Morfologia – ufpb



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MORFOLOGIA – UFPB

Histologia Odontológica


REFERÊNCIAS DA AULA DE REAÇÕES DE ESMALTE E DENTINA NAS FACES DENTAIS


  1. Conteúdo dos slides (contido neste documento);

  2. Folheto “Validação das faces oclusais” (contido neste documento).

  3. Capítulos 4 e 5 do Livro de Cariologia de Sousa, FB (2000, http://ieditora.com - ir no link “medicina”)

REAÇÕES DE ESMALTE E DENTINA nas faces dentais---




1 - reações do esmalte



  • desmineralização: erosão da superfície e desmineralização

  • sub-superficial, seguindo trajeto dos prismas;

  • alteração no tamanho dos cristais: aumento e diminuição;

  • formação de cálculo dental na superfície;

2 - reações da dentina



  • esclerose inicial; - dentina terciária;

  • desmineralização na área adjacente a partes de prismas desmineralizadas;

  • zona de infecção (placa dental) e formação de cálculo

REAÇÕES DE ESMALTE E DENTINA nas faces dentais---





FACE VESTIBULAR





  • Forma da lesão: linear, acompanhando o posicionamento

  • da gengiva livre;




  • Histologia: acompanha os prismas do esmalte com trajeto

  • retilíneo até a dentina. Nesta, acompanha a direção dos tú-

  • bulos.

FACE OCLUSAL



  • Localização da atividade: sulcos e fissuras;

  • Forma da lesão: pontos e linhas;

  • Histologia: vai da porção central e superior da fissura/sulco

à dentina atingindo uma maior área periférica, devido ao trajeto dos prismas de esmalte. Na dentina, vai se estreitando em direção à polpa, seguindo o trajeto dos túbulos.
FACE PROXIMAL

Divisões

  • área I (acima do ponto de contato): área de forte atrição mecânica;

  • área II (área de contato interdental): forte AMI na porção central e fraca AMI nas ameias bucal e lingual.

  • área III (abaixo da área de contato interdental):

- coberta pela gengiva; - parcialmente exposta; - totalmente exposta.

FACE PROXIMAL


  • Localização da atividade: ameias bucal e lingual da área II, e área III (gengiva retraída);




  • Forma da lesão: linear/placa, acompanhando o posicionamento da gengiva livre e do ponto de contato;

  • Histologia: trajeto em diagonal pelos prismas, atingindo o

eixo central da face. Na dentina, os túbulos se curvam e convergem em direção à raiz.

VALAS X AMI X TIPO DE PLACA


Tipos de valas

a) entre gengiva e tecido dental duro;

b) entre paredes de esmalte/dentina/cemento;

c) entre restauração e tecido dental duro



Critérios:

- valas menores que 250 micrômetros não implicam na

formação de placa espessa;

- grandes cavidades retentivas implicam na formação de

placa espessa;

- cavidades macroscópicas pequenas devem ser avaliadas

de acordo com a face dental.

Universidade Federal da Paraíba

Departamento de Morfologia

Histologia Odontológica

Prática

Validação Histológica Das Faces Oclusais


Grupo: Larissa Oliveira de Assis

Kelvane Leal Gomes

José Jailson

José Aldimério

Leonardo Rocha

Sara Santiago
João Pessoa, Agosto de 1999

1 Introdução



A partir do momento que o dente irrompe na cavidade bucal, a sua porção mais incisal / oclusal localiza-se em uma área da fraca atrição mecânica intraoral (AMI), que vai permitir a adesão e o crescimento de acúmulos microbianos na superfície dentária. Com o espessamento dos acúmulos microbianos, as bactérias das camadas mais internas não recebem oxigênio e passam a ter um metabolismo anaeróbico, com formação de ácido lático como produto final da fermentação. Este, por sua vez, promove a dissolução dos cristais na superfície do esmalte. Com a continuação da erupção dental ,a parte da coroa, que estava em uma área de fraca AMI, passa a sofrer maior grau de forças mecânicas e,com isso, promove a remoção de acúmulos microbianos, impedindo seu espessamento e realizando polimento na superfície dental. Nessas áreas, onde a atrição mecânica é mais forte, as regiões previamente desmineralizadas vão permanecer como cicatrizes (lesão cariosa inativa). Assim, o esmalte normal irrompido é, biologicamente falando, lesão cariosa inativa.

Nas faces oclusais, mesmo após o dente ter atingido o plano oclusal, as áreas de sulcos e fossetas continuam a sofrer uma fraca AMI natural. Quando da inativação das lesões cariosas, nessas áreas, pode ocorrer a formação de cálculos no interior dos sulcos e nas fissuras estreitas e profundas.

É bastante relevante associar as variações na superfície nos sulcos e fissuras da face oclusal, a partir de critérios visuais e tátil, com a validação histológica das porções internas de esmalte e de dentina; sendo este o objetivo desta prática.

2 Metodologia


A nossa amostra constituiu de nove elementos dentais permanentes, sendo dois pré-molares e sete molares, que apresentavam, na sua face oclusal, diferentes graus de lesão cariosa, desde o estágio pré-cavitário até o de cavidade em dentina.

Após a remoção das coberturas orgânicas, com imersão em uma solução de hipoclorito de sódio à 5% durante dez minutos, as faces oclusais foram examinadas ao estereoscópio em aumento de até 40X. Durante a análise, foram aplicados os escores da Tabela 1 para classificar as lesões cariosas.


Tabela 1. Escores para lesão cariosa

0 – Transluscência normal do esmalte após secagemianos



Lesões ativas

1 – Esmalte opaco e sem brilho visto antes e após secagem

2 – Destruição localizada do esmalte circundada por área localizada e sem brilho

3 – Cavidade no esmalte opaco e sem brilho com envolvimento superficial de dentina

4 – Cavidade expondo uma dentina amarela e amolecida

Lesões inativas

5 – Esmalte opaco e com brilho, com ou sem descoloração amarronzada, visto após secagem

6 – Destruição localizada da superfície circundada por esmalte amarronzado

7 – Cavidade no esmalte envolvendo dentina, sendo ambos amarronzados

8 – Cavidade expondo dentina dura e amarronzada / escura
Em seguida, em cada face oclusal, foi selecionado um sítio representativo, através do qual foram feitas secções, transversais em máquina cortadeira elétrica com disco diamantado. Após as secções as faces cortadas foram polidas manualmente e analisadas ao estereoscópio, afim de detectar as reações histológicas de esmalte e dentina e a presença ou não de cálculos nos sulcos e fissuras. Previamente a esta análise, foi realizada uma outra imersão do dente em hipoclorito de sódio à 5%, desta vez por 24h.

3 Resultados


Os resultados da análise da superfície oclusal de cada dente estão demonstrados nas Tabelas de 2 a 10.

As fotomicrografias das superfícies oclusais e das partes internas de esmalte e dentina estão nas Figuras de 1 a 19.


Tabela 2. Classificação da superfície oclusal do dente 1



Escores Localização

  1. Sulco Vestíbulo Oclusal

  2. Centro da Fossa Central

Tabela 3. Classificação da superfície oclusal do dente 2



Escores Localização

  1. Todos os Sulcos Presentes nesta Face

Tabela 4. Classificação da superfície oclusal do dente 3



Escores Localização

  1. Fosseta Distal

  1. Nos Sulcos desta Face

Tabela 5. Classificação da superfície oclusal do dente 4

Escores Localização

  1. Fosseta Central

Tabela 6. Classificação da superfície oclusal do dente 5

Escores Localização

  1. Sulco Linguo-Oclusal

  2. Sulco Intercuspídico Principal

  3. Sulco Vestíbulo-Oclusal

  1. Fossa Central

Tabela 7. Classificação da superfície oclusal do dente 6



Escores Localização

  1. Sulco Vestíbulo-Oclusal

  2. Sulco Línguo-Oclusal

Tabela 8. Classificação da superfície oclusal do dente 7

Escores Localização

  1. Fosseta Central

  2. Fosseta Distal

Tabela 9. Classificação da superfície oclusal do dente 8

Escores Localização

  1. Fosseta Distal

  1. Fosseta Mesial

Tabela 10. Classificação de superfície oclusal do dente 9

Escores Localização

  1. Fosseta Mesial

Fig. 1. Fotomicrografia da face oclusal do dente1, onde se verificou escores 5 no sulco vestíbulo oclusal (S) e escores 6 na fosseta central (F). Setas indicam o local de seccionamento.



Fig. 2. Fotomicrografia da porção interna do esmalte e dentina, do sítio com escores 6 na face oclusal do dente 1, mostrando desmineralização(d) em esmalte (E) e dentina (D) e esclerose dentinária (ed).

F
ig. 3. Fotomicrografia da face oclusal do dente 2 mostrando o escores 5 na fosseta central (F). Setas indicam o local de seccionamento.
F
ig. 4. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina, do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 2, mostrando desmineralização (d) do esmalte (E).

F
ig. 5. Fotomicrografia da face oclusal do dente 3 mostrando escores 7 na fosseta distal (F) e escores 5 nos sulcos (S). Setas indicam o local do seccionamento.


F
ig. 6. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 3, mostrando desmineralização (d) do esmalte (E) e esclerose dentinária (ed).
F
ig. 7. Fotomicrografia da face oclusal do dente 4, mostrando escores 4 na fosseta central (F). Setas indicam o local de seccionamento.
F
ig. 8. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 4 na face oclusal do dente 4, mostrando desmineralização (d) em esmalte (E) e dentina (D) e esclerose dentinária (ed).
F
ig. 9. Fotomicrografia da face oclusal do dente 5, mostrando escores 4 no sulco línguo- oclusal (SLO), escores 5 no sulco intercuspídico principal (SIP) e escores 3 na fossa central (F). Setas indicam o local do seccionamento.
F
ig. 10. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 3 na face oclusal do dente 5, mostrando desmineralização (d) de esmalte (E) e dentina (D).

F
ig. 11. Fotomicrografia da face oclusal do dente 6, mostrando escores 5 nos sulcos vestíbulo-oclusal (SVO) e linguo-oclusal (SLO). Setas indical o local de seccionamento.


F
ig. 12. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 6 mostrando desmineralização (d) de esmalte (E).
F
ig. 13. Fotomicrografia da face oclusal do dente 7 mostrando escores 6 na fosseta distal (FD) e escores 5 na fosseta central (F). Setas indicam o local de seccionamento.
F
ig. 14. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 7, mostrando desmineralização (d) de esmalte (E).

F
ig. 15. Fotomicrografia da face oclusal do dente 8 mostrando escores 5 nas fossetas central (F) e mesial (FM). Setas indicam o local de seccionamento.


F
ig. 16. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 8, mostrando desmineralização (d) de esmalte (E).

F
ig. 17. Fotomicrografia da face oclusal do dente 9 mostrando escores 5 na fosseta mesial (FM). Setas indicam o local de seccionamento.


F
ig. 18. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 9, mostrando desmineralização (d) em esmalte (E) e presença da cálculo (cabeça de seta).

Fig. 19. Fotomicrografia da porção interna de esmalte e dentina do sítio com escores 5 na face oclusal do dente 9, mostrando desmineralização (d) de esmalte (E) e presença de cálculo (cabeça de seta).




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