Metafísica da saúde vol



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METAFÍSICA DA

SAÚDE
VOL.3

SISTEMAS ENDÓCRINO

(incluindo Obesidade)

E MUSCULAR


Revisão e Editoração Eletrônica:

João Carlos de Pinho
Direção de Arte

Luiz Antonio Gasparetto


Capa Kátia Cabello

1ª edição

2ª impressão

Julho 2004

10.000 exemplares
Publicação, Distribuição Impressão e Acabamento

CENTRO DE ESTUDOS

VIDA & CONSCIÊNCIA EDITORA LTDA.
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É proibida a reprodução

de parte ou da totalidade

dos textos sem autorização

prévia do editor.


VALCAPELLI & GASPARETTO

METAFÍSICA DA



SAÚDE
VOL.3

SISTEMAS ENDÓCRINO

(incluindo Obesidade) e MUSCULAR

SUMÁRIO
Apresentação

Metafisicamente Saudável

Por Que Adoecemos
Capítulo 1 - Sistema Endócrino

Aspectos Energéticos Relacionados ao Sistema Endócrino

Hormônios

Pineal


Hipófise

Hormônios da Hipófise

Tireóide

Nódulos ou Tumores na Tireóide

Bócio

Hipotireoidismo



Obesidade

Gordura Localizada

Hipertireoidismo

Magreza


Paratireóides

Supra-Renais

Considerações Finais
Capítulo 2 - Sistema Muscular

Tônus Muscular

Dores Musculares

Fibromialgia

Cãibra

Torcicolo



Tendinite

Músculos da Face

Rubor Facial

Musculatura Lisa

Peristaltismo

Considerações Finais



Bibliografia

APRESENTAÇÃO
Nos volumes 1 e 2 da série Metafísica da Saúde, você encontra uma ampla avaliação das condições internas responsáveis pelos transtornos existenciais, também apontados pela metafísica como causa das doenças que afetam o corpo.

Recomendamos consultar essas obras, em especial o primeiro volume, que explica como interferimos no cenário em que vivemos e como afetamos o corpo com nossas atitudes. Consta ainda no volume 1 a metafísica aplicada aos sistemas respiratório e digestivo. O volume 2 enfoca os sistemas circulatório, urinário e reprodutor.

O presente volume 3 contém os sistemas endócrino e muscular. Vamos compreender as atitudes interiores perante as situações exteriores, devidamente expressas no sistema endócrino. No tocante ao sistema muscular, será descrita a capacidade de atuação na realidade em que vivemos e a maneira como executamos nossos objetivos.

O próximo volume constará dos sistemas nervoso, articular, ósseo e imunológico. Desse modo, encerram-se os onze sistemas do corpo humano e os órgãos associados a eles, bem como as principais doenças.

Com a obra completa, você terá um panorama metafísico da estreita relação existente entre você e seu corpo. Compreenderá, também, que a condição emocional do indivíduo se funde ao meio externo, atraindo ou repudiando algumas situações e tornando a vida agradável ou ruim. Tudo é questão de como a pessoa se sente. Isso vai determinar as situações cotidianas, bem como a saúde do corpo. O organismo humano acusa o tipo de atitude mantida em relação aos acontecimentos externos.

A série Metafísica da Saúde objetiva, apontar quais são os fatores internos metafisicamente responsáveis pela saúde ou doença. Pode-se dizer que tudo depende da maneira como você está se sentindo. Se estiver bem consigo mesmo, encarando os acontecimentos sem maiores dramas e, na medida do possível, suprindo as necessidades, tudo caminhará dentro de uma relativa harmonia e o corpo também terá saúde.

O contrário também é verdadeiro, ou seja, quando você estiver interiormente abalado, no auge de uma crise emocional, as confusões exteriores tendem a se agravar, dificultando as soluções. Nesses momentos de grande estresse, é comum surgir algum tipo de doença, quer seja uma gripe adquirida por contágio, quer sejam as doenças desenvolvidas pelos próprios desarranjos no metabolismo do corpo, como as variações de taxas hormonais, colesterol, surgimento de nódulos, etc.

Uma crise de ordem financeira ou afetiva, por exemplo, é apontada como causa dos abalos interiores. No entanto, a origem desses fatos desagradáveis, que tanto mal têm causado, está na maneira como você vinha se sentindo antes mesmo de as complicações surgirem. Os sentimentos que antecederam os fatos ruins são apontados pela metafísica como a raiz dos problemas existenciais.

Para solucionar essas crises e resgatar a saúde do corpo, além dos cuidados físicos é importante refletir acerca das causas metafísicas das doenças. Nesta obra você encontrará subsídios para o aprimoramento interior.

Por fim, a maneira como você se considera é o princípio, básico da condição interior. Estar bem consigo mesmo fará com que tudo à sua volta se mantenha harmonioso, preservando a saúde do corpo.


METAFISICAMENTE SAUDÁVEL.
A condição interna e suas atitudes no meio externo são fatores essenciais para o bem,estar físico e emocional.

Para que uma pessoa seja considerada realmente saudável, não basta ela ter um bom estado corporal, é preciso sentir-se bem consigo mesma, cultivar bons pensamentos e elevados sentimentos, além de comportar-se harmoniosamente em relação às situações externas, interagindo bem com o meio em que vive.

A Organização Mundial da Saúde define a saúde como um "estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doença ou enfermidade".

Os aspectos físicos, interiores e comportamentais são considerados pela metafísica da saúde fundamentalmente importantes para a saúde plena. Somente quando esses três fatores estiverem em harmonia, a pessoa estará gozando de uma saúde perfeita. Fora isso, ela até consegue manter-se bem fisicamente, mas, não raro, poderá sofrer alterações em seu quadro de saúde.

O estado emocional abalado, as frustrações e as atitudes extremistas, que visam a compensar algumas lacunas afetivas, causam prejuízos à saúde.

É muito difundida a idéia de que a saúde depende exclusivamente de uma alimentação adequada ou, ainda, que a ingestão de quaisquer substâncias nocivas ao corpo fatal, mente provocará algum tipo de doença. Essa mentalidade pode tomar as pessoas alienadas ao culto do corpo e displicentes com os outros setores existenciais, tais como a condição interna e as relações interpessoais, que, segundo a metafísica, são essenciais para a preservação da saúde corporal.

Isso não significa que devemos descuidar das necessidades orgânicas. Obviamente, o corpo precisa de cuidados e atenção, mas não é necessário privar-se de todas as delícias da vida, tampouco abrir mão de atividades prazerosas, só porque elas podem oferecer algum tipo de desconforto ao organismo. Isso comprometeria nosso apreço pela vida, diminuindo a vontade de viver.

O corpo possui uma excelente capacidade regenerativa. Ele consegue neutralizar alguns abalos sofridos, de maneira que não comprometam todo o sistema. O organismo sobrepuja alguns danos causados nele, desde que a condição interna da pessoa seja boa. Pode-se dizer que alguns hábitos considerados nocivos ao corpo são neutralizados pelo bom estado interior da pessoa e por seu excelente desempenho na vida.

Existem pessoas que são extremamente cuidadosas com o corpo e mesmo assim apresentam uma saúde instável. Por outro lado, existem aqueles que cometem até alguns exageros, mas a saúde permanece inalterada.

Isso ocorre porque o corpo não é uma máquina meramente operada pelo espírito, mas sim um organismo vivo, que serve como uma espécie de templo da vida, para um ser espiritual. A alma é construtora e mantenedora das condições corporais, ela projeta no organismo uma carga energética criada pelo estado emocional da pessoa. Os bloqueios e conflitos emocionais "bombardeiam" o corpo, sobrecarregando-o com vibrações negativas, provocando inúmeras doenças.

Quando a pessoa está mal, passando por crises depressivas, por exemplo, ela fica desleixada com a aparência e até com a higiene pessoal, abandona os cuidados com o corpo e não se alimenta adequadamente. Os conflitos interiores fazem com que o corpo fique à mercê do abandono, em completo desleixo, podendo assim surgir às doenças.

Já quando a pessoa está bem consigo mesma, cuida melhor do corpo, pratica hábitos saudáveis, respeita os limites do organismo e mantém o asseio corporal.

O estado emocional é um fator determinante para a saúde física.

O corpo também representa um meio pelo qual se podem alterar as condições emocionais, metafisicamente causadoras das doenças. Por meio dele é possível melhorar a auto, estima e resgatar o amor próprio.

A atenção dirigida ao corpo na tentativa de sanar um mal físico é fundamentalmente importante para restabelecer a ordem interior. Cuidar do corpo também colabora para reverter às condições emocionais, desencadeadoras das doenças físicas. Esse gesto de amor para consigo mesmo expressa a vontade de estar bem, não só fisicamente como também emocionalmente.

.Pode-se dizer, resumidamente, que a doença representa a ausência dos potenciais do ser. Assim sendo, quando a pessoa começa a cuidar do corpo adoecido, tomando as providências necessárias para reaver a saúde, esse gesto representa uma forma de aproximação consigo mesma. Conseqüentemente, essa postura já é um passo para sanar as dificuldades internas geradoras dos males físicos.

Porém, quando a pessoa se encontra doente e se nega a cuidar da saúde, não quer procurar um médico ou abando, na os tratamentos, isso demonstra a resistência dela em se transformar interiormente.

Portanto, quem se recusa a tratar da saúde do corpo não apenas é displicente para com a necessidade corporal como também resistente em mudar o padrão interior causador dos desarranjos físicos.

Para vencer uma doença é necessário superar algumas complicações interiores que metafisicamente provocam as enfermidades. Isso ocorre naturalmente enquanto a pessoa está fora de sua rotina diária, cuidando da saúde. Durante a convalescença, o doente reflete acerca daquilo que não está bem interiormente; Pode-se dizer que, quando a pessoa supera alguma doença, é que ela mudou seus valores e resolveu alguns conflitos interiores, principalmente aqueles que figuravam como causas metafísicas da doença que afetou seu corpo.

Não é possível se livrar totalmente de uma doença sem mudar a maneira de pensar e sem superar os sentimentos ruins, como a revolta, a indignação, etc.

Resolver um mal físico sem promover essas mudanças internas deixa a pessoa vulnerável a outros danos à saúde. Tanto a mesma doença pode voltar depois de algum tempo quanto outro órgão pode adoecer.

É notório que cada pessoa reage de maneira própria a um mesmo tipo de tratamento; enquanto alguns se dão bem com um remédio, por exemplo, outros apresentam poucos resultados, e até podem surgir efeitos colaterais. Tudo depende do quadro emocional do doente.

Reagir a uma doença, ao invés de se entregar a ela, é de grande valia para a recuperação. Esse, porém, não é o fator principal para resgatar a saúde. Além de seguir o tratamento médico, é fundamental que haja transformação dos padrões de comportamento causadores das enfermidades.

Tempos atrás, não havia qualquer divulgação a respeito das causas metafísicas das doenças. Mesmo nos dias de hoje, quando existem livros de metafísica da saúde e outras obras que tratam do assunto, essa literatura não atinge toda a população que sofre de alguma enfermidade. Somente uma parte das pessoas toma conhecimento do que é preciso mudar interiormente para conquistar a saúde.

Entre aqueles que tomam conhecimento dessas informações, existem os que não acreditam que os sentimentos podem afetar o corpo e por isso não se dedicam a fazer uma reflexão a respeito do que é preciso mudar interiormente para colaborar com o processo de recuperação. Preferem ficar apenas na dependência dos tratamentos, esperando passivamente que o efeito dos remédios venha a sanar as enfermidades. Em momento algum essas pessoas se dispõem a refletir no sentido de despojar-se dos sentimentos nocivos que assolam o "coração", abalando suas emoções.

O caminho de conscientização proposto pela metafísica da saúde não é a única maneira de transformar as pessoas, principalmente aquelas que se encontram afetadas por alguma enfermidade. Como vimos anteriormente, a própria doença promove as mudanças das condições emocionais que causam as enfermidades.

A convalescença permite à pessoa um tempo para ela refletir a respeito de seu desempenho na vida, avaliando, por exemplo, quanto tempo desperdiçou com injúrias ou lamentações acerca dos infortúnios que viveu. Conclusões como essas fazem com que a pessoa pare de amargar os arrependimentos, despojando-se desses sentimentos negativos que afetam o emocional e causam as doenças.

O papel da metafísica da saúde consiste em acelerar essas tomadas de consciência, dando ao enfermo maior compreensão daquilo que ele precisa reformular em seu interior. Essa consciência representa um importante recurso para auto-ajuda, acelerando a, recuperação dos males físicos.

Metafisicamente, a saúde expressa a preservação das qualidades do ser: Essas são inerentes à alma e, quando cultivadas, garantem o bem-estar físico e emocional. Quando a pessoa emprega seu talento na vida cotidiana, ela move forças anteriores extremamente positivas, possibilitando tanto a conquista de resultados promissores na realidade em que vive quanto a manutenção do corpo com excelente vigor físico.

Qualidades, todos possuem, a exemplo da capacidade de se comunicar verbalmente. O corpo mantém tecidos organizados na região da glote para emitir sons, possibilitando a verbalização. Aqueles que se comunicam bem, e, na medida do possível, falam aquilo que pensam ausentem, conquistam a saúde dessa região do corpo. Já aqueles que reprimem sua expressão ficam acanhados, tímidos ou se sentem inferiores perante os outros, e por isso se calam, reprimindo sua força de expressão, comprometendo o aparelho fonador e causando algum tipo, de doença da fala.


POR QUE ADOECEMOS
A doença é provocada por agentes físicos que alteram o funcionamento normal do corpo. Todas as vezes que a saúde for perturbada, é sinal de que existem elementos físicos interferindo nas atividades biológicas.

As causas orgânicas das enfermidades podem ser tanto os fatores externos que se alojam numa determinada parte do corpo, prejudicando-o, quanto as atividades do próprio organismo que se alteram, perturbando a ordem biológica ou, ainda, alguma lesão provocada por acidente.

Portanto, não existe um estado corporal alterado sem ter havido algum fator da esfera física gerando tais alterações biológicas.

A ciência médica tem identificado cada vez mais os agentes desencadeadores das doenças e, com isso, combatido inúmeras enfermidades. A identificação dos males físicos tem sido um dos principais desafios da classe científica. Para conseguir combater, é preciso conhecer o tipo de distúrbio que o corpo apresenta. Somente a partir disso, é possível prescrever um tratamento que combata o mal que aflige o corpo.

O fato de a medicina ainda não ter descoberto a origem de determinada doença não significa que não haja um pro cesso orgânico causando tais alterações biológicas. Conforme: a tecnologia se aperfeiçoa, mais ela se aproxima da cura das doenças.

A óptica metafísica aponta a condição interna da pessoa como a raiz dos males físicos. No entanto, ela não contesta a existência de agentes orgânicos ou inorgânicos presentes num organismo doente.

Mas o fato de existir determinadas condições físicas provocando as doenças não significa necessariamente que há falhas no sistema biológico, casualidade ou, mesmo; façanhas do oportunismo de vírus ou bactérias que se alojam no organismo, mas, sim, debilidade do corpo ou incapacidade de se defender dos invasores.

Segundo a óptica metafísica, as doenças refletem algumas condições emocionais desarmônicas, que são geradas pelos conflitos interiores. A verdadeira causa das enfermidades está no interior da pessoa, em sua condição psiquemocional e, principalmente, no sentimento do doente.

Esses processos interiores enfraquecem o corpo, deixando-o vulnerável às invasões ou mesmo às alterações nas funções biológicas, originando as doenças. O corpo somente é afetado por algum mal físico se existirem conflitos interiores provocando sentimentos perturbadores que vão interferir negativamente nas funções biológicas.

Para compreender um pouco melhor essa relação entre as doenças físicas e as causas metafísicas, vejamos alguns exemplos:

O corpo manifesta, por meio dos processos inflamatórios e infecciosos, as turbulências energéticas geradas pela irritabilidade ou inconformismo da pessoa. Esse estado interior surge em meio aos episódios desagradáveis que interferem negativamente em casa, no trabalho ou mesmo nos relacionamentos, comprometendo a harmonia numa dessas áreas da vida. Sem ter como evitar tais episódios, resta ao indivíduo abalado pelas interferências ficar profundamente chateado e até irritado. Esses sentimentos são nocivos ao sistema imunológico do corpo, enfraquecendo as defesas do organismo e prejudicando o combate aos invasores, que, por sua vez, se alojam nos órgãos, caracterizando as infecções.

A formação de nódulos, tumores ou cistos em determinado órgão representa as forças energéticas que se tornam negativas por estarem acumuladas numa região do corpo. Esse emaranhado energético é provocado pelos conflitos interiores que surgem a partir da vontade de manifestar algo na vida, seguidos pela auto-sabotagem ou por crenças contrárias à expressão dos conteúdos inerentes ao ser. Desse modo, a pessoa impõe a ela mesma os bloqueios e recalques que a impedem de fluir livremente pelas diversas situações da vida, respeitando sua integridade e preservando sua originalidade.

O principal objetivo da metafísica da saúde é identificar, no extraordinário universo emocional, a condição interna que se encontra em desarmonia, onde principiam os desarranjos fisiológicos; é oferecer ao doente a consciência das condições internas causadoras dos males físicos; é convidá-lo a uma reflexão sobre si mesmo, sugerindo que ele reavalie seus sentimentos e mude algumas crenças. Desse modo ele estará promovendo as reformulações internas necessárias para resgatar definitivamente a saúde do corpo e conquistar a paz interior e a harmonia no meio exterior.

Existem algumas queixas de sintomas desagradáveis que não estão alojados no corpo em forma de doença. Nesses casos, as pessoas não estão fisicamente doentes. Elas têm o padrão metafísico da doença, mas numa intensidade insuficiente para a somatização no corpo. Essa é uma ocasião oportuna para interferir no processo, alterando a condição emocional antes de a doença se radicar no corpo.

A metafísica da saúde propõe-se a traçar um paralelo entre os órgãos do corpo e as qualidades do ser, como se os talentos da alma representassem a fonte geradora das energias necessárias para organizar os tecidos do corpo, mantendo tanto a coesão atômica quanto a preservação das atividades biológicas, garantindo a saúde.

Dessa forma, a saúde representa a boa condição da pessoa no emprego dos conteúdos interiores no meio exterior. A vida possibilita o exercício das qualidades, que se transformam em habilidades. Ao atuar nos diversos setores da vida, como o profissional, o afetivo, etc., desenvolvem-se aptidões que facultam ao indivíduo o poder de lidar com o meio externo, aprimorando as qualidades e desenvolvendo as habilidades.

Quando as pessoas deparam com as dificuldades da vida e não conseguem administrar as adversidades, de maneira a continuarem vertentes suas aptidões no meio externo, surgem os conflitos interiores, que se agravam ao ponto de se manifestar no corpo em forma de doença.

Os tropeços da vida representam para alguns uma espécie de ferida que corrói interiormente, minando as qualidades. Por outro lado, há quem passa pelas mesmas dificuldades e não lesa o corpo, porque não se deixa abater pelos obstáculos do cotidiano; passa pelas tormentas existenciais sem ruminar as indignações e cultivar a revolta. Considera os tropeços como um caminho de amadurecimento e as desilusões com as pessoas queridas como um processo de reciclagem e seleção nos relacionamentos.

A metafísica da saúde não é um recurso empregado exclusivamente para os casos de doenças. Apesar de se basearem nelas para explanação da filosofia do bem viver, os estudos metafísicos objetivam principalmente a conscientização maior do indivíduo e a compreensão dos processos existenciais, evitando o auto-abandono e tantos conflitos que surgem nas pessoas ao lidar com as adversidades da vida.

A metafísica da saúde representa um excelente recurso de auto-ajuda, dando às pessoas a compreensão necessária para que elas resolvam suas próprias dificuldades, harmonizando-se interiormente. Melhora a auto-estima por meio da conscientização dos potenciais inerentes ao ser, despertando autovalorização.




SISTEMA ENDÓCRINO
O sistema endócrino é composto por um grupo de tecidos cuja função é produzir e liberar na corrente sangüínea substâncias conhecidas como hormônios. Discretos, pontuais e precisos, eles agem como mensageiros bioquímicos que regulam as atividades corporais.

Por meio dos hormônios, as glândulas endócrinas desempenham um significativo papel de coordenação dos processos fisiológicos. Elas também regulam o desenvolvimento dos tecidos, controlam o crescimento corporal, determinam o ganho ou perda de peso, etc.

Em comunhão com o sistema nervoso, o sistema endócrino estabelece uma resposta orgânica para as alterações ocorridas nos meios externos. O sistema nervoso identifica os episódios ao redor, como, por exemplo, durante a percepção visual de uma ameaça, que provoca a imediata secreção de hormônios estimuladores, como a adrenalina, para responder com força e vigor à situação ameaçadora. Outro exemplo, receptores nervosos localizados na pele identificam a redução da temperatura do ambiente e imediatamente estimulam a glândula tireóide, que libera hormônios para aquecer o organismo, evitando, assim, o resfriamento corporal.

No âmbito metafísico, as glândulas endócrinas representam o princípio vital gerador do estado de ânimo. Elas formam uma espécie de sistema propulsor da vida, criando condições orgânicas adequadas para a execução de nossas vontades. Manifestam no corpo aquilo que sentimos, promovendo condições para realizarmos nossas escolhas.

Os impulsos gerados pelos pensamentos, emoções, vontades, inspirações e sentimentos estimulam as glândulas endócrinas, que, por intermédio dos hormônios, acionam os processos químicos e biológicos, estabelecendo no corpo uma condição compatível com nosso "estado de espírito".

As atitudes da pessoa em relação aos episódios da vida são as principais condições metafísicas estimuladoras e mantenedoras das atividades das glândulas endócrinas, ocasionando o equilíbrio ou a variação das taxas de hormônios.

A carga genética herdada da família torna a pessoa forte candidata a estampar certos estereótipos físicos ou desenvolver algumas doenças. No entanto, à luz da meta, física, é a condição da própria pessoa que determina seu estado corporal.

Obviamente, as afinidades existentes entre os integrantes de um povo, ou mesmo de uma família, representam fator de igualdade de padrão, reforçando as influências biológicas da genética e contribuindo para estabelecer no corpo as semelhanças físicas. A genética exerce uma significativa influência sobre o corpo humano, no entanto ela não é fator de terminante da constituição biológica. O corpo é organizado pela alma que o habita. A consciência representa o modelo organizador do organismo, que, por sua vez, reflete na íntegra o estado interior de um indivíduo.

Sendo os hormônios os agentes mantenedores e organizadores biológicos, cabem às glândulas endócrinas, que são os principais órgãos responsáveis pela sua produção, o papel decisivo para a determinação do estado corporal.

A condição de cada pessoa não é determinada exatamente por aquilo que lhe acontece ou que se desenrola ao redor, mas principalmente pela forma como cada um reage a esses episódios da vida. Essa força reativa se manifesta em forma de emoção.

As emoções são as respostas aos acontecimentos exteriores. A principal fonte geradora das emoções são os sentimentos. Os episódios da vida despertam os sentimentos; imediatamente esse fluxo é organizado nos primeiros níveis da consciência, gerando as atitudes, que representam nossas escolhas de vida.

As atitudes são determinadas pelas crenças e valores que a pessoa desenvolveu ao longo da vida. Aquilo que é concebido como verdadeiro para ela passa a ser o senso que define suas escolhas. Assim, cada um procede de maneira individual em relação aos desafios da vida.

Até esse nível do processo de manifestação da consciência, a condição interna é sutil e subjetiva; mas, quando a pessoa adotar uma atitude perante os acontecimentos externos, terá definido sua conduta, estabelecendo uma postura corporal compatível com as próprias escolhas de vida.

Nesse momento entram em ação os hormônios secretados pelas glândulas endócrinas, para organizar os processos bioquímicos e acelerar o metabolismo, disponibilizando as energias necessárias para proporcionar vigor e vitalidade. A pessoa passa a sentir-se fortalecida, com mais disposição para agir no meio externo.

As atitudes adotadas pela pessoa, além de definir as ações no meio externo, metafisicamente determinam o bom funcionamento das glândulas endócrinas, que por sua vez reguIam as funções corporais.

O sistema endócrino é uma espécie de laboratório bioquímico gerador das substâncias hormonais responsáveis por estabelecer no corpo aquilo que concebemos como verdadeiro ou necessário na vida. A firmeza de propósito e a persistência na concretização de nossos ideais são aspectos metafísicos importantes para o bom funcionamento das glândulas endócrinas.

Quando estamos diante dos desafios impostos pela vida e nos sentimos encorajados a superá-los, adotamos atitudes favoráveis às ações. Imediatamente o corpo é estimulado pelos hormônios, proporcionando-nos a disposição e o vigor físico necessários para o bom desempenho das atividades no meio externo.

Os mensageiros bioquímicos são incumbidos de implantar nos respectivos tecidos do corpo um estado orgânico condizente com nossa postura, possibilitando-nos uma boa atuação na vida. A criatividade fica mais aguçada, favorecendo o desvendar de alternativas até encontrar soluções. Assim sendo, contamos com um organismo preparado para nos proporcionar as melhores condições para sermos bem-sucedidos naquilo que almejamos.

Além do excelente estado corporal que nos permite um bom desempenho nas situações da vida, essa atitude também gera energias que são deslocadas para o meio externo, atraindo situações favoráveis para a realização de nossos objetivos. Assim são criadas as oportunidades que surgem na vida. Nessas atitudes estão nosso poder de atrair as coisas boas ou fazer por merecer os bons resultados alcançados.

Cabe a nós preservar a atitude responsável pelas ações no meio externo, evitando que os acontecimentos contrários enfraqueçam nossa determinação, comprometendo nossa força realizadora. Quando nos deixamos abater pelos obstáculos impostos pela vida, causamos um conflito interior, gerado pelo bloqueio no fluxo de nossa força realizadora. Além da imediata frustração causada por esse bloqueio, experimentamos a desordem interior, causando uma turbulência emocional e psicológica que nos faz perder o referencial de atuação na vida, abalando o poder realizador.

Essa desestabilização se manifesta como variação no estado de humor. A pessoa que freqüentemente se encontra mal-humorada está se sentindo frágil e incapaz de ser bem-sucedida na realidade externa. Esse conflito interno interfere negativamente nas funções das glândulas endócrinas, provocando o desequilíbrio nas taxas de hormônios, conseqüentemente trazendo indisposição e comprometendo o desempenho da pessoa nas situações do meio.

Por sua vez, aquele que não se deixa abater pelas dificuldades encontradas durante a realização de suas atividades mantém o bom humor. A pessoa bem-humorada fica mais perspicaz para desvendar as diversas possibilidades que a vida oferece para sanar as questões turbulentas da realidade. Essa atitude influencia positivamente na liberação dos hormônios, que vão estabelecer no corpo a condição física necessária para o bom desempenho no meio externo.

Cultivar o bom humor é investir na saúde e no bem-estar.

Sentir-se bem consigo mesmo e em condições de superar os desafios e transpor os obstáculos que a vida oferece são atitudes metafísicas extremamente saudáveis para o sistema endócrino.




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