Palavras de agradecimento do servo



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A fonte
Na tarde do dia 13 de novembro, alguns irmãos excursionaram até a nascente da fonte Andritz e lá permaneceram por meia hora, usufruindo a calma do local.
1 – O que disse a virgem da pequena fonte (virgem esta visível unicamente a ti, meu amado servo), quando tu lhe perguntaste em pensamento se ela mais tarde vos daria mais informações sobre a nascente, que sirva aqui como uma boa introdução; pois ela disse: “Só há Um, e só este Um pode falar por si mesmo. E quando este Um fala, toda a natureza se cala cheia de respeito; pois ela não entende nenhuma palavra de qualquer tipo de ser, a não ser a Palavra deste Único”.
2 – Vê, este é um começo bem adequado, pois nada sem vida pode falar ou então perguntar e responder de maneira alguma, mas sim somente Eu, Eu, que sou a Vida e desta forma sou totalmente vivo. Novamente digo: Só Eu é quem pode vivificar tudo o que quer e tudo o que olha. Consigo dar olhos, ouvidos e boca a pedras, como também uma língua para que fale o idioma que Me é compreensível a Mim e a todos aqueles que Eu desejo que entendam.
3 – Como já foi dito antes, para o vivo não existe nada morto; então Eu, o Eternamente Vivo, não conheço nada morto e nada que não consiga se comunicar. Pois na Minha presença, até as cinzas de um corpo queimado têm de se levantar e Me responder todas as perguntas. Pois existe em todo o universo infinito algo que não vem de Mim?
4 – Eu, porém, sou a vida desde a eternidade, como já vos foi dito anteriormente, e a serei por toda a eternidade. Como se conseguiria criar algo morto da vida? Se algo vos parece sem vida, isto não significa que esteja morto ante Meus Olhos. E se vós todos vos tornastes mortos pelos vossos pecados, nunca vos tornastes mortos para Meus Olhos. O primeiro é possível, mas o segundo é totalmente impossível!
5 – Para que isso fique como um prólogo bem claro e entendido antes de iniciarmos a próxima revelação, é necessário que tenhais um esclarecimento mais exato sobre o que é a morte e o que é a vida.
6 – Tudo o que se originou em Mim se originou vivo. Mas como Minha Vida é em si o Amor e a Sabedoria na mais Perfeita Ordem, então tudo o que foi criado deveria continuar a existir nesta mais perfeita Ordem, na qual e da qual ela (a Criação) foi Mim ungida. Pois o que não era não podia nascer pela sua vontade própria, mas sim tinha que ser criado por Mim em primeiro lugar. E só após ser criado, aí sim, pelo poder de Minha Ordem, poderia sair de Mim, segundo Minha Vontade.
7 – Mas quando as criaturas saíram de Mim, elas também tinham que ser dotadas com a capacidade de se movimentar de acordo com Minha Ordem, tal qual o bebezinho começa a movimentar seus membros imediatamente após ter deixado o ventre materno.
8 – Enquanto a criança ainda estiver fraca e pequena, ela será levada pelas mãos dos pais; mas no momento em que ela ficar forte, vós a deixais caminhar livremente. Quanto mais forte ela se tornar, vos lhe dais, pela educação e por uma variedade de leis sancionadas, uma direção tal, que se assemelha ao máximo à vossa ordem.
9 – Eu, porém, coloco o caso da criança que é tão má, que não aceita de jeito algum vossa ordem e está sempre contra ela. O que é que vós faríeis com esta criança? Vós a castigaríeis com mais rigor, se ela se opusesse muito à vossa ordem. O castigo seria proporcional à sua rebeldia. Mas se esta criança, apesar de vossos castigos, se tornasse cada vez pior e finalmente se tornasse perigosa para vossa ordem? Dizei Me: O que faríeis com esta criança? Por acaso não diríeis: “Se eu a expulsar de minha casa, em algum tempo ela retornará e na calada da noite incendiará a casa, para vingar-se de mim. E assim tanto esta história como minha ordem teriam um fim bem deplorável. Por isto não a expulsarei de casa, mas sim amarrarei suas mãos e pés, a colocarei num compartimento fechado, lhe darei somente o necessário de comer e aguardarei que ela se arrependa com o sofrimento e volte humildemente à ordem.”?
10 – Vede, o que vós teríeis feito com vossos filhos, isto Eu fiz com as Minhas Criações. Perguntai a vós mesmos: Matastes a criança, quando tolhestes a sua liberdade tão mal usada? Com certeza não! E como não o fizestes, vós todos que sois maus e imperfeitos, quanto menos Eu, a bondade eterna e absoluta, mataria algo que nasceu de Mim. Como Eu sou vivo, jamais poderei originar algo morto, e como sou extremamente bom e caridoso, nada poderá ser morto.
11 – Agora estareis a perguntar: “O que é morto e o que é que é a morte”? E Eu respondo: morto é somente aquilo de que lhe foi tirada de propósito a capacidade de se movimentar contra Minha Ordem, na sua ordem maldosa própria. E a morte não é nada mais que a teimosia em permanecer em tudo aquilo que vai contra Minha Ordem. A consequência de tal teimosia é o julgamento necessário. A conseqüência do mesmo é que as mãos e os pés do desordeiro serão amarrados e uma cela será preparada para colocar esta criatura desordeira, até que, cheia de remorso, retorne voluntariamente a Minha Ordem.
12 – Mas o que é então a vida? Isto Eu não preciso mais dizer, pois no momento em que sabeis o que é a morte, então a explicação do que é vida está bem clara.
13 – Bem, já que entendestes isto e concluístes por que somente Eu posso falar e por que toda a natureza Me entende, vós então podereis entender o que a virgem da fonte falou ao Meu servo.
14 – Mas se vós possuísseis um filho enclausurado, do qual falei há pouco, Eu pergunto: quem é que consegue falar com esta criatura tão bem guardada? Vós direis: “Não permitimos que ninguém se aproxime dele a não ser nós mesmos. Primeiro para que não venham a estragar mais a criança com conversas bobas e assim revoltar mais o prisioneiro; segundo para que, com a influência da conversa maldosa do filho, não se desgarre um coração inocente que se encontra na ordem”.
15 – Mas se um homem bom chegar a vossa casa e disser: “Pai, deixa-me ver teu filho revoltado, pois eu tenho uma boa palavra para dizer-lhe que encontrei lá dentro de meu coração. Deixa-me vê-lo e conversar com ele.”; então o pai dirá: “Permite que eu ouça o que vais dizer-lhe, então te levarei para junto de meu filho e abrirei a cela escura para ti.” Vede, este pai Eu também sou. Aquele que chegar a Mim com um coração puro e cheio de amor, que vier a Mim em Meu Nome, Eu então o reconhecerei de imediato como Meu Filho, pois ele veio a Mim por Meu Nome e para louvar as Minhas criaturas. A este Eu então direi: “Vem a Mim e Eu te conduzirei aos cárceres de Meus prisioneiros. E te mostrarei suas celas e revelarei a teu coração suas maldades, para que eles se envergonhem ante tua fidelidade e teu coração tão Meu, e que nisto avaliem se é melhor: ser amigo ou inimigo de Minha Ordem.
16 – Com isso não quero dizer nada além de: Àquele que encara Meu Amor e que glorifica Meu Nome com total seriedade serão abertas uma a uma todos as acomodações de Minha Criação. E nem um pontinho lhe ficará desconhecido ou morto. E a ele serão dados os aposentos do ar, os aposentos do reino do mundo. E com um olho ele deverá olhar o grande universo dos espíritos e ao mesmo tempo, com o outro olho, o mundo dos corpos da matéria, para que se dê conta como um se origina do outro e um existe por causa do outro.
17 – Porém somente lhe será revelado isto após ele viver seriamente Meu Amor. Nem adiantaria se ele Me pedisse ou orasse por isto dia e noite, pois o reino do Céu sempre sofre violência, e somente o possui aqueles que se apoderarem do mesmo cheios de força férrea. Esta força férrea não é nada mais nem menos do que a força do Amor, pois o Amor tudo pode.
18 – Mas se dentre vós alguém disser: “Tudo bem, eu quero me entregar a este amor completamente, eu quero me anular até a última gota de meu sangue, mas eu quero antes ter uma visão ou ouvir alguma mensagem, para que eu possa ver se tudo isto existe mesmo, se há verdade neste ensinamento”. Eu então, ante tal fala, vos respondo o seguinte: Em primeiro lugar, ainda não percebeste de fato nada? Quem te deu a luz dos olhos e a audição? Quem te deu todos os outros sentidos? Quem te deu um coração para amar, uma mente para racionar? Como não recebeste nada disto de ti mesmo, mas como a isto tudo possuis, como podes dizer que ainda não viste ou ouviste nada?
19 – Não és tu mesmo, em todo teu ser, uma palavra viva que se originou em Mim? Mas se tu leste um livro e deixaste de lado a primeira palavra que é a mais importante de todas e pela qual se desenvolve toda a narrativa, como queres entender o resto do Livro da Vida?

Vede, vós todos sois a primeira palavra do Livro da Vida! Se desejardes ler este livro, mas ler compreendendo tudo, então é necessário que pronuncieis claramente esta primeira palavra, a qual vós sois. E só então deveis ler as outras palavras, as que existem todas para o esclarecimento desta palavra-chave, a primeira do grande Livro da Vida.


20 – E o que é, qual é esta palavra? Esta para é: AMOR!
21 – O que vosso amor abrangeu, isto também abrangerá vossa vida! Se vosso amor se autoaprisionou, por isto vos tornastes escravos, aprisionastes vossa vida. Mas como vossa vida não é nada mais nada menos do que vosso amor, então vosso amor amarrou, ele mesmo, suas mãos e pés e se ocultou num escuro aposento de sua presunção.

22 – Mas se vosso amor Me conquistou, Me aprisionou, Eu, que sou a vida totalmente livre, então ele conseguiu apoderar-se da total liberdade e também se libertou pela maior liberdade de Minha eterna, única e verdadeira Vida. Ele se libertou da mesma maneira que é livre a vida da qual ele se apoderou.


23 – Vede, este prólogo foi necessário, para que pudésseis entender o que vem a seguir. Vós fostes há poucos dias ao que chamais “a fonte do nascimento do Andritz”. Eu vos pergunto: O que vistes lá? Vós vistes uma água totalmente pura e cristalina, que brotava no chão entre as pedras. Vós observastes buracos bem antigos, dos quais borbulhava a água no mais absoluto silêncio, procurando chegar à superfície. Depois ainda observastes umas ervas verdes que cresciam debaixo d’água. Ainda vistes pedras e peixes que nadavam livremente na água e mais alguns objetos que conheceis bem. Mas tudo isto vamos deixar de lado, pois será explicado em outro lugar. Isto são expressões da natureza. As da fonte já vos expliquei, e as da água serão explicadas mais tarde.
24 – O extraordinário desta fonte Eu vos digo: Se ela fosse transformada num balneário curativo, esta fonte teria o mesmo valor que aquela perto de Jerusalém, onde todas as pessoas com artrite ou gota são curadas. Há muitas fontes com poder curativo, mas nem todas possuem um anjo protetor constante, como acontece com esta fonte. Esta é a razão por que ela tem um poder curativo muito especial. Bem, esta é a razão natural da existência desta fonte.
25 – A utilidade espiritual é que cada um deve sair de si mesmo no mesmo silêncio que a água sai dos buracos do solo, também em pequenas golfadas, assim não perturbará a vida intrínseca pela sua violência, e a luz da Misericórdia poderá iluminar tudo até o último cantinho do solo, e sua vida será de pura esperança de Vida, como o é este solo da fonte que está coberta por lindas plantinhas verde claras. Da mesma maneira suas intenções humildes nadarão totalmente livres, como os peixinhos nas águas claras da sua vida. E só acontecerão fracas aparições de junco na parte externa, mas as profundezas de sua vida permanecerão livres e os raios da Misericórdia sempre a penetrarão totalmente até as profundezas.
26 – Mas a continuação desta fonte deverá vos mostrar que, se o homem usar suas forças em uma ânsia para conquistar o seu “pão de cada dia”, então a água de sua vida se torna cada vez mais turva. Vós com certeza já observastes que a água cristalina da fonte ficou bem mais turva após ter passado pelos moinhos que foram construídos ao longo do riozinho. Vós daí direis: “Então não é certo usar nossa força para moinhos ao longo do riozinho?” Contra isto não tenho nenhum argumento, mas existem alguns poucos moinhos onde não se fabrica farinha branca, mas sim farinha preta, e esta é do diabo. Que não deveis usar vossas forças para bens materiais finitos Eu não estou a afirmar, mas sim que as useis em concordância com Minha Vontade.
27 – Pois como já foi determinada a utilidade inerente do riozinho, esta utilidade também já foi determinada a cada pessoa. Ela é que tem que descobrir o que ela é e atuar de acordo, se for sua vontade. Mas se ela usar estas forças outorgadas por Mim para futilidades ou também para maldades, vede, é isto que torna as águas da vida turvas.
28 – Por isso não deveis construir moinhos demais ao longo do rio de vossas vidas, especialmente “moinhos de palavras”. Se observardes isso, vossa água da vida permanecerá cristalina por todo o seu caminho. E quando se unir com o rio da vida eterna, esta se tornará clara e pura como as águas do rio. E assim, junto a ele, se unirá ao mar de misericórdia de Minha Vida, que é única, eterna e cristalina. Amém.

Isso falo Eu, vosso Pai. Considerai isso um ensinamento muito carinhoso. Amém.


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Uma oração matinal

1 – Santo Pai, olha-me, a mim, pobre pecador, com misericórdia, pois eu me encontro com uma grande miséria no coração. Minha fé vacila, minha esperança despenca e meu amor enfraquece no momento em que Tu Te afastas de mim, mesmo que por um minutinho.


2 – Santo e bom Pai, por favor, não afastes mais Teus olhos de mim, pobre pecador, e me conserva sempre sob Tua Graça misericordiosa que me torna tão feliz. Amém.
Permite que a cada manhã cheia de paz,

Eu não me preocupe por mais nada a não ser Contigo;

Não permita que minha confiança fiel

Seja adoçada por Satã;

Permite que eu sempre anuncie

Tua Misericórdia e Teu Amor;

Permite que nós, Teus filhos,

Sempre realizemos Tua Vontade,

E que Teu Santo Nome sempre

Seja louvado aqui na Terra;

E que possamos nos dar conta de tão grande graça;

E permite que todos encontrem a bênção

De se ligar a Ti, meu Pai. Amém.

Amém digo eu, meu Pai. Amém.

Amém, Te saúdo em Teu Nome. Amém.
Essa poesia Jacob Lorber escreveu por si mesmo.

Saudação para um aniversário

Recebido por Jacob Lorber, em 19 de novembro de 1840


1 – Enquanto as casas forem limpas e enfeitadas para honrar e receber convidados ilustres do mundo, mais limpas do que vossos corações para Me receber, Eu não posso aparecer ante aqueles para quem a casa foi limpa em primeiro lugar. Pois Eu sou sempre humilde de coração e mais manso que as pombas. Com bastante frequência, aguardo à vossa porta, como uma criaturinha indefesa, cheia de medo. E vejo como o mundo entra e sai de vossas casas cheias de orgulho e, na Minha pobreza, não Me atrevo a entrar ante tantos tão amantes de luxo e fausto e de pessoas majestosas do mundo material.
2 – Então Eu aguardo paciente à porta, cheio de tristeza, até que este fausto mundano passe e que a casa fique com menos brilho terreno. Só então Eu Me atrevo a entrar, cheio de temor e muito tímido, para poder dar Minhas congratulações àquela alma que no fundo Me ama um pouco.
3 – Ouve, querido filho! Se tu desejares que Eu seja o convidado mais importante, lava bem o chão de tua casa e limpa os cômodos, para que Eu possa e deseje entrar. Só então prepara a tua casa para receber os outros convidados. Pois é de boa educação que o Pai seja o primeiro a abraçar seu filho no dia de seu aniversário. Assim, os filhos devem aguardar os votos de Amor do Pai antes de qualquer outro e o devem fazer cheios de fé e amor.
4 – Vê, uma linda jovem, na intimidade, diz a seu pretendente: “Eu te amo muito”; mas quando o vê na sociedade, em uma recepção, ela o olha com olhos zangados e absolutamente não gosta que ele a tenha seguido cheio de amor. Quando ele vê que ela nem lhe dedica um olhar, o que achais que ele sentirá em seu coração repleto de amor? Eu afirmo que ele ficará extremamente triste e no fim também zangado. E a jovem terá muito trabalho para conseguir que ele volte a bons termos com ela. E se ela se portar tão mal várias vezes, com certeza o perderá para sempre.
5 – Vê, se um amante mundano assim faz, este amante que é mais morto do que vivo, podes imaginar que Eu, o amante mais vivo e mais fiel, Eu, que sou a vida infinita e eterna, quando Me apresento para te visitar, não conseguirei deixar de ser magoado quando vir como tu te divertes com as pessoas totalmente despreocupado e nem pensas em mostrar aos outros o estreito caminho que leva à Minha Casa e ao Meu Coração.
6 – Só o que queres é que Eu continuamente vá a teu encontro. Mas Eu te digo que o mesmo caminho que vai a ti é o que vem para Mim. Por isso poderias muito bem, após Eu ter te visitado milhões de vezes, fazer uma visitinha a Mim, teu Pai extremoso, que te aguarda com todo o coração.
7 – Vê, Me doeu bastante, por tu teres Me procurado tão tarde! Eu, porém, vejo bem o teu íntimo e como ele permaneceu honesto, e Eu venho te visitar mais uma vez. Acolhe-Me, para que Eu possa te acolher também na Minha enorme Misericórdia.
8 – Esse é o maior desejo de teu Santo e Eterno Pai que Eu - Jesus - sou, como também sou o renascimento e a vida eterna. Amém.

O único bom e verdadeiro

Não procures nos caminhos tenebrosos e angustiantes o que é “melhor” e o que é “pior”; mas sim considera: Só existe uma coisa que é boa e verdadeira, e esta sou Eu e Meu Amor. Tudo o mais é orgulho falso e ruim.

Verdadeiro amor ao próximo

Recebido por Jacob Lorber, em 20 de novembro de 1840

1 – O amor ao próximo não existe nos olhos, nem no teor da fala, nem nas diversões materiais; mas o verdadeiro amor ao próximo se encontra nas ações caridosas, especialmente em favor daqueles dos quais jamais poderemos esperar uma compreensão.
2 – Sempre que o amor tiver um pensamento secundário, um pensamento visando receber alguma coisa em troca, aí ele deixa de ser o verdadeiro amor ao próximo. É como um vinho aguado, no qual não existe mais nenhuma força, onde o “éter da vida” desapareceu, um vinho de ínfima qualidade que se encontra nas bodegas mais baratas. Entendes isso?
3 – Quem pode servir a dos senhores? Vê, Eu e o mundo somos dois senhores bem delimitados e bem separados. Por isso Eu te aconselho a Me servir e pertencer a Mim em toda a totalidade, a Mim, o único Senhor, pois Eu não permito nenhum concorrente.
4 – Fazer o bem é muito bom, mas somente dentro de Minha total e absoluta Ordem. Amém.
A respiração das plantas

Recebido por Jacob Lorber, em 22 de novembro de 1840



1 – Todas as plantas, desde a árvore até a ervinha que todos vós conheceis, se compõem de três partes. Primeiro, a que se encontra mais embaixo, que está sempre no interior escuro da terra e que de fato são as raízes da planta, comparável aos pés sobre os quais a planta se eleva. Mas ao mesmo tempo, este pé é um pólipo que absorve o alimento através de inúmeras trompas sugadoras.
2 – Acima desta parte e em contato orgânico com a mesma, sobre o solo, está o tronco que se equipara ao corpo dos animais, no qual encontramos o “estomago principal”, onde se realiza a digestão dos alimentos ingeridos. Junto a este estomago principal, como também acontece no reino animal, existem vários “estômagos auxiliares”, os quais tomam o alimento digerido no estomago principal e cada um o transforma em um alimento específico. Não vamos aqui enumerar a ordem e especialidade de todos os estômagos auxiliares, mas deixo a vós a possibilidade de meditar sobre isto e assim aumentar a forca de vosso amor por Mim.
3 – Vemos então que por cima do corpo encontra-se uma outra parte: a coroa, na qual o tronco se divide até os mais finos gravetos.
4 – Bem, este é o relato orgânico da planta.
5 – Em várias plantas tereis observado, no tronco, nos galhos ou nas folhas, casulos vazios. Eles não estão com seiva, mas sim com ar. Este ar não é igual ao ar externo que envolve a planta na atmosfera, mas sim compatível à natureza especifica de cada planta. Que vós encontreis um destes casulos vazios na folha da abobreira, por exemplo, não causa nenhum espanto, mas como é que este ar entrou ali?
6 – Isto é respondido quando digo que cada planta deve possuir a capacidade de sugar o ar que lhe é peculiar para dentro de si. Não sendo assim, este ar especifico não poderia ser aqui encontrado, e não é mais necessário dizer nada, pois é só cortar um desses casulos e aproximá-lo de vosso nariz.
7 – Que pela inspiração existe este ar na planta, podeis verificar quando arrancais uma destas plantas viva e a colocais sobre o fogo. Escutareis uns assobios que confirmam a existência do ar. Se não houvesse ar, a planta queimaria em absoluto silêncio, como um pedaço de cordão embebido em óleo.
8 – Os naturalistas poderão argumentar: “Sim, mas este ar pode ter entrado ali pelos poros”. Eu confirmo isto e digo mais: A planta precisa fazer isto, pois se a planta não possuísse um sem fim de minúsculos poros, como seria possível ela respirar, mesmo que possuísse órgãos de respiração tão desenvolvidos como os animais?
9 – Se, por exemplo, fechassem vossa boca e vosso nariz, por onde é que conseguiria entrar o ar do qual tanto precisais para sobreviver? Se vossos grandes poros do nariz e da boca existem, dai licença às plantas de também possuírem seus poros de respiração, pelos quais absorvem o ar que lhes é necessário. E a planta é bem mais ecumênica, do que o sois vós.
10 – Pois enquanto vós respirais a cada segundo, a planta só respira uma ou duas vezes ao dia. A inspiração acontece durante o dia e a expiração durante a noite. Durante todo o dia a planta suga o ar que precisa por seus poros, ou também existem plantas que possuem casulos especiais. À noite, quando o processo químico foi concluído e a planta absorveu o que lhe compete, o gás que não é bom para ela é expulso junto a outros elementos como o nitrogênio. Este processo demora tanto quanto a inspiração. O gás expulso é a combinação de ácido carbônico, hidrogênio e oxigênio. Não devemos confundir a respiração com o processo de fotossíntese.
11 – Bem isso é a respiração das plantas e agora sabeis como acontece. O porquê da respiração já foi explicado no capítulo dos minerais: é o único e idêntico motivo, tanto na rocha como na planta.
12 – Mas como acontece a respiração e o que respirar da matéria orgânica bem grosseira?
13 – Não é um processo simples como vos faz crer a observação externa da respiração. É bem mais complexo, pois uma respiração sempre é a consequência de uma respiração anterior.
14 – Se, por exemplo, tomardes um fole duplo e o abrirdes com vossas mãos, o ar do inferior será levado ao superior. Tão logo o inferior for solto, ele novamente abocanhará o ar. Mas se o apertares novamente, acontecerá o mesmo; ao soltá-lo, novamente sugará o ar. Mas será que o fole conseguiria fazer isto por si mesmo, sem ajuda de uma força para isto criada? “Não, - dirá mesmo a mais tapada das mentes - isto não é possível!”.
15 – Bem, e se Eu pergunto qual força móvel está à disposição da planta, tal que faça seus organismos se encolherem e se ampliarem feito um fole, para poder sugar o ar para o seu interior? Então direis: “Este é o ponto com o qual ainda não conseguimos manipular”. Bem, neste caso sejais libertos desta vossa dúvida, mas para isto deveis observar com atenção as pequenas pontinhas que às vezes cobrem todo o tronco, mas especialmente a parte inferior das folhas.
16 – Estas pontinhas não são nada menos que aspiradores de eletricidade. Elas aspiram avidamente o fluido de polaridade. Durante o dia, é a polaridade positiva. Ao inspirar esta polaridade positiva, que corresponde à forca centrifuga, faz com que os órgãos se distendam e os vãos ficam cada vez maiores. Desta maneira, podem sugar o ar pelos poros.
17 – À noite se modificam as polaridades, e o fluido elétrico sai pelas pontinhas (ou então se descarrega, como vós costumais dizer), e os órgãos começam a se estreitar e expulsar os alimentos supérfluos (carbono, hidrogênio), a polaridade negativa da eletricidade.
18 – Bem, creio que vossas dúvidas foram solucionadas. Mas ainda há algo bem importante para resolver: aquelas plantas que hibernam. Existem árvores, ervas e outras plantas inferiores que os botânicos conhecem, que respiram duas vezes ao ano, durante meio ano inspiram e no outro meio expiram. Durante todo o verão elas inspiram durante o dia da seguinte maneira:
19 – Com a inspiração contínua acontece um tal processo que, mesmo com o desgaste de ar necessário para a sobrevivência da planta, sempre sobra algum fluido que é armazenado e que faz com que a árvore cresça bastante no verão. Mas quando o verão acaba, então as sobras armazenadas são puxadas para fora, o que se pode observar na casca grossa ou no musgo dos troncos.
20 – Quando estas sobras de ar são pressionadas para fora durante o inverno (pelos poros), podeis concluir que este ar, pela sua longa permanência nos órgãos da planta, não é mais completamente puro. Bem, quando ele sai novamente ao ar atmosférico, deve passar por um processo químico purificador, e as impurezas se assentam no tronco como uma grossa casca ou mesmo musgo.
21 – Vede, esta é a grande respiração periódica das plantas. Sabei que assim deve ser a existência destas plantas, pois as respostas e as manifestações já discutidas são a prova da verdade desta revelação.
22 – Mas as árvores ainda têm uma quarta respiração, assim como os animais têm uma quinta e os homens um sem número; mas isto não vem ao caso neste momento, pois ainda seria muito cedo para vosso entendimento ainda muito fraco. Mas na hora certa tudo vos será dado com muita clareza. Isso que foi aqui dito é como uma poeira solar, comparado ao infinito que ainda existe por ser dito mesmo de uma só poeirinha do sol.
23 – Apesar de em Mim e para Mim não existir nada infinito ou eterno, pois Eu sou o infinito e o eterno, tudo o que foi criado contém em si algo infinito, porque Me contém. Pois onde estaria a coisa que está fora de Mim que não Me possui em seu interior? Mas tudo aquilo que Me tem em seu interior também tem o infinito em si e por causa disto não pode ser considerado finito pelo infinito.
24 – Por isto podeis ter certeza que Eu sempre possuo algo oculto para aqueles que Me amam, e aqueles que vão a Minha escola jamais terminarão de aprender.
25 – Pois enquanto mais alguém aprender, tanto mais ele ainda terá que aprender. É essa razão por que no Meu reino nunca existirão “sábios” e ninguém poderá fazer o doutorado, pois sempre será dito:
26 – Nós seremos eternos alunos e todo nosso conhecimento é nada comparado com a Onisciência de nosso Pai.

27 – Ficai, pois, alegres e bem dispostos. Se não souberdes tudo, sabeis que para Mim nada fica desconhecido, e assim tudo vos será dado no tempo certo e ao Me pedirdes, a Mim, vosso santo Pai. Amém. Isso falo Eu, vosso Pai. Amém.




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