Minuta de edital de licitaçÃO



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5. METODOLOGIA E ESCOPO
O desenvolvimento do Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade – PlanMob/Vila Velha compreenderá, no mínimo as seguintes etapas:
• 5.1. Plano de Trabalho e Comunicação;

• 5.2. Diagnóstico e Prognóstico;

• 5.3. Elaboração do Plano de Gestão da Demanda e Diretrizes para Melhoria da Oferta;

• 5.4. Plano de Melhoria da Oferta - Detalhamento;

• 5.5. Plano de Implantação, Gestão e Monitoramento.
Entretanto, cabe relacionar, no sentido de melhor explicitação e balizamento das
atividades a serem desenvolvidas, um conjunto de escopos que a Administração pretende que sejam consideradas. Vale dizer, porém, que tal relação não deve ser vista como uma lista fechada de atividades, cabendo a cada proponente organizar o melhor plano de trabalho dentro das necessidades da Cidade e dos objetivos a alcançar.
Sem detrimento da relevância das demais atividades do trabalho, a Prefeitura de Vila Velha
espera que a Contratada dedique especial atenção à indicação de soluções corretivas,
medidas preventivas e diretrizes gerais para que a Cidade de Vila Velha possa ter um sistema
de transporte, circulação e uma infraestrutura à altura dos objetivos de um Plano de
Mobilidade.
Caberá à proponente apresentar em sua metodologia, qual o formato que estas propostas poderão assumir no desenvolvimento do Plano e, no plano de trabalho, como elas serão desenvolvidas.
De antemão, entende-se necessário que as proposições sejam particularizadas para
algumas questões:
- Sistema de transporte coletivo: organização da rede de transporte (linhas municipais e
intermunicipais); organização do serviço (oferta, tecnologia, operação); política tarifária e de remuneração, integrações, entre outros;

- Sistema viário: tratamento das vias atuais para os distintos usos (circulação de


pedestres, embarque e desembarque de passageiros, circulação de ciclistas,
circulação de ônibus, circulação de automóveis); e novas ligações viárias, no contexto
municipal;

- Sistema logístico: tratamento das questões afetas à circulação de mercadorias e de


carga e descarga no espaço da cidade;

- Transporte e Planejamento Urbano: diretrizes urbanísticas e de transporte capazes de


promover a circulação em condições auto-sustentáveis;

- Análise sobre o sistema hidroviário, feita a partir dos estudos existentes;

- Inclusão social da população no acesso à cidade e equidade do uso do espaço viário;

- Modelo Institucional e de gestão para a efetividade das medidas propostas;

- Transporte não motorizado com foco na acessibilidade e na circulação de bicicletas.
Naquilo que couber, entende-se necessário que o trabalho abranja atividades comumente
empregadas em estudos de planejamento de transporte, como: representação de
alternativas, simulações de carregamento e análise de indicadores.
Tal como previsto no artigo 39 do Plano Diretor Municipal – Lei nº 4575/2007, o Plano de Mobilidade e Acessibilidade deverá conter:
I - matriz de origem e destino de mobilidade;
II - caracterização dos fluxos predominantes de pessoas e bens, identificando por intermédio da pesquisa de origem e destino:

a) principais regiões de origem e destino;

b) modos de circulação;

c) motivos das viagens;

d) horários e volumetrias das viagens;
III - identificação dos principais impactos negativos causados na mobilidade, principalmente os relativos a:

a) acidentes de trânsito;

b) congestionamentos;

c) poluição sonora, atmosférica e visual;


IV - a rede virtual de mobilidade e simulação dos fluxos predominantes das demandas dos transportes coletivo, de carga e individual, caracterizando os principais impactos negativos;
V - simulação de cenários para caracterização dos fluxos de mobilidade de demandas futuras, de empreendimentos públicos ou privados que sejam pólos geradores de tráfego e de viagens;
VI - a implantação padronizada de passeios públicos, passarelas e calçadas executadas pelo Poder Público, de forma a garantir a acessibilidade e a melhoria para os deslocamentos à pé, de forma universal;
VII - elaboração da rede futura de mobilidade, caracterizando as principais intervenções no sistema viário, nos transportes e no trânsito e as faixas de domínio a serem preservadas.
Também deverão estar obrigatoriamente contempladas alternativas de Sistema Estrutural de Transporte e suas faixas de domínio necessárias.
A seguir, estão especificados os conteúdos mínimos que cada etapa deverá contemplar. Todos os resultados de análise e propostas devem ser apresentados em base georreferenciada compatível com a tecnologia utilizada pela Prefeitura de Vila Velha.


    1. Plano de Trabalho e Comunicação

Deverá ser apresentado um relatório com o planejamento dos trabalhos, em especial, o plano de comunicação, o detalhamento do plano de pesquisa e análise do inventário de dados disponível para o Plano.


Uma das questões fundamentais para garantir a aceitabilidade política do PlanMob/Vila Velha é sua divulgação e discussão junto à equipe da Prefeitura de Vila Velha e com a sociedade civil. Para tanto, desde o início do desenvolvimento dos trabalhos, deve ser construído um plano de comunicação de todas as etapas de desenvolvimento do trabalho, a partir da etapa de Diagnóstico e Prognóstico até a Divulgação Final do Plano.
O Plano de Trabalho e Comunicação apresentado deve contemplar as opções estratégicas tomadas, as táticas adotadas para alcançar os objetivos estratégicos e a forma de monitoramento operacional e “prestação de contas” aos cidadãos.
O Plano de Trabalho e Comunicação do PlanMob/Vila Velha, em geral, deve prever, pelo menos, cinco rodadas de seminários:
a) Ao final do mês 1 – Apresentação do Plano de Trabalho e Comunicação e recebimento das primeiras manifestações dos atores sociais;

b) No 4º mês – Diagnóstico e Prognóstico;

c) No 6º mês – Plano de Gestão da Demanda;

d) No 8º mês - Plano de Melhoria da Oferta e Plano de Implantação, Gestão e Monitoramento;

e) Ao final de todo o trabalho para apresentação do Plano.
Devem ser previstas no mínimo oito oficinas de trabalho, especialmente nas fases de Diagnóstico e Prognóstico, Plano de Gestão da Demanda e Plano de Melhoria da Oferta, com presença do coordenador e de especialistas da etapa (mínimo de 04 pessoas), e apresentação dos resultados e dinâmica de debates:
a) Oficinas com equipe da Prefeitura de Vila Velha – mínimo de 8 horas, cada - apresentação e discussão das propostas detalhadas e encaminhamento da próxima etapa.

b) Oficinas com sociedade civil e formadores de opinião – mínimo de 4 horas, cada – como parte do processo de formação do compromisso pela mobilidade sustentável.


5.2 Diagnóstico e Prognóstico
O desenvolvimento do plano requer um diagnóstico contemplando informações urbanas, econômicas, sociais e de mobilidade, inclusive com relação a sua evolução entre 2004 e 2014, pelo menos, realizado de forma participativa e através da realização de workshops divididos por temas específicos, como: estacionamento, bicicletas, carga e descarga, eixos de expansão urbana, área central, vocação da cidade, distribuição das atividades, impacto ambiental nos subsistemas de transportes coletivo, transporte suplementar e automóvel.
Este pré-diagnóstico visa a disponibilização de uma série de dados previamente discutidos sobre o sistema de mobilidade urbana de Vila Velha, apresentando a visão dos técnicos que diariamente lidam com as questões relacionadas á cidade e à mobilidade da população.
As atividades a seguir apresentadas constituem-se elemento orientador e mínimo a ser considerado, sem prejuízo de outras que vierem a ser necessárias à organização dos trabalhos.
a) Análise dos estudos e informações disponíveis
A Contratada deverá, obrigatoriamente, analisar os estudos relacionados abaixo. Além
disso, deverá fazer um levantamento de outros estudos e informações que possam
contribuir para o desenvolvimento dos trabalhos, notadamente de referências externas à
região.
Estudos e Informações disponíveis:


  • Plano Estratégico da Cidade de Vila Velha (Agenda XXI);

  • Setores Censitários do IBGE 2000 e informações sócio-econômicas relativas;

  • Novos empreendimentos e pólos geladores aprovados e com implantação prevista
    para os próximos 05 anos;

  • Ocupação atual do solo e tendências verificadas;

  • Rede Viária Básica Municipal;

  • Resultados de movimento de veículos no Sistema Rodovia do Sol;

  • Linhas rodoviárias em operação – sistemas urbanos municipal e intermunicipal
    (TRANSCOL), sistema rodoviário intermunicipal (DER-ES) e interestadual (ANTT);

  • Informações gerais sobre o sistema de táxis;

  • Dados operacionais do Serviço Municipal de Transporte Coletivo;

  • Idade média da frota do sistema municipal de transporte coletivo e táxi;

  • Estudos e Projetos desenvolvidos por entidades regionais e metropolitanas;

  • Plano Diretor de Transportes Urbanos da Grande Vitória – PDTU-GV;

  • Estudo Integrado de Uso e Ocupação do Solo e Circulação Urbana da RMGV.

  • Estudos macro-econômicos de âmbito metropolitano e estadual;


b) Zoneamento de Tráfego
Deverá ser desenvolvida uma proposta de zoneamento de tráfego, com base no zoneamento proposto no Plano Diretor de Transporte Urbano da Grande Vitória, da década de 80 e suas revisões, bem como, na avaliação do zoneamento urbano utilizado no Plano Diretor Municipal da Cidade de Vila Velha. Esta proposta deverá compreender necessariamente as seguintes etapas:

  • Análise dos estudos desenvolvidos sobre o uso e ocupação do solo e características
    sócio-econômicas da Cidade de Vila Velha e da Região Metropolitana, bem como obtenção e análise das informações referentes a novos investimentos e nos pólos geradores de tráfego;

  • Análise dos setores censitários do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
    Estatística - utilizado no Censo 2000.

  • Realização de vistorias de campo, sempre que necessário, para garantir o nível de
    confiança desejado.

  • Análise das informações sócio-econômicas de uso e ocupação do solo de cada zona
    de tráfego, assim como outras informações consideradas relevantes para o
    desenvolvimento dos trabalhos.

As informações sócio-econômicas referentes a uso do solo de cada zona deverão ser


apresentadas por zona de tráfego, assim como outras informações consideradas
relevantes para o desenvolvimento dos trabalhos.
O nível de detalhamento esperado para este zoneamento deverá ser compatível com um
sistema de planejamento e gestão da mobilidade e transporte. Dada a inter-relação com
os demais municípios da Região Metropolitana, o zoneamento deverá também abranger a
totalidade desta região, compatibilizada, em termos de limites territoriais com as
necessidades de atividades intermediárias do trabalho e com as proposições finais.
Caberá à contratada, ainda, compatibilizar o zoneamento proposto com o zoneamento
desenvolvido para os estudos metropolitanos do PDTU-GV.
Uma vez consideradas as premissas, efetuadas as análises e os levantamentos, deverá
ser consolidado o zoneamento proposto, de comum acordo com a Prefeitura de Vila Velha.
Para o zoneamento proposto deverão ser elaboradas as bases de dados que lhe possam
ser associadas (informações sócio-econômicas, de uso do solo, de demanda, demográficas, etc.) de forma georreferenciada e compatível com os sistemas utilizados
pela Prefeitura de Vila Velha.
A contratada deverá prever as formas de transferência destas informações para a
Prefeitura Municipal de Vila Velha, incluindo o conhecimento de seu uso futuro em trabalhos de manutenção da base de dados pelos técnicos locais.
c) Levantamento dos dados de oferta e demanda
Cabe a cada proponente desenvolver um programa de pesquisas necessárias ao suporte
da metodologia proposta, tendo em conta os seguintes objetivos:

  • Realizar pesquisa domiciliar origem e destino de pessoas e cargas de acordo com as necessidades do Município de Vila Velha, bem como, atualizar e ajustar os dados de demanda (origem e destinos) da pesquisa domiciliar realizada para o PDTU/RMGV para o ano base dos trabalhos (2015), detalhando-os de acordo com o nível do zoneamento de tráfego adotado e adequá-lo à necessidade do Município de Vila Velha à estudos de transporte e tráfego;

  • Obter dados sobre os carregamentos no sistema viário principal, em especial de
    tráfego de automóveis, de ônibus, veículos de carga e bicicletas.

  • Análise dos estudos desenvolvidos sobre o uso e ocupação do solo e características sócio-econômicas da Cidade de Vila Velha e da Região Metropolitana, bem como obtenção e análise das informações referentes a novos investimentos e nos pólos geradores de tráfego;

  • Detalhar os dados de solicitação do sistema viário e de infra-estrutura de transporte para situações específicas e relevantes, englobando:

    1. Embarque e desembarque de passageiros em pontos de parada em trechos viários principais dos corredores de tráfego;

    2. Tráfego de pedestres em locais de grande concentração de público;

    3. Volumes de tráfego veiculares em cruzamentos e alças viárias de maior importância na malha e com maiores graus de saturação;

    4. Volumes de tráfego e dados de caracterização das viagens de caminhões e demais veículos de carga no acesso ao Porto de Capuaba e sua área de retro porto, bem como em outras áreas de interesse do estudo;

    5. Velocidade de tráfego.

  • Obter informações sobre a percepção da população sobre a imagem da infra-estrutura e dos serviços à disposição da sua mobilidade, inclusive táxis, bem como de fatores relevantes para a escolha dos modos de transporte e para a realização dos
    deslocamentos.

Sem prejuízo da liberdade de montagem do plano de pesquisas pelo proponente,


relaciona-se na tabela 1 o conjunto mínimo de pesquisas e demais levantamentos para a estimativa dos recursos demandados pelo trabalho.

Tabela 1. Pesquisas e levantamentos

TIPO DE PESQUISA

AMOSTRA

Pesquisa Domiciliar origem e destino de pessoas

30.000 entrevistas

Pesquisa origem e destino de cargas

1.000 entrevistas

Contagens volumétricas classificadas de tráfego e ocupação visual para matriz de origem e destino das viagens de transporte coletivo e transporte individual

20 postos, nos dois sentidos de tráfego, das 06:00 às 20:00 hs, em dias úteis

Contagens volumétricas de tráfego de bicicletas

20 postos, nos dois sentidos de tráfego, das 05:00 às 20:00 hs, em dias úteis

Contagens volumétricas de tráfego de pessoas

10 postos de maior movimento de pessoas nas vias do Município.

Entrevistas com ciclistas

1.200 entrevistas estratificadas por período e posto de acordo com a contagem volumétrica nos 20 postos considerados

Levantamento das condições de circulação nos pontos de maior concentração de pedestres

30 pontos

Contagem volumétrica classificada em locais de interesse para avaliação da capacidade viária

20 postos, considerando todos os movimentos, em três períodos de dias úteis (07:00 às 09:00 hs, 12:00 às 14:00 hs e das 16:00 às 19:00 hs)

Embarque e desembarque de usuários em pontos de parada principais

50 pontos nos principais corredores de tráfego em três períodos do dia (07:00 às 09:00 hs; das 12:00 às 14:00 hs e das 16:00 às 19:00 hs)

Velocidade

5 corredores x 3 amostras/período x 3 períodos (07:00 às 09:00 hs; 12:00 às 14:00 hs e das 16:00 às 19:00 hs)

Pesquisa de profundidade com funcionários do Complexo Portuário e Chocolates Garoto para obtenção de informações quantitativas e qualitativas sobre a movimentação de veículos de carga e descarga

05 entrevistas

Pesquisa com comerciantes varejistas e de atacado para obtenção de informações sobre carga e descarga e estacionamento

250 entrevistas estratificadas por regiões e pólos geradores

Pesquisa de satisfação e imagem dos serviços de transporte

2.000 entrevistas com usuários de ônibus, motoristas de automóveis e motociclistas

Pesquisa sobe e desce com senha, em 20% das viagens no período de pico da tarde (16:00 às 19:30), sendo no mínimo, 3 viagens por linha.

20 linhas mais carregadas

Pesquisa de freqüência, tipo de veículo e visual de carregamento

5 pontos

Avaliação e atualização dos principais atributos da rede viária principal

100 km

Avaliação qualitativa sobre o serviço de táxis

300 entrevistas

Os trabalhos de pesquisa devem obrigatoriamente contemplar as atividades de planejamento; treinamento de equipe; execução de campo; supervisão e controle; tabulação, digitação e processamento; consistências e análises; e geração de bancos de dados. Cabe à proponente detalhar, naquilo que julgar necessário ao esclarecimento da metodologia proposta, as condições de execução das pesquisas.


A contratada deverá dimensionar suas equipes de acordo com o tipo e duração dos levantamentos de campo considerando os parâmetros de controle da amostra por tipo de pesquisa, definindo cronogramas e informando à Prefeitura com antecedência.
Para a operacionalização dos trabalhos de campo, a Contratada deverá também
dimensionar equipes de escritório e de apoio, bem como a montagem de uma infra-
estrutura própria para o deslocamento das equipes com todos os seus equipamentos e
de instalação e manutenção das equipes nos postos de pesquisa.
A Prefeitura de Vila Velha será encarregada de providenciar a divulgação e realizar contatos com autoridades e representantes da sociedade que se fizerem necessários para o bom andamento das pesquisas.
d) Caracterização dos sistemas de mobilidade e logística
Os sistemas de mobilidade e logística, representados pela infra-estrutura e rede de
serviços empregados em cada modo de transporte deverão ser caracterizados através
das informações físicas, operacionais e institucionais relevantes para as necessidades do
Plano, obtidas mediante as fontes de dados disponibilizadas e outras pesquisadas, bem
como por levantamentos em campo.
Caberá à contratada prever, em seu plano de trabalho, as informações necessárias e a forma de sua obtenção.
Recomenda-se que as informações, sempre que possíveis, sejam representadas na base
de dados georreferenciada do projeto e quando não, que sejam objeto de arquivos ou
outras formas de registro de fácil consulta e atualização, compatíveis com os cadastros
existentes como, por exemplo, o da Rede Viária Básica da cidade;
A contratada deverá prever as formas de transferência destas informações para a
Prefeitura Municipal de Vila Velha, incluindo o conhecimento de seu uso futuro em trabalhos
de manutenção da base de dados pelos técnicos locais.
A caracterização dos subsistemas de mobilidade e logística também inclui uma análise,
na qualidade de diagnóstico da situação verificada. Esta avaliação deverá observar os
objetivos a serem atingidos pelo Plano, procurando estabelecer uma relação entre
situação atual e diretrizes futuras. Sem detrimento de outras análises consideradas
importantes pelos proponentes em sua metodologia, a PMVV entende necessária a
abordagem das seguintes questões:

  • Configuração da infra-estrutura de transportes, seus pontos críticos e potenciais,
    confrontados com as políticas de desenvolvimento estabelecidas pela Cidade de
    Vila Velha, em seu planejamento estratégico;

  • Circulação do transporte coletivo e atendimento dos fluxos das viagens municipais e intermunicipais no território de Vila Velha;

  • Capacidade viária e restrições existentes;

  • Condições das calçadas e demais elementos de circulação a pé e de bicicleta;

  • Condições de circulação de cargas;

  • Condições atuais de integração modal;

  • Capacidade, segurança e conforto dos locais de embarque e desembarque de
    passageiros;

  • Imagem dos sistemas de transporte;

  • Relação entre o uso e ocupação do solo, mobilidade, serviços e infra-estrutura de
    transporte em Vila Velha;

  • Levantamento e análise dos estudos já desenvolvidos no município e RMGV sobre o
    sistema de transporte hidroviário;

  • Modelo institucional e de gestão.


e) Estudo de demanda
Deverá ser desenvolvido um modelo de cálculo para representação da demanda atual de
transporte e para a sua projeção futura de acordo com os anos horizonte de estudo.
O modelo deverá ser elaborado com o apoio de software de planejamento de transporte e
utilizar a base de dados de oferta e demanda gerada no projeto, permitindo projeções
sobre as viagens dos modos coletivo e individual. Cabe à proponente descrever como
pretende montar e utilizar este modelo.
A previsão de demanda futura deverá considerar os dados demográficos, sócio-
econômicos da população e de desenvolvimento da economia local e, ainda, as
proposições e diretrizes do planejamento urbano da Prefeitura de Vila Velha.
f) Diagnóstico da Situação Atual e Tendências
Os estudos desenvolvidos pela contratada, as pesquisas e os levantamentos de dados e
estudos realizados por outros agentes públicos a respeito do tema, deverão compor o
Diagnóstico da Situação Atual da Mobilidade no Município de Vila Velha, bem como constituir a base para elaboração das tendências de crescimento da cidade e suas conseqüências e impactos na Mobilidade Urbana.
Caberá à contratada apresentar desta forma o Diagnóstico da Situação Atual e os
cenários para os anos-horizonte do plano, que serão a base sobre a qual se construirá o
conjunto de Diretrizes e Propostas, com indicação de soluções corretivas e medidas
preventivas em face desses cenários.
Ainda na etapa de Diagnóstico e Prognóstico, deverão ser abordados de forma sintética, pelo menos, os seguintes temas:
A – Aspectos Urbanos

• Caracterização demográfica e socioeconômica – caracterização, evolução e tendências de variáveis como: população, empregos, renda; relação entre os aspectos sociais e mobilidade, identificando especificidades por faixa de renda, faixa etária, gênero, dificuldade de locomoção, motivo do deslocamento, escolha modal e a complementaridade de modos.

• Articulação entre uso e ocupação do solo e a mobilidade – evolução do uso do solo (comércio, serviços, residência), do número (e distribuição espacial) de empregos e adensamento populacional com a evolução da oferta de serviços de transporte.

• Caracterização da relação dessas variáveis com mobilidade (geração – produção e atração - de viagens e repartição modal), buscando estabelecer padrões de viagens entre as zonas.

• Identificação das regiões com sobra de capacidade (áreas com mais potencial de urbanização) ou com saturação de capacidade (adensamento).

• Identificação das oportunidades de intervenção no sistema de mobilidade que contribuam para as diretrizes de ocupação da política urbana definida pelo Plano Diretor Municipal.

• Impacto dos parâmetros urbanísticos do zoneamento urbano estabelecido no Plano Diretor Municipal no Sistema de Mobilidade Urbana.

• Identificação dos vetores de crescimento urbano e das áreas de expansão populacional;

• Identificação de novos parcelamentos de solo urbano em tramitação na Prefeitura ou de áreas de expansão para as quais haja especulação sobre futuro aproveitamento para parcelamento;

• Identificação de novos empreendimentos empresariais, na área de comércio, serviços e indústrias;

• Identificação de projetos existentes, com atenção para projetos de outras instâncias, como o Governo Estadual;

• Realização de projeção populacional para um horizonte de 10 a 15 anos e sua macro-espacialização de acordo com as diretrizes urbanísticas, ou tendencial com base nos dados obtidos;

• Articulação metropolitana – caracterização da situação de Vila Velha como atratora e produtora de viagens e a análise do sistema metropolitano de transporte e sua inter-relação com o sistema municipal.
B – Aspectos da Demanda – Mobilidade de Pessoas e Bens

• Caracterização dos deslocamentos - análise por modo e pela complementaridade entre modos e pela escolha modal, para os diversos modos de transporte, abordando:

- Escolha modal analisada por faixa de renda;

- A utilização de modos complementares;

- Para o modo a pé, qual a distância média percorrida, e sua utilização como complementação de viagens;

• Projeção das viagens de transporte coletivo para o horizonte de estudo utilizando o modelo de transporte;

• Caracterização da logística urbana – caracterização da demanda por bens e mercadorias na cidade. Caracterizar: disponibilidade de infra-estruturas logísticas de apoio, regulamentação de acesso a veículos de distribuição de mercadorias, oferta de espaços dedicados a cargas e descargas, informação disponível sobre regulamentação (acessos, horários, tipos de veículos).
C - Aspectos da Oferta

• Caracterização e análise da oferta, capacidade e condições de segurança e conforto em relação aos sistemas:



  • De circulação de pessoas a pé (incluindo viagens de complementação dos demais modos);

  • De circulação de pessoas no transporte coletivo (ônibus municipal, metrô, serviço suplementar, ônibus metropolitano, serviços fretados, transporte escolar);

  • De circulação de pessoas em transporte motorizado individual (rede viária; circulação em automóveis, motocicletas e táxi; e estacionamentos públicos e privados);

  • De circulação de pessoas em bicicletas (ciclovias, ciclofaixas, rotas cicláveis e bicicletários públicos e privados);

  • De circulação de cargas e mercadorias (tipos de veículos, horários e paradas para carga e descarga).

• Análise da malha viária, especialmente sobre o ponto de vista da sua capacidade de suporte para o atendimento das demandas futuras de transporte coletivo, de circulação a pé e por bicicletas;

• Análise da regulamentação em vigor sobre os transportes, especialmente sobre o transporte público por modos coletivos e individuais (táxi, escolar);

• Análise da organização da gestão pública do transporte, em especial prevendo a elevação das demandas e das complexidades inerentes ao crescimento urbano.
Recomenda-se destaque para os seguintes aspectos:

• Intermodalidade – sempre abordar a integração entre os modos, identificando estímulos e barreiras para a integração intra e intermodal.

• Impactos ambientais – identificar os impactos do sistema de mobilidade sobre o meio ambiente urbano, calculando os custos ambientais envolvidos para cada modo, por passageiro transportado.

• Estacionamentos – caracterizar a política de estacionamentos de automóveis, motocicletas e bicicletas em via pública, em empreendimentos de impacto e em estacionamentos privados.

• Análise econômica da mobilidade – caracterizar a relação entre custos e valor cobrado dos usuários por modo; levantamento e análise, com base em estudos disponíveis, dos custos da produção de cada modo, abordando: custos de implantação e manutenção de infra-estrutura; custos de operação; custos ambientais e receitas tarifárias e não tarifárias (multas e impostos).

• Aspectos institucionais – identificar facilidades e dificuldades na relação entre gestores (municipal, metropolitano e demais municípios) e entre poder público e empresas operadoras; analisar as propostas de planejamento metropolitano (metrô e ônibus), identificando convergências e conflitos.


D – Prognóstico

O Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade deverá contemplar um horizonte até 2025. Deverá ser construído um cenário base, incorporando as tendências do desenvolvimento urbano, os projetos viários e de transporte (municipal e metropolitano) comprometidos e os grandes equipamentos urbanos previsto para a cidade e a região metropolitana.


A análise dos resultados obtidos em simulação de redes deve ser feita de forma a identificar a situação futura e seus problemas e construir alternativas e estratégia para alcançar o objetivo almejado, ou seja, da mobilidade urbana sustentável.
É desejável que sejam apresentados cenários alternativos de evolução do espaço urbano em função das opções estratégicas da própria cidade, evidenciando a evolução do sistema de mobilidade urbana ao serviço da cidade.


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