O câncer, em sua fase inicial, pode ser controlado ou curado



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CUIDADOS: uso de filtros solares e a proteção direta da pele com vestimentas adequadas.

O rastreamento do câncer se dá basicamente pela observação clínics de lesões cutâneas

em um ambiente adequadamente iluminado.


      1. Câncer de mama

O câncer de mama é o tumor mais freqüente entre as mulheres em todo o mundo. No Brasil, 50 mulheres em cada 100.000 terão diagnóstico de câncer de mama. Nas regiões sudeste e sul do país, o risco estimado chega, respectivamente, a 68 e 67 mulheres a cada 100.000. Sua prevenção primária é muito difícil. Os fatores de risco estão relacionados, basicamente, à idade e às características genéticas e reprodutivas da mulher.

Vários fatores estão relacionados para o aparecimento do câncer de mama, entre eles:

menarca precoce; menopausa tardia; primeira gestação a termo após a terceira década de vida; ausência de gravidez e não amamentação; dieta rica em gordura animal; carne vermelha em excesso; uso abusivo de álcool; obesidade; dieta pobre em vegetais; uso de anticoncepcionais e mais recentemente, a terapia de reposição hormonal.

Como rastreamento, o auto exame mamário.


      1. Câncer de pulmão

O tabagismo é a maior causa de morte evitável, sendo responsável por doenças pulmonares, cardiovasculares, câncer de pulmão e outros tumores (por exemplo, boca, laringe, trato gastrointestinal, trato geniturinário e colo de útero).

Pacientes que não usam o tabaco podem vir a ter câncer de pulmão, porém, o risco é

cerca de 20 a 30 vezes maior para os fumantes. O tabagismo passivo, ou indireto, tem sido culpabilidado como principal responsável pelo aparecimento de câncer de pulmão em não-fumantes. É possível que haja uma predisposição ao câncer de pulmão, porém, tal desenvolvimento se daria na presença de fatores externos, dos quais o tabagismo é o mais fluente. O risco estimado é de 19 homens para cada 100.000 e 10 mulheres para cada 100.000 no Brasil. Esse risco chega a 36 homens em cada 100.000 na região sul do país. Exposições ocupacionais também estão relacionadas ao câncer de pulmão, como é o caso de poluentes originários da queima de combustíveis fósseis (hidrocarbonetos) e exposição prolongada às fibras de asbesto. A exposição por mineiros de radônio, componentes alquilantes, níque, cromatos e éteres halogenados também está relacionada à gênese do câncer do pulmão nesta população específica. A profilaxia do câncer do pulmão se dá pela cessação do tabagismo em qualquer época da vida.


1.1.4 Câncer de colo de útero

O câncer de colo uterino é o segundo maior incidente na população feminina mundial, sobretudo em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. O seu risco estimado para a população brasileira é de 19,2 para cada 100.000 mulheres. Como medidas de prevenção primaria, destacam-se as relacionadas à infecção pelo HIV. Mulheres infectadas pelo vírus HIV e, portanto, imunocomprometidas apresentam uma maior incidência de contaminação por HPV, além de um risco aumentado de desenvolver câncer de colo de útero.



2. O CUIDADO MULTIPROFISSIONAL DO PACIENTE ONCO-HEMATOLÓGICO
O paciente oncológico em virtude de sua vulnerabilidade, resgata no médico a necessidade imperativa de um envolvimento integral, que requer, além de seu repertório técnico-científico, também seu lado humano. Além disso, a complexidade das doenças, somada aos imensos avanços que a medicina vem apresentadno, extrapola o domínio de um único profissional, deixando explícita a necessidade do tratamento multiprofissional dos doentes, desde o momento do diagnóstico.

O doente dever ser olhado através de uma lente ampla, apresenta fragilidades e limitações bastante específicas de ordem física, psicológica, social e espiritual. Para alcançar um tratamento uniforme, é importante observar todos esses aspectos sob diferentes óticas, estabelecendo uma meta em comum, que é promover o cuidado integral no processo de enfrentamento da doença.

Houve um tempo em que o câncer era inevitavelmente fatal. Essa realidade desenvolveu nas pessoas medos intensos em relação a doença, a ponto de ser quase proibido o uso da palavra câncer. Isto vem mudando com o avanço da medicina, que tornou possível o aumento significativo de pacientes sobreviventes a essas doenças graves, curados ou não. Dessa maneira, o diagnóstico precoce, o tratamento, a terminalidade ou a cura e a decorrente readaptação do paciente exigiram uma visão mais ampla e direcionada ao cuidado integral do doente inserido em seu contexto sociofamiliar.

Com intuito de atender os pacientes com câncer em todos os ângulos de sua existência, foi criado em 2001 em Mogi das Cruzes, o Insituto Integrado de oncologia, posteriormente criou e desenvolveu o Centro de convivência e apoio do paciente com câncer (CECAN). Fazem parte deste centro, uma equipe constituída por médicos de diferentes especialidades, enfermeiros, farmacêuticos, psico-oncologistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas, além de voluntários que passaram a oferecer oficinas terapêuticas, a princípio, de pintura em tela. O resultado foi tão bom que atraiu tanto novos pacientes como mais voluntários, propiciando a criação de um centro de terapias complementares, o CECAN, uma instituição sem fins lucrativos cujo objetivo é oferecer ao portador de câncer e a seus familiares um espaço de convivência onde se promove apoio, encorajamento e reabilitação psicossocial a fim de resgatar a auto estima, a força e a coragem necessárias para enfrentar a doença, sem deixar de considerar a história, a vida e o cotidiano de cada um dos pacientes.

Entre as metas do CECAN, estão estimular a solidariedade, promover atividades profissionalizantes para a inserção ou volta do paciente ao mercado de trabalho, oferecer informações sobre assuntos diversos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e promover ações que efetivamente possam auxiliar de maneira positiva na prevenção do câncer.

A Instituição é uma casa de acolhimento, de escutas e de conversas, de trocas e de vivências intensas que fazem aflorar profundos sentimentos e reflexões em relação ao próximo, ao papel perante a comunidade e, por fim, em relação a própria vida.

Dentre as atividades desenvolvidas podemos citar:

1. atendimento, orientação e visita psicológica domiciliar e hospitalar;

2. atendimento e visita social domiciliar;

3. assessora jurídica;

4. oficinas terapêuticas;

5. terapias adicionais: acupuntura, psicoterapia, terapia corporal, nutrição;

6. projetos culturais: apresentações do coral do CECAN, mostras de obras produzidas pelos pacientes;

7. núcleo de eventos: jantares, almoços, confraternizações e participação em feiras;

8. projetos científicos: estágio para estudantes de diversas áreas;

9. projetos sociais: cestas básicas oncológicas, suplementos alimentares e trabalhos socioeducativos;

10. grupo de acolhida;

11. programa de atenção ao luto;

12. programa de prevenção de câncer;

13. programa Cecanzinho: terapia, lazer e cuidados com os pacientes infantis e suas famílias.

Os psico-oncologistas atuam no estabelecimento da integridade de todos os envolvidos no processo do adoecimento e coordenam o projeto como um todo.

No núcleo social, a assistente social desenvolve um detalhado mapeamento das condições



3. MEIOS DE TRATAMENTO
O câncer, em sua fase inicial, pode ser controlado ou curado. A cirurgia foi o primeiro tratamento que alterou significativamente o curso da doença neoplásica e, até hoje, é um dos principais métodos terapêuticos. Estima-se que até 60% de todos os pacientes portadores de câncer necessitem de cirurgia para o seu tratamento. A radioterapia como tratamento tem o objetivo de alcançar um índice terapêutico favorável, levando as células malignas a perderem a sua clonogenicidade e, ao mesmo tempo, preservando os tecidos normais. Já a quimioterapia antineoplásica consiste no emprego de substâncias químicas, isoladas ou em combinação. A aplicação dos agentes antineoplásicos no tratamento do câncer é baseada no conceito da cinética celular, o qual inclui o ciclo de vida celular, o tempo de ciclo celular, a fração de crescimento e do tamanho da massa tumoral.
3.1 Cirurgia Oncológica

Existem cuidados que são específicos para a cirurgia oncológica, tais como:



  1. Incisão cirúrgica ampla e adequada.

  2. Proteção da ferida operatória com campos secundários.

  3. Realização de inventário minucioso de cavidades.

  4. Laqueação das veias antes das artérias.

  5. Dissecção centrípeda da peça operatória.

  6. Isolamento do tumor com compressas.

  7. Manuseio cuidadoso da área afetada.

  8. Cuidados para não se cortar o tecido tumoral.

  9. Remoção tumoral com margem de segurança.

  10. Ressecção em bloco do tumor primário e das cadeias linfáticas, quando indicada.

  11. Troca de luvas, de campos operatórios e de instrumental cirúrgico, após o tempo de ressecção tumoral.

  12. Marcação com clipes metálicos, sempre que necessário, para orientar o campo de radioterapia pós-operatória.

O tratamento cirúrgico do câncer pode ser aplicado com finalidade curativa ou paliativa. É considerado curativo quando indicado nos casos iniciais da maioria dos tumores sólidos. A ressecção curativa é aquela em que todo o câncer visível é removido e as margens cirúrgicas são microscopicamente livres de lesão. Um limite macroscópico de 2 cm pode ser suficiente em uma margem da ressecção, mas pode ser necessária uma distância maior em outra margem. Na cirurgia radical, além de os preceitos de cirurgia curativa a serem atingidos, é acrescida a ressecção concomitante de órgãos ou regiões contíguas ou contínuas. Além da margem cirúrgica mais ampla, é realizada usualmente linfadenectomia de pelo menos uma estação (cadeia) linfonodal negativa de comprometimento neoplásico, e também da(s) cadeia(s) linfonodal(is) primariamente em risco de comprometimento. Isto leva aos conceitos de cirurgia D1 (quando apenas as cadeias primárias são removidas), D2 (cadeias secundárias) e D3 (cadeias terciárias). Define-se uma operação curativa (RO) aquela na qual, macroscopicamente, não observa-se câncer residual em que os limites microscópicos da ressecção estão livres de comprometimento. O relato operatório deve sempre estar correlacionado aos achados da patologia. Uma ressecção R1 é aquela na qual se tem doença residual microscópica. Quando o cirurgião deixa a doença visível, a intervenção é considerada macroscópica residual R2. O prognóstico e o tratamento pós-cirúrgico certamente são diferentes nestas situações.


3.2 Radioterapia

A radiobiologia é a ciência que estuda os efeitos biológicos que a radiação produz nas células. O objetivo da radioterapia é a morte celular, que é definida como a perda da capacidade de gerar descendentes viáveis. O efeito biológico produzido ocorre quando a energia absorvida pelo meio é suficiente para quebrar ligações químicas estáveis, como as do DNA, o que acarretará efeitos químicos e biológicos. As radiações podem ser classificadas em corpusculares e eletromagnéticas. Quando estas interagem com o ar ou a matéria, transferem aos elétrons do meio uma quantidade de energia suficiente para arrancá-los do átomo, processo esse denominado ionização.1

Portanto, as radiações ionizantes são eletromagnéticas ou corpusculares e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos, dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos como a hidrólise e a ruptura das cadeias de ADN. A morte celular pode ocorrer por variados mecanismos, desde a inativação de sistemas vitais para a célula até sua incapacidade de reprodução.

Os efeitos biológicos da radiação podem ser diretos ou indiretos. Quando a interação ocorre diretamente com componentes celulares, proteínas e lipídios e estes sofrem alterações estruturais, o efeito é considerado direto. Os efeitos diretos são responsáveis por 30% dos efeitos biológicos da radiação e os indiretos, pelos 70% restantes. O efeito é considerado indireto quando a interação ocorre no meio onde as células ou seus constituintes estão suspensos, ou seja, em água, produzindo radicais livres. Os radicais livres são átomos ou moléculas instáveis e extremamente reativos. A procura do equilíbrio eletrônico faz com que os radicais livres procurem quebrar ligações químicas em busca de um elétron.

Concluindo, a resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores, tais como a sensibilidade do tumor à radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade da radiação e o tempo total em que ela é administrada. Para que o efeito biológico atinja maior número de células neoplásicas e a tolerância dos tecidos normais seja respeitada, a dose total de radiação a ser administrada é habitualmente fracionada em doses diárias iguais, quando se usa a terapia externa.2
3.2.1 TELETERAPIA

A teleterapia permite a escolha de uma quantidade de energias de fótons que são classificados como:

1. Teleterapia superficial: equipamentos que produzem raios X com energias entre 50 e 150 KeV. Este feixe é útil para tratamentos superficiais até cerca de 5 mm de profundidade.

2. Ortovoltagem: equipamentos que geram fótons de energia entre 100 e 400 KeV. Este fótons são pouco penetrantes e indicados para tratamentos superficiais maiores que 5 mm de profundidade.

3. Megavoltagem: compreendem as unidades de cobalto 60 e os aceleradores lineares. As unidade de cobalto 60 produzem fótons que são comparáveis aos aceleradores de 4 MeV de energia. Os aceleradores lineares, porém, possuem uma penumbra menor e uma taxa de dose que pode ser maior do que a das unidades de cobalto. Para tratamentode tumores mais profundos, devem ser escolhidos feixes de energias maiores para que os tecidos mais superficiais sejam poupados.

4. Feixes de elétrons: são possíveis em aceleradores lineares com energia maior ou igual a 10 MeV. Os elétrons tratam bem lesões de 1 a 5 cm de profundidade, dependendo da energia. É um feixe de partículas possuindo características próprias que devem ser observadas no momento do tratamento.

5. Irradiação com nêutrons: produzidos mais comumente nos cíclotrons.

6. Irradiação por partículas pesadas: os cíclotrons de alta energia produzem partículas carregadas com potencial terapêutico. Tem sido usados em tumores pediátricos do sistema nervoso central, melanomas oculares, adenomas de hipófise, entre outros que necessitam de uma dose localizada.

A escolha entre a teleterapia e braquiterapia é feita a partir da indicação do tratamento,

do tipo histológico e da intenção do tratamento, se curativa ou preventiva. No entanto, qualquer que seja a escolha, os processos de preparação são sempre os mesmos. 1




      1. BRAQUITERAPIA

É um tratamento radioterápico no qual as fontes de radiação são colocadas dentro de

reservatórios metálicos e aplicados a poucos centímetros dos tumores.

Ela pode ser dividida em:


  • intraluminal – a fonte é colocada noo lúmen de estruturas anatômicas. O exemplo mais comum é o tratamento do câncer de pulmão;

  • intersticial – agulhas são utilizadas para que a fonte fique a poucos centímetros do tumor. Pode ser utilizada como implante temporário ou permanente (câncer de mama e cérebro);

  • superficial ou de contato – é a realizada através de moldes, nos quais são colocadas as fontes de radiação;

  • intracavitária - a fonte é introduzida em cavidades do corpo adjacentes aos tumores (traquéia, esôfago, vagina, reto, uretra).


3.2.3 Aspectos clínicos da radioterapia

Estima-se que cerca de 2/3 dos pacientes com câncer, serão, em algum ponto do tratamento, submetidos à radioterapia, que pode ser empregada com finalidade curativa ou paliativa. Na intervenção curativa, há uma grande probabilidade de sobrevida em longo prazo e, portanto, o tratamento deve ser otimizado para a minimização dos efeitos colaterias tardios. No tratamento paliativo, não há expectativas de sobrevida em longo prazo e o objetivo é aliviar sintomas que estejam contribuindo para a diminuição da qualidade de vida do paciente. A radioterapia paliativa pode ser indicada com finalidade antálgica, descompressiva ou hemostática e, nessas situações, usualmente utilizam-se regimes hipofracionados. A abordagem multidisciplinar é cada vez mais presente no tratamento dos diferentes tipos de câncer, a radioterapia usualmente está associada à cirurgia e/ou à quimioterapia. Com relação à cirurgia, a radioterapia pode ser associada no período pré (neoadjuvante) ou pós-operatório (adjuvante). A radioterapia neoadjuvante tem como objetivo erradicar a doença subclínica, ou microscópica, das margens da ressecção cirúrgica e esterilizar as eventuais metástases linfonodais fora do campo operatório. Desse modo, ela diminui a probabilidade de disseminação de células tumorais, que podem produzir metástases à distância, e aumenta o controle local e a ressecabilidade. A radioterapia adjuvante tem como intuito eliminar eventual doença residual no campo operatório e na região de drenagem adjacente. A utilização de radioterapia associada à quimioterapia tem como objetivo a melhora da resposta terapêutica, seja por aumento do controle tumoral local (efeito aditivo ou supra-aditivo) ou por aumento da sobrevida por controle de focos micrometastáticos à distância (cooperação espacial). A associação de radioterapia à quimioterapia tem se tornado cada vez mais freqüente tanto no tratamento concomitante (p.ex, tumores da cabeça e do pescoço, colo uterino, bexiga, pulmão, esôfago e canal anal) como no adjuvante, no seqüencial e na consolidação (p.ex., tumores da cabeça e do pescoço, colo uterino, estômago, reto e linfomas).



3.2.4 Efeitos adversos da radioterapia – manifestações clínicas

Os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitados os princípios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada.

Em relação ao tempo de manifestação clínica, as toxidades podem ser classificadas em agudas, quando aparecem durante e até três meses após o término do tratamento e as tardias, quando surgem de três meses até anos após o fim do tratamento.

Entre elas podemos destacar:



  • pele: eritema inicial, edema progressivo, hipercromia, descamação seca, úmida e ulceração e fibrose. Neste caso procurar devemos: estimular a hidratação de dois litros de líquidos por dia (via oral, sonda nasoenteral ou gastrostomia); uso correto do creme hidratante ecossomado à base de Aloe Vera duas vezes ao dia; não usar o creme antes da aplicação ionizante; não usar a força do jato de água diretamente na pele irradiada; não depilar com lâmina ou cera (barba, axila, púbis, virilha e tórax); usar roupas de algodão, evitar roupas escuras; não expor a pele ao sol durante o tratamento; evitar o uso de sutiã e tecido sintético durante

  • mucosite: inflamação da mucosa oral, que se manifesta através de eritema, ulceração, hemorragia, edema e dor; pode ser dividida em duas etapas, eritema e esbranquiçamento da mucosa com sensação de queimação e lesões ulcerativas e de pseudomembranas, etapa em que o paciente refere dor localizada, odinofagia e disfagia;

  • xerostomia: resulta em alterações na qualidade e composição da saliva, ocasionando secura oral ou xerostomia, desconforto oral noturno, disfagia, disfasia e uma sensibilidade aumentada às infecções orais e cáries dentárias. Medidas recomendadas: aumentar a ingestão de água, uso de saliva artificial antes das refeições e antes de dormir, uso de goma de mascar e uso de bala de hortelã sem açúcar;

  • fadiga: os pacientes estão sujeitos a fadiga progressiva no decorrer do tratamento e que isso pode implicar na diminuição da sua capacidade de trabalho. As ações de enfermagem, devem incluir encaminhamento para o Serviço de Nutrição e orientação sobre evitar esforço físico, estimular o repouso e o relaxamento.

    1. Iodotarapia

A avaliação clínica para diagnóstico do câncer de tireóide identifica lesão nodular da tireóide ou aumento do volume de doença preexistente. A evolução pode ser lenta nos carcinomas papilíferos (60% a 80%) e nos foliculares (15% a 18%), e extremamente rápida nos carcinomas anaplásicos (3% a 10%). As queixas dos clientes com indicações de malignidade podem incluir rouquidão persistente, linfonodos regionais aumentados de volume e nódulos tireoidianos de consistência endurecida em 50% dos casos.

O tratamento com iodo radioativo é de comprovada eficácia, porém também é objeto de várias controvérsias, como a dose ablativa a ser administrada ou em relação ao tratamento actínio e quanto às suas complicações no futuro, principalmente por tratar-se de um tumor em pacientes jovens, podendo acometer inclusive as crianças.

Para tratamento, o paciente deve abster-se , por 30 dias, do hormônio sintético que faz uso diariamente, para suprir a ausência da sua tireóide. Para muitos, a abstenção a este hormônio produz transtornos relatados como: fraqueza nas pernas, pensamento lento, dificuldade de compreensão, sonolência, agitação, constipação intestinal, e outras compatíveis com o hipotireoidismo.

Durante o tratamento co iodo radioativo, o cliente ficará sob internação em um quarto especial, com isolamento radiológico. Só será liberado após radiometria a 1 metro, igual ou inferior a 43 Sv/h. Sete dias após a alta hospitalar, é realizado um novo rastreamento de corpo inteiro, para evidenciar possíveis metástases não detectadas. Após seis meses, nova avaliação é realizada sob vários exames e, se os resultados forem considerados normais, nova avaliação é agendada para 12 meses.

O quarto utilizado para internação (quarto terapêutico) tem suas diretrizes regidas pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear, órgão normatizador e fiscalizador dos serviços de Medicina Nuclear do país. Este quarto é equipado de televisão, frigobar, telefone e mobiliário adequado. A internação é em média 48 horas, restrita ao quarto terapêutico, sem a rotina de cuidados diretos, a não ser em situações estritamente necessárias (prestar algum cuidado do tipo administração de medicação intramuscular ou verificar a pressão arterial). Na observação do paciente durante a internação é utilizado um circuito interno de câmera de vídeo com o monitor localizado no posto de enfermagem.

As orientações de enfermagem durante o tratamento incluem:



  • como utilizar o banheiro, a pia, o chuveiro para os três banhos diários obrigatórios, a lixeira específica para desprezar absorventes utilizados;

  • a ingesta de três litros de água por dia;

  • o uso do limão sublingual de 2 em 2 horas, além de chupar balas (para medida de prevenção da inflamação das glândulas salivares – sialodenite);

  • não chegar próximo a janela da porta quando algum profissional da equipe ali estiver, além da maneira correta de desprezar os vasilhames descartáveis das alimentações recebidas;

  • não engravidar num período de 12 meses.

3.4 Quimioterapia

A quimioterapia consiste na administração de substâncias químicas, isoladas ou em combinação, Pode ser administrada por via oral, venosa, intrarterial, cavitária, intramuscular que atuam interferindo diretamente no ciclo celular, bloqueando uma seqüência metabólica e com isto impedindo à divisão ou amadurecimento celular levando à célula consequentemente a morte. A maioria dos quimioterápicos antineoplásicos atua de forma não específica, lesando tanto células malignas quanto benignas.

Ao antineoplásicos agem diretamente na célula, atuando nas diversas fases do ciclo celular. Devido à essa característica é que se opta por usar, mais frequentemente, a poliquimioterapia, na qual mais de dois tipos de medicamentos de classificações farmacológicas diferentes são aplicados , buscando-se um efeito mais abrangente sobre as células tumorais. É importante, sempre que possível, a associação de medicações com diferentes toxidades, que permitem aumentar o efeito antitumoral sem elevar o grau de toxidade.

Os quimioterápicos classificam-se em:

*alquilantes: causam alterações nas cadeias de DNA, impedindo sua replicação. Exemplo: mostardas nitrogenadas; etileniminas; alquil sulfonados; triazenos imidazol;

*antimetabólicos: são capazes de enganar a célula, incorporando-se a ela, bloqueando a produção de enzimas ou interpondo-se entre as cadeias de DNA e RNA, transmitindo mensagens errôneas (ex. methotrexato e outros);

*antimitóticos: interferem na formação do fuso mitótico (ex. vincristina);

*topousimerase-interativos: interagem com a enzima topoisomerase I e II, interferindo na síntese do DNA (ex. irinotecano);

*antibióticos antitumorais: atuam interferindo com a síntese de ácidos nucléicos, impedindo a duplicação e separação das cadeias de DNA e RNA (ex. doxorubicina);

*medicamentos de composição química e mecanismos de ação pouco conhecidos, hidroxiuréia.

A finalidade da quimioterapia depende basicamente do tipo do tumor, da extensão da doença e do estado geral do paciente. Podemos classificar:

*curativa – objetiva a erradicação de evidências da neoplasia;

*paliativa – visa a melhorar a qualidade de vida do paciente, minimizando os sintomas decorrentes da proliferação tumoral, aumentando seu tempo de sobrevida em função de uma redução importante do número de células;

*potencializadora – quando utilizado simultaneamente com à radioterapia, no sentido de melhorar a relação dose terapêutica/dose tóxica do tratamento com irradiação. Exemplo tumor de pulmão.

*adjuvante – quando é realizada posteriormente ao tratamento principal, quer seja cirúrgico ou radioterápico. Tem por finalidade promover a eliminação da doença residual metastática potencial, indetectável, porém presumivelmente existente. Exemplo tumores de mama, ovário, cólon e reto.

*neo-adjuvante – quando é realizada previamente ao tratamento principal, quer seja cirúrgico ou radioterápico. Objetiva tanto a redução do volume tumoral quanto à eliminação de metástase não-detectáveis clinicamente já existentes ou, eventualmente, formadas no momento da manipulação cirúrgica. Exemplo: sarcomas, tumores de mama avançado.


3.4.1 Efeitos colaterais da quimioterapia
Os principais efeitos colaterais, segundo o tempo de início e a duração, são:


Efeitos colaterais

Início

Duração

Náusea e vômito

1 a 6 horas

Até 36 horas

Febre

6 horas

Até 24 horas

Fadiga, mal estar

24 horas

Até 7 dias

Alopecia

2 a 3 semanas

Enquanto durar o tratamento

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