Núcleo municipal de controle de infecçÃo hospitalar informe técnico XXI maio 08



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PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE

COORDENAÇÃO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE - COVISA

GERÊNCIA DO CENTRO DE CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS - CCD

NÚCLEO MUNICIPAL DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR


INFORME TÉCNICO XXI



Maio 08
RUBÉOLA EM HOSPITAL

Agravo

Agente

Precauções

Material infectante





Via de transmissão

Período de incubação

Período de transmissibilidade

Duração das precauções

Rubéola


Vírus da rubéola

Padrão – para todas as formas, mais precauções para gotículas em rubéola pós natal, e contato para rubéola congênita

Secreções respiratórias.

Em lactentes com rubéola congênita: urina, secreções respiratórias, sangue e fezes.




Gotículas e contato com secreções e excreções infectantes

14 – 23 dias (16 – 18 dias)

7 dias antes até 7 dias depois do início do “rash”

Até 7 dias depois do início do “rash”

A rubéola no ambiente hospitalar é uma condição clínica rara, mas recém-nascidos com suspeita da síndrome de rubéola congênita podem ser encontrados em unidades neonatais, e crianças com catarata congênita associada ao vírus da rubéola podem ser atendidas nas unidades de oftalmologia. Feita a suspeita diagnóstica de rubéola, independente da idade do paciente, é imperiosa a implementação imediata de medidas de controle em relação ao paciente, aos seus comunicantes e aos profissionais de saúde diretamente envolvidos nos seus cuidados, a fim de impedir a disseminação do agente no ambiente hospitalar.


O grupo vulnerável à exposição ao vírus da rubéola são todos os suscetíveis não vacinados; dentre estes, merecem atenção prioritária mulheres em idade fértil não vacinadas, particularmente as grávidas, pelo risco da síndrome da rubéola congênita.
A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) deve ter uma atuação efetiva no aumento da cobertura vacinal para rubéola de todos os profissionais de saúde suscetíveis, se não houver contra-indicação à vacina, com vistas à prevenção da síndrome da rubéola congênita. Atenção especial deve ser dada aos profissionais que trabalham nas áreas de neonatologia, obstetrícia e pediatria.
1. Em relação ao paciente: Um paciente com rubéola, pode se constituir em fonte de infecção nosocomial, caso esteja no período de transmissibilidade do vírus; por isso ante a suspeição ou confirmação do diagnóstico de rubéola, deve receber alta assim que suas condições clínicas permitirem. Enquanto internado, as precauções necessárias dependem da forma de apresentação da doença, conforme orientações a seguir.


  • Com suspeita de rubéola pós-natal raramente será atendido em ambiente hospitalar. Quando isso ocorrer deve ser colocado em quarto privativo preferencialmente, com precauções para gotículas até 7 dias depois do início do”rash”.

  • Recém-nascido com suspeita de síndrome de rubéola congênita pode-se constituir em fonte de infecção no ambiente hospitalar. Deve ser mantido em precauções de contato, durante toda a internação, até completar um ano de idade, ou até que duas culturas de nasofaringe e urina, colhidas a partir do 4o mês de vida e em momentos diferentes, resultem negativas para o vírus da rubéola.




  • Criança até 3 anos de idade hospitalizada para remoção de catarata congênita, deve ser mantida em precauções de contato durante todo o período de internação, pela possibilidade de ser portadora da síndrome de rubéola congênita.

Observação: As precauções padrão são recomendadas durante todo o período de internação, para todos os pacientes, além das precauções específicas.


2. Pacientes comunicantes do caso índice: são os pacientes que compartilharam o quarto ou espaços comuns com o caso índice, durante o período de transmissibilidade do vírus. As medidas recomendadas dependem do estado imunológico ou vacinal de cada comunicante em relação à rubéola, no momento da exposição.
São considerados não suscetíveis, necessitando apenas de precauções padrão durante todo o período de internação:

  • Comunicantes adequadamente vacinados para rubéola, que são aqueles com comprovação de duas doses da vacina após um ano de idade, e com intervalo de pelo menos 30 dias entre as doses;




  • Comunicantes que tiveram rubéola no passado e confirmada por sorologia (lembrar que o diagnóstico clínico de infecção não deve ser aceito como evidência de imunidade para o vírus da rubéola);




  • Comunicantes nascidos antes de 1960, independente de antecedente vacinal ou de doença (não deverão ser vacinados no bloqueio).


São considerados suscetíveis:


  • Comunicantes não vacinados anteriormente para rubéola, e que ainda não tiveram a doença, mesmo que tenham recebido a vacina no presente bloqueio;




  • Comunicantes vacinados com apenas uma dose de vacina para rubéola, e que ainda não tiveram a doença, mesmo que tenham recebido a segunda dose no presente bloqueio;

Estes pacientes deverão receber alta assim que possível, e no período compreendido entre o 8odia após o primeiro contato, até o 23odia depois do último contato com o caso índice, devem ser instituídas precauções para gotículas além das precauções padrão. O ideal é a disponibilização de quarto privativo, que pode ser compartilhado pelos comunicantes do caso.



3. Profissionais de saúde: todos aqueles que são suscetíveis deverão ser imediatamente vacinados, se não houver contra-indicação.

São considerados suscetíveis, aqueles não vacinados para a rubéola e que ainda não tiveram a doença, mesmo que vacinados no presente bloqueio. Não deverão prestar cuidados assistenciais a pacientes suscetíveis, durante o período de transmissibilidade do vírus da rubéola, ou seja, do 8o dia após o primeiro contato, até o 23odia após o último contato com o caso índice.


Profissionais de saúde que receberam a segunda dose de vacina no presente bloqueio, podem ser considerados não suscetíveis.
Profissionais de saúde gestantes e suscetíveis não devem prestar atendimento direto a pacientes com suspeita de rubéola ou síndrome de rubéola congênita. No caso de exposição a caso suspeito, as seguintes medidas devem ser adotadas:





  • Colheita de amostra de sangue para sorologia da rubéola (IgG e IgM).


Primeira amostra:


  • IgG reagente: a gestante apresenta imunidade ao vírus da rubéola, portanto não há o risco de síndrome da rubéola congênita para o concepto.




  • IgM reagente: infecção recente (caso confirmado): fazer investigação do feto e do recém-nascido que deverá ser considerado suspeito de síndrome de rubéola congênita




  • IgG e IgM não reagentes na primeira amostra: colher segunda amostra, após 42 dias de pós-exposição


Segunda amostra:


  • IgG e IgM não reagentes: a gestante deverá ser vacinada após o parto




  • IgM reagente: infecção recente (caso confirmado) – fazer investigação do feto e do recém-nascido que deverá ser considerado suspeito de síndrome de rubéola congênita


Observações:

    1. A administração de vacina após-exposição ao vírus da rubéola, teoricamente pode ser eficaz se administrada até o 3o dia após a exposição ao caso suspeito de rubéola. Na prática isto é difícil, porque o vírus pode estar sendo eliminado pelo paciente, antes da suspeição da rubéola. No entanto, a vacinação de bloqueio (seletiva) deve ser realizada em qualquer tempo após exposição, pois garante a proteção dos suscetíveis em exposições futuras.




    1. A vacina para rubéola comumente está associada à vacina para caxumba e sarampo, na vacina tríplice viral.




    1. A vacina tríplice viral, por conter vírus vivos atenuados, não deve ser administrada a pacientes com imunodepressão e nem a gestantes.

ORIENTAÇÕES GERAIS: deve ser rapidamente notificada à unidade de vigilância epidemiológica local (SUVIS), para a programação da vacinação de bloqueio (seletiva), a ocorrência de rubéola nas seguintes situações:



  • Surto nosocomial.

  • Caso isolado diagnosticado em qualquer momento após a internação do paciente.

  • Síndrome da rubéola congênita.

Referências Bibliográficas




  • Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Informe Técnico: Atualização das medidas de controle para o sarampo e rubéola, São Paulo, julho de 2005. In: www.cve.saude.sp.gov.br




  • Guia de Vigilância Epidemiológica, Ministério da Saúde, 6a. edição, 2.005




  • Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” – Guia de vigilância para erradicação do sarampo, controle da rubéola e da síndrome da rubéola congênita, São Paulo, 2001. In: www.cve.saude.sp.gov.br




  • Garner, J.S. et all. Guideline for Isolation Precautions in Hospitals. Infection Control and Hospital Epidemiology, 17 (1): 54-73, jan. 1.996




  • Bolyard, E.A et all. Guideline for Infection Control in health care personnel, 1.998 – Special Article. AJIC, June 1.998




  • Centers for Disease Control and Prevention – CDC, Atlanta – Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission Of Infectious Agents in Healthcare Settings: Recommendations of the Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee, 2.007. In: www.cdc.gov.




  • Laboratory Centre for Disease Control / Bureau of Infectious Diseases / Health Canada – Routine Practices and Additional Precautions for Preventing the Transmission of Infection in Health Care, 1.998. In: www.hc_sc.ca







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