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História da Televisão Amazonense



Eula Dantas Taveira Cabral - euladtc@infolink.com.br

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO
Amazonas:
local onde a comunicação se faz através dos caminhos traçados pelos rios

O Amazonas é o maior Estado em extensão territorial com um milhão e meio de quilômetros quadrados, cerca de 18,47% do país, com 62 municípios e uma população de dois milhões e meio de habitantes. O grande investimento atual do Amazonas é a construção do Centro de Biotecnologia da Amazônia com laboratórios interligados às principais universidades do país. Seu objetivo é ser um centro de excelência para descoberta, desenvolvimento e patenteamento de produtos da selva amazônica nas áreas biológica, farmacêutica, química e alimentícia. O trabalho dos cientistas gira em torno do conhecimento indígena local e dos recursos da tecnologia disponível.

Apesar de ser considerado um lugar exótico, o turismo é pouco explorado. Por isso, nos últimos anos, seu desenvolvimento aparece como meta do governo estadual. Mas, o grande retorno financeiro ainda é a Zona Franca de Manaus (ZFM) com mais de 400 empresas que exportam diversos produtos, sendo que o concentrado de refrigerantes, usado por grandes marcas mundiais, está ultrapassando os eletrônicos.

Porém, como a Zona Franca tem prazo determinado para acabar - dado pelo governo federal - a descoberta do campo de Urucu pela Petrobrás promete dar um novo rumo à economia. O objetivo é levar o gás produzido a todos os Estados brasileiros competindo com o mercado do sul do país. Isso, de acordo com o Atlas do Mercado Brasileiro 1998, é um bom futuro reservado ao Amazonas que é considerado o 17º mercado do país, tendo um PIB per capita de US$4,51 mil que, aos poucos, está chegando à média nacional.

A Política Nacional – interligando a Amazônia ao restante do país


De acordo com Walmir Barbosa, a Amazônia, historicamente, é uma terra de conquista. “É preciso que se diga (...) que a Amazônia entra para o Brasil como região anexada, conquistada ao domínio português que subsiste à Independência. Isto pode tornar mais compreensível a visão colonialista dos núcleos hegemônicos de poder no Brasil” (1996, p.1). A Amazônia sofreu com a invasão dos franceses e holandeses, que tentaram também dela se apossar. Os espanhóis usaram vários artifícios para controlá-la. Foram: posse, colonização, guerra e ação diplomática. De acordo com Barbosa, foi também “conquistada” pelos colombianos por guerra, posse e ação diplomática, no caso do Acre, e pelos portugueses na Guerra da Independência e consolidada após a derrota dos cabanos.

Sob o domínio português, a Metrópole construiu uma

sociedade regional e um distanciamento efetivo na Amazônia dos demais centros administrativos do território colonial brasileiro. De outro lado, essas ações do poder lusitano acrescentaram algumas especificidades na constituição dos grupos sociais da sociedade amazônica que formaram traços importantes nas relações regionais (Silva, 1996, p.211).

A Região Norte, diferentemente do restante do país, é recortada por vários rios que são, em sua maioria, navegáveis. Não é à toa que o povo amazônico construiu, em grande parte, suas relações de comunicação e transporte utilizando o rio como via. As missões, fortalezas e povoados resultaram na formação dos primeiros núcleos urbanos na Amazônia, todos às margens dos principais rios, únicas vias de articulação dos lugares “por onde circularam índios escravizados e drogas do sertão rio abaixo e mercadorias e as ordens da colonização rio acima” (Nogueira, 1998, p.2).

Do ponto de vista da comunicação, o rio, como estrada líquida, foi outro fator preponderante quanto à fundação dos povoados. Com raras exceções, quase todas as cidades da Amazônia localizam-se às margens do Rio Amazonas e de seus tributários. Por esta razão, a navegação fluvial é de vital importância para toda a região, que conta a dedo as estradas de rodagem e vias férreas que possui e até mesmo os aeroportos (Barbosa, 1980, p.33).
De acordo com Walmir Barbosa, os rios são as estradas líquidas da Amazônia, pois enquanto no restante do país as pessoas chegam aos lugares via terrestre, na Região Amazônica a realidade é diferente: o único caminho é o rio, navegável o ano todo, como o Amazonas que se estende de Iquitos, no Peru, até a foz, no Oceano Atlântico. Sua extensão total é de 6.280 Km, dos quais 4.800 Km pertencem ao Brasil, sendo o segundo do mundo.

Assim, tendo uma realidade bem diferente das demais regiões brasileiras, no final da década de 60, o governo federal voltou seu olhar para a Amazônia criando superintendências, bancos e universidades, tentando, de acordo com Samuel Benchimol (1999), corrigir e modificar os rumos políticos dos anos 50. Além disso, preocupou-se em interligar a Amazônia com o restante do país, uma vez que internamente isso é quase que impossível. Foram criados os eixos rodoviários Belém - Brasília (BR-010), a estrada Cuiabá-Santarém (BR-163) e a Cuiabá - Porto Velho - Rio Branco (BR-364), interligando a Região Amazônica, por via terrestre, ao litoral, ao planalto central e ao Centro-Oeste. Foram construídas, também, a BR-319, ligando Porto Velho a Manaus, e a BR-174 unindo Manaus a Caracaraí e Boa Vista, alcançando as fronteiras da Venezuela e da Guiana.

Mas, a criação de rodovias, bancos, superintendências e instituições acadêmicas tinha como meta, também, fazer com que a Amazônia fosse vista como um grande pólo de investimentos empresarias. Não foi à toa que durante o regime militar, muitos empresários foram convidados a conhecer a região e a investir no local, pois se assim o fizessem teriam inúmeras facilidades fiscais.

Enquanto isso, no restante do país estavam sendo instaladas estações repetidoras e canais de microondas, surgindo as redes de televisão com a programação centralizada no Rio e em São Paulo. A Tupi e a Globo passaram a exibir programações nacionais. No Panorama Evolutivo de Mídia (1970 – 1979, p.12), afirma-se que “o impulso final viria com a implantação do Sistema Nacional de Telecomunicações que previa a instalação de pelo menos um canal em toda capital ou grande cidade, visando a integração de todo País”. Assim, chegaram à conclusão que a melhor maneira de integrar o país seria com a telecomunicação.

A televisão talvez fosse o melhor meio de comunicação para representar esta espécie de integração. Porque refletia a acumulação e concentração de capital, era formada por um oligopólio da indústria da informação, estava situada num país dependente e tendia a reproduzir internamente as disparidades a nível internacional. De um lado, a importação dos padrões norte-americanos de programação reforçava as tendências e legitimava a própria dependência; do outro, a televisão servia aos interesses dos grupos dominantes e, sob rígida censura, legitimava a política econômico-financeira do Governo e reforçava os valores da coalização dominante do poder pós-64 (Caparelli, 1982, p.34).
No início dos anos 70, o governo militar começou, então, a colocar em prática seu plano de ação: integrar o país. Época em que a Rede Globo se expandiu no território nacional e os presidentes Médici e Geisel traçaram suas políticas integracionistas e voltaram o olhar para o Norte. Apesar de Kehl (1980) afirmar que essa integração foi a imposição do certo e errado sob a ótica do governo e o rompimento das tradições regionalistas, este período foi o marco do desenvolvimento da Amazônia, principalmente do Amazonas.

De acordo com Francisco Oliveira (1994, p.87 e 88),

Esse “integrar para não entregar” apareceu primeiro no Projeto Rondon. Que tratava de substituir o trabalho dos “missionários” pelo trabalho dos técnicos: ofereceu-se a milhares de universitários a oportunidade de prestarem serviços nas comunidades pobres do interior do Brasil (...).

Esse “integrar” concretizou-se também na criação do pólo da Zona Franca de Manaus (...).

Regina Festa (1986, p.5) afirma que um dos objetivos de Médici era povoar a Amazônia. Tanto que seu slogan era “homem sem terra para terra sem homem”. Assim, ofereceu transporte aéreo e terrestre a centenas de brasileiros, principalmente do Rio Grande do Sul, “para povoar e cultivar as colônias agrícolas à beira das grandes estradas”. Porém, o desenvolvimento da região com rodovias ligando o país, ficou no esquecimento e muitas daquelas pessoas foram abandonadas.

O I Plano Nacional de Desenvolvimento tinha como meta a integração da Amazônia com o Nordeste, através da Transamazônica (BR-230) e do programa de colonização e assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para Rondônia, além do Fundo de Investimentos da Amazônia (FINAM) promovendo incentivos fiscais. Lançaram, também, o Programa de Integração Nacional (PIN), o Programa de Redistribuição de Terras (PROTERRA) e o projeto RADAM (Radar da Amazônia) para mapear os recursos naturais e minerais da região, através do satélite LANDSAT.

Na década de 70, também são feitos investimentos nas telecomunicações através da Telebrás e instituídos pólos de desenvolvimento regionais na Amazônica como Carajás, Araguaia-Tocantins, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá, Marajó etc. E com a criação da Zona Franca de Manaus, em 1967, o novo pólo industrial atraiu, com os incentivos fiscais, “cerca de quinhentas empresas de grande e médio porte, que faturaram no ano de 1996 US$ 13,2 bilhões” (Benchimol, 1999, p.432 a 436).

Roberto Amaral e César Guimarães (1994) observaram que, na década de 70, a política de telecomunicação tinha como um de seus objetivos oferecer ao país uma programação única televisiva, daí a facilidade para a expansão de muitas redes de televisão. Hoje, os estudiosos alertam que a proposta é inaceitável, pois com as mudanças ocorridas na mídia, a programação local deve incorporar a regional.

El objetivo es claro: garantizar la manifestación (y preservación) de las diversidades regionales, fortalecer mercados locales, crear oportunidades de trabajo y posibilitar a las élites de los estados su manifiesten, pues éste es el modo más civilizado de integrar un país de 150 millones de habitantes (1994, p.79).
Essa integração influenciou os primeiros passos do desenvolvimento dos Estados da Região Norte, principalmente o Pará e o Amazonas. Porém, o desenvolvimento não pôde ser completo porque, apesar de terem sido feitos inúmeros projetos, nem todos deram certo, e, com a queda do regime militar, os demais governantes do país esqueceram do lugar. Hoje, a Amazônia só é lembrada quando sofre ataque ou ameaça de algum país estrangeiro que tem muito mais interesse em suas riquezas que os brasileiros.

Quanto aos meios de comunicação de massa, no Amazonas, a década de 70, de acordo com Rui Alencar (1999), diretor-executivo do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão, foi importante, também, para a mídia no Estado. Na época, existiam três emissoras de rádio: Difusora, Rio Mar e Tropical que proporcionavam a comunicação entre capital e interior e os jornais A Crítica, O Jornal e Diário da Tarde, do Comércio e A Notícia. No interior, segundo Alencar, era quase inexistente o número de veículos de comunicação.

Hoje, no Estado, conforme os registros do Anuário de Mídia, existem cinco jornais, 18 emissoras de rádio, oito de TV, sete empresas de outdoor e nove agências de publicidade.

Do Sul para o Norte – a chegada da TV no Amazonas


Enquanto o Brasil estava verificando quais as melhores estratégias para a consolidação da televisão no país, o Amazonas só teve acesso a este novo veículo em 1965.

De acordo com Mattos (2000), a televisão começou a ser implantada no Brasil em fevereiro de 1949, mas só foi inaugurada no dia 18 de setembro de 1950 - TV Tupi Difusora de São Paulo. Pertencente ao grupo das Associadas, de Assis Chateaubriand, no dia 20 de janeiro de 1951 é lançada a segunda emissora, no Rio de Janeiro, TV Tupi – canal 6.

Em 1955, de acordo com a revista Mercado Global, começou a transmissão nacional. “Nesse ano, os paulistas viram imagens cariocas: uma cadeia entre a TV Record de São Paulo e a TV Rio da Guanabara trouxe a São Paulo imagens geradas no Rio de Janeiro, o primeiro passo para a integração nacional. E a coisa não ficaria nisso” (nº22 e 23, 1976, p.25). No dia 22 de fevereiro de 1956 foi realizada a primeira transmissão direta interestadual. “Os paulistas assistiram à partida de futebol de Brasil x Inglaterra, realizada no estádio do Maracanã” (Nº98, s.d., p.57).

Em 1957 são iniciadas, em São Paulo, as transmissões sistemáticas para o interior do Estado, tendo neste ano 10 emissoras de TV em operação no País. A televisão na década de 50, para Joseph Straubhaar, foi um meio muito elitista. “Poucas cidades estavam sob o raio de ação dos transmissores e, mesmo nessas, os preços dos aparelhos de televisão limitavam a audiência à elite econômica” (1983, p.63). O estudioso enfatiza que anunciantes, inclusive de multinacionais americanas, tiveram interesse no mercado mas as respostas dos diretores de televisão variaram.

A programação das emissoras da época incluía desde peças teatrais a shows de variedades, sendo feitas ao vivo e “produzidas localmente pois dublagens de filmes importados e gravações de produções locais em videoteipe para distribuição não eram tecnicamente possíveis até o final da década” (Straubhaar, 1983, p.63). A novidade da TV, proporcionou a abertura de estações em muitas cidades, tornando os aparelhos de televisão acessíveis com a baixa dos preços e sua difusão entre a classe média. Os aparelhos no início eram importados. A partir de 1959 começaram a ser fabricados em maior número no Brasil.

Existiam somente alguns canais e a produção e a distribuição televisiva (resumida ao eixo Rio–São Paulo) possuía um caráter marcadamente regional. Não havia um sistema de redes, os problemas técnicos eram consideráveis, e o videoteipe, introduzido em 1959 – o que permitiu uma expansão limitada da teledifusão para algumas capitais – só começa a ser utilizado mais tarde. (Ortiz, 1988, p.47).


Com o videoteipe, as emissoras de televisão puderam se tornar redes. “A TV Tupi teve a primeira organização como uma rede, por volta dos anos 50, como parte do grupo dos Diários Associados” (Straubhaar, 1983, p.70). E assim, “as emissoras fora de São Paulo e do Rio de Janeiro foram substituindo pouco a pouco suas produções locais por tapes dos grandes centros” (Mercado Global, nº17 e 18, 1975, p.35). Na perspectiva dos editores da revista Mercado Global nos 17 e 18, o videoteipe foi a verdadeira memória da televisão, permitindo “ao mercado de trabalho uma melhor perfomance, acarretando de imediato uma elevação no nível da produção dos programas e, também, um equilíbrio na programação” (nos 37 e 38, 1977, p.3).

A TV Tupi foi a primeira a usar o videoteipe. Isso aconteceu em 1960, de acordo com a revista Mercado Global nº 98, numa adaptação de Hamlet, de Shakespeare. A partir daí, as emissoras de televisão passaram a distribuir para todo o país programas gravados em videoteipe e produzidos no Rio e em São Paulo. Neste ano, o maior acontecimento registrado pela TV foi a inauguração de Brasília.

De acordo com Renato Ortiz, a TV que aparecera de forma improvisada, “se concretiza como veículo de massa em meados de 60” (1988, p.113). Em 1960, conforme Mattos (2000), existiam 20 emissoras de TV nas principais cidades brasileiras e 1,8 milhão de televisores.

No dia 30 de maio de 1961 é criado o Conselho Nacional de Telecomunicações (Contel), pelo Decreto nº 50.666, com o objetivo regulamentar a radiodifusão. Neste ano fixa-se em três minutos a duração do intervalo comercial e proíbe-se a participação de menores de 18 anos em programas de debates (Mercado Global, nº98, s.d., p.57). O presidente Jânio Quadros, neste ano, propõe a redução do prazo para revisão da exploração dos serviços de radiodifusão para três anos. E sob o governo de João Goulart é aprovado o Código Brasileiro de Telecomunicações que vigora até 1988. Em 62, o decreto presidencial obriga que os filmes transmitidos pela TV sejam dublados, sendo que neste ano é absorvido 24% dos investimentos publicitários do país pela TV.

Em 1964 é promulgado o decreto que regulamenta a programação ao vivo na TV. O Decreto nº 52.795, de 31 de outubro, regulamenta os serviços do rádio e da TV, considerados de interesse nacional. E, vivendo em meio ao golpe militar, conforme a revista Mercado Global nº98, registra-se no país 34 estações de TV e mais de 1,8 milhão de aparelhos receptores.

Em 1962 é fundada a TV Globo por Roberto Marinho que assina acordos neste ano e em 1965 com o grupo Time-Life para auxílio financeiro e assistência técnica em troca de participação nos lucros futuros. A emissora iniciou suas operações no Rio no dia 26 de abril de 1965. “Surgindo em 1965, após a concessão federal do Canal 4 de Televisão do Rio de Janeiro, a TV Globo só cobria os Estados do Rio e da Guanabara” (Mercado Global, nº17 e 18, 1975, p.35).

Os acordos assinados com o Time-Life “foram de questionável legalidade e uma campanha de transmissores rivais contra elas culminou com o cancelamento negociado dos acordos em 1968 e reembolso dos empréstimos e custos de Time-Life até 1971” (Straubhaar, 1983, p.71 e 72). Segundo Joseph D. Straubhaar, a Globo “até 1968, tinha implantado a sua organização de rede, conseguido primazia na avaliação da audiência, colocando-se no topo dos três mercados (Rio, São Paulo e Belo Horizonte) e já não necessitada dos extensivos financiamentos, além de contar com o total dos seus rendimentos publicitários” (1983, p.72). A TV Globo emerge como uma “força dominante na televisão brasileira” (1983, p.71).

De hobby à empresa – a Televisão Amazonense


Enquanto as emissoras se organizavam no Sudeste do país, a primeira emissora de televisão que aparece no Amazonas foi a TV Manauara que surgiu em 1965 como hobby da Família Hauache. Foi uma das primeiras TVs a cabo do Brasil, de acordo com Abdul Hauache Neto (1999), Diretor da TV Manaus, Presidente do Sindicato de Rádio e Televisão no Amazonas e filho de Sadie Hauache, fundadora da emissora.

Hauache Neto (1999) explicou que foram instalados cabos nos postes de eletricidade nas principais ruas e avenidas do centro da cidade, e que a experiência não teve continuidade devido a vários problemas técnicos. Inclusive, de acordo com Hauache Neto, a prática de empinar papagaio com linha com cerol, que é cola com vidro, cortava os cabos. Mesmo com todos estes problemas, “foi ao ar a primeira imagem de televisão em Manaus via cabo físico, instalado, acompanhando a rede de eletricidade. Isso foi em 1965” (Hauache Neto, 1999).

Hauache Neto lembra que quando sua família criou a emissora não teve muitos problemas com a audiência porque algumas pessoas tinham aparelhos em casa. Na época, em Manaus, era possível pegar algumas transmissões dos canais de países limítrofes da Região Norte. “As pessoas pegavam de vez em quando uma quantidade de imagem muito ruim. Se pegava muito chiado, muito chuvisco como o canal 2 de Caracas, da Venezuela”.

Naquela época, imaginar um canal a cabo era algo quase inacreditável, mas Hauache Neto esclarece que para se ter um, na metade dos anos 60, não era tão difícil, pois não precisava de autorização do governo federal, apenas uma licença.

Em 1967, os proprietários resolveram participar de uma concorrência pública federal. Conseguiram o canal 38 em UHF. Assim, “em 5 de setembro de 1967 nós tivemos a primeira transmissão de TV livre – aquela que você liga o botão e assiste uma imagem de televisão normal”, recorda Hauache Neto. O nome escolhido para a emissora foi TV Ajuricaba, resultado da homenagem que a fundadora fez a um dos heróis indígenas da região.

Com a emissora de TV na cidade, as lojas de produtos eletro-eletrônicos locais começaram a vender aparelhos de televisão,

onde se fez o primeiro crediário de eletrodomésticos na TV Lar, Bemol... Naquela época ainda tinha as lojas Malva Importadoras, uma das maiores lojas de nossa cidade. Foi feito um acordo da TV Ajuricaba, já em 1967, com essas lojas que foram as primeiras patrocinadoras, geradoras de publicidade aqui em Manaus e aí nasceu também a Oana Publicidade, uma das agências mais antigas da cidade (...). Um dado que eu tenho na cabeça é que, em 1970, quando a TV Ajuricaba já estava com o canal 38 UHF, em Manaus tinha 250 mil habitantes e 8 mil televisores espalhados na cidade. Praticamente, quase 5% da população já tinha televisão instalada em sua casa.
A partir de 1970, o canal mudou para 20, em UHF, ficando no ar até, aproximadamente, 1980. Em seguida, passou a ser 8 continuando até hoje, mas com outra programação, uma vez que passa a integrar a Rede Boas Novas de Rádio e Televisão.

“Ao mesmo tempo, nós criamos uma empresa ligada à TV Ajuricaba chamada CEGRASA (Central de Emissões, Gravações e Repetidoras Ajuricaba S.A.)”, lembra Hauache Neto. Esta Central serviu para levar a programação a outros municípios. Isso aconteceu em 1977. “Naquela época, o interior do Estado não era servido por emissoras e nós resolvemos implantar as primeiras”. Dos 62 municípios que o Amazonas tem hoje, Hauache Neto garante que colocaram emissoras em 38. “Com esses 38 municípios nós tínhamos mais de 90% da população do Estado do Amazonas atingida. Então, o que importava era isso”.

A primeira retransmissora foi instalada no município de Itacoatiara. A programação levada ao interior, diferente da que era exibida na capital, era resultado da gravação, feita pela CEGRASA, da programação que era trazida a Manaus por aviões. Eles gravavam em fitas de vídeo que eram enviadas por motor de linha, avião ou canoa aos demais municípios do Amazonas. As exibidas retornavam para serem reaproveitadas com as próximas programações. Porém, com a chegada do satélite, em 1979, de acordo com Hauache Neto (1999), surgiram mudanças significativas.

No interior, a emissora entrava às 15 horas e saía do ar a 1 hora da manhã, mais ou menos, mas se tinha TV no interior. Com a chegada do IntelSat 4, que é o satélite americano, o primeiro que veio aqui para a Amazônia, nós começamos a fazer as primeiras recepções de satélite. As emissoras recebiam o sinal, jogavam para aquela cidade, através de um transmissor localizado em cada, cobrindo então cada município do interior (Hauache Neto, 1999).


Hauache Neto lembra ainda que no interior, quando eles iniciaram, eram colocados aparelhos de televisão nas praças públicas. Na programação havia programas jornalísticos e artísticos locais. Nessa época, a TV Ajuricaba já era afiliada da Rede Globo1.

Aliás, só para rememorar a história, nós começamos como Rede de Emissoras Independentes que era encabeçada pela Rede Record, naquela época dos festivais de 1967 com Roberto Carlos, Jovem-Guarda, quando começou Gilberto Gil, Caetano Veloso (...). Em 1974, Walter Clark e Boni solicitaram que nós entrássemos na Rede Globo de Televisão. Nós éramos a única emissora aqui no Estado. Então, através da solicitação do Walter Clark, do Dr. Roberto Marinho, nós entramos para a Rede Globo de Televisão e ficamos até 1986.


Por problemas comerciais, a TV Ajuricaba deixou de ser afiliada da Globo em 1986, passando a ser da Manchete. Nessa época, o canal já havia sido vendido para o grupo Simões, recebendo a denominação de Rede Brasil Norte (RBN). A Globo afiliou, então, a TV Amazonas, pertencente a Rede Amazônica de Rádio e Televisão que era afiliada à Bandeirantes de São Paulo. A venda da TV Ajuricaba, de acordo com Hauache Neto, resultou da disposição dos proprietários em evitar desentendimentos com os políticos locais.

Naquela época nós vivíamos no Regime Militar e tínhamos uma emissora de televisão que sempre trabalhou pelas Diretas-Já, que sempre enfrentou abertamente a situação, por isso chegou um momento em que fomos praticamente obrigados a sair (...) resolvemos sair do setor de comunicação e depois, com a abertura política, com a Assembléia Nacional Constituinte em 1988, nós resolvemos voltar e começamos a montar a TV Manaus, canal 10. Isso em 1993.


De acordo com Rui Alencar, depois da TV Ajuricaba (Globo), apareceram a TV Educativa (Educativa do Rio de Janeiro), a TV Baré (Tupi), a TV Amazonas (Bandeirantes), a TV Rio Negro (Bandeirantes) e hoje, a TV Manaus (Record). Dessas, a TV Amazonas foi uma das primeiras emissoras a operar em cores no Brasil. Fundada em 1972, foi afiliada até 1986 à Rede Bandeirantes, indo em seguida para a Rede Globo. O foco de sua produção é o jornalismo. Já a TV Educativa do Amazonas (TVE/AM) foi fundada em 1971 pertencendo ao governo do Estado. Em 1992 se tornou Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas (Funtec/AM), filiando-se à TV Cultura de São Paulo. Sua programação local é voltada para o jornalismo e a cultura.

A TV Baré foi inaugurada no dia 2 de junho de 1971. Era de 30 sócios, mas Umberto Calderaro Filho foi comprando aos poucos as quotas até conseguir a maioria, tornando-se sócio majoritário em 1981. Neste ano, alterou a razão social para TV A Crítica, se filiando ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Com programas populares, se tornou a segunda emissora em audiência no Estado. Em 10 de novembro de 1998, a emissora, adquiriu o RC Sat, um canal digital no BrasilSat 3. No jornal A Crítica de 14 de novembro de 1998, a emissora é citada como a primeira comercial do Estado a transmitir com esse sistema. O grupo proprietário, Rede Calderaro de Comunicação, adquiriu também os canais em UHF – 18 (Manchete) e 23 (MTV). Assim, as emissoras da rede que ficam no interior do Estado foram linkadas diretamente com Manaus, e não com São Paulo, como era anteriormente.

A TV Rio Negro, canal 13, faz parte do Grupo Garcia. Entrou em funcionamento em 1990, filiada à Bandeirantes. De acordo com Ulysses Varela (1994, p.50), “um de seus objetivos é a conscientização da população para a preservação do meio ambiente”. Sua programação é formada por programas infantis, populares e jornalísticos. A Rede Boas Novas, canal 8, resultado da compra da Rede Brasil Norte2 do Grupo Simões em março de 1993, passou a exibir programas evangélicos, pois pertence à Igreja Assembléia de Deus. Hoje possui um canal via satélite: Jesus Sat. E a TV Manaus, canal 10, passou a funcionar em 1993 transmitindo o sinal da TV Record e exibindo programas jornalísticos e de variedades, sendo alguns de produções independentes.

Quadro 1: Emissoras de TV em Manaus


Emissora

Grupo

Sinal

Ano

Afiliação

TV Ajuricaba

Rede Brasil Norte

RBN


Família Hauache

Grupo Simões

Rede Boas Novas


38/20 UHF

8 VHF
8 VHF


8 via satélite

1967

1986


1993

Rede Globo

(1974 – 1986)


Manchete

n.d.


TV Cultura

n.d.

2 VHF

1971

Rede Cultura

TV Baré
TV A Crítica


D. Associados
Rede Calderaro de Comunicação

n.d.
4 VHF

1971
1981

Tupi
SBT

TV Amazonas

Rede Amazônica de Rádio e Televisão

5 VHF

1972

Rede Globo

TV Rio Negro

Sist. de Com. Francisco Garcia

13 VHF

1990

Bandeirantes

TV Manaus

Família Hauache

10 VHF

1993

Record

Manchete

Rede Calderaro de Comunicação

18 VHF

n.d.

Manchete

MTV

Rede Calderaro de Comunicação

23 VHF

n.d.

MTV

Fontes: Alencar (1997/1999), Varela (1994) e Anuário de Mídia 98/99–Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A maior emissora de TV do Amazonas

A TV Amazonas é a líder em audiência no Estado do Amazonas, fazendo parte do maior conglomerado de comunicação da Região Norte - “Rede Amazônica de Rádio e Televisão”. Tem uma minigeradora: Itacoatiara/AM (canal 11) e 94 retransmissoras. É filiada a Rede Globo e tem parceria com a CNN (Cable News Network)

Seu surgimento se deu quando os empresários Phelippe Daou, Milton Cordeiro, Joaquim Margarido e Robert Phellipe se uniram para concorrer à concessão da emissora em 1969. O resultado saiu em 1970. Depois do projeto técnico pronto, os equipamentos e sede construída colocaram no ar no dia 10 de agosto de 1972 a primeira exibição do canal, em caráter experimental.

No dia 1º de setembro de 1972 entrou oficialmente em operações em Manaus a TV Amazonas, canal 5. Foi inaugurada durante as festividades do Sesquicentenário da Independência do Brasil, no Amazonas. O prédio da emissora localizava-se no bairro da Cachoeirinha3, enquanto o transmissor e a torre ficavam no terreno do Aleixo4.

Foi a primeira emissora do Norte e Nordeste com sistema a cores, PAL-M. Cordeiro (1999) enfatiza que no final da década de 60, iniciando a de 70, muitas emissoras faziam adaptações de seus aparelhos para transmitir em cores, mas somente a TV Amazonas era totalmente programada. Afirma também que ela foi a primeira “de toda a nossa região. Posso dizer que até do Nordeste. Na época, no Sul, só a Tupi e a Globo. O resto não, foi se adaptando.”

Phelippe Daou (1998) lembra que a TV Amazonas apareceu independente. Não tinha ligação com as redes nacionais, então existentes, a Tupi e a Globo. “Nós começamos montando um programa com tudo que sobrava na praça entre filmes, programas da TV Bandeirantes que também fazia pouco tempo que havia surgido no mercado e as emissoras educativas”. Além disso, faziam programas locais com quase 12 horas de duração. Daou relembra, com saudades, do palco que era armado perto da emissora onde participaram das programações populares todas as classes sociais. “Nós ouvíamos todos os dias que era realmente uma das emissoras mais populares”.

A TV Amazonas, de acordo com Aluísio Daou (1998), “era liberada e sem partido. Comprava programas da Globo, dos Associados, da Record e iam fazendo todos estes movimentos mesclados”. Aluísio afirmou, também, que ela era a ponte entre os amazonenses e o restante do país e por esse motivo, o grupo queria chegar também ao interior.

Com a TV Amazonas começou-se a estudar como levar para o interior esse sinal. O satélite não estava aqui. Era difícil colocar o sinal com microondas. Diferente de São Paulo. Lá, você pode linkar a cidade com a outra com facilidade. Aqui não. Essa mata toda de rios e morros, você não conseguiria jogar o sinal. Então, foi muito difícil. (Margarido, 1999).
Na história da Rede Amazônica, registrada no site, enfatiza-se que “foram construídas dezenas de retransmissoras em localidades no interior da região O grupo submetia um plano ao Ministério e quando o ministro aprovava, eles procuravam as prefeituras para que elas cedessem o terreno onde seria colocada a retransmissora e a torre “porque a gente tem que fazer uma casa para colocar o transmissor, a antena”, afirma Cordeiro (1999). Porém se a prefeitura não cedesse o terreno, eles compravam por um valor simbólico “porque nós temos interesse de formar toda a rede e cobrir a nossa Amazônia”.

De acordo com Phelippe Daou (1998), manter os programas era uma operação de guerra. Eles trabalhavam com mais de seis mil fitas em quase toda a Região Norte (exceto Pará e Tocantins) que eram distribuídas via terrestre, fluvial, do jeito que fosse possível. As que podiam ser transportadas de avião exibiam programações de dois dias atrás. Porém, o pior era quando malotes eram extraviados. “Os capítulos de novelas, partes de filmes desapareciam e, claro, tudo quanto era descontentamento se produzia naquelas cidades. Quem sofria eram as nossas mães que não tinham nada a ver com isso” (Daou, 1998).

Só com o satélite é que as coisas começaram a melhorar. Em 1982, de acordo com Nivelle Daou (1999), as transmissões com o satélite Intelsat diminuíram a agitação do dia a dia. “Cada vez que conseguíamos colocar uma antena, a programação passava a ser instantânea, já não tinha aquele atraso de transporte e nós parávamos pelo menos cinco videoteipes, dois gravando aqui, dois exibindo lá e um para emergência (...)”.

No entanto, levar a imagem a outras cidades amazônicas era e ainda é difícil porque, de acordo com Cordeiro (1999), muitos políticos não entendiam a geografia da região Norte. Às vezes tinham que recorrer aos parlamentares da região para explicarem a situação aos demais.

Em 1973, a TV Amazonas foi afiliada à Rede Bandeirantes, ficando até 1986. Pois, com o término do contrato da Globo com a TV Ajuricaba, em Manaus, a TV Amazonas, no dia 21 de abril, torna-se sua afiliada. Hoje, está interligada a maior parte do Estado distribuindo programações locais, estaduais e regionais (graças a sua ligação ao grupo Rede Amazônica de Rádio e Televisão), nacionais e internacionais – pois, é filiada a Rede Globo, que atinge mais de 90% do território brasileiro, e tem parceria com a CNN, trocando matérias sobre a Amazônia e treinando seus profissionais.
Dessa forma, percebe-se que a televisão no Amazonas, apesar de ter chegado tarde, comparada com as demais, também teve inúmeros obstáculos para se consolidar no Estado, uma vez que a Região Norte é recortada por rios e não por terra como o restante do território brasileiro. Mas, com o empenho de cada investidor foram viabilizadas empresas com infraestrutura adequada como as do resto do país, pois muitas emissoras já operam com equipamentos digitais. Além disso, a maior parte de seus funcionários têm curso superior, produzindo programas de interesse da população local. Sem falar que todas são filiadas às grandes redes de comunicação nacionais.

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Documentos

Ata das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária realizadas no dia 30 de abril de 1986 da Rádio TV do Amazonas S.A.


Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada no dia 31 de dezembro de 1996 da Rádio TV do Amazonas S.A.
Contrato Particular de Transformação da Sociedade por Ações Rádio TV do Amazonas S.A em Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda, sob a denominação de Rádio TV do Amazonas Ltda. Manaus, 1 de janeiro de 1997.

1 De acordo com a revista Mercado Global nº98, p.60, a TV Ajuricaba passou a transmitir a programação da Rede Globo no dia 01 de maio de 1974.

2 A Rede Brasil Norte era a antiga TV Ajuricaba, fundada em 1969.


3 É onde está localizada a Fundação Rede Amazônica.

4 Hoje localiza-se a sede da TV Amazonas.



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