Ocorrência de hemoparasitos dos gêneros trypanosoma



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OCORRÊNCIA DE HEMOPARASITOS DOS GÊNEROS Trypanosoma E Hepatozoon EM ANUROS DA FAUNA BRASILEIRA.

Leal, Denise Dutra Menezes-1; Ribeiro, Victor Consentino-2, Ferreira, Vanda Lúcia-3; Rodrigues, Rosângela Batista-3; Silva, Reinaldo José da-1; O'Dwyer, Lucia Helena-1



1-Instituto de Biociências- Departamento de Parasitologia, UNESP-Campus de Botucatu, SP; 2-Universidade Federal de Viçosa, MG, 3-Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus de Corumbá, MS


Os animais silvestres estão expostos a inúmeros agentes infecciosos, dentre eles os hemoparasitas, que podem ser transmitidos por vetores hematófagos. Os anuros, por ocuparem ambientes aquáticos e terrestres, estão mais propensos a adquirir parasitas e, além disso, estes animais são muito sensíveis a alterações no ambiente, sendo utilizados pelos ecologistas em monitoramento ambiental. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de hemoparasitas dos gêneros Hepatozoon e Trypanosoma, fazendo a caracterização morfológica e morfométrica em animais positivos. A população avaliada foi composta por rãs, pererecas e sapos, machos e fêmeas, das seguintes espécies: Leptodactylus chaquensis, L. podicipinus, L. labyrinthicus, Bufo schineideri, B. granulosus, Phyllomedusa hypocondrialis e Trachicephalus venulosus; totalizando 14 indivíduos, provenientes de Corumbá, MS. Após a contenção adequada do animal, foram feitos esfregaços sangüíneos de sangue periférico, fixados em metanol por 3 minutos e corados por Giemsa (10%) por 30 min. Os esfregaços sangüíneos foram examinados em microscópio óptico (1000X), para diagnóstico de hemoparasitas. A análise morfométrica foi feita através de sistema computadorizado de análise de imagem (Lite Qwin 3.1- Leica). Para Hepatozoon sp. mediu-se o comprimento do parasita (CP) e comprimento do núcleo (CNP), largura do parasita (LP) e largura do núcleo (LNP), área total do parasita (ATP) e área do núcleo do parasita (ANP). Para Trypanosoma sp. mediu-se o comprimento, largura e área total do parasita, além do comprimento da membrana ondulante (CMO) e do flagelo livre (CF), quando presentes. Dos 14 indivíduos examinados, 6 animais (43%) foram positivos para Trypanosoma e 3 animais (21%) foram positivos para Hepatozoon, sendo que ocorreu infecção mista em duas rãs do gênero Leptodactylus. Das espécies examinadas Trypanosoma sp. foi a que mais prevaleceu, o que está de acordo com dados da literatura. O Trypanosoma sp. encontrado apresentava tamanho e forma bem diversificada, alguns possuíam um flagelo livre longo e curto e membrana ondulante e outras vezes não havia flagelo livre, só a membrana era visível ou nem a membrana era visível (no caso dos parasitas arredondados). Embora não se tenha utilizado biologia molecular para determinar a espécie de Trypanosoma encontrada, pudemos verificar semelhança com T. rotatorium, cuja morfologia, segundo os relatos, é bastante variável. As medidas corporais do Trypanosoma sp. foram: ATP (média 376,8m, tamanho máximo 840,4m e mínimo 157,4m); CP (média 38,4m, TMax 66m e TMin 21,1m); LP (média 14,5m, TMax. 23,1m e TMin. 6,9m); CMO (média 75,1m, TMax 131,2m e TMin 44,2m); CF (encontrado somente nas espécies L. chaquensis, L. podicipinus, L. labyrinthicus e T. venulosus) (média 16,8m, TMax 27,2m e TMin 7,5m). Em relação ao Hepatozoon sp. as formas encontradas eram bem parecidas com o corpo curto e largo e núcleo ora condensado e levemente deslocado, ora frouxo. A espécie de Hepatozoon observada não apresentou semelhança com as descritas na literatura. As medidas corporais de Hepatozoon sp. foram: ATP (média 32,9m, TMax 44,9m e TMin 20,6m); CP (média 11,9m, TMax 19,3m e TMin 7,4m); LP (média 3,7m, TMax 4,2m e TMin 2,8m); ANP (média 10,2m, TMax 13,3m e TMin 7,1m) CNP (média 3,4m, TMax 4,2m e TMin 2,3m); LNP (média 2,7m, TMax 3,4m e TMin 2,2m). Este estudo preliminar demonstrou que na região pesquisada os anfíbios apresentam uma alta prevalência de parasitas sangüíneos, que necessitam ser melhor estudados. Parece que as espécies de hemoparasitas que infectam anuros não são muito específicas, visto que, apesar de termos estudado vários gêneros de anuros, os hemoparasitas observados foram muito semelhantes. lealdenise@yahoo.com.br




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