Ministério da saúde secretaria de assistência à saúde portaria nº 388, de 28 de julho de 1999



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MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE



PORTARIA Nº 388, DE 28 DE JULHO DE 1999

 

 



O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições legais e considerando:

 

- a importância médico social do atendimento às pessoas portadoras de deficiências;



 

- a necessidade de se garantir produtos de órteses e próteses de qualidade para esses pacientes, e:

 

- a necessidade de se instituir mecanismos de controle, avaliação e planejamento para este importante segmento da sociedade. resolve:



 

Art. 1º - Estabelecer que a empresa de Ortopedia Técnica, fornecedora de órtese e Prótese Ambulatorial, deverá, mediante instrumento próprio, oferecer garantia para o material fornecido

§ 1º - Os prazos fixados para a garantia de que trata este artigo serão: de 18 (dezoito) meses para defeitos de componentes e de 12 (doze) meses para defeitos decorrentes de falhas comprovadas de mão-de-obra.

§ 2º - As empresas de Ortopedia Técnica objeto deste artigo deverão fornecer o certificado de garantia para todos os produtos por ela fornecidos.

 

Art. 2º- Instituir o TERMO DE RESPONSABILIDADE, COMPROMISSO E GARANTIA, na forma do Anexo I, a ser assinado pelo receptor da órtese ou prótese e pelo médico que a prescreveu.

§ 1º - O Termo objeto deste artigo, devidamente assinado, deverá ficar anexo ao prontuário do paciente, ou no processo de concessão do aparelho, no SUS.

§ 2º - A concessão de substituição de órtese ou prótese só poderá ser reivindicada ao final de 2 (dois) anos, ou de um período julgado adequado pelos médicos responsáveis.

 

Art. 3º - Instituir as Normas Básicas de Confecção de Órteses Ortopédicas, na forma do Anexo II.

 

Art. 4º - Determinar que a Secretaria de Assistência à Saúde/SAS, em conjunto com a Secretaria de Políticas de Saúde, deverá adotar as providências necessárias à efetiva operacionalização desta Portaria.

 

Art. 5º - Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.

 

 



 

 

RENILSON REHEM DE SOUZA

 

ANEXO I

 

TERMO DE COMPROMISSO, GARANTIA E RESPONSABILIDADE

 

RECEBIMENTO DE ÓRTESES, PRÓTESES OU DISPOSITIVOS AUXILIARES DE LOCOMOÇÀO

 

 



Nome do usuário:_____________________________________________________________

Documento apresentado:___________________________________N.º__________________

Filiação:_____________________________ e _____________________________________

REGIONAL __________________________ Responsável:____________________________

 

Equipamento: ( )órtese ( )Prótese ( )Cadeira de Rodas ( )Andador ( ) Muleta ( ) Adaptação Especificação:_________________________________________________________________



Código do SUS:____________________________.

Instituição / Empresa Fornecedora:________________________________________________

Endereço:_____________________________________________ N.º____________________

Bairro____________________Cidade______________________UF:____________________

CEP:_____________________ Telefone(s):_________________ FAX___________________

Insc. Estadual: _________________________________________CGC___________________

Técnico Responsável p/ Confecção/Montagem:______________ Rubrica_________________

Responsável p/ Empresa/Instituição_______________________ Rubrica_________________

Garantia dos Componentes: 18 meses - Garantia da Mão-de-obra : 1 -1 meses

Data das Revisões: __/____/__ (6 meses) __/____/__ (12 meses) __/____/__ (1 8 meses)

Origem da Prescrição___________________________________________________________

Médico responsável pela prescrição _______________________________________________

Data da Prescrição: ___/__________/_______/ Data de Entrega ____/__________/______

Peso atual do paciente: ______Kg - Medidas coto; Proximal _____em - Distal:_____ cm _____

 

Declaração: O equipamento acima descrito foi por mim examinado, e está de acordo com a prescrição médica.

 

____________________________________________________________________________



Médico Responsável pela Prescrição / Avaliação

 

 



 

Observações:

1. os componentes do equipamento só devem ser manuseados por um técnico ortopédico especializado. O usuário não deve efetuar qualquer tipo de manutenção ou alteração no equipamento que possa prejudicar a estrutura ou funcionamento básico do mesmo, com exceção dos casos em que não houver outra alternativa que seja viável para retorná-lo à condição ou parâmetros iniciais. Ao mudar o calçado, cuidar para que o mesmo tenha o salto da mesma altura original.

2. observar, rigorosamente, os prazos de manutenção e/ou revisão de acordo com cada tipo de componente. Estes prazos estão determinados acima.

3. comunicar os problemas ocorridos à comissão técnica do órgão fornecedor, que convocara o técnico ortopédico responsável para realizar o reparo.

 

Ao aceitar e atestar sua satisfação com o equipamento destinado a melhorar seu desempenho físico, o (a) Sr.(a)_________________________________compromete-se a zelar pelo referido



equipamento, preservando-o por, no mínimo, 2 (dois) anos. Para isso contará com o apoio da Empresa/ Instituição fornecedora (acima) e da Instituição responsável peta prescrição, adequação e treinamento do equipamento ao paciente.

 

Local e data__________________________ Usuário ou Responsável ____________________



 

FORMULÁRIO DE PRESCRIÇÃO - ÓRTESES/PRÓTESES E MATERIAL AUXILIAR

 

DATA____/__________/____



 

Identificação do Cliente:

Nome: ___________________________________Sexo:( ) M ( ) F Cor______________

Nascimento ____/__________/_____ Cidade: ___________________Doc. Ident.___________

Profissão:_______________________Função:___________________Origem: _____________

( ) Em atividade ( ) Aux. Beneficio ( ) Aux. Acid. Trab. Aposentado ( ) Em Reabilitação

Obs.:________________________________________________________________________

Seguro Social: ( ) NÃO ( ) SIM - Qual: _______________________________________

Diagnóstico Etiológico: _________________________________________________________

Diagnóstico Topográfico:________________________________________________________

Distúrbios Associados: _________________________________________________________

 

Instituição / Profissional que encaminhou:

Nome da Instituição: _______________________________________Fone ( ) - ____________

Nome do Profissional:______________________________________ Fone ( ) - ___________

Especialidade:__________________________ Cons. Reg.__________ n.º_________________

 

Identificação do Equipamento:

( ) órtese - ( ) Prótese - ( )Material Auxiliar de Locomoção/AVDs

( ) Funcional ( ) Estético ( ) Temporário ( ) Definitivo: ( )Novo( ) Substituição: ( )Total ( ) Parcial

( ) Unilateral ( ) Bilateral

 

PRÓTESE (S) PAPA MEMBROS (S) INFERIOR (ES)

 

Nível: ( )Desartic. Quadril ( )Transfemural ( )Desartic. Joelho ( )Transtibial ( ) Tornozelo ( ) Antepé

Tipo de Equipamento: ( ) Endoesquelético (modular) / ( ) Exoesquelético (convencional)

Encaixe: ( )Cesto Desarticulação Quadril/ ( ) Quadrilateral / ( ) Contensão Isquiática ( )PTB ( ) PTS

( ) PTB c/coxal/ ( ) PTB p/Cliopart/Pirogoff/Syme/( ) Palmilha p/ Compl. Antepé: ( ) Rígida ( )flexível



Material: ( ) Resina Acrílica p/ Laminação ( ) Couro ( ) Propileno ( ) Reforço Aço Carbono ( ) Outro ____________________________________________________________________

Suspensão: ( ) Válvula vácuo ( ) Cinto Pélvico ( ) Cinto Silesiano ( ) Correia Supracondilar ( ) Coxal ( ) KBM

Obs.: Em amputados bilaterais, com níveis de amputações diferentes, marcar E ou D nos parênteses.

 

Articulações: ( ) Quadril: ( ) Exoesquelética ( ) Endoesquelética: ( ) com Trava ( ) sem Trava

( ) Joelho ( ) Exoesquelética ( ) Monoeixo; ( ) Livre ( ) c/ Trava ( ) c/ Freio

( ) c/ Impulsor

( ) Endoesquelética ( ) Monoeixo ( ) Livre ( ) c/Trava ( ) c/Freio ( ) c/Impulsor

( ) Quatro Barras ( ) Livre ( ) c/ Trava

 

( ) Tornozelo ( ) Exoesquelética ( ) Endoesquelética



Perna: ( ) Exoesquelética ( )Endoesquelética: ( ) Aço ( )Alumínio

( ) Revestimento cosmético

 

Pé: ( ) SACIH ( ) SACH Geriátrico ( ) p/amputação de Pirogoff



( ) Articulado ( ) Dinàinico

 

Casos em que se evita a prescrição de Próteses Ortopédicas p/ Membros Inferiores:



Ao se prescrever uma prótese, deve-se ter em mente o que ela ira exigir treinamento e esforço do paciente para a marcha. Por isso não prescrever Prótese para amputados uni ou bilateral com: cegueira bilateral; graves distúrbios cardiovasculares e respiratórios; neuropatia afetando severamente o equilíbrio, a coordenação, e a propriocepção dos membros inferiores; pacientes com artropatias graves no membro residual ou doenças progressivamente debilitantes; alcoólatras irrecuperáveis; psicopata c/ grande alienação mental. EM CASOS COMO ESTES, DAR PREFERÊNCIA ÀS CADEIRAS DE RODAS.

 

____________________________________________



Carimbo e Assinatura do Responsável p/ Prescrição

 

FORMULÁRIO DE PRESCRIÇÃO - ÓRTESES/PRÓTESES E MATERIAL AUXILIAR

 

DATA____/___________/____



 

Identificação do Cliente:

Nome: ___________________________________Sexo:( ) M ( ) F Cor______________

Nascimento ____/__________/_____ Cidade: ___________________Doc. Ident.___________

Profissão:_______________________Função:___________________Origem: _____________

( ) Em atividade ( ) Aux. Beneficio ( ) Aux. Acid. Trab. Aposentado ( ) Em Reabilitação

Obs.:________________________________________________________________________

Seguro Social: ( ) NÃO ( ) SIM - Qual: _______________________________________

Diagnóstico Etiológico: _________________________________________________________

Diagnóstico Topográfico:________________________________________________________

Distúrbios Associados: _________________________________________________________

 

Instituição / Profissional que encaminhou:

Nome da Instituição: _______________________________________Fone ( ) - ____________

Nome do Profissional:______________________________________ Fone ( ) - ___________

Especialidade:__________________________ Cons. Reg.__________ n.º_________________

 

PRÓTESE (S) PARA MEMBRO (S) SUPERIOR (ES)

 

Identificação do Equipamento

( ) Funcional ( ) Estético ( ) Temporário ( ) Definitivo: ( ) Novo ( ) Substituição: ( ) Total ( ) Parcial

 

Nível: ( ) Desarticulação de mão ( ) Desarticulação de Punho ( ) Desarticulação de Cotovelo



( ) Desarticulação de Ombro ( )Amputação Transradial

 

Tipo de Equipamento: ( ) Unilateral ( ) Bilateral



 

Material: ( ) Resina Acrílica p/ Laminação ( ) Luva Cosmética ( ) Espuma Cosmética

( ) Reforço Aço Carbono ( ) Tirantes: Tipo: _______( ) Correias ( ) c/Trava

Outro_______________________________________________________

 

Obs.: Em amputados bilaterais, com níveis de amputações diferentes, marcar E ou D nos parênteses.

 

Casos em que se evita a prescrição de Próteses Ortopédicas p/ Membros Superiores: nível de rejeição de próteses de membro superior é elevadíssimo:



 

Assim, ao se prescrever uma prótese, deve-se ter em mente o que ela ira exigir treinamento e esforço do paciente bem como o seu nível socio-cultural para aprendizados. Por isso não prescrever Prótese para amputados uni ou bilateral com: cegueira bilateral; graves distúrbios cardiovasculares e respiratórios; neuropatia afetando severamente o equilíbrio, a coordenação, a cinestesia e a propriocepção dos membros superiores; pacientes com artropatias graves no membro residual ou doenças progressivamente debilitantes; alcoólatras irrecuperáveis; psicopata c/ grande alienação mental

 

 



 

 

 



____________________________________________

Carimbo e Assinatura do Responsável p/ Prescrição

 

 



ANEXO II

 

NORMAS BÁSICAS DE CONFECÇÃO DE ÓRTESES E PRÓTESES



ORTOPÉDICAS

 

- PRÓTESES ORTOPÉDICAS - Tipos de Estrutura:

 

Exoesqueléticas (resina laminada)



Endoesqueléticas (modular)

PRÓTESES ORTOPÉDICAS PARA SUBSTITUIÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

 

- CONFECÇÃO:

1 ) utilizar somente materiais adequados a cada tipo de prótese, já devidamente aprovados no meio da ortopedia técnica e obedecer, rigorosamente, às recomendações e indicações fornecidas pelo fabricante e/ou importador e fornecedor;

 

2) a laminação da resina deve ser executada a vácuo, visando a eliminar bolhas de ar, ter maior resistência e alcançar menor peso. A pesagem correta dos ingredientes da mistura da resina deve obedecer às quantidades recomendadas pelo seu fabricante, pois isto é de fundamental importância para se obter a qualidade final da laminação;



 

3) utilizar malhas de fibra sintética, de acordo com as especificações do fabricante, com colocação de reforços proporcionais ao peso corpóreo do usuário, utilizando fibra de carbono e/ou manta de fibra de vidro nos pontos de maior esforços, tais como:

 

- nas próteses transtibiais:



parte anterior da "canela"

abas superiores próximas ao joelho

 

- nas próteses transfemorais:



parte inferior da articulação do joelho

borda superior do soquete

 

4) utilizar espuma de poliuretano expandido para fazer os enchimentos que irão completar altura na fase de prova e dar a forma anatômica final à prótese;



 

5) a escolha dos componentes das próteses deverá seguir critérios rigorosos quanto às vantagens reais que irão oferecer ao usuário, a sua funcionalidade, a relação custo x beneficio e obedecer às recomendações técnicas dos seus fabricantes quanto a limite de peso e indicação do tipo usuário;

 

6) soquete de encaixe do coto:



 

A) Desarticulação do Quadril

Este soquete deverá ser confeccionado em polipropileno moldado a vácuo ou em resina, também laminada a vácuo neste caso, a parte do lado amputado será em resina rígida e o lado oposto ao amputado será em resina flexível. O recorte deste soquete também chamado de cesto pélvico, deve ser feito de modo a permitir ao usuário fletir o tronco para frente, até uma posição que lhe permita amarrar o calçado. O molde de gesso para a confecção deste soquete terá que ser confeccionado de acordo com as normas já estabelecidas pela ortopedia técnica. Quando usado o polipropileno a placa de fixação da articulação deverá ser envolvida em um semi cesto de resina laminada pela parte externa do polipropileno utilizando reforço de fibra de carbono ou manta de vidro.

 

B) Transfemoral



O soquete para amputado transfemoral, com exceção dos casos onde houver contra indicação médica, deve ser com contato total, com boa acomodação para a massa do coto sem pressões excessivas. No caso dos soquetes quadrilaterais, a mesa de apoio do ísquio deve ser suave, sem quinas, bem modelada e horizontal em relação ao solo. O canto medial anterior deve ter espaço para acomodação do músculo adutor e a saída da válvula deve ficar o mais distal possível. O contra apoio anterior no triângulo de escarpa deve ser mais elevado cerca de 15 mm acima da mesa do apoio do ísquio.

Uma outra forma de encaixe transfemoral é o chamado encaixe longitudinal ou encaixe de contenção isquiática ( também conhecido por encaixe CAT - CAM)

Características específicas deste encaixe:

* a medida antero-posterior é maior que aquela de um encaixe quadrilátero.

* a medida médio-lateral é menor que aquela de um encaixe quadrilátero.

* a medida médio-lateral interóssea (distância entre o ramal isquiático e o sub-trocânter) deve ser respeitada com a maior precisão possível.

* a tuberosidade deve estar contida aproximadamente 3 a 4 cm dentro do encaixe (em relação à borda do encaixe).

* a tuberosidade não possui um apoio no plano horizontal como por exemplo no encaixe quadrilátero.

* o fêmur deve ser posicionado em adução (posição fisiológica)

* o encaixe sempre deve proporcionar contato total.

C) Desarticulação do Joelho:

Este soquete requer uma modelagem precisa da parte distal do coto onde será exercida toda a carga e também sobre os côndilos femorais medial e lateral onde será conseguida a suspensão da prótese. O soquete flexível deverá ter um acolchamento na parte distal, onde ocorrerá o apoio, não muito espesso, para evitar o alongamento excessivo do soquete rígido. Na sua borda superior / anterior deverá ser feito um ressalto que servirá de guia para o seu correto encaixe.

D) Transtibial:


Os pontos de apoio (carga) nos vários tipos de soquetes transtibiais são os mesmos, diferenciando-se somente quanto à suspensão. Por isso, deve-se num soquete transtibial, além do desejado contato total (com exceção para os casos onde houver contra-indicação), procurar obter um bom apoio de carga sob o côndilo tibial media um segundo apoio de carga não muito forte sub - patelar e contra apoio na face lateral anterior e face posterior do coto (poplítea). Aliviar o apoio na crista e extremidade distal da tíbia, bem como na cabeça e extremidade distal da fibula. No soquete PTB a modelagem termina ao nível da articulação do joelho e para o soquete KBM a modelagem necessita subir englobando a parte superior dos côndilos femorais (médio lateral) e ainda para o soquete PTS modelar a parte superior da patela.

E) Syme
Neste tipo de amputação, o ponto de descarga é terminal podendo também ser utilizado o apoio sub-patelar e o soquete deve obedecer à forma natural do coto, até ao nível do joelho onde será recortado nos moldes de urna PTB. A parte posterior deverá ser bem modelada uma vez que a suspensão deste tipo de prótese será neste ponto ( veja detalhes da suspensão no item 10 da letra E.1)

7) nas próteses endoesqueléticas (modulares) o revestimento cosmético de espuma deverá ser fixado em uma sobre - capa de resina laminada e esta então fixada no soquete por parafuso ou velcro também na junção com o pé a espuma deverá ser colada ao adaptador próprio de encaixe no pé. Este procedimento facilitará a manutenção dos componentes e a verificação de sua procedência, sendo vedada a colagem da espuma diretamente no soquete ou no pé.

8) nas próteses exoesqueléticas (resina laminada) com pé sem articulação tíbio-társica, este terá que, além da fixação por parafuso, ser firmemente colado à parte do tornozelo com cola especial, conforme indicação do fabricante.

9) o alinhamento das próteses deverá obedecer às indicações e normas técnicas preestabelecidas de cada fabricante dos componentes utilizados, adequando à fisiopatologia do usuário.

10) métodos de Suspensão das Próteses Ortopédicas:

A) Desarticulação do Quadril:
A suspensão deste tipo de prótese é conseguida pela modelagem do soquete (cesto pélvico) sobre as cristas ilíacas, sendo aconselhável acolchoar estes pontos a fim de proporcionar maior conforto ao usuário.

B) Transfemoral:

B.1 ) Sucção: O coto deve ficar acomodado dentro do soquete sem pressão excessiva, com contato total fazendo uma redução de, aproximadamente, 5% na circunferência da parte superior do soquete formando um anel que irá vedar a passagem de ar criando a sucção.

B.2) Cinto Pélvico: O cinto deve estar localiza do entre os trocânteres e as cristas ilíacas e a sua articulação do quadril, quando houver, deve estar anteriorizada cerca de 15 milímetros em relação à linha central da prótese.

B.3) Cinto Sileziano: Ancorado na parte lateral-posterior e abotoando na parte anterior mais para a lateral, tem como ponto de apoio para suspensão a parte superior da crista ilíaca, do lado contrário ao amputado e neste ponto (crista ilíaca) deve ser acolchoado ou fazer apoio sobre uma peça de termo plástico moldado sobre a crista ilíaca o que irá oferecer mais conforto.

C) Desarticulação do Joelho:

C.1 ) Nos soquetes de resina para este tipo de amputação, a suspensão se dará pela modelagem do soquete flexível sobre os côndilos femoral medial e lateral, sendo técnica já consagrada.

C.2) Nos soquetes, principalmente das próteses exoesqueléticas quando é usado o manguito de coxa (coxal) em couro tipo Soleta ou até em polipropiletio, a suspensão ocorre pelo próprio ajuste do manguito. No entanto, a modelagem sobre os côndilos femorais irá com certeza aumentar, consideralvelmente, o conforto do soquete.

D) Transtibial:

D.1)-Prótese PTB: A suspensão será feita por meio de um dispositivo de couro, ou plástico abotoando com fivela ou velcro, com um desenho especial já citado com 4 (quatro) pontas interligadas na parte que fará apoio sobre a patela sendo que duas destas pontas irão se encontrar para abotoar, envolvendo a parte distal da coxa logo acima da patela. As outras duas pontas serão ancorada na parte lateral e medial 1ficando estges dois pontos posteriorizados 2 cm em relação a linha central-vertical da prótese, de moto a permitir que esta correia não exerça pressão a patela quando o joelho estiver fletido. É vedado o uso de correias circulares com ancoragem medial e lateral na prótese.

D.2) Prótese PTS: A suspensão é feita acima da patela e côndilos temorais requerendo por isso uma boa modelagem do soquete.

D.3) Prótese KBM: A suspensão se dá por uma boa modelagem das abas medial e lateral sobre os côndilos femorais. Neste tipo de suspensão, as bordas superiores das abas devem ser modeladas ligeiramente viradas para o lado externo, pois se ficarem viradas para o lado interno irão penetrar nos tecidos e machucar. Quando ocorrer que o diâmetro médio - lateral, ao nível da articulação do joelho, seja maior do que o diâmetro da parte distal do fêmur, ao nível da parte superior dos côndilos, é necessário que se aumente a espessura do soquete flexível nas suas abas quase que igualando o diâmetro do joelho. Caso contrário, haverá dificuldade para calçar a prótese.

D.4) Prótese com Manguito (coxal): A suspensão é obtida pelo ajuste do próprio manguito, no entanto corno nos manguitos desarticulados de joelho, uma boa modelagem sobre os côndilos femorais irá aumentar muito o conforto com a prótese.

E) Syme:


E. l) A suspensão na prótese, para este tipo de amputação, será feita aproveitando-se a modelagem na parte posterior distal do coto, com a utilização de urna tampa posterior no soquete que é aberta para a introdução do coto. Em alguns casos de coto com menor volume de massa na extremidade é possível utilizar técnica semelhante à utilizada nos soquetes para desarticulados de joelho e com certeza irá proporcionar melhor estética .

- PROVA:


1) após a montagem da prótese, obedecendo ao que chamamos de alinhamento de bancada, a mesma será calçada no paciente para que se proceda à prova dinâmica de marcha, executada obrigatoriamente com a utilização de uma barra paralela, ocasião em que o protesista irá verificar o seu alinhamento dinâmico, altura, corrigir posições inadequadas, o perfeito ajuste e conforto oferecido pelo soquete, e se os componentes escolhidos estão sendo bem utilizados ou ainda se realmente estão indicados para aquele paciente. Qualquer substituição de componentes deverá ser discutida com a equipe ou médico que fez a prescrição.
2) a fase da prova é de extrema importância para se obter uma prótese com qualidade total. Nesta ocasião, é que se deve fazer todas as correções necessárias, sem se preocupar com o tempo gasto ou com o número de alterações. O paciente só deverá deixar a sala de prova quando a sua prótese estiver totalmente adequada ao seu uso. Se isto não for possível naquele momento, devido a problemas técnicos, convoque-o para uma outra prova, tão logo solucione estes problemas.
3) muitos profissionais cometem um erro primário de anotar as correções observadas na ocasião da prova para executa-las posteriormente. Este procedimento prejudica a qualidade final da prótese e, em muitos casos, é o motivo dos problemas que constatamos no dia a dia, provocando dificuldades na adaptação com as prótese, atrasando a recuperação do paciente e com certeza, causando sérios prejuízos para todos os envolvidos neste processo. Caso isso ocorra, deverá ser realizada nova prova.

-ENTREGA:


Embora o treinamento com a prótese deva ser feito em centros de reabilitação capacitados para este fim, o protesista deve calçar a prótese já totalmente pronta no paciente para que possa conferir todos os detalhes de funcionalidade e recursos técnicos dos componentes. Deve também conferir o conforto e a estética da prótese, informando ao paciente o modo correto de calçá-la e os cuidados fundamentais que este deve dispensar a sua prótese.

PRÓTESES ORTOPÉDICAS PARA SUBSTITUIÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES

- CONFECÇÃO:
1) os procedimentos para a confecção das próteses para membros superiores quanto aos componentes, a laminação da resina e os cuidados com a sua execução, devem obedecer as mesmas normas já estabelecidas para as próteses destinadas aos membros inferiores.
2) a decisão quanto ao tipo de prótese a ser confeccionada para um paciente amputado de membro ou membros superiores, bem como a escolha de seus componentes, deve ser precedida de uma análise muito profunda e executada por uma equipe multidisciplinar composta por médico, terapeuta, psicólogo, assistente social e protesista, pois deverão ser analisados aspectos fundamentais como o tipo de amputação, a necessidade ou não de correção do coto, funcionalidade, grau de utilização e estética da prótese, expectativa e aceitação por parte do paciente e seus familiares, o apoio destes ao paciente e, o principal, onde fazer o treinamento e adaptação com a prótese.
3) uma vez vencida esta etapa, o protesista terá ainda que se preocupar com o peso da prótese, o maior aproveitamento possível dos recursos oferecidos pelos componentes escolhidos e no caso das próteses de movimentos mecânicos desenvolver um sistema de suspensão e acionamento dos componentes de modo simples e de fácil colocação.
4) para a confecção de próteses de membros superiores o protesista terá que obrigatoriamente utilizar componentes importados e dispor de um bom conhecimento quanto ao funcionamento, recursos, normas técnicas, utilização e indicações para os mesmos.

- ÓRTESES ORTOPÉDICAS:

- ÓRTÉSES ORTOPÉDICAS PARA COMPLEMENTAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES:

1.) INTRODUÇÃO:

1.A) a confecção de órteses pode ser feita a partir de um molde de gesso ou um desenho com as respectivas medidas.

1.B) a escolha dos materiais para a confecção das órteses é de extrema importância para atender da melhor forma possível o trinômio "funcionalidade - conforto - peso reduzido".

2.) CONFECÇÃO:

2.A) Princípios de construção de órteses para o membro inferior:

2.A.1) Órtese de membro inferior com arcos de metal:
Neste aparelho a união das hastes verticais media e lateral (de duralumínio ou aço inoxidável) é feita por meio de arcos horizontais de metal. As peças metálicas são revestidas com couro após a montagem do aparelho.

2.A.2) Órtese de membro inferior com calhas (cartuchos):


Aparelho confeccionado a partir de calhas de couro (devidamente reforçadas com arcos de duralumínio) ou calhas termomoldadas de polipropileno.
Estas órteses poderão ser híbridas, utilizando-se calha em um segmento do membro e arcos; (braçadeiras) no outro.

2.A.3) órtese de membro inferior em carbono:


Aparelho confeccionado por meio de urna laminação. A fixação das articulações é feita durante o processo de laminação. A exatidão do molde de gesso (positivo) é de importância fundamental, já que não é mais possível realizar correções em um aparelho laminado.
Estas orteses também podem ser confeccionadas utilizando-se as hastes verticais e arcos horizontais pré-fabricados em fibra de carbono termo moldável, com a vantagem neste caso de permitir pequenas alterações.

3.) ARTICULAÇÕES:

3.A) As articulações das órtese que tiverem movimento no decurso da marcha devem estar paralelas entre si e equipadas com rolamentos ou buchas especiais ou ainda dispositivos que evitem o seu desgaste prematuro e também facilite os seus movimentos.

3.B) As articulações com bloqueio devem ser bem ajustadas afim de não apresentarem folgas nas fases de marcha.

3.C) Tabela de montagem e alinhamento (alinhamento padrão) das articulações

PLANO


FRONTAL

SAGITAL


TRANSVERSAL

* Articulação de quadril

Horizontal e paralelo ao solo

Altura: acima do trocanter Posicionamento antero - posterior: centralizado o prumo sobre a axila ou utilizar o traçado de Roser-Nelaton

Paralelo ao eixo do joelho

* Joelho


Horizontal e paralelo ao solo

Altura: 20 a 25 mm acima da fenda interóssea do joelho.


Posicionamento antero - posterior: Relação 60% - 40% (anterior-posterior)

Paralelo ao plano frontal.


Paralelo a parte posterior do joelho flexionado a 90 graus.
* Tornozelo

Horizontal e paralelo ao solo

Medial: 15 mm atrás do primeiro metatarso.
Lateral: imediatamente atrás do quinto metatarso.

Paralelo ao eixo do joelho.


4) FORRAÇÃO DAS ÓRTESES:

4.A) Evitar materiais que possam provocar reações alérgicas, principalmente na parte interna que ficará em contato com a pele.


5) SISTEMA DE FECHAMENTO:


Utilizar, de preferência, o sistema de velcro e nos pontos de maior esforço utilizar o velcro reforçado com couro ou cadarço abotoando com passador.

6) USO DE CALÇADOS NAS ÓRTESES:

6.A) A órtese deve proporcionar, sempre que possível, o uso de calçados independentes sem estarem fixos na mesma. De preferência calçados ou tênis normais, adquiridos em lojas de calçados.

6.B) Os processos para se conseguir o uso da órtese com calçados independentes desta vão da utilização de calhas posteriores suro podálicas até sapatilhas ou palmilhas.

7) DESCARGA DO PESO - APOIO ISQUIÁTICO:
Para se obter um bom apoio isquiático nas órteses, o ideal é que a braçadeira superior da coxa seja confeccionada no formato trilateral ou quadrilateral (em resina laminada ou polipropileno) imitando um soquete de prótese transfemoral aberto na parte inferior e o paciente irá calçar a órtese introduzindo o pé por dentro desta braçadeira e assim será obtida uma boa descarga sem o incômodo de se ter que apertar excessivamente a parte anterior da tradicional braçadeira metálica revestida com couro. Esta braçadeira do tipo tri ou quadrilateral poderá também ser fendida dos dois lados da coxa e abotoada com tiras de velcro facilitando os pacientes mais idosos e obesos a calçar a órtese. Este procedimento, no entanto, irá prejudicar a descarga e o conforto da órtese.

8) CINTO PÉLVICO:


Deverá ser utilizado somente nos casos de extrema necessidade. Constitui-se de uma haste metálica vertical articulada e uma lâmina também metálica horizontal que irá envolver parte da bacia. A haste vertical deverá ficar cerca de 15 milímetros anteriorizada em relação à linha média vertical do membro e a sua articulação ao nível da cabeça do trocânter. A posição correta da lâmina metálica horizontal será entre a cabeça dos trocânteres e as cristas ilíacas. É totalmente contra indicado o uso de lâmina horizontal (cinto) ao nível da cintura, assim como o bloqueio da articulação do quadril nos casos de órtese unilateral toma-se ineficiente.

9) TIPOS DE BLOQUEIO PARA AS ARTICULAÇÕES:

9.1) DE JOELHO:

9. A) Trava de gatilho (suíça): Oferece a vantagem do bloquear os dois lados da articulação do


joelho e, para destravá-la, o usuário necessitará apenas de uma das mãos ou então utilizar o artifício, muito comum neste tipo de trava, de destravá-la utilizando-se da borda da própria cadeira onde irá sentar-se. Este tipo de bloqueio oferece maior firmeza e recursos de corrigir alguma folga que porventura venha a se apresentar no decorrer do seu uso.

9.1.B) Trava de anel (americana): geralmente é utilizada somente na haste lateral da órtese, pois, se colocada dos dois lados, o usuário terá que obrigatoriamente utilizar-se das suas duas mãos para destrava-las ou sentar-se com a órtese bloqueada para posteriormente destravá-la. O uso da trava somente de um dos lados da órtese oferece menor estabilidade e maior chance de deforma-la.

9. 1.C) Existem outros tipos de trava - tipo "TIRO" e oculta.

9.1.D) Bloqueio Ante-Recurvato: Nestes casos, a articulação do joelho ficará livre havendo somente limitação dos movimentos em recurvato. O ortesista terá que identificar o grau de limitação, geralmente se mantém um discreto grau de recurvato com limite de até 5º para que o paciente tenha maior segurança na marcha, na maioria dos casos, ao se limitar um recurvato em 180º, o paciente perde a resistência no joelho fletindo-o involuntariamente. Este procedimento acarreta um desgaste precoce das articulações.

9.2) DE TORNOZELO: Para as articulações do tornozelo, os tipos mais utilizados no nosso meio são:

9.2.A) Livre: Quando não houver necessidade de nenhum tipo de limitação.

9.2.B) Com bloqueio posterior em 90º: Quando se deseja evitar a flexão plantar nos casos de portadores de espasmos.

9.2.C) Semi-bloqueada: Esta articulação permitirá discretos movimentos de flexão e extensão plantar.

9.2.D) Com dispositivo de mola embutida: Estas articulações, hoje confeccionadas com alta tecnologia, facilitam a marcha dos portadores dos vários tipos de paralisia (pé caído) possibilitando inclusive o ajuste da pressão da mola.
São também disponíveis com mola anterior e posterior possibilitando o controle dos movimentos de flexão e extensão plantar, sem o incômodo da sensação do bloqueio por batente rígido usados nas articulações com semi - bloqueio.

10) UTILIZAÇÃO DO POLIPROPILENO NAS ÓRTESES:


Este material termo moldável trouxe um desenvolvimento importante para a ortopedia técnica, por se tratar de material leve, de fácil manuseio na moldagem, oferecendo recursos que o ortesista pode utilizar para conseguir maior resistência quando necessário, pois a criação de uma simples canaleta na moldagem proporcionará o aumento da resistência naquele ponto do material.

Nas órteses para membros inferiores em nível suro-podálico, a sua utilização tem bons resultados quanto à estabilização, peso, estética e por proporcionar o uso de calçados convencionais.


A utilização do polipropileno nas braçadeiras da coxa também tem sido muito usada por oferecer vantagens tais como a de se conseguir um bom apoio do ísquio (o seu prolongamento moldando a parte lateral ou mediar em nível do joelho, facilita a correção de geno varo ou geno valgo, respectivamente) e uma boa modelagem sobre os côndilos femorais nos dará uma excelente sustentação da órtese.

- ÓRTESES PARA MEMBROS SUPERIORES:

Neste tipo de órtese, mais do que em qualquer outro, a preocupação com o seu peso deve vir em primeiro lugar, seguido da funcionalidade e conforto, seja ela dinâmica ou estática.
Para confeccionar órteses para o membro superior, o ortesista necessita ter um bom conhecimento de anatomia e fisiologia.
Também, mais do que nos outros tipos, o sucesso das órteses de membros superiores está ligado ao trabalho de equipe multidisciplinar composta por médico, terapeuta, ortesista e outros profissionais envolvidos no tratamento do paciente.
Hoje, com a enorme gama de plásticos termo moldáveis, o ortesista que se interessa em conhece-los, irá com segurança dispor de recursos altamente benéficos aos pacientes.
Neste trabalho, toma-se dificil a colocação de regras devido à grande variedade de recursos e a complexidade dos casos, que serão resolvidos individualmente pela equipe.

- ÓRTESES CÉRVICO - TÓRACO - LOMBO - SACRAS (COLETES):

No grupo das órteses corretivas, as mais usadas são:
1. * órtese de Milwaukee - OCTLS
2. * órtese de Boston - OTLS

Por se tratar de órtese que irá ser utilizada por um período mais longo e na faixa de adolescência, deve ser confeccionada com o máximo cuidado e oferecer total conforto ao usuário. Não se admite nesta órtese nenhum tipo de incômodo, passado o período de adaptação, o que ocorre com cerca de 07 a 10 dias.

- TÉCNICAS DE CONFECÇÃO:

1) ÓRTESE DE MILWAUKEE - OCTLS:


A parte pélvica deve ser confeccionada elminando a lordose fisiológica, com discreta penetração na parte abdominal. A penetração lateral sobre as cristas ilíacas deverá ser simétrica alongando para a parte anterior do abdômen. As cristas ilíacas anteriores devem ficar com folga (+/- 8 min ) dentro do cesto pélvico e este deverá ser recortado na parte antero-inferior cerca de 2 cm acima do púbis, subindo nas laterais o suficiente para o usuário sentar-se confortavelmente, sem lhe comprimir as coxas. A parte postero-inferior deve ser o mais longa possível. Tomando por base o usuário sentado, deverá ficar 2 cm acima do assento rígido da cadeira. A parte ântero-superior deve ser recortada em abaixo da reborda dos arcos costais.
As hastes verticais serão modeladas de modo a não encostarem no tórax, devendo obrigatoriamente a barra anterior ser em alumínio, para não interferir na imagem do raios-X de controle feito com o colete.
O anel cervical terá dois apoios posteriores laterais no occiptal, nos quais não deverá ser utilizado material plástico, pois este causa danos ao couro cabeludo. O apoio anterior em polipropileno tipo "gargantilha" visa apenas a impedir que o usuário afaste-se do apoio occiptal. Lateralmente ao pescoço o anel deve ter uma folga de 5 a 8 mm de cada lado.
Os coxins laterais de apoio devem ficar localizados com o seu ponto central uma vértebra abaixo do ápice da curva fixados por meio de correia direto na barra posterior, sendo a sua fixação na parte anterior feita em uma barra horizontal com cerca de 8 cm avançados para o lado onde se localiza o coxim, para impedir que a correia pressione os arcos costais.

2) ÓRTESE DE BOSTON - OTLS:


A parte pélvica obedece em, linhas gerais, aos mesmos princípios da órtese de milwaukee. Na parte lateral e posterior do lado contrário à curva, o cesto pélvico se alonga na borda superior at, aproximadamente, 4 cm abaixo da linha da axila.
O coxim é colocado na parte interna do cesto pélvico no lado da curva obedecendo ao mesmo critério quanto à localização no colete milwaukee.
Alguns médicos usam fazer uma penetração na cintura pélvica do lado da curva, compensando esta penetração com o afastamento do P.P. no lado contrário à curva, ficando assim a órtese com uma penetração acentuada na cintura do lado da curva e totalmente sem cintura no lado oposto.
No grupo das órteses imobilizadoras, temos como as mais usadas:
1.* Órtese Lombar, com a parte posterior rígida
(Cadeira de Braço, Knight)
2. * Órtese Tóraco - Lombar com a parte posterior rígida
(Tayior)
3. * Órtese Lombar rígida
(Boston)
4. * Órtese Tóraco - Lombar rígida
( Risser.)
5. * Órtese Tóraco - Lombar com hiperextensão e parte posterior rígida

- TÉCNICAS DE CONFECÇÀO:

1) ÓRTESE LOMBAR - PARTE POSTERIOR RÍGIDA:(CADEIRA DE BRAÇO, KNIGIIT):

A parte posterior poderá ser confeccionada em barra de alumínio ou polipropileno. Compõe-se de duas hastes horizontais, sendo a superior moldada ao nível de T.10 e a inferior ao nível de L.5 e S.1. Mais duas hastes verticais laterais ao seguimento da coluna vertebral afastadas entre si, aproximadamente, 7 cm e mais duas hastes verticais laterais ao tronco fixadas às extremidades das hastes horizontais. A parte anterior da órtese é confeccionada em tecido resistente (brim) sendo o seu fechamento de preferência com tiras de velcro e passadores.

2) ÓRTESE TÓRACO - LOMBAR - PARTE POSTERIOR RIGIDA: (TAYLOR):
A sua confecção obedece aos mesmos princípios da órtese lombar citada acima apenas as hastes posteriores verticais paralelas ao seguimento da coluna vertebral são cerca de 15 cm mais alongadas na parte superior, sendo estas pontas ligeiramente abertas para as laterais (cerca de 2 cm para cada lado). De suas extremidades partem os tirantes torácicos que passarão por cima dos ombros abraçando estes de encontro à armação da parte posterior visando impedir a flexão do segmento torácico da coluna vertebral.

3) ÓRTESE LOMBAR - RÍGIDA: (BOSTON):


Este tipo de órtese é confeccionada totalmente em polipropileno envolvendo 4/5 do diâmetro da região lombar e visa à imobilização deste segmento da coluna vertebral. É importante manter os graus de lordose fisiológica do paciente neste tipo de imobilização, salvo determinação em contrário do médico. O recorte da parte inferior deve ser o mais baixo possível possibilitando o paciente sentar-se normalmente em uma cadeira e na parte superior o recorte deve ficar em uma altura correspondente a linha do apêndice xifóide. O seu fechamento deverá ser preferencialmente com velcro e passadores.

4) ÓRTÉSE TÓPACO - LOMBAR - RÍGIDA: (JAQUETA DE RISSER):


Geralmente utilizada nas imobilizações pós-cirúrgicas, é confeccionada em polipropileno e compõe-se de uma parte anterior e outra posterior abotoadas lateralmente com tiras de velcro e passadores. Este sistema permite a verificação, a qualquer momento de pontos da pele sujeitos a formação de escaras nas imobilizações longas e também facilita a higiene do paciente, uma vez que, quando deitado, poderá ter uma das partes da órtese removida para a higienização e ainda assim a coluna permanecerá imobilizada.

5) ÓRTESE TÓPACO - LOMBAR EM HIPEREXTENSÃO COM A PARTE ANTERIOR RÍGIDA: (JEWETT):


A sua parte anterior deve ser rígida para se obter a hiperextensão da coluna vertebral. Compõe-se de peças sobrepostas e aparafusadas para que se consiga uma boa acomodação ao tórax. A placa de apoio sobre o esterno deverá ser articulada com o fim de apoiar-se uniformemente sobre este apoio. A placa de apoio na região pubiana é fixa, recortada com a sua forma anatômica de modo a não pressionar as coxas do paciente. A placa de contra-apoio posterior será de material flexível e deve ficar localizada sobre as vértebras T.11 / T.12 / L.1.

(of. n.º 185/99)


DIÁRIO OFICIAL 30.07.99 SEÇÃO I PG. 53




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