Metafísica da saúde vol



Baixar 440.25 Kb.
Página6/9
Encontro02.07.2019
Tamanho440.25 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

HIPERTIREOIDISMO

Sentimento de rejeição, intolerância.

Falta de apoio e consideração por si mesmo.
A excessiva atividade funcional da glândula tireóide raramente representa a manifestação de uma hiperfunção primária da hipófise. O estado hipermetabólico do corpo provocado pelo aumento da produção do hormônio da tireóide causa elevação da temperatura, da pressão arterial, aumento da freqüência do pulso, nervosismo, irritabilidade, sensibilidade ao calor, aumento da sudorese, dificuldade na respiração, fadiga, perda de peso, apetite aumentado, fraqueza, ocasionalmente diarréia e outros: Nem sempre a hiperatividade da tireóide resulta na elevação da produção desse hormônio.

Metafisicamente, as pessoas afetadas pelo hipertireoidismo apresentam significativas variações de humor e instabilidade emocional, e oscilam muito em seu: modo de agir. Ora encontram-se entristecidas e carentes. Ora sentem-se rejeitadas. Acham que ninguém as considera o suficiente para solicitá-las ou mesmo incluí-las nas atividades; é como se sua presença fosse insignificante.

Apesar de reagirem ao descaso dos outros com aparente frieza e indiferença, encontram-se profundamente abaladas. Perdem a motivação para lidar com os afazeres, contêm o entusiasmo, mergulhando numa espécie de desespero que se revela por meio de uma agitação interior.

Ficam eufóricas, mas não conseguem realizar nada direito. Começam a fazer algo e imediatamente passam a se dedicar a outras coisas, deixando tarefas inacabadas. Falta ordem em suas ações, mas esta não será alcançada enquanto não conseguirem harmonizar-se interiormente.

Apesar dessa confusão interior, são eficientes; pena que desperdiçam parte desse potencial com as complicações interiores. Costumam se incomodar com a participação dos outros nas atividades desempenhadas em conjunto. Criticam o que fazem, pois esperam que todos tenham o mesmo desembaraço que elas.

Há momentos em que ficam extremamente irritadas. Qualquer episódio, mesmo irrelevante, é motivo para tirá-las do sério. Sua intolerância surpreende até a si próprias.

A busca de apoio e consideração nos outros é uma condição relativamente comum para a maioria de nós, porém às pessoas afetadas pelo hipertireoidismo exageram nesse ponto. Tudo que elas fazem foca resultados que vão colher daqueles que as cercam, daí a variação de comportamento.Ora são solícitas, vivendo praticamente em função dos outros, para serem reconhecidas. Ora, quando não houver um retorno à altura de suas expectativas, rebelam-se contra aqueles que as cercam.

Isso acontece porque consideram mais os outros do que a si mesmas. Enquanto não reverterem esse processo, não obterão a harmonia desejada nem o respeito e consideração alheios.

Sinta-se importante pela pessoa que você é, não pelo que os outros possam pensar a seu respeito. Não dê tanta importância às supostas avaliações que os outros farão a seu respeito. Seja "mais você".

A irritabilidade e a intolerância não levam a nada, apenas desgastam energias que poderiam ser mais bem empregadas na conquista de uma situação melhor. Não exija dos outros atitudes que eles são incapazes de ter. Faça sua parte respeite o limite dos outros.


MAGREZA

Sentir-se desamparado.


Metafisicamente, as pessoas magras ultrapassam, todos os seus limites em prol das realizações. Vivem em função de alcançarem resultados promissores de sua atuação na realidade. Quando solicitadas a colaborar com alguma atividade, sentem-se compromissadas a participar. São responsáveis e buscam alcançar o máximo de eficiência.

Não possuem boa consideração de si próprias e ficam constrangidas com a presença de alguém quando estão realizando alguma atividade. Dependem da aprovação dos outros, por isso não se desembaraçam Pena agir livremente nas atividades. Buscam fora aquilo que não reconhecem existir em si mesmas.

Raramente conseguem concretizar os objetivos. Quando o fazem, é porque insistiram muito, tiveram de exagerar nas ações para alcançar poucos resultados. Quando são desafiadas ou mesmo indagadas, não sabem posicionar-se em sua própria defesa. Tendem a se colocar na condição de vítimas, esperando que os outros se mobilizem em seu auxílio se o fizerem, reforçam ainda mais sua fragilidade e insegurança.

Têm dificuldade de interagir com o meio, principalmente com as pessoas. Sentem-se inferiores, inadequadas, e fogem disso dedicando-se exageradamente às atividades. Procuram realizar feitos grandiosos, para que suas obras as promovam, resgatando sua dignidade e conquistando o respeito de todos que as rodeiam.

Querem sempre mais do que são capazes de alcançar. Agem de maneira ansiosa, comprometendo seus afazeres. Fazem tudo ao mesmo tempo, comprometendo a qualidade de suas ações.

As pessoas que estão abaixo do peso precisam acreditar mais em si mesmas, considerar sua capacidade realizadora, executar suas obras objetivando os bons resultados, e não precisam provar aos outros que são eficientes para angariar consideração e respeito.

A reformulação interior, além de proporcionar bem-estar, também colabora para solidificar os empreendimentos, favorecendo os resultados concretos obtidos por meio de nossas ações.
PARATIREÓIDES

Segurança interior e crença em si mesmo.


Paratireóides são quatro pequenas massas de tecidos arredondadas, compostas de dois pares de pequenas estruturas ovóides, localizadas logo atrás da glândula tireóide, uma de cada lado de seus pólos superior e inferior. Dentre as funções dos hormônios das paratireóides, destacam-se a ajuda para ativar a vitamina D e o aumento da absorção de cálcio e fosfato por parte do intestino delgado para o sangue. Promove o equilíbrio dos níveis de cálcio flutuante no sangue.

No âmbito metafísico, as paratireóides representam a manifestação da consistência interior, fé e segurança. Essas qualidades são imprescindíveis para o bom funcionamento das glândulas, que, por sua vez, equilibram importantes atividades corporais.

Procure crer em si mesmo e em sua capacidade realizadora. Confie nos processos existenciais, que garantem a chance para o sucesso. As satisfações positivas obtidas por meio das vitórias devem ser os principais objetivos de suas ações; não queira provar aos outros que você é eficiente. Toda e qualquer tentativa nesse sentido representa insegurança e falta de apoio a si próprio, porque quem crê em si não depende de aprovação e sim realiza aquilo de que gosta, faz sua parte, executando as tarefas pertinentes às próprias escolhas ou mesmo aos compromissos assumidos.

É desconfortável tentar provar às pessoas que somos bons o bastante. Isso exige muito empenho, desgastando energia que poderia ser direcionada para as novas conquistas. Além disso, quebra a harmonia do ambiente. A insistência e o exagero em evidenciar aquilo que promove certo destaque perante aqueles que nos cercam, mais incomodam do que acrescentam conteúdos positivos aos outros. Atitudes dessa natureza, em vez de aproximarem as pessoas, distanciam-nas.

A falta de confiança e fé em nós mesmos faz com que nos tornemos inconvenientes. Perdemos o senso de integração com o ambiente, passamos a agir de maneira desenfreada, sem coerência nem respeito a nós mesmos ou ao próximo.

Outra atitude que expressa a fragilidade interior é aquela em que a pessoa adota um conteúdo externo como sendo uma verdade absoluta. Engaja-se em movimentos, filosóficos ou mesmo religiosos, achando que descobriu o único caminho para a realização. Quer divulgar isso para qualquer um que se aproxime, em especial para os que estão mais próximos, como os familiares e amigos. Torna-se fanática pelos princípios aprendidos, conduz sua vida exatamente como aprendeu ser correto. Também induz os outros a adotar semelhante crença.

O fanatismo é comum nas pessoas com baixa auto-estima. Elas adotam uma causa e sentem-se fortalecidas com aquilo que passa a ser o principal eixo de sustentação interior.

Tudo que for profundamente integrado ao ser ou incorporado pela pessoa passa a fazer parte de sua vida de maneira harmoniosa. Não se cometem exageros em nome das crenças tampouco se tumultua o ambiente com insistências. Também não se desrespeitam os outros querendo impor-se suas verdades.

Quando a pessoa acredita, ela é tomada por algo que vem da alma e preenche o universo consciente com a mais absoluta certeza. A fé dispensa qualquer exagero. A convicção é tão grande, que aquilo em que acreditamos se toma totalmente possível de ser alcançado. Esse estado interior exala no meio e transforma o ambiente, tornando-o extremamente favorável a nós. Contrária ao fanatismo que depende de constante insistência da pessoa, a fé é uma condição que se manifesta por si só, criando perspectivas favoráveis a nossos intentos.

Crer capacidade de concretizar aquilo que for idealizado.

Por fim, a condição interior é definida pelos conteúdos emocionais e não pelas conquistas materiais. O sucesso depende do estado em que a pessoa se encontra, tanto para conquistá-lo, quanto para mantê-lo. Apoiar-se em si mesmo representa um importante suporte interior para garantir a realização pessoal.

O melhor da vida é conquistado por aquele que dá o melhor de si e empenha nas tarefas todos os recursos, os quais incluem a dedicação e a criatividade.

O estado interior não é definido pelas conquistas materiais propriamente ditas, mas sim pela maneira como lidamos com aquilo que temos. Usar os bens materiais para fortalecer a auto-estima, auto-afirmar-se ou inferiorizar os outros, exibindo aquilo que conquistamos, demonstra imaturidade. Agir assim retarda o aprimoramento interior que também ocorre pelos processos existenciais.



SUPRA-RENAIS

Atitude audaciosa e desbravadora.


Supra-renais são duas glândulas localizadas sobre os rins.

Cada uma se divide em duas regiões: córtex supra-renal (camada externa que reveste a glândula) e medula supra-renal (parte interna). Cada região produz diferentes hormônios.

Dentre os diversos tipos de hormônios e suas variadas funções, iremos desenvolver a relação metafísica de apenas alguns deles.

A adrenalina, por exemplo, representa cerca de 80% do total da secreção da glândula supra-renal e é mais potente que a noradrenalina. Em combinação, esses dois hormônios são, em grande parte, responsáveis pela resposta de defesa nas condições de emergência, como fadiga, frio, calor e dor, bem como choques e emoções intensas, como medo, raiva e cólera. Colocam o corpo em estado de alerta, preparando-o para atacar ou fugir. As situações ameaçadoras podem ser reais ou imaginárias, acionadas pela forma como interpretamos os episódios ao nosso redor.

O que determina nossa reação aos acontecimentos não são os fatos em si, mas sim a maneira como interpretamos aquilo que vemos. Muitas vezes imaginamos estar cercados por situações de risco, porém isso não condiz com a realidade dos fatos. O corpo não distingue entre realidade e ilusão; ele responde de acordo com nossa avaliação. Se acharmos que existe perigo, para revidá-lo reagiremos de maneira intensa e imediata.

Mesmo a interpretação errônea de uma situação nos deixa apreensivos e provoca o estresse. Para evitar esse transtorno, é preciso agir com certa imparcialidade, investigar melhor as ocorrências e não se precipitar nas conclusões. O transtorno disso é imediatamente percebido no corpo, que fica em estado de choque, causando um grande desgaste físico e psicológico.

Somos propensos a interpretar tudo que nos cerca de acordo com nossa maneira de ver. Os conteúdos internos, como as crenças, aquilo que valorizamos, são os fatores fundamentais para determinar o que acontece à nossa volta. Muitas vezes nos iludimos por uma interpretação errônea da realidade, provocada por nossos desejos ardentes ou mesmo por nossa falta de consistência interior.

Se não estamos seguros na relação afetiva, por exemplo, facilmente vamos nos sentir ameaçados por alguma pessoa que se aproxima de nosso amor. Achamos que ela está querendo competir conosco. Por outro lado, os desejos intensos nos tornam cegos diante de situações perigosas. Por exemplo, queremos com tanta intensidade ter um amigo, que não percebemos os abusos e a falsidade dessa pessoa que está ao nosso lado.

Muitas vezes, as reais necessidades passam despercebidas, enquanto as situações que não oferecem riscos fazem-nos sentir ameaçados. Nem sempre interpretamos corretamente aquilo que nos acontece. Pode ser que tudo não passe de um mal-entendido, principalmente entre as pessoas que vivem em conflitos. Se cada um ponderasse melhor e saísse de suas limitações, conseguiria entender além do fato em questão; talvez até admitisse ter-se equivocado na avaliação dos episódios.

O maior mal dessas interpretações errôneas é o desgaste que isso provoca na própria pessoa. O estado de apreensão eleva os níveis de hormônios causadores do estresse, podendo até prejudicar a saúde.O estresse é um dos maiores males da modernidade. Ele não é contraído por meio de substâncias externas, mas sim por um conjunto de reações do próprio organismo às agressões físicas ou preocupações exageradas.

Uma das principais substâncias do organismo causadoras do estresse é o hormônio cortisol. Trata-se de um hormônio indispensável à sobrevivência humana. Discreto, age em diversos órgãos e tecidos, sendo essencial ao metabolismo. A alta concentração desse hormônio pela manhã nos faz acordar com disposição física para realizar as atividades do dia.

No âmbito metafísico esse estado corporal surge em conseqüência de nossa opção pela vida e a determinação em realizar aquilo que nos cabe. A atitude favorável à execução das tarefas e a participação no cenário em que vivemos faz com que acordemos dispostos e com energia, mesmo para as atividades exaustivas. Tudo depende de nossa predisposição. Metafisicamente, é ela que determina o nível do cortisol na corrente sangüínea pela manhã.

Quando precisamos ter muita atenção, as suprarenais liberam o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. A combinação desses três hormônios disponibiliza o máximo de energia para que cérebro e músculos lidem com as situações de risco, sejam físicas ou psicológicas.

As condições físicas responsáveis pelo estresse são aquelas que exigem o máximo de atenção, precisão nos movimentos e ofereçam elevado risco. Algumas dessas modalidades são os esportes radicais, direção perigosa, reações rápidas no trânsito, etc.

O estresse emocional é o mais freqüente. Ele ocorre pela maneira como a pessoa vivencia os processos existenciais. As incertezas geradas pelas súbitas mudanças que invadem nossa vida cotidiana causam certa instabilidade quanto aos resultados que pleiteamos. Nunca temos certeza de nada antecipadamente; a vida é uma eterna aventura que exige astúcia, coragem e determinação.

Para vencer os obstáculos, é necessário muito talento, confiança na própria força realizadora e um espírito aventureiro. Nossas ações atraem oportunidades que possibilitam a realização daquilo que almejamos. Tudo será definido mediante as ações praticadas. Os resultados vão depender de como são realizadas as atividades. Portanto, nada pode ser deter, minado com precisão antes de ser realizado. Por não saber de antemão quais resultados vamos obter, ficamos apreensivos e muitas vezes inseguros. Saber lidar com isso sem se estressar é um dos maiores desafios dos tempos modernos.

Vivemos constantes agitações interiores e muitas tensões em relação ao meio exterior. A instabilidade no trabalho, algumas crises afetivas, decepções, estados de alerta, etc., tudo isso são fatores que causam o estresse. Na verdade, não são bem esses episódios, mas sim a maneira como nós os encaramos. A falta de confiança em nós mesmos e nos processos da vida que promovem os desfechos favoráveis ao nosso aprimoramento causa-nos grande tensão e medo do futuro.

É preciso confiar mais e preocupar-se menos, fazer tudo que nos cabe, mas sem aquela fúria de querer soluções imediatas; deixar as coisas se acomodarem enquanto realizamos aquilo que podemos; não permitir que a ganância provoque tanto desconforto, levando-nos ao desespero. Somente assim o estresse não virá com tanta freqüência, evitando tornar-se um estado crônico, que causa tantos prejuízos à saúde. Em seu devido tempo, as necessidades serão sanadas, evitando-se maiores transtornos.


Segundo a óptica metafísica, todo o organismo é regulado por aquilo que sentimos. As condições internas praticamente se resumem às nossas emoções, que são fatores determinantes na coordenação das funções corporais.

Os estados emocionais regulam as secreções dos hormônios das glândulas supra-renais, como o fazem em todo o corpo. Nessas glândulas, porém as emoções. causam respostas orgânicas imediatas, Estimulam a secreção de hormônios, que estabelecem condições físicas condizentes com aquilo que sentimos.

Por serem as supra-renais um dos órgãos que respondem mais rápido às emoções, convém compreender, nesta parte dos estudos metafísicos, os aspectos relacionados a essa importante condição interna que determina a saúde ou a doença.

Somos impulsionados por forças interiores que se originam do âmago do ser (o inconsciente). Essa fonte inesgotável fornece energia para o corpo. Ela manifesta os conteúdos, que se tomam conscientes, sendo percebidos em forma de sentimentos, como o amor, ai saudade, etc. Eles são uma espécie de leme que estabelece as diretrizes de nossa existência. É com base neles que fazemos nossas escolhas, nos aproximamos ou nos distanciamos de alguém ou de situações da vida. Eles definem o tipo de reação que vamos ter perante os episódios do meio externo.

Quando os sentimentos se manifestam no corpo, provocando alguns tipos de reações, como sorrir, chorar, ter o ritmo respiratório alterado, tornam-se emoções. Elas representam a expressão daquilo que sentimos.

As emoções são responsáveis pelos processos somáticos. Elas transferem para o corpo nossos sentimentos. Portanto, sentir-se bem interiormente fará com que o corpo permaneça saudável; já os maus sentimentos geram emoções nocivas à saúde.

As emoções são muito abrangentes; elas praticamente definem nossa manifestação na vida. Existem emoções agradáveis, como as causadas pela simpatia, ternura, afetividade, etc., e também as que provocam sensações ruins, como a tristeza, a raiva, o medo, etc.

O medo, por exemplo, é um dos estados emocionais desagradáveis mais freqüentes entre as pessoas. Trata-se do sentimento de grande inquietação diante de um perigo real ou imaginário que ameaça a integridade física ou compromete o bem-estar. Refere-se a um mecanismo de defesa que nos põe em alerta para revidar qualquer situação de risco iminente.

Naturalmente, o medo é condição necessária para manter a atenção aos perigos que nos cercam. Ao mesmo tempo, ele garante uma resposta imediata, com a agilidade e a destreza que certas situações exigem.

Entre tantas reações viscerais que esse estado provoca, a secreção da adrenalina é a principal delas. Os níveis desse hormônio sobem drasticamente na corrente sangüínea, promovendo uma condição fisiológica de extremo alerta e preparo para atacar ou fugir daquilo que se apresenta de forma assustadora.

Os medos reais são aqueles causados por algum perigo externo, relacionados aos acontecimentos presentes, que justificam as intensas reações fisiológicas. Como, por exemplo, ser surpreendido por um barulho estrondoso, estar sendo seguido por alguém suspeito, encontra-se num lugar muito alto ou fechado, estar diante de animais ou insetos que nos atemorizam, etc.

Já os medos imaginários criam situações que não existem, preparando o corpo para um falso combate. Isso gera uma tensão constante, que é a principal causa do estresse, podendo ocasionar outros danos à saúde.

Esses tipos de medo são causados pelas interpretações errôneas do que acontece ao nosso redor. Vivemos alertas e preparados para o pior; assim, qualquer indício de problema transformamos em fortes ameaças. Estar apreensivos é uma condição muito desagradável, pois vemos perigo onde não existe e ficamos receosos com coisas que não justificam tanta preocupação.

Também as perspectivas ruins em relação ao futuro provocam um estado de alerta em relação às situações que ainda não aconteceram. Geralmente, nossas previsões são as piores possíveis. Isso nos faz temer por antecipação algo que talvez nem, aconteça. Mas o fato de imaginar e sentir isso como se fosse verdadeiro causa-nos um desgaste tão grande quanto deparar efetivamente com aquilo que nos assusta.

Temer por antecipação algo ruim é pior do que vivenciar tais episódios, sem contar que muitas vezes é um desgaste em vão e não ajuda em nada. Ao contrário, deixa-nos tão estressados, que na hora de atuar na situação não contamos com a energia necessária para um bom desempenho, que garantiria os melhores resultados.

Há outro fator a ser considerado nessa previsão desastrosa do futuro. Quando nos preocupamos com algo, dirigi, mos nossas atenções para aquilo e, conseqüentemente, canalizamos energias, atraindo o que tememos. Portanto, a melhor atitude para evitar que as coisas desagradáveis ocorram é não se preocupar tanto com elas, fazer o necessário para que tudo dê certo, mas não transformar precauções em neuroses. É investigar as perspectivas favoráveis, confiar nos processos da vida, bem como na capacidade de lidar com o inesperado, e conquistar resultados promissores.

Os medos imaginários também podem ser fruto dei nossos traumas. Geralmente, quando uma situação representa algum tipo de ameaça que não procede, ela lembra episódios ruins do passado. A projeção, para a realidade presente, daquilo que não foi bom anteriormente toma os fatos assusta, dores. Para evitar que esses "fantasmas" do medo continuem nos assombrando, é preciso que nos desprendamos dos velhos modelos e adotemos novas atitudes.

Não devemos permitir que os temores contenham nossos impulsos, reprimindo a manifestação na vida. Para sermos realizados e felizes, precisamos manter o espírito desbravador, desvendando o desconhecido em busca de novos horizontes. Tudo que é novo e ainda não foi devidamente explorado causa-nos espanto. Não se deixar vencer pela obscuridade permite que ampliemos nosso universo de atuação, conquistando um mundo melhor. Agir com cautela diante das situações perigosas é uma atitude coerente, mas reprimir o fluxo da coragem impede que nos tornemos vencedores.

Uma pessoa vitoriosa não é aquela que está isenta do medo, mas sim alguém que, mesmo com seus temores, enfrenta as situações delicadas tirando proveito daquilo que parecia impossível.

Todos temos chances, mas somente os corajosos vencem, pois eles não se deixam abater pelas incertezas, desvendam os mistérios, alcançando o que parecia ser inacessível A vida proporciona algumas oportunidades, porém o principal ingrediente para o sucesso é a coragem. Quem não se aventura tentando alcançar seus objetivos, jamais sentirá o prazer da conquista.

Procure explorar cada vez mais a realidade, descortinando os mistérios, vencendo as barreiras dos medos, para atingir novos trajetos de vida. Para tanto, é necessário crer na própria força realizadora e apostar em seu talento, que vitória será uma conseqüência natural.

Muitas vezes, desistimos antes de tentar. Perdemos chance de descobrir o que haveria por trás dos obstáculos. Quando estivermos novamente diante de um desafio, lembremos que a vitória está ao nosso alcance. Ela poderá ser descortinada daquilo que nos cerca e, até mesmo, de algo assustador. Não temer enfrentar os desafios impostos pela vida nos tornará vencedores.

Por trás de um grande desafio repousa nosso maior talento. Geralmente, aquilo com que temos dificuldade para lidar surge com muita freqüência. Isso representa uma solicitação da vida para atuarmos naquela área. Se pararmos de resistir e nos dedicarmos a ampliar os próprios limites, superando as barreiras, descobriremos potenciais inimagináveis.

Tudo é possível para quem se permite tentar. Entre os acertos e os desacertos, norte amos nosso fluxo pela vida rumo ao sucesso e à realização pessoal. O medo é uma atitude cautelosa; ele jamais deve ser um bloqueio, impedindo a manifestação de nossos potenciais. Ser destemido e audacioso é preservar nosso espírito aventureiro, que garantirá muitas conquistas durante a arte do viver.




1   2   3   4   5   6   7   8   9


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal