Músculo-esquelético



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MÚSCULO-ESQUELÉTICO


  1. Nas radiografias, a fratura de Salter-Haris II corresponde:

  1. pura separação epifisária

  2. fratura metafisária com deslocamento epifisário

  3. fratura da epífise até a placa de crescimento

  4. fratura linear da epífise que se continua na placa de crescimento e metáfise

  5. fratura de Colles

Comentário: Durante a infância, uma fratura pode-se estender parcial ou completamente através da placa epifisária na estremidade de um osso longo, levando ao deslocamento da epífise sobre a diáfise. Este tipo de fratura é mais comum entre os 10 e 16 anos de idade, sendo mais comumente encontrada na extremidade distal do rádio, nas falanges e na extremidade inferior da tíbia. A classificação de Salter-Haris costuma ser empregada para descrever lesões da placa epifisária. Esta classificação divide as fraturas em tipo 1 (separação epifisária pura/ radiografia com deslocamento do centro de ossificação), tipo 2 (fragmento da metáfise acompanha a epífise deslocada / tipo mais comum), tipo 3 (fratura corre verticalmente através da epífise e da placa de crescimento sendo uma porção da epífise arrancada e deslocada), tipo 4 ( fratura de orientação vertical que se estende da epífise e da placa de crescimento para a metáfise) e tipo 5 (esmagamento). De um modo geral as lesões que envolvem os membros inferiores têm um prognóstico pior do que as lesões dos membros superiores.




  1. A “spina ventosa” vista em radiografia das mãos mais provavelmente corresponde a:

  1. tuberculose óssea

  2. escleroderma

  3. doença de Albers Schomberg

  4. picnodisostose

  5. melorreostose

Comentário: durante a lactância ou a infância, a infecção tuberculosa pode envolver uma ou mais falanges (dactilite tuberculosa). Possui um aspecto cístico expandido característico denominado spina ventosa com destruição óssea irregular, expansão e ausência de neostogênese periosteal.

Spina ventosa




  1. Marcar a alternativa CORRETA

  1. O deslizamento da epífise da cabeça do fêmur está sempre associado a trauma agudo

  2. O sinal do triângulo de Capener está presente no deslizamento da epífise da cabeça do fêmur, no lado afetado

  3. A TC linear do joelho fornece elementos úteis para o tratamento de tíbia vara

  4. Observa-se sempre o acometimento bilateral de ambos os joelhos na doença de Blount

  5. Nda

Comentário: a epifisiólise (deslizamento da epífise da cabeça do fêmur) pode ocorrer traumatismos agudos ou por estresse repetitivo crônico. É importante a realização de radiografias com incidências AP e oblíqua em rã. Os meninos são mais afetados que as meninas e há grande associação com sobrepeso. Em geral, o quadril esquerdo é mais afetado em meninos e o envolvimento bilateral ocorre em 20 a 40% dos casos. Independente de sua etiologia, a epifisiólise representa uma fratura tipo 1 de Salter Harris. O sinal do ângulo de Capener pode ser útil para reconhecer a epifisiólise incipiente. Em uma radiografia simples do quadril adolescente, uma área intracapsular na face medial do colo femoral é observada sobrepondo a parede do acetábulo, criando uma imagem triangular densa. Na maioria dos casos de epifisiólise, esse triângulo é perdido. A tíbia vara de Blount pode ser uni ou bilateral sendo a primeira condição mais freqüente em adolescentes e a segunda mais freqüente em lactentes.


  1. Acerca das reações periosteais, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:

  1. representam osso “novo”, isto é, neoformação óssea

  2. é vista mais precocemente em pacientes mais jovens

  3. a sua configuração fornece informações quanto a duração e agressividade do agente causador

  4. sempre está associada à destruição cortical óssea

  5. a reação óssea sólida contínua é vista, por exemplo, no osteoma osteóide




  1. A respeito da doença de Legg-Calve-Perthes, marcar a INCORRETA

  1. representa osteonecrose da epífise proximal do fêmur

  2. meninos são mais afetados

  3. o sinal radiológico mais precoce é a osteoporose periarticular

  4. o espaço articular coxofemural está diminuído em todos os estágios da doença

  5. pode-se observar um fenômeno de vácuo

Comentário: Doença de Legg-Calve-Perthes é o nome aplicado a osteonecrose da epífise proximal do fêmur. É 5 vezes mais comum em meninos do que em meninas, geralmente entre 4 e 8 anos de idade. Qualquer quadril pode ser afetado (envolvimento bilateral em 10% dos casos). O primeiro sinal radiológico da doença é a osteoporose periarticular e o edema dos tecidos moles com distorção dos planos adiposos pericapsulares e iliopsoas. Posteriormente, o deslocamento lateral do centro de ossificação produz alargamento da face medial da articulação. Durante toda evolução da doença, o espaço articular é muito bem preservado porque a cartilagem articular não é afetada. Ocasionalmente, pode ser observado fenômeno de vácuo causado por gás nitrogênio liberado para as fissuras na epífise da cabeça.


  1. A TC, nos casos de osteomielite, presta grande auxílio diagnóstico na detecção de (a):

  1. extensão da infecção

  2. abscessos de tecido mole

  3. edema e exudato

  4. seqüestros

  5. expansão intra-medular




  1. A localização da espondilolise na vértebra é:

  1. pedículo

  2. pars inter articularis

  3. processo transverso

  4. articulação interapofisária

  5. disco intervertebral




  1. Qual o tumor primário ósseo benigno mais frequentemente encontrado nas falanges da mão?

  1. osteoma osteóide

  2. osteoma

  3. encondroma

  4. fibroma condromixóide

  5. osteocondroma




  1. Doença de Kienböck se refere a necrose asséptica do osso:

  1. semilunar

  2. escafóide

  3. navicular

  4. metatarso

  5. fêmur




  1. Ao se fazer um RX de joelho de um menino, notou-se aumento da fossa intercondilar do fêmur, havendo lesão osteolítica de aspecto cístico, de contornos bem delimitados, na diáfise do fêmur. Ao se fazer outra radiografia com técnica de partes moles, evidencio-se grande aumento de partes moles. Qual o diagnóstico mais provável?

  1. Pseudo-tumor hemofílico

  2. Tuberculose articular

  3. Escorburto

  4. Sífilis óssea

  5. Nda




  1. Mulher adulta, 40 anos, obesa, sem antecedentes mórbidos, apresenta lombalgia bilateral sem irradiação para membros inferiores. Realizou TC que revelou lesão em corpo vertebral com acentuação das trabéculas ósseas caracterizando estriações verticais grosseiras com “padrão em favo de mel” ou “tecido canelado”. Qual o diagnóstico da lesão?

  1. Granuloma eosinofílico

  2. Mieloma múltiplo

  3. Hemangioma

  4. Doença de Paget

  5. Leucemia




  1. Homem de 55 anos apresenta luxação mais freqüente do ombro, acompanhada de lesão de Hill Sacks e Bankart. Qual é esta luxação e as respectivas fraturas relacionadas nesta imagem?

  1. Luxação anterior: face póstero-lateral da cabeça do úmero e face antero-inferior da glenóide

  2. Luxação posterior: face póstero-lateral da cabeça do úmero e face antero-superior da glenóide

  3. Luxação anterior: face póstero-medial da cabeça do úmero e face antero-inferior da glenóide

  4. Luxação posterior: face póstero-lateral da cabeça do úmero e face antero-inferior da glenóide

  5. Luxação anterior: face póstero-medial da cabeça do úmero e face antero-inferior da glenóide

Comentário: As lesões de Hill Sacks e Bankart são resultado de luxação umeral anterior. A lesão de Hill Sacks ocorre frequentemente por fratura da porção póstero-lateral da cabeça umeral. A lesão de Bankart ocorre por fratura da face anterior da margem inferior da glenóide.


  1. Atleta de 47 anos, praticante de arremesso de peso, com luxações freqüentes do ombro, começou a apresentar dor nos ombros (maior à direita) após se afastar do esporte. Como esse sintoma era comum em sua prática, não valorizou sua queixa clínica. Passados 5 meses, notou o aparecimento de massa palpável no ombro que estava ocasionando formigamento em seus dedos. A TC revelou lesão calcificada que permeava os planos musculares com comprometimento com comprometimento da articulação escapulo-umeral direita. Sua lesão representa:

  1. osteossarcoma paraosteal

  2. osteossarcoma justacortical

  3. tendinite cálcica complicada

  4. miosite ossificante

  5. osteomielite crônica

Comentário: A miosite ossificante é uma formação localizada de osso heterotópico nos tecidos moles e extremidades iniciada por traumatismo. O reto femoral e o braquial são os músculos mais frequentemente afetados. Existem 2 tipos desta lesão. O primeiro é aquele em que se observa uma lesão circunscrita justacortical; o outro é uma lesão semelhante a véu, menos delineada


  1. Sobre a fratura de Monteggia, é CORRETO afirmar:

  1. é uma fratura cominutiva da cabeça do rádio

  2. é uma fratura do terço distal da ulna com deslocamento volar do rádio

  3. é uma fratura do terço proximal da ulna com deslocamento volar do rádio

  4. é uma fratura do terço proximal do rádio com deslocamento anterior da ulna

  5. é uma fratura do terço distal do rádio com deslocamento anterior da ulna

Comentário: a fratura de Monteggia é a associação entre fratura da ulna e luxação da cabeça do rádio. Ocorre após pronação forçada do antebraço durante uma queda ou um golpe direto na face posterior da ulna. Na maioria dos casos, ocorre fratura na junção dos terços proximal e médio da ulna com angulação anterior associada a luxação anterior da cabeça do radio.


  1. Paciente diabético, com acentuada dor na coxa esquerda de início súbito, sem massa palpável. A TC mostrou aumento de volume do músculo vasto lateral, sem alteração dos coeficientes de atenuação e edema subcutâneo difuso. RM mostrou edema difuso com o músculo de volume aumentado, isointenso em T1 e hiperintenso em T2 aos demais músculos, com importante realce para-magnético EV. O diagnóstico mais provável é:

  1. Linfoma primário do músculo

  2. Miosite focal

  3. Piomiosite

  4. Infarto muscular

  5. Nda




  1. Radiografia anual de controle mostra aparecimento de lesão lítica no fêmur ao nível do trajeto fistuloso. O diagnóstico mais provável é:

  1. reagudização do processo inflamatório

  2. tumor ósseo primário

  3. infarto ósseo

  4. comprometimento ósseo secundário por carcinoma epidermóide

  5. nda




  1. A transformação maligna mais freqüente na Doença de Paget é:

  1. Condrossarcoma

  2. Tumor de células gigantes

  3. Osteossarcoma

  4. Fibrossarcoma

  5. Sarcoma de Ewing




  1. Em relação aos meniscos da articulação do joelho, qual afirmativa é CORRETA?

  1. os meniscos medial e lateral têm o mesmo tamanho

  2. o menisco lateral é maior que o medial, o menisco discóide lateral é mais freqüente que o menisco discóide medial

  3. o menisco medial é maior que o lateral, o menisco discóide lateral é mais freqüente que o menisco discóide medial

  4. o menisco medial é maior que o lateral, o menisco discóide medial é mais freqüente que o menisco discóide lateral

  5. o menisco lateral é maior que o medial, o menisco discóide ocorre com a mesma freqüência nos compartimentos




  1. Depósito de hemosiderina no tecido sinovial e derrame articular marrom ou sero-sanguinolento, o diagnóstico mais provável:

  1. Doença de Wilson

  2. Hemocromatose

  3. Ocronose

  4. Sinovite vilonodular pigmentada

  5. Gota

Comentário: A sinovite vilonodular pigmentada é uma proliferação fibro-histiocítica localmente destrutiva, caracterizada por muitas protrusões sinoviais vilosas e nodulares que afeta articulações, bursas e bainhas tendíneas. Há predileção pelo sexo feminino e maior incidência entre a terceira e quarta décadas. A presença de um líquido sinovial serosanguinolento na ausência de traumatismo sugere fortemente o diagnóstico. A RM é extremamente útil para o diagnóstico porque em imagens ponderadas em T2 as massas intra-articulares demonstram uma combinação de áreas com sinal de intensidade elevada, representando líquido e sinóvia e áreas com sinal intermediário / baixo secundárias à distribuição de hemossiderina na sinóvia. Podem ser vistos, ainda, sinóvia espessada e ocasionalmente erosões ósseas.


  1. Sobre a gota, é CORRETO afirmar:

  1. Caracteriza-se por deposição de pirofosfato de cálcio nas articulações

  2. Os espaços articulares são comprometidos precocemente

  3. São comuns lesões osteolíticas “em saca bocado” e tofos em partes moles

  4. osteoporose peri-articular

  5. Tem uma distribuição periférica, acometendo o primeiro quirodáctilo (podagra)




  1. O método mais utilizado para avaliação de idade óssea nos punhos e mãos é o de:

  1. Morquio

  2. Legg-Perthes

  3. Campbell e Cilley

  4. Greulich Pyle

  5. Baker




  1. Vértebra “em moldura de quadro” é característica de:

  1. Condrossarcoma

  2. Paget

  3. Osteossarcoma

  4. Condromalácia

  5. Granuloma eosinofílico




  1. Das doenças abaixo, qual é caracterizada por aumento da fenda intercondilar do fêmur?

  1. Gota

  2. Acromegalia

  3. Hiperparatireoidismo

  4. Hemofilia

  5. Artropatia neurotrófica




  1. Radiografia das mãos com técnica de mamografia é um método de alta resolução para avaliação das alterações precoces do hiperparatireoidismo. Onde procurar reabsorção periosteal?

  1. Escafóide

  2. Quinto metacarpo

  3. Falanges distais

  4. Semilunar

  5. Falanges médias do II e III quirodáctilos




  1. O cisto de Baker é um aumento da bursa localizado entre as inserções tendíneas dos músculos:

  1. gastrocnêmio – semitendíneo

  2. vasto lateral e intermédio

  3. gastrocnêmio – semimembranoso

  4. grácil-semitendíneo

  5. gastrocnêmio-vasto lateral




  1. Sinovite vilonodular pigmentada, artrite reumatóide e artrite hemofílica apresentam como característica como a todas:

  1. produzirem hipertrofia sinovial

  2. acometerem predominantemente o sexo masculino

  3. bilateralidade

  4. não produzirem derrame articular

  5. o tornozelo ser o local mais freqüente de acometimento




  1. Existem seis compartimentos sinoviais localizados na face dorsal (extensora) do punho. O quinto compartimento extensor contém qual (quais) tendão (tendões):

  1. extensor radial curto e longo do carpo

  2. extensor dos dedos e indicador

  3. extensor do dedo mínimo

  4. extensor ulnar do carpo




  1. Paciente diabético, com acentuada dor na coxa esquerda de início súbito. Não há massas palpáveis. A TC mostrou aumento de volume do músculo vasto lateral, sem alteração dos coeficientes de atenuação e edema subcutâneo difuso. RM mostrou edema difuso, com o músculo de volume aumentado, isointenso em T1 e hiperintenso em T2 aos demais músculos, com importante realce pelo contraste. O diagnóstico mais provável é:

  1. linfoma primário do músculo

  2. miosite focal

  3. piomiosite

  4. infarto muscular

  5. nda




  1. Lesão epifisária osteolítica de aspecto não agressivo. Diagnóstico provável:

  1. osteoblastoma

  2. condroblastoma

  3. defeito fibroso cortical

  4. encondroma

  5. fibro-histiocitoma benigno




  1. Os nódulos de Schmorl são vistos em todas abaixo, EXCETO:

  1. hiperparatireoidismo

  2. metástases

  3. doença de Scheuerman

  4. osteoporose

  5. osteomalácia




  1. No osteoma osteóide, pode-se observar, EXCETO:

  1. nidus com ou sem calcificação central

  2. grande esclerose em torno

  3. caráter insuflante

  4. semelhança com abscesso de Brodie

  5. pode comprometer elementos posteriores em vértebra




  1. A condrocalcinose pode ser encontrada nas seguintes doenças, EXCETO:

  1. amiloidose

  2. doença de depósito de pirofosfato de cálcio

  3. hiperparatireoidismo

  4. ocronose

  5. hemocromatose




  1. Com relação à doença metastática para o esqueleto, assinale a alternativa INCORRETA:

  1. a maior parte das lesões é assintomática

  2. reação periosteal e massa de partes moles são achados freqüentes

  3. a incidência de lesões líticas é maior que a de lesões escleróticas

  4. cintilografia e RM são altamente sensíveis para a localização da lesão

  5. TC e RM avaliam infiltração medular e destruição cortical




  1. Radiografia simples da mão esquerda em que se observa destruição óssea, subluxação e anquilose das articulações interfalangianas distais. O diagnóstico mais provável é:

  1. gota

  2. artrite psoriática

  3. síndrome de Reiter

  4. artrite reumatóide

  5. hemofilia




  1. Considerando as seguintes afirmações em relação a doença da questão anterior, assinale a alternativa CORRETA.

I – o envolvimento das articulações interfalangeanas distais dos dedos das mãos é mais frequentemente simétrico

II – é incomum, em associação às lesões ósseas, o aparecimento de tumefações de tecidos moles adjacentes



III – é freqüente a associação com sacroileíte uni ou bilateral e sindesmófitos na coluna dorsolombar


  1. Apenas a afirmativa I é verdadeira

  2. As afirmativas I e II são verdadeiras

  3. Apenas a afirmativa III é verdadeira

  4. As afirmativas II e III são verdadeiras

  5. Todas as afirmativas são verdadeiras




  1. Qual das artropatias abaixo não cursa com alterações ósseas nas mãos?

  1. Síndrome de Reiter

  2. Espondilite anquilosante

  3. Artrite de Jaccoud

  4. Osteoartrose




  1. Pseudoartrose de tíbia e neurofibromatose




  1. Artrite de Jacoud





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