Palavras de agradecimento do servo


A respiração do mundo natural



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A respiração do mundo natural

Recebido por Jacob Lorber 22 de novembro de 1840



O Senhor esclarece a seguinte pergunta: As plantas também respiram? E Como?

1 – Nem só as plantas, mas as pedras também respiram, cada uma a sua maneira.


2 – Se vós observardes cada animal, vereis que cada espécie respira de uma maneira própria, como o exige sua formação física. Um cavalo respira diferente da vaca, do cachorro, do gato, e assim cada quadrúpede à sua maneira. Mesmo que a respiração não passe de uma inspiração seguida pela expulsão do ar do corpo do animal (nesta atividade o animal absorve a matéria que precisa para viver e logo a seguir expulsa o que não mais lhe é útil), mesmo assim cada animal respira de forma diferente; quer dizer, como ele inspira o ar, como o trabalha quimicamente, e como expulsa o que lhe é inútil.
3 – Os anfíbios, répteis e insetos também respiram, mas não imaginais como difere a respiração destes animais de sangue frio, ou que as vezes nem sangue têm! Pois os insetos não têm sangue, mas sim um líquido adequado a eles que se encontra num movimento contínuo e que produz a eletricidade que estes animais necessitam para viver. E como é diferente a respiração dos animais que vivem na água! E como destes animais existem muitas espécies distintas, então deveis considerar a grande diversidade de formas de respirar que lá existe.
4 – Estas perguntas que Me fizestes são dignas de resposta, mas uma pergunta primordial não foi feita, sem a qual nenhuma pergunta poderá ser elucidada. A tal pergunta é:
5 – “Por que as plantas, animais, pedras e todos os corpos do universo respiram?” Vede, se não sabemos a razão da respiração de tudo no mundo, o como isto acontece não tem nenhuma importância. Se soubermos por que a respiração é uma necessidade vital, então o “se“ e o “como” já foram incluídos na resposta. Pois é mais difícil reconhecer a necessidade do que o “se” e o “como”.
6 – Para entender isto, não vamos observar nem as plantas nem os animais, mas sim em primeiro lugar vamos observar as pedras (minerais) e ver por que elas precisam respirar. E se determinarmos que a respiração é de fato necessária ao mineral, então também veremos que ela realmente respira e como respira.
7 – Eu vos digo: a matéria não é nada mais que a expressão de duas forças contrárias: a força centrípeta (de atração) é centrífuga (de afastamento).
8 – A existência da matéria tem nisto sua origem, onde a força centrifuga é proporcionalmente igual a centrípeta, na sua contínua ansiedade de se estender ao infinito. Elas são opostas, e assim a centrípeta deseja contrair tudo num ponto central, no que é impedida pela força centrifuga.
9 – Bem, se a força centrípeta não fosse constantemente alimentada pelas forças auxiliares idênticas, se ela não pudesse se basear nas mesmas, ela logo seria vencida pela força centrífuga e em pouco tempo a matéria não mais existiria. E esta é a razão por que a pedra precisa apoderar-se constantemente das partículas idênticas do ar que a envolve. Fica com as semelhantes às que foram gastas na luta com as forças oponentes, e as que não lhe são idênticas serão expulsas pela força centrífuga. As pedras frequentemente absorvem muitas partículas que não lhe são idênticas. Assim, muitas vezes encontramos numa rocha elementos a ela não idênticos, tais como algumas rochas minerais que não são de sua composição, pedras nobres em rochas comuns, ou - o que já foi por vós observado com frequência - a presença de musgos, penas de aves ou mesmo animaizinhos no interior de rochas cristalinas, coisas que com certeza não são da natureza destas pedras.
10 – Bem, como acontece de fato a respiração das pedras? A metade desta resposta já foi apresentada quando falamos da necessidade de respirar. Uma rocha respira em primeiro lugar como os animais: inspira e expira. Ela inala, graças a sua constituição orgânica bruta, as partículas a ela idênticas que se encontram suspensas no ar que a envolve. Nos animais a decomposição química destes elementos acontece no seu interior, mas nas rochas isto já se realiza na superfície, razão pela qual com o passar do tempo a mesma apresenta uma crosta totalmente estranha ao interior da pedra. Em massas rochosas grandes, esta crosta se torna tão grossa e forte, que ela forma uma rocha diversa da original. Da sua composição ou das partes adquiridas se apresentam plantas de diversas espécies, como que implantadas na rocha.
11 – Isto não seria absolutamente possível de acontecer, se a rocha não inspirasse e expirasse. Os pesquisadores muitas vezes se surpreendem ao encontrar rochas que, não possuindo umidade ou qualquer outro elemento para fazer crescer uma planta, possuem uma crosta coberta de vegetais de diferentes formas e que não são encontrados em qualquer outro lugar. A rocha, ao inspirar, absorve elementos a ela idênticos, mas deixa no ar outros que, por um processo diferente, são úteis a outros elementos que a envolvem.
12 – Aqui acontece o mesmo como quando colocais um corpo absorvente em uma solução. O corpo absorverá com certeza tudo que lhe é compatível, mas aquilo que não lhe é compatível se encontrará a sua volta e se tornará uma crosta salina ao redor.
13 – Um exemplo simples vos mostrará este processo com mais clareza. Colocai um pedacinho de zinco dentro de um vidro de chumbo derretido. O que vai acontecer? A haste de zinco começará a inspirar persistentemente e assim absorverá do líquido todos os elementos que lhe são compatíveis. O chumbo excedente ficará em volta da haste de zinco, após boa parte ter se grudado à mesma em vários formatos não organizados. O que este experimento visível nos mostra pode acontecer com todos os minerais.
14 – Bem, agora teríamos entendido como acontece esta respiração, mas junto ao inspirar e expirar ainda existe um segundo e terceiro tipo de respiração.
15 – Aqui há algo novo, já que sois ávidos por novidades. Eu tenho que vos dar algo novo, pois acho que não é mais necessário continuar a explicar a respiração das rochas após terdes visto que elas definitivamente precisam respirar e como é feita esta respiração. Ao conhecermos estas duas condições básicas, não tereis mais necessidade de vos questionar pelo “se” da respiração mineral. Vamos então passar para a novidade que vos prometi.
16 – A próxima respiração é “elétrica”. Esta respiração elétrica, não é nada mais que a absorção dos fluidos magnéticos pelos quais as duas forças antagônicas são alimentadas na sua persistência. Esta persistência não é nada mais que a expressão visível da polaridade antagônica e é perfeitamente possível, pois a matéria não passa da polarização das forças oponentes.
17 – Esta polarização é de uma certa maneira a vida da matéria, esta vida que continua enquanto esta polarização das forças antagônicas persistirem.
18 – Se por qualquer circunstância esta polaridade for perturbada na sua persistência, a matéria se decompõe e decai, até se tornar um pó que só sobrevive enquanto houver alguma polaridade em suas partículas. Mas quando mesmo estas acabarem, ele precisará tomar uma direção totalmente diversa.
19 – Com respeito a uma terceira respiração, conversaremos mais tarde, numa outra ocasião. Por isto Eu só digo o seguinte: Já que vós já sabeis - por um ponto de vista bem diverso do ponto de vista dos cientistas do mundo - “do que” e o “para que” a existência da matéria, podereis estar a perguntar se a matéria da qual é construída uma casa necessita respirar, a fim de permanecer como tal. E ainda, quanto ao segundo tipo de respiração, se os moradores desta casa também devem respirar.

20 – Vós certamente já sabeis quem são estes moradores. Como nós já escutamos o “roncar” das pedras, será algo bem mais fácil escutar os milhares de espécies de plantas na sua respiração. Os moradores são de fato os espíritos primários aprisionados na matéria, os quais precisam respirar como toda criatura espiritual, criatura esta do espírito divino que a todos alimenta. Só assim conseguirão sobreviver.




Os santos dos últimos dias

Recebido por Jacob Lorber, em 24 de novembro de 1840



Senhor, o que é esta seita que se chama “os santos dos últimos dias” (mórmons), que dizem possuir forças sobrenaturais e que estão imigrando, em sua grande maioria, para América do Norte?
1 – Com respeito a esta seita, que se chama “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”, ela não é tão importante como pensais. Pois ela se chama “santa”, sem considerar que somente Eu sou santo.
2 – Mas quando alguém é santificado em Meu nome, ele de fato não é “santo” por si, mesmo que deseje tornar seu comportamento uno Comigo pelo mais puro amor. Ele só é santificado por Mim, quando é a Minha imagem viva.
3 – Aquele que se diz “santo”, mesmo que seja pelo Meu Nome, este não engrandece o Meu Nome, mas só finge ser assim, a fim de chamar a atenção sobre si e para que o seu nome seja glorificado pelo Meu. Mesmo que ele louve o Meu Nome, ele o louva procurando encontrar glória e louvor para si, ao glorificar Meu Nome. Vede, estes “santos” não são nada de Meu agrado!
4 – E ainda pergunto: Onde está escrito que, pelo seu bem, deveriam imigrar para a América do Norte, para lá, na absoluta falta de leis, tentar viver muito mais comodamente e também sem legislação?
5 – Quem quiser estar Comigo não precisa imigrar para a América, mas sim entrar em seu coração. E se ele o limpou direitinho com o amor puro e sincero e a fé verdadeira e viva, então Eu estarei bem mais perto, do que se ele for para a América.
6 – Mas aqueles que acham que já Me encontraram, que por isto chamam a si mesmos de “santos” e imigram para a América do Norte para conseguir Me guardar melhor, estes em verdade têm pouca firmeza e certamente não a encontrarão na América. Pois aquele que teme ser afastado de seu espírito na sua pátria, onde tudo lhe é familiar, como será que este sobreviverá na fé num país totalmente estranho, onde milhares de coisas estranhas e necessidades desconhecidas o estão a esperar?
7 – Por isto não há grande coisa nesta seita de “santos”. Os componentes desta seita não aceitam obedecer a seus monarcas e é por isto que eles querem ir para a América de Norte, pois lá é um país livre, onde quase todos desejam mandar, mas ninguém deseja obedecer. Pois cada república se assemelha mais ou menos a um inferno, e o inferno, no sentido mais severo, é uma república.
8 – Mas com respeito aos “últimos dias”, vós não tendes nada a vos preocupar com “o fim dos tempos”, mas sim somente com o tempo em que estais vivendo, pois este é o “último tempo” para cada um. Por isso, vigiai hoje e sede ativos com vosso amor, para que esse poder divino seja vossa herança eterna. Amém.
Obediência, igreja, rosa – três palavras vistas à luz espiritual

Recebido por Jacob Lorber, em 25 de novembro de 1840


1 – Senhor, eis aqui três palavras de muito significado! Tu, no Teu enorme Amor, não poderias explicá-las para nós, pois entre nós encontram-se irmãs muito jovens que, apesar de sua pouca idade, às vezes sentem uma grande saudade por Ti e por Tuas explicações. Por favor Pai, escuta este nosso desejo, se assim for Tua Vontade.
2 – Escreve pois:
3 – Ainda te lembras da pequena mensagem que Eu te dei ontem de noite, quando vinhas para cá? Vê, tu já esqueceste a metade dela! É necessário lembrar-te da mesma mais uma vez, antes que Eu possa responder a teu pedido.
4 – A mensagem era a seguinte: “Porque olhas com tanta adoração as estrelas no firmamento e tens tanto medo de olhar teu espírito? O que pensas, o que desejas, o que é que desejas saber? Ama, assim descobrirás o que não sabes e o que não deves saber!”
5 – Vê, da mesma forma que ontem, cego, olhaste as estrelas e nem sabias quem era o “Dono da Casa”, hoje olhas estas três palavras que te foram apresentadas e não sabes o que fazer com elas.
6 – De fato, tu pediste esse tema e não Me pediste por autorização para apresentá-lo. Essas tuas palavras de petição foram proforma. Se Eu fosse egoísta e orgulhoso como são os homens, não te daria nenhuma resposta, para que te desses conta de como és tolo.
7 – Mas como não sou como os homens, e tu nem te preocupas com tua grande tolice, te responderei e a todos as perguntas que te são importantes, para o teu bem e o bem dos outros.
8 – Vê, “obediência” é o caminho que leva à verdadeira igreja viva, que é Minha Palavra Viva, escrita e falada por eternidades nos corações de todos os homens e anjos.
9 – A “rosa” se refere ao mais puro e perfumado Amor por Mim proveniente da igreja do coração. Como esta flor nobre cresce em arbustos espinhosos, assim o caminho que leva à igreja verdadeira, único lugar em que encontra o Meu Amor e a Minha Misericórdia, ele então também é um pouco espinhoso. É por isto que o puro Amor, cujas raízes se encontram no jardim da obediência inocente (infantil), leva o alimento tão necessário para o arbusto espinhoso, o mais bonito e o mais divino bem; sim ele, somente ele (o Amor) é a eterna e bem aventurada vida. E quem não levar esta flor-rainha em seu coração, dificilmente entrará no eterno reino celestial.
10 – Obediência é, pois, o jardim; a vida na obediência é as boas raízes da roseira. Mesmo que ainda submergidos na terra escura, elas (raízes) são os principais suportes do arbusto e finalmente da flor. A igreja porém é igual ao arbusto espinhoso. E os espinhos que nele existem são com todo o ardor o Amor, tal qual os espinhos da roseira são os absorventes da eletricidade. Finalmente, a rosa é o lindo símbolo do Amor.
11 – Ouçam bem, vós Meus jovens filhos que apresentastes estas três palavras: tornem-se vós rosas e assim vós vos tornareis Meus amados filhos, e com o tempo, solvereis o enigma que ainda vos prende ao mundo.

12 – Vinde com presteza ao meu jardim e florescei como uma maravilhosa flor da vida eterna, pois escutareis novamente as suaves palavras de amor do Pai.


13 – Isso que falo ao Meu servo, que sirva a todos vós.

Amém. Isso vos diz Eu, vosso carinhoso Pai. Amém.



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A viagem e o desejo do Pai

Recebido por Jacob Lorber, em 29 de novembro de 1840



1 – Ontem duas pessoas do grupo iniciaram uma viagem em direção ao leste, por motivos mundanos, mas isto aconteceu sem Minha Vontade. Eu penso que pelo menos deveriam ter pedido conselhos, nem que fosse ao Meu servo. Eu nunca Me omiti, quando Me pediram conselhos sobre todo ou qualquer assunto. Mas Eu não desejei que este empreendimento acontecesse, pois era contrário à Minha Vontade, somente na qual se pode achar a felicidade sempre e em todas as ocasiões, especialmente tratando-se daqueles aos quais mais ou menos Minha Vontade se expressa fielmente e, como bem sabeis, sempre com palavras bem claras e de fácil compreensão.
2 – Mas, para que todos vós saibais porque Eu não permiti que os dois viajassem, Eu vos afirmo que com este ato lhes fiz uma grande caridade, pois os dois não teriam voltado da mesma em boa saúde.
3 – Já que uma pessoa, má ou boa, sempre tem a liberdade de agir em todas suas atitudes, Eu não posso impedir a ação dos bons nem dos maus. Os vossos irmãos partiram e teriam caído nas mãos de assaltantes na estrada entre as duas cidades que desejavam visitar; daí precisariam enfrentar uma árdua luta para livrar-se dos mesmos. Como consequência de seu desgosto e zanga, também teriam tido problemas espirituais.
4 – Então, para evitar algo tão desagradável a eles, estraguei uma roda de seu carro num lugar onde um conserto seria impossível, o que os obrigou a retornar ao abrigo de suas casas.
5 – Vede, todos aqueles que não caminham constantemente Comigo seguem sem ter o mínimo conhecimento desta Minha atuação, até que alguma armadilha os tenha aprisionado completamente. Mas se Eu estiver junto, em qualquer tipo de viagem ou empreendimento, jamais permitirei que àquele que estiver na Minha companhia aconteça o mínimo desgosto.
6 – Que o acontecimento de ontem vos sirva de lição! Mesmo que não Me tenhais procurado para um conselho, nem mesmo pedido que Eu vos acompanhasse na jornada, Eu não deixei de vos proteger nem um só instante.
7 – Pois Eu sei que vós logo reconhecereis que Eu jamais abandono aqueles que Me procuraram, começaram a Me amar e permanecem fiéis a este sentimento. Eu sempre estou junto a estes Meus filhos, se Me pedem ou não. Pois aquele que por livre vontade Me ama, a este Eu também amo por livre vontade.
8 – Eu também vos digo que gosto muito (considere que aqui tenho que respeitar completamente vosso livre arbítrio) quando um operário aprendiz de Minha Vinha (que ainda tem que lutar com os espíritos elementares que o rodeiam e com as tentações do mundo) não a deixa para se ocupar com a vinha material, ainda que esta tenha sido adquirida por meio de um amigo e admirador Meu. Que permaneça mais tempo na Minha Vinha espiritual, até fortificar-se bem na fé; só então se aventure, se assim ainda o desejar, a labutar numa vinha material. Então Eu lhe mostrarei uma outra, na qual ele terá muito mais alegrias, do que aquela comprada com dinheiro. Bem, basta.
9 – Mas se vós dois ainda desejardes viajar, ide logo a um outro lugar que Eu vos indicarei. E não vos preocupeis se o tempo estiver claro, nebuloso, bonito ou ruim. Pois o tempo será como deve ser, para vos elevar a um degrau bem importante.
10 – Não vos preocupeis com a gratidão, pois Eu sempre vos paguei com a moeda certa. Se até agora só recebestes uma moeda de prata, desta vez vos darei uma de ouro.
11 – E como o ouro está acima da prata, esta viagem estará acima daquela que fizestes a uma região montanhosa (Kleinalpe). Naquela ocasião viajáveis em direção ao poente, mas desta vez ireis em direção à aurora. Naquela ocasião não vos preocupáveis com os horários, mas agora estais a celebrar Minha chegada, uma época bem importante, e este período não deverá vos encontrar de mãos vazias, mas sim cheios de boa vontade e atividade.
12 – Agora estais a perguntar: “Para onde é que devemos ir?” Eu digo: Não muito longe! Escolhi dois lugares: um está bem perto e o outro só duas horas afastado. De fato, Eu prefiro que, ainda que mais distante, fôsseis para lá, pois lá se encontra uma montanha chamada Kulm. Mas se, por motivo de vossas atividades, não tiverdes tempo para ir até lá, ide a um lugar mais perto, onde existe um castelo no cume de um morro bem elevado (existe uma capela na subida do morro).
13 – Mas a qualquer lugar que fordes prestai muita atenção a tudo, à terra, ao ar, bem perto ou bem distante, mas especialmente observai bem vossos sentimentos. Pois neles vereis, quando chegardes a um determinado local, o que significa realizar uma atividade em Minha Companhia e em Meu Nome.
14 – Eu vos afirmo: Céus e terra desaparecerão, mas Minhas Palavras permanecerão para a eternidade. E aquilo que por elas for determinado sobreviverá a toda a Criação. Pois se Minha Palavra se originou em Meu Amor, como seria possível ela desaparecer enquanto existir o Amor que permitiu que nele se originasse tal Palavra?
15 – Mas bem diferente acontece com o que foi criado e originado em Meu julgamento. Este só aconteceu pelo Amor e não se originou no Amor, por isto é finito, efêmero como o é o julgamento do qual se originou.
16 – O julgamento só dura por um certo tempo, pois o tempo por si só é um julgamento. O Amor, porém, é para sempre e é eterno, pois a eternidade é o próprio Amor, e nele tudo é Amor.
17 – No tempo, o Amor atua pelo julgamento e acalma a ira de Deus. Na eternidade, o Amor é o vencedor sobre a ira e consequentemente também sobre o julgamento, qualquer que este seja. Por isto não existe nada além do Amor e a felicidade que vem dele.
18 – No momento em que Eu vos digo que estas palavras não são do julgamento, mas de Meu Amor, considerai que elas se projetarão na eternidade, acima de tudo temporal. Se vós puderdes, fazei o que vos disse o mais breve possível, pois é este o desejo de vosso Pai amado que está sempre ao vosso lado, cheio de Amor e Boa Vontade. Este é o santo desejo de vosso Pai. Amém.

Congratulações para o aniversário

Recebido por Jacob Lorber, em 30 de novembro de 1840


1 – O seguinte é para ti, Meu amigo Anselmo, que tem tanta boa vontade Comigo e com Meu servo, pois acho que tua vontade é muito satisfatória.
2 – As pessoas desejam umas às outras muitas felicidades no dia do aniversário, mas isto comumente não passa do desejo verbal, pois nele não existe o verdadeiro Amor, mas sim somente o modismo mundano.
3 – Um deseja ao outro “tudo de bom”, mas lá no seu íntimo deseja de fato que nada disto aconteça. E em todas congratulações não existe nem um grãozinho de poeira do verdadeiro desejo, o qual se originou nos contatos que acontecem na corte e que se realizam com um papelzinho escrito que vós chamais de cartão-de-visita.
4 – Tu perguntas por que nada de bom se cria destas congratulações, e Eu respondo: Somente porque estas congratulações não são nada mais que verdadeiros fingimentos, gentilezas aduladoras da mente fria do mundo e, por isto mesmo, uma grande mentira.
5 – O homem que disser a uma pedra “Transforma-te em ouro!” é de fato um grande tolo. Vê, este tolo seria chamado “pequeno tolo” se comparado com um congratulante que deseja ao homenageado “milhares de anos de vida”, enquanto ele não pode alongar esta vida por nem uma hora e às vezes deseja que o outro morra no dia seguinte, para com isto obter algum lucro. E existem tantos que desejam “felicidades e bênçãos” e seus corações estão repletos de ira, ou aquele outro que deseja “saúde e dias cheios de alegria” e não conhece o único doador destas maravilhas nem de nome. Finalmente existe aquele que diz: “Eu vos desejo tudo aquilo que vós mesmos desejais”. Por acaso o felicitante sabe o que o aniversariante deseja e se isto é bom? Pensa bem no que geralmente os homens desejam para si no seu egoísmo. É assim que o mundo se felicita, coisas totalmente irracionais no seu vazio trevoso!
6 – Mas não é assim que deve ser entre vós! Em vez de tal tolice, Meus filhos, com o coração cheio de amor e boa vontade, devem perguntar: “Irmão, precisas de meu auxilio em qualquer circunstância? Então dize-me com franqueza, e eu, na medida do possível de minhas forças e de minha fortuna, te ajudarei”. Não digas: “Se é isto que desejas...”; mas dize-lhe: “Irmão, eu preciso fazer esta caridade em nome do Pai, para Me louvar e para o bem-estar de teu espírito”.
7 – E se teu irmão te confessou sua necessidade, sê carinhoso e realiza tua ajuda de imediato. Assim acalmarás o coração de teu irmão, e Eu, teu Pai, estarei feliz e cheio de alegria com esta congratulação tão concreta.
8 – E se tu congratulares, faze-o aos pobres e necessitados, e assim Eu também considerarei as tuas outras congratulações que deves fazer para não cair na ira do mundo. Eu as olharei com carinho e misericórdia.
9 – E se, em vez de um desejo vazio e fútil, a congratulação vem de um coração cheio do mais puro Amor, então tu serás um homem do Meu infinito Amor por vós.
10 – Vê, já fizeste tanto que foi de Meu agrado, por isto Eu já te batizei com um novo nome, o qual está inscrito no grande livro da Vida. E mais este nome te seja hoje, no dia de teu nascimento na carne, um presente para o teu renascimento no espírito. Faze o que Eu te disse e logo sentirás a felicidade imensa de teu renascimento.
11 – Vê, é assim que é Minha congratulação. Eu não “desejo” nada, mas tudo o que Eu quero ou desejo Eu dou, ou então permito que aconteça. O que aconteceria, se Eu vos desejasse a vida, mas permanecesse só no desejo? Mas Eu não só desejo, como também Eu quero, e é desta forma que vós estais vivos.

12 – Mas é sabido que vós deveis ser perfeitos, tal qual vosso Pai no Céu. Então atuai da mesma maneira como Eu, vosso Pai, quero e faço Eu mesmo. Se não o podeis fazer no infinito, tal como Eu faço, então fazei em ações pequenas. Pois então sereis como o pequeno círculo que, apesar de sua insignificância, é tão perfeito como o grande círculo do Meu Infinito e Eterno Ser. Amém.

Teu nome será “Willig”.



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