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Instituto Sinergia de Extensão e Pós-Graduação



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Instituto Sinergia de Extensão e Pós-Graduação

Diretrizes para a Educação Infantil / Instituto Sinergia de Extensão e Pós-Graduação. Paulo Lopes, 2010.


xxxp.



1. Educação. 2. Diretrizes. 3. Educação Infantil. 5. Paulo Lopes (SC). I. Título.
CDD – 370





Prefeitura Municipal de Paulo Lopes

Secretaria Municipal de Educação de Paulo Lopes

Departamento de Educação Infantil


DIRETRIZES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

2010




Prefeito Municipal

EVANDRO JOÃO DOS SANTOS



Vice-prefeito

CACILDO ANTONIO GEREMIAS



Secretário de Educação

VALDELIR SARTOR



Coordenador Geral de Ensino

CARLOS EDUARDO MOISÉIS



Assessora Educacional –

INSTITUTO SINERGIA DE EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO

tatiana dos santos da silveira




SUMÁRIO


APRESENTAÇÃO.................................................................................................

07

  1. PROFESSORES COLABORADORES...........................................................

08

  1. HISTÓRICO DE PAULO LOPES....................................................................

09

  1. CONTEXTUALIZAÇÃO: EDUCAÇÃO INFANTIL DE PAULO LOPES............................................................................................................

10

  1. EDUCAÇÃO INFANTIL..................................................................................

10

  1. POLÍTICAS PÚBLICAS E LEGISLAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL........................................................................................................

12


  1. CUIDAR/ EDUCAR.........................................................................................

14

  1. O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL.............................................

14

  1. CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA.........................................................................

17

  1. CRIANÇA........................................................................................................

18

  1. CURRÍCULO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL.............................................

18

  1. A ROTINA.......................................................................................................

19

12.1 A RODA.........................................................................................................

20

12.2 HORA DA HISTÓRIA.....................................................................................

20

12.3 HORA DO LANCHE.......................................................................................

21

12.4 HORA DO PARQUE/ BRINCADEIRAS..........................................................

22

  1. INTERAÇÕES.................................................................................................

23

13.1 PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA........................................................................

24

13.2 INSERÇÃO NA ESCOLA...............................................................................

24

13.2.1 Os primeiros dias.........................................................................................

25

13.2.2 Substituição de professores........................................................................

25

13.2.3 Passagem para a escola.............................................................................

25

13.2.4 Acolhimento de famílias com necessidades especiais................................

26

  1. CULTURA E LINGUAGEM.............................................................................

26

14.1 LINGUAGEM ORAL E ESCRITA...................................................................

27

14.2 LINGUAGEM PLÁSTICA................................................................................

31

14.3 LINGUAGEM MATEMÁTICA.........................................................................

36

14.4 LINGUAGEM MUSICAL.................................................................................

41

14.5 LINGUAGEM SOCIAL E CULTURAL – Natureza e Sociedade.....................

44

14.6 LINGUAGEM CORPORAL MOTORA............................................................

52

  1. LUDICIDADE: BRINQUEDO, JOGO E BRINCADEIRA................................

56

15.1 ÁREAS OU CANTOS TEMÁTICOS...............................................................

56

  1. PROJETOS DE ESTUDOS.............................................................................

57

  1. REGISTRO......................................................................................................

57

17.1 O REGISTRO DEVE......................................................................................

58

17.2 SUGESTÕES PARA ELABORAÇÃO DE UM REGISTRO............................

58

  1. AVALIAÇÃO...................................................................................................

60

  1. RECOMENDAÇÕES DE ESPAÇOS..............................................................

61

18.1 ESPAÇOS PARA CRIANÇAS DE ZERO A UM ANO....................................

61

18.2 ESPAÇOS PARA CRIANÇAS DE UM A CINCO ANOS................................

61

18.3 BANHEIROS..................................................................................................

61

18.4 PÁTIO COBERTO..........................................................................................

62

18.5 ÁREAS NECESSÁRIAS AO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO (COZINHA).....

62

18.6 REFEITÓRIO..................................................................................................

63

18.7 LAVANDERIA.................................................................................................

65

18.8 ÁREA DE SERVIÇOS GERAIS......................................................................

66

18.9 DEPÓSITO DE LIXO......................................................................................

66

18.10 ÁREA EXTERNA..........................................................................................

67

18.11 RECOMENDAÇÕES....................................................................................

67

REFERÊNCIAS......................................................................................................

70

ANEXO: RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009...........................


71



APRESENTAÇÃO

Prezados Profissionais da Educação,

Enquanto Secretário de Educação, entendo que, as Diretrizes Curriculares para a Educação Pública de Ensino das Unidades Escolares Municipais de Paulo Lopes chega como um documento oficial que traz as marcas de sua construção: a horizontalidade, abraçou todas as escolas e Centro de Educação Infantil e faz ressoar nelas as vozes de todos os educadores que contribuíram para essa elaboração.

Documento este que traz, em si, o chão da escola e traça estratégias que visam nortear o trabalho do professor e garantir a apropriação do conhecimento pelos estudantes da Rede Pública Municipal.

Os mesmos princípios democráticos que fundamentaram a construção destas Diretrizes solicitam, dos professores, o engajamento na contínua reflexão sobre este documento, para que sua participação crítica, constante e transformadora e efetiva, nas Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino de Paulo Lopes resulte num currículo dinâmico e inovador.

Desta forma, as diretrizes delinearão uma trajetória político-pedagógica de ensino, e o desafio maior que está posto a partir de agora, configurando como um espaço de aprendizagem, reflexão e de construção coletiva, na instituição.


Valdelir Sartor

Secretário da Educação do Município de Paulo Lopes/SC




  1. PROFESSORES COLABORADORES:

Aline Terezinha de Sá Pereira

Benta Pacheco Rosa

Catia Salvelina Bernardo Liberato

Cleuza de Bona

Edinéia Dilma Borges

Graziela Marly Correia Moisés

Idênis Pereira Matos Medeiros

Janisse de Souza da Silva

Jocélia Maria de S. Santos

Joyce Fernanda Nunis

Juliana Terezinha de Sá Vieira

Noemi Aparecida da Silva Machado

Osnilda Rodrigues Vieira

Renata da Silva Machado

Stael Amorin do Nascimento

Valdirene Maria Silva Righo


  1. HISTÓRICO DE PAULO LOPES

O processo de ocupação do atual município de Paulo Lopes teve início em fins do século XVII, quando várias famílias açorianas, sob o comando do Coronel da força militar Portuguesa, Paulo Lopes Falcão, ali chegou e se estabeleceram.

 As primeiras casas eram de pau-a-pique e cobertas com palhas. Localizavam-se as margens dos rios que cortavam as cidades. Os primeiros moradores construíram suas casas, desbravaram e cultivaram a região, inicialmente com a ajuda dos índios Carijó que, em pequeno número, viviam no local e, mais tarde, com a ajuda de escravos africanos. Dedicavam-se, principalmente, à fabricação de farinha de mandioca e ao cultivo do milho.

   Com a chegada de novos colonizadores vindos de são Paulo, as terras foram dividas em sesmarias e entregues aos senhores responsáveis, na maioria, capitães e coronéis, tais como: Rodrigues Faísca, Martinez, Antônio Freitas e os descendentes de Paulo Lopes Falcão. Essas sesmarias pouco prosperaram e, em função disso, foram entregues, mais tarde, a latifundiários.

   Foi a construção da estrada Palhoça-Laguna, ligando Paulo Lopes à capital do Estado, que proporcionou maior desenvolvimento à região. Hoje, esta ligação é feita através da BR 101, que corta todo o município.

   O topônimo do município era Olaria, motivado pela existência, na sede, de várias olarias para a fabricação de telhas e tijolos. A localização tornou-se freguesia apenas em 1890, sendo reconhecida como Paulo Lopes.

    Paulo Lopes foi instalado município em 20 de dezembro de 1961, através do Decreto-Lei Nº. 798.

    A potencialidade do município está nos seus recursos hídricos, na proximidade com a Capital do Estado, acesso aos centros comerciais através da BR 101, reserva florestal (PEST), solo fértil, proximidade das praias e  a Natureza Exuberante.

O nome da cidade é uma homenagem ao coronel da força militar portuguesa, Paulo Lopes Falcão, colonizador da cidade.


  1. CONTEXTUALIZAÇÃO: EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PAULO LOPES.

A Educação Infantil no município de Paulo Lopes vem atendendo crianças desde a década de 80, século XX.

Na época de sua implantação, cada Pré-escola recebeu nomenclaturas relacionadas as fábulas infantis como:
Branca de Neve: Escola Básica Dr. Ivo Silveira – Penha

Sapatinho de Cristal: Escola Reunida Professora Targina Boaventura da Costa- Ribeirão Grande;

Lobinho: Escola Reunida Reunida Prof.ª Avani da Silva Santos - Freitas;

Abelhinha Feliz: Escola Isolada Professora Ernestina Pereira Martins, Sorocaba;
Após a nucleação de algumas escolas realizadas através da Lei nº 798 de 28 de abril de 1998, estes alunos passaram a ser atendidos nas seguintes escolas:
- Escola Básica Dr. Ivo Silveira – Pré I, II

- Escola Reunida Prof.ª Targina Boaventura da Costa – Pré I, II

- Escola Isolada Municipal Morro Agudo – Pré I, II

- Escola Isolada Professora Ernestina Pereira Martins – Pré I, II

- Escola Reunida Professora Avani da Silva Santos – Pré I, II

- Centro Educacional Prof.ª Olga – Maternal, Pré I, II


No ano de 2010 estamos atendendo 172 alunos nas escolas acima mencionadas. Para o ano de 2011, estaremos ampliando este atendimento através da Inauguração de duas creches nos bairros de Areias e Penha.



  1. EDUCAÇÃO INFANTIL

A Educação Infantil compreende a primeira etapa da Educação Básica. Atende crianças de zero a 05 anos divididos em:




  • Zero a três anos: creche

  • Quatro a cinco anos: Pré-escola.

Em consonância com a resolução Nº001/05 do Município de Paulo Lopes, a educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Dadas as particularidades do desenvolvimento da criança de zero a cinco anos, a educação infantil cumpre duas funções indissociáveis: cuidar e educar.

A Educação Infantil tem por objetivos produzir condições que garantam à criança o pleno exercício de seus direitos como sujeito ativo e em processo de desenvolvimento através:

Da expressão e da formação de sua identidade sócio-político-cultural;

Elaboração e apropriação de sua autonomia;

Da garantia de seu bem-estar e de sua saúde;

Da garantia de livre-expressão, manifestação de sua criação e de seu imaginário;

Do movimento, do contato com a natureza e da expressão corporal em espaços amplos;

Da brincadeira, da teatralidade, da musicalidade, da poesia, da historicidade e das artes plásticas;

Da atenção individual enquanto ser social;

Da ampliação de suas experiências e de seus conhecimentos sobre a realidade local e universal.


A criança começa a conviver com a educação desde pequena através dos primeiros contatos com a família e necessita de espaços e oportunidades que propiciem seu desenvolvimento de forma saudável que compreenda e respeite sua realidade cultural e histórica. Dentro deste contexto a Educação Infantil é um espaço educacional com a função de oportunizar a construção do conhecimento das crianças através de três eixos norteadores:


  • Brincadeiras;

  • Interações e

  • Linguagens.




  1. POLÍTICAS PÚBLICAS E LEGISLAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

Nos últimos anos, muito se discutiu em relação a importância e reconhecimento da criança como sujeito de direitos e deveres. Tais direitos e deveres vêm sendo discutidos desde a Constituição Federal de 1988 e sofrem alterações frente a legislação por meio de pesquisas e debates, principalmente no que diz respeito a faixa etária de zero a seis anos.

A Constituição Federal define os direitos da infância brasileira como:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (BRASIL, Constituição Federal de 1988, Art.227).


A Educação da Infância a partir das reflexões da própria constituição passa a integrar a Política Nacional de Educação, por apresentar uma mudança de concepção, deixando de ser caridade e assistência para tornar-se obrigação do Estado. O texto da Constituição causa impacto na área educacional, pois aponta desenvolvimento de políticas públicas para esta faixa etária, investimento financeiro, profissionais habilitados para trabalhar com crianças e instituições adequadas com espaços e atendimento de qualidade para a educação infantil.

A Lei de Diretrizes e Bases, promulgada em 1996, aponta a Educação Infantil, como primeira etapa da Educação Básica e objetiva atender em complementação a família, crianças de zero a cinco anos de idade em creches e pré-escolas.

A seção II da LDB trata especificamente da Educação Infantil nos artigos 29, 30 e 31:


A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade;

A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade;

Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental (BRASIL, LDB Nº 9394/96).
Vale ressaltar que a legislação nos apresenta o direito da criança de estar em um espaço de educação formal. A educação infantil deixa de ser um espaço de direito dos pais e exerce o papel de um espaço de direitos civis, humanos, sociais e culturais da criança.

Outro documento que responde pelo direito da infância a partir da Lei 8.069/90 é o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Este documento trata a criança como prioridade absoluta e a educação como:

É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, á saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, á convivência familiar e comunitária (BRASIL, ECA, 1990, art.04).

Como documento mais recente as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, aprovadas em 2009, reafirmam que:


Art. 5º A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é oferecida em creches e pré-escolas, as quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social.

§ 1º É dever do Estado, garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção.

§ 2° É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula.

§ 3º As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.

§ 4º A frequência na Educação Infantil não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental.

§ 5º As vagas em creches e pré-escolas devem ser oferecidas próximas às residências das crianças.

§ 6º É considerada Educação Infantil em tempo parcial, a jornada de, no mínimo, quatro horas diárias e, em tempo integral, a jornada com duração igual ou superior a sete horas diárias, compreendendo o tempo total que a criança permanece na instituição (BRASIL, DCNEI, 2009, Art.05).

Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil deve ser considerada de forma mais ampla, onde os profissionais devem participar ativamente dos processos de construção de propostas que respeitem as especificidades desta faixa etária e que compreendam este espaço como um espaço onde o cuidar e o educar são indissociáveis.





  1. CUIDAR/EDUCAR

Historicamente as ações de educar e cuidar na educação infantil foram vistas como ações separadas. O cuidar apenas voltado para as questões de higiene e o educar voltado para as ações pedagógicas.

De acordo com as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a relação entre estas duas ações está em:

A dimensão do cuidado, no seu caráter ético, é assim orientada pela perspectiva de promoção da qualidade e sustentabilidade da vida e pelo princípio do direito e da proteção integral da criança. O cuidado, compreendido na sua dimensão necessariamente humana de lidar com questões de intimidade e afetividade, é característica não apenas da Educação Infantil, mas de todos os níveis de ensino. Na Educação Infantil, todavia, a especificidade da criança bem pequena, que necessita do professor até adquirir autonomia para cuidar de si, expõe de forma mais evidente a relação indissociável do educar e cuidar nesse contexto. A definição e o aperfeiçoamento dos modos como a instituição organiza essas atividades são parte integrante de sua proposta curricular e devem ser realizadas sem fragmentar ações (PARECER CNE/CEB Nº: 20/2009, p.10)

Neste sentido, a Educação Infantil de Paulo Lopes compreende as ações de Educar e cuidar como ações indissociáveis, como função primordial para a ampliação do repertório histórico e cultural das crianças, objetivos da Educação Infantil, onde o cuidar envolve as relações afetivo-emocionais entre adultos e crianças que partilham os espaços de educação infantil. O educar envolve as ações planejadas com objetivos de ampliar o desenvolvimento cultural das crianças.



  1. O PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Considerando a educação infantil a primeira etapa da educação Básica, onde o professor deverá estar apto a atender as necessidades físicas, psicológicas e cognitivas das crianças, acredita-se na necessidade de uma formação mínima voltada a educação.

A habilitação exigida para atuar na profissional da Educação Infantil é em nível superior, pedagogia a modalidade normal, admitindo-se como forma mínima, a modalidade normal em nível de magistério.

A substituição eventual ou no período de férias, afastamento de um professor de Educação infantil só poderá ser feita por outro profissional com a mesma formação.

Neste sentido e de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, os profissionais/professores da Educação Infantil de Paulo Lopes atenderão a formação mínima exigida pela legislação.

Segundo a LDB algumas das incumbências destes profissionais são:


Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III - zelar pela aprendizagem dos alunos;

IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade (BRASIL, LBD, 1996, art.13).

Porém, além das incumbências apontadas pela LDB, o professor de Educação Infantil tem mais atribuições que foram demarcadas nos Parâmetros de Qualidade para a Educação Infantil Vol. 02 de 2008, estabelecendo uma referência nacional:
Quanto às professoras, aos professores e aos demais profissionais

que atuam nas instituições de Educação Infantil:

11 Os profissionais que atuam diretamente com as crianças nas instituições de Educação Infantil são professoras e professores de Educação Infantil.

11.1 A habilitação exigida para atuar na Educação Infantil é em nível superior, pedagogia ou modalidade normal, admitindo-se, como formação mínima, a modalidade normal, em nível Médio.

11.2 Professores sem a formação mínima exigida por lei que exercem funções de professora ou professor de Educação Infantil, quer sejam titulares ou auxiliares, obterão a formação exigida com o apoio da instituição onde trabalham. Caso atuem na rede pública, contarão também com o apoio dos sistemas de ensino.

11.3 Professoras e professores de Educação Infantil das instituições públicas são selecionados (as) por meio de concurso público para o cargo de professor de Educação Infantil.

11.4 A substituição eventual ou no período de férias/afastamento de um professor ou professora de Educação Infantil só poderá ser feita por outro profissional que tenha a formação exigida para atuar na área.

11.5 O conhecimento de seus direitos e deveres, o compromisso com a ética profissional e a dedicação constante ao seu aperfeiçoamento pessoal e profissional são características a ser consideradas na seleção e na avaliação das professoras e dos professores de Educação Infantil (BRASIL, PNQEI, 2008, p.38).

Ao profissional de Educação Infantil cabe o esforço de compreender a educação da infância e empenhar-se na busca do conhecimento necessário a esta tarefa. Compreendemos por busca de conhecimento o conhecimento prévio e mínimo necessário (Formação Acadêmica), como também o conhecimento contínuo (formação continuada), assegurada pelas Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, quando afirmam que:
Programas de formação continuada dos professores e demais profissionais também integram a lista de requisitos básicos para uma Educação Infantil de qualidade. Tais programas são um direito dos professores e professoras no sentido de aprimorar sua prática e desenvolver a si e sua identidade profissional no exercício do seu trabalho. Eles devem dar-lhes condições para refletir sobre a sua prática docente cotidiana em termos pedagógicos, éticos e políticos, e tomar decisões sobre as melhores formas de mediar a aprendizagem e o desenvolvimento infantil, considerando o coletivo de crianças assim como suas singularidades (BRASIL, DCNEI, 2009, p.10).

A formação continuada deverá servir ao professor como reflexão da prática pedagógica a fim de construir os conhecimentos a partir de trocas e estudos sustentados pelos documentos norteadores da Educação Infantil. Assim, o artigo 8º das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, apontam que:


A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças.

§ 1º Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem:

I - a educação em sua integralidade, entendendo o cuidado como algo indissociável ao processo educativo;

II - a indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural da criança;

III - a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a valorização de suas formas de organização;

IV - o estabelecimento de uma relação efetiva com a comunidade local e de mecanismos que garantam a gestão democrática e a consideração dos saberes da comunidade;

V - o reconhecimento das especificidades etárias, das singularidades individuais e coletivas das crianças, promovendo interações entre crianças de mesma idade e crianças de diferentes idades;

VI - os deslocamentos e os movimentos amplos das crianças nos espaços internos e externos às salas de referência das turmas e à instituição;

VII - a acessibilidade de espaços, materiais, objetos, brinquedos e instruções para as crianças com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação;

VIII - a apropriação pelas crianças das contribuições histórico-culturais dos povos indígenas, afrodescendentes, asiáticos, europeus e de outros países da América;

IX - o reconhecimento, a valorização, o respeito e a interação das crianças com as histórias e as culturas africanas, afro-brasileiras, bem como o combate ao racismo e à discriminação;

X - a dignidade da criança como pessoa humana e a proteção contra qualquer forma de violência – física ou simbólica – e negligência no interior da instituição ou praticadas pela família, prevendo os encaminhamentos de violações para instâncias competentes. (BRASIL, DCNEI, Resolução nº05 de 17 de dezembro de 2009, art. 8º).



Consideramos o conhecimento da legislação e das políticas educacionais, primordial para os profissionais da educação, para que nos momentos de criação e implementação de propostas curriculares possam argumentar, planejar e compartilhar conhecimentos com os colegas a fim de contribuir e construir os documentos específicos de cada rede de ensino pautados e amparados pela legislação respeitando os diferente saberes.

Figura 01: Formação Continuada.

Fonte: SEMED – Paulo Lopes





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