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Estudo virológico


  • Isolamento viral em células C6/36, VERO e camundongos neonatos.

  • Quantificação da viremia expressa por unidade formadora de placas de lise em células VERO e por PCR em tempo real.

  • Detecção do genoma viral por RT-PCR. Sorologia específica para FA:

  • Quantificação de anticorpos neutralizantes pelo teste de redução de placas de lise em células VERO.



Identificação genética do vírus


A partir do vírus isolado ou suspensão de tecidos realizar o isolamento do RNA viral e amplificação do genoma por PCR. Determinação da seqüência de nucleotídeos dos produtos de PCR cobrindo regiões específicas ou o genoma inteiro.


Amostra 3




Estudo Imunológico e genético do paciente


Citometria de fluxo:

  • Imunofenotipagem de leucócitos do sangue periférico ex vivo.

  • Imunofenotipagem de leucócitos após cultura rápida in vitro na presença do antígeno vacinal.

  • Pesquisa de citocinas.

Outros estudos :



  • Identificação de situações de imunodeficiências primárias ou adquiridas.

  • Tipagem de HLA e polimorfismo genético de loci específicos.

  • Polimorfismo de genes envolvidos na resposta imune.


Amostra 4


Estudo Imunológico do paciente


Citometria de fluxo:

  • Imunofenotipagem de leucócitos do sangue periférico ex vivo.

  • Imunofenotipagem de leucócitos após cultura rápida in vitro na presença do antígeno vacinal.

  • Pesquisa de citocinas.

Outros estudos:



  • Identificação de situações de imunodeficiências primárias ou adquiridas.



Amostras de vísceras


Histopatologia


  • Técnica de hematoxilina-eosina e histoquímica.

  • Imuno-histoquímica.

  • Pesquisa de antígeno do vírus da FA.

  • Pesquisa de citocinas teciduais.



Dados clínicos mais freqüentes em casos de visceralizaçào (literatura)


Os dados clínicos mais freqüentemente encontrados nos casos relatados de visceralização são os seguintes:

Quadro 2. Informação clínica de casos suspeitos de doença viscerotrópica associada a vírus vacinal da febre amarela.


Anexos

A Ficha de Notificação dos Eventos Adversos Pós-vacinais do Ministério da Saúde - Secretaria de Vigilância em Saúde - Departamento de Vigilância Epidemiológica - Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações, deve ser cuidadosamente preenchida e enviada ao nível central, junto com as amostras biológicas coletadas do paciente(vide capítulo 2). O mesmo se aplica à Ficha de Vigilância Epidemiológica da Febre Amarela (anexo 1).



Anexo1. ficha de vigilância epidemiológica da febre amarela



Anexo 2. Diagnóstico diferencial laboratorial das doenças febris ictero-hemorrágicas


(Extraído, com pequenas modificações, do documento: Treinamento Básico de Vigilância de Febre Amarela, do Ministério da Saúde)
FEBRE AMARELA
1. Hemograma.

Leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda (inicial).

Leucopenia com linfocitose e desvio à esquerda (3º a 4º dia) + eosinopenia.

Hematócrito elevado (hemoconcentração).


2. Transaminases.

TGO e TGP > 1.000 UI


3. Uréia e creatinina.

Aumentadas nas formas graves.


4. Amilase.

Aumento significativo.


5. Urina.

Proteinúria. Hematúria. Cilindrúria. Oligúria nas formas graves.


6. Exames Específicos.

6.1. Isolamento viral.



  • Soro deverá ser coletado até o 5º dia do início dos sintomas.

  • Técnicas utilizadas: inoculação em camundongos e células (C6/36 e VERO).

6.2. Diagnóstico Sorológico.



  • ELISA – ensaio imunoenzimático de captura de IgM (padrão ouro). O soro deverá ser coletado a partir do 6º dia do início dos sintomas.

  • Inibição da hemaglutinação.

  • Fixação do complemento.

  • Neutralização.


7. Diagnóstico histopatológico.

  • Fígado: necrose médio-zonal dos lóbulos hepáticos. Esteatose. Degeneração eosinofílica dos hepatócitos (corpúsculos de Councilman).

8. Imunohistoquímica.

  • Detecção de antígenos virais em tecidos, utilizando anticorpo marcado com enzima (fosfatase alcalina ou peroxidase).

9. Bilogia molecular

  • Reação em cadeia de polimerase (PCR).

  • Permite detecção de fragmentos do ácido nucleico viral presentes nos tecidos.



DENGUE



1. Hemograma.

  • Leucopenia com linfocitose (dengue clássico).

  • Hemoconcentração (hematócrito elevado >20%; plaquetopenia <100.000) na Febre Hemorrágica do Dengue – FHD.

2. Transaminases.

  • TGO e TGP normais ou discretamente elevadas.


3. Exames específicos.

3.1 Isolamento viral.



  • Soro deverá ser coletado até o 5º dia do início dos sintomas.

  • Técnicas utilizadas: inoculação em camundongos e células (C6/36 e VERO).

3.2. Diagnóstico sorológico.



  • Soro deverá ser coletado a partir do 6º dia do início dos sintomas.

  • ELISA – Ensaio imunoenzimático de captura de IgM (padrão ouro).

  • Inibição da hemaglutinação.

  • Fixação do complemento.

  • Neutralização.


4. Diagnóstico histopatológico.
5. Imunohistoquímica.
6. Biologia Molecular.

  • PCR.

LEPTOSPIROSE



1. Hemograma.

  • Leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda + eosinopenia.


2. Transaminases.


3. Uréia e creatinina.

  • Aumentadas.


4. Bilirrubinas.

  • Hiperbilirrubinemia por aumento de BD.


5. Urina.

  • Proteinúria. Hematúria. Leucocitúria.


6. Específicos.

6.1. Cultura.



  • 1ª . semana (leptospiremia): sangue e líquor.

  • 2ª. semana (leptospirúria): urina.

6.2. Exame microscópico.

  • Microscopia de campo escuro. Não recomendada por ser de difícil visualização.

6.3. Reações sorológicas.



  • Macroaglutinação (SAT)




  • Soroaglutinação macroscópica (triagem). Antígenos de cepas mortas. Pouco sensível.




  • Microaglutinação: padrão ouro da OMS.




    • Soroaglutinação microscópica. Muito sensível e específica.

    • Antígenos de cepas vivas.

    • Requer amostra pareada sendo positivo um aumento de

título de 4 vezes ou mais.

    • ELISA - IgM e IgG.


7. Diagnóstico histopatológico.
8. Imunohistoquímica.
9. Biologia molecular.

  • PCR.

MALÁRIA



1. Hemograma.

  • Anemia (30%), leucopenia (37%), plaquetopenia (56%) nas infecções por P. falciparum.


2. Transaminases.

  • TGO e TGP aumentadas discretamente.


3. Bilirrubinas.

  • Aumentadas nos quadros com icterícia (hemólise).


4. Exames específicos.

4.1. Pesquisa de plasmódio: gota espessa e Q.B.C. (Quantitative

Buffy Coat).

4.2. Imunotestes: Parasight (antígenos):



  • Imunofluorescência (anticorpos).

  • Imunoenzimático: ELISA.


5. Biologia molecular.

  • PCR.

HEPATITES VIRAIS


1. Transaminases.

  • TGO e TGP aumentadas.


2. Hemograma.

  • Inespecífico.


3. Bilirrubinas.

  • Hiperbilirrubinemia com predominância de BD.


4. Exames específicos.

4.1. Marcadores virais.



  • Hepatite A: Anti-HAV IgM/IgG.

  • Hepatite B: HBsAg; Anti-HBc IgM; Anti-HBc Total; Anti-HBs; Anti-

  • HBe.

  • Hepatite C: Anti-HCV.

  • Hepatite D: Anti-HDV.


5. Biologia molecular.

  • PCR.

SÉPSIS



1. Hemograma completo

  • Leucocitose com desvio à esquerda ou leucopenia, plaquetopenia.


2. Provas de inflamação


3. Alteração das provas de coagulação
4. Hemoculturas
5. Avaliação de fatores predisponentes como imunodeficiência

FEBRE PURPÚRICA BRASILEIRA



1. Hemograma

- Leucocitose com desvio a esquerda


2. Culturas

  • Hemocultura e cultura de material de conjuntiva, de líquor e de raspado de lesão


3. Sorologia

  • Reação de Contra-imunoeletroforese de soro e líquor (V. GUIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, PG. 313).

ALGUNS VALORES LABORATORIAIS NORMAIS


BILIRRUBINA TOTAL

até 1,2 mg/dL

BILIRRUBINA INDIRETA

até 0,7 mg/dL

BILIRRUBINA DIRETA

até 0,5 mg/dL

CREATININA

0,7 a 1,4 mg/dL

TGO/AST

até 45 U/L

TGP/ALT

até 50 U/L

AMILASE

até 195 U/L

FOSFATASE ALCALINA

até 320 U/L (adultos)

URÉIA

15 a 50 mg/dL



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