem gotas de suor frio em sua testa? Não é necessário ter conhecimentos médicos para profetizar: “Só mais algumas pulsações este pobre coitado ainda tem que aguentar”.
13 – Em primeiro lugar, tocai os pés do "filho do perdido", no sul da Terra. Em segundo lugar, tocai sua cabeça, no grande reino nórdico. Logo a seguir, colocai vossa mão sobre o cansado coração religioso. Em verdade deveis ser mais cegos que o centro da Terra, se ainda tiverdes dúvida sobre o momento que está para acontecer.
14 – Mas agora vai acontecer com a alma do filho perdido o que Eu vos ensinei sobre as almas dos que possuem visões. A sua grande miséria agora se estende em amplas vibrações, e estas alcançam a casa paterna. E as vibrações amorosas começam a interagir com as vibrações cheias de medo. Eis a miséria do filho perdido.

15 – A alma do filho perdido recebe estas vibrações calorosas, cheias de amor, que vêm da Casa do Grande Pai. Ela recebe estas vibrações divinas, enche-se de coragem e volta para sua casa apodrecida, elevando-a eternamente. Depois, repleta de humildade e anulando totalmente sua personalidade, retorna à casa paterna.


16 – Mas o que acontece lá? Vede, os andrajos lhe são tirados e queimados, pois somente o filho será recebido em casa.
17 – Vede, agora tendes a totalidade do segredo do número da humanidade, profetizado e revelado ante vossos olhos. Se derdes uma olhada na situação atual nos acontecimentos que estão a vossa volta, devereis estar mortos se não perceberdes as vibrações misericordiosas e divinas que estão a fluir sobre vós da Santa Casa do Pai.
18 – Vós também sois membros do filho perdido! Estendei vossa alma ao máximo e deixai que vosso espírito seja desperto em vossa alma. E, tal como fez o filho perdido, voltai em toda vossa humildade ao Reino da Casa de Vosso Amado Pai. Em verdade, Eu vos digo: Ele virá ao vosso encontro na metade do caminho!
19 – Vede, a época de Minha Misericórdia já está bem próxima, e é por isto que Eu vos dei o que necessitais, para reconhecerdes que aquela época gloriosa está aqui, aquela época cantada pelos profetas, sim, aquela época predita pela Minha própria Boca.
20 – Por isto aguentai só mais um pouquinho e alegrai-vos, com grande confiança e esperança. Pois em verdade, a grande casa paterna se aproximou de vós, muito mais do que conseguis imaginar.
21 – Como reconhecer o filho perdido e todos estes sinais dos tempos, como é possível encontrar o "filho perdido" em cada pessoa, como o "homem grande" consegue ser vencido pelo “pequeno”? Isto, Meus queridos filhos, só vos será dito na hora derradeira. Amém.
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Os farrapos do filho perdido

Recebido por Jacob Lorber, em 25 de março de 1841


1 – Ouvistes que os andrajos do filho perdido tinham sido arrancados pelo vento e dispersos no ar. Os que sobraram foram tirados e queimados. Sabeis por acaso o que se entende por estes "farrapos"?
2 – Não é nada mais do que vosso "homem universal" encolhido. Pois com a conquista de cada pessoa nova, Eu reconquisto Meu "filho perdido", ou melhor, tudo de nobre que de Mim partiu. Os "farrapos" - ou seja, tudo que é realmente mau - serão dispersos pelo vento para dentro do fogo do qual eles se originaram. Este fogo é aquele do qual emanaram todas as coisas materiais. É o fogo divino, o fogo de Deus que originou a matéria.
3 – Quem se prender ao mundo e se colar à matéria, este se prende aos "farrapos" do filho perdido! Mas como toda a matéria vos demonstra sua íntima conexão com o fogo divino, isto também se aplica aos farrapos na cintura do filho perdido.
4 – Isto vai acontecer da seguinte maneira: Para que Deus se torne novamente um Deus livre, um Deus no qual não existe mais nada de matéria, então o que se aproximar de fogo e ira deve retornar justamente ao lugar de onde veio. E isto acontece da mesma maneira que vós quando, ao terdes um local enrijecido em vosso corpo, colocais compressas quentes sobre o mesmo para amolecê-lo de novo. É assim que Meu fogo se apodera em toda sua totalidade destes endurecidos extremamente malvados, para abrandá-los e, desta maneira, assimilá-los ao Meu Ser.
5 – Vejo que tendes uma questão: saber se estes seres que são como "farrapos" continuam a possuir sua própria consciência. Eu vos digo, porém, que esta questão se responde por si mesmo, pois é completamente impensável que na Divindade exista um único ponto inconsciente.
6 – Mas se este “ter sua consciência própria” for algo de felicidade ou de sofrimento, esta é outra questão. Mas para entender isto corretamente, deveis compreender que cada empenho em se encontrar sempre causa certo sofrimento. Devemos ver se este sofrimento é doloroso ou benéfico.
7 – Se este sofrimento consiste na pessoa continuamente se conter e, com contínuo esforço e estudo, começar a se formar em uma unidade, então este sofrimento é extremamente benéfico e o descobrimento da mais clara autoconsciência é extremamente feliz.
8 – Mas se o sofrimento ou a autoconsciência de um ser for destruidor e dilacerante, então também é algo muito doloroso. Isto podeis observar facilmente na natureza, numa doença inflamatória na qual algumas partes no corpo começam a crescer e se expandir demais. Quanto mais aguda esta expansão, tanto mais dolorosa. De tudo isto se conclui que a autoconsciência dos extremamente maus é um processo doloroso e sofrido.
9 – Por isto, podereis concluir que a divindade de uma certa maneira está continuamente dolorida e sofredora nos seus pontos de ira. Mas não é assim? Na divindade acontece tal como em vós, quando com os alimentos são digeridos no estômago. As pequenas cápsulas de alimento que vão ao estômago são atacadas pelos ácidos, que são o fogo do estômago. Perguntai a vós mesmos se esta destruição natural do alimento pelo fogo (ácido) do estômago vos é dolorosa?
10 – Já que vos revelei tudo isto, dizei agora algo sobre o que ninguém falou ainda... Se quiserdes saber o que acontece com os extremamente maus, observai o processo total de todos os alimentos em vosso estômago, os bons e os nocivos. Podeis saber sobre o como e o porquê, mas não há nada escrito sobre o quando. Ao observardes isto, porém, tereis observado grande parte de Meus Caminhos e o que acontecerá.
11 – Fazei o que ele, o homem universal, fez e ainda faz em cada pecador que anseia pelo Meu Reino (que procura a Casa do Pai). Deixai que aos vossos desejos materiais no mundo aconteça o mesmo que vistes acontecer com o homem universal: ele se unificou com o Pai. Assim também em cada um de vós será reencontrado o "filho perdido", cuja situação será como Eu vos mostrei: um outro homem ficará no lugar do anterior.
12 – Só então é que podereis ver e reconhecer, na mais clara luz das doze horas, como renascidos.
13 – E, como já foi dito antes, todos os homens unidos perfazem um único homem, como um todo, procurai, então, todo o mal que existe em vós. Ao encontrardes isto e o expulsardes do vosso interior com Minha poderosa ajuda, então Eu, como vosso Santo Pai, Eu, que já corri ao vosso encontro até a metade do caminho, chegarei totalmente junto a vós, vos libertarei de todos vossos farrapos e vos acolherei na Grande Casa Paterna de Meu Amor.
14 – Ainda quero informar-vos que até agora já fui ao encontro de muitos "filhos perdidos" na metade do caminho.
15 – Prestai atenção à Minha chegada em vós mesmos e não vos preocupeis com os demais ou com a Minha chegada em geral. O que sentis pela comunidade, trazei a Mim em oração e em vossos corações. Por tudo a mais não vos preocupeis. Pois o grande “quando”, o “como” e o “porquê” estão bem guardados em Mãos bem cuidadosas e muito boas. Isto falo Eu, o grande, santo e amado Pai. Amém.
O Grande Criador e sua volta

Recebido por Jacob Lorber, em 25 de março de 1841


1 – Já acompanhamos o filho perdido no livrete “Décima Primeira Hora”, desde seu nascimento até sua derrota. Também calculamos, com bastante exatidão, a hora em que ele deve testemunhar a sua derrocada. Então, nesta “décima segunda hora”, vamos ver onde e como este filho perdido voltará, cheio de humildade, a casa paterna.
2 – Mas para entender isto totalmente, não é suficiente que tenhamos estudado este grãozinho de poeira universal chamado Terra; mas sim é necessário que Eu, justamente por este motivo, tenha colocado em vós uma “câmera escura” do espírito, para dardes mais uma olhada a partir deste aposento recém-criado. Eu vos advirto: Cuidado, pois o que vos apresentarei vos mostrará algo que até agora nenhum homem jamais viu!
3 – Para conseguirmos isto, devemos aumentar um pouco mais a tela na qual se refletem as grandes figuras, e a posição horizontal será substituída por uma vertical. Pois bem, dirigi vossos olhares à tela bem aumentada e logo vereis a figura bem grande. Somente assim é possível vos apresentar toda a criação infinita de uma única vez.
4 – Olhai bem a tela. No momento em que Eu disser a palavra “epheta” (abre-te), então podereis ver a grandiosa figura na tela. Pois bem, agora que vossos olhares estão fixos na tela, Eu digo: “epheta!”.
5 – E agora que dizeis do que estais a ver? Não é verdade que vedes nesta tela nada mais e nada menos que a figura de uma pessoa vestida com uns trapos mínimos, cujos cabelos desgrenhados lhe caem desde a cabeça até meio do peito?
6 – De fato estais a pensar: “Não há nada de extraordinário neste quadro, a não ser que está representado em tamanho colossal nesta tela. De fato, esta figura poderia ser pintada facilmente por um retratista com alguma tinta branca sobre esta “tela negra”. Eu não posso vos dizer nada diferente do que: vossa conclusão está corretíssima. Mas se quiserdes ir ainda mais fundo, logo vereis nesta figura esbranquiçada o retrato do filho perdido.

7 – Mas vede, Meus queridos filhos: a tela está um pouco longe demais para vossos olhos. Vamos, então, nos aproximar, pois já vistes a figura em sua totalidade. Vamos, pois, olhar com mais atenção a cor com que a figura foi pintada na tela.


8 – Bem, cá estamos junto à tela. Vede esta parte brilhante e plana, do tamanho de uma toesa; é um pedaço do pé da figura. Olhai com atenção e dizei-Me o que vedes. Não é verdade que vedes uma série de bolinhas luminosas, umas bem pertinho das outras? Bem sabeis que este quadro não é uma pintura, mas uma imagem de algo que está do lado de fora.
9 – O que achais que estas bolinhas são em verdade? Eu não vou vos deixar na incerteza, mas se disserdes que são imagens de sóis, planetas, luas e cometas afastados, Eu vos advirto a não tomardes conclusões precipitadas, pois podereis vos enganar muito. Antes de vos explicar o que estas bolinhas são, tentai contá-las neste ponto, quando do tamanho de uma lentilha.
10 – Já acabastes? Vejo que ainda não. Não é fácil, pois para vós eles são incontáveis e poderiam ser mais que um trilhão. E como já vos acostumastes um pouco com a cor destes pontinhos, vou dizer-vos de que cada pontinho é imagem. Não é de um sol nem de um corpo celestial parecido, mas sim cada uma destas bolinhas é nada mais, nada menos, que a imagem de um “enxame globular” (vede João - vol. 4 cap. 105).
11 – Vamos nos afastar mais um pouco e olhamos a figura total de novo. Vede, ela é a figura completa de um humano. E após a terdes olhado bastante, Eu vos digo: Esta figura representa, segundo Minha Ordem, o Universo, e este não pode ser visto por ninguém mais além de Mim, e nenhum espírito criado jamais viu este quadro, como vós o vistes.
12 – Mas vejo novamente o que há convosco... Vós gostaríeis de ver vossa Terra nesta figura humana. Mostrar-vos isto é impossível enquanto toda a figura estiver na tela. Mas esperai um pouco, pois Eu sou um ótimo ótico. Então vou realizar algumas modificações óticas na nossa “câmera”, e de toda esta figura luminosa só sobrará um pontinho luminoso.
13 – Vede, a figura desapareceu e tudo já está em ordem. Aproximemo-nos de novo da tela e observemos nosso pontinho. Já o encontrastes? Ele sozinho não emite muita luz, mas com boa vontade o achareis.
14 – Não deveis mirar para o alto da tela, mas sim para baixo, onde se encontrando o pé esquerdo, no local do dedinho mínimo. Esta bolinha é o enxame globular no qual se encontra vossa Terra.
15 – Para poderdes chegar a Terra, terei que usar novamente Meu “epheta!”. Vede como a bolinha se expandiu e quase ocupa toda a tela.
16 – Vede a quantidade de pontinhos a brilhar! Procurai, pois, vossa Terra. Não conseguis distingui-la dentre tantos pontinhos luminosos. Vos digo que é um esforço desnecessário, pois estes pontos não são sois, mas sim galáxias.
17 – Bem, vou expor um pontinho aqui à direita e apagar o resto da tela. Bem, aqui está o pontinho escolhido, e novamente digo: “epheta1”.
18 – Vede, a tela está novamente cheia de pontinhos luminosos. Mas de novo eles não são sois, mas sim mundos solares. Ainda não achareis a Terra.
19 – Bem, vou escolher o pontinho certo e apagar o resto da tela. Eis o pontinho. Vede como seu brilho é fraco na tela enorme. Para ficar maior, novamente direi: “epheta!”.
20 – Novamente não procureis a Terra, pois os pontinhos não são sois não, mas sim nebulosas solares.
21 – Para chegarmos à meta com mais pressa, apagarei todos os pontinhos menos o por Mim escolhido e novamente digo: “epheta!”. Estais a enxergar uma grande nebulosa esbranquiçada e que se estende horizontalmente sobre a tela. Ela é sete vezes mais comprida do que larga (nossa via Láctea). Lá no centro, escolheremos um pontinho. Todo o resto se apagou, e vamos olhar o pontinho.

22 – Olhai bem a tela. Já estais reconhecendo o quadro? Ali no centro, um círculo do tamanho de uma lentilha é o retrato de vosso Sol, e o terceiro pontinho de luz fraca, lá no lado esquerdo e um pouco para baixo, é vossa Terra.


23 – Só preciso aumentar um pouco o quadro, e reconhecereis vossa Terra. Abre-te, tu, pontinho terráqueo, para que os Meus observadores te reconheçam. Vede como o ponto se expande. Agora ele adquiriu o tamanho ideal para reconhecerdes vossa casa suja; suja porque é aqui que Lúcifer possui suas prisões e onde ele faz sua experiência de dominar o bem.
24 – Como já vimos tudo, vamos voltar para o nosso “filho perdido”. Olhai a tela, e novamente se encontra a primeira figura. Mas vede, a figura está cada vez menor e menor, e agora está com o tamanho de uma criança, e agora esta criança encolheu e virou um pontinho... Mas observai no lado direito da tela. Começa a aparecer uma figura humana comum. Agora ela está no centro da tela. E sob seu pé esquerdo podereis descobrir o pontinho, que agora está do tamanho correspondente ao do quadro anterior.
25 – O que achais que este quadro representa? Vós que lestes sobre o grande homem universal nos livros de Swedenborg podeis pensar que é esta sua figura. Eu, porém, vos digo: Grande erro! Este humano que estais a ver não é nada mais, nada menos, que o “filho perdido” que se reencontrou, este que se reencontrou em cada homem renascido. Ou, com outras palavras: Este é o mais ínfimo de Meu Reino Novo! E neste quadro vos é apresentada uma relação correta e a medida perfeita de um ser humano, o qual é milhares de vezes melhor do que aquilo que vos foi mostrado como um universo e que parece ser infinito na figura do filho perdido.
26 – Se prestardes atenção a este quadro, podereis começar a ter uma ideia do que ele tem em comum com relação ao “retorno do filho perdido”.
27 – Não deveis crer que o Lúcifer caído retornará como um ser total. Se isto tivesse sido possível, em verdade jamais teria existido uma criação material.
28 – Porém em cada humano que vive de acordo com Minha Palavra, que será renascido pela Palavra e pela Redenção, é que este “perdido” (uma partícula dele) será reencontrado e retornará a casa paterna!
29 –E para pessoas que ficaram grandes deve existir uma casa bem grande, para que possam morar novamente com seu Pai.
30 – Que isto é assim, podeis deduzir de tudo que já foi dito. Quanto aos açoites e apertos sobre cada pessoa, cada um destes é dirigido ao “filho perdido”.
31 – Mas quando alguém é acossado, é só ele que sente a dor, enquanto que aquele que não está sendo acossado observa indiferente? Ou quando uma nação no outro lado do mundo é maltratada, será que vós não sentis a dor de um único açoite que lhe impingiram? Quando alguém morre, ele morre para si, ou para os outros também? Podeis afirmar que alguém jamais nasceu para um outro? Será que Minha Palavra e Minha Salvação não valem para cada um tanto quanto para todos os povos do universo? Não consegue um homem Me adotar, a Mim, com o seu amor e sua fé viva, permitindo assim que Eu more com ele?

32 – Se vós estudardes tudo isto, ainda assim conseguireis afirmar que Eu sou menos numa pessoa do que em todos os seres em conjunto?


33 – Mas quando Eu me tornei uno com alguém e ele Comigo, dizei-Me o que ainda sobra do reencontro do filho perdido?
34 – Aquele que Me aceitou não recebeu tudo e não absorveu tudo? Em verdade cada pessoa que se tornou uno Comigo é mil vezes – repito - mil vezes mais importante e maior que todo o Lúcifer jamais foi na sua grandeza, grandeza esta por vós impossível de captar.
35 – Vede, sob o conceito de “filho perdido”, que também se chama Lúcifer, devemos entender cada ser humano, cada um. E quando um povo todo se torna uno Comigo, então este povo todo se torna um homem só Comigo. E todos os homens que já viveram na Terra ou que ainda nela viverão, quando tiveram se unido a Mim, então eles também serão um ser único Comigo. Digo a todos eles: O Espírito Santo com todo seu Amor, verdade, poder e força vivificará e espiritualizará. E não haverá muitos, pois todos viverão como um só, originários da mesma força, do mesmo poder do Espírito Santo de todo Amor e Sabedoria que vem de Mim.


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