Moxabustão



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Moxabustão

Ling Shu Capítulo 73

"O que não pode ser tratado com agulhas deve ser feito com as moxas". "Quando a

energia Yang está fraca internamente, expressando um pulso fraco, o médico deve

utilizar as moxas"- Cap. 10.

As moxas( em chinês Jiu: termo que tem o sentido de "queimar") permitem, pela

combustão de diferentes materiais, excitar os pontos de acupuntura, a fim de

regularizar a atividade fisiológica do corpo.


Moxas com Calor
Moxas de Artemísia:

Artemísia é uma planta com cheiro forte. "De natureza extremamente quente, ela faz circular para baixo, quando empregada em medicamentos e, para cima, quando empregada em moxas" Zhu Dan-xi(1 280-1 358).


Uso Interno da Artemísia

  1. Características

- Sabor picante e amargo

- Natureza quente

- Adentra nos meridianos do Pulmão, Fígado, Baço e Rins


  1. Ação do Artemísia:


- Aquece os meridianos e estanca as perdas de sangue das funções vitais

- Dispersa o frio e elimina as dores

- Cessa a tosse, acalma a asma e torna fluidas as mucosidades


  1. Emprego

- Útero vazio e frio, esterilidade

- Dores abdominais das menstruações

- Leucorréias

- Loinbalgias

- Opressão toracoabdominal

- Tosse e asma

Uso externo da Artemísia

Emprego:

- Aquecer e fazer circular o Qi e o Sangue

- Fortificar o Rein Yang( Yuan Yang)

- Eliminar o vento e dispersar o frio


  • Refrescar o calor e dissipar o vento

  • Vivificar o sangue e dissolver as estases

d) Moxa com caixa de Moxas:
Composto de um quedrado de madeira, com 16 cm de comprimento, 12 cm de largura e 9 cm de altura. A 3 cm de comprimento fixa-se uma grade metálica cujas malhas são de 2 mm. Coloca-se 2 a 3 porções de moxa, com 2 a 3 cm de comprimento sobre a grade, a 3 cm de distância da pele, para um aquecimento mais rápido, ou lado distante 6 cm da pele para difusão do calor lento. Esta técnica é usada para aquecer grandes áreas, vários pontos de acupuntuta simultaneamente, parte superior e inferior das costas, lombar, epigástrio, abdõmem, baixo ventre e as coxas.
Fumigação com artemísia
É a operação de produzir vapores, oriundos de substâncias medicinais, utilizando as propriedades terapêuticas.

- Fumigação com vapor

- Fumigação com um moxeiro

- Fumigação com um copo

- Fumigação com bastão de artemísia

Indicações: síndromes Bi, edemas abdominais, diarreias, dores; abdominais do tipo frio.



Moxa sem artemísia
Moxa de Enxofre:

Colocar um pouco de enxofre conforme o tamanho do furúnculo e acendê-lo com um outro tanto de enxofre aceso. Utilizada nos abcessos, furúnculos e fístulas.


Moxa de cera:

Com uma massa de farinha e água, fazer uma coroa de 1 cm ao redor da úlcera. Logo após, derreter a cera com ajuda de brasa de carvão, e resfriá-la com uma gota d'água, quando o paciente referir calor forte.



Indicações: úlceras furúnculos e antraz.
Moxa de Tabaco:

Para casos de urgência, porém, cuidar porque a temperatura é mais alta que a da moxa, e não é uniforme.



Indicações: reaquece os vasos e dispersa o frio.
Moxa de madeira de aroeira ou pessegueiro:

Pôr fogo em uma das extremidades de um ramo, apagando a chama e utilizando a brasa incandescente, sem queimar.



Indicações: reumatismos, abcessos, furúnculos úlceras e escrófula.

Moxa de seiva de junco:

Seiva de junco embebida em óleo de gergelim, e será usada como sendo um bastão. Dispersa o vento, melhora a aparência, relaxa o peito, faz circular o Qi, evacua as mucosidades, acalma o espírito e os espasmos.



Indicações: trata o estômago e abdômem doloroso, malária, parotidite, indigestões e as convulsões infantis.
Moxas sem calor
Sua eficácia não redide no calor, mas na ação vesicante dos produtos utilizados.
Moxa de pasta de alho:

Uma pasta de alho roxo, em forma de emplastro sobre o ponto a ser tratado: IG4 trata de amigdalites e P 10 trata as faringites.


Moxa de Evodia rutaecarpa:

Reduzir os frutos a pó, misturando com vinagre para fazer um emplastro. Pôr sobre o ponto R1 diariamente.



Indicações: edemas das crianças.
Moxa da pasta de folhas de Ranunculus japonicus(ranúnculo amarelo):

Fazer uma pasta do macerado das folhas. Provoca irritação sobre a pele com hiperemia e bolhas. Indicações: malária, nos pontos P8, SC6 e VG 14.


Moxa da pasta de Eclipía próstata:

Emplastro sobre o ponto até produzir bolha.



Indicações: malária no ponto VG 14.
Moxa de pasta de raiz de Euphorbia kansui:

Emplastro sobre o ponto.



Indicações: malária, no ponto VG 14.
Moxa de pasta de Ricinus communis:

Emplastro sobre VG 20 para curar prolapso uterino, e sobre R1 para facilitar o trabalho de parto difícil.


Moxa de pasta de grão de mostarda branca:

Pó misturado com água em forma de emplastro, atuando contra dores reumáticas.




Moxa fria sobre o umbigo:

Pôr uma compressa sobre o umbigo, enchendo a cavidade com pó de alume, que será umedecido por gotas de água, até provocar sensação de frio penetrando no abdómen, para liberar a micção e as fezes.



Indicações:_nos quadros de Calor, com anúria e constipação.
Regras no tratamento por Moxabustão
Indicações:

1. Aquecer para dispersar o Vento, Frio e a Umidade.

Facilita a circulação do Qi e do Sangue, relaxa os músculos e tendões e reforça a atividade funcional do trato digestivo. Utiliza-se para tratar:

- Os Bi do Vento, Frio e Umidade

- As dores abdominais, afecções gastrointestinais, diarreias e dismenorréias tipo Frio.


2. Reaquecer para favorecer a circulação nos meridianos e colaterais:

Para regularizar do Qi e do Sangue e cessar as dores oriundas da Estagnação de Qi e acúmulos de Sangue. É usada para:

- Parestesias, dores, dismenorréias, edemas causados por Estagnação de Qi ou acúmulos de Sangue obstruindo um meridiano ou colateral.
3. Aumentar o Qi e Nutrir o Sangue:

- Atrofias musculares, paralisias, diarreias crónicas, as cistites crónicas, nefrites crónicas, mal posicionamentos fetais e falta de lactação por deficiência orgânica.
4. Aquecer os Rins, reforçar o Yang dos Rins, tonificar o Qi mediano e cessar

as ptoses e os corrimentos:

- Impotência, espermatorréia, a ejaculação precoce, as afecções devidas a um estômago Vazio e Frio, as ptoses gástricas e uterinas, a enterite crónica.

- Recuperar o Yang, e minimizar a sua debilidade.

- Dissimular as perdas de consciência com dispneia, pulso fraco, olhos fechados e convulsão dos membros.
5. Purificar e dissipar o calor tóxico:

Tem ação analgésica, cicatrizante, dissipadora das inflamações piogênicas, dissolvente dos coágulos e dos "acúmulos". Usado em:

- Tuberculose pulmonar ou linfática, úlceras ou fístulas que não cicatrizam.
6. Ação profilática: Ação preventiva.

- Es 36 reforça a saúde, VC4 e Be 23 para fortalecer o Yang original, IG4, VG 24 e Be 12 para prevenir resfriados.


Contra-indicações da Moxabustão:
- Doenças febris, com pulso rápido e Yin em Vazio.

- Quadros de Yin Vazio e de Calor lnterno( Calor Vazio), por poder elevar o Fogo e perturbar as "aberturas puras".

- As Síndromes de Plenitude-Calor.

- Os casos de cefaléia oriundos do Excesso de Yang do fígado.

- Zhong Fengf ictus apoplético) do tipo fechado.

- Na desnutrição ou em uma constituição débil, com o estômago cheio ou na embriagez.


Deve-se:

- Estar muito atento aos casos de grande desidratação, nas transpirações profusas, nas hemorragias ( perdas sanguíneas como a menstruação também) e nos edemas generalizados.

- Nas gestantes, evitar o moxabustão sobre pontos do baixo abdómen e região lombossacra.
Não se deve fazer:

- Moxas diretas no rosto, ao redor dos orifícios naturais, nas regiões pilosas, as cicatrizes, nos pontos descarnados, nas articulações do pulso e do tornozelo.

- Moxas na região do coração, ao redor dos olhos, no pescoço e na nuca, sobre os órgãos sexuais e nas proximidades de uma mucosa ou de um vaso sanguíneo importante.


Pontos de Acupuntura proibidos para a Moxabustão
-VG3, 6, 15, 16, 25;

- Be 1, 2, 6, 10, 15, 20, 36, 37, 40, 62;

-IG19, 20;

-VB 15,42;

- Es 7, 8, 9, 31, 32, 33, 35, 38;

- TA 4, 23;

-ID17, 18, 19;

-Pu 3, 8, 10, 11;

-BP1.6, 7, 9, 20;

-VC 15;


- SC 9.
Deve-se evitar o rosto, onde a moxa pode causar uma supuração ou deixar cicatrizes. Na lista existem pontos , porém, que podem dar bom efeito terapêutico: BP1 para sangramento uterino e Es 31 para gonalgias.

Ação: refresca o calor, elimina as toxinas, fortifica o estômago e os intestinos,

fortalece o Yang, sustenta a base e impede a debilidade.



Indicações: gastroenterite aguda, desarranjos intestinais, vómitos, doenças

crónicas do estômago e dos intestinos e prolapso anal.



b. Moxa de cróton (Croton tiglium): pôr emplastro sobre o umbigo, a acima desta

acender a moxa.


Môxa com auxílio de Bastões de Artemísia (moxa indireta)
Moxa suspensa:

O terapeuta acende o bastão e põe sobre o ponto de acupuntura, a 1 cm de distância aproximadamente. A pele sentirá aquecimento, porém não deve ser queimada, por um período de 5 a 10 minutos.



Indicações: nos quadros clínicos de Baço-Estômago Vazios e Frios , impotência masculina, disenterias, cistites e no baixo ventre frio e doloroso, artrites reumáticas, parestesias e paralisias.

Forma:

  1. O bastão é sustentado entre o polegar, indicador e o dedo médio da mão direita, onde o dedo mínimo deve apoiar na pele para evitar tremores e cansaço,

  2. O bastão sustentado entre o polegar e indicador, e o dedo médio é apoiado próximo do ponto a ser cauterizado.


Diferentes Métodos de Moxa

a. Moxa com calor moderado e constante:
Aproximar a moxa no ponto a uma distância de 1 a 2 cun de acordo com a reação

do paciente, que deve sentir calor a não dor, a distância será alterada conforme a

sensação do paciente. Geralmente a pele fica vermelha e congesta, porém sem

bolhas.


Incicação: resgatar os Jing Luo e eliminar o Frio ruim.
b. Moxa "bicada":
Pôr a moxa sobre o ponto à distância de 2 cun da pele. Realizar o movimento de subida-descida, como o frango que bica, na ação de levantar e abaixar sucessivamente o fogo. Controlar atentamente a duração da moxa( em geral de 1 a 2 minutos), evitando muita proximidade da pele para evitar queimaduras.

Indicações: perda de consciência, síncope, Bi do Vento, da Umidade e do Frio.
c.Moxa tipo "passar roupa":

Pôr a moxa acessa a 1 cun de distância da pele, fazendo um movimento de vai-vem na horizontal sobre o ponto a ser cauterizado, em forma de varredura, semelhante a passar roupa, de 5 a 10 minutos.



indicações: doenças de pele, dermatose, frieiras, Bi da Umidade e do Vento sobre uma grande superfície, paralisia e parestesia.

Moxa Indireta
O emprego desse método é particularmente adequado às doenças crónicas e às infecções e ulcerações do revestimento cutâneo.
1. Moxa de alho( allium sativum)

a. Com fatia de alho: sobre uma rodelinha perfurada de alho, pôr um cone pequeno que será aceso e troca por outros cones até o número proposto(geralmente de 3 a 6). No final, a pele deverá estar vermelha e úmida, e o paciente terá sensação de descanso, sem dor nem bolha.

A cão: refresca o calor, elimina as toxinas, vivifica o sangue, dissolve os acúmulos, acalma a dor e faz desaparecer os edemas.

Emprego: furúnculo, antraz, estágio inicial das infecções piogênicas da pele, picadas de insetos e de cobras, fase inicial das úlceras cutâneas, tuberculose óssea, escrófulas.

b. Com pasta de alho: Em forma de emplastro quando a superfície a ser tratada é grande. Deve ter a espessura de 3 mm, sobre o qual se põe uma moxa grande, permanecendo até que o emplastro esteja seco.


2. Moxa de cebolinha(Allium íuberosum)

Utilizando cebolinhas inteiras, com as mesmas indicações da moxa de alho.


3.Moxa de Acônito

Emplasto de Àcónito: emplastro de 3 mm de espessura para uma moxa média, mantendo a mesma até o emplastro ficar seco.

Ação: Aquece os Rins, fortifica o Yang original(Yang dos Rins), restabelece a debilidade, cessa a transpiração, renova as células, elimina o que está "podre".
Medicina Interna:

Rins em estado de vazio, impotência, ejaculação precoce, Yang em estado de vazio e transpiração espontânea. Debilidade por vazio, insuficiência cardíaca, pelve fria e dolorosa, Baço-Estômago Vazios e Frios, diarreia e Bi devido ao Frio.


Medicina Externa:

Úlcera cutânea crónica supurante que não cicatriza, fístulas, com acelerador da cicatrização.


b.Fatia de Acônito: similar à da moxa com alho.
4.Moxa de Gengibre( Zingiber officinale fresco)

Usar fatias de 5 mm , perfuradas, pondo um cone de artemísia aquecido, trocando o cone por outro até que o gengibre esteja seco. Ao final o paciente terá a sensação de descanso, e a pele deverá estar vermelha e ainda, sem bolha.



Emprego

Dispepsia, abdómen doloroso, diarreia, espermatorréia, ejaculação precoce, dores

reumáticas do tipo Vazio-Frio.
5. Moxa de pimenta branca

Misturada com farinha branca, um emplastro de 2cm de diâmetro por 2 mm de espessura. Sobre o emplastro por um pó de cravo da índia, canela e almíscar. Indicações: Bi do Vento, Frio e Umidade, parestesia e paralisia da face.


6.Moxa do grão de soja fermentada:

Fazer um emplastro com a pasta de grão de soja fermentada, e sobre ele pôr a moxa.



Indicações: furúnculos, ulcerações cutâneas.
Forma com componentes Medicamentosos

Fazer o emplastro e, em cima pôr a moxa.



Indicações: furúnculos, antraz, infecção cutânea inicial.
7. Moxa de Ioesse:

É uma variedade de limo calcáreo, de partículas muito finas. Fazer emplastro de 3 cm de diâmetro por 2 mm de espessura, perfurado, acrescentando a moxa.



indicações: furúnculos e antraz, especialmente nas costas.
8. Moxa de cebola:

Usar fatias da cebola branca ao redor do umbigo, associando grandes cones de moxa.



Indicações: colapso, flatulência, dores abdominais do tipo Frio, anúría e retenção urinária.
9. Moxa de GeXie Jiu (Allium macrostemon chinense):

Mesma preparação e indicações da moxa de cebola.


10. Moxa de ramo de artemísia:

- "ferro de passar" e "raios solares".

a. "ferro de passar": de maneira uniforme, dispor um pouco do veludo de artemísia sobre a área a ser tratada. Recobrir com vários pedaços de tecido e por cima colocar um ferro aquecido.



b. "raios solares": dispor uniformemente um pouco de veludo de artemísia sobre o abdómen. A seguir expor o paciente aos raios do sol durante 10 a 20 minutos.

Indicações: debilidades constitucionais crónicas, alterações da pele e raquitismo nas crianças.
11. Moxa sobre o umbigo:

Com preparações diversas.



a. Moxa de sal marinho: aquecer o sal para remover a umidade. Pôr uma gaze sobre o umbigo, preenchendo-o com sal. Pôr uma moxa grande sobre o sal. O número de moxas depende da doença

Considerações
- Cessar a moxa quando a pele estiver hiperêmica. É possível fazer uma ou duas moxas por dia na mesma área.

- Se se deseja aumentar a difusão do calor, não se deve aproximar muito o bastão da pele, senão, uma queimadura acabará por interromper o tratamento.

- Se se quer aprofundar o calor, usa-se a técnica da "bicada", pressionando o ponto com a mão esquerda de forma que o calor se aprofunde, aliviando algias causadas pelo frio.

- Onde é necessário aquecer toda a região, por exemplo nas doenças de pele, pode-se usar o método de "passar roupa", em varredura, porém, de forma circular de fora para dentro , até o centro a ser tratado, onde a moxa será erguida e recomeçaremos o processo.

- Na Moxa Suspensa A TONIFICAÇÃO se faz pelo método "bicado", fechando o ponto a fim de aprofundarmos o calor. É importante conservar os dedos da mão esquerda próximos ao ponto a ser tratado, a fim de se avaliar o grau de calor e evitar queimaduras. A DISPERSÃO pelo método suspenso se faz com movimento circular numa distância constante da área a ser tratada, e o ponto não deve ser fechado com a mão.
Técnicas pessoais de Moxa Suspensa
a) Moxa em tonifícação sobre um ponto específico:

Com a mão direita segurar os 2 bastões, e com o dedo médio da mão esquerda localizar o ponto. Fazer o movimento de "bicada" a 1 cm da pele, durante 1 segundo, repetindo várias vezes ( 3 vezes no mínimo) até o paciente referir o calor. Cobrir o ponto aquecido para resfriá-lo, por 2 a 3 segundos. Ao fim de 6 a 7 minutos, há sensação de calor penetrante. Deve-se aquecer até que se obtenha uma placa vermelha, porém sem queimar.


b) Moxa em difusão( dispersão):

Com 2 bastões, aquecer a região do ponto com movimento circular maior. A mão esquerda controla a temperatura. A mão direita segura os bastões conforme a técnica anterior.


c) Moxa nos pontos Shu Dorsais:

Permite cauterizar, simultaneamente, 2 pontos idênticos. Segurar os 2 bastões colocando-se o dedo médio entre eles, na mão direita. A mão esquerda mantém o contato do dedo médio sobre as apófises espinhosas dorsais.




Conselhos para a prática das moxas
1. Deve-se preparar psicologicamente o paciente;

2. Pôr o paciente em posição confortável, relaxadamente durante o tratamento;

3. Os pontos tratados são os mesmos da acupuntura, porém, a moxa tem a vantagem de sensação de descanso e de bem-estar;

4. Com a moxa direta, o efeito é imediato e a ação terapêutica é persistente, enquanto que nas moxas indiretas o efeito é tardio e a ação terapêutica é curta.

5. As moxas serão aplicadas inicialmente nos membros superiores e em seguida nos inferiores. O tórax e o abdómen são tratados antes das costas e da lombar.

6. A duração e o número de moxas são maiores para LOMBAR, COSTAS e ABDÓMEN do que para o tórax e membros, sendo ainda mais reduzidos para a cabeça e pescoço.

7. Se a moxa tiver que ser associada à acupuntura, primeiro inserir e manipular a agulha e, depois de extraída, realizar a moxabustão. Pode-se também, depois de manipulado, queimar uma moxa sobre a agulha, antes de retirá-la.

8. Quando a doença é recente e a resistência orgânica for boa, devem-se fazer muitas moxas e ir reduzindo o número progressivamente, conforme a melhora. Quando a doença é crónica, e o organismo está debilitado, deve-se diminuir o número de moxas e, a seguir aumentar quando a doença evoluir favoravelmente.

9. Pode-se aumentar o número de moxas para pacientes jovens e vigorosos. Deve-se diminuir o número em crianças e idosos. Deve-se aumentar o número de moxas nas Síndromes Vazio-Frio, no inverno e nas regiões frias.
Efeitos da moxabustão
A moxa tem tendência a mobilizar rapidamente o Qi, assim:

- Na debilidade do Yang, com arrepios, transpiração, atordoamento, as moxas sobre VC 6 ou VC4 permitem levar energia ao centro.

- Num caso de Fogo Vazio, tendendo a subir, pode-se fazer descer novamente o Yang, aplicando moxas sobre VC4 e VC6 ou sobre as pernas.

- Nos casos de hipertensão arterial, as moxas aplicadas sobre Es 36 e Es 40 podem reduzir a pressão arterial.

- Nos casos de atordoamente por Vazio na cabeça, usar moxa sobre VG 20. Porém, se o atordoamento decorre de Plenitude ou de um Vento ruim, a moxa sobre VG 20 pode agravar os sintomas, acrescentando febre e cefaléias. Para reequilibrar, usar moxas na parte inferior do corpo.

- As moxas sobre o umbigo são muito eficazes para tonificar o Qi, mas seu abuso pode provocar perturbações do sono. É necessária prudência no emprego de moxas em jovens. A partir dos 40 anos, pode-se fazer 1 tratamento por ano, e 2 após os 50 anos.

- As moxas feitas sobre o umbigo aumentam a energia na parte superior do corpo. I Quando a constituição do paciente faz com que sua e energia suba( um tipo mais mental), as moxas podem agravar esta tendência, e isso, mais ainda quando o ponto escolhido está situado mais para cima( por exemplo no mar superior de energia). Para dissimular este risco, pode-se fazer moxa nos pontos de baixo, por exemplo R3, R7 e R10.

- Quando as moxas são utilizadas abaixo do umbigo, deve-se equilibrar a parte inferior do corpo, mas nesse caso, os pontos previamente escolhidos são somente agulhados.



- Após o tratamento com moxabustão, o paciente deve beber com moderação e evitar os legumes e frutas crus, os alimentos gordurosos e o álcool. Além disso, deve-se abster de relações sexuais, manter o espírito calmo e não tomar frio.

Moxabustão com Cones de Artemísia
O tamanho e o número de cones depende da natureza da doença.

- Utilizar CONES MAIORES para a musculatura espessa da cintura, costas e abdómen, ombros e coxas

- Utilizar CONES MENORES para musculatura reduzida e pele fina, nuca e

extremidades dos membros.

O menor número utilizado é de 1 a 3, e o maior número é de centenas. Nas

Síndromes de Vazio Frio devemos usar vários cones.

Existem 2 métodos:

- Cone diretamente na pele

- Cone intercalando um produto entre o cone e a pele.
Moxa Direta
A moxa é agressiva para a pele e conforme o grau de agressão temos:

- Moxa sem cicatriz

- Moxa com bolha

- Moxa com cicatriz


Moxas sem cicatriz
Utilizar um cone médio ou pequeno, retirando-o antes que queime completamente, ou que provoque ardência. Ir acrescentando cones sucessivamente. O cone deve ser retirado quando já queimou 1/4 ou 2/5 de seu todo. Esta técnica trata doenças tipo VAZIO E FRIO, como lombalgia, diarreia, dores abdominais, impotência, etc.
Moxa com bolhas
Utilizar cones pequenos, deixando o cone aquecer-se até que surja uma auréola amarela. Aparece uma bolha após 1 ou 2 horas, que não deverá ser furada, mas ser reabsorvida naturalmente. É empregada na asma, tuberculose e escrófula.
Moxa com cicatriz
Untar o ponto com suco de alho, colocando o cone até que seja consumido completamente para ser substituído por outro, conforme o número de cones planejado para o tratamento. Ao terminar, a pele fica queimada, escurecida e deve ser protegida por vaselina e uma compressa. Emprego:

-Asma utilizando Be 12, 13, 43 e VC 17

- Úlceras gastroduodenais e edemas em VC 9, 4, 6 e Es 36

- Impotências e redução da capacidade sexual masculina em VC6 e Es 36

- Manutenção da saúde/prevenção com Es 36, Be 43 e VC 6

Moxa indireta com gengibre.



Moxa direta com cone.

Com agulha quente: com a agulha filiforme retida no ponto, enrole o cabo firmemente em algodão de moxa e acenda para provocar um calor brando em torno da área do ponto. Este método, é adequado para pacientes nos quais a agulha retida e a moxabustão são indicadas, tais como aqueles que sofrem de articulações doloridas devido ao frio ou à umidade.













- Método "pardal se alimentando" com o bastão üc moxa.




- Um pedaço de bastão de moxa espetado no topo da mão.

Precauções e observações:

Se a moxabustão tiver que ser aplicada nas partes superior ou inferior do corpo de alguém sentado, trate a parte superior primeiro. Trate as costas antes do aspecto abdominal, a cabeça e o corpo antes das extremidades. Contudo, deve-se considerar n condição patológica e o número de locais a serem tratados.

Ao determinar o tamanho do cone de moxa ou quantos cones devem ser utilizados, ou a duração da aplicação do bastão de moxa, deve-se levarem consideração as condições patológicas do paciente, a constituição geral e a idade, bem como o local onde a moxabustão deve ser aplicada. Em geral são utilizados 3-5 cones para cada ponto e 10-15 minutos para a aplicação do bastão de moxa.

A moxabustão é contra-indicada com febre alta, tanto devido aos fatores exógenos quanto à deficiência de v/h.

A moxabustão cicatrizante não é apropriada na face e na cabeça por razões estéticas. A moxabustão não deve ser efetuada na região inferior do abdómen ou na região sacral de mulheres grávidas.. Alguns livros médicos da Antiguidade condenam a moxabustão em certos pontos, a maioria dos quais está perto de órgãos ou artérias importantes. Alguns exemplos são o Jing ming (Be. 1), perto do globo ocular, e o Renying (E. 9), acima da grande artéria. Para maiores detalhes consulte o método em acupuntura e moxabustão.

A moxabustão pode deixar vários graus de queimadura no local. Essas queimaduras vão desde a sensação de calor e vermelhidão local que desaparecerá por si só, até a formação de bolha. Tome cuidado para não deixar que pequenas bolhas estourem, visto que o fluido será absorvido sem infecção. Entretanto, as bolhas maiores devem ser perfuradas e drenadas. Se houver formação de pus, a bolha deve ser coberta para evitar uma infecção maior.



Ventosaterapia
No século passado usava-se a campânula de vidro, através do princípio do vácuo pela queima do ar no seu interior, a fim de gerar sucção no local.

A ventosa seca era aplicada na pele causando trauma sub-cutâneo.

Na ventosa molhada, a pele era irritada por um instrumento cortante, provocando uma leve sangria chamada de "escarifícação" imediatamente antes da ventosa ser aplicada. É um método especial para provocar sangria e é considerada uma medida contra - irritante. As medidas contra - irritantes provocam o deslocamento da dor e o efeito conhecido na Medicina Oriental como "alívio da superfície corporal" por obstrução do Q.I., Vento-Frío, Umidade, muito útil no combate das dores por espasmo muscular e enrijecimento muscular.

No Egito Antigo já foi utilizada a ventosa. Hipócrates cita a ventosa em seus escritos, fazendo referências que o povo grego usava as ventosas no século IV antes de Cristo.


Registros Históricos

Indios americanos cortavam a parte superior do chifre dos búfalos com 2 e 1/2 polegadas de comprimento, sugando na ponta do chifre, gerando vácuo e tamponando em seguida.

Os curandeiros da medicina índia andina sugavam com a boca, extraindo por sucção o veneno injetado na circulação por picada de cobras, aliviando a dor e as caimbras no abdómen.

Hipócrates
Hipócrates usava a ventosa "seca" e a "molhada" como principal tratamento nas desordens menstruais. Prescrevia grandes ventosas de vidro a serem aplicadas nos seios de mulheres que sofriam de menorragia. Nas descargas amareladas vaginais, usava as ventosas por período prolongado, em diferentes partes das coxas, virilha e abaixo dos seios.

"Na aplicação da ventosa molhada, se o sangue continuar a fluir copiosamente, após a retirada da ventosa, as ventosas precisam ser aplicadas novamente até que saiam todos os excessos. De outra forma o sangue vai coagular, retendo-se nas incisões, e úlceras inflamatórias podem se formar. O local não pode ficar umedecido. Não é permitido que o paciente se deite sobre as escaríficações." Hipócrates foi o primeiro a propor a ideia de Constituição, baseado nos humores ou fluidos corporais, definindo 4 tipos básicos:

1. Fleugmático ou Linfático, cujo metabolismo é frio, relacionado ao excesso de Rim.

2. Sanguíneo, cujo metabolismo é muito forte, relacionado ao excesso de Pulmão.

3. Colérico , cujo metabilismo é moderado, relacionado ao excesso do Coração e do Estômago.

4. Melancólico, cujo metabolismo é acelerado, relacionado ao excesso de

Fígado.

No Ocidente Antigo, as ventosas tratavam muitas doenças, principalmente pela ação energética gerada pela respiração. Celsus, no século l depois de Cristo, prescreve as ventosas, citando aue o edema subcutâneo produzido pela ventosa seca consiste no "Flactus" (gases) derivados da respiração, e indicava as ventosas tanto em doenças crónicas quanto as agudas, inclundo ataques de febre, e em especial no stress. Quando houver perigo de fazer a sangria, torna-se seguro as ventosas secas. Podem ocorrer edemas nas ventosas secas ou nas molhadas.



Galeno prescrevia ventosas de vidro, chifre e latão, indicando a sangria na área abdominal para liberar as alças intestinais dos depósitos tóxicos. A ventosa era indicada para "aliviar a dor, reduzir a inflamação, dispersar edemas, induzir o apetite, restabelecer as energias do Estômago, deter a hemorragia e beneficiar a menstruação". INDICAÇÕES: letargia, hiperexcitabilidade e doenças oculares.
Experiência Médica

Boerhaave usou a ventosa para tratar pneumonia. Richard Mead tratava apoplexia aplicando ventosas no pescoço com profunda escarificação. Fazia escarificação profunda na área occipital, associada às ventosas para tratar oftalmopatias.

A ventosaterapia persistiu até o século XIX, porém somente em balneários terapêuticos, feitas por atendentes treinados. Em 1845, Dr. Marshall Hall, do Hospital St Thomas, usou a ventosa molhada para a contra - irritação a fim de eliminar os humores mórbidos, o SÁ.
Baunscheíditismo

KarI Baunscheidt, nascido na Alemanha em 1809, usou um múltiplo escarifícador para eliminar os humores mórbidos. As erupções cutâneas criadas eram importantes para a cura e eram cobertas com óleo: a doença saía para fora do corpo. MOSTRAR O ESCARIFÍCADOR, O MARTELO DE 7 PONTAS.

Esta técnica foi muito usada na Alemanha, Inglaterra, França, Holanda, Rússia, América do Norte e África.

O uso das sanguessugas (Hirudus medicinalis), verme aquático, teve origem na Grécia, cuja técnica consistia em extrair sangue com os humores mórbidos: toxinas ou elementos deteriorados que se acumularam nos vasos sanguíneos e nos músculos enrijecidos: uma reação nociceptiva na pele. A sangria, portanto,estimula o sistema sanguíneo.


O uso da Sangria de Capilares

É uma técnica chinesa. Num quadro de Mucosidade com Estagnação do Qi do Fígado, por exemplo na hipertensão, deve-se realizar a sangria nos pontos TING das mãos e dos pés ( pontos de início ou final dos meridianos). É o sangramento provocado por punção das finas dilatações capilares na superfície da pele. Estas dilatações capilares são causadas por Estagnação da Circulação Sanguínea, e podem apresentar colorações avermelhadas, vermelho escuras, púrpuras ou cianóticas. Após sangrar as dilatações capilares, aplicar a ventosa: se produzirá alívio da Estagnação de Sangue e da atividade cardíaca e haverá aumento do estímulo circulatório geral.


Indicações da Sangria:

a . Pressão Arterial anormal, alta ou baixa

b . Infarto do miocárdío

c . Gripes e resfriados, amigdalites ( Calor no Pulmão: sangria em P10)

d. Asma em crianças

e . Queixas ginecológicas no climatério

f. Nevralgias ( sangria na área reflexa auricular), nas parestesias, dores nos ombros, cefaléia, lombalgia por excesso ( frio no canal da Bexiga)

g . Distúrbios digestivos (sangrar no Es 45), nas hemorróidas e doenças de pele.

h. Intoxicação por Monóxido de Carbono

i. Traumatismos e entorses


Contra • indicações da Sangria:
Na gravidez, nas doenças cardíacas e na desnutrição.

Bases Fisiológicas das Ventosas
A circulação é composta de uma rede de vasos sanguíneos com 90 mil quilómetros, circulantes 24 horas/ dia. O plasma é composto de 90% de água e 10% de oxigénio, gás carbónico e nitrogénio, proteínas, sais, hormônios, anticorpos e matérias tóxicas como a ureia e o ácido úrico. Nos fluidos corporais ( humores ) se processa o metabolismo, englobando 70% do peso em quantidade de água. A água intra e extracelular dissolve um grande número de substâncias. Assim, uma pele bonita e hidratada depende, portanto, de uma boa ingesta de água. Com o avanço da idade, as células do organismo vão perdendo água e a pele se torna ressecada e ruçiosa, e a desidratação, portanto, evoluirá para a senílidade.

Num bebé, 80% do seu peso é constituído por água. Num adulto, 70% do seu peso é constituído por água. Num idoso, 60% do seu peso é constituído por água.

60 trilhões de células perdem água, o tecido celular sub-cutâneo murcha e a pele reduz a elasticidade gerando as rugas. Os vasos sanguíneos envelhecem por perda dos fluidos. A PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CONSISTE EM CONSERVAR E MANTER A UMIDADE DAS CÉLULAS ORGÂNICAS. Os vasos sanguíneos dos jovens são elásticos. Na velhice, os vasos se tomam finos, rígidos devido à arteriosclerose. O sangue não flui livremente podendo "entupir os vasos sanguíneos com facilidade".

A VENTOSA promove VASODILATAÇÃO MOMENTÂNEA ao ser aplicada, e com a retirada, os vasos voltam ao calibre normal: estabelece-se uma dinástica circulatória.


A Importância do Sistema Circulatório
1° - Nas mulheres, os vasos sanguíneos possuem comprimento menor em relação aos homens. Vasos mais curtos sobrecarregam menos o coração. Os homens mais longevos, geralmente são os de menor estatura e não obesos.

A 2a causa maior de longevidade das mulheres é a capacidade hematopoiética Superior à dos homens. Uma vez que as mulheres perdem sangue com frequência nas menstruações e nos partos, dispõem da capacidade de repor prontamente essas perdas. Os componentes sanguíneos das mulheres são sempre frescos e saudáveis comparado com os homens (a vida média é menor: a hemácia tem vida média de 120 dias).

O volume que circula por iodo o organismo no tempo de 1 à 2 minutos é diferente entre os sexos:

A ventosa provoca reação terapêutica na pele: forma-se uma marca vermelha, roxa, marrom e até preta, expressando os níveis de qualidade do sangue. Podem ser formadas bolhas de água no local. A ventosa, portanto, gera reação terapêutica com variações de cores desde o preto, marrom, escarlate até o vermelho, limpando o sangue das impurezas, através das trocas gasosas. Isto é o que chamamos de sinal de cura, guando melhoramos a qualidade de um sangue de cor preto, escuro, intoxicado, para uma coloração vermelho natural.



A lei de Hering enuncia:



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