O beabá da Wicca Bom para Iniciantes



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O MITO DA CRIAÇÃO
Por Starhawk (A dança Cósmica das feiticeiras)



Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela, cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnífica".

O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.

Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então se tornou Verde coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho, mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.

Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.


A DEUSA COMO CRIADORA O Retorno do Princípio Divino Feminino
A Mãe Primordial, que teria criado tudo e todos, até seu próprio complemento masculino, está na base filosófica e fundamental de todas as mitologias e Religiões Antigas.
Na compreensão humana primitiva a Mãe precedeu o nascimento do Pai. Percebemos isto em todos os mitos sagrados anteriores ao patriarcado e quanto mais antigos são estes mitos, mais isso se confirma.
O Culto à Deusa remonta a Era de Touro(4000 a.C. à 2000 a.C.), época em que o respeito ao feminino e ao culto aos mistérios da vida e procriação estavam em seu apogeu. Na Era de Touro o culto a Deusa teve seu apogeu, porém ele é muito mais antigo e suas origens são muito mais remotas, pois pesquisas realizadas recentemente por arqueólogos norte-americanos apontam que o culto matriarcal e à Deusa datam de mais ou menos 500.000 a.C.. Isto foi comprovado através de testes feitos com o carbono 14 em alguns objetos ritualísticos com desenhos de Deusas encontrados em sítios arqueológicos, que constatam suas origens no Paleolítico Inferior.

No final da Idade de Bronze (5000 à 2000 a.C.) também encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Descobertas feitas por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidade, comprovam isso. Inúmeras estatuetas femininas esculpidas em marfim, barro, argila e pedra representando mulheres com seios e ventres grandes (Vênus de Willendorf) foram descobertas nas proximidades de lugares sagrados e sepulturas, o que simboliza algo respeitável e religioso.


Nas Eras que antecederam a agricultura, quando os homens viviam da caça e pesca, as mulheres eram a base do lar, das artes, arquitetura e também eram as transmissoras da cultura ancestral e religiosas. Enquanto os homens saiam para caçar, as mulheres realizavam os ritos sagrados para que a caça fosse bem sucedida e para que eles pudessem retornar em segurança. Elas eram as Grandes Sacerdotisas, Xamãs, curandeiras, parteiras e mantenedoras dos ritos e mistérios religiosos da Tribo. Homens e crianças dependiam de seus cuidados e conhecimentos, por isso eram veneradas e reconhecidas como Guardiãs dos Mistérios da Vida.
Mais tarde quando os povos indo-europeus se converteram em tribos conquistadoras e guerreiras e se expandiram em busca de melhores temperaturas, o culto ao Deus (O Sol) suplantou o culto à Deusa. Pouco a pouco instaurou-se o culto ao Sol com a chegada da Era de Áries (2000 a 0 a.C.) e nasceu assim o patriarcalismo. Até o início da Era de Peixes, Deusa e Deus eram cultuados juntos e seus cultos eram interligados, tolerantes entre si e estavam em perfeito equilíbrio.
A partir de 330 d.C. (quando o Catolicismo foi estabelecido como Religião Oficial) o culto à Deusa começou a declinar e aos poucos o Cristianismo foi irrompendo toda Europa e se converteu como a Religião da moda de Reis e Rainhas. Porém as pessoas comuns, os servos e servas, jamais abandonaram a Religião Antiga. O povo do campo ou os pagãos (paganus= povo do campo), devido ao seu contato direto com a natureza seguiram fiéis ao Paganismo e foi através deles que a Bruxaria passou de geração em geração e chegou até nós na atualidade .
Das origens primitivas do neolítico e paleolítico surgiram todas as formas de magia e Religião, inclusive e principalmente a Wicca.
O QUE É A WICCA...?

Como e quando surgiu umas das Religiões mais antiga do mundo...?

A Bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e “desaparecimento” ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA.

A palavra Wicca vem do inglês arcaico wicce ou do saxão wich que significa “girar dobrar ou moldar”.

Porém, vemos corruptelas deste termo em diversos outros idiomas sempre expressando algo religioso e relacionado à Magia.

A Wicca é uma Religião que pretende celebrar a natureza e que busca sua inspiração nas religiões pré- cristãs de culto à Deusa, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, ao culto do Deus fertilizador da Terra e várias outras expressões religiosas primitivas com uma forte ligação com a natureza e com os ciclos da vida.

A Wicca baseia-se no equilíbrio e polaridade das energias, que através de ritos e magia coloca o homem em contato direto com a natureza, resgatando assim o verdadeiro sentido da palavra Religião (Religare= religar), religar o homem àquilo que ele foi desligado. O objetivo da Bruxaria são: o auto- conhecimento, a harmonia com os ritmos do Sol e das Estações, a compreensão dos poderes da natureza e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio.

A Bruxaria reconhece o Dualismo Divino e sendo assim reverencia a Deusa(Lua e Terra) criadora de todas as coisas e o Deus(Sol) o poder fertilizador.

A energia estática, negativa e magnética seria a força da Deusa. A energia positiva, ativa e móvel seria a força do Deus. Ambas são opostas e complementares, uma dá origem à outra, juntas são a manifestação e equilíbrio do Universo.

A Wicca busca muito de sua inspiração nos mitos e Divindades celtas, gaulesas e irlandesas, recorrendo entanto à fontes clássicas (greco-romana) e diversas outras tradições populares. Para os conceitos da Bruxaria as palavras DEUSA e DEUS abarca toda a magnitude do Universo. Os Deuses seriam a manifestação criadora da qual procedem todas as criaturas. Eles estão presentes dentro e fora de nós, poder esse chamado de imanência.

A Bruxaria ensina seus praticantes à compreenderem o Universo, o nosso lugar e papel dentro dele.

A utilização da Magia, entendida como um conjunto de técnicas capazes de manipular positivamente certas energias naturais, é a parte prática que mais distingue a Wicca. As bases da Bruxaria encontram-se na invocação e manipulação das forças energéticas presentes no inconsciente coletivo, que devem ser trabalhadas por meio da intuição e emoção. As energias divinas com as quais trabalhamos são as forças arquetípicas da psiquê humana. Um Bruxo conhece, canaliza e utiliza corretamente esta energia.

Os fundamentos da Bruxaria estão em conhecer, penetrar e respeitar a natureza que é a própria manifestação da Deusa. A proposta da Bruxaria é harmonizar o homem com o ritmo da natureza e fazer com que ele entenda as forças interiores e exteriores, pois é desta forma que se mantém o equilíbrio e inter-relação com os Deuses.

A Bruxaria também se propõe à recuperar a complementaridade entre homens e mulheres, pois cultua a Deusa e o Deus, mesmo dando à Deusa um papel preponderante, quer nas suas práticas quer nos seus mitos.

Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da Wicca contribui para sua divulgação tanto junto aos homens como das mulheres.

A Wicca é uma Religião onde não existem livros sagrados, hierarquia ou dogmas. É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiadamente individual para se sujeitar ao conjunto de regras e crenças que outros determinam.
A Bruxaria orienta que os poderes mágicos são latentes à todas as pessoas, porém devido ao nosso modo de vida estes poderes se atrofiaram. O que Bruxaria faz é desenvolver e ampliar esta força, assim como ensinar e auxiliar à providenciar uma atmosfera propícia na qual eles possam se manifestar.

Os Wiccanianos são praticantes de uma Religião tão antiga quanto o próprio mundo, por isso muitas das práticas e ritos têm sido adaptados à realidade de nosso mundo.

Bruxos são pessoas das mais variadas idades, posição social e raça que têm em comum uma Religião voltada ao reencontro de um caminho espiritual harmônico com a Terra e com as manifestações da natureza.

Os Wiccanianos são universalmente caracterizados pelo amor incondicional à natureza. Os pagãos acreditam que a volta da ligação com a natureza é o único caminho para uma vida harmônica e equilibrada, por isso todos os Ritos sagrados da Bruxaria estão centrados na Estação do Ano e fases lunares.

Os Bruxos provavelmente são os precursores dos movimentos ecológicos e de inúmeros outros movimento sociais que lutam e reivindicam igualdade entre os homens. A alegria e a satisfação de viver são as bases da Bruxaria, pois ela é uma Religião de amor e prazer que permite a manifestação da individualidade como é sentida, mas que também encoraja a responsabilidade social e ambiental.

Os Bruxos não acreditam no dualismo de opostos absolutos do “bem contra o mal”. A Bruxaria ensina que todas as coisas existentes têm o seu próprio lugar e funções e que devemos nos empenhar em harmonizar todas as coisas.

A Bruxaria tem sua própria filosofia sobre a reencarnação e vida após a morte. Porém cada Bruxo pode ter sua própria filosofa sobre o assunto, pois a Wicca não tem dogmas ou regras as quais todos devem seguir.

Os Bruxos acreditam que todos devem cultuar os Deuses à sua própria maneira, pois não existem leis que exijam que os Wiccanianos sigam uma maneira prescrita de liturgia.

Bruxos nunca comprometem seus filhos com a sua fé particular, pois acreditam que cada um deve seguir o seu próprio caminho. As crianças sempre são ensinadas à honrar sua família, amigos, a ter integridade, honestidade, a tratar a Terra como sagrada e a amar e respeitar todas as formas de vida.

O fanatismo é repudiado pelos pagãos, assim como o proselitismo é inadmissível. Bruxos nunca divulgaram sua Religião porta a porta. São extremamente discretos, pois acreditam que a aproximação à Bruxaria deve resultar de uma escolha individual.

O movimento neo- pagão sempre cresceu e continua a crescer sem que para isso pessoas sejam abordadas ou aliciadas à tornarem-se pagãos. A Bruxaria cresce em todo mundo por que seu senso de liberdade, religiosidade e amor à natureza fundem-se dando abertura e compreensão ao verdadeiro sentido de ser.
RAÍSES WICCANAS
Não podemos analisar os Mistérios Wiccanos sem nos referirmos aos celtas e aos druidas das Ilhas Britânicas. As antigas regiões da Irlanda, da Bretanha, da Escócia e do País de Gales evocam imagens de reinos místicos e segredos ocultos, pois é ali que podem ser encontrados os mistérios do Caldeirão de Cerridwen e dos ensinamentos das transformação ocultos na história de Taliesin. Ali também encontramos os míticos Tuatha de Danann e muitas lendas esplendorosas de heróis míticos como Hu Gadarn e Cuhulainn. É em tais lendas que podemos encontrar e desvendar os princípios dos Ensinamentos Misteriosos.
Entretanto, as mais antigas Tradições de Mistérios européias conhecidas (exceção feita aos temas alegóricos de Atlântida e Lemúria) originam-se, na verdade, das antigas regiões da Mesopotâmia, Egito, Grécia e Itália, ou de regiões próximas. No mais das vezes, essas culturas antecedem a tradição celta em cerca de mil anos ou mais. Nas terras célticas, os druidas também transmitiam uma Tradição de Mistérios – uma mescla de crenças locais e influências externas. Muitos estudiosos atualmente crêem que o culto dos druidas teria sido um resquício de um antigo clero indo-europeu. A Tradição de Mistérios dentro da religião Wiccana teve origem na cultura neolítica da Grande Deusa da Antiga Europa, e não diretamente das influências indo-européias sobre a religião celta de modo geral.
Em seu livro The Goddesses and Gods of Old Europe (University of California Press, 1982), a professora Marija Gimbutas descreve a Antiga Europa como a região que compreende a Itália e a Grécia, estendendo-se ainda pela Checoslováquia, o sul da Polônia e o oeste da Ucrânia. Gimbutas afirma que nessa área, entre 7000 e 3500 a.C., teve origem o antigo culto matrifocal da Grande Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero. Ela se refere ao povo dessa região antiga como pertencendo a uma cultura pré-indo-européia: matrilinear, agrícola, pacífica e sedentária.
Gimbutas prossegue descrevendo a Antiga Europa e seus aspectos singulares como cultura neolítica. Em um de seus capítulos, ela descreve:
Entre 7000 e 3500 a.C., os habitantes dessa região desenvolveram uma organização social muito mais complexa do que seus vizinhos ocidentais e do norte, formando comunidades que comumente se agrupavam em cidadelas, inevitavelmente levando à especialização do trabalho e à criação de instituições religiosas e governamentais. Eles descobriram por si sós a possibilidade de utilizar cobre e ouro na confecção de ornamentos e ferramentas, e aparentemente desenvolveram uma escrita rudimentar. Se definirmos civilização como a habilidade de um determinado povo de se adaptar a seu meio ambiente e de desenvolver artes, tecnologia, escrita e relações sociais apropriadas, fica evidente que a Antiga Europa atingiu um notável grau de sucesso.
É aqui, no culto neolítico da Grande Deusa da Antiga Europa, que surgiram os alicerces dos antigos Mistérios Wiccanos. É aqui, portanto, que começaremos a relacionar os antigos segredos transmitidos geração após geração. No decorrer de nossa exploração, observaremos o fluxo dos Ensinamentos Misteriosos à medida que passam da região egéia à mediterrânea. Analisaremos como ingressam na Itália e se mesclam às civilizações etrusca e romana. Partindo do sul da Europa, rastrearemos sua corrente rumo ao ocidente, e os seguiremos em direção à Europa Setentrional, pois foi ali que os celtas abraçaram os mistérios e os incorporaram a seu próprio sistema de crenças, o qual se tornou o que convencionamos chamar de Tradição dos Mistérios Wiccanos.
Em seu livro The Mysteries of Britain (Newcastle Publishing, 1993), Lewis Spence afirma que os ensinamentos druídicos surgiram de uma combinação da cultura mediterrânea neolítica com as crenças nativas da antiga Bretanha. De acordo com Spence, antigos viajantes mediterrâneos da Nova Idade da Pedra e da Idade do Bronze chegaram ao litoral briânico e introduziram o Culto aos Mortos, comum às antigas crenças da Europa Setentrional de então. Com o início da Idade do Ferro, a ilha doa Bretanha ficou isolada, e dessa forma as crenças celtas transformaram os ensinamentos importados numa religião única ao povo celta.
A religião da Antiga Europa havia se espalhado pelo ocidente partindo do sul da Europa por volta de 4500 a.C., como comprova o descobrimento na Espanha e na França de ícones de estilo semelhante ao do antigo culto matrifocal da região e egéia-mediterrânea. Por volta de 3000 a.C., povos do mediterrâneo, da Espanha e da Bretanha Menor se estabeleceram nas colinas ao sul da Inglaterra, levando consigo à religião da Antiga Europa. O Culto aos Mortos, associado aos espíritos dos mortos, com festivais celebrados em outubro e novembro, ainda sobrevive desde tempos longínquos na Itália e na ilha da Sicília, bem como na Inglaterra. O historiador John Morris (University College, Londres), em seu livro The Age of Arthur (cap. 8: “Pagan Ireland”), nos diz que povos da Sicília e do sul da Itália se estabeleceram na Irlanda no terceiro milênio a.C. e introduziram tumbas derivadas dos túmulos em rocha da Sicília e da Itália. Morris afirma que estes são o “povo de Partholon”, mencionado nos mitos irlandeses.
Em algum ponto entre 600 e 500 a.C., os celtas invadiram a Inglaterra e se depararam com o antigo Culto aos Mortos mediterrâneo. Spence atesta que os celtas a princípio temiam o Culto e nutriam temor especial pelas sidhe (fadas), que na verdade eram os espíritos dos mortos. Outra interessante conexão da Antiga Europa é dos primeiros etruscos (1000 a.C.) no norte da Itália, que acreditavam numa raça mística conhecida como Lasa, também associada aos mortos (conhecidos posteriormente pelos romanos como espíritos ancestrais chamados Lare). As similaridades na aparência e no folclore são muito grandes para que sejam apenas coincidência.
Spence especula que os druidas eram, na verdade, um grupo sacerdotal sobrevivente ao Culto aos Mortos mediterrâneo, os quais os celtas conseqüentemente vieram a respeitar e honrar após ocuparem a Bretanha:
Os homens de Long Barrow eram comerciantes, viajando da Espanha para a Bretanha, num período comumente determinado por volta de 2000 a.C., e o fato de terem adotado o Culto aos Mortos é comprovado por seus hábitos de sepultamento. Outras raças os sucederam, mas, apesar de suas crenças religiosas terem deixado algumas marcas, o Culto aos Mortos local permaneceu como fé oficial e absorveu todas as outras posteriormente introduzidas, com o povo celta adotando seus princípios e fundindo amplamente sua mitologia a ela... [O druidismo] surgiu de um Culto aos Mortos que vinha se desenvolvendo durante a Antiga Idade da Pedra...
Assim sendo, os druidas se tornaram os sacerdotes da ilha, preservando as antigas tradições que se fundiram numa nova e única religião celta. Devemos notar, entretanto, que Spence, apesar de nenhuma culpa poder lhe ser imputada, erra quanto ao período dos homens de Log Barrow, confiando nas errôneas evidências científicas disponíveis na época (a data mais provável é 400 a.C.).
Segundo consta, os celtas não possuíam templos até o período galoromano. Celebravam suas cerimônias em santuários nas florestas, sob a direção dos druidas que haviam se tornado seus líderes religiosos. O nome druida significa “conhecendo o carvalho”, ou “encontrando o carvalho”, e está obviamente associado à prática de culto nos bosques. Após a influência dos romanos, os celtas ergueram templos pagãos, muitos dos quais foram descobertos por arqueólogos tanto na Bretanha como na Gália.
Os celtas foram o primeiro povo definido a formar uma cultura distinta nos territórios europeus ao norte dos Alpes. Antes da metade do primeiro milênio, eles eram completamente desconhecidos para o mundo civilizado mediterrâneo. Por volta do século IV a.C. foram catalogados pelos gregos como um dos mais numerosos povos bárbaros do mundo conhecido de então (os outros eram os cítios e os persas).
É possível rastrear as origens das tribos celtas até a cultura de Túmulos da Idade do Bronze, que atingiu seu apogeu por volta de 1200 a.C. Contudo, os celtas não figuram como povo distinto e identificável até a época do período de Hallstatt (dos séculos VII a VI a.C.). Durante o período de Hallstatt, os celtas se espalharam pela França, Ilhas Britânicas, e rumo ao leste a partir da Europa Central. Bandos celtas também penetraram na Itália, Romênia, Trácia e Macedônia. Ali atacaram os territórios etruscos, romanos e gregos, e foram posteriormente expulsos através dos Alpes pelas legiões romanas.
A partir da metade do primeiro século a.C., os celtas ficaram encalacrados entre o Império Romano em expansão ao longo do Reno e do Danúbio e os invasores germânicos do sul. Ao final do século, os celtas haviam perdido o controle sobre o continente e foram posteriormente contidos pelos romanos que avançavam para invadir a Bretanha (pela primeira vez por volta de 56 a.C. sob o comando de Júlio César). Como resultado sua cultura foi transformada por séculos de ocupação romana, e posteriormente pela Igreja Católica Romana. As antigas tradições pagãs foram relegadas a uma sociedade oculta onde sobreviveram na Antiga Religião da Wicca (bem como em muitas tradições folclóricas).
A história da Antiga Religião se estende ao obscuro passado da transformação dos caçadores-coletores em uma comunidade agrícola. Isso vale dizer que a essa altura ela se torna mais facilmente identificável para nós. As raízes da Wicca como religião expressiva datam da Era Glacial, quando os humanos pintavam e esculpiam cenas nas paredes das cavernas. Algumas cena retratam temas de caça e outras são aparentemente de origem cerimonial, se não sobrenatural em conceito. À medida que prosseguimos aqui nossas explorações pela história da Antiga Religião, tenha em mente que, onde não apresento datas ou referências a obras, estou tratando da história oral da Tradição dos Mistérios.
Quando os humanos caçadores-coletores que habitavam as florestas começaram a desenvolver uma sociedade agrícola, mantiveram consigo as antigas deidades do mundo selvagem. O deus com cornos de gamo da floresta foi transformado no deus com cornos de bode dos pastos. Isso se deveu em grande parte à necessidade de se domesticarem animais numa sociedade agrícola. O deus da floresta tornou-se então o deus das colheitas.
O foco do antigo culto, no entanto, não era centrado numa forma masculina, mas sim uma feminina. Os primeiros ancestrais dos Wiccanos cultuavam a Grande Deusa, personificação dos mistérios femininos. Como a Grande Mãe, ela refletia a misteriosa e poderosa natureza das mulheres, a qual lhes consentia sangrar por dias sem enfraquecer e gerar outra vida humana. Não só esse poder era um mistério para o homem antigo, como também o era para a mulher antiga. Por sua necessidade de compreender (e de algum modo controlar) essas habilidades, as mulheres se isolaram dos homens e formaram sociedades femininas.
Alguns estudos modernos muito convincentes parecem indicar que foram as mulheres quem primeiro estabeleceram o sistema de tabus. Em alguns aspectos, apenas para se livrarem da atenção sexual dos machos, mas também para estarem próximas umas das outras durantes os períodos de menstruação e parto. As mulheres transmitiam o conhecimento das ervas que aliviavam a dor e reduziam os sangramentos, bem como outros “segredos” aos quais os homens não tinham acesso. Durante o regime patriarcal, os tabus permaneceram, mas com conotações diferentes dos originais.
Os homens naturalmente temiam o que não compreendiam e julgavam o sistema de tabus não como um período em que as mulheres estariam isoladas e juntas, mas como uma situação que eles deveriam evitar. Dessa forma, para os homens os processos de menstruação e parto se misturavam a medo e ameaça. Tudo o que sabiam era que esses períodos os afastavam dos prazeres das relações sexuais e causavam dor física às mulheres. Da imaginação comum à natureza humana durante um período de segregação forçada, imagens negativas começaram a se desenvolver. Tais imagens negativas evoluíram com o passar dos séculos para uma mentalidade que via erroneamente a menstruação como um processo impuro e contagioso.
Foi em parte graças a essa mentalidade que o homem se afastou da espiritualidade do Culto à Deusa e se aproximou do culto ao guerreiro-caçador. Por não poderem amamentar, menstruar ou parir ( e já que seu papel na fecundação ainda não era completamente entendido), os homens buscaram uma compreensão de sua própria relevância. Esse foi, no entanto, um processo lento, e muitos homens permaneceram na religião matrifocal como sacerdotes. A maioria deles era de anciãos e caçadores incapacitados, os quais, deixados para trás durante as caçadas e lutas, passavam a ser treinados por xamãs femininas. Desse grupo de homens surgiu o que viria a se tornar o sacerdócio da Wicca. Com o tempo ocorreu uma cisão entre as sociedades masculinas, e elas conseqüentemente se separaram em cultos de orientação solar e lunar. À medida que os homens ascendiam ao poder, passaram a desafiar a estrutura de descendência matrilinear e a supremacia dos conceitos religiosos matrifocais.
A imagem da Grande Mãe permaneceu como uma força poderosa mesmo depois da mudança da religião matrifocal para a patriarcal. A Igreja Católica manteve sua divindade na forma de Maria, a mãe de Deusa. Até mesmo a própria Igreja passou a ser conhecida como a Sagrada Madre Igreja. A necessidade de se ter uma fonte de cuidados próxima (à qual servir como nos tempos matrilineares) nunca foi afastada do inconsciente do homem. A figura materna é a mais forte e duradoura imagem da experiência humana.
Foram em grande parte as mulheres que estabeleceram a cultura humana e conduziram a humanidade da era dos caçadores-coletores para a sociedade agrícola. A imagem da Grande Deusa Mãe era o símbolo externo das preocupações e necessidades da comunidade humana. Mas ela ainda incorporava os temores dos povos antigos e destarte era também conhecida como “Mãe Terrível”, a destruidora da vida, daí representando a morte. Como seu símbolo, a Lua, a deusa adotava diferentes formas e diferentes matizes de luz e sombra.
Vilas que dependiam das terras cultivadas e dos animais domesticados apareceram pela primeira vez no sudeste da Europa no sétimo milênio. Imagens da Grande Deusa Mãe entalhadas em pedra surgiram na arte neolítica da Antiga Europa por volta de 6500 a.C., com imagens de deidades masculinas com chifres. O grande número de imagens e estátuas descobertas por arqueólogos indicam um culto matrifocal distribuído entre os povos da Antiga Europa. Esse antigo culto continha as origens das crenças religiosas da Wicca.
Quando a palavra “Wicca” passou a ser conhecida pelo grande público, ela era usada como referência à Antiga Religião européia pré-cristã. Atualmente, seu significado foi alterado para incluir uma visão mais ampla dos conceitos neo-pagãos e de Nova Era. A Antiga Religião da Wicca foi originalmente um culto à fertilidade que idolatrava buma Deusa e um Deus. Possuía, um certo estágio de sua evolução, uma hierarquia que consistia de uma Suma Sacerdotisa e um Sumo Sacerdote, auxiliados por sacerdotisas e sacerdotes. Essencialmente, a Wicca era uma religião da Natureza, enfocando as energias que fluem sobre a terra com o passar das estações.
Examinaremos os fundamentos da Antiga Religião, apresentando uma visão do que ela foi um dia e do que é hoje. Creio que é importante recuperar nossa herança e compreender nossa condição atual, para que não nos esqueçamos de quem fomos e para que possamos saber quem somos hoje. Não podemos esquecer que a Antiga Religião, fundada sobre as Leis da Natureza, possui em seu interior certas leis, padronizadas de acordo com as da Natureza. A Tradição de Mistérios dentro da Antiga Religião é um sistema através do qual os indivíduos podem aprender a evoluir espiritualmente por meio de uma compreensão das leis metafísicas refletidas nas leis da Natureza.
As raízes culturais da Antiga Religião retrocedem aos tempos tribais da humanidade. Em suas tentativas de compreender o mundo a seu redor, esse povos primitivos deram os primeiros passos em direção à religião. Nas grandes manifestações de poder da Natureza, como tempestades e terremotos, eles viam a ação de Seres maiores do que eles, aos quais posteriormente viram a chamar de Deuses. Da tendência humana de personificar as coisas surgiu uma hoste de espíritos e deidades. As lendas da Arte são repletas de histórias nas quais os deuses interagem com a humanidade. Até os mais comuns mitos esotéricos tratamn de tais encontros. Parece então provável que a humanidade primitiva realmente tenha entrado em contato com uma raça superior de Seres (Deuses ou indivíduos pertencentes a uma sociedade avançada ainda mais antiga), que os impressionaram de modo a gerar uma veneração ritual. Certamente existem muitos mistérios não solucionados (tais como Stonehenge, a planície de Nazcar e as estátuas da Ilha da Páscoa) que nos propõem uma avaliação mais profunda.
Nos Antigos Caminhos, as lendas retratam Deuses que olhavam por seus seguidores, salvando-os da Queda da Humanidade no correr da Primeira e da Segunda Era. Essas eras refletem as lendas da Lemúria e da Atlântida. Não eram apenas os Deuses, contudo, que cuidavam da humanidade, orientando-a, mas também os antigos xamãs da tribos. Os primeiros xamãs eram em sua maioria mulheres que, durante a rotina diária de colheita e preparo de alimentos, aprenderam os segredos das ervas.
Antes do surgimento da agricultura, os humanos dependiam da vida animal e, dessa forma, dos caçadores das tribos. Antigas lendas retratam bravos caçadores que, disfarçados de animais (com peles e chifres), aproximavam-se mais das manadas. Com o passar do tempo, a imagem desses heróis com chifres tornou-se a imagem do Deus que provia animais às tribos. Como previamente observado, os heróis com chifres após determinado tempo não mais participavam das caçadas (normalmente em razão de ferimentos) e sua condição especial dentro do clã lhes propiciava treinamento religioso e em magia pelas xamãs femininas. Desse fato tiveram origem a Sacerdotisa e seu Sacerdote. Originalmente, as mulheres dirigiam a tribo em assuntos religiosos ou espirituais, enquanto aos homens eram reservados papéis secundários. As mulheres eram vistas como entes mágicos pelos homens por sua capacidade de gerar rebentos, e por isso eles aceitavam sem contestação a dominação feminina. Apenas após perceberem seu papel na procriação foi que os homens exigiram um papel mais determinante nos assuntos religiosos. Isso trouxe com o resultado uma relação de parceria entre os sexos, ao contrário das relações anteriores, de dominação. Posteriormente, os homens forma gradativamente forçados a se tornar guerreiros além de caçadores, passaram a ter maior importância e conseqüentemente passaram a exercer maior controle sobre todos os assuntos tribais.
A sociedade matrifocal existente (a que o culto do caçador-guerreiro conseqüentemente usurpou) havia se estabelecido muitos séculos atrás. Sua Grande Mãe foi a mais antiga forma divina criada pela humanidade. A respeito desse antigo culto, Marija Gimbutas escreve:
A arte focada na Deusa, com sua notável ausência de imagens relacionadas à guerra e à dominação masculina, reflete uma ordem social na qual as mulheres eram as líderes dos clãs ou em que as rainhas sacerdotisas tinham papel central.

Marija Gimbutas, The Language of the Goddess


Gimbutas afirma que o culto à Grande Deusa da Antiga Europa sofreu um declínio gradativo a partir de talvez 4300 a.C., pondo fim a seu reinado solitário por volta de 2500 a.C. (graças à expansão do patriarcado dos indo-europeus). A partir de 2500 a.C., a religião da Europa resultou de uma fusão das crenças matrifocais européias com as práticas patriarcais indo-européias (na maioria das regiões foram da Europa Central, onde Gimbutas declara que o culto à Grande Deusa foi obliterado).
Ela escreve também que, no sul e no oeste da Europa, houve muito mais resistência, o que possivelmente explicaria o porquê de muitos dos antigos ensinamentos de Mistérios europeus terem sido preservados por tradições como a Strega italiana (um culto de bruxaria ainda hoje existente):
As regiões egéia e mediterrânea e a Europa Ocidental resistiram mais ao processo; ali, especialmente nas ilhas de Thera, Creta, Malta e Sardenha, a cultura da Antiga Europa floresceu através de uma invejavelmente pacífica e criativa civilização até 1500 a.C., de mil a 1500 anos depois da transformação completa da Europa. Contudo, a religião da Deusa e seus símbolos sobreviveram como subcorrente em muitas áreas.
A autora trata também de um “sistema social não-patriarcal e não-matriarcal” equilibrado, que continuou a ser refletido nos elementos das religiões etrusca e romana. Quando levamos em conta que os etruscos assumiram seu poder por volta de 1000 a.C. na Itália, fica aparente que eles ou mantiveram ou herdaram muito da religião da Antiga Europa, transmitindo-o aos romanos, que adotaram muitos conceitos etruscos. O antigo historiador grego Theopompus (século IV a.C.) escreveu que as mulheres etruscas eram socialmente iguais aos homens, cultas, “excessivamente permissivas” sexualmente e possuíam um amor geral pelo prazer.
Roma viria a conquistar praticamente todo o mundo conhecido na época. Os soldados da ocupação romana espalharam o paganismo italiano de sua vilas rurais por todas as terras conquistadas e ocupadas (em contraste com a religião do Estado romano, à qual o povo comum, na melhor das hipóteses, prestava juramentos falsos). Isso explicaria muitas das semelhanças entre as crenças e práticas do norte e do sul da Europa pagã. No ano de 43 d.C., os romanos invadiram oficialmente a Bretanha (ao contrário da incursão anterior de César) e mantiveram a ilha sob seu poder até por volta da metade do século V (410 d.C, segundo os registros romanos). Tamanha foi a influência dos quase 400 anos de ocupação romana que a cultura, a arte religiosa e a arquitetura celta foram irremediavelmente alteradas.
Gerald Gardner, no capítulo seis de seu livro The Meaning of Witchcraf (Weiser, 1976), relaciona a tradição dos Mistérios Romanos e da Vila dos Mistérios em Pompéia às cerimônias de iniciação da Wicca celta. Ela afirma:
Agora, isso pode significar que os verdadeiros segredos de magia chegaram à Bretanha através dos Mistérios, o que vale dizer, antes do ano 100, e que as bruxas britânicas eram apenas sábias das aldeias... Em tal período as idéias religiosas eram compartilhadas e adotadas livremente; mas é possível que certas idéias e práticas tenham chegado à Bretanha através dos Mistérios trazidos pelos romanos.
Fazendo justiça à intenção de Gardner, ele não cria que essa possibilidade representasse a verdade absoluta, e acreditava firmemente que a Wicca representasse a sobrevivência do paganismo da Europa Ocidental (o qual Gardner ignorava tivesse surgido na Europa Setentrional). Para entender as origens da Wicca pré-cristã, devemos nos debruçar sobre a História Antiga e a civilização humana.
À medida que os humanos passaram a construir cidades e impérios, as visões religiosas das filosofias solar e lunar começaram a se distanciar. Os aspectos controladores, reguladores e dominantes das filosofias solares pareciam mais adequados para se conquistar e controlar os inimigos mais rapidamente que os aspectos influentes, intuitivos e cooperativos das filosofias lunares. Isso, com o tempo, levou à formação de duas religiões pagãs distintas. Contudo, uma vez que eram os homens a deter os poderes político e militar, bem como a reger os Ritos Solares, os Cultos Lunares acabaram por se tornar ilegais em razão do receio de que pudessem ameaçar a supremacia do Culto Solar.
Os Cultos Lunares passaram a praticar seus ritos em segredo, longe das áreas urbanas. As florestas e as montanhas se tornaram templos para os cultuadores da Lua. Apesar do domínio dos homens de orientação solar, o coração do povo pulsava no ritmo Lunar (com a Deusa). Cultos secretos abundavam, como os Benandanti italianos, que lutavam contra espíritos maléficos, carregando cajados com hastes de erva-doce na ponta ao defender as plantações na colheita. Outras sociedades surgiram para preservar e proteger os Antigos Caminhos (como a Sociedade de Diana).
O Culto da Bruxaria e outras Tradições de Mistérios floresceram até o século IV, quando os primeiros cristãos saquearam e destruíram templos pagãos e proibiram a prática de ritos. Em 324, o imperador Constantino decretou que o cristianismo passaria a ser a religião oficial do Império Romano. Templos pagãos foram destruídos ou convertidos em igreja cristãs. Gradativamente, com o passar dos anos, os costumes pagãos foram absorvidos pelo cristianismo, e a Antiga Religião passou a ser desertada pela população, passando a existir apenas nas sombras. Somente pequenos grupos de pessoas se reuniam nos antigos locais para celebrar os ritos sazonais, pois a maioria temia os fanáticos cristãos, apesar de os habitantes de vilas e cidades ainda consultarem a bruxa local buscando curas e auxílio mágico.
No Sul da Europa, certas regiões ainda se atinham fortemente à Antiga Religião. A Toscana, no norte da Itália, era provavelmente o maior centro de paganismo, seguida de perto pela região do Benevento no centro baixo da Itália. Com o tempo, entretanto, até mesmo esses focos de resistência sucumbiram ante o poder da Igreja cristã. Em 662, um sacerdote cristão chamado Barbatus tentou, em vão, convertê-lo. O imperador Constans II levantou cerco a Benevento, ameaçando aniquilar sua população. Barbatus recebeu a promessa do imperador de que a cidade seria poupada se seus habitantes renunciassem ao paganismo. Romualdus concordou com essas condições. Em 663 Constans levantou seu cerco e Barbutus foi escolhido bispo de Benevento. Os locais de culto pagão foram destruídos e o cristianismo substituiu oficialmente o paganismo.
No norte e no oeste da Europa, a Antiga Religião sofreu intensa perseguição. Os antigos deuses pagãos locais ainda eram cultuados em pequenas aldeias, e muitos povoados possuíam uma sábia ou um sábio entendido em ervas e encantamentos. A igreja atacou violentamente esses indivíduos, rotulando-os de agentes de Satã e utilizando os versos bíblicos contra eles, o que resultou em sentenças de morte por prática de bruxaria.
Tudo o que sobreviveu das crenças, cultos e práticas pagãs foi julgado demoníaco e eliminado pela teologia e pela lei cristã. O Sínodo de Roma em 743 baniu quaisquer oferendas ou sacrifícios a deuses ou espíritos pagãos. O Sínodo de Paris, em 829, emitiu um decreto advogando a execução de bruxas, feiticeiras, etc., citando as passagens bíblicas do Levítico 20:6 e do Êxodo 22:18. o mais antigo julgamento resultando em pena de morte ocorreu em 102 em Orleans, França, Execuções de bruxas ocorreram desde 1100, mas a prática não era aceita até 1300. A primeira execução na Irlanda foi a da Dama Alice Kyteler, em 1324. o primeiro julgamento público , na França, aparentemente ocorreu em 1335, envolvendo uma certa Anne-Marie de Georgel.
Um dos mais antigos exemplos de legislação secular contra a bruxaria foi instigado no século XII por Rogério II, rei normando das Duas Sicílias. Ele afirmou que o preparo de poções do amor, funcionando ou não, era crime. Em 1181, o Doge Orlo Malipieri de Veneza também editou leis punindo poções e magia. Apesar de a bruxaria ser um crime punível oficialmente por todo o século XIII, a febre das bruxas do norte da Europa não atingiu o sul da Europa até uniformizar o início do século XV.
Bulas papais, como a editada por Inocente VII em 1484, transformaram a perseguição às bruxas numa epidemia descontrolada. Nos primeiro ano após sua publicação, 41 pessoas forma queimadas em Como, Itália, após as diligentes investigações dos Inquisidores Dominicanos. Em 1510, 140 bruxos foram queimados em Brescia e 300 mais em Como três anos depois. Em Valcanonia, 70 pessoas foram queimadas e o Inquisidor declarou ter outras 5.000 sob suspeita. A Alemenha assistiu a mais de 6.000 execuções e os números totais da Europa Setentrional são estimados em 50.000 durante o período da Perseguição, França e Inglaterra efetuaram menos de 2.000 execuções, enquanto a Europa Oriental totalizou aproximadamente 17.000.
Em 1951, o Parlamento da Inglaterra revogou as últimas leis contra a bruxaria. Pouco tempo depois, surgiu na Grã-Bretanha uma renovação do Culto. Em 1954 e 1959, Gerald Gardner publicou seus livros, Witchcraft Today e The Meaning of Witchcraft (Macmillan, 1922), que revelaram muito acerca da real natureza do Culto. O próprio Gardner eras um bruxo inglês, e muito fez para mudar a imagem dos bruxos influenciada pelo cristianismo. Por mais estranho que pareça, os ritos revelados por Gardner contêm muitos aspectos da bruxaria italiana. O nome italiano Aradia surge no Sistema inglês, junto ao texto originalmente em italiano chamado The Charge of The Goddess.
Dois homens cujas pesquisas exerceram grande influência sobre Gerald Gardner foram Charles Leland e James Frazer. Leland estudou e pesquisou a bruxaria italiana no final do século XIX e Frazer foi notabilizado por sua pesquisa acerca da relação entre magia e religião. Ambos eram autores com obras publicadas; Leland escreveu Aradia – Gospel of the Witches, além de Etruscan Magic & Occult Remedies (University Books, edição de 1963), e Frazer escreveu The Golden Bough (Macmillan, 1922), que foi, por muitos anos, um clássico na área.
Muitos dos elementos da Wicca, como relatados por Gerald Gardner, podem ser encontrados nos primeiros trabalhos de Leland e Frazer. A conhecida Sagração à Deusa, por exemplo, origina-se claramente do texto italiano encontrado em Aradia – Gospel of the Witches, de Leland, escrito quase meio século antes da versão Gardneriana. A prática cerimonial de bruxos realizarem encontros ao natural, o culto a uma Deusa e um Deus, e a prática da magia também são anteriores aos escritos de Gardner e são mencionados em Aradia – Gospel of the Witches (publicado em 1890). Tratei extensivamente desse tema em meu livro Ways of the Strega (Llewellyn, 1995), apresentando abundante documentação histórica corroborando essa idéia.
Durante os anos 1950 e 1960, a Wicca cresceu e se desenvolveu em partes da Europa, nos Estados Unidos e na Austrália. Surgiram muitas revistas Wiccanas e neopagãs, criando uma rede para a comunidade pagã. Dois dos mais bem-sucedidos periódicos eram Green Egg e Circle Network News, os quais ainda hoje são publicações importantes. Outras, como The Crystal Well, Harvest e The Shadow’s Edge forma periódicos importantes em sua época. A Wiccan Pagan Press Alliance (WPPA) serve atualmente como sistema de rede e apoio para escritores e revistas na comunidade pagã.
Durante o final da década de 1960, a Wicca oferecia uma espiritualidade alternativa a uma nova geração, e muitos dos que se envolveram com o movimento hippie desaguaram na Wicca. A Wicca era menos severa e dogmática do que os sistemas judaico-cristãos ainda dominantes nos anos 60. Isso oferecia grandes atrativos a uma geração que já vinha questionando a sociedade e as instituições que a apoiavam.
A Wicca também atraiu aqueles que haviam sofrido emocionalmente com o establishment e a Igreja, em razão de estilos de vida alternativos ou pontos de vista não-convencionais. Após o movimento hippie, que ensinara amor e individualidade, surgiu o movimento da Nova Era. Esse movimento introduziu o uso de cristais, freqüências de ondas mentais, alienígenas e tudo o mais que surgisse. Talvez mais do que qualquer outra, a mensagem enfocada pela Nova Era enfatizava o Self, a Individualidade. Não eram os mesmos ensinamentos acerca da individualidade dos anos 60; era muito mais abrangente e difuso.
A década de 1980 talvez tenha assistido às mais significativas mudanças até agora. A filosofia da Nova Era germinou na Wicca e encontrou solo fértil na mente aberta de seus praticantes. Em pouquíssimo tempo, muitas crenças Wiccanas foram modificadas e alteradas para acomodar uma nova geração. Essa década assistiu também a uma abundante produção de livros sobre a Wicca e outros assuntos correlatos. Novas tradições surgiam lá e cá, todas com uma idéia diferente ou um novo enfoque. Essa década desviou o foco das antigas tradições Wiccanas em favor de sistemas ecléticos.
Agora, na década de 1990, temos visto a crescente popularização dos boletins computadorizados tais quais os fornecidos por servidores como Compuserve e Americana OnLine (AOL). Esses serviços oferecem um fórum para que os Wiccanos e neopagãos possam discutir uma variedade de tópicos e formular e responder perguntas. Alguns assinantes formaram Cyber Covens, celebrando rituais on-line através do modem dos computadores. Pessoalmente, tenho minhas reservas quanto ao assunto, mas é interessante observar essa evolução moderna da Wicca.
Por causa de algumas das modificações dentro da Wicca moderna, muitos dos antigos praticantes passaram a utilizar o termo Witch (Bruxo) em vez de Wiccanos para descrever a si mesmos. Esse fenômeno passa a ser especialmente curioso quando se considera que há não muito tempo muitas dessas mesmas pessoas preferiam utilizar o termo Wiccano em razão da incompreensão do público quanto ao verdadeiro significado do que seja um Bruxo. O uso atual desse termo aparentemente indica um desejo de ser identificado como praticante de um sistema de crenças mais antigo e tradicional. Atualmente, a Wicca é formada em grande parte por tradições autogeradas fortemente fundamentadas em material eclético. Quando alguém se intitula Wiccano hoje, pode ser que se identifique com um sem-número de crenças ou práticas que um outro Wiccano não necessariamente aceitaria.
Quando descrevo a Wicca atual como uma religião da Nova Era, se comparada à Wicca de algumas décadas atrás, acodem-me algumas impressões. A Wicca é como uma árvore, e quer me parecer que as Antigas Tradições Wiccanas são as raízes. As novas Tradições Wiccanas são como as flores que se renovam na primavera, e talvez essa Nova Era seja mais uma primavera. A fragrância das flores difere da fragrância da madeira da velha árvore na qual elas crescem. Talvez a fragrância das flores seja a emanação do espírito da árvore, a essência do que a árvore produz.
Para que uma árvore floresça e continue a produzir flores e sementes, ela necessita de um sistema seguro de raízes para nutrir os novos brotos. É muito fácil nos deliciarmos com as flores enquanto esquecemos da planta como um todo. As raízes de uma planta a sustentam em condições adversas. Em muitos casos, a planta pode aparentemente desaparecer, mas a raiz sob o solo restabelecerá a planta novamente em condições ideais. Temo que, atualmente, o objetivo principal da comunidade Wiccana seja o de produzir belas flores, e que o conhecimento da árvore como um todo esteja se perdendo.
Se pudermos unir equilibradamente as novas e as velhas tradições, asseguremos que a sabedoria e o conhecimento de nossos ancestrais sobreviverão com o que nós, por nossa vez, temos a transmitir a nossos próprios descendentes. Nós somos os antigos Wiccanos de amanhã, e espero que nossa coragem e dedicação a essa antiga religião nos traga o mesmo respeito perante nossos descendentes, do mesmo modo que nós honramos os valorosos homens e mulheres que sobreviveram à Inquisição.
O que os antigos Wiccanos preservaram com suas vidas? Uma coleção de encantos e rituais? Seria apenas um confortável conjunto de crenças pré-cristãs que eles preferiam? Não – o que eles protegiam era, isso sim, uma mentalidade e uma espiritualidade. Os instrumentos e as chaves para o entendimento, através do qual os mistérios podiam ser acessados, eram mais importantes do que suas próprias vidas. Eles estavam protegendo as raízes da árvore.
Um de meus professores certas vez me disse que, se não temos nada pelo que valha a pena morrer, então não temos nada pelo que valha a pena viver. Será que arriscaríamos nossas vidas atualmente para proteger nossos Livros das Sombras se condições como as da Inquisição ainda existissem? Será que realmente compreendemos o que era tão precioso aos nossos ancestrais Wiccanos? Há uma velha história sobre um grupo de bruxos que caminhou mar adentro rumo à morte para não ser apanhado pela Inquisição. À medida que avançavam na água, eles entoavam os nomes sagrados da Deusa, até que a última de suas vozes foi silenciada sob as ondas. Esses eram bruxos que compreendiam os mistérios.
A Wicca é como uma árvore com ramos abertos, fornecendo abrigo e alimento a todos os que em sua sombra buscam refúgio. A primavera restaura o crescimento que surge sob os galhos, e da velha madeira da árvore surge então seu fruto. Ocultas sob isso tudo estão as raízes que suportam a árvore, mantendo-a de pé. Se essas raízes são bem alimentadas, a árvore floresce. Se as raízes não recebem coisa alguma, conseqüentemente a árvore fenecerá e tombará com o passar do tempo. As raízes da árvore que hoje chamamos Wicca necessitam de nossa atenção. Vamos nos deter e cuidar de nosso antigo jardim.
LINHA CRONOLÓGICA DA CIVILIZAÇÃO

DATAS


EVENTOS

6500 a.C.

Período neolítico inicial no sul da Itália

6000 a.C.

Período neolítico inicial na Ibéria

5300 a.C.

Período neolítico inicial na Europa Centra

5000 a.C.

Período neolítico inicial no norte da Itália

4500 a.C.

Período neolítico inicial na Bretanha

4000 a.C.

Long Barrow

3500 a.C.

Civilização suméria

3000 a.C.

Civilização egípcia

2500 a.C.

Civilização minóica

2000 a.C.

Civilização grega

1000 a.C.

Civilização etrusca

753 a.C.


Civilização romana (fundação de Roma)

700 a.C.


Surgimento dos celtas

600 a.C.


Colônias gregas na Itália influenciam etruscos

500 a.C.


Celtas invadem Bretanha

400 a.C.


Celtas invadem o norte da Itália

300 a.C.


Celtas invadem Grécia

100 a.C.


Etruscos absorvidos por Roma. Celtas expulsos da Itália

50 a.C.


Invasão romana da Gália

43 d.C.


Invasão romana da Bretanha

150 d.C.


Celtas conquistados pelos romanos. Bretanha e Gália sob jugo romano

410 d.C.


Retirada romana da Bretanha

(Retirado de Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi)


HOJE EM DIA


Muitas vezes chamada de Bruxaria, Paganismo, Religião da Deusa ou A Arte, a Wicca não é uma fantasia de mentes deturpadas ou de pessoas que se supõem dotadas de poderes mágicos, mas sim uma religião capaz de acolher pessoas das mais variadas idades, raças, posições sociais de ambos os sexos que vêem em seus ritos e filosofia uma forma de se conectarem com o Divino e com a natureza. Ela é a antiga religião dos europeus que ressurgiu publicamente na Inglaterra e inúmeros países da Europa à partir de 1951, quando as últimas das leis contra a Bruxaria foi revogada. Só então Wicca pode sair das brumas que tinham ofuscado o brilho da Deusa da Terra por quase 2000 mil anos de exclusão e aparente esquecimento.

A maioria dos Wiccanianos, muitas vezes chamados de Bruxos Modernos são pessoas perfeitamente comuns, como as que você se depara todos os dias em sua vida cotidiana. Alguns têm ocupações ocultista e são tarólogos, astrólogos, runemais, o que pode ser uma vantagem para vestir-se em um estilo diferente, mas são definitivamente uma minoria.

Eles podem ser velhos ou jovens, homens e mulheres. Algumas pessoas esquecem freqüentemente que em alguns países mais homens foram executados por praticarem Bruxaria do que mulheres e por isso muitos pensam que a Wicca é uma religião exclusivamente de mulheres.

Hoje não só na Inglaterra e EUA, onde a Bruxaria encontra-se mais organizada, desenvolvida, estruturada e com grupos legais e reconhecidos, mas em todo mundo, encontramos pessoas comuns das mais variadas profissões e escalas sociais que se reúnem frequentemente para celebrar a Deusa e praticam uma religião tão antiga quanto a vida.

Muitas pessoas afirmam que a Bruxaria desapareceu depois da caça às Bruxas na Idade Média. A Bruxaria foi ofuscada pela perseguição mas não eliminada.

As Bruxas sobreviventes tiveram que ter mais cuidado com suas práticas religiosas, mas continuaram a praticá-la.

Hoje à beira do no novo milênio, quase 2000 anos após a Inquisição, a figura tradicional da velha Bruxa ainda existe.

A Bruxaria e Bruxos foram proeminentes em vários países do mundo. As pessoas ocasionalmente se reportam a livros e praticantes europeus, pois a Wicca teve início e encontra suas raízes na Europa. Porém, hoje a Bruxaria encontra-se difundida em todo mundo. Vemos suas manifestações não só no Reino Unido, mas também na Costa de Marfim, México, África do Sul, Brasil, Argentina e inúmeras outras localidades ao redor do mundo.

A Wicca torna-se uma religião, antes de minoria, agora um movimento crescente principalmente entre a faixa etária que vai dos 15 aos 30 anos. Tem possivelmente, em alguns países ocidentais, mais praticantes do que algumas religiões oficialmente aceitas. A Wicca é reconhecido agora, até mesmo por alguns corpos governamentais como o exército americano, como uma religião de oficial. Até mesmo na Inglaterra, os Sacerdotes e Sacerdotisas Wiccanianos foram autorizados à visitar prisões e Casas de Detenção.

Nós pagãos, muitas vezes passamos por perseguições, somos ridicularizados e muitas vezes ainda, apontados como criminosos.

Tais fatos se devem as falsas idéias enraizadas na mentes das pessoas.

Para ser sincero, desde que nascemos, escutamos histórias onde o vilão sempre é uma bruxa má, que come criancinhas, ou será que você nunca ouviu falar nas história da branca de neve e joão e maria...?

A figura nestas histórias são aterrorizantes, monstruosas...elas cometem as mais variadas barbaridades...ou será que você nunca ouviu aquela em que a bruxa velha e má, com um verruga no nariz coloca o menino dentro do caldeirão para comê-lo depois...?

Creio ser de suma importância explicar que nós pagãos, não somos ruins.

Não possuímos o mau hábito de adorar diabos, isto facilmente se explica pelo fato, de que, para nós, não existem diabos, demônios ou coisas do gênero.

Outra questão, fruto da imaginação fértil de pessoas mau informadas, é o fato de afirmar que os pagãos realizam sacrifícios com moças virgens, criancinhas, animais e que bebem sangue, ARGHHHHHH!!!

O pior de tudo, é saber que as pessoas escutam e, pior ainda, acreditam nisso!!!

É claro que existem pessoas que se dizem pagãos e que cometem atrocidades, mas, se você for analisar um pouquinho além do que está nas linhas dos jornais e bocas dos jornalistas nos noticiários da TV, verá que na verdade a tal pessoa NÃO É PAGÃ, mas, sim, um louco... fanático qualquer.

Posso assegurar que os pagãos, são pessoas pacíficas, amorosas, que amam e respeitam a vida!!!

Por falar em respeito, respeitamos todos os credos, respeitamos a liberdade de cada um em escolher o que é melhor para si.

A verdade, é que, o que é verdade para um, para o outro não passa de um assunto sem nexo.

Prova disso, é você ser católico e eu ser wiccan... não entendeu? Vou tentar ser mais claro:

POR QUE SER PAGÃO? POR QUE SER WICCAN?

Primeiro, porque, para meu íntimo, esta é a verdade! O que para você pode não ser, e isto já disse acima.

Além do fator verdade, quando adotamos uma religião, a adotamos porque por um tempo, procurávamos algo que nos preenchesse...para isto, dedicamos horas e horas de estudo, meditações, para cada vez mais nos aprofundar no espírito dela para saber se realmente é o que queríamos...de repente, pluft.... eureka!!! É esta!!!

Outra verdade, é que necessitamos de uma religião.

Religião, pode ser mais facilmente entendida se a entendermos como caminhos.

Se não me engano, na bíblia, há um capítulo que diz: "há um caminho certo e muitos errados..." É isto mesmo...? Me corrijam se eu estiver errado!!!

Voltemos à questão da religião vista como caminhos.

Hoje em dia, temos o catolicismo, a umbanda, o kardecismo, o candomblé, etc, etc, etc, etc e a Wicca, o paganismo.

Quando alguém escolheu uma religião, ou seja, um caminho, o escolheu de acordo com suas necessidades, e principalmente, sua necessidade espiritual. Buscou... encontrou...Congratulations!!!

Qual o caminho...?

Isto é o que menos importa. O que importa é que sendo qualquer um, é um caminho e se foi escolhido, então, este é o caminho certo (PARA VOCÊ) que a bíblia tenta dizer. Confuso...? Não!!!

Reflita no que estou dizendo. Não existe certo ou errado. Lembra do que disse acima...?

E por que não a bruxaria, a Wicca, o paganismo em todas suas trilhas...?

O paganismo, Wicca e afins, oferecem a mesma capacidade de realizações física, mental e espiritual, desde que o pretendente à nova religião tenha buscado de maneira cuidadosa e sincera. Se a busca foi baseada nesses termos, este também será o caminho CERTO! PONTO FINAL!

Quase todas religiões possuem lugares próprios para seus cultos de adoração. Os wiccans possuem como lugar próprio de adoração seu círculo magico, que pode ser aberto em seu próprio quarto, sala, área de serviço ou ainda a própria natureza, e o mais legal, ser aberto num dia de chuva em seu quarto e no dia seguinte, com uma noite repleta de estrelas e a Lua Cheia linda e esplendorosa, aberto num parque próximo de sua casa.

Muitos se reúnem em grupos, os chamados covens, outros, por falta de amigos adeptos da religião seguem seu caminho solitariamente e não deixam de ser Wiccans por isso.

O paganismo, em particular a Wicca, na verdade possui membros em todas as partes do mundo. Somos uma gigantesca e antiga família, que busca a liberdade e que adora a Grande Deusa.

Certamente existem muitas variações de crenças e conceitos entre os vários ramos da Wicca. Em bora os ritos, símbolos e costumes possam ser diferentes, todas as Tradições apoiam-se em pontos comuns: *Convicção na reencarnação.


* Crença nos aspectos femininos e masculinos do Divino.
* Respeito na mesma proporção não só a seres humanos, mas para a Terra, animais e plantas.
* Observação da mudança das Estações do ano, com 8 Sabás Solares e entre 12 e 13 Esbás Lunares(21 ritos anuais).
* Repúdio ao proselitismo, pois pessoas só se tornam Bruxas por escolhas própria.
* Igualdade à mulheres e homens, pois ambos são complementares, apesar de sempre a mulher ser enfocada.
* Realização dos Ritos no interior de um Círculo Mágico, pois os Círculo é um espaço sagrado usado para a adoração.
* Importância aos “3 Rs” : REDUZIR, REUTILIZAR , RECICLAR.
* O sentido de servidão à Terra.
* A estima por todas as Religiões e liberdade religiosa.
* O Repúdio por qualquer forma de preconceito.
* Conscienciosidade em relação à cidadania. RESPOSTAS PARA AS DIVERSAS DETURPAÇÕES ATRIBUÍDAS À BRUXARIA * Bruxos não acreditam nem honram a Deidade conhecida como Satã.
* Bruxos não sacrificam animais ou humanos.
* Bruxos não usam fetos abortados em rituais.
* Bruxos não renunciam formalmente o Deus Cristão, apenas creditam em outros aspectos divinos.
* Bruxos não odeiam os cristãos, a bíblia ou Jesus, nem são anti- cristãos, apenas não são cristãos.
* Bruxos não são sexualmente anticonvencionais.
* Nos Sabás e Esbás não são utilizadas nenhuma droga ou são feitas orgias sexuais.
* Bruxos não praticam necessariamente Magia Negra.
* Bruxos não forçam ninguém à fazer algo que agrida o seu interior.
* Bruxos não estão tentando subverter o Cristianismo.
* Bruxos não profanam Igrejas Cristãs, hóstias ou bíblias.
* Bruxos não fazem pacto com o Diabo.
* Bruxos não cometem crime em nome de sua Religião.
TRADIÇÕES
Segundo o dicionário “Tradição é um método específico de ação, atitude ou ensinamentos que são passados de geração para geração”. Na Wicca, a palavra Tradição tem um significado diferente: uma Tradição é um conjunto específico de rituais, ética, instrumentos, liturgia e crenças . Resumindo, uma Tradição é um subgrupo específico dentro da Wicca.
Hoje muitas pessoas estão confundindo o que é uma Tradição da Bruxaria. Muitos afirmam que a Wicca é uma Tradição, o que não é verdade!
A Wicca não é uma "tradição", mas sim uma Religião que possui diversas Tradições. Cada Tradição tem sua própria estrutura, rituais, liturgias, mitos próprios que são passados de praticante para praticante. Mas todas elas seguem o mesmo princípio filosófico:
a) A celebração da Deusa e do Deus através de rituais sazonais ligados à Lua e ao Sol, os Sabás e Esbás

b) O respeito à Terra, que é encarada como uma manifestação da própria Deusa.

c) A magia é vista como uma parte natural da Religião e é utilizada com propósitos construtivos, nunca destrutivos

d) O proselitismo é tido como inadmissível


A Filosofia, os ritos, as concepções são muito diversas e radicalmente diferentes de uma Tradição para outra, com freqüência isso ocorre dentro de duas dissidências da mesma Tradição.
Às vezes uma Tradição pode não reconhecer um iniciado em outra Tradição e por isso é muito comum ouvirmos relatos de Bruxos que se iniciaram em duas, três ou quatro Tradições distintas. Outras Tradições porém são mais flexíveis e acolhem Bruxos de outras Tradições em seu segmento.
Cada Tradição tem seu próprio Livro das Sombras, contendo seus Ritos sagrados e idéias sobre a Divindade e é muito comum uma Tradição afirmar que o seu Livro é o único descendente do primeiro Livro das Sombras redigido.
Outro ponto de divergência entre as Tradições relaciona-se à hierarquia. Algumas são extremamente hierárquicas, enquanto em outras a hierarquia é inadmissível e tida como tabu.
Algumas Tradições aceitam e incentivam seus membros à praticarem a Bruxaria sozinhos, enquanto em outras é terminantemente proibido a prática mágica de qualquer tipo fora do Coven e sem a supervisão do Sacerdote ou Sacerdotisa.
Isto ocorre porque na Wicca não existem nenhum dogma ou liturgia fixa e na maioria das vezes o único ponto em comum que une as inúmeras Tradições é a crença na Deusa, criadora de tudo e de todos e a supremacia Dela em seus cultos.
Talvez seja esta ausência de coesão que tenha conseguido fazer com que a Bruxaria sobrevivesse através dos século, depois de tantos massacres, cruzadas e propagandas enganosas. E talvez seja esta mesma falta de coesão que faça tantas pessoas se voltarem às práticas Pagãs, pois a Bruxaria é uma Religião adequada àqueles que sentem que sua forma de contatar o Divino é demasiadamente individual para se adaptar às imposições e dogmas estabelecidos pela maioria das Religiões.
ALGUMAS TRADIÇÕES DA WICCA
Por necessidade, estas definições são gerais, pois cada Bruxo mesmo que faça parte de uma Tradição específica poderia definir seu caminho como sendo diferente.
A TRADIÇÃO 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseado nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.
TRADIÇÃO ALEXANDRINA: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders.

A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens.

Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais.

Alex Sanders intitulou-se a certa altura «Rei das Bruxas», considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio.

Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.
TRADICIONAL BRITÂNICA: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana
WICCA CÉLTICA: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.
TRADIÇÃO CALEDONIANA OU CALEDONNI: Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.
TRADIÇÃO PICTA: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.
BRUXARIA CERIMONIAL: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades:
1) adquirir tudo aquilo que querem

2) atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima.


Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.
TRADIÇÃO DIÂNICA: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus culto na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são “as Filhas de Diana”, a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto.

A Arte Diânica possui duas filiais distintas:


1. Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes "OLD DIANIC"(Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

2. A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações


TRADIÇÃO GEORGINA: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um “Sumo Sacerdote Georgino”. Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George.

Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "ECLÉTICA". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos .


ECLETISMO: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.
TRADIÇÃO DAS FADAS OU FAIRY WICCA: Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas.

Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente:


1) Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc.

2) Homossexual


Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.
TRADIÇÃO GARDNERIANA: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas.

Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NEWFOREST, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro"WITCHCRAFT TODAY", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.

Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu"( nus ), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista.

Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos.

A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.
TRADIÇÃO HECATINA: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii.
BRUXO HEREDITÁRIO OU TRADIÇÃO FAMILIAR: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos.

Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã(mãe, tia, avó são os alvos mais visados).



A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares “adotam” alguns membros, escolhidos “à dedo” em seu segmento.
BRUXA DE COZINHA: Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do ' forno e do lar'.
BRUXARIA SATÂNICA: Bruxos não reconhecem Satanás porque “Satã” é um fenômeno puramente Cristão, concebido muito posteriormente ao surgimento do Paganismo. Nenhum verdadeiro Bruxo diria-se Bruxo Satânico. Se você ouvir este termo saia correndo, pode ter certeza de que trata-se de um charlatão!
SEAX-WICA OU WICCA SAXÔNICA: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.
BRUXO SOLITÁRIO: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.
TRADIÇÃO STREGA: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia ...Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles.
TRADIÇÃO TEUTÔNICA OU NÓRDICA: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados “idiomas Germânicos”. Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.
TRADIÇÃO ASATRÚ: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais.
TRADIÇÃO ALGARD: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.
BRUXARIA TRADICIONAL: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.
TRADIÇÃO GALESA DE GWYDDONAID: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora o panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa(Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.

ELEMENTAIS


O Ancients dividiu o mundo em quatro princípios básicos ou * elementos * terras, em água, em fogo, e em ar. Que o ponto de vista mudou na maior parte com avanços da ciência, mas os quatro elementos são aceitados, porque estão ligados com as emoções, e com a natureza do que são as explanações modernas do mundo. Estes * elementos mágicos * são também de alguma importância na astrologia. Muitos ocultistas pensam dos elementos mágicos como forças, ou como qualidades da energia especial dentro do mundo astral. Cada elemento tem um símbolo e uma cor. (os símbolos comuns são - fogo: um triângulo que aponta acima; ar: um triângulo que aponta acima e com de uma linha horizontal através do meio dele; terra: um triângulo que aponta abaixo e com uma linha horizontal através do meio dele; água: um triângulo que aponta para baixo.) As cores dos elementos são - fogo: vermelho; ar: amarelo; terra: marrom e verde; água: azul.

Magick vê relacionamentos entre coisas. Estes relacionamentos são chamados correspondências. Embora as correspondências mágicas não sejam literalmente iguais a uma outra, você pode pensar delas de que maneira (tal como o ouro iguala o sol). As tabelas destes relacionamentos, chamadas tabelas da correspondência, estão disponíveis. Assim um coisa ou símbolo podem ser usados para sugerir outro.

Tabelas de Correspondências
Dia Planeta Regente

Domingo Sol

Segunda-feira Lua

Terça-feira Marte

Quarta-feira Mercúrio

Quinta-feira Júpiter

Sexta-feira Vênus

Sábado Saturno

Signo Planeta Cores

Áries Marte Vermelho

Touro Vênus Verde

Gêmeos Mercúrio Roxo

Câncer Lua Branco-Prata

Leão Sol Amarelo-ouro

Virgem Mercúrio Roxo

Libra Vênus Verde ou Rosa

Escorpião Plutão Vermelho-escuro

Sagitário Júpiter Azul ou Azul-marinho

Capricórnio Saturno Cinza ou preto

Aquário Urano Marrom

Peixes Netuno Verde-água ou índigo

Planeta Significado Influência Intelectual Influência Social

Lua Mudança ou Mobilidade Espírito de Luz / Cérebro Facilita as viagens e afasta as desgraças

Vênus Placidez ou paz Espírito suscetível / Rins Dá o amor das mulheres, a paz e a concórdia

Mercúrio Atividade Espírito turbulento / Pulmões Dá as ciências, a felicidade no comércio e no jogo

Sol Vitalidade Espírito de pureza / Coração Dá a amizade dos reis, dos príncipes e dos grandes

Marte Energia Espírito Forte / Estômago Dá a vitória

Júpiter Expansão Espírito Dominador / Fígado Distribui as dignidades, as honras, o respeito e a deleitação

Saturno Privação Espírito Meditativo / Baço Distribui tesouros e revela segredos

Planeta Número Metal Governa Erva

Lua (-2); 7 prata segunda-feira folhas

Vênus 6 cobre sexta-feira flores

Mercúrio 5 mercúrio quarta-feira semente e casca

Sol (-4);1 ouro domingo -------------

Marte 9 ferro terça-feira tronco

Júpiter 3 estanho quinta-feira fruto

Saturno 8 chumbo sábado raiz
Signos Astrológicos também possuem correspondentes com os elementos. Touro, Virgem, e Capricórnio são signos da terra. Câncer, Escorpião, e Peixes são signos da água. Áries, Leão e Sagitários são signos do fogo. Gêmeos, Libra, e Aquário são signos do ar.
Elemento Quaternário Mágico Ponto Cardeal Símbolo Instrumento

Terra Gnomos Norte Touro Espada ou moeda antiga

Fogo Salamandras Sul Leão Cetro ou vela

Ar Silfos Leste Águia Talismã ou incenso

Água Ondinas Oeste Aquário Taça

A DEUSA MÃE





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