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SOCIEDADE BRASILEIRA DE TERAPIA INTENSIVA - SOBRATI

SOCIEDADE BRASIELIRA DE TERAPIA INTENSIVA

O PROCESSO DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM MORBIDADE RESPIRATÓRIA PAUTADO NA RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009


JUCIMAR FRIGO

São Paulo – SP,

2011

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UCIMAR FRIGO



O PROCESSO DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM MORBIDADE RESPIRATÓRIA PAUTADO NA RESOLUÇÃO COFEN Nº 358/2009

Dissertação de Mestrado apresentado como requisito parcial para certificação do Mestrado de Terapia Intensiva, Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva de São Paulo – SP, sob orientação da professora Enfª Ms. Rosana Amora Ascari.


São Paulo – SP,


2011

SOCIEDADE BRASILEIRA DE TERAPIA INTENSIVA - SOBRATI

SOCIEDADE BRASIELIRA DE TERAPIA INTENSIVA

AVALIAÇÃO DE DISSERTAÇÃO

JUCIMAR FRIGO

O PROCESSO DE ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO COM MORBIDADE RESPIRATÓRIA PAUTADO NA RESOLUÇÃO COFEN N°358/2009

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São Paulo – (SP), 03 de janeiro de 2011.


R







ESUMO

FRIGO,J. O processo de enfermagem ao recém-nascido com morbidade respiratória pautado na resolução COFEN n°358/2009.Dissertação [Mestrado em terapia Intensiva] – Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva, 2011.

O nascimento é historicamente um evento natural, indiscutivelmente um fenômeno que vem sofrendo através de gerações inúmeras influências e significados culturas, sociais e econômicos. Este é um processo singular e único, uma experiência que envolve também a família e comunidade. Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta experiência desempenham um importante papel nesse processo, reconhecendo os momentos críticos em que suas intervenções são necessárias para assegurar a saúde materna e perinatal. A sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do PE (Processo de Enfermagem) em ambientes hospitalares, é fundamental para a qualidade da assistência, principalmente quando o cuidado é destinado ao RN susceptível e indefeso. O PE é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional, evidencia a contribuição da enfermagem na atenção ao Recém-nascido patológico, aumentando a visibilidade e o reconhecimento profissional. O presente estudo pautou-se na Resolução 358/2009 do Conselho Federal de Enfermagem que propõe um processo de enfermagem composto pelas seguintes etapas inter-relacionadas e interdependentes: Coleta de dados de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento de Enfermagem, Implementação e Avaliação de Enfermagem. Os sujeitos da pesquisa foram todos os RN (recém nascidos) atendimentos no setor de obstetrícia independentemente da via de parto (vaginal ou abdominal) no período de janeiro à dezembro de 2010. O presente estudo é de natureza descritiva com abordagem qualitativa, cujo objetivo foi analisar se o Hospital público do Oeste de Santa Catarina registra o processo de enfermagem ao recém-nascido com morbidades respiratórias pautado na resolução do COFEN n° 358/2009, por se acreditar que o PE qualifica e respalda a assistência de enfermagem.

Palavras Chaves: Recém – nascido. Gestante. Doenças Respiratórias. Processo de Enfermagem. Enfermagem.

A



BSTRACT

FRIGO, J. The process of nursing the newborn with respiratory morbidity in solving guided COFEN No 358/2009
.Dissertação [Masters in intensive therapy] - Brazilian Society of Intensive Care, 2011.
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The birth is historically a natural event, arguably a phenomenon that has suffered through countless generations and influences cultural meanings, social and economic issues. This process is a singular and unique, an experience that also involves the family and community. Health professionals are supporting this experiment play an important role in this process, recognizing the critical moments in which their interventions are necessary to ensure maternal and perinatal health. The systematization of nursing care and the implementation of nursing process in hospitals is critical to the quality of care, especially when care is liable for the RN and helpless. The EP is a methodological tool that guides the professional nursing care and documentation of professional practice, highlights the contribution of nursing care to newborn pathology, increasing the visibility and professional recognition. This study was based on Resolution 358/2009 of the Federal Nursing Council proposes that a nursing process comprising the following steps interrelated and interdependent: Data Collection of Nursing, Nursing Diagnosis, Nursing Planning, Implementation and Evaluation Nursing. The research subjects are all newborn care in the field of obstetrics independent route of delivery (vaginal or abdominal) from January to December 2010. This study is a descriptive and qualitative approach, whose goal will be to examine whether the Western Regional Hospital records the process of nursing the newborn with respiratory illnesses guided by the resolution of COFEN No 358/2009 of believing that the EP qualify and quantify nursing care.

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Keywords: Infant - born. Pregnancy. Respiratory Diseases. Nursing Process. Nursing.


LISTA DE SIGLAS E DEFINIÇÕES
RN Recém- nascido

TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

HRO Hospital Regional do Oeste

OMS Organização Mundial de Saúde

SAE Sistematização da Assistência de Enfermagem

COFEN Conselho Federal de Enfermagem

MS Ministério da saúde

IG Idade Gestacional

SDR Síndrome de Desconforto Respiratório

PO2 Pressão Parcial de oxigênio

SARI Síndrome de Angústia Respiratória Idiopática

DMH Doença da Membrana Hialina

TTRN Taquipnéia Transitória do Recém- nascido

PE Processo de Enfermagem




S



UMÁRIO



1 INTRODUÇÃO...................................................................................................... 08

2 OBJETIVOS ......................................................................................................... 11

2.1 Objetivo Geral ................................................................................................... 11

2.2 Objetivos Específicos......................................................................................... 11

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 12

3.1Parto.................................................................................................................... 12

3.2 Cesaria............................................................................................................... 15

3.3 Atendimento ao Recém-nascido........................................................................ 16

3.4 Anormalidades e patologias respiratórias do Recém-nascido ........................... 29

3.5 Sistematização da Assistência de Enfermagem ................................................ 34

3.6 Instituição Hospitalar Pesquisada ...................................................................... 42

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................ 43

5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.......................................................45

6 REFERÊNCAS ..................................................................................................... 67

APÊNDICES ........................................................................................................... 70

Apêndice A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido .................................. 71 Apêndices B - Instrumento de Pesquisa ................................................................. 72

Apêndice C - Autorização de Pesquisa.................................................................... 73

Apêndice D - Declaração do Responsável pela Pesquisa...................................... 75




1 INTRODUÇÃO
O nascimento é historicamente um evento natural, indiscutivelmente um fenômeno que vem sofrendo através de gerações inúmeras influências e significados culturas, sociais e econômicos, e ainda comemoram o nascimento como um dos fatos marcantes da vida (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

A gravidez e o parto são eventos que integram a vivência reprodutiva de homens e mulheres. Este é um processo singular e único, uma experiência que envolve também a família e comunidade. A gestação, parto e puerpério constituem uma experiência humana das mais significativas, para todos que dela participam.

Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta experiência e desempenham um importante papel nesse processo, reconhecendo os momentos críticos em que suas intervenções são necessárias para assegurar a saúde materna e neonatal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

O exercício da prática profissional do enfermeiro deve ser fundamentado em metodologia de trabalho científico para que suas atividades sejam sistematizadas e organizadas. Esta prerrogativa torna-se indubitável em setores de obstetrícia e berçário que realizam o primeiro atendimento ao recém-nascido, por necessitarem de assistência de enfermagem específica e complexa, o que demanda dos profissionais competências e habilidades para prestarem cuidados com padrões de excelência.

A avaliação do recém-nascido deve começar no momento do nascimento, deve ser observado criteriosamente em relação ao momento do seu primeiro suspiro, seu primeiro choro e se os movimentos respiratórios estão sendo efetivos, realizando um registro completo desses eventos. O enfermeiro em geral tem a responsabilidade de realizar essas observações e anotações de forma científica.

Neste aspecto, percebe-se a importância de uma assistência de enfermagem estruturada, sincronizada e atualizada, para dispor um atendimento seguro ao RN evitando complicações respiratórias, o que exige da equipe inúmeras técnicas e procedimentos de reconhecida competência.

A tecnologia hospitalar avançou significativamente, os procedimentos se tornaram mais elaborados e mais preciosos, outros mais refinados foram criados na anciã de suprir a necessidade do atendimento do RN prematuro, conduziu à diminuição da morbimortalidade e à maior sobrevida, proporcionando uma melhor qualidade no processo de enfermagem.

A sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes hospitalares, é fundamental para a qualidade da assistência, principalmente quando o cuidado é destinado ao RN susceptível e indefeso. Possibilita o enfermeiro visualizar o cenário como um todo e optar pela melhor forma de prestar assistência, refletindo significativamente na melhoria da qualidade do cuidado.

A essência da enfermagem é o cuidado, e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma metodologia utilizada para planejar, executar e avaliar o cuidado, uma ferramenta fundamental para o trabalho do enfermeiro.

Segundo Pivotto, Lunardi Filho e Lunardi (2004), o exercício da enfermagem de maneira não sistematizada determina sua desvalorização e estagnação, a condução do cuidado pautado em prescrições de outros profissionais e o deslocamento do enfermeiro dos processos de tomada de decisão. A SAE é imprescindível para qualificar, valorizar a profissão e, acima de tudo, desenvolver uma assistência com maior segurança aos beneficiários do cuidado.

O Processo de Enfermagem (PE) é instrumento de trabalho privativo do enfermeiro que lhe possibilita alcançar resultados que são de sua competência e responsabilidade, bem como desenvolver ações que modificam o estado de saúde-doença do ser humano, visto ser uma metodologia para organizar e sistematizar o cuidado com base em princípios científicos.

O presente estudo pautou-se na Resolução 358/2009 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) que propõe um processo de enfermagem composto pelas seguintes etapas inter-relacionadas, interdependentes e recorrentes: Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem), Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento de Enfermagem, Implementação e Avaliação de Enfermagem.

O processo de Enfermagem é um instrumento metodológico que orienta o cuidado profissional de Enfermagem e a documentação da prática profissional, evidencia a contribuição da enfermagem na atenção ao Recém-nascido patológico, aumentando a visibilidade e o reconhecimento profissional.



O resultado alcançado como consequência das ações ou intervenções de enfermagem realizadas na SAE permite uma integração da equipe hospitalar e comunidade (DOENGES et al, 2009).

A resolução do COFEN em uso de suas atribuições legais através da Lei nº 358/2009, dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem (COFEN, 2009).

Para que seja efetiva tal implementação são necessários ao enfermeiro habilidade interpessoais, raciocínio e elaboração de ideias, valores e crenças; características que subsidiam a prática do método de acordo com os preceitos do mesmo (LUNNEY, 2004).



Ao enfermeiro incumbe a liderança na execução e avaliação do Processo de Enfermagem, de modo a alcançar os resultados de enfermagem esperados, cabendo-lhe, privativamente, o diagnóstico de enfermagem acerca das respostas da pessoa, família ou coletividade humana em um dado momento do processo saúde e doença, bem como a prescrição das ações ou intervenções de enfermagem a serem realizadas, frente a essas respostas (COFEN, 2009).

Nesse sentido o intuito da pesquisa é analisar se o Hospital Regional do Oeste registra o processo de enfermagem ao recém-nascido com morbidades respiratórias pautado na resolução do COFEN n° 358/2009, estimar comparativamente as morbidades respiratórias do recém-nascido de acordo com a via de parto, idade gestacional e peso ao nascer durante o período de internação perinatal. A partir dos dados coletados pode-se identificar o perfil sócio demográfico das gestantes que deram a luz à recém-nascidos com morbidades respiratórias,para que possamos atuar na prevenção dessas doenças.




2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Analisar se o Hospital Regional do Oeste registra o processo de enfermagem ao recém-nascido com morbidades respiratórias pautado na resolução do COFEN n° 358/2009.
2.2 Objetivos Específicos
2.2.1 Estimar a relação da via de parto com as doenças respiratórias no recém-nascido;
2.2.2 Relacionar o peso ao nascer e idade gestacional com as doenças respiratórias do recém-nascido durante o período de internação;

2.2.3 Identificar o perfil sócio demográfico das gestantes que deram a luz a recém-nascidos com morbidades respiratórias.




  1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA




    1. Parto

O nascimento é historicamente um evento natural. Como é indiscutivelmente um fenômeno mobilizador, mesmo as primeiras civilizações agregaram, a este acontecimento, inúmeros significados culturais que através de gerações sofreram transformações, e ainda comemoram o nascimento como um dos fatos marcantes da vida (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

A gravidez e o parto são eventos sociais que integram a vivência reprodutiva de homens e mulheres. Este é um processo singular, uma experiência única no universo da mulher e de seu parceiro, que envolve também suas famílias e a comunidade. A gestação, parto e puerpério constituem uma experiência humana das mais significativas, com forte potencial positivo e enriquecedor para todos que dela participam.

O parto é uma das raras oportunidades em que se vivencia um milagre da vida no próprio cotidiano; é um momento de intensa emoção que envolve necessariamente o preparo e as expectativas da mulher, seu companheiro e familiares.

Assistir a mulher durante o processo de parturição envolve um conjunto de conhecimentos, práticas e atitudes que visam a promoção do nascimento saudável e prevenção da morbimortalidade materna e perinatal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

A maioria das mulheres que até meados do sec. XX pariram com a ajuda de outras mulheres, por não serem nobres, passou também a ser objeto do interesse médico e ter seus partos atendidos ou observados por profissionais oficialmente preparados para este fim, como as enfermeiras-parteiras e os médicos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).

A via de parto vaginal é uma opção da gestante no processo de humanização, sempre considerando os elementos para sua conduta como, a idade gestacional, peso fetal estimado, apresentação fetal, condições do colo uterino, integridade das membranas ovulares e vitalidade fetal, todos esses fatores são determinantes para o sucesso da parturição (PIATO, 2009).

De acordo com Moura et al (2007) para o desenvolvimento do trabalho de parto adequado, seja ele de forma vaginal ou cesárea, é necessário o bem estar físico e emocional da mulher, o que favorece a redução dos riscos e complicações maternos e perinatais. Para tanto o apoio familiar e uma assistência humanizada durante o processo parturitivo, transforma o nascimento em um momento único e especial.

O conceito de atenção humanizada é amplo e envolve um conjunto de conhecimentos, práticas e atitudes que visam à promoção do parto e do nascimento saudáveis e a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).

Os profissionais de saúde são coadjuvantes desta experiência e desempenham um importante papel. Têm a oportunidade de colocar seu conhecimento a serviço do bem-estar da mulher e do bebê, reconhecendo os momentos críticos em que suas intervenções são necessárias para assegurar a saúde de ambos. Podem minimizar a dor, ficar ao lado, dar conforto, esclarecer, orientar, enfim, no processo de parturição (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).

Segundo o Ministério da Saúde (2003), para o bom desenvolvimento do trabalho de parto, é necessário o bem estar físico e emocional da mulher, o que favorece a redução dos riscos e complicações. Para tanto, o respeito ao direito da mulher a privacidade, a segurança e conforto, com uma assistência humana e de qualidade, aliado ao apoio familiar durante a parturição, transformam o nascimento num momento único e especial.

Atualmente no Brasil o modelo de assistência obstétrica no é caracterizado por excesso de intervenção do parto, o que tem contribuído para o aumento de taxas de cesáreas e a morbimortalidade materna e perinatal. Por outro lado, para o bom desenvolvimento do trabalho de parto, é necessário o bem estar físico e emocional da mulher, o que favorece a redução dos riscos e complicações. Para tanto, o respeito ao direito da mulher a privacidade, a segurança e conforto, com uma assistência humana e de qualidade, aliado ao apoio familiar durante a parturição, transformam o nascimento num momento único e especial (CAPARROZ, 2003; MINISTERIO DA SAÚDE, 2003).

É importante ressaltar que a enfermagem tem participado das principais discussões acerca da saúde da mulher, juntamente com movimentos sociais feministas, em defesa do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento. Diante disto, o MS tem criado portarias que favorecem a atuação desta profissional na atenção integral a saúde da mulher, privilegiando o período gravídico puerperal, por entender que estas medidas são fundamentais para a diminuição de intervenções, riscos e consequente humanização da assistência, tanto em maternidades, como em casas de parto (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2003).

A grande conquista para o MS está em incentivar a realização do parto normal e a diminuição das cesarianas. São medidas de humanização que visam proporcionar bem estar à mulher e reduzir riscos para ela e seu bebê, como também proporcionar conforto e bem estar ao acompanhante, de acordo com o preconizado. A OMS elaborou o manual de assistência ao Parto Normal para estabelecer ações às necessidades básicas da mulher e seus familiares (REIS, 2005).

A humanização no processo de parturição compreende, entre outros, dois aspectos fundamentais. O primeiro, diz respeito à convicção de que é dever das unidades de saúde receber com dignidade a mulher, seus familiares e o recém-nascido. Isto requer a adoção de atitude ética e solidária por parte dos profissionais de saúde, organização da instituição, de modo a criar um ambiente acolhedor, e a implementação de condutas hospitalares que rompam com o tradicional isolamento imposto à mulher durante o processo de parturição. O segundo, refere-se à adoção de medidas e procedimentos sabidamente benéficos para o acompanhamento do parto e do nascimento, evitando práticas intervencionistas desnecessárias que, embora tradicionalmente realizadas, não beneficiam a mulher nem o recém-nascido e que, com frequência, acarretam maiores riscos para ambos (GONÇALVES, 2008).

Mais ou menos perto do fim da gravidez, as contrações do músculo uterino se tornam bastante fortes para eliminar os produtos da concepção, sendo essa série de fenômenos chamada de trabalho de parto. Às vezes a gravidez termina antes do termo; quando isso acontece após o feto haver atingido o período de viabilidade (por volta da vigésima sexta semana da gravidez), mas antes do término da trigésima sexta semana de gestação, a terminologia trabalho de parto prematuro é empregada. Do fim da trigésima sexta semana, até o termo, o feto e, consequentemente, o trabalho de parto podem ser considerados como a termo (ZIEGEL e CRANLEY,1985).

O peso em gramas do RN isolado não tem significado para a obstetrícia, precisa estar associado com a idade gestacional para definir se esta adequado ou não ao nascimento.

O peso médio de nascimento do bebê a termo é de 3.400 gramas. Podendo aumentar 200 gramas a mais no sexo masculino. Existem amplas variações de peso em um RN a termo que devem ser consideradas. Um bebê a termo que nasce com peso igual ou inferior a 2.500gramas é considerado de baixo peso ao nascer. Um RN que apresentar ao nascimento um peso de 4080 gramas é considerado excessivo, podendo provocar distocia, aumentando o risco de dano para a mãe e bebê (ZIEGEL e CRANLEY,1985).

A duração exata da gravidez não pode ser calculada, pois não sabemos quando o óvulo foi fertilizado. A extensão da gravidez também é impossível saber com exatidão, mas consideramos o inicio do trabalho de parto com 10° mês lunar, da 40ª semana ou 280 dias após o inicio do ultimo período menstrual (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).

Os mesmos autores referem que um método empregado para estimar a data provável de parto é a Regra de Näegele, que computa os dias tendo uma exatidão de 10 dias antes ou 10 depois da data provável em cerca de dois terços dos partos. A regra consiste em somar sete dias ao ultimo período menstrual e subtrair três meses.
3.2 Cesária

A cesária é um dos procedimentos cirúrgicos mais antigos conhecidos no mundo.

A cesariana é uma operação pela qual o feto é liberado através de uma incisão nas paredes abdominal e uterina. As cesarianas tornaram-se progressivamente mais seguras, e a incidência dessa operação tem aumentado nos últimos anos. As cesarianas apresentam uma taxa de mortalidade materna e fetal maior que a dos partos normais, mas quando há complicações a operação é frequentemente mais segura para a mãe e o bebê que um parto vaginal difícil. As complicações médicas ou obstétricas que tornam a cirurgia essencial podem ser um fator contribuinte importante no seu perigo aumentado para a mãe e o bebê (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).
[...] as indicações para uma cesariana são a distocia, o sangramento, o pré-parto, o sofrimento fetal, a apresentação pélvica, alguns casos de toxemia e certas complicações médicas (ZIEGEL e CRANLEY, 1985, p. 424).
A cesariana pode ser eletiva ou feita como um procedimento de emergência. As indicações da cesariana podem ser maternas, placentárias ou fetais. A cesariana tem sido um procedimento eletivo para a maioria das indicações. Algumas vezes pode ser planejada para uma data específica, outras vezes é um procedimento de urgência. Quando se trata de um procedimento eletivo, o momento da operação é planejado antes. Um teste de maturidade fetal pulmonar deve ser feito antes da cirurgia. A operação é programada frequentemente uma a duas semanas antes da data esperada de parto, dependendo da determinação da maturidade fetal (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).

Vale ressaltar que o número de cesarianas vem aumentando sistematicamente, caracterizando-se uma tendência mundial, e tem sido objeto de preocupação de profissionais da área e pesquisadores de todos os países.

A cesárea é um dos fatores que interferem no aparecimento da síndrome do desconforto respiratório. Costa et al (1994) referiram maior incidência da SDR em RN de partos cirúrgicos, sendo que no estudo houve um incremento de 8% de casos de membrana hialina nas cesáreas eletivas.

Muitas vezes o agendamento da cesariana eletiva acontece antes do bebê atingir a maturidade pulmonar, surgindo então complicações respiratórias, frequentemente isso acontece com intuito de evitar o início do trabalho de parto. Algumas pacientes entram em trabalho de parto antes da data prevista, e a operação deve então ser realizada como uma emergência, de modo que o trabalho de parto não progrida muito (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).





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