Odontologia para bebêS



Baixar 48.83 Kb.
Encontro21.10.2017
Tamanho48.83 Kb.

UFPB-PRAC_______________________________________________________________XII Encontro de Extensão

6CCSDCOSPE01-P
ATENÇÃO ODONTOLÓGICA A BEBÊS: ESTRATÉGIA EDUCATIVA

Alice Helena de Araújo Silva(1); Lariane Jane Paulino(2); Priscilla Athayde(2);

Thalita dos Santos(2); Eliane Medeiros-Serpa(3);

Centro de Ciências da Saúde/ Departamento de Clínica e Odontologia Social/ PROBEX



RESUMO

A Odontologia para Bebês refere-se aos cuidados da saúde na faixa etária de 0-36 meses de idade. É uma tendência mundial a atenção começar ainda nos primeiros meses de vida, visto que nessa idade, quando a família é orientada, percebe-se uma queda na prevalência de doenças bucais, em especial, a cárie dentária, que costuma ocorrer de forma progressiva em crianças. Objetivo: Apresentar a abordagem das palestras educativas direcionadas aos pais das crianças participantes na Clínica de Bebês da Universidade Federal da Paraíba. Metodologia: O atendimento da Clínica para Bebês se divide em abordagem educativa, preventiva e curativa. As palestras para os pais e responsáveis estão inseridas na abordagem educativa e abrangem temas de educação e orientação em saúde bucal, tais como cárie precoce da infância, fluorterapia, escovação, orientação da dieta, da higiene bucal, doenças da boca, hábitos bucais. Estas são ministradas pelos alunos extensionistas, uma vez por semana antes do atendimento clínico aos bebês. Um questionário abordando as principais dúvidas e mitos relativos à saúde do bebê também é administrado para fins de conhecimento do perfil da população assistida e planejamento de ações. Servindo como base para a roda de diálogo como os responsáveis. Os recursos didáticos disponíveis são folhas de transparências para retroprojetor, álbuns seriados, macromodelos, livrinhos figurados, jogos lúdicos. Resultados: O projeto é um elo entre a comunidade científica e a população, o que vai além do atendimento curativo, viabilizando trocas de saberes entre os dois lados. Verificou-se que a transmissão vertical de conhecimentos causa menor interesse nos pais do que quando os assuntos são abordados numa conversa informal com a participação de todos na roda de diálogos. Os extensionistas estão mais seguros quanto à importância das medidas educativas, assim como, os pais estão mais envolvidos e co-participativos no processo da promoção de saúde da família. Conclusão: A promoção da saúde bucal do bebê precisa da atuação conjunta dos pais – bebê - profissional, por meio de ações prioritariamente educativas e preventivas. As palestras educativas oportunizaram aos alunos da graduação atualizar-se sobre os diversos temas da odontopediatria, aprimorarem seu conhecimento científico, verificar a importância da relação - pais - filhos – profissional; bem como, aos pais socializarem experiências e saberes tão importantes para a saúde do bebê e dos futuros profissionais.


PALAVRAS-CHAVES: Odontopediatria, Educação em Saúde, Pré-escolar.

INTRODUÇÃO E REVISTA DA LITERATURA

A chamada Odontologia para Bebês, em que os cuidados começam ainda nos primeiros meses de vida, é uma tendência que está sendo bastante difundida nos dias atuais. Apesar de a atenção a esta faixa etária (0-36 meses de idade) estar em evidência, percebe-se ainda uma grande prevalência de doenças bucais, em especial, a cárie dentária, que ocorre de forma agressiva e progressiva nos bebês (MAGALHÃES, 2009).

A filosofia da Odontologia para Bebês se refere a uma abordagem educativa, preventiva e curativa. A primeira Bebê-Clínica surgiu na Universidade Estadual de Londrina – Paraná (UEL) e foi inaugurada em 1986, em resposta a uma tendência mundial de atenção odontológica em crianças de baixa idade, por meio de um convênio com a Finep, com o estabelecimento de programas educativos e preventivos para o controle da cárie dentária (SILVA, 2007; MAGALHÃES, 2009).

Segundo Magalhães et al. (2009) há cinco estratégias preventivas para promoção de saúde bucal em bebês. 1ª Estratégia: Orientação da gestante. 2ª Estratégia: Minimizar a transmissão de bactérias cariogênicas aos bebês. 3ª Estratégia: Orientação racional da dieta. 4ª Estratégia: Controle mecânico do biofilme dentário. 5ª Estratégia: Indicação do flúor.

Muitas mães se perdem no percurso entre a intenção e a ação, percebendo-se, assim, a necessidade do acompanhamento da mãe, do bebê e do núcleo familiar também no período pós-parto. A transmissão de informações não consegue por si só modificar padrões de comportamento e hábitos comumente existentes na população (SIMIONI et al., 2005).

Para isso é necessário a atuação precoce do cirurgião dentista junto ao infante, preferencialmente desde a gravidez materna. A necessidade de atenção à saúde bucal ainda no primeiro ano de vida foi enfatizada por vários autores (BENGTSON et al, 2002; BÖNECKER; CORRÊA, 2003) pela possibilidade de prevenir a doença cárie com reduções de até 95,5% quando os bebês iniciaram o atendimento no primeiro ano de vida caindo para 71,5% aos dois anos (WALTER; NAKAMA,1998) ou, ao menos, minimizar sua prevalência e gravidade, além de contribuir para manutenção da integridade da dentição decídua e favorecer o bem estar da criança.

A meta na educação em saúde é tornar as pessoas mais preparadas e esclarecidas para que possam fazer escolhas mais saudáveis (BÖNECKER; CORRÊA, 2003). A educação e a informação com ênfase nas mudanças de hábitos não saudáveis devem ser constantes para atingir seus objetivos. A implantação de uma clínica odontológica precoce como extensão universitária, além de beneficiar a saúde dos bebês, contribui na construção do conhecimento científico e no desenvolvimento do compromisso social do futuro dentista.

A odontologia para bebês está fundamentada na educação e prevenção, sendo a conscientização do núcleo familiar a chave principal para motivar, devendo ela ser realizada através de orientações, palestras, rodas de diálogos, jogos educativos para que a criança e seus responsáveis adquiram hábitos saudáveis.

O objetivo desse trabalho é apresentar de maneira simplificada a abordagem das palestras educativas direcionadas aos pais das crianças participantes na Clínica de Bebês da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Alguns temas são fundamentais de serem abordados como: a doença cárie, doenças bucais, hábitos bucais deletérios, uso racional do flúor, higiene bucal.
Cárie Dentária

A cárie é uma doença infecciosa, transmissível e multifatorial. Entre os vários fatores etiológicos atuantes no desenvolvimento dessa doença estão: os microrganismos cariogênicos, carboidratos fermentáveis e a suscetibilidade do dente e do hospedeiro (DITTERICH et al., 2004). Além destes fatores, Fadel (2003) cita que raça, sexo, idade, nível de instrução, nível de renda e outros têm sido fatores significantes no desenvolvimento da doença, os quais são considerados fatores modificadores.

A cárie tipo mamadeira é uma doença com estreita ligação com o hábito prolongado de amamentação e diretamente relacionado ao conteúdo de carboidrato fermentável presente no líquido ingerido (RAMOS; MAIA, 1999), podendo ocorrer em crianças a partir da erupção dos primeiros dentes, em decorrência de aleitamento noturno, inclusive de leite materno, uso de mamadeiras adoçadas e consumo de alimentos açucarados (LOSSO, 2009).

Sabe-se, entretanto, que por meio de um contínuo processo de educação em saúde, mesmo sendo praticamente impossível a não-contaminação pelo Streptococcus do grupo mutans, é perfeitamente viável não se contrair a cárie dental (RAMOS; MAIA, 1999).

Por ser considerada de etiologia multifatorial, há uma necessidade de controle desses vários fatores causais associado à aquisição de bons hábitos de higiene, acesso a atenção odontológica e um maior contato com flúor (CORTELLI et al., 2004).
Hábitos Bucais Deletérios

Hábito é entendido como uma repetição constante de um ato ou atitude com uma finalidade específica. Os hábitos bucais deletérios são definidos como ações complexas e de caráter inconsciente, que podem atuar como fatores deformadores do desenvolvimento ósseo e dentário, do processo respiratório, fonético, sendo, dessa forma um fator etiológico das más-oclusões (ROCHELLE et al., 2010).

Os hábitos bucais nocivos mais freqüentes são os usos de chupeta, mamadeira e a onicofagia (CZLUSNIAK et al., 2008). A maioria das mães não percebe a repetição de seus hábitos orais em seus filhos e tem conhecimento de que esses hábitos trazem prejuízo à conformação das arcadas dentárias (SERRA-NEGRA et al, 2006).

Segundo Rochelle et al., existem associações significativas entre alguns hábitos bucais deletérios e oclusopatias, merecendo destaque o tempo de uso de chupeta, por influenciar significativamente e ser um indicador da presença de mordida aberta.

Para Bonecker; Corrêa (2003) repreensões e punições para remover o hábito nocivo não contribuem e apenas humilham a criança, podendo até agravar o problema. É preferível a conscientização e não facilitar a chupeta. Esta remoção deve ser feita até no máximo quatro anos de idade para evitar comprometimento das arcadas dentárias.
Higiene Bucal do Bebê

A limpeza da cavidade bucal deve ser iniciada antes mesmo da erupção dental, com o intuito de se criar o hábito da higienização. Para recém-nascidos, esta deve ser feita usando dedeira, um tecido limpo ou gaze embebida em água filtrada ou soro sobre a gengiva, visto que a cavidade bucal do recém-nascido não apresenta nichos para a retenção de microorganismos associados à cárie dentária (BENGTSON et al, 2002).

Após a erupção do primeiro dente decíduo, a higiene bucal do bebê deve ser realizada com dedeiras de borracha ou silicone, haja vista a instituição de nichos para retenção de bactérias (ARDENGHI, 2007), mas não é necessário uso de dentifrício devido à possibilidade de ingestão pelo bebê. A escova dental deverá ser introduzida por volta dos 14 meses de idade, época que corresponde à erupção do 1º. molar decíduo, sem o uso de dentifrício fluoretado, pois ainda acontece ingestão do mesmo nessa idade, podendo causar fluorose (CADERNOS DE ATENÇÃO BÁSICA, 2006).

A higienização deve ser realizada pelos pais ou responsáveis, mas à medida que a criança cresce, deve ser estimulada a fazer a escovação sozinha, com supervisão e complementação dos mesmos. Os pais devem realizar a escovação dental e o uso do fio dental na criança até que ela apresente coordenação motora adequada para efetuar esses procedimentos, isto é em torno de 6 anos (CADERNOS DE ATENÇÃO BÁSICA, 2006).


Doenças da Boca

  • Cárie Precoce da Infância

A cárie precoce da infância é um tipo de cárie de desenvolvimento rápido, que afeta a dentição decídua tendo como fator etiológico a presença de um substrato (resíduos de leite materno, leite bovino com açúcar ou hábitos de adoçar a chupeta) e a ausência de higiene bucal. Acomete principalmente crianças que utilizam, freqüentemente e por longos períodos, mamadeiras contendo líquidos açucarados. O próprio leite materno também poderá provocar o aparecimento de lesões de cárie se seu uso for frequente e prolongado, sem realizar a higienização (RAMOS; MAIA, 1999).

Deve existir uma interação entre profissionais e pais orientando e motivando quanto aos hábitos saudáveis de amamentação, dieta e higiene para manutenção da saúde geral. (LOSSO et al., 2009).



  • Candidíase

A candidíase é uma infecção fúngica causada comumente pela Candida albicans, que habita as mucosas do organismo humano, manifestando-se na forma de doença quando há condições favoráveis. Desde o nascimento da criança, é possível detectar na cavidade bucal a presença de leveduras da cândida. Isto possibilita uma maior adaptação do microrganismo ao ambiente bucal, permanecendo no local por toda a vida da criança (ARAÚJO et al, 2003).

A candidíase que geralmente afeta as crianças é a do tipo pseudomembranosa, vulgarmente chamada de sapinho, a qual se caracteriza por formar placas esbranquiçadas removíveis por raspagem, deixando áreas eritematosas e hemorrágicas (ARAÚJO et al. 2003).

O tratamento consiste de limpeza da região com bicarbonato de sódio diluído em água filtrada e uso de antifúngicos como a nistatina.


  • Estomatite Herpética Infantil

A estomatite herpética infantil é causada pelo vírus da herpes simples (HSV) sendo o sorotipo 1 responsável pelas infecções bucais e peribucais. Esse vírus geralmente se instala de maneira latente no gânglio trigeminal. (CHIARELLI; RAU; SCORTEGAGNA, 2008). É a patologia sintomática mais comum entre as crianças e 1 a 5 anos, dando-se o contagio pela saliva (LOPEZ, 2000). Sua manifestação envolve febre, falta de apetite, linfadenopatia cervical anterior e o aparecimento de vesículas puntiformes que se rompem rapidamente, formando inúmeras lesões pequenas avermelhadas, dando lugar a úlceras de fundo amarelado com zona edemaciada e eritematosa extremamente dolorosas (TRINDADE, et al, 2007).

O tratamento mais indicado é focado na atenuação da sintomatologia dolorosa, já que a doença é auto-limitante e as lesões regridem por volta do 10º dia. Assim, recomenda-se bochechos com água morna e bicarbonato de sódio, evitar dieta ácida e o uso de analgésicos. (CHIARELLI; RAU; SCORTEGAGNA, 2008; TRINDADE et al, 2007)


DESCRIÇÃO METODOLÓGICA

O projeto ATENÇÃO ODONTOLÓGICA A BEBÊS DA REDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA teve início em abril de 2010 e conta com a participação de quatro alunos extensionistas, sendo um bolsista e de cinco professores da Universidade Federal da Paraíba.

O objetivo principal é promover a saúde bucal de bebês (0 a 36 meses), de maneira que fundamentada na educação e prevenção vamos evitar o aparecimento de doenças bucais, e esta última quando já instalada será tratada com fins de fornecer condições ao correto desenvolvimento de todo sistema estomatognático da criança.

População Assistida

O atendimento clínico é realizado em bebês de 0 a 36 meses de idade da cidade de João Pessoa – PB e a parte de orientações/ educativa estende-se aos pais e acompanhantes.

Inicialmente estas crianças estão sendo agendadas pela demanda espontânea que aparece na Clínica de Odontopediatria da UFPB, mas que pela pouca idade são encaminhadas para a Clínica de Bebês.

Futuramente os extensionistas participantes do projeto irão às creches do município explicar os objetivos da pesquisa aos diretores e encaminhar as cartas de convocação aos pais para uma reunião. Nesta reunião, os pais serão esclarecidos sobre a dinâmica do programa e convidados a participar, sendo agendados para a etapa educativa.

Os serviços de saúde dirigidos às gestantes e crianças, desenvolvidos no Hospital Universitário da UFPB e na Maternidade Cândida Vargas, também serão visitados pelos extensionistas com o objetivo de divulgar a iniciativa aos profissionais de saúde do serviço, a fim de orientá-los sobre encaminhamento deste grupo de pacientes infantis para a Clínica de Bebês da UFPB. Assim como, está em andamento um contrato com a Secretaria de Saúde do Município de João Pessoa.

Protocolo de Atendimento

O Programa de Atendimento ao Bebê (Bebê Clínica) é dividido em três fases:

a) educativa/preventiva;

b) manobras para reabilitação bucal – equilíbrio Des-Re (curativa);

c) manutenção da saúde.
A) ETAPA EDUCATIVA / PREVENTIVA

São realizadas palestras dirigidas aos pais e/ou responsáveis para formação de hábitos saudáveis em toda a família. Serão esclarecidos, de forma geral, sobre: Doença cárie e sua prevenção; a responsabilidade dos pais pela higiene bucal: como e quando realizá-la; a importância da amamentação natural e os cuidados da amamentação noturna; a influência dos hábitos alimentares e o uso racional da sacarose; esclarecimento sobre o uso do flúor, cariostático; explicar a respeito do traumatismo, erupção, oclusão, doenças da boca e hábitos deletérios; salientar a importância do compromisso familiar na manutenção domiciliar das instruções de higiene; alertar quanto à transmissibilidade dos microorganismos e incentivar a importância da saúde bucal no contexto da saúde geral.

Estas palestras são ministradas semanalmente pelos alunos extensionistas, na ante- sala da clínica de odontopediatria da UFPB, anterior ao atendimento clínico sendo obrigatória a participação dos pais/responsáveis para a continuação da criança nas outras etapas do projeto.

Um questionário abordando as principais dúvidas e mitos relativos à saúde do bebê também é administrado para fins de conhecimento do perfil da população assistida e planejamento de ações, servindo como base para a roda de diálogo como os responsáveis.

Os pais e acompanhantes são instigados pelos extensionistas para compartilhar suas experiências e falar suas dúvidas em relação à saúde dos bebês. Os recursos didáticos disponíveis são folhas de transparências para retroprojetor, álbuns seriados, macromodelos, livrinhos figurados, jogos lúdicos.

RESULTADOS

O projeto é um elo entre a comunidade científica e a população, o que vai além do atendimento curativo, viabilizando trocas de saberes entre os dois lados A etapa preventiva/educativa está tendo boa aceitação por parte dos estudantes e dos pais e pacientes participantes na Clínica de Bebês da Universidade Federal da Paraíba.

A abordagem educativa direcionada aos pais das crianças teve que ser alterada de unicamente palestras com auxílio do retroprojetor, para dinâmicas mais ativas como jogos, rodas de conversas informais.

Percebemos também:



  1. Maior conscientização, motivação e participação dos pais na adoção de hábitos saudáveis para toda a família dentro do novo paradigma de promoção de saúde;

  2. Mudanças positivas no comportamento direcionado ao bebê com relação aos hábitos alimentares, de higiene bucal, conhecimento dos fatores de risco às doenças bucais;

  3. Prestação de um serviço de atendimento odontológico baseado em ações educativas e preventivas, minimizando as ações curativas e mutiladoras, a fim de proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos bebês participantes do projeto;

  4. A transmissão vertical de conhecimentos (palestras) causa menor interesse nos pais do que quando os assuntos são abordados numa conversa informal com a participação de todos na roda de diálogos;

  5. Os extensionistas estão mais seguros quanto à importância das medidas educativas no processo de promoção de saúde em detrimento a etapa curativa.


CONCLUSÃO
A promoção da saúde bucal do bebê precisa da atuação conjunta dos pais – bebê - profissional, por meio de ações prioritariamente educativas e preventivas. As palestras educativas oportunizaram aos alunos da graduação atualizar-se sobre os diversos temas da odontopediatria, aprimorarem seu conhecimento científico, verificar a importância da relação - pais - filhos – profissional; bem como, aos pais socializarem experiências e saberes tão importantes para a saúde do bebê e dos futuros profissionais. É preciso treinar o aluno, fazendo-o vivenciar no seu curso de graduação os benefícios para a saúde de um programa de promoção de saúde bucal, para que posteriormente como profissional, torne-se um forte agente sensibilizador desse hábito. Faz-se necessário que todos os envolvidos no cuidado do bebê saibam reconhecer e modificar os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças, já que os eventos ocorridos na infância podem impactar a vida adulta determinando a condição futura da criança. A abordagem educativa deve ser o mais dinâmica possível, com uso de recursos didáticos alternativos e o estímulo da troca de saberes entre pais e profissionais, não apenas a transmissão vertical dos assuntos considerados importantes pelos profissionais.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO et al. Perfil da candidíase bucal em clínica estomatológica. Arquivo Brasileiro de Odontologia, v. 17, n. 38, p. 354-61, out./dez. 2002.

ARDENGHI, T. M. et al. in: CORRÊA, M.S.N.P.; DISSENHA, R.M.S.; WEFFORT, S.Y.K. Saúde Bucal - do Bebê ao Adolescente: Controle Mecânico do Biofilme Dental. 2. ed. São Paulo: Editora Santos, v. 1. 176 p., 2007.

BENGTSON, N. G.; BENGTSON, A. L. BENGTSON, C. R. G.; PINHEIRO, S. L.; CICHELLO, L. R. D. Educação e higiene bucal de bebês: dispositivos e escovas dentais do Mercado brasileiro. J Bras Odontop Odontol Bebê, Curitiba, v. 5, n. 24, p. 154-162, mar./abr. 2002.

BÖNECKER, M.; CORRÊA, M. S. N. Medidas educativas e preventivas para tratamento integral do bebê. In: CARDOSO, R.J.A.; MACHADO, M.E.L. Odontopediatria, ortodontia, ortopedia funcional dos maxilares, pacientes especiais. São Paulo, Artes Médicas, v. 2, Cap.3, 2003.

CADERNOS DE ATENÇÃO BÁSICA. Ministério da Saúde. n. 17: Saúde Bucal. Brasília, DF, 2006.

CHIARELLI, M.; RAU, H.L.; SCORTEGAGNA, A. Gengivoestomatite herpética aguda. Revista Odonto, São Bernardo do Campo, Ano 16, n. 32, jul./dez. 2008.

CORTELLI, C.S. et al. Fatores de risco a cárie e CPOD em crianças com idade escolar. Cienc. Odontol. Bras., v. 7, n. 2, p. 75-82, abr./jun. 2004.

CZLUSNIAKI, G. R.; CARVALHO, F. C.; OLIVEIRA, J. P.; Alterações de motricidade orofacial e presença de hábitos nocivos orais em crianças de 5 a 7 anos de idade: implicações para intervenções fonoaudiológicas em âmbito escolar. Publ. UEPG Cienc. Biol. Saúde, Ponta Grossa, v.14, n.1, p. 29-39, mar. 2008

DITTERICH, R.F. et al. Cárie de acometimento precoce: uma revisão. Ci. Biol. Saúde, Ponta Grossa, v. 10, n. 3/4, p. 33-41, set./dez. 2004.

FADEL, C.B. Cárie dental precoce: qual o verdadeiro impacto da dieta em sua etiologia?. Ci. Biol. Saúde, Ponta Grossa, v. 9, n. 3/4, p. 83-89, set./dez. 2003.

LOPEZ, ZD. Resultados clínicos com a ozonoterapia na gengivoestomatite herpética aguda. Rev . odontol UNESP, São Paulo, v. 24, n. 2, p. 377-84, 2000.

LOSSO, E.M. et al. Cárie precoce e severa na infância: uma abordagem integral. J. Pediatr., Rio de Janeiro, v. 85, n. 4, p. 295-300, 2009.

MAGALHÃES, A.C.; RIOS, D.; HONÓRIO, H.M.; et al.; Estratégias educativas-preventivas para a promoção de saúde bucal na primeira infância. Odontologia. Clín. -Científ., Recife, v. 8, n. 3, p. 245-249, jul./set., 2009 .

RAMOS, B. C., MAIA, L. C. Cárie tipo mamadeira e a importância da promoção de saúde bucal em crianças de 0 a 4 anos. Rev. Odont. Univ. São Paulo, São Paulo, v. 13, n. 3, p.303-311, jul./set. 1999

ROCHELLE, I.M.F., TAGLIAFERRO, E.P.S., PEREIRA, A.C., et al.; Amamentação, hábitos bucais deletérios e oclusopatias em crianças de cinco anos de idade em São Pedro, SP; Dental Press J. Orthod., v. 15, n. 2, p. 71-81, mar./abr. 2010.

SERRA-NEGRA, J. M. C., VILELA, L. C., ROSA, A. R., et al.; Hábitos bucais deletérios: os filhos imitam as mães na adoção destes hábitos? Revista Odonto Ciência – Fac. Odonto/PUCRS, v. 21, n. 52, p. 151, abr./jun. 2006.

SILVA, E.L.; Odontologia para bebês. Rev. Paraense de Medicina, Belém, v. 21, n. 4, p. 36-42 dez., 2007.

SIMIONI, L.R.G., COMIOTTO, M.S., RÊGO, D.M.; Percepções maternas sobre a saúde bucal de bebês: da informação à ação; RPG Rev Pós Grad; v.12, n. 2, p. 167-73, 2005.

TRINDADE, A.K.F et al. Herpes Simples Labial – um desafio terapêutico. Com. Ciencias Saúde. V. 18, n. 4, p. 307-31, 2007.



WALTER, L. R de F.; NAKAMA, R. Prevenção da cárie dentária através da identificação e controle dos fatores de risco em bebês – Parte I. J Bras Odontop Odontol Bebê, Curitiba, v. 1, n. 3, p. 91-100, jul./ago. 1998.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ (1) Bolsista, (2) Voluntário/colaborador, (3) Orientador/Coordenador, (4) Prof. colaborador, (5) Técnico colaborador.

: anais -> XIIENEX XIIIENID -> ENEX -> PROBEX -> Completos
Completos -> Ufpb-prac XII encontro de Extensão
Completos -> Odontologia para bebêS
Completos -> Atendimento odontológico a pacientes com necessidades especiais por um projeto de extensão da ufpb
Completos -> Experiência Lúdica de Aplicação do Conhecimento sobre Eficiência Energética e Meio Ambiente
Completos -> Respostas cardiovasculares aguda para exercícios de musculaçÃO: comparaçÃo entre jovens e idosos
Completos -> O programa de Pilates Solo é um projeto de extensão da ufpb, o qual iniciou-se em 2005, desenvolvido pelo Fisioterapeuta Dr
Completos -> A importância da prevençÃo e do manejo das interaçÕes medicamentosas para a melhoria da qualidade de vida de um paciente
Completos -> PrevençÃo e diagnóstico das micoses superficiais em usuários de programa de saúde da família, joão pessoa – pb, brasil
Completos -> Projeto lazer e inclusão social na terceira idade




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal