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INTERAÇÕES

É comum em discussões relativas à aprendizagem e ao desenvolvimento infantil serem levantadas questões que envolvem a dicotomia entre a natureza infantil e as interferências do meio social na constituição dos processos cognitivos, afetivos, emocionais da criança.

Para que haja esta correlação deve-se existir a relação entre adulto X adulto que é o momento crucial para discutir o processo de aprendizagem dos alunos. É quando professor troca e compartilha experiências com outros professores. Onde o saber a ser mediado é planejado em grupo. Onde escola e família unem-se em prol de um aprendizado eficaz das crianças.

Existem muitos modos de ensinar e muitos de aprender. O cotidiano escolar é um espaço permeado de contradições sociais, porque nele estão inseridas pessoas com histórias individuais ou coletivas, integrantes de um determinado espaço cultural, com diferenças orgânicas, comportamentais e divergências de ideias.

O educador como mediador entre a criança e o mundo sócio-cultural precisa organizar a sua ação tendo como referência as finalidades da educação infantil, os conhecimentos a serem socializados e o processo de desenvolvimento das crianças.

É atribuído ao educador o papel fundamental de intervenção, organizando sua ação pautada em interações dialógicas entre, educador/criança e criança/criança, não se constituindo em ações baseadas no autoritarismo, no espontaneísmo ou na mera reprodução das situações cotidianas.

Para realizar este trabalho o educador conta com alguns instrumentos, entre eles, a observação, o planejamento e avaliação das situações vivenciadas pelo grupo.

É importante e fundamental o papel do registro. É através dele que teremos a possibilidade de refletir sobre a ação pedagógica junto ao grupo de crianças.

O registro vem sistematizar as vivências, os avanços, as dificuldades, fornecendo subsídios para avaliar os processos pelos quais passam as crianças e também para que possamos repensar, reestruturar e implementar nosso planejamento.

Na medida em que o educador estiver consciente da sua própria ação, e os avanços de seu grupo, tornam-se concretas as suas ações pedagógicas.




Figura 5: Interações

Fonte: SEMED – Paulo Lopes



13.1 PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA
É de suma importância a participação das famílias em projetos e atividades pedagógicas.

Através delas as crianças trazem consigo informações importantes. Como por exemplo: história do nome, costumes, brincadeiras dos pais na infância, etc.

Além da participação em projetos as famílias dos alunos da Educação Infantil de Paulo Lopes serão convidadas a participarem de Reuniões de pais e professores, que se realizarão bimestralmente com a finalidade de informar os pais sobre as ações da Educação Infantil e o desenvolvimento de seus filhos.

13.2 INSERÇÃO NA ESCOLA

A entrada das crianças na instituição gera ansiedade e alguns comportamentos diferentes do seu ambiente familiar. Cabe à instituição ter flexibilidade diante dessas singularidades.

Algumas crianças adoecem, isolam-se dos demais e criam dependência de um brinquedo, da chupeta ou de um paninho.

É superinteressante que na hora da matrícula a instituição coloque os pais a par das informações sobre o atendimento oferecido. Esta é a oportunidade também para que se conheçam alguns hábitos das crianças e para que o professor estabeleça um primeiro contato com as famílias.

Quando a criança ingressa no ambiente escolar, não apenas ela demonstra insegurança mais sim, a família também.

É preciso estabelecer uma relação de confiança com a família.



13.2.1 Os Primeiros Dias
Os primeiros dias devem ser planejados para que a criança sinta-se a vontade, preparar o seu lugar no ambiente, o seu berço, identificá-lo com o nome e principalmente, tranqüilizar os pais.

Alguns objetos de transição como a chupeta, fralda que ele usa para cheirar, o mordedor, ajudam a confortar o bebê neste período.



13.2.2 Substituição de Professores
A substituição de um professor para a faixa etária de zero à três anos deve ser muito pensada e planejada. Crianças nesta idade se apegam muito ao professor. Por isso, só deve acontecer se realmente houver necessidade ( em caso de licença saúde), de forma gradativa, o professor antigo cedendo o lugar para o novo.
13.2.3 Passagem para a Escola
A passagem de um nível de ensino para outro, ou seja, da Educação Infantil para o Ensino Fundamental é sem dúvida nenhuma mais uma grande mudança na vida das crianças. Esta mudança pode gerar ansiedade e insegurança nos pequenos. Para que esta mudança aconteça da melhor forma possível, o professor da educação infantil deve preparar um planejamento que considere estas questões, que leve as crianças a conhecerem já um pouco do que irão vivenciar no ensino fundamental.

13.2.4 Acolhimento de Famílias com Necessidades Especiais
É uma realidade presente em muitas famílias brasileiras, os problemas ligados ao alcoolismo, violência familiar, problemas de saúde e desnutrição, que podem afetar diretamente a relação da família com a criança. A instituição ao perceber a ocorrência de tais fatos deverá auxiliar as famílias nestas questões e procurar buscar apoio junto à comunidade e poder público para auxiliar na melhoria desta relação.



  1. CULTURA E LINGUAGEM

Compreendemos a infância enquanto categoria social, o que implica em entendê-la enquanto produtora de cultura. As culturas infantis assentam nos modos de vidas das crianças e estes se caracterizam pela heterogeneidade. As crianças produzem e reproduzem culturas e são diretamente influenciadas por elas.

Assim como as crianças, nós educadores também produzimos culturas contribuindo com os aspectos culturais infantis. Um destes aspectos podemos dizer que é a linguagem.

A linguagem tem servido de instrumento de estudo em diversas áreas, principalmente na psicologia e na educação. A linguagem tem basicamente a finalidade de comunicação e/ou expressão. Muitos são os seus conceitos e formas.

Qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, gestuais, etc., podendo se percebida pelos diversos órgãos de sentidos, o que leva a distinguirem-se várias espécies de linguagem: visual, auditiva, tátil, etc., ou, ainda, outras mais complexas, constituídas, ao mesmo tempo de elementos diversos. Os elementos constitutivos da linguagem são gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos de comunicação, ideias, significados e pensamentos. Embora os animais também se comuniquem, a linguagem propriamente dita pertence apenas ao homem.

A respeito das origens da linguagem humana, alguns estudiosos defendem a tese de que a linguagem foi criada a partir de uma comunicação gestual com as mãos. A partir de alterações no aparelho fonador, os seres humanos passaram a poder produzir sons muito maiores do que a dos demais primatas. Ou seja, ao longo do processo histórico do homem e de sua evolução, o homem tem desenvolvido a habilidade de falar e das diversas formas de linguagem. Ao aprimorá-la o homem pode melhor se desenvolver de forma psicossocial. Sem falar das suas capacidades neuronais que se desenvolveram.

Para as crianças, a aprendizagem por meio das linguagens é um dos elementos importantes para ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais e convívio familiar.

A linguagem se constitui um dos eixos básicos da educação infantil, dada a sua importância para o desenvolvimento e na formação do indivíduo, para a interação social, na orientação das ações das crianças, na construção de conhecimentos e no desenvolvimento de ideias.



14.1 LINGUAGEM ORAL E ESCRITA

Consiste no processo de diferenciação entre o “eu” e o “outro”, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.

A Educação Infantil, ao promove experiências significativas de aprendizagem da língua por meio do trabalho com linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências lingüísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.
A linguagem oral está presente no cotidiano e na prática das instituições de educação infantil à medida que todos que dela participam: crianças e adultos falam, se comunicam entre si, expressando sentimentos e ideias. As diversas instituições concebem a linguagem e a maneira como as crianças aprendem de modos bastante diferentes (BRASIL, RCNEI, 1998, v. 3, p.119).
A Educação Infantil de Paulo Lopes em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil objetiva com a linguagem oral e escrita utilizar as diferentes formas de linguagem (corporal, oral, escrita) ajustadas às diferentes intenções de comunicação de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos de avançar no processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais a sua capacidade expressiva.

Os objetivos e conteúdos/conceitos a serem desenvolvidos por esta linguagens serão divididos da seguinte forma: zero a três anos e quatro e cinco anos, sendo assim, são objetivos específicos, conteúdos/conceitos e estratégias desta linguagem para estas faixas etárias:


ZERO A TRÊS ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Participar de variadas situações de comunicação oral, para interagir e expressar desejos, necessidades e sentimentos por meio da linguagem oral, contando suas vivências;




  • Interessar-se pela leitura de histórias;




  • Familiarizar-se aos poucos com a escrita por meio da participação em situações nas quais ela se faz necessária e do contato cotidiano com livros, revistas, histórias em quadrinhos etc.






  • Linguagem oral e escrita;




  • Leitura e Faz-de-conta;




  • Função Social da Escrita.







  • Participação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros, como contos, poemas, notícias de jornal, informativos, parlendas, trava-línguas etc.;




  • Participação em situações que as crianças leiam, ainda que não o façam de maneira convencional;




  • Reconhecimento do próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo nas situações em que isso se fizer necessário;




  • Observação e manuseio de materiais impressos, como livros, revistas, histórias em quadrinhos etc., previamente apresentados ao grupo.




QUATRO A CINCO ANOS


OBJETIVOS

COTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas;




  • Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores de texto e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário;




  • Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor;




  • Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional;




  • Reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano;




  • Escolher os livros para ler e apreciar.






  • Linguagem oral e escrita;




  • Leitura e faz-de-conta;




  • Função Social da Escrita.







  • Uso da linguagem oral para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, idéias, preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano;




  • Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de que participa;




  • Participação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentar suas idéias e pontos de vista;




  • Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal e causal;




  • Reconto de histórias conhecidas com aproximação às características da história original no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ou sem a ajuda do professor;




  • Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como travam línguas, parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas e canções;




  • Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento;




  • Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita;




  • Escrita do próprio nome em situações em que isso é necessário;




  • Produção de textos individuais e/ou coletivos ditados oralmente ao professor para diversos fins;




  • Prática de escrita de próprio punho, utilizando o conhecimento de que dispõe, no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna;




  • Respeito pela produção própria e alheia;




  • Atividades de leitura, jogos de escrita e faz-de-conta.




Além desses objetivos apresentados, atentamos para a importância de estimular a autoestima das crianças e criar situações que possibilitem a interação entre a família a comunidade e a instituição, utilizando as diferentes formas de linguagem (corporal, oral, escrita) ajustadas as diferentes intenções de comunicação de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos de avançar no processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais a sua capacidade expressiva.



14.2 LINGUAGEM PLÁSTICA

A linguagem plástica está diretamente ligada ao trabalho com as Artes Visuais. Esta linguagem, envolve além da pintura, escultura, desenho, gravura, arquitetura, artefato, desenho industrial, as modalidades tecnológicas e transformações estéticas a partir da modernidade como a fotografia, as artes gráficas, o cinema, a performance e a vídeo arte.

Na Educação Infantil, esta linguagem requer profundo respeito a individualidade e ao nível de desenvolvimento da criança. Trabalhar de forma integrada, onde o pensamento, a sensibilidade, a imaginação, a percepção, a intuição e a cognição da criança, desenvolva sua capacidade criativa.

Sugerimos oportunizar as crianças contato com a pintura, desenho, esculturas, modelagem, gravuras, fotografia e a arquitetura com o objetivo de explorar através das diversas expressões uma melhor desenvoltura, contribuindo para desenvolver a criatividade e a coordenação motora, realizando trabalhos considerando a estética para o aprimoramento do processo de socialização utilizando valores culturais, morais e éticos



Objetiva-se com esta linguagem, desenvolver a imaginação criadora, a expressão, a sensibilidade e as capacidades estéticas das crianças, através da apreciação e reflexão da obra de arte e do fazer artístico das crianças.
ZERO A TRÊS ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística;




  • Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.







  • Apreciação da arte;




  • Reflexão da Arte;




  • Fazer artístico;




  • Arte local e regional.




  • Exploração e manipulação de materiais, como lápis e pincéis de diferentes texturas e espessuras, brochas, carvão, carimbo etc.; de meios, como tintas, água, areia, terra, argila etc.; e de variados suportes gráficos, como jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas, madeiras etc.;




  • Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando à produção de marcas gráficas;




  • Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes;




  • Cuidado com os materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo;




  • Observação e identificação de imagens diversas;




  • Visitas a exposições, feiras, eventos e apresentações culturais e artísticas.






QUATRO A CINCO ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística;




  • Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.







  • Apreciação da arte;




  • Reflexão da Arte;




  • Fazer artístico;




  • Arte local e regional.




  • Criação de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir de seu próprio repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura etc.;




  • Exploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar, modelar etc.;




  • Exploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários para o fazer artístico;




  • Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seus projetos artísticos;




  • Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala;




  • Respeito e cuidado com os objetos produzidos individualmente e em grupo;




  • Valorização de suas próprias produções, das de outras crianças e da produção de arte em geral;




  • Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema etc.;




  • Apreciação das suas produções e das dos outros, por meio da observação e leitura de alguns dos elementos da linguagem plástica;




  • Observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, contrastes, luz, texturas;




  • Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e objetos;




  • Apreciação das Artes Visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais;




  • Visitas a exposições, feiras, eventos e apresentações culturais e artísticas.





14.3 LINGUAGEM MATEMÁTICA

A linguagem humana é um sistema simbólico que permite o desenvolvimento dos homens como seres sociais e culturais que se comunicam e expressam déias, opiniões, emoções, intenções, etc.

“As crianças, desde o nascimento, estão imersas em um universo do qual os conhecimentos matemáticos são parte integrante. As crianças participam de uma série de situações envolvendo números, relações entre quantidades, noções sobre espaço.” (RCNEI, Vol.III, p.207)

A infância favorece a elaboração de conhecimentos matemáticos. Dessa forma fazer matemática é expor idéias próprias, imitar os outros, formular e comunicar procedimentos de resolução de problemas, confrontar, argumentar e procurar se expor em seu ponto de vista, antecipar resultados de experiências não realizadas, buscar respostas que faltam para resolver problemas, etc..

Para tanto, a linguagem matemática na educação infantil atende, tanto ás necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que incidam nos mais variados domínios do pensamento

Quanto corresponder a necessidade social de instrumentá-las melhor para viver, participar e compreender um mundo que exige diferentes conhecimentos e habilidades.



Objetiva-se possibilitar as crianças situações de aprendizagem que oportunizem todas as espécies de relações entre objetos, eventos e ações. Encorajando-as a identificar semelhanças e diferenças entre diferentes elementos/objetos, estabelecer as mais variadas possibilidades de classificação, registrando as situações problemas (inicialmente de forma espontânea e posteriormente usando a linguagem matemática) de acordo com suas capacidades.
ZERO A TRÊS ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Estabelecer aproximações a algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano, como

contagem, relações espaciais etc.





  • Quantidade;




  • Tempo;




  • Espaço.







  • Utilização da contagem oral, de noções de quantidade, de tempo e de espaço em jogos, brincadeiras e músicas junto com o professor e nos diversos contextos nos quais as crianças reconheçam essa utilização como necessária;




  • Manipulação e exploração de objetos e brinquedos, em situações organizadas de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características e propriedades principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar etc.




QUATRO A CINCO ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano;




  • Comunicar ideias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática;




  • Ter confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.






  • Números e sistema de numeração;




  • Grandezas e

Medidas;



  • Espaço e forma.




  • Utilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade;




  • Utilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para resolver problemas;




  • Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, a notação numérica e/ou registros não convencionais;




  • Identificação da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor;




  • Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram;




  • Comparação de escritas numéricas, identificando algumas regularidades;




  • Jogos de esconder ou de pega, nos quais um dos participantes deve contar, enquanto espera os outros se posicionarem;




  • Brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem: “a galinha do vizinho bota ovo amarelinho; bota um, bota dois, bota três, bota quatro, bota cinco, bota seis, bota sete, bota oito, bota nove e bota dez”; “um, dois feijão com arroz; três, quatro, feijão no prato; cinco, seis, feijão inglês; sete, oito, comer biscoito; nove, dez, comer pastéis”;




  • Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas;




  • Introdução às noções de medida de comprimento, peso, volume e tempo, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais;




  • Marcação do tempo por meio de calendários;




  • Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças;




  • Explicitação e/ou representação da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação;




  • Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos, bidimensionalidade, tridimensionalidade, faces planas, lados retos etc.;




  • Representações bidimensionais e tridimensionais de objetos;




  • Identificação de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço;




  • Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência.



14.4 LINGUAGEM MUSICAL

A música é uma das linguagens da Arte mais antiga, pois faz parte da cultura humana como expressão, interpretação e linguagem.

Em diferentes épocas da história a música foi concebida com funções distintas: entre elas a função de rituais, tradição e cultura marcando características de grupos étnicos, de movimentos sociais e religiosos. É importante compreender a história da musica enquanto conhecimento artístico, possibilitando o contato com a diversidade musical em sala de aula e refletindo sobre o real papel da música na educação.

Dizer que trabalhamos música em sala de aula, quando apenas cantamos cantigas de roda ou cantinhos relacionados a rotina da escola é um erro. O trabalho com a música implica diretamente ao trabalho com a sonoridade, com a produção musical existente, com o contato com instrumentos musicais, com a improvisação e a criação.

A música enquanto arte precisa ser apreciada, compreendida, interpretada, contextualizada, assim como qualquer outra linguagem da Arte. É função do professor ampliar o repertório sonoro musical dos alunos dentro das instituições de ensino, com o cuidado de que nem tudo que está na mídia é produto de boa qualidade. Ao professor cabe a tarefa do conhecimento da Música enquanto Arte e não enquanto “moda”, enquanto “estereótipos musicais” que na verdade não cumpre a função da arte, a função de reflexão, de comunicação, de estranhamento de intertextualidade e de crítica.
A música como linguagem e forma de conhecimento, presente no cotidiano, por meio de brincadeiras e manifestações espontâneas na família ou pela intervenção do professor, além de outras situações de convívio social. Vimos a importância da linguagem musical como estrutura e características próprias, devendo ser considerada como: produção – apreciação – reflexão. (BRASIL, RCNEI, v. 03 1998, p.48)

Ainda segundo os RNCEI, 1998, a música servirá como meio de expressão, equilíbrio, auto-estima e busca de conhecimento para toas as crianças de Educação Infantil, desde os bebês.


ZERO A TRÊS ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais;




  • Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais.






  • Fazer musical;




  • Apreciação Musical;




  • Música Regional.




  • Exploração, expressão e produção do silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros diversos;




  • Interpretação de músicas e canções diversas;




  • Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos;




  • Escuta de obras musicais variadas;




  • Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais;




  • Visitas a exposições, feiras, eventos e apresentações culturais e artísticas.


QUATRO A CINCO ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo;




  • Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.




  • Fazer musical;




  • Apreciação Musical;




  • Música Regional.




  • Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som);




  • Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na organização e realização de algumas produções musicais;




  • Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ou a improvisação musical;




  • Repertório de canções para desenvolver memória musical;




  • Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países;




  • Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem etc. (a forma);




  • Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre a produção musical;




  • Visitas a exposições, feiras, eventos e apresentações culturais e artísticas.



    1. LINGUAGEM SOCIAL E CULTURAL – Natureza e Sociedade

As crianças no seu estágio de descoberta vivem e se constituem de fenômenos naturais e sociais diante do qual ales se mostram curiosas e investigativas, devemos sensibilizar as crianças mostrando que o futuro está em suas mãos, no ar, que respiramos, na água que bebemos onde e como vivemos.

Instigando-as a compreender os fenômenos da natureza a criança passará a respeitá-la e preservá-la.

É de suma importância lembrar que a criança nesta faixa etária possui dificuldades para trabalhar com conhecimentos abstratos. Recomenda-se colocá-la em contato direto com os seres vivos, fenômenos e objetos a serem estudados de preferência nos locais onde elas se encontram.

Usando a curiosidade, o estímulo, a observação, sua experiência a criança compreenderá os fenômenos da natureza, da sociedade em relação ao mundo que a cerca, além de entender a vida e o porquê de cada fato.

As crianças podem conhecer o mundo por meio de atividades físicas afetivas e mentais, construindo explicações subjetivas e individuais para os diferentes acontecimentos.



Esta linguagem objetiva Integrar-se ao meio ambiente (social, cultural, natural, histórico e geográfico) de maneira independente, aberta e curiosa, estabelecendo relações e questionamentos sobre o meio ambiente, os conhecimentos prévios que dispõe, suas idéias originais e as novas que recebe, desenvolvendo as habilidades de observar, descrever, analisar, classificar, medir; explorar o ambiente em que vive, estabelecendo relações entre os diversos elementos que compõem seu meio, a fim de enriquecer suas experiências; adquirir o gosto pelas pesquisas e descobertas; adquirir hábitos de uma vida sadia em relação à higiene, alimentação, eliminação, recreação.

ZERO A TRÊS ANOS



OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com pessoas;




  • Estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos diversos, manifestando curiosidade e interesse;




  • Compreender o processo de transformação do corpo;




  • Levar a criança a compreender a importância dos hábitos de higiene para conservação de sua saúde;




  • Identificar o valor nutritivo e a procedências dos alimentos.






  • Eu, meu corpo;




  • Alimentação;




  • Cultura Regional;




  • Animais e Plantas.






  • Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos;




  • Exploração de diferentes objetos, de suas propriedades e de relações simples de causa e efeito;




  • Contato com pequenos animais e plantas;




  • Conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades físicas, motoras e perceptivas;




  • Participação em rotinas e atividades que envolvam alimentação e higiene, em uma relação entre cuidar e educar na escola.



QUATRO A CINCO ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando ideias;




  • Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos;




  • Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana;




  • Compreender o processo de transformação do corpo;




  • Levar a criança a compreender a importância dos hábitos de higiene para conservação de sua saúde;




  • Identificar o valor nutritivo e a procedências dos alimentos.





  • Organização dos grupos e seu modo de ser, Viver e trabalhar;




  • Os lugares e suas paisagens;




  • Trânsito local e regional;




  • Objetos e processos de transformação;




  • Os seres vivos;




  • Alimentação;




  • Os fenômenos da natureza.





  • Formulação de perguntas;




  • Participação ativa na resolução de problemas;




  • Estabelecimento de algumas relações simples na comparação de dados;




  • Confronto entre suas ideias e as de outras crianças;




  • Formulação coletiva e individual de conclusões e explicações sobre o tema em questão;




  • Utilização, com ajuda do professor, de diferentes fontes para buscar informações, como objetos, fotografias, documentários, relatos de pessoas, livros, mapas etc.;




  • Utilização da observação direta e com uso de instrumentos, como binóculos, lupas, microscópios etc., para obtenção de dados e informações;




  • Conhecimento de locais que guardam informações, como bibliotecas, museus etc.;




  • Leitura e interpretação de registros, como desenhos, fotografias e maquetes;




  • Registro das informações, utilizando diferentes formas: desenhos, textos orais ditados ao professor, comunicação oral registrada em gravador etc.;




  • Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outras;




  • Conhecimento de modos de ser, viver e trabalhar de alguns grupos sociais do presente e do passado;




  • Conhecimento do trânsito local e regional;




  • Identificação de alguns papeis sociais existentes em seus grupos de convívio, dentro e fora da instituição;




  • Valorização do patrimônio cultural do seu grupo social e interesse por conhecer diferentes formas de expressão cultural;




  • Participação em rotinas e atividades que envolvam alimentação e higiene, em uma relação entre cuidar e educar na escola;




  • Observação da paisagem local (rios, cachoeiras, vegetação, construções, florestas, campos, dunas, açudes, mar, montanhas etc.);




  • Saídas de estudos que valorizem a cultura e a natureza local e regional. (Observatório da Baleia, Parque Serra do Tabuleiro, Reserva do Passarim, etc.);




  • Utilização, com ajuda dos adultos, de fotos, relatos e outros registros para a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo;




  • Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente;




  • Participação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos;




  • Reconhecimento de algumas características de objetos produzidos em diferentes épocas e por diferentes grupos sociais;




  • Conhecimento de algumas propriedades dos objetos: refletir, ampliar ou inverter as imagens, produzir, transmitir ou ampliar sons, propriedades ferromagnéticas etc.;




  • Cuidados no uso dos objetos do cotidiano, relacionados à segurança e prevenção de acidentes, e à sua conservação;




  • Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies de seres vivos, suas características e suas necessidades vitais;




  • Conhecimento dos cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por meio da sua criação e cultivo;



  • Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira e mundial;




  • Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente;




  • Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais e plantas;




  • Percepção dos cuidados com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde de forma geral;




  • Valorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem-estar individual e coletivo;




  • Estabelecimento de relações entre os fenômenos da natureza de diferentes regiões (relevo, rios, chuvas, secas etc.) e as formas de vida dos grupos sociais que ali vivem;




  • Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobre a ação de luz, calor, som, força e movimento.





    1. LINGUAGEM CORPORAL MOTORA

O corpo é a ferramenta pela qual a criança interage com o mundo em trocas e experiências com o meio. O contato corporal, os movimentos, o equilíbrio, possibilitará a criança a perceber-se e utilizar os recursos corporais, expressando com liberdade e aperfeiçoamento suas competências motoras.

É através do movimento que a criança explora se corpo, que entra em interação com as outras crianças e com seu ambiente. As práticas corporais como os gestos, a dança, o olhar, o toque, o relaxamento, contribuem para o diálogo corporal importantíssimo para o desenvolvimento humano, pois instrumentalizando o movimento, passamos a agir com intencionalidade.

As organizações dos ambientes e dos materiais em áreas visa auxiliar a manifestação motora, possibilitando experiências envolvendo o movimento e os desafios corporais.



Assim o trabalho com esta linguagem objetiva oportunizar ambiente físico e social que desafie a criança a utilizar seu corpo e movimento, desenvolvendo a expressividade o equilíbrio e a coordenação motora.
ZERO À TRÊS ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo;




  • Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação;




  • Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular etc., desenvolvendo atitude de confiança nas próprias capacidades motoras;




  • Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento etc., para o uso de objetos diversos.





  • Expressividade;




  • Equilíbrio;




  • Coordenação.




  • Reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo por meio da exploração, das brincadeiras, do uso do espelho e da interação com os outros;




  • Expressão de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral;




  • Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes posições, ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda etc.;




  • Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar etc.;




  • Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão, o encaixe, o traçado no desenho, o lançamento etc., por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas.


QUATRO À CINCO ANOS


OBJETIVOS

CONTEÚDOS/CONCEITOS

ESTRATÉGIAS




  • Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação;




  • Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo;




  • Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações;




  • Utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento etc., para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos;




  • Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo.







  • Expressividade;




  • Equilíbrio;




  • Coordenação.




  • Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras;




  • Percepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos;




  • Visitas a exposições, feiras, eventos e apresentações culturais e artísticas;




  • Valorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo conhecimento e utilização de diferentes modalidades de dança;




  • Percepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade do próprio corpo;




  • Exploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentes inclinações, deitar-se em diferentes posições, ficar ereto apoiado na planta dos pés com e sem ajuda etc.;




  • Ampliação progressiva da destreza para deslocar-se no espaço por meio da possibilidade constante de arrastar-se, engatinhar, rolar, andar, correr, saltar etc.;




  • Aperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão, o encaixe, o traçado no desenho, o lançamento etc., por meio da experimentação e utilização de suas habilidades manuais em diversas situações cotidianas.


  1. LUDICIDADE: BRINQUEDO, JOGO E BRINCADEIRA

É no ato de brincar que a criança reflete o que ela vivencia no seu dia e assim também vai formando a sua personalidade.

Na brincadeira livre a criança expressa sentimentos, sua personalidade autonomia, aprende realidades diferentes.

O professor tem a função de proporcionar situações de brincar livre e dirigido, atendendo as necessidades de aprendizagem da criança, bem como é o momento em que o professor observa e avalia esta aprendizagem de forma contínua, processual e reflexiva.

O brincar deve ser aceito como um processo, todo material que disponibilizamos para as crianças auxilia na estruturação do brincar. Os ambientes e os contextos em que estes estão inseridos dão forma a este aprendizado. Neste processo temos que ter claro o brincar dividido em duas situações: o brincar livre e o brincar dirigido. Dentro da sala ou no parque o brincar também pode ser livre e dirigido, como nos momentos do faz-de-conta, por exemplo.

As atividades deverão ser planejadas e desenvolvidas de forma lúdica, tornando a aprendizagem efetiva. Não importa a quantidade ou a qualidade do material que temos, se nossa função na sala não está clara.

A criança tem necessidade de brincar e o brincar é seu direito.

A atividade do passeio é muito proveitosa, pois insere a criança no ambiente social aprendendo a diferenciar os comércios, existentes no município, seus pontos históricos, áreas de lazer, e as instituições que administram o município. A criança aprende a se direcionar e reconhecer seres vivos. Portanto, dentro desse paradigma é importante o conhecimento histórico social, cultural que a criança está em contato.



15.1 ÁREAS OU CANTOS TEMÁTICOS

Quando pensamos em área ou cantos temáticos precisamos entender que tanto um ou outro tem o mesmo sentido exceto por alguns planejamentos a ser organizados na hora da construção.

Áreas devem ser efetivas e ter significados.

Exemplos: o que é jogo é jogo, nesta área não se brinca com panelas, exceto na casinha. Os cantos temáticos já dizem, tudo é construído através de temas com sentidos que remetam a criança conhecimento real através do imaginário.

O campo temático pode ser flexível ou não, depende da criatividade do professor em interagir com a criança.

Áreas como o canto da leitura podem ser realizadas ao ar livre, em ambientes propriamente escolhidos e organizadas pela professora(o) que favoreça a criança um conhecimento amplo e variado, permitindo fazer uso dos recursos disponíveis e flexíveis, como: fantoches, painéis, carrinhos , baús de fantasias.





  1. PROJETOS DE ESTUDO

Os projetos de estudo na Educação Infantil de Paulo Lopes serão desenvolvidos a partir de um problema, questionamento ou necessidade que surgir em sala de aula.

Entende-se por projetos de estudos, projetos de investigação ou construção desenvolvidos junto com a turma, com e para a turma.

O tempo pode variar de acordo com o interesse dos próprios alunos, podendo ter duração de semanas ou meses.

Os projetos devem ampliar a ideias das crianças sobre um assunto específico. Deve-se levar em conta o conhecimento prévio da turma sobre o assunto, podendo utilizar várias fontes como livros, internet, entrevistas e visitas, etc.. Deve integrar os três eixos norteadores da Educação Infantil: Linguagens, brincadeiras e interações.

A característica principal é a visibilidade final do produto e a solução do problema compartilhado com as crianças. Ao finalizar o projeto, pode-se perceber que a criança desenvolveu sua aprendizagem através de participações e envolvimento na solução dos problemas.





  1. REGISTRO

O registro ajuda a construir a memorização, ajuda a guardar fatos, acontecimentos ou reflexões e possibilita a consulta quando nos esquecemos. Este “ter presente” o já acontecido é de especial importância nas transformações do agir, pois oferece o conhecimento de situações arquivado na memória. O registro de um trabalho que vai sendo construído coletivamente. Refletir sobre o que já aconteceu e avaliar as próprias ações, o que auxilia na construção do novo. E o novo é a indicação do futuro. Este é o planejamento. Por isso, o registro, enquanto dinâmica constante do avaliar e planejar são motor da construção do conhecimento.

O registro do trabalho das crianças compreende as produções realizadas por eles, já os registros do educador abrangem as observações a respeito de cada criança. As duas formas de registros são importantes. Os trabalhos das crianças podem ser expostos nas paredes, podem ser guardados em forma de álbum ou coleções. Assim, registrarão não só o desenvolvimento individual de cada criança, mas também a história coletiva do grupo.


17.1 O REGISTRO DEVE...



  • Atuar como elemento indispensável do Planejamento,

  • Deve garantir a análise do professor,

  • Servir como linha de tempo e história,

  • Servir como instrumento de avaliação da construção de conhecimento e desenvolvimento das crianças e da prática pedagógica.



17.2 SUGESTÕES PARA ELABORAÇÃO DE UM REGISTRO

O registro além de se tratar de um documento de extrema importância para os pais e professores, pode ser realizado de diferentes formas. Podemos observar e registrar:


- Como foi à chegada e a saída das crianças?

- Quais os interesses que observei nas conversas nas brincadeiras das crianças?

- Como as crianças se envolveram com as atividades dirigidas e livres?

- Qual a duração de cada atividade dirigida? Houve alguma criança que não se envolveu? O que ela fez nesse momento?

- As atividades dirigidas cumpriram com os objetivos propostos?

- Como as crianças se organizaram durante o tempo de trabalho?

- O que as crianças fizeram durante o momento livre?

- Do quê, como, onde, com que materiais e brinquedos das crianças brincaram?

- As formas como organizei o espaço e propus o material foram adequadas para iniciativa e o trabalho autônomo das crianças?

- Ouve troca e interação entre as crianças?


Existem outras formas de registro além da linguagem escrita: fotos, filmagem e o próprio material confeccionado pelo grupo.
- Observe apenas uma criança durante um determinado tempo (uma semana, por exemplo);

- Observe durante um dia apenas os meninos, no outro as meninas;

- Observe durante alguns dias um grupo escolhido;

- Registre essas observações, escrevendo tudo que a criança ou o grupo escolhido fez.

Lembre-se de que as observações e os registros não devem servir para avaliar e rotular as crianças, mas sim para conhecê-las efetivamente: O que fazem? O que sabem? Como fazem? Do que gostam? Como se relacionam? Sobre o que conversam? Do que brincam? Como brincam?
Se a documentação é uma prática diária que deve fazer parte de todas as atividades da creche ou pré-escola, devemos analisar alguns de seus aspectos essenciais que nos ajudam a entender seu processo significativo.

Através da observação e da escuta atenta e cuidadosa das crianças, podemos encontrar uma forma de realmente enxergá-las e conhecê-las. Ao fazê-lo, tornamo-nos capazes de respeitá-las pelo que elas são e pelo que elas querem dizer. Sabemos que, para um observador atento, as crianças dizem muito, antes mesmo de desenvolverem a fala.

Através dessa prática reflexiva, os educadores experimentam um contínuo crescimento profissional junto com o prazer de operar e aprender em conjunto.

O registro ajuda a construir a memória, ajuda a guardar fatos, acontecimentos ou reflexões e possibilita a consulta quando nos esquecemos. Este “ter presente” o já acontecido é de especial importância nas transformações do agir, pois oferece o conhecimento de situações arquivadas na memória. O registro de um trabalho vai sendo construído coletivamente. Refletir sobre o que já aconteceu e avaliar as próprias ações auxilia na construção do novo dando respaldo ao planejamento. Por isso, o registro, enquanto dinâmica constante do avaliar e planejar são essenciais na construção do conhecimento.

O registro do trabalho das crianças compreende as produções realizadas por elas, que podem ser coletivas ou individuais, já os registros do educador abrangem as observações do grupo e de cada criança. As duas formas de registros são importantes. Os trabalhos das crianças podem ser expostos ou guardados em forma de álbum ou portfólios. Assim, o educador registra não só o desenvolvimento individual de cada criança, mas também a história coletiva do grupo.

Sugerimos o registro fotográfico acompanhado de relatos e observações sobre o desenvolvimento das crianças





  1. AVALIAÇÃO

Entendemos que a avaliação é a reflexão transformada em ação, na medida em que subsidia decisões a respeito da aprendizagem das crianças e seus educadores. Resgata o sentido de acompanhamento do desenvolvimento infantil, de reflexão permanente sobre as crianças em seu cotidiano como elo da continuidade da ação pedagógica.

A avaliação mediadora vem de encontro com a proposta de um planejamento pedagógico participativo, flexível e significativo, na medida em que o educador procura entender as possibilidades e avanços de cada criança frente aos desafios propostos, a partir das interações que estabelece com cada uma. Dessa forma, procuramos garantir as diferenças individuais e os esforços de cada uma no âmbito da coletividade.
Instrumentos de avaliação:

Observações diárias

Registro das observações em diário de turma

Relatório individual de acompanhamento da criança

Entrevistas com as famílias

Reuniões com as famílias



  1. RECOMENDAÇÕES DE ESPAÇOS

Partindo das recomendações estabelecidas nos Referenciais de Qualidade para a Educação Infantil, ressaltamos alguns aspectos importantes que devem ser respeitados nos estabelecimentos e organização destes espaços contribuindo para o bem estar das crianças.



18.1 ESPAÇOS PARA CRIANÇAS DE ZERO A UM ANO

As crianças de zero a um ano, com seus ritmos próprios, necessitam de espaços para engatinhar, rolar, ensaiar os primeiros passos, explorar materiais diversos, observar, brincar, tocar o outro, alimentar-se, tomar banho, repousar, dormir, satisfazendo assim, suas necessidades essenciais. Recomenda-se que este espaço esteja situado em local silencioso, preservado das áreas de grande movimentação e propicie conforto térmico e acústico.





    1. ESPAÇOS PARA CRIANÇAS DE UM A CINCO ANOS

O espaço físico dever ser visto como um suporte que possibilita e contribui para a vivência e a expressão das culturas infantis: jogos, brincadeiras, músicas, histórias que expressam a especificidade do olhar infantil. Assim, deve-se organizar um ambiente adequado à proposta pedagógica da instituição onde a criança possa explorar e brincar, garantindo-lhe identidade, segurança, confiança, e interações que contribuirão para a sua aprendizagem e o seu desenvolvimento.



18.3 BANHEIROS

Os banheiros infantis devem ser implantados próximos às salas de atividades, não devendo ter comunicação direta com a cozinha e com o refeitório. Sugerimos a seguinte relação do número de crianças por equipamento sanitário:


1 vaso sanitário para cada 20 crianças;

1 lavatório para cada 20 crianças;

1 chuveiro para cada 20 crianças.
Devem ser previstos banheiros de uso exclusivo dos adultos, podendo acumular a função de vestiário, próximos a área administrativa, de serviços e pátio coberto.

As divisórias devem ser mais baixas, em torno de 1,50 m;

Os chuveiros para crianças de 1 a 3 anos devem, sempre que possível, ser alteados, em torno de 40 cm, para facilitar o trabalho dos professores no momento do banho das crianças;

As bancadas dos lavatórios devem ter altura em torno de 60 cm;

Previsão de vaso sanitário, chuveiro, cadeira para banho e lavabo para crianças com necessidades especiais;

Previsão de vaso sanitário e lavabo para adultos com necessidades especiais.



18.4 PÁTIO COBERTO

Deve ser condizente com a capacidade máxima de atendimento da instituição, contando com bebedouros compatíveis com a altura das crianças. Quando possível contemplar no projeto a construção de palco e quadros azulejados. Esse espaço deve ser planejado para utilização múltipla, como, por exemplo, festas e reuniões de pais.

Caso a instituição não possa contar com o pátio coberto, sugere-se que o refeitório possa ser utilizado com os mesmos fins que o pátio coberto.

18.5 ÁREAS NECESSÁRIAS AO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO (COZINHA)

Define-se como serviço de alimentação aquele que engloba todas as atividades relacionadas ao preparo e à distribuição das refeições, incluindo atividades de recepção, estocagem de alimentos, limpeza de utensílios e registro de dados. Este espaço possibilita, ainda, o desenvolvimento de atividades educativas para crianças e adultos.

O dimensionamento dessas áreas e seus equipamentos devem estar de acordo com as diretrizes políticas do município para o serviço de alimentação, como, por exemplo, preparar a alimentação na própria instituição ou terceirizar esse serviço.

A área de serviço de alimentação deve prever, sempre que possível, refeitório, cozinha e áreas de apoio, tais como: despensa geral, despensa fria, áreas de recebimento e pesagem de alimentos e cômodo de gás.

De modo geral, as instalações necessárias aos serviços de alimentação e nutrição são as áreas básicas e o refeitório.
Áreas básicas

Área de produção (cozinha)

• pré-preparo (vegetais cereais e carnes);

• cocção;

• distribuição;

• higienização de utensílios;

• higienização de panelas.
Áreas de recepção e estocagem (despensas) – devem ser concebidas de acordo com a capacidade de atendimento da instituição:

• Área de recebimento e pesagem dos alimentos, quando necessário;

• Área de estocagem de não perecíveis;

• Área de estocagem fria com previsão de freezer e geladeira;

• Depósito de material de limpeza (DML).

18.6 REFEITÓRIO

Além de se constituir em um espaço para alimentação, o refeitório deve ainda possibilitar a socialização e a autonomia das crianças. Recomenda-se que seja articulado com a cozinha, contando com mobiliário móvel, que viabilize diferentes organizações do ambiente. Deve seguir o dimensionamento de 1m² por usuário e capacidade mínima de 1/3 do maior turno, uma vez que não é necessário nem recomendável que todas as crianças façam as refeições ao mesmo tempo.


Áreas básicas localização: andar térreo; configuração geométrica da Cozinha: formato que propicie um maior aproveitamento de bancadas e permita, sempre que possível, o posicionamento central do fogão (em ilha);

Paredes: até a altura de 1,60 m do piso devem ser usados revestimentos impermeáveis, de fácil limpeza e resistentes. Acima de 1,60m, podem ser apenas impermeabilizadas com pintura, preferencialmente de cores claras;

Teto: sua pintura deve ser de fácil limpeza, resistente à temperatura e impermeável ao vapor;

Pisos: os pisos utilizados na cozinha devem suportar tráfego intenso e pesado, ser antiácidos, antiderrapantes, e de fácil limpeza e higienização, com caimentos adequados, de maneira que impeçam empoça mentos;

Portas e janelas: devem ser amplas (largura mínima de 0,90 cm e altura mínima de 2,10 m), simples ou em seções, em material resistente à umidade, com vedação de borracha. Devem permitir a passagem dos equipamentos a serem utilizados;

As janelas devem estar situadas de maneira que proporcionem uma boa iluminação natural, uniformemente distribuída, sem deixar sombras sobre as áreas de trabalho, devendo ainda ser protegidas com tela contra insetos;

Iluminação: deve ser distribuída uniformemente, evitando ofuscamentos, contrastes excessivos e incidência de raios solares diretamente sobre os alimentos estocados e as superfícies de trabalho;

Ventilação e exaustão: é necessária a instalação de exaustores sobre os equipamentos de cocção. As janelas das despensas e da cozinha devem ser em número e dimensões adequadas, com área mínima equivalente a 1/8 da área do piso, permitindo eficiente circulação de ar. As aberturas das janelas devem ser protegidas do sol e da chuva e devem possuir tela de proteção contra insetos;

Higiene: é necessária a instalação de lavatórios de mãos próximos aos principais setores. Sanitários e vestiários não devem dar acesso direto para as áreas de armazenamento e produção de alimentos;

A cozinha deve ficar adjacente ao refeitório e possuir abertura por onde devem ser distribuídos os alimentos (balcão) com altura acessível às crianças, entre 60 e 80 cm;

As bancadas e os bojos devem ser confeccionados em material liso, impermeável, antiácido, íntegro e de fácil limpeza e manutenção. Nas despensas, as prateleiras para armazenamento deverão estar localizadas a 30 cm do piso com profundidade não superior a 45 cm, preferencialmente modulada para permitir flexibilidade de novos arranjos. Os estrados fenestrados para sacarias deverão estar elevados do piso até 40 cm, com pés protegidos com canoplas;

As despensas deverão contar com boa iluminação, ventilação cruzada ou mecânica que permita ampla circulação de ar às mercadorias;

Detalhamento das áreas de preparo e cocção: uma bancada com duas cubas de 560 x 340 x 150 mm para pré-preparo;

Uma bancada com uma cuba de 500 x 400 x 200 mm para serviços;

Fogão 4/6 bocas com trempe de 40 x 40 mm com forno acoplado no sistema; sistema de exaustão;

Mesa de apoio para cocção, com gaveta para a guarda de facas;

Uma bancada para lavagem de panelas, com cuba com dimensões de 600 x 550 x 450 mm, com esguicho pré-lavagem;

Uma bancada para lavagem de utensílios com uma ou duas cubas de 500 x 400 x 200 mm.


Refeitório

Localização: andar térreo;

Paredes: revestimentos de fácil limpeza e resistentes;

Pisos: os pisos utilizados devem suportar tráfego intenso, serem de fácil limpeza e higienização;

Janelas com abertura mínima de 1/5 da área do piso, permitindo a ventilação e a iluminação natural, possibilitando visibilidade para o ambiente externo, com peitoril de acordo com a altura das crianças, garantindo a segurança;

Portas que possibilitem, sempre que possível, sua integração com a área externa e o pátio coberto, de maneira que possibilitem maior flexibilidade de uso dos espaços;

Higiene: contar com pelo menos um lavatório de mãos para as crianças, que deve ser acessível, mantendo-se uma altura em torno de 60 cm;

Prever bebedouros com altura apropriada às crianças.



18.7 LAVANDERIA

A lavanderia deve ter acesso independente da cozinha, contemplando:

Tanque; local para máquina de lavar; secadora, quando necessária e possível; varal; bancada para passar roupas; prateleiras e armários fechados, em alvenaria. Suas dimensões devem ser compatíveis com o número de crianças atendidas pela instituição.

Deve ser prevista uma área, externa ou interna, para secagem de roupas.



18.8 ÁREA DE SERVIÇOS GERAIS

Deve contemplar tanque; armário para guarda de vassouras, rodos e similares; depósito de material de limpeza.



18.9 DEPÓSITO DE LIXO

Deve existir sempre que a geração de resíduos sólidos excederem a 100 litros diários;

Deve estar situado em local desimpedido, de fácil acesso à coleta, isolado de áreas de maior circulação, sem ligação direta com as dependências, tais como cozinha, despensa, salas de atividades, pátio coberto e refeitório;

Deve ter área mínima de 2,40m² para conter até 300 litros de resíduos sólidos, acrescentando-se 0,40m² a esta área mínima para cada 100 litros de resíduos adicionais;

Deve ter dimensão mínima de 1,20m.

Pode ser construído em alvenaria, fechado, coberto, dotado de janelas ou aberturas com tela de proteção contra insetos, devendo permitir a ventilação natural, com área mínima da abertura equivalente a 1/10 da área do piso diretamente para o exterior;

Para conter até 300 litros de resíduos sólidos, acrescentando-se 0,40 m² a esta área mínima para cada 100 litros de resíduos adicionais;

Deve ter dimensão mínima de 1,20m. paredes, pisos e tetos revestidos com material liso, resistente, lavável, impermeável, de cor clara, com piso sem degraus e antiderrapante;

Pé-direito mínimo de 2,40m; porta com largura mínima de 0,80m e altura mínima de 2,10m;

Dispor de ponto de luz e interruptor para iluminação artificial interna;

Dotado de ponto de água, piso com caimento máximo de 2% em direção ao ralo sifonado, com tampa de vedação e ligado à rede coletora de esgoto; equipado com extintor de incêndio.

Deve ser usado exclusivamente para o grupo de resíduos ao qual se destina, não sendo recomendado seu uso para a guarda ou a permanência de qualquer outro objeto. O efluente de lavação do abrigo deve ser direcionado para a rede coletora e de tratamento público de esgoto, atendidos os padrões de lançamento estabelecidos pelo órgão competente. Sugere-se, quando possível, a implantação do sistema de com postagem e coleta seletiva.



18.10 ÁREA EXTERNA

Deve corresponder a, no mínimo, 20% do total da área construída e ser adequada para atividades de lazer, atividades físicas, eventos e festas da escola e da comunidade. Contemplar, sempre que possível, duchas com torneiras acessíveis às crianças, quadros azulejados com torneira para atividades com tinta lavável, brinquedos de parque, pisos variados, como, por exemplo, grama, terra e cimento. Havendo possibilidade, deve contemplar anfiteatro, casa em miniatura, bancos, brinquedos como escorregador, trepa-trepa, balanços, túneis, etc. Deve ser ensolarada e sombreada, prevendo a implantação de área verde, que pode contar com local para pomar, horta e jardim.



18.11 RECOMENDAÇÕES

Que a capacidade máxima das instituições de Educação Infantil seja referenciada no atendimento a 150 crianças em regime de horário integral ou por turno, considerando-se as especificidades do atendimento;

Que o terreno propicie, preferencialmente, o desenvolvimento da edificação em um único pavimento;

Que a área mínima para todas as salas para crianças de 0 a 6 anos contemple 1,50m² por criança atendida considerando a importância da organização dos ambientes educativos e a qualidade do trabalho.

Recomenda-se que a metragem das salas seja a mesma, independentemente da faixa etária, possibilitando alterações nos agrupamentos, de acordo com a demanda da comunidade; que a acessibilidade seja garantida por meio de rampas de acesso ou plataforma de percurso vertical com as adaptações necessárias para garantir total segurança, conforme NBR 9050.

Que sejam assegurados banheiros com sanitários, chuveiros e cadeiras para banho, brinquedos e equipamentos adaptados para a utilização de crianças com necessidades especiais; que o berçário e as salas de atividades sejam voltados para o nascente, que em todos os espaços utilizados pelas crianças os acessórios e os equipamentos como maçanetas, quadros, pias, torneiras, saboneteiras, porta-toalhas e cabides sejam colocados ao alcance destas para sua maior autonomia.

Os interruptores devem possuir protetores contra descarga elétrica; que sejam contempladas guaritas e grades nas janelas, quando necessário e possível, que sejam previstas barreiras protetoras (guarda-corpo) em locais que necessitem de maior segurança, sem possibilidade de as crianças escalarem;

Que sejam evitadas quinas vivas na edificação; que todas as paredes sejam pintadas com tinta lavável;

Que os ambientes tenham ralos com tampa rotativa para maior proteção contra insetos;

Que seja feita a utilização de vidros lisos nas áreas que propiciem maior visibilidade, e vidros “fantasia” somente nas áreas onde a privacidade seja imprescindível;

Que a elaboração dos projetos arquitetônicos das instituições de Educação Infantil seja concebida com a assessoria e o acompanhamento das Secretarias Municipais de Educação, respaldadas nos Conselhos Estaduais ou Municipais de Educação;

Que sejam realizadas avaliações após a ocupação das edificações por equipes multidisciplinares, compostas por usuários, construtores, arquitetos e professores;

Que haja a presença de extintores de incêndio e demais equipamentos implantados de acordo com as normas do Corpo de Bombeiros; que haja disponibilidade de água potável para consumo e higienização.

A caixa d’água deve ser mantida fechada e ser limpa regularmente.

Recomenda-se a utilização de filtros em diferentes espaços da instituição, como salas, refeitório, cozinha;

Que a infraestrutura esteja de acordo com as determinações legais nacionais e locais pertinentes; que os projetos pedagógicos e os espaços para a Educação Infantil considerem a diversidade étnica e cultural, avaliando a pertinência de alguns parâmetros aqui apontados para comunidades rurais, ribeirinhas, indígenas, quilombolas ou acampamentos, bem como as condições socioeconômicas do município.

Que os espaços atendam as normas previstas nos documentos nacionais que serviram de base para a construção das DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PAULO LOPES.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Política Nacional de Educação Infantil. Brasília: MEC / SEF, 1994.


BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil. Brasília: MEC / SEB, 2008.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Vol. 1, 2, 3. Brasília: MEC / SEF, 2001.
BRASIL. Constituição Federal, 1998.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº 9.934, 1996.
BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente, lei nº 8.069, 1990.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. PARECER CNE/CEB Nº: 20/2009.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Relatório do grupo de trabalho interministerial. Brasília: MEC / SEB, 2005.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Editora Cortez, 2002.

ANEXO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 (*)
Fixa as Diretrizes Curriculares

Nacionais para a Educação Infantil

O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no art. 9º, § 1º, alínea “c” da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25 de novembro de 1995, e tendo em vista o Parecer CNE/CEB nº 20/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 9 de dezembro de 2009, resolve:


Art. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na Educação Infantil.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas na área e a elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares.
Art. 3º O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.
Art. 4º As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.
Art. 5º A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social.

§ 1º É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção.

§ 2° É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula.

§ 3º As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.

§ 4º A frequência na Educação Infantil não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental.

§ 5º As vagas em creches e pré-escolas devem ser oferecidas próximas às residências das crianças.

§ 6º É considerada Educação Infantil em tempo parcial, a jornada de, no mínimo, quatro horas diárias e, em tempo integral, a jornada com duração igual ou superior a sete horas diárias, compreendendo o tempo total que a criança permanece na instituição.
Art. 6º As propostas pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes princípios:

I – Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades.

II – Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática.

III – Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.


Art. 7º Na observância destas Diretrizes, a proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica:

I - oferecendo condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais;

II - assumindo a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias;

III - possibilitando tanto a convivência entre crianças e entre adultos e crianças quanto a ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas;

IV - promovendo a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de vivência da infância;

V - construindo novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa.


Art. 8º A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.

§ 1º Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem:

I - a educação em sua integralidade, entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo;

II - a indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural da criança;

III - a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a valorização de suas formas de organização;

IV - o estabelecimento de uma relação efetiva com a comunidade local e de mecanismos que garantam a gestão democrática e a consideração dos saberes da comunidade;

V - o reconhecimento das especificidades etárias, das singularidades individuais e coletivas das crianças, promovendo interações entre crianças de mesma idade e crianças de diferentes idades;

VI - os deslocamentos e os movimentos amplos das crianças nos espaços internos e externos às salas de referência das turmas e à instituição;

VII - a acessibilidade de espaços, materiais, objetos, brinquedos e instruções para as crianças com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;

VIII - a apropriação pelas crianças das contribuições histórico-culturais dos povos indígenas, afrodescendentes, asiáticos, europeus e de outros países da América;

IX - o reconhecimento, a valorização, o respeito e a interação das crianças com as histórias e as culturas africanas, afro-brasileiras, bem como o combate ao racismo e à discriminação;

X - a dignidade da criança como pessoa humana e a proteção contra qualquer forma de violência – física ou simbólica – e negligência no interior da instituição ou praticadas pela família, prevendo os encaminhamentos de violações para instâncias competentes.

§ 2º Garantida a autonomia dos povos indígenas na escolha dos modos de educação de suas crianças de 0 a 5 anos de idade, as propostas pedagógicas para os povos que optarem pela Educação Infantil devem:

I - proporcionar uma relação viva com os conhecimentos, crenças, valores, concepções de mundo e as memórias de seu povo;

II - reafirmar a identidade étnica e a língua materna como elementos de constituição das crianças;

III - dar continuidade à educação tradicional oferecida na família e articular-se às práticas sócio-culturais de educação e cuidado coletivos da comunidade;

IV - adequar calendário, agrupamentos etários e organização de tempos, atividades e ambientes de modo a atender as demandas de cada povo indígena.

§ 3º - As propostas pedagógicas da Educação Infantil das crianças filhas de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhos, assentados e acampados da reforma agrária, quilombolas, caiçaras, povos da floresta, devem:

I - reconhecer os modos próprios de vida no campo como fundamentais para a constituição da identidade das crianças moradoras em territórios rurais;

II - ter vinculação inerente à realidade dessas populações, suas culturas, tradições e identidades, assim como a práticas ambientalmente sustentáveis;

III - flexibilizar, se necessário, calendário, rotinas e atividades respeitando as diferenças quanto à atividade econômica dessas populações;

IV - valorizar e evidenciar os saberes e o papel dessas populações na produção de conhecimentos sobre o mundo e sobre o ambiente natural;

V - prever a oferta de brinquedos e equipamentos que respeitem as características ambientais e socioculturais da comunidade.
Art. 9º As práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira, garantindo experiências que:

I - promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da ampliação de experiências sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimentação ampla, expressão da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da criança;

II - favoreçam a imersão das crianças nas diferentes linguagens e o progressivo domínio por elas de vários gêneros e formas de expressão: gestual, verbal, plástica, dramática e musical;

III - possibilitem às crianças experiências de narrativas, de apreciação e interação com a linguagem oral e escrita, e convívio com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos;

IV - recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais;

V - ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas;

VI - possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar;

VII - possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e reconhecimento da diversidade;

VIII - incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza;

IX - promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura;

X - promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais;

XI - propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras;

XII - possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos.
Parágrafo único - As creches e pré-escolas, na elaboração da proposta curricular, de acordo com suas características, identidade institucional, escolhas coletivas e particularidades pedagógicas, estabelecerão modos de integração dessas experiências.
Art. 10. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo:

I - a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano;

II - utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.);

III - a continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/Ensino Fundamental);

IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil;

V - a não retenção das crianças na Educação Infantil.


Art. 11. Na transição para o Ensino Fundamental a proposta pedagógica deve prever formas para garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, respeitando as especificidades etárias, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental.
Art. 12. Cabe ao Ministério da Educação elaborar orientações para a implementação dessas Diretrizes.
Art. 13. A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário, especialmente a Resolução CNE/CEB nº 1/99.


CESAR CALLEGARI




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