Os Sonhos – Asas de um deus



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Os Sonhos – Asas de um deus
Maria Angelina Kalil Aidé

UNITERMOS: Sonhos, Interpretação, Judaismo, Mitologia, Pulsão.

RESUMO
A autora aborda a Interpretação dos Sonhos em duas vertentes: a mitologia e o judaismo como fontes da inspiração freudiana.

ABSTRACT
The author analyses the Traumdentung in two differents points of view: the judaism and the mithology as Freud's inspiration.

“Cerradas as portas a luta prossegue nas asas do sono”
Drummond

“Em sonho, no último sonho da manhã, achava-me hoje no alto de um promontório -para além do mundo, e segurava na mão uma balança, e pesava o mundo”... “Meu sonho, ousado navegador, meio navio, meio rajada, silen – cioso como a borboleta, impaci - ente como o falcão: que paciên- cia e que lazer teve ele hoje pa – ra poder pesar o mundo!”


Dos Três Males (Zaratustra)

Impossível, aos 100 anos de publicação da Traumdentung, abordá-la sob quaisquer de seus aspectos, sem repetir, de algum modo, seus numerosos comentadores, psicanalistas ou ferrenhos adversários da Psicanálise.


A “via real”, revela o fermento de três caminhos bifurcados, a partir de “pensamento selvagem”, o científico, o filosófico e o mitológico, sem desconsiderar a arte, que o empenho de Freud fez convergir magistralmente, propiciando, até mesmo, uma vereda surrealista em pleno positivismo, revolucionando todo o pensar moderno. No século XXI, permanecemos percorrendo as “vias facilitadas” por Freud, que se abrem a um além de qualquer princípio (1920), para um novo paradigma de pensabilidade nas ciências sociais, aliadas à lógica e a lingüística, incorporando a complexidade original do homo-sapiens-demens.
Do modelo biológico do neurólogo darwiniano, com aspirações lamarckistas, Freud, desde a “viragem” do Narcisismo, nos evidencia os fantasmas “palpáveis” do “Urzeiten”, levando-nos ao exame daqueles tempos originários da família humana. Descentrando e desnaturalizando o homem, irremediavelmente imerso na ilusão sem futuro que recobre as lacunas produzidas pelo “esquecimento” do insuportável horror ao incesto e ao parricídio-verdade do sujeito.
A re-presentação, correlata à pulsão, é a base da atividade psíquica. O desejo constitui-se no intervalo dinâmico/energético, sob a prevalência de uma Vorstellug, a qual, ultrapassando resistências, enseja o evento de outra representação. Permanente devir, metáforo-metonímico, que Lacan aproxima aos mecanismos do processo primário, condensação e deslocamento, reitores do sonho.
Sonho/sintoma, como efeito-signo, formação do inconsciente, revel-a-dor manifesto do latente cifrado pela censura. Oráculo generoso que se oferta à escuta do intérprete, Tirésias de nossa hybris noturna.
Com o mesmo vigor iconoclasta com que Freud desvitaliza a neurofisiologia de seu tempo, produzindo “Sobre as Afasias” e o fantástico “Projeto para neurólogos”, também demolirá os procedimentos interpretativos populares relativos aos sonhos, perturbando definitivamente o sono da humanidade, transformando aquele “guardião“ em objeto cientificamente inteligível.
Sonhos proféticos, didáticos, iniciáticos como os dos xamâs, sonhos telepáticos que propiciam comunicações com pessoas distantes, vivas ou mortas, sonhos arquetípicos, todos passarão a ser considerados como um jogo sobre determinado de representações, no acaso labiríntico das Bahnungen, que esbarram nas “barreiras de contato”, ensejando a tese de que os sonhos possuem um sentido. Nada mais senão realizações do desejo sexual infantil do sonhador, escândalo freudiano, novidade mais substancial.
Realização de desejo, na verdade, o único desejo efetivamente realizado, é o de dormir, sendo a mencionada realização, de natureza alucinatória. Desejo indestrutível porque jamais satisfeito.
A interpretação, o “arbeit” do psicanalista, inverso ao trabalho do sonho, consiste em uma transposição do “rebus”, partindo do relato do sonho, ao pensamento latente. O percurso se fez pela leitura do sonhante de seu texto psíquico. Todo sistema apoia-se na dinâmica pulsional sob os auspícios do principio desprazer-prazer, suporte da homeostase do aparelho anímico. O processo transcorre em um cenário, cujo chão se constitui por um “topus” não anatômico, regido por uma temporalidade peculiar.
Freud não foi um ...... Seu “fict” constitui-se como verdadeira “série complementar”: a bagagem “arqueológicamente “ herdada cruzando linguagens arcaicas com o saber que lhe é contemporâneo, articulando restos justapostos da racionalidade greco-latina, o idealismo alemão, reflexões shaskeas-pearianas, enfim, da episteme universal. Genial “bricolage” que se oferece como a mais instigante aventura do pensamento humano visando penetrá-lo. Neste trabalho, pretendemos abordar, resumidamente, duas vertentes apenas da trajetória freudiana, numa pálida amostra desta composição: suas raízes mitológicas e judaicas, com pequena referência aos filósofos de que lança mão, recorrendo a Assoun (1978), como fio condutor, preliminarmente.
Este autor em “Freud, a filosofia e os filósofos”, classifica as relações de Freud com a filosofia como ambíguas. Ora manifestas, nomeando Platão, Schopenhaner, Empédocles, por exemplo; ora latentes quando omite filósofos dos quais se serve, todavia sem nomear. Memória encobridora ou afinidades inconscientes?
Em sua vasta correspondência, Freud confessa ver na “filosofia um objetivo e um refúgio para a velhice”, afirmando a Jones que “quando jovem, sentia-se fascinado pela especulação mas, afastei-me dela corajosamente”. Entretanto, freqüenta as “reuniões de leitura” na Faculdade de Medicina de Viena, já não mais obrigatórias quando de sua entrada; aluno de Brentano, de quem retira o conceito de representação. Ambigüidade que nos conduz a perplexidade, diante da declarada recusa ao texto de Nietzche, amplamente citado por ele, a guisa de exemplo, na própria Interpretação as páginas 351, vol. IV e, 585 e 694, vol.V. Por igual, o artigo “Criminosos em conseqüência de um sentimento de culpa”, Vol. XIX, o “Criminoso Pálido” do Zaratustra e, ainda, o uso do termo “Super-homem” em Carta de 31/5/1897, a Fliess.

Freud, o Judeu-Ateu.

“Por que não foi a Psicanálise criada por alguém dentre os homens piedosos? Por que teve ela que esperar por um judeu completamente ateu?
Carta a Pfister (09-10-1918)
“Continuei judeu”
Freud (1925)

Neste tópico seguiremos Haddad e Mezan, autores que discordam entre si quanto à extensão e a profundidade das raízes judaicas no texto freudiano. Ambos concordam que o tema sempre polarizou tensões, até porque, Freud em vida, tentou obscurecê-lo, pretextando que a ciência não tem pátria, apesar do valor afetivo dispensado ao povo judeu. A idéia de uma “ciência judaica” ser de uma ciência germânica”, aspectos que retardaram a entrada da Psicanálise na França (Rondinesco, 1988), o deixava perplexo e irritado.


Todavia, em sua visita a Sociedade Bnei Brit, Freud declara: “Devo a minha natureza judaica as duas qualidades que chegaram a me ser indispensáveis no longo caminho de minha existência”. As qualidades aludidas são a tenacidade e a independência intelectual.
Não esqueçamos que, até os 4 anos de idade, quando irá residir na Áustria de língua alemã, Freud falava o üdiche (derivado de yid ou jüde, que significa judeu), dialeto alemão da Idade Média, escrito através de caracteres aramaicos. Em alemão foram efetivados seus estudos mas, o üdiche é sua língua materna.
É entre os Bernays que Freud encontra Marta, cuja família de rabinos, manteve laços de amizade no meio cultural judaico, ao contrário de numerosos judeus semi-assimiliados.
Ora, se todas as culturas antigas tentaram compreender o estranho fenômeno do sonho, o judaismo não constituiria exceção. Entretanto, no capítulo primeiro da Traumdentung, não consta, na bibliografia arrolada, qualquer alusão a páginas muito significativas do Talmud, tais como "um sonho é a sexagésima parte de uma profecia”, ou “um sonho não interpretado é como uma carta não lida”.
Mezan não refuta a inspiração judaica na construção teórica de Freud, assegurando como eventual a semelhança entre o Talmud e a Psicanálise, insuficiente para apagar “a enorme diferença existente quanto aos espaços de enunciação”, afirmando que ambos não falam a partir do mesmo lugar. Para ele, as correlações efetuadas por Haddad, dentre outros, como Lacan (1967), não são mais que meras analogias. A nosso ver, são frágeis seus argumentos, que mais corroboram que contrariam Haddad. Este, comenta o ritual estabelecido por Esdras, o qual, reinventou a doutrina de Moisés, suprimindo o profetismo, reconstruindo o Templo, mantendo o culto sobre sacrificios de animais e, um segundo ritual – a leitura semanal do livro de Moisés em cada comunidade. Leitura que inaugura o estudo do Livro, o Talmud, como um magistério comparável à Academia platônica ou ao Liceu aristotélico. Daí, o Midrash, cuja raix, darásh, significa buscar, ........, investigar, denominando o conjunto de comentários à Biblia efetuado pelos eruditos. Comentários que subvertem a letra do texto através de um jogo de palavras em diferentes níveis de leitura, definindo uma verdadeira “arte de ler”.
Em Freud, lemos: “Dois pensamentos aparentemente sem relação alguma um com o outro, mas que se seguem de modo imediato, formam um todo que é preciso adivinhar” (1900).
A Psicanálise herda, pelo menos, uma arte particular de ler o sub-texto, hoje trivial, mas que representou uma verdadeira dessacralização, uma vez que esta arte deveria ser utilizada somente na leitura da Palavra.
O “livro dos sonhos” era como Freud gostava de se referir a Traudentung.
Numerosos são os exemplos arrolados por Haddad, cuja leitura é recomendável até para flagar fontes da releitura lacaniana.
Deixemos de lado tal controvérsia e enveredemos por outro víés – os mitos gregos.

Freud e a Urdoxa


“O que a Trauderotung propunha desde 1900 era que o sonho é a mitologia privada daquele que dorme, que o mito é o sonho acordado dos povos”
Ricoeur (1977)

Mito aqui entendido como a narrativa dos começos. Não mais mera ressonância, de vez que Freud utiliza-se explicitamente do legado grego, dos Upanishades, - Eros, Ananké, o Andrógino platónico e outros, alicerçam seu itinerário, tornando-se, redivivos, “personagens” contemporâneos.


Nas primeiras incursões de Freud no campo da Antropologia, Cartas 56, 57 a Fliess (Vol.I), observa-se a tentativa de fazer equivaler as histéricas, as bruxas medievais, as festas sabáticas e a proposta de estudar “com afinco ”o Malleus Maleficarum, pressupondo elos entre uma religião demoníaca daquela época e a paranóia. Posteriormente, tal reflexão irá abranger as neuroses em geral (1908).
Combater de forma eficaz o demônio, a irracionalidade, converte-se no objetivo fundamental; a meta primeira é a verdade da ciência. Contudo, a vida não é cientifica, ou, dito de outro modo, “cinzentas são todas as teorias e verde é a árvore da vida” (Goethe, citado por Freud).
A pulsão, o constructo mais original de Freud, seu Grundbegriff é referida na Metapsicologia (1915), como a “nossa mitologia” e, nas Novas Conferências (1932), ele ratifica: “As pulsões são seres místicos, grandiosos em sua indeterminação”.
E, a partir do conceito de pulsão de morte, a sobredeterminação ordenadora das representações psiquicas, é abandonada. A mais primária das pulsões é muda, ou seja, sem representabilidade, caos efervescente, pura dispersão, desligando as Vorstellungen amalgamadas por Eros, silencia o alarido da vida. A ela se deve a novidade, a criação, porquanto cabe-lhe ensejar novas articulações. “O Daimon grego”, elemento demoníaco a ser “domesticado”, con-torna o vazio do objeto perdido para sempre. O objeto a de Lacan. Busca incessante da satisfação a qual, todavia, esgotasse no próprio conceito. “Konstantcraft” o que, de imediato, retira qualquer aproximação aos instintos, os quais, uma vez satisfeitos, declinam sua pressão.
Relativamente aos mitos, não podemos esquecer o único mito moderno, “Totem e Tabú”, de 1913.
Assim, cabe um olhar regressivo aqueles tempos originários acima citados, para o que, seguiremos o Professor J. Brandão.
Certamente Freud não ignorava o existência da “cidade-médica” de Epidauro, centro cultural e esperitual, onde Asclépio ( o Esculápio latino), praticava a medina no recinto sagrado do Hi''eron, deus da “nooterapia”, que purifica e transforma física e psiquicamente, isto é, a cura pela mente.
No pórtico, a inscrição: “Puro deve ser aquele que entra no Templo perfumado”. Buscava-se a “metonoia”, a modificação dos sentimentos através do “Gnothi s'autón”, o conhece-te a ti mesmo socrático. Purificação significava pensamentos sadios. Curando a alma, curava-se o corpo, pois, cabia aquela responsabilizar-se pelo corpo em seus descaminhos. Dito de outro modo, catarse. Não eram usados medicamentos, senão o juízo e a intervenção divina. Os sacerdotes emprestavam grande importância aos sonhos, tidos como manifestações das divindades.
Uma hierofania, quando Asclépio vinha visitar e tocar as partes enfermas do sonhador.
Freud, que recolhera de Platão a hipótese da reminiscência, propondo-a na etiologia da histeria na qual se “dá a ver” o sofrimento neurótico em uma cena corporal, deixaria de usufruir daquele modelo?
Mera coincidência ou prolongamento “científico” a Psicanálise?
A Traundentung desvela Hipno, do grego Hipnós, do latin “summus”, sono.
Caos, vazio primordial, gerou por partenogênese Nisc e Erebro, na primeira geração dos deuses, na Teofonia de Hesiódo, organizador, em genealogias, dos mitologemas da Hélade. Note-se que, o pensamento cosmogônico desenvolvia-se ciclicamente, de baixo para cima, das trevas para a luz.
De Nisc, a Noite, nascerá a luz radiante; de Érebro, a escuridão profunda. Trevas superiores e trevas infernais. Não evocam o “si negueo superos, acheronta movebo”, epígrafe da Interpretação dos Sonhos?
Simbolizando o inconsciente, Hipnos, irmão gêmeo de Thânatos (de eterna juventude), um Ovídio habita o reino dos Cimérios. Este, num estranho palácio onde tudo dorme e, de onde o deus comandava os sonhos, seus filhos, um número incontável, destacando-se Morfeu, que toma a forma de todas as criaturas. Não são assim as imagens oníricas, plásticas, figurações incontáveis, encadeadas segundo a lógica do processo primário?
Hipno – símbolo do vôo silencioso que escapa à percepção do sonhador, alado, percorre rapidamente o mundo, adormecendo todos os seres. Conta-se dele que, apaixonado pelo lindíssimo pastor Eudínion, concede-lhe o dom de dormir com os olhos abertos para poder olhar, dormindo, nos olhos do amante. Devaneio...
Hipno é, ainda, o sonho, a aspiração, sendo representado por uma cabeça esculpida, tendo do lado direito asas, ao invés de orelha.
Asas cuja poética remete a Hermes, de sandálias aladas, que preside as estradas, não se perdendo nas noites. Mensageiro predileto dos deuses, um deus psicopompo, condutor de almas, cuja astúcia, inteligência prática e invisibilidade, aliadas à sabedoria das ciências ocultas, viaja célere por toda parte.
Sonho, “guardião do sono”, em Freud, recondução da libido a um estádio primário, narcísico, que propicia a satisfação alucinatória do desejo, verdade alada daquele que dorme.
Asas de Hipno-não insinuam a horkäpse do grafo constante no Ego e o Id? “Os ouvidos são, no campo da inconsciente, os únicos orifícios que não se fecham “(Lacan 1979).
Aspecto importante do sonho, apontado por Freud, é a existência de um “umbigo', ponto no qual o emaranhado de pensamentos oníricos não pode ser desemaranhado. Umbigo, “omphalós”, considerado na mitologia como o centro do mundo, Sarça Ardente, Santo dos Santos, intuído por Moisés como o “buraco” onde seriam engastadas as Tábuas da Lei. Lugar do “Unerhant”, do não-reconhecido. Presença do caos.
Custa a crer que Freud esgotasse tal referência apenas como o lugar limite da interpretação.
Embora ignorada a etimologia de Delfos, os gregos sempre a relacionaram com “delphis”- útero, cavidade misteriosa para onde descia a Pítia (Pitonisa), para tocar o “omphalós”, antes de responder aos consulentes. “Stomion”, que tanto significa cavidade como vagina. Daí o umbigo ser tão carregado de sentido genital, como se observa no Cântico dos Cânticos : “uma taça feita em torno, que nunca será desprovida de licores”. (CT, 7, 1, 2). O valor deste acidente corporal pode ser constatado em numerosas estatuetas africanas, representando-o em proporções gigantescas, maiores que o membro viril.
Rosolato, (1978), considera-o como a marca vestigial do laço com a mãe, do mesmo modo para ambos os sexos, remetendo a mais arcaica e vital das relações e à primeira separação. E mais, este orificio obturado, esta cicatriz, exerce função enigmática para a criança, por não sugerir nenhuma utilidade, senão a simbólica do centro. Constitui a configuração de uma perda que a criança não consegue decifrar. O umbigo do sonho articula-se ao desconhecimento fantasmático de um elo perdido no desejo impossível de totalizar. Reino do caos, punhal de morte, de restos eróticos desvinculados, cachinho de muitos egos, traços imemoriais, filofenéticos.
Nascemos id-otas. Psíquica e fisiologicamente pré-maturos. A maturidade nada mais é senão a construção ilusória do ego que apenas alcança a Relitait e nunca a realidade efetiva (Wirklichheit).
Nossa realidade é “maya”, narcísica. Surrealismo: é nos sonhos que despertamos para o significativo. Neles somos asas/aurículas – orelhas e pedaços cardíacos. Ícaros/senhores do espaço/tempo, domínios do ....... suspeitado que o despertar acorrenta-Prometeus-na nuduz do incognascível, em torno do qual a vida guia e nos revira.

BIBLIOGRAFIA


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RONDINESCOU, E. - História da Psicanálise na França – A Batalha dos Cem Anos. Vol. 2, Ed. Zahar, RJ, 1988.

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