Padre quevedo



Baixar 368.2 Kb.
Página1/9
Encontro22.10.2018
Tamanho368.2 Kb.
  1   2   3   4   5   6   7   8   9


DOSSIÊ
PADRE QUEVEDO

Nem tudo que reluz é ouro.

Demonstração de como é o outro lado da moeda.

ÍNDICE

1º Texto : A casuística do Pe. Quevedo ....................................................................3

2º Texto : A Parapsicologia de Quevedo ..................................................................7

3º Texto : O Curso de Parapsicologia .......................................................................9

4º Texto : O Espiritismo e seus Agressores ..........................................................10

5º Texto : Os Livros do Padre Quevedo ...............................................................16

6º Texto : Os Padres Mágicos ..................................................................................19

7º Texto : Ouça quem tiver ouvidos para ouvir ....................................................25

8º Texto : Padre Quevedo e a missão do Espiritismo ..........................................29

9º Texto : Quevedo & Parapsicologia .....................................................................33

10º Texto : Testemunho de um Pastor Evangélico .................................................36

11º Texto : Quevedo : Os melhores Livros de Parapsicologia do Mundo ??? .....38

12º Texto : O Inconsciente ante as manifestações Espíritas ..................................45

13º Texto : A Filosofia do Padre Quevedo .............................................................54

14º Texto : Uma revisão Crítica dos Livros do Padre Quevedo .........................57

15º Texto : A Igreja e a Parapsicologia – Como a Inquisição se modernizou ...71

Paulo, este artigo aqui, do Parapsicólogo Alfonso Martinez Taboa, que se encontra no site do Inter Psi da PUC, São Paulo, reforça o que vc falou do fraudulento Padre Quevedo. E se esse padre é assim, tão desonesto, imagine seus discípulos, como o tal Turatti :

http://www.pucsp.br/~cos-puc/cepe/intercon/revista/artigos/taboas.htm

1º texto : A casuística de Pe Quevedo

Depois de termos identificado correta e suficientemente o padre Quevedo, que fala em nome da Parapsicologia mas nunca foi, de fato e de direito, um cientista, e após termos de igual modo identificado sua estratégia de combate sem trégua ao Espiritismo, cumpre-nos agora proceder indispensável exame da casuística que ele manipula para alcançar o seu objetivo.


Neste particular impõe-se-nos logo de saída chamar a atenção para um aspecto da sua obra impressa, especialmente os volumes que ostentam o Imprimatum da Igreja: nada contém de original.
Ele, o padre Quevedo, não apresenta qualquer pesquisa experimental feita por si mesmo, com metodologia minimamente científica. Aproveita-se do vasto acervo dos fenômenos descritos nos anais da Metapsíquica, antecessora da parapsicologia, e em torno de tais fenômenos, que não produziu e nem sequer presenciou para poder avaliar as condições de controle, monta o seu discurso jactancioso, distorcendo fatos e fazendo insinuações maldosas sobre médiuns autênticos e os pesquisadores confiáveis que, historicamente, confirmaram as hipóteses espíritas. Freqüentemente descamba para a ofensa pessoal recorrendo até ao deboche.
Não só classifica Conan Doyle como “fanático” (página 61 do volume 5 do tratado OS MORTOS INTERFEREM NO MUNDO? – Edições Loyola, São Paulo, 1993).
Não só diz que: “Allan Kardec chegou à extrema esquizofrenia” (página 183 do mesmo tomo).
Não só atribui também “fanatismo” a sábios de reputação científica imaculável, como Oliver Lodge (página 295 do volume 4).
Atinge o máximo de indelicadeza, de descortesia, de falta de educação, de incivilidade, para não dizer insanidade, chamando de “impagável mestre espírita brasileiro” o Dr. Carlos Imbassahy, um homem de excepcional cultura, que o tratou de forma tão distinta e tão gentil quando com ele entrou em polêmica.
Como se tudo isso não bastasse, generaliza, proclamando: “O leitor já está saturado de saber com quanta facilidade os mestres do Espiritismo mentem...” (página 158 do volume 5).
Mas, deixemos de lado essas ofensas e vejamos a qualidade da casuística do padre Quevedo. Ele começa o volume 3 do seu tratado colocando na página de abertura (nº 7) estas palavras: “Como sempre, damos preferência aos casos mais venerados pelos espíritas, casos selecionados pelos grandes mestres... Apesar de um tanto antigos. Há muita ingenuidade.
J. Huertas Lozado foi um célebre espírita espanhol. Antes da sua sincera conversão ao catolicismo, aprendera a praticar em larga escala os mais notáveis fenômenos do espiritismo. Era muito considerado e famoso. Depois de sua conversão, porém, ele mesmo reconhecia :
“Outras vezes eu tinha visões. Juro que nunca vi coisa alguma. É tão fácil iludir os homens !(...)”
“Se um espectador desejava falar com um morto que eu não conhecera, procurava habilmente averiguar seu nome, sem que o consulente percebesse. Depois dizia ou escrevia o que me parecia mais agradável ao consulente, e no fim declinava o nome do espírito evocado”.
Analisemos este primeiro exemplo da casuística do padre Quevedo.
Primeiro, ele afirma que dará preferência aos casos “mais venerados” pelos espíritas, e imediatamente escolhe o caso de um sujeito de nós desconhecido, de atitudes abomináveis e não veneráveis.
Segundo, ele deixa mal a sua pátria de origem, a Espanha, pois no Brasil gente com J. Huertas Lozado, mistificadora e safada, engana os tolos mas não se torna célebre, considerada e famosa nos meios espíritas.
Terceiro, ele em nada engrandece a sua Igreja, pretendendo honrá-la com a conversão de um vigarista.
E o mais grave aqui vai em uma simples pergunta:
- Como pode o Padre Quevedo julgar tal sujeito digno de figurar em um tratado de Parapsicologia como elemento de peso contra a autenticidade dos fenômenos mediúnicos?
A única explicação para tamanho descuido do esperto jesuíta encontra-se quase no fim do citado volume, na página 263, onde ele escreve:
É sabido que entre os santos, os místicos, e mesmo entre os pseudomísticos católicos, sempre houve mais e melhores fenômenos parapsicológicos do que em ambiente espírita. No espiritismo, pelo ambiente mórbido, de “além-túmulo”, desequilibrado e desequilibrante, os fenômenos “retorcidos”, baixos... são quase regra; mas qualidade, e mesmo quantidade, é no catolicismo. De todos os tipos de fenômenos. Em todas as épocas”.
Eis aí. Não precisamos dizer mais nada relativamente a este assunto. Fazê-lo seria até faltar com o devido respeito à inteligência dos leitores.




  1   2   3   4   5   6   7   8   9


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal