Índice introdução pág. Conceito de droga e tóxico segundo a oms pág. Agradecimento pág



Baixar 170.45 Kb.
Página1/4
Encontro08.01.2019
Tamanho170.45 Kb.
  1   2   3   4

DROGAS !

ÍNDICE

1. Introdução pág.

2. Conceito de droga e tóxico segundo a OMS pág.

3. Agradecimento pág.

4. Histórico das drogas pág.

5. As drogas na sociedade atual pág.

6. As drogas mais usadas pág.

6.1. Drogas psicotrópicas pág.

6.2. Drogas psicolépticas pág.

6.2.1. Benzodiazepínicos pág.

6.2.2. Barbitúricos pág.

6.3. Drogas psiconalépticas pág.

6.4. Drogas psicodislépticas pág.

6.4.1. Álcool pág.

6.4.2. Tetra-hidro-carbinal (THC) pág.

6.4.2.1. Cannabis Sativa - Maconha pág.

6.4.2.2. Cannabis Indica - Haxixe pág.

6.4.2.3. Erytroxylon cocal - Cocaína pág.

6.4.2.4. Crack (Cocaína + outra substância) pág.

6.4.2.5. Papaver Somniferum - Opináceas pág.

6.4.3. Alucinógenos pág.

6.4.3.1. LSD - Ácido Lisérgico pág.

6.4.3.2. Mescalina - Cacto pág.

6.4.3.3. Psicoabina - Cogumelos pág.

6.4.3.4. Cola - Benzeno pág.

6.4.3.5. Lança-Perfume pág.

6.4.3.6. Chá de Saia Branca pág.

6.4.3.7. Ecstasy (Alucinógeno + Anfetamina) pág.

7. Outros tipos de drogas pág.

7.1. Tabaco pág.

7.2. Santo Daime pág.

7.3. Esteróides anabolizantes pág.

8. A dependência para com os tóxicos pág.

9. As causa para o uso dos tóxicos pág.

10. Conseqüências do uso dos tóxicos pág.

11. Métodos usadas para a cura do viciado pág.

12. Curiosidades pág.

13. Entrevista pág.

14. Conclusão pág.

15. Bibliografia pág.

1. Introdução

As drogas são produtos químicos que se usam no tratamento ou prevenção de doenças ou deficiências dos seres vivos. Os remédios são feitos com drogas. Podem ser administradas por via oral, pela respiração, por meio de injeções intradérmicas, intramusculares ou venosas, por absorção através da pele ou das mucosas, por enemas.

O estudo científico da ação das drogas começou há muitos anos; chama-se Farmacologia. Cada droga deve ser bem conhecida e experimentada, antes de ser usada com propósitos medicinais. Algumas drogas agem sobre certo órgãos do corpo, enquanto outras agem sobre organismos causadores de doenças. Se uma pessoa adicionasse bicarbonato de sódio a uma solução de ácido clorídrico, contida num copo, obteria uma solução neutra. Esta é a mesma reação que provoca o bicarbonato de sódio, em presença do ácido clorídrico que existe no estômago.

A ação de algumas drogas é o resultado de efeitos físicos ou químicos. Esta ação depende da absorção das drogas e sua passagem para a corrente sangüínea. O sangue as transporta para os diferentes tecidos do corpo, onde se produz a reação. É difícil determinar a ação de algumas destas drogas. O médico e o cientista devem saber de quanto tempo a droga precisa para agir, qual a quantidade necessária para produzir o resultado desejado. Também, deve saber como o corpo elimina a droga. Há drogas que mudam a cor das fezes ou da urina. São poucas as que se eliminam pela saliva, através da pele, ou por meio do aparelho respiratório.

As drogas se obtêm das plantas, dos microrganismos, de outros animais e de produtos químicos naturais ou artificialmente fabricados. A digitalina, droga usada no tratamento da insuficiência cardíaca, é retirada da folha seca da dedaleira (Digitalis purpurea). A vacina para a varíola é obtida do vitelo inoculado com o vírus vacínico, ou a partir do cultivo do vírus em ovo embrionado de galinha.

As drogas que se obtêm de processo metabólico dos microrganismo e que são eficientes na destruição de outros organismo, chamam-se antibióticos. Os antibióticos podem classificar-se como de espectro amplo ou espectro estreito. As drogas de espectro amplo são eficazes contra grande número de organismo, como as tetraciclinas. A penicilina é uma droga de espectro estreito, já que só atua sobre os agentes causadores de algumas doenças.

As drogas podem agir localmente ou em forma generalizada. Quando aplicamos creme para suavizar a pele das mãos irritadas, a ação se processa localmente. A aspirina é uma droga que tem ação geral. Algumas drogas, como a cafeína e a adrenalina, aceleram o funcionamento dos órgãos. Estas se chamam estimulantes. Drogas como a morfina e o fenobarbital tornam mais lento o funcionamento dos órgãos; chama-se depressores. As pílulas para dormir são depressoras e uma dose exagerada pode provocar estado de coma.

Nenhuma droga deve ser usada sem prescrição médica.

Certas pessoas se acostumam a tomar drogas. O corpo das pessoas, normalmente, não depende de drogas e é possível então quebrar esse hábito sem muito esforço. Algumas, porém, chegam a depender tanto delas, que é muito difícil abandonar o costume de tomá-las. As doenças provocadas pelas drogas chamam-se farmacogênitas ou farmacoses.

2. Agradecimento

Agradecemos ao Kléber por ter nos ajudado em nossa pequena entrevista fornecedno seu tempo, recebendo-nos com muita educação, tirando algumas de nossas dúvidas, que pôr fim serviram de material para o nosso trabalho.



3. Conceito de droga e tóxico segundo a OMS

Segundo a OMS, em grego, tókson quer dizer 'arco', 'flecha', 'arco e flecha'; e a forma adjetiva toksikós, 'relativo a arco, flecha, arco e flecha'. Assim, toksikón phármacon é 'veneno para flecha'. Curiosamente, o significado de phármacon estendeu-se a toksikón; e quando Ovídio fala em toxicum, quer dizer 'veneno para flecha'. Em Horácio e Columela a palavra já tem sentido mais amplo: quer dizer veneno em geral.

O sentido ficou nas línguas modernas, em que a intoxicação quer dizer envenenamento. Finalmente, tóxico passou a ser o sinônimo de droga, natural ou sintética. A toxicomina é um estado de intoxicação periódica ou crônica, causado pelo uso exagerado e repetido de drogas. E droga é qualquer substância que, introduzida no organismo, modifica alguma função. Além de acarretar dependência, provoca desvios da conduta, e é usada tanto pelo seu efeito como para neutralizar os fenômenos desagradáveis da abstinência.

Várias são as causas da toxicomania: congênita, viciamento iatrógeno, espírito de imitação, exibicionismo, dor moral. São características da toxicomania: impulso irresistível para o uso; tendência a aumentar as doses, devido ao fenômeno de imunização progressiva conhecido como mitridatismo (Mitridates VI Eupátor, rei do Ponto de 123 a 63 a.C., conseguiu-se imunizar-se contra venenos vegetais consumindo-os habitualmente em doses cada vez mais fortes); dependência psíquica (psicológica) e, às vezes, física, mais aguda no período de abstinência. A suspensão da droga dá lugar ao que se chama em medicina síndrome de abstinência (tremores, vômitos, diarréia, dores várias, excitação, delírio, colapso).

Na intensidade desses fenômenos e no fato de nem todas as drogas implicarem na necessidade do aumento crescente das doses reside a diferença entre o uso dos opiáceos de um lado e do álcool e barbitúricos de outro. Além dos estupefacientes mais conhecidos e capazes de causar dependência - ópio, heroína, os alucinógenos, as anfetaminas - mais de duzentos produtos farmacêuticos correntes são utilizados com fins idênticos, o que dificulta uma conceituação exata do que seja droga.

4. Histórico das drogas

A ação das drogas sobre o organismo é estudada pela Farmacologia, ciência bastante antiga, que entre os primitivos se misturava com a magia. Conhecia-se a ação curativa ou anestésica de certos extratos vegetais e os alteradores da consciência tinham as vezes funções mágico-religiosas.

Há mais de 4000 anos a.C. os Sumerianos (atual Irã), utilizavam a papoula de ópio como a "planta da alegria", que traduzia o contato com os Deuses.

Há 500 anos a.C. o povo Cita (habitantes do Rio Danúbio / Rio Volga - Europa Oriental), queimavam a maconha (cânhamo) em pedras aquecidas e inalvam os vapores dentro de suas barracas ou tendas.

Na Antiguidade, o álcool ou mais comumente o vinho, era conhecido como a dádiva de todos os deuses, sendo Baco o Deus do Vinho.

Aproximadamente no ano de 1500, o Cactus Peyoteera utilizado em cerimônias religiosas (no descobrimento da América). O ópio foi por muito tempo cultivado livremente por camponeses, por volta do século XVI, como fonte de alívio de sua triste realidade sofredora. Na mesma época, os espanhóis utilizavam as drogas alucinógenas como uma forme de auto-castigo, pois para este povo, Droga significa "Demônios". Ainda no século XVI, junto com drogas realmente eficazes, como digitalina e beladona, os médicos receitavam pó de asa de morcego, ou pedras preciosas trituradas, que feriam a mucosa do intestino e devem ter matado muitos pacientes.

Nos séculos XVIII e XIX, a Farmacologia tornou-se mais científica, comprovando o efeito de vária drogas tradicionais como a cânfora, quina ou coca, e descartando as ineficazes. A descoberta de medicamentos naturais prosseguiu com os antibióticos, extraídos de fungos, e os tranqüilizantes, extraídos de plantas.

O ópio (morfina / anestésico) incentivado na guerra civil americana (1776) era utilizado para fornecer alívio à dolorosa vida dos soldados.

A primeira droga sintética utilizada pela medicina foi o hidrato de cloral, em 1869. A partir daí os remédios, antes extraídos de ervas pelo boticário, começaram a ser fabricados por grandes indústrias.

Em 1890, iniciou-se a livre comercialização de vinho, elaborado com extratos de coca e xaropes, com as mesmas composições.

Em 1914, deu-se a proibição da livre negociação, com isto iniciou-se o Mercado Negro - ilícito (EUA faturou cerca de 100 a 200 bilhões de dólares).

Por volta de 1920, os EUA instauraram a "LEI SECA" - Proibição do comércio de álcool - lei esta que prorrogou-se por 13 anos.

Durante a 2a Grande Guerra, receitas de anfetaminas (estimulantes) eram utilizadas para combater a fadiga.

Barbitúricos / Hipnóticos teve seu auge em 1950 "VIVA MELHOR COM A QUÍMICA" (Lema utilizado pelos laboratórios).

1960 foi o auge do LSD (a era dos ácidos), muitos psiquiatras receitavam impiedosamente o consumo deste tipo de droga.

Em 1970 proliferação da cocaína e seus derivados, entre eles o "crack", e mais recentemente aparecendo o ecstasy, mais popular entre as classes média e alta.

A atuação desses medicamentos no organismo varia conforme o indivíduo e a dose aplicada. Uma substância capaz de livrar o homem de uma doença mortal pode tornar-se extremamente perigosa se o seu emprego for incorreto.

5. As drogas na sociedade atual

As pessoas que usam drogas, são discriminados por outras, pois estas não se encontram em seu estado normal, não acompanham um diálogo, comportam-se inadequada e inconvenientemente e, às vezes, até de modo perigoso. Se é uma ou outra vez que se drogam, podemos até agüentar, mas se é toda hora, não há "santo" que agüente. Além disso o critério de valores de um drogado passa a ser vem diferente do nosso. Caso não tenha dinheiro para comprar a droga, ele não se incomodará em roubar, seja da própria família, seja de amigos. As mulheres podem se prostituir quando pressionadas por essas situações.

As conversas, as atitudes, os interesse dos drogados também não interessam àqueles que querem viver saudavelmente. Além disso, como são pouco motivados a trabalhar (ou estudar) porque já que não têm mais a mesma capacidade, num ambiente de trabalho (ou estudo) só atrapalham. Os drogados têm, ainda, dificuldade de enfrentar as frustrações decorrentes das atividade do dia-a-dia, reagindo a elas de modo agressivo ou impulsivo, o que os torna inadequados ao ambiente familiar, profissional ou social.

As pessoas que trabalham com drogas (traficantes) são obviamente discriminadas por serem marginais, já que o tráfico de drogas é, pela lei brasileira, um crime hediondo e inafiançável (Lei Antitóxico nº 6368 de 21/10/76). E, como os drogados são obrigados a adquirir drogas nesse mundo da ilegalidade, onde estão os traficantes, mais um motivo para as pessoas se afastarem deles.



6. As drogas mais usadas

Há dois tipos de drogas: As Lícitas e as Ilícitas.

Lícitas: São aquelas legalmente produzidas e comercializadas (álcool, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercialização de alguns medicamentos é controlada, pois há risco de causar dependência física / psíquica.

Ilícitas: São aquelas substância cuja comercialização é proibida por provocar altíssimo risco de causar dependência física e / ou psíquica (cocaína, maconha, crack, etc.).



6.1. Drogas psicotrópicas

Medicamentos que agem sobre o psiquismo. Agrupam quatro categorias: tranqüilizantes (diminuem a ansiedade e a tensão nervosa), antidepressivos (evitam ou atenuam a depressão), neurolépticos (produzem estado de indiferença psicomotora e suprimem surtos psicóticos) e soníferos (provocam sono). Todos têm propriedade diferentes e podem causar dependência.

No seu conjunto, os psicotrópicos formam a psicofarmacologia, campo de rápido desenvolvimento e que tem trazido importantes contribuições ao conhecimento dos processos psicóticos e do funcionamento do sistema nervoso central em geral.

Substâncias psicotrópicas são conhecidas e usadas desde a mais remota antiguidade na forma de sedativos e tranquilizantes.



6.2. Drogas psicolépticas

Também chamados de Sedativos, são as drogas que diminuem a dor e combatem a insônia, os estados de ansiedade e de agitação psicomotora. Muitos deles possuem efeito hipnótico, induzindo ao sono. Classificados também como hipnosedativos, são apropriados para os diversos tipos de agitação e ansiedade, mesmo nos casos de convulsão psicótica, embora não possuam efeitos antipsicóticos específicos.

Os hipnosedativos, utilizados para produzir sonolência, constituíram, juntamente com o álcool, os opináceos e a beladona, os únicos medicamentes conhecidos com propriedades de sedação, isto é, de acalmar pacientes ansiosos e agitados. Seu papel como sedativo ainda é importante, apesar do arsenal terapêutico contar com grande número de agentes tranqüilizantes, que se distinguem pôr produzirem menos sonolência. entretanto, alguns desses medicamentos, preponderamente ansiolíticos na ação (sedativos), são utilizados também como hipnóticos.

A maioria dos hipnosedativos constitui-se de depressores gerias, atacando o sistema nervoso central e uma série de atividades celulares vitais. Pôr isso é indispensável um profundo conhecimento da ação e dos riscos propiciados pôr esses medicamentos, para que sua utilização reverta em benefício e não em prejuízo do paciente.

Estes tipos de drogas podem atuar sobre o estado de vigília (noolépticos), onde ficam incluídos os hipnóticos (soníferos), barbitúricos ou não; ou sobre o humor (timolépticos), subgrupo em que se incluem os neurolépticos (fenotiazina, reserpínicos e butirofenonas) e os tranquilizantes (meprobamato, diazepínicos).São:

Álcool


Hipnóticos: combatem a insônia

barbitúricos (Ex: Gardenal)

não-barbitúricos (Ex: Mogadon, Dalmadorm, Dormonid, Sonebon)

Ansiolíticos: calmantes que diminuem a ansiedade

Narcóticos ou hipnoanalgésicos: apresentam três propriedades farmacológicas fundamentais, como aliviar a dor, produzir hipnose e induzir à dependência

opiáceos naturais (Ex: morfina e codeína)

opiáceos semi-sintéticos (Ex; heroína)

opiáceos sintéticos (Ex: Metadona)

Solventes (cola de sapateiro, benzina, acetona)

6.2.1. Benzodiazepínicos

São medicamentos usados para controlar a ansiedade e o nervosismo das pessoas, causando dependência física e psicológica.

Efeitos psíquicos: Tranqüilidade, relaxamento, indução ao sono, redução do estado de alerta.

Efeitos Físicos: Hipotonia muscular (a pessoa fica "mole"), dificuldade para andar, diminuição da pressão sangüínea e dos reflexos psicomotores.



6.2.2. Barbitúricos

O grupo mais importante de sedativos e hipnóticos deriva do ácido barbitúrico, cujos medicamentos são, pôr isso, reunidos sob o nome genérico de Barbitúricos. O ácido barbitúrico (maloniluréia) resulta da combinação do éter dietílico do ácido malônico com a uréia e foi obtido pela primeira vez pôr Adolph von Bayer, em 1864.

Entretanto, a propriedade de depressor do sistema nervoso central não se relaciona com o próprio ácido barbitúrico, mas sim com a substituição de dois átomos de hidrogênio do carbono em posição 5, pôr grupos alcoíla ou arila.

O primeiro barbitúrico hipnótico, o barbital foi suplantado pôr inúmeros barbitúricos de ação mais curta. Assim, em 1912, surgiu o fenobarbital (comercialmente, Luminal) que, além de bom hipnótico, possui propriedades que o tornam útil como anticonvulsivo e sedativo. Posteriormente, foram sintetizados mais de 2500 barbitúricos, dos quais cerca de cinqüenta chegaram a ser comercializados.

Os barbitúricos são depressores gerias, que atuam sobre as atividades dos nervos, músculos esqueléticos lisos e músculos cardíacos, diminuindo o consumo de oxigênio em vários tecidos de mamíferos., Devido à grande suscetibilidade do sistema nervoso central aos barbitúricos, ele pode ser deprimido pôr um pequena dose do medicamento, sem que outros sistemas sejam afetados. Embora a ação dos barbitúricos na condução e transmissão dos impulsos nos nervos periféricos seja conhecida ainda há controvérsia em atribuir-se a esse mecanismo a ação hipnótica do medicamento.

O grau de depressão produzido pelos barbitúricos no sistema nervoso central varia da leve depressão ao estado de coma. Tal variação depende não só da dose e do tipo de barbitúricos empregados, como também na suscetibilidade do sistema nervosos central no momento da administração. Essa suscetibilidade pode esta diminuída devido à tolerância decorrente de repetidas administrações do medicamento, com a conseqüente resistência do indivíduo.

Em muitos aspectos, o sono induzido pelos barbitúricos é semelhante ao sono normal (fisiológico). A diferença principal está na diminuição da fase fundamental do sono fisiológico, conhecida pôr sono paradoxal, cuja privação acarreta a vários efeitos nocivos. Nessa fase, há aumento da atividade eletroencefalográfica, acompanhada de movimentos oculares rápidos, movimentos das extremidades e diminuição da tensão muscular. Com o uso contínuo de barbitúricos, diminui a ação do medicamento sobre a fase paradoxal e, com a retirada do mesmo, há um aumento ressaltado dessa fase, com irregularidades do ciclo do sono, ocorrendo pesadelos e sensação de ter dormido mal.

Os barbitúricos acarretam uma série de efeitos secundários, que vão desde alterações sutis do humor e da capacidade de julgamento e coordenação motora até depressão do centro respiratório. Podem causar também dependência, da mesma forma que diversos outros hipnosedativos não barbitúricos.

Efeitos psíquicos: Sonolência, sensação de calma e relaxamento, sensação de embriaguez.

Efeitos físicos: Afeta a respiração, o coração e a pressão do sangue, causando dificuldade para se movimentar e sono pesado.



6.3. Drogas psiconalépticas

Psiconalépticas ou psicoestimulantes, ou estimulantes centrais, são drogas que provocam o aumento da atividade motora ou psíquica.

Já algo comum entre o estudante que toma café para ficar acordado e ler, o índio boliviano que masca tranqüilamente sua folha de coca à beira da estrada, o suicida que ingere grande dose de estricnina e o artista que experimenta LSD para ter visões: todos eles estão usando substância psiconalípticas. O uso de drogas que altera o humor e o comportamento do homem é conhecido desde a Antigüidade e difundiu-se pôr todo o mundo.

Os estimulantes do sistema nervoso central podem ser divididos em três classes principais, segundo a região afetada pôr sua dosagem mínima efetiva:



Psicomotores: Em pílulas são encontradas as anfetaminas, que também podem aumentar a capacidade de concentração e de realização de trabalho mecânico, especialmente a metanfetamina. De efeitos semelhantes, porém mais fracos existem o metilfenidato, o pipadrole e o dianol. Um dos problemas das anfetaminas é que, após o período de estimulação, pode seguir-se uma depressão profunda. Para esse tipo de problema existem outras drogas, de efeito antidepressivo como a imipramina, que substitui o emprego de choques elétricos.

Outras substâncias antidepressivas agem como inibidoras da monoaminoxidase (MAO). O principal grupo delas é derivado da hidrazina que antagonizam a depressão, produzem sensação de bem-estar e aumento da capacidade motora. São, entretanto, muito perigosas para o fígado, especialmente a ipronizida, que causa necroses hepáticas fatais.

Os inibidores da MAO pode ter uma multiplicidade de efeitos: estimular o apetite, agir como analgésico, aumentar as ações cardiovasculares das aminas, reforçar a potência de outras drogas, como os barbitúricos.

Os estimulantes psicomotores estão presentes no café, chá e cacau, eles estimulam a atividade mental e diminuem a fadiga, alteram o funcionamento cardíaco e tem efeito diurético. Consumidas em excesso, essas drogas originam dores de cabeça, inquietação, insônia e confusão mental.



Analépticos: Os estimulantes analépticos são indicados no tratamento da depressão produzida pôr doses excessivas de barbitúricos ou morfina. Quando são usados em grandes doses, estimulam também as áreas motoras cerebrais, causando convulsões acompanhadas de inconsciência. Diferem entre si na maneira de dosar e na potência e duração de efeito. O leptazol é administrado em dose única, de ação rápida e efeito breve. Menos potentes, mas efeitos mais prolongados, a niquetamida e a bemegrida são administradas em doses fracionadas.

Medulares: A estricnina é o mais importantes dos estimulantes medulares. Em grande quantidade, ela pode causar a morte pôr depressão do centro respiratório, sem produzir nem mesmo convulsões. Em doses menores, aguça os sentidos da audição, olfato e tato. os efeitos de sua intoxicação são semelhantes aos da toxina tetânica. Nesse caso provoca convulsões que podem ser controladas pela menesina ou pôr barbitúricos.

Também com ação sobre a medula espinhal, a brucina e tebaína, alcalóides obtidos da Strychonos nux vomica, são menos potentes do que a estricnina.



6.4. Drogas psicodislépticas

Também conhecida como alucinógenos, são drogas perturbadoras da atividade do SNC. São os chamados despersonalizantes, porque desestruturam a personalidade, também conhecidos por psicomiméticos, porque mimetizam uma psicose.

Alucinógenos primários (principal efeito: alucinação)

sintéticos (Ex: LSD)

naturais

derivados da maconha (haxixe, THC)

derivados indólicos (de plantas e cogumelos)

derivados do peiote

Alucinógenos secundários (Alucinação: efeito secundário)

anticolinérgicos

outras substância em doses elevadas

A nicotina foi incluída nas drogas psicoestimulantes pelo Dr. Augusto Jorge Cury. Segundo o Prof. Dr. José Rosemberg, ela pode afetar todos os órgão através da ação estimuladora, em pequenas doses, e ser depressiva, em doses maiores, sobre todos os nervos que são ativados pela acetilcolina.





  1   2   3   4


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal