O dom da mediunidade – Marlene Nobre – Editora Fé



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RESUMO DA OBRA
O DOM DA MEDIUNIDADE
AUTORA:

MARLENE NOBRE
EDITORA FÉ
ROSANGELA BARCELLOS

MÉDIUM

GRUPO DE VIDAS PASSADAS

CASA DE JOÃO PEDRO



O DOM DA MEDIUNIDADE - –Editora Fé
Autora: Marlene Nobre – Presidente da Associação Médico-Espírita do Brasil e Internacional, médica ginecologista aposentada, especialista em prevenção do câncer uterino.
RESUMO DA OBRA
Mediunidade – É faculdade inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar. Amplia os sentidos corpóreos e alarga, em graus variados, a capacidade de comunicação com o plano físico e com o espiritual.

As raízes da mediunidade estão fincadas no perispírito, ou corpo espiritual, ou psicossoma, porque esse envoltório sutil permite a ação do espírito sobre a matéria, permitindo-lhe fazer uso de um sentido novo que lhe expande a capacidade de comunicação muito além dos sentidos corpóreos.

Este organismo delicado tem extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. Os espíritos explicaram à Kardec: “Não se acha encerrado nos limites do corpo, como uma caixa. Por sua natureza fluídica, ele é expansível, irradia para o exterior e forma, em todo corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força da vontade podem dilatar mais ou menos. Quando muito primitivo, “mantém uma feição pastosa, como se fosse uma verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço”. Somente ganhará uma feição mais diáfana e luminosa com o progresso mental adquirido ao longo de encarnações sucessivas. “Quanto mais nos aproximamos das gloriosas construções do espírito, maior é a sutileza de nosso envoltório, que passa a combinar-se facilmente com a beleza, a harmonia e a luz reinante na Criação Divina”.

No exercício da mediunidade, o perispírito precisa utilizar-se de estruturas neurológicas ou implementos sensíveis do cérebro físico, que tem a capacidade de captar a mensagem espiritual, em graus muito diferentes, e passar a informação do mundo extrafísico ao material. Com isso, a mensagem espiritual torna-se perceptível aos seres humanos, quer seja ela registrada de forma inconsciente ou subliminar, ou de maneira consciente, integral ou parcialmente.

Quando o perispírito reveste o corpo físico, fornece à alma informações do mundo à volta, através dos sentidos e recursos orgânicos. Quando, porém, está em liberdade, sem as restrições da matéria, não tem mais as percepções localizadas ou circunscritas. Nesse caso, elas se distribuem por todo o perispírito.

Somos delimitados pelo tempo e espaço. Na matéria, nossas percepções são limitadas pelas janelas dos sentidos, e estes, por sua vez, estão restritos às áreas específicas do perispírito, os chamados centros de força ou chácras. E onde é que a sensibilidade do espírito fica aprisionada? Exatamente aí, nos centros vitais, chácras ou centros de força do perispírito, que são sete.

Dentre essas estruturas cerebrais, a glândula pineal é a mais importante. Ela recebe, decodifica e transmite as mensagens extrafísicas às várias regiões do cérebro, para que possam ser interpretadas e compreendidas.

Na obra Missionários da luz, de André Luiz, Cap 1 e 2, o autor desencarnado teve sua capacidade de visão muito alargada ao observar um psicógrafo em atividade, a tal ponto que podia contemplar as filigranas do organismo perispiritual do médium, enquanto este escrevia a mensagem. Viu que “a Epífise (Pineal) emitia raios azulados intensos”. “A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes”. Neste momento o instrutor Alexandre veio esclarecer a André Luiz: “Segregando unidades-força, pode ser comparada a poderosa usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico, nas emoções de baixa classe. Todo centro glandular é uma potência elétrica. No exercício de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais importante. A través de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela, na epífise, que reside o sentido novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles, a potência divina dorme embrionária.

É fácil descobrir, assim, porque todos somos médiuns. Afinal de contas todos possuímos perispírito e glândula pineal.
A mediunidade é um sentido especial na vida do ser humano, que traz percalços e compromissos, mas também muito bem-estar, desde que sejam seguidos os caminhos que lhe tragam maior felicidade espiritual, tendo sua aplicação, pelo médium, como base a caridade, o bem do próximo, vinculando-a , profundamente, à sua melhoria moral, que implica em esforços constantes em vencer suas más inclinações, representadas pelos vícios, entre os quais o orgulho, a vaidade, a presunção. Quando exercida nessas bases, o médium passa a conhecer-se melhor e o seu desenvolvimento equivale a numerosas e prolongadas sessões de psicanálise, tendo como recompensa final a sensação de paz íntima, fruto do dever cumprido.
Todo médium, em princípio, é capaz de entrar em conexão com o mundo espiritual. Mas seu grau de percepção e sua capacidade de expressão vão depender do nível evolutivo alcançado e da seleção que ele mesmo faça no seu campo de observação, segundo suas próprias afinidades. O médium interpreta o que conseguiu perceber, segundo sua capacidade espiritual, que engloba a evolução alcançada – expressa no seu corpo sutil ou perispirítico – e possibilidade de expressão do seu organismo físico.

Isso é facilmente observável nas sessões mediúnicas: os médiuns podem ter interpretações diferentes em relação ao mesmo quadro, fato, ou ocorrência espiritual, assim como podem transmitir a comunicação de um mesmo mentor de modo diferente. Isso se dá, porque a base do funcionamento da mediunidade é a sintonia, e toda escolha de faixa vibratória reflete o grau evolutivo do espírito do médium.


Conduta do Médium – Da Obra Nos Domínios da Mediunidade, recolhemos esta pérola: “O pensamento é tão significativo na mediunidade, quanto o leito é importante para o rio”. O exemplo do instrutor não poderia ser mais claro. Um rio, por mais que seja constituído de águas límpidas e puras, não permanecerá assim, se tiver de passar por um leito de lama pútrida. Do mesmo modo, as lições dos mensageiros divinos, para serem transmitidas, mantendo o mesmo grau de pureza, precisam passar por canalização adequada.

Compete ao médium manter-se como instrumento adequado, para tanto, é preciso conscientizar-se de que a mediunidade não é simples intercâmbio. É necessária “a consagração de suas forças às mais altas formas da vida, buscando na educação de si mesmo e no serviço desinteressado a favor do próximo o material de pavimentação de sua própria senda”.

Assim, “não basta, ver ou incorporar espíritos desencarnados, para que alguém seja conduzido à respeitabilidade”. Toda tarefa, para crescer, exige trabalhadores que estejam dispostos a elevarem-se a si mesmos. E ninguém evolui, espiritualmente, sem cuidar da melhoria e do cuidado com seus pensamentos, palavras, e atos. Aprendemos que pensar é criar e que “nossos pensamentos geram nossos atos e nossos atos geram pensamentos nos outros”.

Por isso, todo cuidado é pouco, com as idéias nas quais vivemos mergulhados, porque elas estão diretamente ligadas ao teor dos pensamentos. “A idéia é um ‘ser’ organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção”. Emmanuel afirma: “A idéia é um elemento vivo de curta ou longa duração que exteriorizamos de nossa alma e que, exprimindo criação nossa, forma acontecimentos e realizações, atitudes e circunstâncias que nos ajudam ou desajudam, conforme a natureza que lhe venhamos a imprimir”. Daí a importância de evitarmos os xingamentos, a queixa, a irritação, o apontamento insensato, a gíria deprimente e a frase pejorativa, onde quer que estejamos, porque essas idéias servirão de inspiração aos que estão ao nosso redor e, muitas vezes, somos obrigados a pagar um alto preço pela nossa invigilância, por sermos autores indiretos do mal.



Por tudo isso, compreendemos que o primeiro e mais importante compromisso do médium responsável é com o estudo construtivo e a ação positiva no campo da caridade, lutando contra o personalismo inferior, buscando cultivar com sinceridade e cultivar a humildade, tornando-se assim, legítimo vanguardeiro do progresso espiritual, capaz de refletir, com suas idéias sublimadas, a Luz que jorra do Mais Alto, do coração amoroso do Mestre Jesus.
Mediunismo X Mediunidade – Mediunismo ocorre quando a faculdade mediúnica é conservada em estado bruto e exercida de modo empírico, sem que o médium se submeta à disciplina conferida pelo estudo e pela reforma íntima, que significa empenho em domar as más inclinações. E, sem lapidação da conduta moral, de conformidade com as lições de Jesus, dificilmente a faculdade terá emprego útil. Já a mediunidade ocorre quando a faculdade mediúnica pressupõe a busca de disciplina, alicerçada no estudo construtivo e na aplicação útil, o que significa doação inteiramente gratuita dos dons recebidos da Divina Providência.
Especialização – Emmanuel reconheceu que a especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária. Cada médium deverá obedecer aos desígnios do Mais Alto, de acordo com o seu guia e protetor, a fim de descobrir a melhor forma de ser útil e render mais, deixando de lado, “aspirações ambiciosas de possuir faculdades execpcionais, capazes de o tornarem famosos”, como apontou o espírito Sócrates. Emmanuel deu um exemplo muito claro do que é especialização, ao médium missionário Chico Xavier, seu tutelado, quando, segundo testemunhas, materializou-se, em Pedro Leopoldo, cidade de Minas Gerais com a finalidade de dar um recado aos participantes, colocou um ponto final na realização daquelas sessões, que contavam também com a doação ectoplásmica de Chico Xavier, porque este deveria concentrar suas energias mediúnicas na recepção de livros, sua missão principal.
Mediunidade de Prova – A criatura humana tem de desempenhar determinadas tarefas, consoante a lei de ação e reação. Neste caso, o perispírito sofre intervenção no mundo espiritual, antes do renascimento, para que possa atuar como médium ostensivo na nova experiência terrestre. O médium segue reencarnando até atingir o grau evolutivo superior em que não mais terá de reencarnar. O instrutor de André Luis informou que “saem milhares de mensageiros aptos para o serviço, mas são muito raros os que triunfam. Alguns conseguem execução parcial da tarefa, outros muitos fracassam de todo”.
Ectoplasma – Está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanação da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparada a genuína massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos espíritos desencarnados ou não que sintonizam a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos encarnados ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele. Exige, pois, muito cuidado para não sofrer o domínio de inteligências sombrias, de vez que manejado por entidades ainda cativas de paixões deprimentes poderia gerar clamorosas perturbações.

O ectoplasma, essa força nervosa, todos os homens a possuem com maior ou menor intensidade. Mas a espiritualidade está atenta porque o homem não poderá abusar dela, no setor do progresso espiritual, como vem fazendo nas linhas de evolução material, em que se transformam prodigiosas dádivas divinas em forças de destruição e miséria.


Dissociação das Forças Anímicas – É a exteriorização da sensibilidade e da motricidade. Sem ela, não há possibilidade de obter fenômenos como os de desdobramento ou experiência fora do corpo, dupla vista, bicorporiedade, psicometria, materialização e efeitos físicos, nas suas diversas modalidades.

Quando os centros de força são dissociados ou desarticulados, momentaneamente, há liberação de fluído nervoso ou ectoplasma e o médium expande o seu potencial de observação por todo o corpo espiritual. Dá-se então a exteriorização da sensibilidade e da motricidade. O espírito projeta-se no mundo espiritual, conscientemente ou não, expande os seus poderes sensoriais, que será tanto maior quanto mais centros de força sejam dissociados ou desarticulados.

Somente as pessoas que têm facilidade para desarticular essas forças – e isso não está ligado à evolução espiritual – produzem fenômenos anímicos, como o desdobramento, e são capazes também de produzir efeitos físicos.

O ectoplasma, ou força nervosa, ou ainda, fluído magnético animal, que se desprende na dissociação ou desarticulação das forças anímicas, serve a diferentes finalidades, dependendo da sua natureza e das combinações que faça com o fluído universal. Para começar, na maior parte das vezes ele é invisível; de outras, torna-se visível e tangível. A sua aplicação vai depender, portanto, da sua natureza e das inúmeras combinações com o fluído universal.

Segundo orientação dos espíritos instrutores nas obras de Allan Kardec, no século XIX e dos instrutores, no século XX nas obras de Chico Xavier, há duas maneiras de classificar a mediunidade: Pela fonte produtora ou pelos efeitos.

ANÍMICOS : produzidos por espíritos encarnados

1ª) FONTE PRODUTORA Ex: desdobramento, sonambulismo natural ou

hipnótico, letargia, catalepsia, dupla vista,

doação de ectoplasma, bicorporiedade (o

médium é visto em mais de um lugar ao

mesmo tempo)

ESPIRÍTICOS: produzidos por espíritos

desencarnados

Os fenômenos ANÍMICOS tanto podem ser acompanhados de efeitos físicos quanto intelectuais. Há encarnados que podem emitir comunicações através da fala e da escrita, tendo a si próprios como intermediários, ou se servindo de outros medianeiros, para passar a mensagem, por exemplo, enquanto estão em estado de coma.

Os fenômenos ESPIRÍTICOS podem produzir efeitos físicos e intelectuais.






FÍSICOS - Ex: - materialização de espíritos

2ª) PELOS EFEITOS (completa ou parcial)



  • pancadas ou batidas

  • transportes de pessoas ou objetos

  • levitação

  • doação de ectoplasma para os serviços de cura

INTELECTUAIS - Ex: - vidência

- audiência

- psicofonia

- incorporação

- psicografia

- outros
Os efeitos FÍSICOS E INTELECTUAIS tanto podem ser produzidos pelos espíritos dos encarnados quanto dos desencarnados.


Fenômenos Anímicos - Animismo – É o termo empregado para designar uma categoria de fenômenos produzidos pela alma, quer dizer, pelo espírito encarnado. Este termo foi utilizado, pela primeira vez, por Alexandre Aksakof, no século XIX, quando escreveu a Obra Animismo e Espiritismo com a finalidade de responder aos opositores das comunicações mediúnicas, em especial ao Dr. Hartmann que desejava, reduzí-las todas, a uma função do inconsciente do médium, de modo a desprestigiar a tese espírita.

Na obra citada, Aksakof reconhece a existência dos fenômenos que gravitam em torno do médium, ou seja, designou animismo todos os fenômenos intelectuais e físicos que deixam supor uma atividade extra-corpórea ou a distância do organismo humano, e mais especialmente todos os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo.



São várias as possibilidades anímicas: a telepatia ou transmissão de pensamento, o desdobramento ou experiência fora do corpo, o aparecimento de duplos, com ou sem fenômenos de bicorporeidade, avisos no leito de morte, dupla vista ou clarividência, além de comunicações através da escrita, da fala, etc.

  1. Telepatia – Conhecida popularmente como transmissão de pensamento, tem praticamente o mesmo significado que sugestão mental. Significa a possibilidade de influência direta de uma mente sobre a outra, sem a intervenção de meios normais e físicos de comunicação.

  2. Sonambulismo – No Livro dos Médiuns, Kardec ensina a diferença entre esta faculdade anímica e a mediunidade propriamente dita: “Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica, ou melhor, são duas ordens de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos. O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio espírito: é sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele externa tira-o de si mesmo; suas idéias são, em geral, mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos mais dilatados, porque tem livre a alma. Numa palavra ele vive antecipadamente a vida dos espíritos. O médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem de si. Em resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, enquanto que o médium exprime o de outrem. Mas o Espírito que se comunica com um médium comum também o pode fazer com um sonâmbulo; dá-se mesmo que, muitas vezes, o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação”. (O que mais tarde veio a chamar-se de fenômeno anímico-espirítico). O sonambulismo pode ser natural ou provocado (através da hipnose).

  3. Dupla-vista – “A vista da alma”. É a faculdade através da qual a pessoa vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Os órgãos visuais não participam desse fenômeno, fato que pode ser facilmente observável, se atentarmos para o fato de que a visão persiste mesmo com os olhos fechados. Essa faculdade na maioria das vezes é espontânea, porém a vontade também desempenha, freqüentemente, importante papel no seu aparecimento. Além de depender da constituição orgânica, a dupla vista pode surgir de circunstâncias especiais como em decorrência de uma doença, de grande comoção ou grave perigo. O espírito então vê o que não pode alcançar pelos olhos carnais.

  4. Desdobramento – Também é conhecida como projeção da consciência, projeção do corpo astral ou experiência fora do corpo (EFC), significa saída da alma para fora do corpo físico. A pessoa pode ter ou não consciência do estado em que se encontra. A maioria sai fora do corpo quando está em repouso, outras, no entanto, conseguem fazê-lo em estado de vigília. No livro Viagens Fora do Corpo, Robert Monroe conta a sua experiência como bom desdobrador. Esse também é o caso de Antônio Castro, médium do Centro Espírita em que André Luiz estagiava, junto com o Assistente Áulus, com o objetivo de aprender mais em curso específico sobre mediunidade. A mediunidade aqui, estará sendo vista do mundo espiritual para a Terra. Antônio Castro tem mediunidade de vidência e incorporação, vamos nos ater, ao que acontece a ele no exercício de sua função anímica, quando ele se desdobra para melhor auxiliar na reunião mediúnica. Do tórax de Castro emanava, com abundância, um vapor esbranquiçado que, em se acumulando à feição de uma nuvem, depressa se transformara, à esquerda do corpo denso, numa duplicata do médium, em tamanho ligeiramente maior. Um cordão vaporoso prendia-o ao corpo somático. Castro era uma cópia estranha de si mesmo, porquanto, além de maior em sua configuração exterior, apresentava-se azulada à direita e alaranjada à esquerda. Nesse momento recuou, procurando se justapor novamente ao corpo físico. Reparou, então, que o corpo carnal engolira, instintivamente, certas faixas de força que imprimiam manifesta irregularidade ao perispírito, absorvendo-as de maneira incompreensível. Conforme explicação de Aulus, essa irregularidade aconteceu porque Castro iniciou mal o desdobramento, tendo necessidade de voltar ao corpo e recomeçar. Vemos aí, um desdobramento em plena reunião mediúnica. Castro ainda está em desenvolvimento ou procurando educar seus dons anímicos. Inicialmente, saiu carregando o duplo etérico – um dos envoltórios do perispírito – aliás, o mais material deles, também conhecido como corpo ou fluído vital, mas teve de reiniciar a saída, devolvendo-o ao corpo físico para que este não parasse de funcionar, e viesse a desencarnar. Esta saída errônea dá ensejo à Áulus de ensinar que esse envoltório semi-material do perispírito, também conhecido como duplo etérico, é constituído de eflúvios vitais ou emanações neuropsíquicas. A lição prossegue, mostrando o encontro de Castro, no plano espiritual, com Oliveira, amigo do grupo espírita, recém-desencarnado. Em seguida, o médium transmite a mensagem deste amigo dirigida a todos os componentes da mesa. Configura-se, aí, um fenômeno anímico-espirítico: no desdobramento, é a alma do próprio médium que se desloca, e, na transmissão da mensagem ele se faz intermediário do espírito amigo. Que força é essa que o médium utiliza no desdobramento? O seu próprio ectoplasma. Nesse caso específico, Castro conseguiu, além das forças que lhe são próprias, os recursos de cooperação do ambiente e dos próprios guias espirituais.

São inúmeros os relatos de pessoas que estão morrendo e conseguem avisar aos seus entes queridos, no instante crucial da partida. Todas as pessoas, “desde que o desejem”, podem efetuar despedidas, porque essas comunicações, no instante da morte, somente se realizam por aqueles que concentram a própria força mental num propósito dessa espécie.
Fenômenos Espiríticos de Efeitos Físicos – São os que se traduzem por efeitos sensíveis, tais como, ruídos, movimentos e deslocamentos de corpos sólidos, transporte, materialização, etc. Umas são espontâneas, isto é, independem da vontade de quem quer que seja; outras podem ser provocadas. Segundo André Luiz, se a personalidade encarnada tem possibilidade de larga desarticulação das próprias forças anímicas, encontramos aí, a mediunidade de efeitos físicos, suscetível de exteriorizar-se em graus diversos. Essa exteriorização da sensibilidade ou desarticulação das forças anímicas é que permite a liberação de ectoplasma dos centros perispiríticos dissociados, onde escapa essa força radiante, que é então utilizada na produção de efeitos físicos, tais como nos raps, batidas – fenômenos de tiptologia -, mesas girantes, transporte de objetos, materializações, etc.

A facilidade para exteriorizar os princípios anímicos nada tem a ver com o aperfeiçoamento moral e o médium nesse caso, necessita de cuidados constantes. Quando se torna responsável pelas próprias tarefas, passa a atuar como médium teleguiado, isto é, recebe do plano espiritual um guarda vigilante – o guia -, sempre de posição evolutiva semelhante à dele, que passa a se responsabilizar pela aplicação de suas energias.



  1. Mesas Girantes – O espírito utiliza-se do fluído universal ou princípio elementar de todas as coisas e do fluído magnético animal, extraído do médium; combina ambos, dando vida ilusória à mesa. Assim preparada, o espírito a atrai e movimenta, sob a influência do fluído que de si mesmo desprende, por efeito da sua vontade. Quando quer pôr em movimento uma mesa por demais pesada para suas forças, chama em seu auxílio outros espíritos, cujas condições sejam idênticas às suas. Quando ela se eleva, não é o espírito quem a levanta, com o esforço do seu braço: é a própria mesa que, animada, obedece à sua impulsão mental. Vemos assim, que a movimentação de corpos e objetos, por mais pesados que sejam, é possível, porque o fluído próprio do médium, conhecido como fluído magnético animalizado ou ectoplasma, combina-se com o fluído universal que o Espírito acumula, dando vida momentânea à mesa, o que lhe permite obedecer à impulsão de uma inteligência. É a força mental que a movimenta. Por que nem todos os médiuns têm o mesmo poder? Os instrutores esclarecem à Kardec: “Isto depende da organização e da maior ou menor facilidade com que se pode operar a combinação dos fluídos. Influi também a maior ou menor simpatia do médium para com os espíritos que encontram nele a força fluídica necessária., Dá-se com essa força o que se verifica com a dos magnetizadores, que não é igual em todos”.




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