O desenvolvimento da Rede de Apoio à Educação Médica (raem) facilitada pelos bibliotecários que atuam na área de Educação em C



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O desenvolvimento da Rede de Apoio à Educação Médica (RAEM) facilitada pelos bibliotecários que atuam na área de Educação em Ciências da Saúde.

The implementation of the Medical Education Support Network (RAEM) facilitated by librarians who act in the area of Health Sciences Education.

Araújo, LD


Associação Brasileira de Educação Médica, Biblioteca Abem. Rio de Janeiro, Brasil.
Ribeiro, MPF
Universidade Federal de Juiz de Fora, Diretoria de Sistemas de Informação/Centro de Difusão do Conhecimento. Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.
Carvalho Júnior, PM
Faculdade de Medicina de Marília. Marília, São Paulo. Brasil
Evangelista, R
Universidade de Campinas. Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas. Campinas, São Paulo. Brasil

São apresentados os históricos da estruturação e desenvolvimento da Biblioteca Virtual de Educação em Ciências da Saúde - BVS-Educ e da Rede de Apoio à Educação Médica-RAEM, constituída pelas unidades de informação das instituições de ensino da área de saúde brasileiras, inicialmente pelas escolas médicas, representadas pelas equipes locais, atores do ensino em saúde. Propõe a reflexão sobre a legitimação destes projetos baseando-se no conceito das inteligências coletivas de Pierry Levý e a apresentação do profissional bibliotecário que assume o papel de mediador entre a educação médica, e seus atores (docentes, discentes e pesquisadores), e a investigação científica, como orientador, na identificação e coleta de informações científicas, participando dos processos didático-pedagógicos, nas práticas cotidianas e experimentais. Esta intermediação pode representar uma estratégia para estimular a integração do profissional bibliotecário como um ator primordial no processo de transformação da educação em saúde acompanhando as discussões que estão sendo tratadas a respeito das diretrizes curriculares nas instituições de ensino em saúde. Apresenta também, como resultado concreto da experiência de construção da RAEM e da BVS-Educ, a proposta de ampliação do “Descritores em Ciências da Saúde” – DeCS, da metodologia LILACS/BIREME, na área específica de “educação em saúde”, atualizando e ampliando a terminologia específica para a indexação e recuperação das publicações científicas em Educação em Ciências da Saúde, contribuindo para a melhoria da descrição de seus conteúdos, facilitando a recuperação e ainda, viabilizando o controle bibliográfico da área.



Abstract

In this work we present the description and implementation of the Virtual Library of Health Sciences Education (BVS-Educ) and the Medical Education Support Network (RAEM), consisting of the information units from Brazilian educational institutions in the health area, initially by the medical schools, represented from their local teams, actors in health education. This work considers reflections on the legitimation of these projects based on the concept of collective intelligences from Pierry Levý. In this sense, it presents the Librarian as a professional whom assumes the paper of mediator between the medical education, and its actors (professors, students and researchers), and the scientific inquiry, as orienting, in the identification and collection of scientific information, participating of the didactic-pedagogical processes, in the practical and the experimental ones. This action as interface between actors can represent a strategy to stimulate the integration of the Librarian as a primordial actor in the process of transformation of medical education following the quarrels that are being treated currently between the schools. It also presents, as resulted concrete of the experience of construction of the RAEM and the BVS-Educ, the proposal to increment of the Medical Subject Headings (MeSH) from the LILACS/BIREME methodology, in the specific area of "health education", bringing up to date and extending the specific terminology for the indexation and recovery of scientific publications in Health Sciences Education, contributing for the improvement of the description of its contents, facilitating the recovery and still, making possible the bibliographical control of the area.


1 ANTECEDENTES
As novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), em países extensos como o Brasil, têm facilitado a realização de eventos (reuniões, encontros, jornadas, simpósios, congressos) que viabilizam as discussões temáticas da educação médica e das demais ciências da saúde como currículos, métodos de ensino-aprendizagem, avaliação, entre outros.
As novas tecnologias juntamente com a explosão informacional geraram uma revolução nas bibliotecas tornando-as futurísticas, denominadas biblioteca eletrônica, biblioteca virtual, biblioteca sem paredes, mostrando-se mais acessíveis, sugerindo ao usuário utilizar de seus serviços independentemente de espaço e tempo.
A biblioteca virtual é um ambiente que organiza, processa e recupera a informação no suporte eletrônico/digital, segundo um critério temático, independente de vinculação com bibliotecas do mundo real. A diferença entre biblioteca virtual e biblioteca digital é que a esta sempre está vinculada a uma instituição, e seus links de hipertexto apontam para acervos existentes e a primeira é um conjunto organizado de bibliotecas digitais.1
A partir de uma interatividade multidisciplinar, percebe-se a necessidade de uma nova concepção de bibliotecas, adequando-as para se tornarem provedoras do conhecimento.
Na Sociedade da Informação, as novas dimensões das bibliotecas propiciam a troca de informações, nos ambientes educacionais, estimulando o binômio ensino/aprendizagem por meio do acesso e disseminação do conhecimento.
Neste contexto, as bibliotecas brasileiras, em especial as médicas, têm como proposta apoiar a pesquisa e a transformação do perfil da educação médica, tornando-se assim, provedoras de conhecimentos apresentados nos mais variados suportes impressos, eletrônicos, audiovisuais, digitais, etc.
O uso de novas tecnologias da informação facilita o intercâmbio, contatos, permutas, e, em especial, a disponibilização e acesso às fontes de informação, assim como servir de referências para pesquisadores e estudiosos em suas consultas e assessorias.
2 RAEM – REDE DE APOIO À EDUCAÇÃO MÉDICA: HISTÓRICO, OBJETIVOS E ESTADO ATUAL
A Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) em parceria com as escolas médicas e a BIREME visa realizar a divulgação e formação da Rede de Apoio à Educação Médica (RAEM) como o fio condutor para a transformação da Educação Médica, promovendo a troca e a sistematização das experiências disponibilizadas na rede, facilitando a disseminação da informação.
Atualmente, como a educação médica de nosso país passa por um grande processo de transformação e, principalmente, com as alterações do currículo das escolas propiciando a formação do profissional médico voltado para as necessidades da sociedade, a ABEM sentiu a importância de aprofundar nesta discussão nacional que irá contribuir para consolidação das Diretrizes Curriculares.

Considerando a RAEM e seus parceiros junto aos seus produtos e serviços como a BVS-Educ, a Revista Digital de Educação Permanente em Saúde, o Guia Eletrônico de Documentos Técnico-Científicos e os Cadernos da ABEM, nota-se uma preocupação no acesso eqüitativo da informação e na intercomunicação entre pesquisadores, docentes e discentes que atuam na educação médica, que vão de encontro com os objetivos da, Associação Brasileira de Educação Médica – ABEM.




Esta parceria contribuirá para o melhoramento da educação em ciências da saúde através da promoção do uso intensivo de informação técnico-científica atualizada e relevante nos processos de formação médica e de tomada de decisões relacionadas com a educação em ciências da saúde.

A proposta desta Rede será de consolidar a integração entre os educadores da área médica no cenário nacional, fortalecendo o papel inter, trans e multidisciplinar neste contexto sendo de importância fundamental neste momento.


Verifica-se que a RAEM é um Centro de Referência em Educação Médica;

Disseminadora do conhecimento em Educação em Ciências da Saúde;

Mediadora da informação junto à Comunidade Científica.

São 141 escolas médicas no território brasileiro, com cursos de graduação e em grande parte delas é oferecido cursos de pós-graduação.


Abaixo segue um desenho do funcionamento da RAEM e sua inserção nas escolas médicas para disseminação da produção científica e sistematização das experiências, como a transmissão das informações de acordo com a sua natureza, o papel e objetivos da rede.


    1. Transmissão das Informações

Natureza das informações de forma equitativa

Público-alvo: docentes, discentes, pesquisadores
•Veículo empregado - BVS-Educ

- Bases de Dados referenciais e textos completos

- Diretórios: eventos, pesquisadores, instituições e projetos

- Áreas Temáticas
- Literatura científica disponível nos variados suportes, publicada pelas Escolas Médicas Brasileiras

- Terminologia de Educação em Ciências da Saúde sugestão e ampliação dos descritores sobre Educação em Ciências da Saúde no DeCS





    1. O papel da RAEM

“Nós seres humanos, jamais pensamos sozinhos ou sem ferramentas. As instituições, as línguas, os sistemas de signos, as técnicas de comunicação, de representação e de registro informam profundamente nossas atividades cognitivas: toda uma sociedade cosmopolita pensa dentro de nós.” 2


O papel da RAEM é aproximar pesquisadores, docentes e discentes, disponibilizando instrumental teórico e metodológico que auxilie na reflexão sobre o processo educativo, visando apoiar a transformação e o estímulo da produção do saber científico em educação médica e em outras áreas das Ciências da Saúde.

2.3 Objetivos da RAEM:


- Realizar levantamento da produção científica relacionada à educação médica nacional;
- Facilitar/organizar cursos, oficinas em áreas temáticas de interesse;
- Proporcionar reflexão e discussão de aspectos conceituais e operacionais em educação médica;
- Identificar e divulgar experiências inovadoras em educação médica;
- Publicar e divulgar trabalhos desenvolvidos em educação médica.


3A BVS – EDUC





    1. Constituição da BVS - EDUC

A Biblioteca Virtual em Saúde - Educação em Ciências da Saúde - BVS-Educ é uma biblioteca virtual com o objetivo de reunir toda produção nacional sobre Educação em Ciências da Saúde.


A BVS – Educ está sendo construída por meio da Rede de Apoio à Educação Médica-RAEM, contando com o trabalho das Equipes Locais constituídas nas Escolas Médicas brasileiras, formadas no mínimo por um bibliotecário, um docente e um discente.
As Equipes Locais têm como responsabilidade:
- fomentar a produção científica em educação em ciências da saúde na sua instituição;

- coletar, organizar, indexar e disseminar na BVS Educ toda a informação convencional e não convencional, gerada na Instituição, sobre a temática educação em saúde, como: livros, folhetos, monografias, trabalhos apresentados em eventos, papers, catálogos, entre outros.


O projeto conta com 32 equipes locais já formadas iniciando a alimentação e organização da BVS-Educ, com o intuito de dar visibilidade de forma eqüitativa à comunidade científica sobre esta área temática.
3.2 O Papel da BVS-EDUC
A BVS-Educ é a ferramenta básica para o acesso, a mediação e a gestão do conhecimento

da Educação em Ciências da Saúde.


Legitimamos nosso arcabouço teórico metodológico baseando no conceito das inteligências coletivas de Pierry Levý. Percebe-se que a BVS-Educ se torna uma práxis da Inteligência Coletiva de Levý no sentido de promover a interseção, ou a intercomunicação entre pares da comunidade científica, no sentido de formular os colóquios, seminários e congressos, como também gerir e produzir conhecimento.
Para Levý, as comunidades virtuais como a RAEM e a construção da BVS-Educ são exemplos de projetos que visam potencializar interesses mútuos, como também processos de cooperação, competição e/ou troca independente de espaço e tempo. Tais relações de interesse virtual são resultados das Inteligências Coletivas.3
Entretanto, percebe-se que nestes ambientes virtuais prevalecem a troca e a cooperação, promovendo a ausência de espaços físicos e favorecendo a desterritorialização.
Sendo assim, neste contexto o profissional bibliotecário tem como responsabilidade mediar a educação médica, e seus atores (docentes, discentes e pesquisadores), e orientar a investigação científica, na identificação e coleta de informações científicas, participando dos processos didático-pedagógicos, nas práticas cotidianas e experimentais.
“O papel da informática e das técnicas de comunicação com base digital não seria ‘substituir o homem’, nem aproximar-se de uma hipotética ‘inteligência artificial’, mas promover a construção de coletivos inteligentes, nos quais as potencialidades sociais e cognitivas de cada um poderão desenvolver-se e ampliar-se de maneira recíproca.”4

Tal intermediação pode representar uma estratégia para estimular a integração do profissional bibliotecário como um ator primordial no processo de transformação da educação em saúde acompanhando as discussões que estão sendo tratadas a respeito das diretrizes curriculares nas instituições de ensino em saúde.




4PERSPECTIVAS E ATIVIDADES PROPOSTAS

Prevê-se como medidas para o desenvolvimento e ampliação da RAEM e da BVS-Educ:




  • Ampliação do projeto nas escolas não envolvidas;




  • Criação de um grupo de trabalho para o estudo e sugestão de reformulação e ampliação da terminologia de Educação em Ciências da Saúde no DeCS – Descritores em Ciências da Saúde da BIREME;




  • Maior divulgação da REDE de Apoio à Educação Médica;




  • Organização do II Fórum Nacional de Informação de Ciências da Saúde no XLIII Congresso Brasileiro de Educação Médica em Natal - RN;




  • Lançamento da BVS-Educ no XLIII Congresso Brasileiro de Educação Médica em Natal – RN;




  • Continuidade nos Treinamentos e planejamentos com as equipes locais em parceria com as Regionais da ABEM.



5 TRABALHANDO A TERMINOLOGIA “EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE”


5.1 Antecedentes

O DECS - Descritores em Ciências da Saúde - consiste em um conjunto de termos - vocabulário - estruturado na área de ciências da saúde, apresentados em três idiomas: português, inglês e espanhol.5



Os vocabulários são usados como uma espécie de filtro entre a linguagem utilizada pelo autor e a terminologia da área e também podem ser considerados como assistentes de pesquisa ajudando o usuário a refinar, expandir ou enriquecer suas pesquisas proporcionando resultados mais objetivos.
Vocabulários estruturados são necessários para descrever, organizar e prover acesso à informação. O uso de um vocabulário estruturado permite ao pesquisador recuperar a informação com o termo exato utilizado para descrever o conteúdo daquele documento científico. Os vocabulários estruturados funcionam também como mapas que guiam os usuários até a informação. Com a expansão da Internet, e o número de potenciais pontos de acesso à informação crescendo exponencialmente, os vocabulários podem ser úteis provendo termos consistentes que permitam ao usuário selecionar a informação que necessita a partir de uma vasta quantidade de dados.
Os vocabulários estruturados são organizados segundo uma metodologia na qual é possível especificar as relações entre os conceitos com o propósito de facilitar o acesso à informação.
Vocabulários estruturados podem ser usados por uma variada gama de usuários como profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes, além de profissionais bibliotecários que os utilizam nos processos de indexação e recuperação de informação. São usados para a indexação de documentos, criação de bases de dados, criação de índices de assunto, criação de bases de conhecimento para interfaces de inteligência artificial, como ferramentas auxiliares na recuperação de informação, etc.
O DeCS - Descritores em Ciências da Saúde foi criado pela BIREME para uso na indexação de artigos de revistas científicas, livros, anais de congressos, relatórios técnicos, e outros tipos de materiais, assim como para ser usado na pesquisa e recuperação de assuntos da literatura científica nas bases de dados LILACS, MEDLINE e outras. Foi desenvolvido a partir do MeSH - Medical Subject Headings da U.S. National Library of Medicine com o objetivo de permitir o uso de terminologia comum para pesquisa em três idiomas, proporcionando um meio consistente e único para a recuperação da informação independentemente do idioma.5
Os conceitos que compõem o DeCS são organizados em uma estrutura hierárquica permitindo a execução de pesquisa em termos mais amplos ou mais específicos ou todos os termos que pertençam a uma mesma estrutura hierárquica.5
O DeCS é um vocabulário dinâmico totalizando 26851 descritores, sendo destes 3656 de Saúde Pública e 1950 de Homeopatia. Por ser dinâmico, registra processo constante de crescimento e mutação registrando a cada ano um mínimo de 1000 interações na base de dados dentre alterações, substituições e criações de novos termos ou áreas.5
Além dos termos médicos originais do MeSH foram desenvolvidas as áreas específicas de Saúde Pública e Homeopatia.
Tem como finalidade principal servir como uma linguagem única para indexação e recuperação da informação entre os componentes do Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, coordenado pela BIREME, e que abrange 37 países na América Latina e no Caribe, permitindo um diálogo uniforme entre cerca de 600 bibliotecas.5
Participa no projeto de desenvolvimento de terminologia única e rede semântica em saúde, UMLS - Unified Medical Language System da U.S. National Library of Medicine com a responsabilidade da atualização e envio dos termos em português e espanhol.



5.1.1 Descritores
Descritores são os conceitos extraídos de um vocabulário controlado que descrevem o conteúdo de um documento. São termos eleitos para representarem os conceitos na indexação e recuperação de informações.6
Os descritores devem retratar fielmente o que foi discutido no artigo e não o que só foi mencionado
Objetivos:
Nas revistas:

  • Identificar os principais assuntos tratados no artigo de forma mais sintética que o resumo;

  • Facilitar a preparação de índice de assuntos da revista ou a indexação dos artigos em bases de dados

Nas bases de dados:



  • Identificar os principais assuntos tratados nos artigos e todos os aspectos relacionados, de acordo a um vocabulário controlado

  • Facilitar a busca de artigos na base por assunto, permitindo combinações entre termos


5.1.2 Vocabulário controlado: cabeçalhos de assuntos; tesauros
Objetivos:

- Permite controle de sinônimos

- Permite pré-coordenação dos assuntos

- Permite especificar os aspectos estudados de uma doença, fenômeno, método, etc


Finalidades:

  • Servir como auxiliar de busca estratégica de recuperação;

  • Delimitar o número de termos atribuídos a cada documento;

- Assegurar, mediante esta linguagem controlada, uma prática consistente entre diferentes indexadores, que atuem no mesmo serviço, ou entre indexadores que atuem em serviços diferentes;

  • Controlar os termos usados na indexação, mediante um instrumento que traduza a linguagem natural dos autores, indexadores e pesquisadores, numa linguagem mais controlada, usada na indexação e recuperação.6

5.2 Objetivos
Este projeto possui como objetivos específicos a ampliação, a atualização e a reformulação da terminologia em Educação em Saúde, nos idiomas português, espanhol e inglês, organizada na estrutura do DeCS; que possibilite o seu uso na descrição, recuperação e navegação conceitual de fontes de informação da Biblioteca Virtual em Educação em Saúde.


    1. Metodologia

A implementação de descritores em “Educação em Ciências da Saúde” no DECS se dará mediante o seguinte percurso metodológico:




  1. Levantamento pelas equipes locais das necessidades terminológicas para a indexação do material bibliográfico, convencional e não convencional, a ser inserido na base de dados EDUC, ausentes no DECS;

  2. Levantamento pelas equipes locais dos termos relacionados e/ou subordinados em educação saúde;

  3. Formação de equipe de especialistas para a avaliação das terminologias levantadas pelas equipes locais; Tem por objetivo formar o corpo de consultores e profissionais para o trabalho conjunto e o apoio ao desenvolvimento e certificação terminológica em áreas de especialização;

  4. Levantamento de outras bases de dados especializadas em educação e saúde e seus respectivos tesaurus;

  5. Análise de freqüência de uso das terminologia nas bases de dados; estudo dos temas em Educação em Saúde efetuado através do levantamento dos descritores existentes formulados nos periódicos de Educação em Saúde, especialmente em seus índices por assunto publicados periodicamente.Tem como objetivo avaliar a representatividade da terminologia em termos de procura e elaborar elenco de sugestões.

  6. Desenvolvimento de termos da área segundo parâmetros preestabelecidos pelo DeCS, em que cada termo deverá apresentar sua localização e família hierárquica, termos sinônimos correspondentes, termos relacionados e notas de escopo, notas de indexação, e qualificadores adequados para uso. Tem como objetivo a criação da nova estrutura terminológica para a categoria de Antropologia, Educação, Sociologia e Fenômenos Sociais.

  7. Avaliação e identificação das áreas obsoletas e das áreas carentes de desenvolvimento;

  8. Avaliação e comparação entre os tesaurus identificados;

  9. Sugestão de reformulação e ampliação da terminologia e sua correspondente conceituação;

  10. Integração de novos termos na estrutura do DeCS. Entrada de dados e consistência terminológica, avaliação da necessidade de criação de novas hierarquias, sinonímia e relações conceituais. Integração das versões ao espanhol e ao inglês da terminologia criada;




  1. Aprovação e certificação por especialistas. Certificação da categoria Educação em Saude. Deverá ser realizada uma reunião de certificação final com os responsáveis, que deverá ocorrer por ocasião de uma das reuniões gerais da BVS Educ. Tem como objetivo a avaliação do trabalho de reestruturação terminológica e certificação da nova terminologia como ferramenta para subsidiar a navegação nas fontes de informação em Educação em Saúde nacionais, regionais e internacionais e a avaliação final do projeto.

  2. Divulgação. Elaboração de texto de divulgação dos resultados do projeto para publicação na BVS Educ.

  3. Disseminação. A BIREME se encarregará de integrar e veicular a terminologia atualizada em Educação em Saude no servidor DeCS da BVS Educ, assim como de distribuí-la como parte integrante do DeCS nos programas de registro, indexação e navegação de fontes de informação nacionais, regionais e internacionais da Biblioteca Virtual em Saúde. Com o objetivo de promover a divulgação e uso da terminologia atualizada em Educação em Saúde como parte integrante do DeCS;



5.4 Recursos Humanos necessários
- Consultores especialistas em Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica, Fisioterapia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia e Terapia Ocupacional.

- Estagiários para auxílio na coleta de termos e definições;

- Bibliotecários especialistas em indexação para elaboração das notas de escopo;

- Especialistas em Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica, Fisioterapia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia e Terapia Ocupacional para certificação das subcategorias terminológicas na área das ciências da saúde;

- Tradutores para a versão em espanhol e inglês dos novos termos.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS


A RAEM visa promover a intercomunicação das inteligências individuais, assim, somando e compartilhando a comunidade científica para formar inteligências coletivas no meio acadêmico, potencializando a construção do conhecimento científico da Educação em Ciências da Saúde.


O resultado desta rede é possibilitar a formação das Inteligências Coletivas da teoria de Pierre Levý, como também ampliar a troca de conhecimentos. A Rede de Apoio à Educação Médica e a BVS-Educ são as ferramentas básicas para o acesso, a mediação e a gestão do conhecimento da Educação em Ciências da Saúde.
No que se refere à sugestão proposta para reformulação e ampliação do DeCS do vocabulário da área temática Educação em Ciências da Saúde, conclui-se que tal mudança é necessária, pois existe uma grande dificuldade quanto à indexação

dos documentos às Bases de Dados, como também à recuperação e o acesso eqüitativo da informação na área conforme verificado pelo trabalho de indexadores desta temática em discussão.



REFERENCIAS


  1. Marchiori PZ. "Ciberteca" ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recursos de informação. Cie. Inf. maio/ago 1997; 26(2): 115-24.




  1. Lévy P. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34; 1997.




  1. Levý P. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34; 1999.




  1. Packer AL. La BVS en perspectiva. III Reunión de Coordinación de la BVS; 2003 mayo 5-6; Puebla, México. In: 6to Congreso Regional de Información en Ciencias de la Salud; 2003 mayo 6-9; Puebla, México. Disponível em: http://www. crics. info/ reuniao _bvs3/program/?mode=new




  1. DECS – Descritores em Ciências da Saúde. [Citado em: 03 ago 2005]. Disponível em: http://decs.bvs.br/P/decswebp.htm.




  1. Oliveira ECP. Descritores. In: Curso de Atualização sobre Avaliação do Trabalho Científico, 11-13 maio 2005, Petrópolis, RJ. Petrópolis: ABEC, 2005.





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