Obras civis: Modelo


Distribuição do Agregado da Primeira e 2a Camada



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5.3. Distribuição do Agregado da Primeira e 2a Camada

Deve ser feita pelos equipamentos indicados, sendo os excessos e faltas localizados acertados com processo manual. As Juntas – Transversal e Longitudinal devem ser objeto de cuidados especiais. O motorista deve ter suficiente experiência na execução dessa fase do Serviço, provavelmente a mais difícil.

A distribuição do agregado deve seguir de perto o espargimento do ligante, sendo o espaçamento inicial máximo entre eles da ordem de 20m para CAP e de 60m para EAC.

Antes do início da distribuição deve-se aferir a taxa de agregado através da relação experimental taxa x velocidade do veículo.



5.4. Compressão do Agregado da Primeira e da Segunda Camada e Eliminação dos Rejeitos

A compressão do Agregado deve de preferência ser feita na 1ª camada por um Rolo Pneumático de pressão variável (35 a 120 psi ou 0,25 a 0,84 MPa) e na 2ª camada a compressão do Agregado deve ser feita por um Rolo Liso Tandem (25 a 45 kgf/cm) seguido pelo Rolo Pneumático de pressão variável. A compressão se iniciará o mais rapidamente possível após o espalhamento do agregado (principalmente para o CAP). A velocidade dos Rolos é limitada pela necessária inversão de marcha adotando-se para o Rolo Liso v  3km/h e para o Rolo Pneumático v  10 km/h (pressão de 90 a 110 psi).

O número exato de “coberturas” e de velocidade dos Rolos será fixado, após observações “in loco”, pela Fiscalização, que deverá atentar a eventuais sinais de fratura ou esmagamento, principalmente na 2a camada.

No caso de se dispuser de apenas um Rolo (o Liso é preferível) deve-se dar de 2 a 4 coberturas na 1a camada e de 2 a 3 na 2a camada. Se o Rolo disponível for o Pneumático deve-se usar de 3 a 5 coberturas na primeira camada e de 3 a 6 na segunda camada, com p de 90 a 110 psi.

A compressão do Agregado deve ser feita dos – bordos para o eixo em tangente, e do bordo mais baixo para o mais alto nas curvas, e iniciada o mais rapidamente possível após o espargimento do ligante.

Após a Compressão do Agregado elimina-se da pista as eventuais partículas rejeitadas.



5.5. Liberação ao Tráfego e Eliminação dos Rejeitos (Caso de CAP)

O intervalo de tempo que deve transcorrer entre o término da Compressão do Agregado e a Liberação ao Tráfego é um dos pontos delicados na execução dos Tratamentos Superficiais, pois seria necessário que o Cimento Asfáltico (puro ou residual) atingisse o estágio de uma consistência mínima compatível com o tráfego usuário (velocidade teórica de 80km/h, indo na realidade a 120km/h). No caso raro de existir total desvio de tráfego, o ideal seria fazer-se a rolagem durante as 2 horas mais quente do dia ( 13h a 15h) com o Rolo Pneumático (p: 90 a 110 psi – v: 30 a 50km/h) durante pelo menos 3 dias consecutivos, e em seguida Liberar ao Tráfego. Os rejeitos de agregado, porventura existentes, deverão ser varridos da pista durante e após a Compressão do Agregado e a Rolagem Pneumática pois partículas soltas sob a ação de cargas propiciam o arrancamento das que estão fixadas.

No caso usual, da não existência de desvio de tráfego, o Tratamento com CAP poderá ser entregue ao tráfego após seu completo resfriamento (com prazo mínimo de 12 horas), que deve ser controlado a uma velocidade máxima de 40km/h, durante no mínimo 3 dias, tendo-se o cuidado de efetuar a eliminação dos possíveis rejeitos.

5.6. Espargimento de EAC diluída, Liberação ao Tráfego e Eliminação dos Rejeitos (Caso EAC)

No caso de existir total desvio de tráfego o ideal seria, antes da Liberação ao Tráfego, fazer-se a rolagem durante as 2 horas mais quentes do dia ( 13h a 15h) com o Rolo Pneumático (p: 90 a 110 psi – v: 30 a 50km/h) durante pelo menos 3 dias consecutivos, tendo-se o cuidado de eliminar as possíveis partículas rejeitadas que, sob a ação de cargas propiciam o arrancamento das que estão fixadas.

Após essa rolagem pneumática dá-se o banho de EAC diluída com água (1:1) numa taxa global de 1,0 lit./m2 de EAC) e Libera-se ao Tráfego.

No caso da não existência de desvio de tráfego, dá-se o banho diluído imediatamente após a Compressão do Agregado e a Eliminação de Rejeitos eventuais, dá-se mais uma cobertura com o Rolo Liso ou, de preferência duas com o Rolo Pneumático (p: 90 a 110 psi – v: 20 a 30km/h) e espera-se um mínimo de 24 horas para Liberação ao Tráfego Controlado a uma velocidade máxima de 40km/h).



  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

Os cuidados com a preservação do meio ambiente nos serviços de execução de revestimentos do tipo tratamento superficial duplo (TSD) englobam a operação de absorção e aplicação de agregado pétreo, e o estoque e aplicação de ligante betuminoso.

6.1. Agregado:

6.1.1. Quando forem obtidos mediante exploração de ocorrência indicada no projeto, deverão ser considerados os seguintes cuidados:

6.1.1.1. Os agregados somente serão aceitos após a contratada apresentar a licença ambiental para exploração da pedreira à supervisão ambiental, que arquivará cópia da licença junto ao livro de ocorrências da obra;

6.1.1.2. Evitar a localização da pedreira e das instalações de britagem em área de preservação ambiental;

6.1.1.3. Planejar adequadamente a exploração da pedreira de modo a minimizar os danos inevitáveis durante a exploração e possibilitar a recuperação ambiental, após a retirada de todos os materiais e equipamentos;

6.1.1.4. Não provocar queimadas como forma de desmatamento;

6.1.1.5. Deverão ser construídas, junto as instalações de britagem, bacias de sedimentação para retenção de pó de pedra eventualmente produzidos em excesso ou por lavagem da brita, evitando seu carreamento para cursos d’agua;

6.1.1.6. Caso o agregado pétreo seja adquirido por terceiros, exigir documentação atestando a regularidade das instalações, bem como da sua operação junto a órgão ambiental competente;

6.1.1.7. As estradas de acesso deverão seguir as recomendações do DERT-ES-T 02/00. DERT-ISA 02/96 – abertura de trilhas, caminhos de serviço e estradas de acesso.

6.2. Ligante Betuminoso:

6.2.1. Os depósitos de material betuminoso devem ser instalados em locais afastados de curso d’agua.

6.2.2. É vedado o refugo de materiais já usados na faixa de domínio e áreas lindeiras adjacentes, ou em outros locais que possam causar prejuízos ambientais;

6.2.3. Na desmobilização desta atividade incluir a remoção dos depósitos de ligante e efetuar a limpeza do canteiro de obras, recompondo a área afetada pelas operações de construção/execução.



  1. CONTROLE TECNOLÓGICO E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

7.1. Materiais Asfálticos (EAC e CAP)

A condição essencial é que os Materiais Asfálticos empregados no Tratamento Superficial Duplo tenham características, satisfazendo a essa Especificação e às Especificações Complementares e Particulares do Projeto.

7.1.1. Emulsões Asfálticas Catiônicas (EAC: RR-2C e RR-1C)

A todo o carregamento de EAC que chegar à obra será exigido o respectivo Certificado de Fábrica, contendo os ensaios especificados pela P-EB 472, que devem ser amplamente satisfatórios.

De 3 em 3 carregamentos e na ausência do Certificado a cada carregamento far-se-á os ensaios de:


  • Viscosidade Saybolt-Furol (SF) (MB-581)

  • Peneiração (MB-609)

  • Carga de Partícula (NBR 6567)

  • % de CAP Residual (“Ensaio EA – Determinação do Resíduo Asfáltico por Evaporação – Método Expedito para Canteiro de Obra” – aprovado pela Comissão de Asfalto do IBP e em numeração na ABNT).

Se os resultados dos quatros ensaios acima satisfizerem à P-EB 472 a EAC é considerada “aprovada”(AP).

Se tal não se der, mas se a carga da partícula for “positiva” e os outros três resultados se enquadrarem nos “limites alargados” em x% de cada valor limite da Especificação, sendo



x = 5% para a Viscosidade  ( o valor superior multiplicado por 1,05 e o inferior

por 0,95)



x = 10% para Peneiração

x = 1,5% para % de CAP Residual

então, a EAC é considerada aprovada sob reserva (APSR)

Se a carga da partícula não forpositiva” ou pelo menos um dos três resultados não estiver enquadrados nos “limites alargados”, a EAC deve ser circulada no caminhão e, em seguida, repetido o(s) ensaio(s). Se continuar a falta de enquadramento a EA é considerada “não aprovada”(NAP).

Só serão admitidos 3 (APSR) consecutivos, sendo o 40 considerado (NAP).

Todo carregamento (NAP) deve ser rejeitado, sendo terminantemente proibido seu descarregamento no canteiro.

7.1.2. Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP: 150/200 e CAP 7)

A todo carregamento de CAP que chegar a obra será exigido o respectivo Certificado de Fábrica, contendo os ensaios especificados respectivamente pela EB-78 e Tabela 1Classificação por Viscosidade, que devem ser satisfatórios.

De 4 em 4 carregamentos e na ausência do Certificado a cada carregamento, faz-se os ensaios de:



  • Espuma (aquecido a 1750 C não deve produzir espuma)

  • Penetração (MB-107)

  • Viscosidade Saybolt-Furol (P-MB 517) a 1350C e 1770C.

Se não houver espuma a 1750C e os outros 2 resultados se enquadrem na EB-78 e Tabela 1 Classificação por Viscosidade, o CAP é considerado “aprovado”(AP).

Se tal não se der, mas se não houver espuma e os dois resultados se enquadrarem nos “limites alargados” em x% de cada valor limite da Especificação, sendo x = 5% para a Penetração e a Viscosidade nas duas temperaturas, (o limite superior x 1,05 e o inferior x 0,95), então o CAP é considerado “aprovado sob reserva” (APSR).

Se houver espuma ou se pelo menos um dos três resultados não estiver enquadrado nos “limites alargados” o CAP é considerado “não aprovado”(NAP).

Só serão considerados 3 (APSR) consecutivos sendo o 40 considerado (NAP).

Todo carregamento (NAP) deve ser rejeitado, sendo terminantemente proibido seu descarregamento no Canteiro.

7.2. Agregado

A condição essencial é que os agregados empregados no Tratamento Superficial Duplo tenham características, satisfazendo a essa Especificação e às Especificações Complementares e Particulares do Projeto. É imprescindível a limpeza dos agregados.

Deve ser mantido permanentemente um Fiscal de Pedreira e Britagem acompanhando os serviços de exploração de pedreira e de britagem, durante todas as horas trabalháveis – que deve reportar ao Engenheiro Fiscal todos os fatos pertinentes.

7.2.1. Resistência ao Choque e à Abrasão – Durabilidade

Este controle deve ser feito com brita obtida da Pedreira a ser usada, e todas as vezes em que houver mudança de Pedreira.

Colhe-se 4 amostras representativas para o Ensaio Los Angeles (DNER-ME 35). Se a média aritmética dos 4 resultados for – LA 40% e cada resultado individual for LA 45%, então a Pedreira poderá ser usada. Em caso contrário, colhe-se mais 5 amostras, e com os N = 9 resultados calcula-se:



Xmax =

Se Xmax(LA) 40%, a pedreira poderá ser usada.

Em caso contrário a Pedreira não poderá ser usada.

Se a pedra for de basalto ou de diabásio, ou de uma natureza mineralógica sujeita a alterações – são colhidas 3 amostras para o Ensaio de Durabilidade (DNER-ME 89/64). Se houver uma perda (com a solução de sulfato de sódio, 5 ciclos) 12% a Pedreira poderá ser usada. Em caso contrário, repete-se os Ensaios, e se confirmados a Pedreira não poderá ser usada.

7.2.2. Adesividade – Melhorador de Adesividade (“Dope”) e Absorção

Colhe-se no início dos Serviços 10 amostras da pedra já britada para o ensaio de Adesividade, com:



  1. EAC (IBP – Determinação Expedita sobre Agregado Graúdo)

se área recoberta com asfalto 90% em pelo menos 7 ensaios, o par Agregado/EAC é considerado “aprovado”(AP), em caso contrário, repete-se os ensaios e persistindo o resultado – pede-se providências ao Fornecedor de EAC para alterar a formulação da mesma e, se não for resolvida o problema se deve – mudar de EAC, ou de agregado, ou de ambos;

  1. CAP (DNER-ME 78)

se a adesividade satisfatória se verificar em pelo menos 7 ensaios, o par Agregado/CAP é considerado “aprovado”(AP); em caso contrário repete-se os ensaios e persistindo o resultado – ensaia-se o “Dope” nas taxas (em peso) de 0,40% - 0,50% - 0,60% - 0,70% e escolhe-se a taxa mais conveniente (geralmente entre 0,40 e 0,60% - abaixo de 0,40% é difícil de misturar e acima de 0,60% é anti-econômico(1) que deve ser comparada com a de Projeto; se o “dope” não resolver, a solução mais prática é mudar de agregado. Note-se que a mistura “dope/CAP” deve ser feita no caminhão espargidor.

  1. para um teor de “dope” acima de 0,70% é conveniente fazer-se um estudo sobre sua influência na viscosidade do CAP.

Para o ensaio de Absorção (DNER-ME 81) colhe-se N = 9 amostras e, se Xmax(absorção) =

onde

o agregado é “aprovado”(AP), e em caso contrário repete-se os ensaios e persistindo o resultado – faz-se um estudo especial para a absorção de asfalto pelo agregado e suas consequências na dosagem de sua taxa comparando o custo com a mudança de pedreira – A Fiscalização tomando então a decisão final.

Os ensaios de Adesividade e Absorção devem ser repetidos sempre que houver mudança de agregado ou de ligante asfáltico.

7.2.3. Granulometria e Forma

A Fiscalização orientará a Construtora para que a brita obtida seja estocada em ordem cronológica, em lotes de 60m3 facilmente identificáveis. No início será estabelecido um período experimental para enquadrar a granulometria e a forma do agregado, tendo em vista o especificado nos itens 2.2.3 e 2.2.4 desta Especificação.

Para cada Lote de 60m3 colhe-se aleatoriamente N = 9 amostras para os ensaios de Granulometria (DNER-ME 83) e de Forma (DNER-ME 86 ou o explicitado no item 2.2.3 desta Especificação) e calcula-se os valores estatísticos Xmax e Xmin pelas fórmulas apresentadas no item 6.2 da Especificação DERT-ES-P 09/00.

Sendo (D – d) a Classe Granulométrica estabelecida pelo Projeto ou pela Fiscalização, se todas as condições abaixo forem satisfeitas:

Xmax (% retida na pen. de D mm)  5%

Xmax (% pass. Na pen. de d mm)  12%

Xmax (% pass. na pen. de 2,00mm)  3%

Xmax (% pass. na pen. de 0,074mm)  1%

Xmin (fator de forma)  0,5

ou

Xmax (% de partículas defeituosas)  20% (25% para basalto e diabásio)



então o Lote será considerado “aprovado”(AP).

Se pelo menos uma das condições acima não for preenchida o(s) ensaio(s) correspondente(s) será(ão) repetido(s) e continuando a deficiência o Lote será considerado “não aprovado”(NAP) e não poderá ser empregado. Se o problema for apenas granulométrico a Fiscalização poderá aprovar um novo peneiramento.



7.3. Execução

A condição essencial é que o Serviço seja executado de modo a obedecer às taxas de ligante asfáltico e de agregado aprovadas pela Fiscalização, a esta Especificação e às Especificações Complementares e Particulares do Projeto.

a) Um “Fiscal de Pista”, independentemente do “Fiscal de Pedreira e Britagem” e do “Laboratorista”, deve acompanhar permanentemente e em todas as horas trabalhadas as diversas fases de Execução. Atenção especial deve ser dedicada – à temperatura do ligante, à colocação correta das faixas de papel impermeável nas juntas transversais, ao recobrimento de ligante na junta longitudinal (caso de meia pista), às operações manuais de acerto no espalhamento do agregado e à operação de compressão.

b) O controle da taxa de ligante será feito com bandeja de metal leve, ou de preferência com folha de papelão (0,50 x 0,50m aproximadamente) com sua superfície completamente recoberta com algodão colado na mesma (sendo mais leve que a bandeja dá mais precisão, permitindo balança de 0,1g). A taxa de ligante será calculada através da diferença de peso na “bandeja”(de papelão), depois e antes da passagem do caminhão espargidor, dividida pela área da mesma (as densidades do CAP e da EAC são consideradas iguais a 1,0).

Cada “bandeja” será utilizada apenas uma vez.

Será feita uma determinação a cada 100m (cem metros), correspondente ao eixo longitudinal do caminhão. Os resultados serão analisados estatisticamente de acordo com as fórmulas já conhecidas.

c) Sendo a taxa de ligante em litro/m2, se:


  • houver a aprovação do acompanhamento e da inspeção visual da Fiscalização, e

  • Xmax(TL)  1,15TL

Xmin(TL)  0,95TL

- a vida de serviço de um TSD aumenta com TL, a

TL ideal corresponde a uma exsudação incipiente

então, o Serviço será considerado “aprovado”(AP) quanto à taxa de ligante.

Se os dois limites acima não forem satisfeitos, mas se houve aprovação visual da Fiscalização e:



  • Xmax(TL)  1,20TL

Xmin(TL)  0,90TL

com 9  N  18

então, o serviço será considerado “aprovado sob reserva” (APSR).

Só serão admitidos 2 (APSR) consecutivos, o terceiro sempre será considerado “não aprovado”(NAP).

O serviço (NAP) não será aceito, cabendo a Fiscalização indicar a solução que pode ir desde – a reposição de tratamento em pequenas áreas isoladas – até a execução de uma nova camada de TSD sobreposta, todos os ônus debitados à Construtora.

No caso de falta em de EAC pode-se compensar aumentando-se a parcela correspondente ao banho diluído por penetração direta, sendo que no caso de um razoável excesso em deve-se assim mesmo continuar com o banho diluído na taxa preconizada.

Sendo Tag a taxa de agregado em litros/m2, se:


  • houver a aprovação do acompanhamento e da inspeção visual da Fiscalização, e:

  • Xmax (Tag)  1,10Tag

Xmin (Tag)  0,90Tag







Então, o serviço será considerado “aprovado” (AP) quanto à taxa de agregado.

Se os dois limites acima não forem satisfeitos, mas se houver aprovação visual da Fiscalização, e:



  • Xmax(Tag)  1,15Tag

Xmin(Tag)  0,85Tag

então, o serviço será considerado “aprovado sob reserva”(APSR).

Só serão admitidos 2 (APSR) consecutivos, o terceiro sempre considerado “não aprovado”(NAP).

O Serviço (NAP) não será aceito, cabendo à Fiscalização indicar a solução que pode ir desde – a reposição do Tratamento em pequenas áreas isoladas – até a execução de uma nova camada de TSD sobreposta, todos os ônus debitados à Construtora.

7.4. Registro do Controle Tecnológico

Todos os resultados obtidos no Controle Tecnológico serão anotados, acompanhados das observações pertinentes à performance dos serviços, de modo que na conclusão da Pavimentação sejam preenchidas as fichas e gráficos de acordo com os modelos fornecidos pelo DAE-CE, assinados pelo Engenheiro fiscal e pelo Engenheiro Encarregado da Construção



  1. TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM CAPA SELANTE

Em Conservação de Revestimentos Asfálticos é comum o uso da chamada Capa Selante: é como se fosse um Tratamento Superficial Simples com pó de pedra ou, de preferência areia de rio, as partículas passando 100% na peneira de 3/16”(4,8mm) e no máximo 10% na peneira de 0,074mm ( n0 200). A taxa de RR-1C ou RR-2C é da ordem de 0,6 a 1,0 lit./m2 e a do agregado a espalhar de 7 a 10 lit./m2.

É muito perigosa execução da CS no TSD imediatamente após a execução da 2a camada (aumentando-se ou não a % de EAC no banho – diluído ou não). Caso se queira um TSD com CS deve se esperar no mínimo 1 mês após o término do TSD.



  1. CONTROLE GEOMÉTRICO

Evidentemente, a espessura de um Tratamento Superficial Duplo é definida pelo tamanho do agregado.

Por outro lado, o acabamento de sua superfície é função praticamente exclusiva do acabamento da Base. Se o acabamento da Base é bom e o agregado foi bem controlado, o acabamento do TSD é também bom.

O Controle Geométrico de um TSD se resume em, antes de usá-lo, verificar se a superfície a ser tratada tem um bom acabamento, e se não tiver, em evitar que o TSD seja executado.


  1. MEDIÇÃO

O Tratamento Superficial Duplo será medido através da área executada, em metros quadrados, obedecendo a seção transversal do projeto.

  1. PAGAMENTO

Os serviços serão pagos pelo Preço Unitário Contratual para a área de Tratamento Superficial Duplo e/ou Tratamento Superficial Duplo com Capa

Selante, medida conforme o item anterior, estando nele incluído todos os custos das fases de execução, tais como: utilização de equipamentos, veículos, ferramentas, armazenamento e perdas do material betuminoso nos tanques de estocagem, diluição de emulsão em água, custos de agregados, mão de obra, encargos, transportes, impostos, eventuais, bem como a indenização da aquisição de materiais, inclusive ligantes, quando o mesmo não é fornecido pelo Contratante e lucro.



SINALIZAÇÃO HORIZONTAL

  1. DEFINIÇÃO

SINALIZAÇÃO HORIZONTAL e o conjunto de marcas, símbolos e legendas aplicadas sobre o revestimento de um pavimento, obedecendo a um projeto desenvolvido para atender às condições de segurança e conforto do usuário.

Esta especificação estabelece os revestimentos básicos essenciais exigíveis para execução de sinalização horizontal em rodovias estaduais com uso de tintas a base de resina acrílica emulsionadas em água e a base de resina acrílica



  1. REFERÊNCIAS

Na aplicação desta especificação deverão ser consultadas as seguintes normas:

  1. NBR-7396---- definição de sinalização, material para sinalização horizontal e terminologia;

  2. NBR-13699----tinta a base de resina acrílica emulsionada em água;

  3. NBR-11862----tinta para sinalização a base de resina acrílica;

  4. NBR-6831------SINALIZAÇÃO HORIZONTAL - microesferas de vidro retrorefletivas.

Para aplicação das normas é obrigatório consultar as normas complementares nelas relacionadas

  1. REQUISITOS GERAIS

3.1- Todos os materiais devem previamente satisfazer as exigências das especificações aprovadas pelo DAE e atender as recomendações das normas da ABNT.

3.2- No projeto de sinalização horizontal deverão estar definidos os seguintes elementos:



  1. local de aplicação, extensão e largura;

  2. dimensões das faixas;

  1. Espessura úmida da tinta a ser aplicada, em uma só passada: 0,3 mm ou 0,6 mm .

  2. Outras espessuras poderão ser aplicadas, desde que o projeto assim determine.

  1. REQUISITOS ESPECIAIS

4.1. Tipos de Faixas

Os tipos de faixas deverão obedecer o projeto de sinalização, respeitando as normas estabelecidas pelas autoridades competentes.

4.1.1. Faixas Contínuas

Estão associadas à idéia de proibição ao movimento de veículos, quando separarem fluxos de transito, a delimitação das faixas destinadas à circulação de veículos, ao controle de estacionamento e paradas de veículos.

4.1.2. Faixas Intercaladas

Estão associadas à idéia de permissão de movimento de veículos, quando separarem fluxos de trânsito e à delimitação das pistas destinadas à circulação de veículos.



4.2. Cores das Faixas

Podem ser aplicadas nas cores branca e amarela:

4.2.1. Amarelas - usadas para regularização de fluxos de sentidos opostos e aos controles de estacionamento e paradas;

4.2.2. Brancas - usadas para regulamentação de fluxos de mesmo sentido, para a delimitação das pistas destinadas à circulação de veículos, para faixas de pedestres, pinturas de símbolos, legendas e outros.



  1. MATERIAL

A escolha do tipo de material a ser empregado na sinalização horizontal deverá ser especificada no projeto de sinalização, obedecendo aos critérios técnicos do DAE, em função do volume de tráfego e da sua provável vida útil.

5.1. Tintas

Esta especificação destina-se a aplicação e controle de qualidade do serviço de sinalização horizontal com emprego das tintas:

5.1.1. Tinta a Base de Resina Acrílica Emulsificada em Água:

A sua aplicação deve atender a norma NBR 13699. com as seguintes características técnicas:



  1. Requisitos Quantitativos

  2. Poder de Cobertura

  3. Requisitos Qualitativos

      1. Tinta à Base de Resina Acrílica:

A sua aplicação deve atender a norma NBR 11862, com as seguintes característica técnicas:

  1. Requisitos Quantitativas:

  2. Requisitos Qualitativos

5.1.3. Espessura

  1. Tinta Acrílica a Base D’água (NBR 13699):

A espessura da tinta após aplicação, quando úmida, deverá ser no mínimo 0,5 mm. a sua espessura após a secagem deverá ser no mínimo 0,3 mm, quando medida sem adição de micro-esferas de vídeo “drop on”.

B) Tinta a Base de Resina Acrílica (NBR 11862):

A espessura da tinta após a aplicação, quando úmida , deverá ser de no mínimo 0,6 mm. A sua espessura após a secagem deverá ser de no mínimo 0,3 mm, quando medida sem adição de micro-esferas de vidro "drop on”.


    1. Micro-esferas de Vidro

As micro-esferas de vidro são constituídas de partículas esféricas de vidro selecionado. Fatores tais como, qualidade do vidro, índice de refração do vidro são importantes para se obter uma boa micro-esfera, e devem obedecer a norma NBR 6831, com os seus respectivos ensaios.

As micro-esferas de acordo com o NBR 6831 a serem utilizadas devem ser adicionadas em duas etapas:



  1. “Premix”- são incorporadas à tinta antes de sua aplicação, de modo a Permanecerem internas à película aplicada, sendo que após o desgaste da superfície, tornam-se expostas, permitindo a retro-refletorização. As taxas de aplicação desses materiais devem variar entre 200g a 250g para cada litro de tinta a ser aplicado;

  2. “Drop-on”- aplicadas por aspersão, concomitantemente com a tinta, de modo a permanecer na superfície da película, permitindo retro-refletorização imediata.

As taxas de aplicação destes materiais devem variar entre 250g a 300g para cada m2 aplicado.

  1. EQUIPAMENTO

6.1. Equipamento de Limpeza

A limpeza pode ser executada com escovas, vassouras e compressores de ar, de modo a garantir a perfeita remoção de poeiras e outros detritos.

6.2. Equipamento de Aplicação

6.2.1. Os equipamentos para aplicação de tinta pelo processo mecânico devem conter, no mínimo, os seguintes dispositivos:



  1. Motor para auto propulsão ou veículo rebocador;

  2. Compressor de ar, com tanque e pulmão;

  3. Tanques pressurizados para tinta;

  4. Mexedores manuais, mecânicos ou hidráulicos;

  5. Tanques pressurizados para solvente, contendo conjunto de mangueiras para limpeza automática das pistolas de pintura;

  6. Conjunto para as microesferas de vidro, contendo reservatório e semeador, sendo este automatizado ou por gravidade;

  7. Quadro de instrumentos operacionais:

    • válvula reguladora do ar do comando, uma por pistola;

    • válvula reguladora de ar do atomizado, uma por pistola;

    • válvula reguladora de ar por pressurização dos tanques de tinta;

    • dispositivo para acionamento das pistolas;

  8. Sequenciador automático para espaçamento previamente ajustado;

  9. Conjunto de pinturas contendo uma ou mais pistolas, devendo ser oscilante para manter constante a distancia da pistola do pavimento;

  10. Pistola com atuação pneumática que permita a regulagem da largura das faixas;

  11. Discos limitadores de faixas para o perfeito delineamento das bordas;

  12. Dispositivos balizadores e miras óticas para direcionamento da unidade aplicadora, durante a execução da demarcação;

  13. Luzes traseiras, sinaleiro rotativo e pisca-pisca.

      1. Os equipamentos para aplicação de tinta pelo processo manual através de equipamento automático devem conter, no mínimo os seguintes dispositivos:

a) Motor para auto-propulsão ou rebocador;

b) Compressor de ar, com tanque e pulmão;

c) Tanques pressurizadores para tinta;

d) Mexedores manuais, mecânicos ou hidráulicos;

Tanques de solventes para limpeza das mangueiras e pistolas;

Pistolas manuais atuadas pneumaticamente com as respectivas mangueiras;

g) Gabaritos diversos e adequados para execução de setas, letras, números, símbolos e legendas gráficas.


  1. EXECUÇÃO

Antes de iniciar os serviços o executor deverá apresentar à fiscalização do DAE, os relatórios de ensaios em laboratórios credenciados, para liberação dos lotes dos materiais a serem utilizados nos serviços. Todos os materiais a serem utilizados nos serviços (tinta e microesferas) deverão ser depositados em local a ser determinado pela Fiscalização antes do início dos serviços, e só poderão ser utilizados após sua aprovação pela Fiscalização do DAE.

Durante a execução dos serviços as equipes de campo deverão ter em seu poder, à disposição da Fiscalização do DAE, cópias dos relatórios dos materiais em utilização.



A fase de execução envolve as etapas de preparação do revestimento, pré-marcação e pintura;

7.1. Preparação do Revestimento

  1. A Superfície a ser demarcada deve estar limpa, seca e isenta de detritos ou outros elementos estranhos;

  2. Quando a simples varredura ou jato de ar não sejam suficientes para remover todo o material estranho, o revestimento deve ser limpo de maneira adequada e compatível com o tipo de material a ser removido;

  3. Nos revestimentos novos deve ser previsto, um período para a sua cura antes da execução da sinalização definitiva.

7.2. Pré-Marcação

  1. A pré-marcação consiste no alinhamento dos pontos, locados pela topografia, pela qual o operador da máquina irá se guiar para aplicação do material.

  2. a locação topográfica tem por base o projeto de sinalização , que norteará a aplicação de todas as faixas, símbolos e legendas.

7.3. Pintura

  1. A pintura consiste na aplicação do material por equipamentos adequados, de acordo com o alinhamento fornecido pela pré-marcação e pelo projeto de sinalização;

  2. A tinta aplicada deve ser suficiente, de forma a produzir marcas com bordas claras e nítidas e uma película de cor e largura uniformes;

  3. A tinta deve ser aplicada de tal forma a não ser necessária nova aplicação para atingir a espessura especificada;

  4. No caso de adição de microesferas de vidro tipo “pré-mix”, pode ser adicionada à tinta no máximo 5% em volume de solvente compatível com a mesma, para ajustagem da viscosidade. No caso de tinta à base de água, o solvente usado é água potável.

  5. A pintura deverá ser aplicada quando o tempo estiver bom ou seja , sem ventos excessivos, poeiras e neblinas.

  6. Na aplicação da pintura deverá ser respeitada a temperatura ambiente e da superfície da via, bem como a umidade relativa do ar, com obediência aos seguintes limites: temperatura entre 10ºc a 40ºc e a umidade relativa do ar até 90%.

  7. Na execução das faixas retas, qualquer desvio das bordas excedendo 0,01m, em 10m, deve ser corrigido;

  8. As faixas existentes, a serem afixadas, devem ser recobertas, não deixando qualquer marca ou falha que possa prejudicar a nova pintura. Uma vez aplicado o material, as faixas deverão apresentar condições de tráfego em tempo não superior a 30(trinta ) minutos, ficando a proteção das faixas sob a responsabilidade da contratada

  1. CONTROLE

8.1- Controle Tecnológico

  1. Para utilização dos materiais é necessário que tenham sido aprovados em inspeção, de acordo com metodologias do DNER-PRO 132 e DNER-PRO 231, e ensaios de laboratórios, atendendo todas as exigências das normas da ABNT, referente aos materiais aplicado no serviço de sinalização horizontal.

  2. O Controle Tecnológico, quando solicitado pela fiscalização será através de análises realizados em laboratório idôneo, sem ônus para o DAE.

  3. Ao DAE é reservado o direito de realizar as suas expensas, os testes que julgar necessário nos materiais aplicados.

  4. A retro-refletorização da sinalização deverá ser medida em campo, imediatamente após uma varredura para retirada do excesso de microesferas, obedecendo os seguintes critérios:

  5. A cada 10 km de pintura selecionar 3(três) pontos por tipo de sinalização (eixo-bordos), escolhidos aleatoriamente;

  6. Em cada ponto escolhido efetuar 10 (dez) medidas, descartar a menor e a maior medida, em seguida calcular a média das medidas de cada ponto;

  7. A média dos 3 (três) pontos, representará o resultado dos 10 km, por tipo de sinalização;

  8. Símbolos, letras, números e outros sinais gráficos, realizar 3 (três) medidas em cada tipo de sinalização;

O teste para determinação da espessura da película seca será feito obedecendo ao seguinte critério:

  • A cada 2km, por tipo de sinalização, será colhido uma amostra em folhas de flandres, sem adição de micoesferas tipo “drop-on.

  • Após cada selagem realizar 10 (dez) medidas em cada amostra colhida, com relógio comparador, micrômetro ou outro equipamento adequado;

  • O resultado deverá ser expresso pela a média aritmética das medidas.



    1. Controle de Execução

  1. A aplicação dos materiais só deve ser realizada após as seguintes observações:

  • A superfície a ser demarcada deve estar limpa, seca e isenta de detritos, óleos ou outros elementos estranhos;

  • A pré-marcação deve estar perfeitamente de acordo com o Projeto;

  • A pré-marcação deve estar perfeitamente reta nas tangentes, e acompanhando o ângulo nas curvas.

  1. O controle de qualidade da aplicação é feito durante a execução da sinalização, quando devem ser observados e anotados os parâmetros listados a seguir:

  • Consumo dos materiais;

  • Espessura do material aplicado;

  • Tempo de secagem, para a liberação ao tráfego;

  • Largura e comprimento das faixas;

  • Linearidade das faixas;

  • Sinalização de obra para execução da sinalização horizontal;

  • Atendimento as normas e ao projeto de sinalização;

  • Retro-refletorização integral das faixas, sinais e o mais que for necessário.

Em caso de falhas de aplicação ou eventual falta de qualidade do material aplicado, o serviço deverá ser corrigido, sem qualquer ônus adicional ao DAE.

    1. Aceitação ou Repetição

O não atendimento a qualquer dos requisitos estabelecido nesta especificação implica na rejeição dos serviços e obrigatoriedade da contratada refazê-los, sem ônus para o DAE.

Todos os requisitos quantificáveis, cujas limitações estão estabelecidas nesta especificação, deverão ser avaliados através dos ensaios e testes de aferição, aceitando-se o serviço de acordo com o especificado nas normas.



  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

9.1. O serviço de sinalização com uso de tinta a base de resina acrílica emulsionada em água não agride o meio ambiente; é uma tinta não inflamável de baixa toxidade, que reduz riscos de acidente e garante melhores condições de segurança aos operadores que trabalham na sua aplicação.

9.2. Devemos ter cuidado com uso de solventes e na operação de limpeza e descarga para evitar a contaminação do meio ambiente.



  1. MEDIÇÃO

Os serviços de sinalização horizontal serão medidos pela área efetivamente pintada expressa em m2, de acordo com o projeto e especificação.

Para letras e algarismos será considerada a área do retângulo envolvente em m2.



  1. PAGAMENTO

O pagamento da sinalização horizontal será feito com base no preço contratual e incluirá a aquisição dos materiais e acessórios a mão de obra, os encargos sociais, ferramentas, equipamentos, estoques e aplicação de tintas, transporte e eventuais a execução dos serviços.

SINALIZAÇÃO VERTICAL

  1. DEFINIÇÃO

Sinalização vertical é um conjunto de legendas ou símbolos com o objetivo de advertir, regulamentar ou indicar a forma correta e segura do uso das vias pelos veículos e pedestres, visando o contexto e a segurança do usuário e melhor fluxo do tráfego.

Esta especificação estabelece os requisitos básicos e essenciais exigíveis para execução de sinalização vertical em Rodovias Estaduais. A sinalização vertical engloba placas, painéis, marcos quilométricos, balizadores, semáforos, pórticos e semi-pórticos (bandeiras )



  1. REFERÊNCIAS

Na aplicação desta especificação deverão ser consultadas os documentos seguintes :

  1. Código Nacional de Trânsito Brasileira;

  2. Manual de Sinalização Rodoviária – DNER –1999;

  3. NBR – 7008 – chapa de aço 1010/1020 – bitola nº 16, cristais normais;

  4. NBR – 7556 – chapa de alumínio (na liga 5052 h – 38);

  5. NBR 13.275 – chapas planas de poliéster reforçado com fibra de vidro para confecção de placas de sinalização.

  1. REQUISITOS GERAIS

3.1- O projeto de sinalização vertical deve obedecer aos requisitos básicos seguintes:

  1. Atender a uma real necessidade;

  2. Chamar a atenção dos usuários;

  3. Transmitir uma mensagem clara e simples;

  1. Orientar o usuário para a boa fluência e segurança de trafego;

  2. Impor respeito aos usuários;

  3. Fornecer tempo adequado para uma ação correspondente;

  4. Disciplinar em última análise, o uso da rodovia;

3.2 - As Placas da sinalização vertical deverão ser executadas em chapas metálicas de aço 1010/1020 – bitola nº 16, galvanizada e/ou alumínio na liga 5052 h-38 e em plástico reforçado com fibra de vidro ( p.r.f.v.) composto de resina poliéster, fibra de vidro e minerais prensadas à quente em moldes metálicos aquecidos;

3.3 - A superfície da placa deverá ser lisa e plana em ambas as faces, de fácil limpeza e deverá manter a performance mesmo quando molhada;

3.4 - Todas as placas deverão ter acabamento uniforme e bordas não serrilhadas. As mensagens e tarjas devem ser bem definidas;

3.5 - Em todas as placas devem constar no verso a identificação SEINFRA/DAE, data de fabricação e nome do fabricante;



  1. REQUISITOS ESPECÍFICOS.

4.1 - Tipos de Sinalização

4.1.1 - A escolha do tipo de material a ser empregado na sinalização vertical deve ser em função do volume de tráfego, velocidade diretriz da rodovia e o tipo de rodovia. Esta orientação é dada pelo projeto de sinalização.



4.2- Material

4.2.1. Chapas

Chapas de aço 1010/1020 – bitola nº 16, cristais normais galvanizadas, na espessura nominal de 1,55 mm, e devem atender a norma NBR -7008;

Chapas de alumínio na liga 5052 h-38, na espessura de 1,5 mm, para placas com área até 2,0 m² e para painéis de (3,0 x 1,5)m ou maiores, serão confeccionados na espessura de 2,0 mm., e devem atender a norma NBR – 7556;

Chapas de poliéster reforçado com fibra de vidro, devem ser imunes e resistentes a ação da luz solar, maresia, calor, chuva e a maior parte dos agentes agressivos, apresentar as superfícies absolutamente lisas em ambas as fases, ter estabilidade dimensional, não deformáveis, e devem atender a norma NBR – 13275; com as seguintes características técnicas mínimas exigíveis:

dureza – 44 Barcol (Método ASTMD 2583);

flexão -130 MPa (Método ASTMD 790);

tração – 60 MPa (Método ASTMD 638);

impacto –400 J/M (Método ASTMD 256);

4.2.2.- Pintura

As placas de aço 1010/1020 serão desengraxadas, decapadas e fosfatizadas com tratamento anti-ferruginoso, e terão aplicação de fundo a base de cromato de zinco e acabamento em esmalte sintético semi-brilho de secagem em estufa a 140ºc., ou pintura eletrostática a pó poliester;

As placas de alumínio na liga 5052 h-38 serão preparadas com uma demão de wash primer a base de cromato de zinco em ambas as faces e acabamento em esmalte sintético semi-brilho de secagem em estufa a 140ºc., ou pintura eletrostática a pó poliester;

As placas de poliester reforçado com fibra de vidro terão na sua face principal pintura a base de esmalte poliuretânico com proteção ultravioleta, a face oposta deverá ser pigmentada na própria resina ou pintura com esmalte poliuretâmico semi-brilho na cor preta; estão isentos de acabamento em esmalte sintético em sua face principal, as placas que terão o fundo em película refletiva. as demais terão acabamento em esmalte sintético em ambas as faces.

4.2.3 - Película

A película refletiva deve ser constituída de microesferas de vidro aderidas a uma resina sintética. Deve ser resistente as intempéries, possuir grande angularidade, de maneira a proporcionar ao sinal às características de forma, cor e legenda ou símbolos e visibilidade sem alterações, tanto a luz diurna, como a noite sob a luz refletida.

4.2.4 - Suportes de Madeira

Os suportes de madeira para sustentação de placas devem ser executados em madeira de lei e receber tratamento preservativo na base de betume até 0,70 m de altura, onde serão fixadas transversalmente uma barra de ferro com diâmetro mínima de 10 mm e comprimento de 15 a 20 cm., ancorada em bloco de concreto simples de (0,30 x 0,30 x 0,20)m, para impedir o giro.

Os suportes têm seção de 3 x 3" e as travessas seção de 3 x 1". Ambos serão pintados com esmalte sintético branco fosco.

As placas serão fixadas aos suportes através de parafusos de aço, cabeça francesa, com porcas e arruelas lisa de pressão, galvanizados, 5/16”x3.1/2” (suportes) e 1/4” x 1 1/2" (travessas).

4.2.5 - Suportes Metálicos

Os suportes metálicos para sustentação de painéis sobre a rodovia deverão ser executados, de acordo com o projeto de sinalização, em aço com proteção de tinta anti-corrosiva ou galvanizados.

As dimensões dos suportes obedecerão o projeto de sinalização, podendo ser apresentado em pórtico ou semi-pórtico (bandeira), conforme a orientação e indicação do DAE.

Os painéis metálicos ou de fibra de vidro serão fixados aos pórticos ou semi-pórticos, através de parafusos de aço, cabeça francesa com porcas e arruelas lisas de pressão, galvanizadas com dimensões indicadas no projeto.

4.2.6 - Marcos Quilométricos

Serão confeccionados com dimensões de (0,50x0,67)m ou serão conforme o projeto e devem atender ao exposto no item 4 - requisitos específicos.

4.2.7 - Balizadores

Deverão ser confeccionados em tubo PVC 100 mm com enchimento de concreto simples, e tamponados na parte superior com PVC e com elementos refletivos do tipo flat-top gt implantados em todo o trecho nas cores: branco, amarelo e vermelho. Outros materiais poderão ser utilizados com a aprovação prévia do DAE.

4.2.8 - Tachas e Tachões Refletivos

Corpo- deverá ser constituído de material de alta durabilidade, resistente aos esforços do trânsito, seu formato será de maneira que não facilite o acúmulo de impurezas sobre a área refletiva, tendo em sua parte inferior, que ficará em contato com o pavimento, cavidades que contribuam para melhorar a aderência da peça ao pavimento.

Deverá ter a cor, conforme sua finalidade.

Elemento refletivo - deverá ser um elemento de vidro lapidado e espelhado.


  1. EQUIPAMENTO

Os equipamentos utilizados na implantação da sinalização vertical são:

- Ferramentas manuais

- Caminhão munck (para placas suspensas)

- Cone de sinalização

Poderá ser eventualmente, necessário utilizar equipamento para perfuração de rochas ou pavimentos.


  1. EXECUÇÃO

A implantação dos dispositivos de sinalização vertical serão executados, de acordo com o projeto de sinalização sob orientação da Fiscalização do DAE.

  1. PROTEÇÃO AMBIENTAL

Quando existir vegetação de porte(árvore e /ou arbusto) no local previsto para a implantação da sinalização, deve-se deslocá-la para a posição mais próxima possível da inicial, sem prejudicar o objetivo da sinalização.

  1. CONTROLE

8.1- Controle de Material

Cada elemento da sinalização deverá ser observado quanto ao atendimento dos requisitos específicos. desta especificação. Para implantação das placas é necessário que tenham sido aprovadas para fiscalização do DAE, referente aos materiais aplicados no serviço de sinalização vertical.



8.2 - Controle de Execução

O serviço deve ser executado de acordo com o projeto de sinalização vertical aprovado pelo DAE, obedecendo os requisitos prescritos nesta especificação.



8.3 - Aceitação ou Rejeição

O não atendimento a qualquer dos requisitos estabelecidos nesta especificação implica na correção ou substituição imediata da peça sem qualquer ônus ao DAE.

A aceitação da implantação de qualquer elemento da sinalização será condicionada ao cumprimento a todos os requisitos desta especificação.


  1. MEDIÇÃO

As placas, painéis, símbolos serão medidos pela área efetivamente aplicada expressa em m2 . Para as placas, circulares e octogonais (Pare) será considerada a área do quadrado igual ao diâmetro do círculo;

As tachas, tachões, balizadores, pórticos e semi-pórticos (bandeira) serão medidos por unidades efetivamente implantadas, de acordo com o projeto.



  1. PAGAMENTO

O pagamento da Sinalização Vertical será feito com base no preço contratual e incluirá a aquisição dos materiais e acessórios a mão-de-obra, encargos, ferramentas, equipamentos, aplicações, transportes e eventuais necessários a execução dos serviços.
OBS.: Onde se lê DERT, leia-se DAE

Onde se lê DNER leia-se DNIT



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