Ministério da saúDE


Protocolo de pré-medicação ao uso de soros heterólogos



Baixar 1.08 Mb.
Página10/15
Encontro21.10.2017
Tamanho1.08 Mb.
1   ...   7   8   9   10   11   12   13   14   15

Protocolo de pré-medicação ao uso de soros heterólogos





- Antagonistas dos receptores H1 da histamina: Crianças Adultos

(dose máxima)

Maleato de dextroclorfeniramina 0,08 mg/kg 5 mg



ou

Prometazina 0,5 mg/kg 50 mg

- Antagonistas dos receptores H2 da histamina:

Cimetidina 10 mg/kg 300 mg



ou

Ranitidina 1,5 mg/kg 50 mg

- Corticosteróide:

Hidrocortisona 10 mg/kg 500 mg



Atenção: a aplicação do soro anti-rábico heterólogo deverá ser realizada 20 a 30 minutos após a aplicação da pré-medicação acima (esquema parenteral).



  • Opção 2. Via Oral




  • Antagonistas dos receptores H1: Maleato de dextroclorfeniramina - solução oral (xarope), contém 0,4 mg/ml (genérico). Administrar 0,2 mg/kg de peso, atingindo no máximo 5 mg.




  • Antagonista dos receptores H2 :

Cimetidina - comprimido revestido, contendo 200 mg ou 400 mg (genérico). Administrar 20 a 30 mg/kg, atingindo no máximo 400 mg ou

Ranitidina - comprimido revestido contendo 150 mg ou 300 mg ( genérico) Administrar 1,0 a 2,0 mg/kg de peso, atingindo no máximo 300 mg.


  • Corticosteróide:

Hidrocortisona: na dose de 10 mg/kg, com dose máxima de 1000mg. Será sempre administrada por via venosa ou

Dexametasona (fosfato), na dose 2 mg ou 4 mg, com dose máxima de 20 mg. Pode ser administrada por via intra-muscular.

Atenção: a aplicação do soro anti-rábico heterólogo deverá ser realizada aproximadamente 2 (duas) horas após a aplicação da pré-medicação acima (esquema oral).



  • Opção 3 . Esquema Misto


- Por via Oral

Antagonista dos receptores H1: Maleato de dextroclorfeniramina, solução oral (xarope), contém 0,4 mg/ml (genérico). Administrar 0,2 mg/kg de peso, atingindo no máximo 5 mg.
Esta medicação pela via oral deverá ser administrada 60 minutos antes da soroterapia.
- Por via Parenteral

Antagonistas dos receptores H2 : Cimetidina, na dose de 10 mg/kg de peso, dose máxima de 300 mg ou Ranitidina, na dose de 3 mg/kg, dose máxima de 100 mg, pela via venosa, lentamente.
Hidrocortisona, na dose de 10 mg/kg por via venosa, dose máxima de 1000mg, ou Dexametasona, na dose de 2 mg ou 4 mg, dose máxima de 20 mg, por via intra-muscular.




Atenção: As medicações, pela via parenteral, deverão ser administradas 20 a 30 minutos antes do soro.Heterólogo
OBS - O esquema que utiliza somente a via parenteral é o mais conhecido e o que acumula experiência clinica positiva já publicada

Anexo 1


Descrição e conduta frente a alguns eventos adversos comuns a vários imunobiológicos

1. Introdução


As vacinas estão entre os produtos de maior segurança de uso. Entretanto, é possível que haja reações até mesmo graves, com a sua utilização. No que se refere à utilização de imunização passiva, os eventos adversos são muito mais freqüentes após a aplicação de produtos de origem não-humana (soros preparados em eqüinos). A orientação dada a seguir destina-se aos serviços de rotina de imunização, com os seus recursos habituais. Não é orientação impositiva, devendo ser adaptada às circunstâncias operacionais e à experiência e treinamento de cada grupo.

2. Manifestações locais

Podem ocorrer após a aplicação de qualquer vacina. Os casos de abscesso geralmente encontram-se associados com infecção secundária e erros na técnica de aplicação. Estas reações são conseqüência da introdução da agulha e do conteúdo vacinal no tecido muscular. A hiperestesia se produz pela irritação dos terminais nervosos locais. O eritema se deve a vasodilatação reativa, que favorece a absorção.

O prurido e as pápulas urticariformes são conseqüências da liberação de histamina e serotoninas e outras substâncias vasoativas O enfartamento ganglionar revela a atividade das células retículo endoteliais e dos macrófagos para eliminar os restos da vacina.

Os abscessos ocorrem quando há a contaminação no local de inoculação e estão normalmente relacionados à erro de técnica.



2.1. Notificação e investigação


Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) locais associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”).

2.2. Conduta

a) Tratamento


1 - Analgésico, se necessário;

2 - Compressas frias, nas primeiras 24-48 horas após a aplicação, nos casos de dor e reação locais intensas.

3 - Os abscessos devem ser submetidos a avaliação médica, para conduta apropriada.

b) Contra-indicação para doses subseqüentes


Não há.

3. Febre


Elevação da temperatura axilar acima de 37ºC. É uma resposta fisiológica à administração de antígenos, com produção de citocinas inflamatórias que atuam no hipotálamo, com liberação de prostaglandinas e elevação da temperatura. Promove a resposta imunológica. Pode também ocorrer pela administração de substâncias tóxicas contaminantes, como a endotoxina, ou ser secundária a processos inflamatórios inespecíficos, como abscessos locais.

Pode ocorrer logo após a aplicação de vacinas não vivas (como na vacina tetravalente , vacina meningocócica B/C, etc.) ou alguns dias depois de vacinas vivas (como na vacina tríplice viral). É possível que se deva a alguma infecção intercorrente ou desidratação, a criança deve ser examinada quando a febre for alta ou fugir do padrão esperado para o tipo de vacina aplicada.





1   ...   7   8   9   10   11   12   13   14   15


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal