O texto para as questões de 01 a 04 encontra-se nas páginas 01 e 02



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02/08/2005

O texto para as questões de 01 a 04 encontra-se nas páginas 01 e 02




  1. Na sua origem, as calças jeans surgiram para resolver uma insatisfação dos clientes do alfaiate Jacob Davis. Explique.




  1. O quinto parágrafo do texto é quase inteiramente dedicado ao papel exercido pelo cinema na divulgação do jeans. Que papel foi esse, segundo o texto?


Os clássicos rebeldes

Algumas peças de roupa foram decisivas para a transformação de uma geração no século XX. Uma delas foi a calça jeans, que Jacob Davis criou em 1853 com um pano geralmente usado para cobrir carroças. Outra foi a minissaia, nascida da imaginação e audácia da estilista inglesa Mary Quant.

O pano que deu origem ao jeans começou a ser fabricado em Nîmes, na França, em fins do século XVII. No século XVIII já era produzido em Halifax, na Inglaterra, onde ficou conhecido como De Nîmes, que deu origem ao seu nome: denim. Da Europa, ele seguiu para os Estados Unidos junto com imigrantes, como o alemão Lévi-Strauss, que foi para a Califórnia em 1847 e abriu uma distribuidora de tecidos importados em San Francisco com seu cunhado.

Na mesma época, o alfaiate Jacob Davis fazia calças para os mineiros que trabalhavam nas minas da Califórnia. A clientela não estava muito satisfeita, pois a roupa se estragava com facilidade no seu tipo de trabalho. Para resolver o problema, Davis foi a San Francisco procurar um pano mais resistente. Lévi-Strauss então lhe vendeu um lote de tecido de sarja marrom, usada geralmente para cobrir tendas e carroças. Foi com ele que Davis fez as novas calças, reforçadas nos bolsos com rebites e fechadas na braguilha por botões de metal. O negócio foi melhorando devagar. Faltava a Davis o capital necessário para desenvolvê-lo com um bom sistema de fabricação e distribuição. Ele então escreveu a Levis-Strauss, que continuava a ser seu fornecedor de tecidos, e propôs lhe dar 50 por cento dos lucros se a firma fizesse registrar comercialmente o modelo da calça e fornecesse mais tecidos. Strauss aceitou sua proposta. Em 1873 a marca e o feitio das calças estavam registrados. Assim foi criada a primeira grife de roupa jeans.

A partir daí começaram a coexistir dois panos. Como o escritor John Hayes já observava numa obra de 1942, um deles era o próprio jeans, um pano sarjeado de algodão com fios da mesma cor, utilizado em calças rancheiras, camisas para trabalhar e macacões. O outro era o denim, uma versão na qual o sarjeado compreendia fios de algodão cru, tecido mais caro utilizado nas roupas de trabalho. No século XIX as calças de Lévi-Strauss já eram de tecido azul com fios de algodão cru e o tecido na cor marrom tinha sumido de circulação.

No campo, nas indústrias e nas ferrovias que rasgavam o território americano, o jeans começava a fazer parte da paisagem. Quem usava uma camisa, um blusão ou uma rancheira jeans era identificado como trabalhador – não só os mineiros, como os trabalhadores do campo, os caubóis e os ferroviários. O jeans começou a se popularizar ainda mais no começo do século XX, com o lançamento dos filmes com o caubói Tom Mix, que se tornaram sucesso no mundo inteiro. Em No tempo das diligências , do diretor John Ford, filmado em 1939, John Wayne usava jeans. O filme que mais lançou o jeans no cinema, contudo, foi As vinhas da ira, 1940. Baseado no romance de John Steinbeck, tinha como personagem principal Henry Fonda no papel de um agricultor. A figura dos heróis do cinema com jeans se tornou quase uma marca nos filmes que Hollywood passou a produzir. Elvis Presley usou jeans em seu primeiro filme, Ama-me com ternura, 1956. Marlom Brando, em Uma rua chamada pecado, também. Marlyn Monroe em O rio das almas perdidas , de Otto Preminger, estava de jeans. James Dean, o astro rebelde do cinema americano, era tão associado ao jeans que os fabricantes passaram a utilizar sua imagem em material publicitário.

Na Segunda Guerra, aquelas calças de sarja grossa deixaram de ser usadas apenas no trabalho das fábricas para ganhar destaque no dia-a-dia. As mulheres que trabalhavam como operárias não só usavam roupas jeans como as mesmas roupas jeans dos homens. Descobriram rápido a praticidade daquela roupa sem grandes pretensões e de preço acessível.

O jeans se tornou o espírito da América que estava saindo da guerra. Começavam naqueles anos as mudanças que iriam influenciar as gerações seguintes. Depois disso, as pessoas e o modo como elas se vestiam nunca mais seriam os mesmos.

Era o princípio também de um período delirante em que se buscava um novo estilo, e o jeans era o material favorito para essa transformação.

Não bastava usar calça jeans; era preciso ser rebelde como ela. Aqueles tempos da moda pós-guerra procuravam novas afirmações. E o jeans, que nada mais era do que uma roupa popular, boa para o trabalho e o lazer, começou a se transformar em elemento de estilo.


(BARROS, Fernando. O homem casual. São Paulo, Mandarim, 1998)



  1. “No campo, nas indústrias e nas ferrovias que rasgavam o território americano, o jeans começava a fazer parte da paisagem.” Explique o significado da expressão destacada.




  1. Qual seria a intenção do autor ao criar um texto como esse?




  1. Sobre o conto “Famigerado”, de João Guimarães Rosa, responda:

a) Qual o sinônimo de tropel? E insolitíssimo?

b) Quantos e como são os forasteiros?






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