Metafísica da saúde vol



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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante todo o capítulo do sistema endócrino, pudemos observar a importância da condição interna regendo a secreção de hormônios que mantêm as atividades corporais, discretos, porém imprescindíveis para a saúde física. A maioria deles não sinaliza de imediato as variações indevidas em suas taxas. É necessário um tempo para perceber os reflexos de um desequilíbrio hormonal no corpo.

Analogamente a isso, no âmbito metafísico existe uma condição discreta, porém de terminante, tanto para a saúde física quanto para resultados promissores na realidade em que vivemos. Trata-se de nosso estado interior, que é formado pelos sentimentos que cultivamos. Além de servir de fonte para nossas ações, os sentimentos mobilizam situações externas compatíveis com nossa condição emocional.

Geralmente não percebemos a importância de cultivar boa condição interna. Envolvemo-nos de maneira tão intensa com os afazeres, que ficamos displicentes quanto ao estado emocional, quando na verdade é ele que determina o curso de nossa existência.

A vida é composta por sucessivos acontecimentos que embora externos, se originam dentro de nós mesmos. De alguma forma, conspiramos a favor de todos os episódios que nos cercam. Sejam eles bons ou ruins, nós os atraímos. Estar mal consigo mesmo, ou desesperado, dificulta o bom desempenho, minando as chances de sucesso. Já o bom astral age positivamente na conquista de nossos objetivos.

Gradativamente, as situações externas vão se encaixando de acordo com aquilo que sentimos. As oportunidades surgem, descortinando os caminhos para nossa existência. A realidade vai-se adequando aos valores internos. Eles são muito importantes para definir os resultados que obteremos. Zelar por manter nosso astral elevado, com positividade, serenidade e fé, é uma forma de investir também no sucesso profissional.

Diretamente, as atividades desempenhadas por nós não', exigem que estejamos nos sentindo bem para executá-las. Em geral, as pessoas pensam que é só estarem presentes e realizarem suas incumbências. Mas não é bem assim. O estado interior produz boas energias, atraindo melhores condições de trabalho.

Não basta o empresário, por exemplo, desempenhar algumas funções dentro da empresa; é necessário que ele mantenha os acordos comerciais e conquiste novos clientes para continuar com seu empreendimento. Além de o comerciante abrir as portas de seu estabelecimento, ele precisa atrair as pessoas para adquirir seus produtos. O empregado tem uma carga horária para cumprir e tarefas destinadas à função que ele desempenha; para progredir na carreira, porém, ele depende de algo que vai além da eficiência no trabalho. Não basta os taxistas de uma grande cidade pegarem seus veículos e saírem rodando pelas ruas; eles precisam passar onde está um passageiro aguardando um táxi.

Todos esses casos revelam a importância da condição interna durante o exercício das profissões. Se tivéssemos consciência de quanto esse estado se propaga além dos horizontes de atuação, transcendendo o tempo e o espaço, nos dedicaríamos em manter constantemente a serenidade interior, pois, assim, atrairíamos oportunidades futuras ou ,mesmo alternativas que viriam de outros locais, não exatamente de onde atuamos.

Para atrair bons resultados, devemos cultivar sentimentos harmoniosos, não nos deixar invadir pelo desespero e não vibrar negativamente. Disso dependem nossa carreira, nosso futuro e, principalmente, nossa felicidade, os quais advêm da atuação com prazer e satisfação em qualquer tarefa cotidiana.

Como se vê, tudo depende de nós mesmos. É acionar os próprios recursos existenciais, como as habilidades, a disposição para enfrentar os desafios, etc., além de preservar: as atitudes saudáveis, como a serenidade; a fé em nosso potencial realizador, que conquistaremos uma realidade promissora.




SISTEMA MUSCULAR
Os músculos constituem cerca de 40% a 50% do peso do corpo. Sua ação consiste em contração e relaxamento, disso resultando os movimentos. Desempenham quatro funções básicas: produzem os movimentos do corpo; movem substâncias no interior do organismo, como o sangue por meio dos batimentos cardíacos, os alimentos no trato digestivo pelos movimentos peristálticos, etc.; fornecem estabilidade; mantendo a postura corporal e regulando o volume dos órgãos; geram calor para manter a temperatura normal.

Existem três tipos de tecidos musculares. São eles: o músculo esquelético, que se encontra fixado principalmente em ossos, cuja função consiste em mover o esqueleto; o músculo cardíaco2, que forma a maior parte da parede do coração; e a musculatura lisa, que está localizada nas paredes dos órgãos internos de estruturas ocas, como os vasos sangüíneos, o estômago e os intestinos.

Os músculos esqueléticos são voluntários, ou seja, a ação de contrair ou relaxar está sujeita ao controle consciente. A estrutura funcional desse tipo de musculatura é, composta em pares opostos; enquanto um músculo do par se contrai, o outro relaxa, causando o deslocamento da articulação e produzindo os mais variados movimentos do corpo.

Os movimentos traduzem as principais sensações de vida. Refletem os impulsos de ação, possibilitando nossa expressão no ambiente. Manifestam a vontade de agir nas situações, permitindo-nos a agradável certeza de existir e poder fazer algo no meio externo. No âmbito metafísico, os músculos refletem a arte de realizar aquilo que almejamos e o poder de nos mover em busca dos objetivos, acessando o potencial de ação no sentido de conquistar aquilo que idealizamos. À medida que agimos, criamos uma força de atração que nos aproxima das soluções.

A oportunidade surge para aqueles que se põem a realizar sua parte na situação, fazendo o que podem, da maneira que sabem. É durante a trajetória que se aprimoram e desenvolvem os potenciais, possibilitando alcançar os resultados promissores na vida. Inicialmente, ninguém se sente totalmente apto para ser bem-sucedido numa área de atuação. À medida que vai se envolvendo com as atividades, aperfeiçoa-se naquela área e desenvolve os potenciais necessários para concluir a tarefa. Pode-se dizer que a habilidade advém das realizações, portanto só é hábil quem realiza.

Esperar ter toda a capacidade para depois agir não é apenas uma medida de cautela e responsabilidade, mas sim falta de coragem de se expor perante os outros. Protelar o início das atividades é deixar-se vencer pelo medo do fracasso.

Essa medida revela a maior das derrotas, que é não se valer do direito de tentar. Quem não se sujeitar a cometer erros, perde a chance de acertar.

Somente aquele que se propõe na esfera da realização descobre os caminhos incertos e aprende com os próprios desacertos. Isso faz com que redirecione suas ações, aumentando a oportunidade de sucesso. Não se sujeitar à possibilidade de cometer algum erro significa negar oportunidade de aprender, e não tornar-se gabaritado a ser um vencedor.

Metafisicamente, os músculos expressam nossos sentimentos em relação à atuação na vida. Eles representam uma espécie de instrumento manifestador das vontades próprias. Transferem para o corpo a capacidade realizadora do ser. Representam o potencial de transformar a realidade, que só é possível por meio da interação com os acontecimentos externos. Ao agir, não apenas produzimos movimentos corporais como executamos os conteúdos latentes na alma, que afloram no meio em que vivemos.

As ações plantam no mundo exterior as nossas vontades. À medida que realizamos algo, nos lançamos na esfera das oportunidades. Movemos forças energéticas que conspiram a favor daquilo que estamos implantando na realidade. Nem os melhores planos se comparam ao potencial de um gesto. Quando movemos as forças musculares, dirigindo-as para um objetivo, ali depositamos as mais densas energias que expressam a manifestação de um ser na vida.

O sentido da vida seria bem diferente se não pudéssemos agir em resposta aos estímulos externos. Dois fatores são básicos para nossa existência no ambiente. Um deles é a capacidade de identificar os sinais, como ver, ouvir, etc.; o outro é mover-se em meio àquilo que nos circunda.

Caso não houvesse possibilidade de movimentação corporal, as sensações de vida não se manifestariam com a mesma intensidade, muito menos haveria um elo tão forte com a realidade. A indiferença e omissão prevaleceriam. No entanto, a musculatura representa importante fator de integração com o ambiente, fazendo-nos sentir presentes e atuantes na vida. Constantemente manifestamos ímpetos de ações que se dirigem para o meio que habitamos.

Nossos impulsos realizadores são espontâneos e emergem indiscriminadamente em direção a tudo que nos rodeia. A criança é um exemplo disso: ela quer mexer em tudo, pegar o que vê, tomar para si o que é bonito. Os pais, por sua vez, orientam, na acerca do limite que ela precisa ter de atuação na casa entre os familiares. Sem essa educação, ela cresce i achando que pode tudo, sem respeitar os direitos dos outros.

Incumbidos de desenvolver um senso de direitos e de veres, os pais se desgastam pelas inúmeras vezes que precisam dizer: "Deixe aí, não é seu"; "É do amigo, espere ele dar a você"; "Brinque com o que é seu e não pegue o que é do outro"; "Peça emprestado e não tome sem permissão"; por fim, a frase mais pronunciada na educação: "Quantas vezes eu já disse para não mexer nisso?"

É difícil para a criança não fazer o que tem vontade, na hora que quiser. Desenvolver um senso de vida em grupo não é uma tarefa fácil. Requer empenho para dosar os impulsos e administrar a força realizadora da criança. Elas precisam aprender que não estão sempre sozinhas, por isso suas vontades precisam submeter-se às possibilidades que o ambiente oferece. Nem sempre será possível fazer exatamente o que se pretende, na hora que bem quiser. Tudo é questão de averiguar-se é conveniente e medir as conseqüências das próprias ações.

A maior parte dos indivíduos adultos já aprendeu muito bem essa matéria, até em demasia. Geralmente embute suas vontades, rendendo-se aos empecilhos que encontra na realidade ou às tendências desfavoráveis daqueles que o cercam. Parece que se baseia mais nas situações externas do que naquilo que sente interiormente.

Desde criança fomos incentivados a olhar para fora e dar prioridade aos fatores externos. Com isso, dificilmente agimos por conta própria. Costumamos buscar apoio nos outros para realizar aquilo que é pertinente a nós mesmos. Como mecanismo para sermos aprovados, justificamos em exagero nossas ações, perguntamos a respeito daquilo cuja resposta já sabemos. Essa é uma maneira de nos sentirmos mais seguros antes de agir.

Comprometemos a originalidade quando nos atrapalhamos na presença de alguém enquanto realizamos nossas tarefas. Quando ficamos desconcertados perante os outros, significa que focalizamos muito o externo e desconsideramos os fatores internos. Não respeitamos nossas vontades, tampouco confiamos em nossa capacidade realizadora.

É certo que o ambiente externo é o objetivo de nossas ações, mas ele não representa a razão maior daquilo que fazemos. Os resultados promissores são aqueles que proporcionam a realização pessoal. Visamos a ser bem-sucedidos naquilo que fazemos, porém a sensação do dever cumprido deve ser o principal motivo de nossa atuação na vida.

A autoconfiança gera uma força motriz que estimula a musculatura, dando-nos a disposição necessária para executar tanto as tarefas rotineiras quanto os feitos inusitados. Uma pessoa confiante não esmorece diante dos obstáculos; põe-se a planejar um meio para transpô-los. Age com determinação, tornando-se bem, sucedida. Portanto, centrar-se em si mesmo para determinar a atuação no mundo representa um importante ingrediente para o sucesso e a realização pessoal.

Além dos ímpetos de ação direta na situação, a musculatura reflete também a intenção de fazer algo. A simples vontade de agir gera impulsos nervosos que atingem a musculatura, contraindo-a, como uma espécie de simulação de movimentos. A metafísica considera esse estado interior como importante fator de avaliação da condição muscular.

A preocupação excessiva com os afazeres ou mesmo o desejo ardente de realizar algo são fatores estimulantes para os músculos, causando a tensão. Conseqüentemente, o desgaste é maior que o próprio fluxo pela situação. Ficamos exaustos pela maneira como executamos as atividades. O cansaço torna-se maior quando somos tomados por inquietação que nos desloca do presente, causando uma agitação interior que se reflete negativamente na musculatura.

Ao adotar uma atitude integrada àquilo que praticamos, obtemos melhores resultados. Concentrar-se nas ações e dedicar-se às tarefas são atitudes que integram nossas forças na realização daquilo que estamos praticando. Essa postura tanto poupa energia quanto garante maior aproveitamento do que fazemos. Já a atenção dispersa promove desgaste e compromete os resultados, diminuindo a produtividade.

O mesmo se aplica à prática de esporte. Prestar atenção aos exercícios favorece o desenvolvimento da musculatura, contribuindo para modelar o corpo. No entanto, a dispersão ocasiona a perda de rendimento, exigindo mais atividade para pouco resultado.

A concentração na hora de "malhar" acrescenta a força do pensamento, que direciona estímulos para aquela região do corpo, promovendo melhores resultados. Um exemplo disso são os esportes orientais: eles são acompanhados de muita concentração integrada aos movimentos.

Existem fatores fundamentais para o desenvolvimento muscular: compenetração, assiduidade e disciplina. Sem esses três ingredientes, qualquer prática esportiva fica prejudicada, comprometendo os resultados que poderão ser obtidos pelas pessoas que se dedicam a exercitar a musculatura.

Naturalmente as atividades físicas absorvem nossa atenção. É fácil compenetrar-se nelas, pois a intensidade dos movimentos favorece a concentração. Mas existem certos problemas que deslocam a atenção na hora em que estamos realizando alguma tarefa ou praticando algum esporte. Isso deve ser evitado, para não prejudicar o desempenho.

Os músculos são especializados em responder aos estímulos mentais, gerando os movimentos. Quanto mais estimulados eles forem, mais aptos se tomarão, ou seja, conforme usamos a musculatura, aumentamos o vigor físico. Por outro lado, a ausência de movimentos atrofia os músculos. A saúde muscular depende das atividades físicas. Quanto mais atuamos, maior será o desempenho corporal.

A movimentação do corpo representa uma fonte de energia. O próprio calor gerado pelas atividades físicas demonstra essa manifestação energética. Assim, além do calor liberado pelos músculos em ação, outras energias são produzidas, criando um campo de força que toma determinada região do corpo mais envolvente, chamando a atenção dos outros e até despertando a atração.

É comum, ao iniciarmos exercícios para modelar a musculatura, ela já ganhar realce e ficar em evidência antes mesmo de variar o volume. Surgem comentários sobre aquela parte do corpo, como se houvesse alguma alteração, quando na verdade as medidas ainda não mudaram, continuam as mesmas. Esse é um dos efeitos energéticos ocasionados pela ação muscular. A concentração de forças energéticas numa região do corpo desperta a atenção dos outros e nossa própria apreciação e auto-aceitação do corpo.

Caso exista uma parte do corpo que o incomoda, como uma "barriguinha", por exemplo, experimente iniciar uma seqüência de exercícios. Você verá que, antes mesmo de a barriga diminuir, sua relação com essa parte do corpo se tornará mais amistosa.

A própria atenção dirigida ao trabalho corporal é positiva para o bem-estar. De modo geral, quando damos ênfase a certa parte do corpo, ela ganha um realce especial. Isso tanto pode ser positivo quanto negativo.

O bom nisso é que aceitar as características, gostar do corpo, cuidar bem dele, exercitá-lo, manter o asseio, tudo isso faz com que ele se torne mais belo. No entanto, se houver algo que a pessoa eleja como repugnante nela, querendo esconder a todo custo - como uma marca ou mancha na pele por exemplo -, aquilo ganha destaque e é imediatamente percebido pelos outros.

Não possuir boa aceitação de algo característico do corpo torna aquilo mais evidente, ocasionando freqüentes desconfortos. Quando percebe que os olhares se dirigem para aquela região, a pessoa imediatamente se constrange, causando maior estranheza nos outros. Tudo que faz parte do corpo é proveniente de você; pode até não ser de sua preferência, mas, enquanto existir, precisa ser integrado como algo que compõe seu corpo.

Desse modo, fica mais fácil buscar alternativas para extinguir aquilo que não é de sua preferência. Mas, se for algo permanente e inalterável, como uma cicatriz, por exemplo, procure aceitar, integrando aquilo a você, deixando de encarar como um problema. Isso evita os constrangimentos e melhora sua condição emocional, favorecendo nas relações com o meio externo.

Portanto, exercitar a musculatura contribui positivamente para o estado emocional. Promove a descontração, eleva a auto-estima, melhora a postura do corpo, tornando a pessoa mais segura e confiante na própria força. Esse estado interior contribui para as relações interpessoais, bem como para o desempenho no trabalho e na vida em geral.

A prática de esporte é saudável para o corpo e para a mente. Incentiva a determinação, a persistência e favorece o aprimoramento interior, promovendo o desenvolvimento tanto corporal quanto emocional.

E, ainda, enquanto a pessoa estiver envolvida com o esporte, não fica remoendo pensamentos torturantes. Ela se desliga das situações ruins do mundo externo e entra em contato com sua própria força. Cuidar do corpo favorece a integração consigo mesmo.

É importante considerar também que, de acordo com os tipos de exercício, são desenvolvidos fatores específicos da personalidade.

Exercícios que trabalham o aumento da massa muscular tornam as pessoas mais confiantes em si, principalmente perante os outros, pois lhes dão mais disposição, vigor e coragem para ir atrás de seus objetivos. O culto ao corpo é benéfico para despertar o amor-próprio. Ao vencer os limites do corpo, durante os exercícios, desenvolve-se a capacidade de superar os bloqueios perante a vida e as pessoas ao redor.

Quando se trata de uma pessoa dependente, esse tipo de exercício a toma mais auto-suficiente, garantindo a ela maior iniciativa para agir em meio às turbulências da realidade. A prática excessiva desse tipo de modalidade também pode representar excesso de preocupação com as opiniões alheias e desejos inconscientes de ser aceito pelos outros. Geralmente isso ocorre com pessoas que não tiveram a devida atenção dos pais na infância; tomaram, se carentes e agora buscam se preencher com a aprovação dos outros por meio de um corpo escultural.

No tocante às artes marciais e lutas em geral, essas práticas encorajam as pessoas, desenvolvem a autoconfiança e aprimoram a agilidade, tomando, as mais hábeis para enfrentar os obstáculos e vencer os desafios existenciais. São uma espécie de preparação para vencerem barreiras na vida. São práticas das mais recomendadas para aqueles que se sentem submissos perante os outros, auxiliando também no complexo de inferioridade. Essas modalidades tomam as pessoas mais altivas e determinadas.

Por fim, os exercícios de alongamento, que desenvolvem os tendões, a exemplo da natação, prática do balé, etc., fortalecem a firmeza de caráter, tornando as pessoas mais decididas e determinadas a fazer o que gostam. São, portanto, recomendados para aqueles que são indecisos, que se deixam envolver facilmente pela opinião dos outros.

Como tudo que é feito em excesso tem seu lado negativo, essas modalidades também podem desencadear o egocentrismo, exagerada auto-suficiência e uma personalidade muito rígida.

Para concluir essa ampla concepção metafísica dos músculos, convém salientar que o mais importante no que tange ao sistema muscular não é exatamente quais foram os resultados obtidos, mas sim quanto conseguimos realizar, bem como a satisfação em relação ao que foi feito. A auto-avaliação sobre nosso desempenho nas situações existenciais é fator significativo para a saúde da musculatura.

Até aqui foi discorrida a óptica metafísica da musculatura em geral. No entanto, de acordo com a parte do corpo onde estão localizados os músculos, existem algumas associações metafísicas a respeito dos principais músculos daquela região, como segue.


Músculos dos ombros e pescoço (trapézio). Metafisicamente, referem-se à capacidade de agir nas situações ao redor, tomar para si a incumbência de realizar o que é preciso, assumir a responsabilidade sobre aquilo que for feito por si mesmo ou pelos outros.

Os problemas nesses músculos, em geral, referem-se ao fato de a pessoa assumir de maneira exagerada aquilo que não lhe diz respeito, senti-se responsável pela vida dos outros, persistir naquilo que não é de sua alçada, querer fazer tudo, sozinha, não saber delegar funções nem dividir as tarefas, ter temor pelos insucessos de suas obras.


Músculos dos braços (bíceps e tríceps braquiais). Disposição para atuar nos afazeres, bem como sustentar-se naquilo que realiza. Vigor necessário para concluir as tarefas a que se propuser.

Os problemas surgem quando a pessoa esgota suas forças e, mesmo assim, não se rende à impossibilidade de fazer algo. Sente-se obrigada a manter-se naquilo que não tem fundamento. Resiste em "entregar os pontos" e partir para outros afazeres.


Músculos dos antebraços. Movem os pulsos, mãos e dedos (braquiorradiais, flexores e extensores radiais do carpo). Determinação para execução das tarefas, bem como para agir naquilo a que se propõe. Desembaraço e eficiência para concluir as atividades.

Os problemas estão associados a ter dificuldade de conclusão, sentir-se frustrado ou derrotado no trabalho, exigir muito de si para fazer aquilo que assumiu e perder a confiança em sua capacidade de ser bem-sucedido ao realizar aquilo que for de sua incumbência.


Músculos das costas (rombóides maiores, deltóides, serráteis anteriores e intercostais). Firmeza necessária para estabelecer objetivos e cumprir metas. Ser suficientemente capaz de se auto-suprir.

Os problemas surgem quando a pessoa se arrepende de tudo que fez para manter-se nas situações, de quanto se dedicou no passado e, mesmo assim, foi em vão.


Músculos do peito ou tórax (peitorais). Manifestação dos sentimentos. Sentir-se apto a se colocar nas questões afetivas. Manter um relacionamento com as pessoas queridas.

Os problemas manifestam o desgaste pelo que precisou fazer para preservar uma relação ou mesmo arrependimento por tudo que foi feito para alguém que se mostrou ingrato.


Músculos da barriga (retos, oblíquos e transversos do abdome). Vigor para realizar o que gosta e tem vontade. Capacidade de ser livre.

Os problemas são decorrentes da frustração por não ter alcançado seus objetivos ou não ter atingido a felicidade.


Músculos das coxas (adutores, bíceps e reto femorais). Disposição para estabelecer suas bases de sustentação na vida e manter a segurança e o auto-apoio. Não ter receio de agir perante os familiares.

Os problemas são gerados pela insegurança. Comprometimento das bases de sustentação econômica ou afetiva. Abalos familiares.


Músculos da parte inferior das pernas - panturrilhas (gastrocnêmios, sóleos, flexores e extensores). Empenhar, se para ser bem-sucedido na realidade em que vive. Lançar, se em novos rumos, bem como promover as mudanças necessárias para conquistar uma vida melhor.

Os problemas denotam medo dos novos rumos que a vida toma e contenção dos impulsos que promoveriam significativas mudanças de regras da convivência. Para não ferir a suscetibilidade dos outros, a pessoa reprimiu suas vontades de agir na realidade e alterar o curso dos acontecimentos. Por conta disso, arrepende-se por não ter agido no momento oportuno.




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