Metafísica da saúde vol



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TIREÓIDE

Liberdade de ser como você é.


A tireóide é composta de dois lobos e está localizada junto à laringe, na região do pescoço. Ela exerce importante atividade reguladora do organismo. Variações mínimas na produção dos hormônios tireóideos resultarão em significativas alterações no consumo de oxigênio, no metabolismo do colesterol e nas funções cerebrais, cardíacas e dos vasos sangüíneos.

Eles regulam o metabolismo estimulando a síntese da proteína, aumentam a queima das gorduras, a excreção do colesterol e o uso da glicose para a produção de energia por parte das células do corpo. Em combinação com outras substâncias, esses hormônios aceleram o crescimento corporal, em especial o crescimento do tecido nervoso. Também regulam a atividade do sistema nervoso.

A tireóide está em constante estado de adaptação às condições fisiológicas. Sob certas circunstâncias, como ambientes frios, altas altitudes, gravidez, etc., ocorre a aumenta da necessidade energética do corpo; nesses casos, as taxas de hormônios são elevadas, para atender à demanda de energia.

Do ponto de vista fisiológico, a tireóide é um dos órgãos mais sensíveis, respondendo a vários estímulos do próprio organismo e também da ambiente.

No âmbito metafísico, essa glândula reflete os estímulos emocionais, estabelecendo no corpo uma condição propícia ao estado interior. Ela manifesta a capacidade que temos de mobilizar nossos recursos para alcançar aquilo que almejamos na vida.

Ser bem-sucedida na meia em que vivemos é um objetivo comum a todos. Cada um vai traçar sua estratégia para essa finalidade. Isso irá determinar a caminha a seguir.

O curso de nossa existência vai se desenrolando naturalmente. À medida que vamos nos envolvendo com as situações corriqueiras e priorizando aquilo que corresponde a nossos interesses, vamos definindo a própria trajetória de vida. Gradativamente, a realidade vai tomando um formato compatível com nossas aspirações.

A própria vida se incumbe de nos direcionar para aquilo que nas apraz. Por isso, viver centrada na presente é um caminha para a conquista de novos objetivos. Os elementos necessários para sermos bem-sucedidas estão muito próximos de nós, compondo as situações que nos envolvem. Por isso, para alcançar as realizações e obter sucesso, precisamos nos integrar com o meio em que vivemos.

Vale lembrar que as situações cotidianas exigem ames, ma empenha e criatividade que as grandes feitas na vida. Portanto, dedicar-se aos episódios consideradas meramente triviais promove a aprimoramento interior, desenvolvendo a astúcia e a determinação, qualidades imprescindíveis para a realização das grandes feitas. As melhores conquistas são aquelas obtidas por meio da atuação precisa na ambiente. Desse modo, anulamos as confusões existentes e amadurecemos interiormente.

Mudar sem conflito requer uma participação ativa na realidade. Não devemos exagerar nas ações, tampouco nos omitir, porque os exageros ocorrem por causa da necessidade de compensar as lacunas afetivas.

Ser movido pelos desejos ardentes compromete a fluxo natural da vida. Ambicionar resultadas imediatas é uma das principais causas do fracasso. O princípio básico de qualquer conquista consiste em saber lidar com o elemento tempo. Tudo tem um momento oportuno para acontecer.

Precipitar certos acontecimentos poderá comprometer a qualidade da experiência, ou, ainda, implicar a imaturidade para lidar com aquilo que adquirimos, comprometendo nosso bom desempenho na vida. Toda vez que tentamos forçar uma situação, podemos atrapalhar a ordem natural do processo e nas distanciar das reais soluções. Também não devemos resistir ao novo, porque isso implicaria o afastamento daquilo que almejamos.

Não há necessidade de romper subitamente com tudo que nas cerca para alcançar aquilo que pretendemos. O radicalismo não é a única maneira de promover mudanças. Ao contrário, ele impede a desenvolvimento de certas habilidades imprescindíveis para fazer bom usa daquilo que alcançamos.

O melhor preparo para lidar com as situações existenciais é obtido durante o período de conquista. Pode-se dizer que o tempo necessário para uma pessoa alcançar seus objetivos é relativamente à mesma que ela precisa para responder com maturidade, dominando aquilo que existe ao redor.

Há também outro aspecto metafísico relacionado com tireóide: ela representa uma espécie de agente orgânico mediador entre a indivíduo e o ambiente, integrando o mundo interno ao meio externo. O estado emocional desempenha importante papel naquilo que realizamos no meio.

O bom humor, por exemplo, proporciona a disposição física necessária para alcançar nossos objetivos. Quanto melhor for nosso estado interior, maior será nosso desempenho no meio exterior, aumentando as chances de sermos bem-sucedidos. Nossas vontades criam os impulsos vitais que acionam as forças interiores, desenvolvendo as aptidões para o sucesso.


A astúcia e a determinação são qualidades inerentes ao ser. Imbuídos de um firme propósito, acionamos essas forças interiores para alcançar os objetivos. Enquanto esta mos elaborando uma estratégia, simultaneamente vamos nos motivando às ações. Impulsos psíquicos criam forças que percorrem o sistema nervoso, contraindo a musculatura e predispondo o corpo para agir.
Em síntese, a astúcia mobiliza as qualidades mentais para criar um plano de ação; já a determinação desperta as condições corporais para executar aquilo que foi programado. Ao assumir um posicionamento na vida e manter-nos firmes naquele propósito, passamos a ter o vigor físico necessário para conquistar os objetivos. Para tanto, é necessário que estejamos em harmonia interior, obtida por meio do equilíbrio entre o que sentimos e o modo como agimos, visto que nossos conflitos nos enfraquecem, sabotando a força realizadora. A aceitação das vontades próprias, pertinentes a nossas aspirações e sentimentos, é fundamentalmente importante para mover os recursos no meio exterior. No entanto, as pessoas que têm vontade, mas não se sentem no direito de ir em busca de seus objetivos frustram-se, sufocando os anseios.

A comunicação e a expressão corporal são fatores metafísicos relacionados à glândula tireóide. Expressar-se bem e dedicar-se à realização dos objetivos são atitudes que representam um fator de terminante para a saúde dessa glândula.

Para se obter sucesso na vida é preciso reconhecer o campo de atuação e observar os acontecimentos, porque eles enriquecem a experiência pessoal, favorecendo na maneira de proceder na realidade. Saber ouvir é uma qualidade que amplia as chances de sucesso.

Geralmente o meio não corresponde de imediato àquilo que pretendemos alcançar. Por isso é necessário abrir-se para receber opiniões; acatar as sugestões dos outros, encontrando um ponto de equilíbrio entre você e o ambiente. Ter bom discernimento entre os próprios anseios e as possibilidades que a vida oferece contribuirá para estabelecer melhores condições existenciais.

Por fim, tanto a verbalização e a realização daquilo que sentimos quanto o acatamento dos conteúdos exteriores são fatores metafísicos relacionados com a tireóide.

A saúde da tireóide depende de nossa liberdade de ação e da descontração necessária para planejar um meio de executar os objetivos, dando vazão à criatividade e à originalidade. Somente assim podemos alcançar resultados promissores na vida.

A liberdade é uma condição interior. Ela não depende exclusivamente dos fatores externos, mas também da capacidade de expor os pontos de vista, realizar aquilo de que temos vontade e usar o direito de escolha, permitindo-nos a qualquer instante mudar o curso de nossa vida em busca de algo melhor. Todos somos livres para escolher aquilo que melhor nos convém. Ninguém tira nossa liberdade, somos nós que nos aprisionamos às pessoas ou situações.

É comum ouvir as pessoas dizerem "Isto está me pegando", demonstrando-se preocupadas com algo que não faz par te daquilo que estão vivendo no presente ou naquele instante. Nesse caso, são elas que estão apegadas ao fato ou a alguém. Portanto, nada nem ninguém tem poder suficiente para dominar nossos pensamentos, mantendo-nos ligados a uma situação; somos nós que não conseguimos nos libertar.

Podemos ser plenos naquilo que realizamos sem ficardes, viando a atenção para mais nada. Desse modo teremos bom desempenho e alcançaremos melhores resultados.

Quando algo não anda bem, é preciso ter o desprendimento necessário para se renovar, experimentar as opções que a vida oferece e determinar novas direções para nossa existência. Para conquistar isso, precisamos abandonar os condicionamentos, ser menos criteriosos e não valorizar tanto aquilo que não deu certo; procurar a todo instante ser quem verdadeiramente somos, e não exatamente aquilo em que nos tomamos, com os papéis sociais que assumimos; resgatar a essência e liberar as vontades, para sair em busca das possibilidades de uma vida melhor.

Abandonar os métodos e conceitos adquiridos pode ser um significativo passo para o bem-estar. Também é preciso parar de viver num mundo de sonhos e fantasias, tornando-nos mais atuantes na realidade.

Ser livre não significa adotar medidas radicais e inconseqüentes. Muitas vezes ficamos tão saturados com as situações que nos rodeiam, que num primeiro momento que remos romper com tudo, achando que somente assim nos libertaremos dos emaranhados.

Nem sempre é possível parar de fazer aquilo que está nos incomodando. Nesse caso, é preciso encontrar uma maneira diferente de encarar os obstáculos. Geralmente, o simples fato de mudarmos o foco da situação já é suficiente para amenizar o desconforto causado pelos desafios que a realidade nos impõe.

Quando nos obrigamos a praticar o que não temos vontade de fazer, passamos a não gostar daquilo. Mas, se o encaramos como uma ação necessária naquele momento, e não uma tarefa obrigatória, invertemos o sentido. Assim, passamos a aceitar melhor, favorecendo nosso desempenho. Podemos nos sentir totalmente livres, em pleno exercício da atividade do cotidiano e no cumprimento dos compromissos que assumimos na vida, desempenhando nossas funções com prazer e alegria.

A falta de liberdade causa-nos grande desconforto. Quando nos sentimos tolhidos, ficamos insatisfeitos com o estilo de vida que não condiz com aquilo que aspiramos. Passamos a nos sentir descontentes, desejamos realizar algo que transcenda aquilo que nos cerca, como, por exemplo, estar em outro lugar, fazendo algum passeio, quando não se pode ausentar do trabalho.

Não existe lugar propício para se soltar nem condições ideais para ser espontâneo. Tudo depende de nosso desembaraço diante daquilo que nos cerca. É preciso sentir-se bem com o próprio jeito de ser, não depender somente daquilo que realizamos. Nossa satisfação não deve restringir-se a certas atividades; é necessário manter o desembaraço em tudo que realizamos, para ter prazer naquilo que fazemos.

Perdemos a liberdade quando nos apegamos aos outros. Os conceitos e valores que adotamos ao longo da vida também reprimem nossa espontaneidade e sufocam a originalidade.

Pela consideração ao outro, muitas vezes desrespeitamos nossas vontades, ultrapassando os limites da dedicação. O empenho na participação das tarefas corriqueiras deixa de ser um gesto de colaboração, passando a se tomar uma obrigação, que é mantida como um fardo. Essa espécie de teias da convivência representa uma das principais ameaças da liberdade, prejudicando a felicidade.

Isso se agrava quando alguém quer se destacar no ambiente, agindo de maneira rude, recriminando os outros, e muitas vezes apela para a estupidez para chamar a atenção. Comportamentos dessa natureza impressionam negativamente a todos que o cercam, criando uma atmosfera de medo. Na tentativa de impor respeito, as pessoas que agem assim acabam criando um clima de terror, dificultando a vida de todos ao seu redor.

Existem também as pessoas que dominam fazendo-se de vítimas. Elas mobilizam todos que estão à sua volta, cobrando atenção e carinho. Dependem dos outros para tudo que fazem, criando assim uma teia de manipulação que, além de comprometer sua própria liberdade, também complica o desempenho dos entes queridos.

Ambas as formas de domínio são causadas por pessoas carentes, que dependem do outro para satisfazer suas lacunas afetivas. Buscam obter essa atenção por meio de artimanhas condizentes com sua personalidade. Aqueles que são retraídos, por exemplo, inferiorizam-se com facilidade, apelando para o vitimismo; já os mais explosivos recorrem aos métodos mais rígidos, como a crítica ou a estupidez.

Esses mecanismos usados pelas pessoas manipuladoras prejudicam a convivência, desgastam o sentimento e com, prometem a liberdade de todos.

Apesar de essas influências serem muito fortes, elas não são suficientes para nos tolher dentro de casa. O envolvimento afetivo e a falta de habilidade para lidar com esse tipo de situação é que nos tornam vulneráveis a isso tudo, prejudicando nosso desembaraço na intimidade do lar. Pode-se dizer que não são exatamente os outros que nos atrapalham, mas nós mesmos que não conseguimos superar esse tipo de dificuldade da convivência, prejudicando nossa livre expressão na vida.

Para termos bom desempenho diante das pessoas com quem convivemos, é preciso nos despojarmos das impressões constrangedoras. Não adianta sermos desembaraçados fora meios de convivência diária; isso não vai sanar as dificuldades encontradas com os entes queridos.

A conquista da liberdade é obtida por meio da reformulação de algumas crenças e valores que nos fazem sentir presos às obrigações. Um exemplo de reformulação é pensar que tudo na vida é uma opção e de alguma maneira escolhemos estar ali fazendo aquilo que nos cabe no presente.

Imbuídos pelo intuito de ser alguém na vida e obter o reconhecimento dos outros, costumamos sufocar nossa essência. Tornamo-nos dependentes de aprovação das pessoas, principalmente dos familiares. Também os bens materiais passam a ser mais que elementos de conquistas para o usufruto, tornando-se imprescindíveis para a auto-estima.

A demasiada importância atribuída aos pertences nos torna dependentes e aprisionados ao desejo de conquista; ou, ainda, pode causar medo de perdas, de prejuízos financeiros, comprometendo nosso desembaraço em meio a isso tudo.

Deixar de ser materialista não significa total desprezo aos bens, mas sim desapego, gozo do privilégio de usufruir, sem depender de algo físico para sentir-se importante. A baixa autovalorização nos torna dependentes dos outros, principal, mente das conquistas materiais. Somente conseguiremos vencer o sentimento de inferioridade quando elevarmos a auto-estima e passarmos a dar mais valor a nós mesmos.

Por fim, liberdade não deve ser confundida com libertinagem. Um indivíduo libertino é desordeiro, não respeita os limites dos outros, quebra a harmonia do ambiente, quer fazer aquilo que acha certo, no momento que mais lhe convém. Não assume a responsabilidade pelos seus atos, é inconseqüente e imaturo.

A liberdade é uma condição natural do ser. Não significa ter total domínio sobre as situações ou mesmo controlar todos que o cercam, mas sim articular a realidade de forma a encontrar os meios para realizar os objetivos e saciar as vontades.


NÓDULOS OU TUMORES NA TIREÓID€

Bloqueios na concretização dos objetivos.


As causas da formação de nódulos ou tumores na tireóide ainda são parcialmente desconhecidas. Sabe-se que existem várias doenças da tireóide que podem produzir nódulos e também podem levar ao câncer. A maioria dos tumores da tireóide é benigna e raramente adquire a malignidade.

No âmbito metafísico, o auto-abandono e a baixa auto-estima fazem com que as pessoas sintam necessidade da aprovação dos outros. Dependem de resultados promissores para sentir-se integradas ao meio. Distantes de si mesmas, ficam sedentas por situações ou relacionamentos que as preencham emocionalmente.

A tentativa de suprir as carências faz com que invistam todas as suas expectativas numa só situação ou projetem em I alguém toda a chance de ser felizes.

Essa atitude as toma vulneráveis às decepções. Melhor dizendo, se por algum motivo seus planos forem interrompidos, elas se sentirão profundamente frustradas e infelizes. Os desfechos desagradáveis transformam, se em grandes abalos, podendo ocasionar bloqueios na relação com o meio externo.

Metafisicamente, os nódulos na tireóide refletem os bloqueios na realização dos objetivos, a indignação causada pelos empecilhos-encontrados no relacionamento ou na carreira profissional.

Com o propósito de ser bem-sucedidos naquilo que aspiramos, somos movidos por uma força interior que se manifesta em direção aos objetivos traçados. Durante o processo existencial, estabelecemos as metas de acordo com. as reais necessidades ou mesmo para suprir as carências afetivas. Acionamos todos os nossos recursos no sentido de alcançar aquilo que almejamos.

No entanto, a vida é repleta de' encontros e desencontros, envolvimento e desprendimento que integram essa trajetória, mobilizando nossa força interior em busca daquilo que nos sacia. Entre acertos e desacertos, amadurecemos e fortalecemos os objetivos ou, mesmo, renovamos as diretrizes, procurando outros meios para sermos felizes.

Há certos acontecimentos que nos abalam profundamente, porque afetam nossos mais íntimos anseios. Passamos a nos torturar pelo arrependimento de ter investido tanto em determinada situação ou pessoa. Decepcionados, ficamos magoados, achando que fomos injustiçados pelas ocorrências.

A mágoa é um sentimento que corrói, pela dor de termos sido feridos por alguns eventos desprezíveis. Na verdade, também somos responsáveis por tão profundas feridas. Obviamente, todas as injustiças reclamadas têm fundamento; os danos emocionais, porém, são decorrentes da manei, ra como reagimos aos acontecimentos.

São as atitudes diante dos infortúnios que vão definir o reflexo interior de uma experiência negativa. Cada um reage de um jeito a um mesmo episódio. Uns fazem grande estardalhaço, por meio do qual escoam a revolta e a indignação; outros desprezam os acontecimentos, recusam-se a compactuar com tais fatores, rompendo qualquer vínculo e: dedicando,se a outros caminhos para conquistar novos horizontes. Nesses dois exemplos, não são implantados reflexos emocionais negativos.

Já as pessoas que somatizam nódulos na tireóide são' aquelas que repudiam seus infortúnios, mas não conseguem expor aquilo que sentem, sufocando a revolta, que permanece "entalada" na garganta, causando metafisicamente os nódulos da tireóide.

Para transformar essa postura revoltosa, não adianta tentar entender o comportamento daqueles que o afetaram ou mesmo os mecanismos existenciais causadores de tanto desconforto. Qualquer tentativa nesse sentido é desperdício de energia e fomenta ainda mais a indignação.

Comece por você. Obviamente as causas dos acontecimentos ruins não lhe dizem respeito. No entanto, o que aquilo causou interiormente está relacionado com seu posicionamento, tanto naquela relação ou situação, quanto no infeliz desfecho, ou melhor, na maneira como tudo aconteceu.

Quando somos afetados de alguma maneira, atribuímos a culpa aos eventos exteriores, mas na verdade ninguém nos machuca; criamos expectativas que não são correspondidas, e isso é o que mais nos abala. Ninguém nos derruba; se caímos, faltou sustentação interior para nos fundamentarmos em nós mesmos, evitando ser derrotados pelas maldades. O fato de termos sido muito afoitos naquilo que pretendíamos faz com que os tropeços resultem em grandes baques.

Nossa condição interior é soberana sobre os eventos que ocorrem ao redor. Se estivermos bem, nada nos abala a ponto de causar profunda revolta. Lamentamos por aquilo que não sai como planejado. Sentimos cada tropeço, mas nada nos arrasta para um estado de profunda revolta ou depressão.

Aprenda a integrar sem se anular. Não viva mais em função dos outros. Tudo pode ser vivido com plenitude, mas nada é para ser mantido a custo da anulação. Você é o que há de mais importante. Respeite-se.

Para ser bem-sucedido, realizado e feliz, é preciso estar integro, com boa auto-estima e elevado amor-próprio. É preciso não se excluir, sufocando a natureza íntima. Nenhuma conquista será plena se for obtida à custa do auto-abandono. Reprimir-se para alcançar aquilo que é valioso fará perder o apreço pelos bons resultados obtidos.

A felicidade não é alcançada em meio às coisas da matéria, tampouco cercado de amigos. Ser feliz é estar integrado a si próprio e sentir-se bem consigo mesmo. Somente quando você se tomar seu maior aliado, estará realmente preparado para conquistar tudo de bom que existe para ser usufruído nesta vida.


BÓCIO

Frustração e opressão.


Bócio é o aumento de volume da glândula tireóide decorrente de várias alterações funcionais dessa glândula. Dentre elas destaca-se o hipo ou hiperfuncionamento da mesma, conhecido popularmente por "papo".

Existem vários tipos de bócio. Ele pode ser endêmico, causado pela carência de iodo. A falta de iodo no organismo impede a síntese necessária dos hormônios da tireóide, causando aumento do estímulo da hipófise e conseqüentemente o aumento do volume da tireóide. Nos Alpes suíços e na região dos grandes lagos dos Estados Unidos, o solo apresenta-se pobre em iodo. Como conseqüência, nessas regiões havia um grande número de indivíduos com bócio. Atualmente eles adicionam iodo ao sal de cozinha para prevenção da moléstia.

Metafisicamente, o bócio é decorrente de uma má interação consigo mesmo, no sentido de não ter bem definido o curso da própria existência ou de tê-lo aceito. Em vez de aprovar suas' próprias ações, a pessoa prefere adotar um estilo reconhecido pelo meio como a maneira correta de atuar na sociedade. Mesmo que esse estilo não seja compatível com o estilo da pessoa, ela adotará esse modo socialmente correto, para ser reconhecida.

Caso o meio considere ideal ser comunicativo, por exemplo, a pessoa vai procurar estar constantemente falando, mesmo não sendo essa a sua natureza, mais observadora do que expressiva. Mas a pessoa passa a acreditar que só será respeitada e compreendida se participar das conversas ou reivindicar verbalmente seus direitos. Agindo assim, só consegue a antipatia dos outros, pois seu comportamento ultrapassa os limites do aceitável.

O mesmo ocorre com as pessoas de natureza expressiva, que, por medo de se colocar perante as figuras de "respeito", como os pais, por exemplo, calam-se, tornando-se recatadas e submissas. Bloqueiam sua capacidade de comunicar-se, provocando conflitos de natureza emocional, pois anseiam por se expressarem, mas sufocam esses impulsos de comunicação.

Todas as vezes que desrespeitarmos nossas características e implantarmos crenças e valores que interfiram naquilo que somos ou todas as vezes que adotarmos comportamentos que afrontam nosso estilo, visando a ser bem-sucedidos na vida profissional e afetiva, comprometeremos os principais componentes para o sucesso: a espontaneidade e a originalidade. Além disso, estaremos criando conflitos interiores e bloqueando nosso fluxo pela vida.

As pessoas acometidas pelo bócio são aquelas que, quando se frustram, desiste de tentar outras formas de manifestar sua natureza. Amargam a pior derrota, aquela que não somente lhes tira as chances, mas também abala a certeza de que são capazes de ser bem-sucedidas agindo à sua maneira.

Projetam nos outros as próprias dificuldades, não assumem as fraquezas, procuram sempre um álibi para justificar sua ineficiência.

Geralmente se comportam de maneira exagerada, expressando sua revolta por meio da fala. São ríspidas em suas colocações, cobram dos outros eficiência e dinamismo, tudo aquilo que não conseguem ter. Existem ainda aquelas que recorrem à chantagem, fazendo-se de vítimas e, assim, transferindo para as pessoas que estão à sua volta a responsabilidade sobre aquilo que não foi devidamente realizado.

Assumir as próprias dificuldades na execução dos objetivos, respeitar os próprios limites e procurar se entender melhor antes de agir no meio externo são medidas saudáveis para as condições internas metafisicamente causadoras do bócio.

Não adianta transferir aos outros os próprios infortúnios; é preciso admitir que algo em seu interior não anda bem e necessita ser aprimorado para que seu desempenho na vida seja mais bem aproveitado.

Não se sinta oprimido. Abandone a tristeza, descubra sua natureza íntima e desperte para viver livremente o presente, revelando nele suas qualidades.




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