Mestrado profissionalizante em terapia intensiva



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Pinto et al.,(2008)aborda a importância da humanização nas UGOs quando diz que :o individuo se recupera melhor estando em uma ambiente agradável,onde se sinta valorizado e bem cuidado.

Saber acolher é um dos atos da política de humanização na Unidade de Terapia Gineco-obstétrica, não se pode falar em humanizar sem citar o acolhimento, onde no ato do acolher o profissional deve ser capaz de detectar todas as necessidades do indivíduo, e ter a sabedoria de observar os casos mais ou menos graves.

O acolhimento nas UGOs é um aspecto da política nacional de humanização, que implica recepção da mulher, desde sua chegada na unidade de saúde, responsabilizando-se por ela, ouvindo suas queixas, permitindo que ela expresse suas preocupações, angústias (BRASIL, 2006).

Schirmer et al.(2002)ressalta que a gestante deve ser participante de seu cuidado com equipe de saúde que a assiste,e não mera cumpridora de determinações estabelecidas,já que o seu bem-estar e de seu filho é sua responsabilidade também vez,compreende todos .

Os autores ainda enfocam que a humanização no período do nascimento, por sua vez compreende todos os esforços para evitar condutas intempestivas e agressivas para o bebê.

Existem algumas expectativas e percepções no qual a mulher no trabalho de parto se depara com questões que estão relacionadas ao atendimento, a equipe de enfermagem ou até mesmo a equipe saúde, para que essas expectativas sejam minimizadas é necessário que a equipe esteja treinada e capacitada.

Devemos considerar que durante o trabalho de parto é importante observar o ritmo e o tempo do corpo e a necessidade de paz da parturiente, pois sua resposta emocional do medo e á frieza do ambiente hospitalar talvez possam impedir o progresso do parto (ARMELLINI, 2003).

Brasil (2001), o preparo da gestante para o trabalho de parto abrange a incorporação de um conjunto de cuidados, medidas e atividades que têm como objetivo oferecer à mulher a possibilidade de vivenciar a experiência do trabalho de parto como processo fisiológico, sentindo-se protagonista do processo.

Alguns estudos mostram a necessidade de a parturiente compartilhar esse momento de sua vida com alguém de sua família, e não ficar de forma depressiva e solitária diante da situação. Diante disso a equipe de saúde deverá ser capaz de desenvolver suas habilidades de acordo com a necessidade de cada paciente que se encontra em trabalho de parto.

Armellini (2003) muitas vezes, as normas e rotinas hospitalares não atendem essas expectativas da parturiente limitando o número de acompanhante, o que caracteriza a ausência de acolhimento institucional.

Segundo Rodrigues et al.,(2006),a interação do profissional de saúde e cliente no ciclo gravídico-puerperal deve ser fundamentada no diálogo,sensibilidade,afetividade,no prazer de estar com o outro e na atenção do bem-estar físico,mental,social e espiritual.

Existe necessidade de modificações profundas na qualidade e humanização da assistência nas Unidades de Terapia Gineco-obstétrica brasileiras. Por humanização da assistência a parturiente entende-se um processo que inclui desde a adequação da estrutura física e equipamentos dos hospitais,até uma mudança postura/atitude dos profissionais de saúde e das gestantes.A adequação física da rede hospitalar para que a mulher possa ter um acompanhante(também devidamente preparado)durante o trabalho de parto e para os procedimentos de alívio da dor requerem,além de boa vontade,também investimentos(BRASIL,2001).

O acolhimento, portanto, é uma ação que pressupõe a mudança da relação profissional/usuário. Não é um espaço ou um local,mas uma postura ética e solidária.Ele não se constitui com uma etapa do processo,mas como ação que deve ocorrer em todos os locais e momentos da atenção à saúde (BRASIL,2006)

Desse modo, avaliar riscos e vulnerabilidade implica em estar atento tanto para o grau de sofrimento físico, como também emocional, pois muitas vezes o usuário que chega andando, sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode estar mais necessitando de atendimento e com maior grau de risco e vulnerabilidade. Ainda assim,a classificação de risco no acolhimento permite refletir e mudar os modos de operar a assistência,questionando a clínica do trabalho em saúde,os modelos de atenção de gestão e o acesso aos serviços intensivista.

É competência dos profissionais habilitados acompanham a gestante, a parturiente e a puérpera em sua totalidade, dando total suporte na evolução da gestação quando for necessário como no setor intensivista.

Diante destas situações, é importante que o profissional de saúde esteja capacitado para atender as necessidades das parturientes, e esteja se capacitando e obtendo mais conhecimentos para aprimorar com sua prática.

No Brasil a assistência nas UGOS ainda esta limitada, a exemplo do modelo assistencial americano, onde a gestação é vista como patologia que necessita de intervenções cirúrgicas,ao contrário do modelo europeu,onde o parto é caracterizado pelo processo fisiológico e natural.

Diante deste contexto, a busca da humanização na Unidade de Terapia Gineco-obstétrica e no atendimento á parturição é compreendida como um conjunto de práticas que venham a visar tanto à promoção do parto e nascimento saudáveis, como também a prevenção da morbimortalidade materna e perinatal.

2- OBJETIVO

Avaliar, estabelecer e caracterizar a formação de Unidade Gineco-Obstétrica (UGOs), no contexto de atendimento emergencial das gestantes e mulheres de risco, demonstrando o impacto favorável. Como também objetivo geral analisar a assistência prestada buscar e descrever as complicações e mostrar o perfil de morbimortalidade, expondo pesquisas que buscam o aperfeiçoamento de cuidados humanizados intensivos deste grupo especial de pacientes. Para isto fizemos uma revisão em trabalhos realizados nos países abaixo selecionados tendo como resultado o seguinte perfil.

3- METODOLOGIA: Fizemos revisão em trabalhos realizados nos países abaixo selecionados tendo como resultado o seguinte perfil.

3.1 TIPOLOGIAS DO ESTUDO

Na HOLANDA Estudo de coorte. Admissão na UTI de pacientes obstétrica com observação por 2 anos, avaliou-se a incidência e possíveis fatores de risco na gravidez, parto e puerpério de até 42 dias após o parto onde foi observado prospectivamente : Incidência, taxa de letalidade e possíveis fatores de risco, com especial atenção à origem étnica das mulheres no período ( Novembro 2009 a Fevereiro 2010), onde todas as 98 maternidades Holandesas que participaram do estudo,tinham 847 UTIS obstétrica e foi realizado 358.874 partos, a incidência de internação na UTI variou amplamente em todo o país. A incidência de complicações foi de 2,4 por 1.000 partos. Ocorreu vinte e nove (29) mortes maternas, resultando em uma taxa de letalidade de 1 em 29 (3,5%). Trinta e três por cento (33%) dos casos de morbidade materna grave em que um terço dos casos foram internados na UTI. As indicações mais freqüentes de internação na UTI foram entre os maiores a Hemorragia Obstétrica (48,6%), Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG) (29,3%) e Sepse (8,1%). Ventilação Assistida foi necessária em 34,8%, Suporte Inotrópico em 8,8%, Mulheres Não-Ocidentais de imigrantes observou-se 1,4 vezes (95%) com maior risco de internação em UTI, em comparação com as Mulheres Ocidentais. Como conclusão observou-se também que CUIDADO PRÉ-NATAL POR UM OBSTETRA E A VISITA EM DOMICÍLIO FOI ASSOCIADOS COMO UM RISCO MENOS ELEVADO DE INTERNAÇÃO NA UTI.

2- Em Hong Kong em (Fevereiro de 2010) pelo Department of Intensive Care, Youde Pamela Nethersole Eastern Hospital, Wan Chai, Hong Kong, foi avaliado as características clínicas e os resultados das pacientes obstétricas admitidas na Unidade de Terapia Intensiva, sendo uma revisão retrospectiva de 10 anos com objetivo de avaliar as características e qualidade de vida das pacientes. Estudo de coorte retrospectivo verificou-se como resultados pacientes obstétricas admitidas à Unidade de Terapia Intensiva de Pamela Youde Nethersole Leste Hospital, no período de (janeiro de 1998 a dezembro de 2007). Foram avaliados Cinqüenta pacientes obstétricas com média de idade (desvio padrão) de 31,6 anos, e média idade gestacional de 34,9 semanas, onde foram analisadas como causa mais comum de complicações em obstetrícia a HEMORRAGIA PÓS-PARTO (19,38%), seguido por gravidez associada à HIPERTENSÃO ARTERIAL (DHEG) (7,14%). Uma causa não-comum na admissão obstétrica foi observada a SEPSE (7,14%). A intervenção mais freqüente realizada foi a Inserção Cateter Arterial (33,66%) e Ventilação Mecânica (29,58%). A mortalidade materna foi de 6% (3), enquanto a taxa de mortalidade perinatal foi de 8% (4). Como conclusão foi observada que a HEMORRAGIA PÓS-PARTO e a HIPERTENSÃO (DHEG) FORAM AS CAUSAS MAIS COMUNS de admissão na Unidade de Cuidados Intensivos. A mortalidade total foi baixa. A saúde e qualidade de vida das pacientes que receberam alta da UTI foram menores do que a normal da população de Hong Kong, e que a ADEQUADA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL é importante na prevenção das complicações obstétricas, associadas à continuação de assistência psicossocial e acompanhamento das pacientes que receberam altas tem que ser ampliada.

3- Em Nova Jersey, realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva teve como objetivo avaliar as características demográficas, fatores de risco perinatal observada no período de (1997 a 200), o método usado foi obtidos a partir de um banco de dados perinatais, links a partir de MCH programa de epidemiologia em Nova Jersey. O teste qui-quadrado foi utilizado para bivariada análise de regressão logística utilizado para avaliar a influência dos potenciais fatores de risco e complicações na gravidez. Os resultados observados em 15.447 (1,54%) internações em UTI, 23 mortes maternas (0,15%) entre 1.004.116 gestações, usando como análise os fatores demográficos como: a idade materna, raça, tabagismo e educação foram significativamente associados com a internação na UTI e tendo como causa: Pré-eclâmpsia (DHEG Leve) 2,8 com 95% (CI) intervalo de confiança, Eclâmpsia (DHEG GRAVE) (6,8, 95% CI: 5.4-8.6), Placenta prévia (3,0, 95% CI: 2.7-3.4), Gravidez Múltipla (4,2, 95% CI: 4.1-4.4), Diabetes (3,1, 95% CI: 2.7-3.5), Insuficiência renal aguda (22,1, 95% CI: 13.3-36). E Parto cesárea (1,9, 95% CI: 1.5-2.4).Mães internadas na UTI tinham maiores índices de recém-nascidos internados na UTINEO,com intubação neonatal e Apagar inferior em comparação com recém-nascidos de mães não admitidas em UTI.COMO CONCLUSÃO OBSERVARAM QUE SÃO FATORES PREDITIVOS PARA INTERNAÇÃO EM UTI, AS COMPLICAÇÕES DA GRAVIDEZ TENDO COMO FATORES RESPONSÁVEIS OS DEMOGRÁFICOS.

4-Em Halifax, NS, realizado pelo Departamento de Obstetrícia e Ginecologia e Epidemiologia Perinatal (Research Unit, Dalhousie University), em Março 2009; para avaliar os cuidados intensivos maternos em obstetrícia em situação crítica em hospital terciário e unidades associadas. O método utilizado foi a revisão dos prontuários de todas as mulheres que necessitaram de transferência para a UTI de obstetrícia de um hospital geral por período de 24 anos (1982-2005). Como resultado observou-se durante o período de 24 anos, cinco mortes maternas diretamente relacionadas com 122.001 partos (4.1/100, 000) destes 117 mulheres foram transferidas ao hospital geral para cuidados intensivos (1.0/1000). A morte em relação à transferência era de um em 23. Das mulheres transferidas, 93/117 (79,5%) necessitaram de cuidados intensivos e 24/117 (20,5%) necessitaram especialização de serviços médicos ou cirúrgicos em não estavam disponível na unidade de obstetrícia. Das mulheres transferidas 16/117 (13,7%) eram pré-parto, e 101/117 (86,3%) eram pós-parto. As Hemorragias e os Distúrbios Hipertensivos combinados perfizeram 56,4% de todas as mães transferidas. As mulheres com uma Gravidez Múltipla estavam mais propensas a requerer a transferência do que aquelas com uma gravidez única (RR 3,34 IC 95% 1,4-7,59).

5-Em Hôtel-Dieu de França Hospital.,em J Med Liban de (Outubro a Dezembro de 2008). Revisão de oito anos na Unidade de Terapia Intensiva em Obstetrícia em Hôtel-Dieu de França Hospital. O objetivo deste estudo foi rever todos as pacientes obstétricas internada na UTI durante um período de 8 anos para determinar as causas e os resultados dessas internações, freqüência e causas da mortalidade materna.O método usado foi o estudo retrospectivo baseado em todas as pacientes obstétricas admitidas na UTI no Hôtel-Dieu Hospital de França de (Janeiro 1998 a Dezembro de 2005). Os dados coletados incluem a idade materna, a idade gestacional, paridade, história médica e obstétrica passada, o fornecimento de dados, indicação de UTI transferência, complicações, tempo de UTI e óbito durante a internação. Intervenções específicas foram registradas. Teve como resultados no total de 15 pacientes admitida durante os 8 anos. A freqüência de internações foi de 0,24% dos partos e pacientes obstétricas representaram 0,43% das internações na UTI. A duração média de permanência na UTI foi de 7 + - 5 dias. As indicações para internações foram Pré-Eclâmpsia (DHEG) (26,7%), Encefalopatia e Sepse (26,7%), Hemorragia obstétrica (20%), Hemorragia Cerebral (6,65%), Embolia de Líquido Amniótico (13,3%) e Problemas Médicos pré-existente (6,65%). Quatorze pacientes (93%) tiveram Monitorização Invasiva e 9 pacientes (60%) requerido Ventilação.Cinco mortes, que representam 33,3% das admissões em UTI Obstétrica. COMO CONCLUSÃO OBSERVOU-SE A NECESSIDADE DA MELHORA NA QUALIDADE DOS CUIDADOS PRÉ-NATAL DIMINUINDO O ESTADO CRITICO QUE LEVAM A GESTANTE A UTI EVITANDO A MORTALIDADE E MORBIDADE MATERNA.

6-Em Dublin- de (Janeiro 2004 a Dezembro de 2005), em Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol, sobre a Morbidade Materna Grave nas três maternidades de Dublin teve como objetivo avaliar a prevalência e as causas de morbidade materna grave durante um período de dois anos, o estudo foi coorte prospectivo de (janeiro de 2004 a dezembro de 2005), realizado em três grandes maternidades, observaram uma população de 1,5 milhões de pessoas. Todas são Centros de Referência Terciário para Obstetrícia e Neonatologia e tiveram uma taxa de internação anual combinada de cerca de 23.000 pacientes, foi usado como base um sistema de classificação. Os resultados identificados foram: 158 mulheres que preencheram a definição de morbidade materna grave, dando uma taxa de 3,2 por 1.000 maternidades. Houve duas mortes maternas durante o período que dá a razão de mortalidade e morbidade 1:79. A causa mais comum da morbidade grave foi vascular entre elas às Hemorragias Obstétricas. a Eclâmpsia (DHEG) compõem 15,4% dos casos. Cuidados intensivos e admissão de cuidados coronários ocorreram em 12% dos casos. COMO CONCLUSÃO A PREVALÊNCIA DE MORBIDADE MATERNA GRAVE NESTA POPULAÇÃO É DE 3.2/1000 MATERNIDADES, EM QUE A HEMORRAGIA OBSTÉTRICA FOI A PRINCIPAL CAUSA DE MORBIDADE MATERNA GRAVE.

7- No Estado do Rio de Janeiro no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, de (Setembro de 2008 a Dezembro 2009). Foi observada a Morbidade Obstétrica Grave Aguda (near-miss): Uma análise da utilização relativa de seus indicadores de diagnóstico, e o objetivo foram analisar os indicadores mais comumente empregados de diagnóstico de grave morbidade materna obstétrica (near-miss), o método utilizado foi à revisão da literatura de (Janeiro de 1989 a Agosto de 2008), observou-se como resultados: Cinqüenta manuscritos conheceram a elegibilidade dos critérios e 96 indicadores foram utilizados pelo menos uma vez. Admissão em unidade de tratamento (28 estudos) e o indicador mais utilizado foi a ECLÂMPSIA E HEMORRAGIA (27), Transfusão de sangue (26) e Emergentes Histerectomia (24). COMO CONCLUSÃO FOI LEVADA EM CONTA, UMA VERSÃO DE AVALIAÇÃO DO INSTRUMENTO ITEM PARA O DIAGNÓSTICO DE OBSTÉTRICA NEAR-MISS. Incluem os indicadores de Eclâmpsia, Hipertensão Arterial Severa, Edema, Parada Cardíaca, Hemorragia Obstétrica, Ruptura Uterina, a Admissão à Unidade de Cuidados Intensivos, Histerectomia Emergentes, Transfusão de Sangue, Acidentes Anestésicos, Uréia> 15 mmol / L ou Creatinina> 400 mmol /L, Oligúria (<400 ml/24 h) e Coma. Outros estudos devem centrar-se nas definições consensuais para estes indicadores e avaliar a propriedades psicométricas desta versão de avaliação.

8-Em Recife, PE- Instituto Materno-Infantil Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife, PE. Rev Assoc Med Bras- (Maio-Junho de 2008). Morbidade materna grave em UTI obstétrica no Recife, Nordeste do Brasil, tem como objetivos: Avaliar pacientes internados e mortalidade materna, critérios para uma UTI obstétrica. O método usado foi uma análise secundária de um estudo realizado em uma UTI Obstétrica do IMIP (Recife, Pernambuco), a partir de (Fevereiro de 2003 a Fevereiro de 2007), das quais 291 pacientes com critérios near miss maternal ou grave morbidade foram selecionados. Dados relativos à causa da internação, tempo de internação relacionadas ao parto, idade, paridade, educação, assistência pré-natal, clínica associada condições, a idade gestacional na admissão, parto, diagnóstico, complicações e procedimentos, bem como tempo de permanência na UTI foram coletados. Tiveram como resultados mais comuns de admissão foram: Síndromes Hipertensivas (DHEG) (78,4%), Hemorragia (25,4%) e Infecção (16,5%). A grande maioria dos pacientes foi admitida (80,4%) e transferidos de outras unidades. A idade variou de 12 a 44 anos, mediana de paridade foi 1 e pré-natal foi ausente em 9,9% dos casos. A cesárea foi a via de parto em 68,4%. As Condições Médicas foram presente em 18,7% dos pacientes, 37% dos procedimentos exigia Transfusões de Sangue, 10,8% Drogas Vasoativas, 9,1% Ventilação Mecânica e 13,4% de uma Linha Central. Eclampsia estava presente em 38,8% dos pacientes, Choque Hemorrágico em 27,1%, Insuficiência Renal em 11,7%, Edema Pulmonar em 9,1%, Insuficiência Respiratória em 6,5%. Como Conclusão foi observada que paciente classificado como near miss (mortalidade materna) constituem um grupo importante nas admissões em UTI Obstétrica. Melhores informações sobre esses pacientes são fundamentais para melhorar os cuidados e prevenção da mortalidade materna.

9) Em Oslo, Noruega,em Setembro de 2008. Divisão de Obstetrícia e Ginecologia, Rikshospitalet, Faculdade de Medicina, Universidade de Oslo. Tem como objetivo avaliar Prevalência, Causas e Fatores de Risco de Hemorragia Obstétrica Grave. e HEMORRAGIA MATERNA AGUDA GRAVE,tendo como base o estudo do registro da população. Todas as mulheres que deram à luz com o total de 307.415, entre (01 de Janeiro de 1999 a 30 Abril 2004) registradas no Registro de Nascimento de Medicina da Noruega. As Informações sobre Fatores de Risco Sócio-econômico foi obtido a partir de Estatísticas da Noruega.O método usado foi a Tabulação Cruzada para estudo de prevalência, causas e complicações obstétricas de hemorragia grave aguda materna +Associações com fatores de risco demográficos, médicos e obstétricos usando vários modelos de regressão logística em obstetrícia grave .A medida principal foi observar a severa hemorragia obstétrica com (perda de sangue de> 1.500 ml ou transfusão de sangue).Como resultado observou-se Severa Hemorragia Obstétrica identificado em 3.501 das mulheres (1,1%) onde Atonia Uterina provocada por Retenção de Placenta 30,18% e Trauma em 13,9% das mulheres, respectivamente. Os fatores demográficos de idade materna foi > ou = 30 anos e no Sudeste Asiático etnicidade foram significativamente associados com um risco aumentado de Hemorragia, sendo o Risco Menor em mulheres de etnia do Oriente Médio. Duas a três vezes maiores para Parto Cesariana de Emergência e Eletivas do que para o Parto Vaginal, respectivamente, e substancialmente mais elevados para Gravidez Múltipla, Doença de Von Willebrand e Anemia (hemoglobina <9 g / dl) durante a Gravidez. Internações em unidade de Terapia Intensiva, Sepse pós-parto, Histerectomia, Insuficiência Renal Aguda e Morte Materna foram significativamente mais comuns entre as mulheres com Hemorragia Severa.

10- Em Oslo uma Divisão de Obstetrícia e Ginecologia, Rikshospitalet, Faculdade de Medicina, Universidade de Oslo. Objetivo foi Perfil das Admissões em uma Unidade de Terapia Intensiva Obstétrica. Estima-se que 0,1 % a 0,9% das gestantes desenvolvem complicações, requerendo o internamento em Unidade de Terapia Intensiva, sendo As Principais Indicações: Hipertensão, Hemorragia, Insuficiência Respiratória e Sepse. Destaca-se, igualmente, que o prognóstico dessas pacientes em geral é bom, requerendo geralmente intervenção mínima, com baixas taxas de mortalidade, em geral inferior a 3%. Por outro lado, complicações exclusivas da gravidez podem não ser familiares aos clínicos, como a pré-eclâmpsia/eclâmpsia e a embolia do líquido amniótico.

11-Em Providence, EUA no Department of Medicine, Pulmonary and Critical Care, Women & Infants Hospital, Warren Alpert Medical School da Brown University, Providence, EUA. Observou que doenças obstétricas são responsáveis por 55% a 80% das admissões para os cuidados intensivos na unidade na população obstétrica. O aumento da mortalidade materna relacionado às condições médicas pode ser explicado por vários fatores: cuidados médicos não melhorados, mulheres com doenças crônicas atingindo idade fértil, idade no momento da primeira gravidez, a melhoria das tecnologias reprodutivas e médicas, graves condições exacerbadas pelas mudanças fisiológicas da gravidez. As Condições médicas são a principal causa de mortalidade materna, em parte devido à falta de melhoria significativa na cirurgia e assistência obstétrica no mundo desenvolvido.

12-Em Berlim, Alemanha pelo Departamento de Pharmacolcgy e Toxicologia, Charité, Hessische Str. 3-4 10115 Berlim, Alemanha. Em 14 de maio 2009, sobre o Impacto do índice de massa corporal materna no resultado neonatal, foi observado que o Índice de Massa Corporal Materna tem um impacto sobre a mãe e feto com resultado na gravidez. Um aumento do IMC materna é conhecido por estar associado à admissão do recém-nascido em unidade de terapia neonatal. Os motivos e o impacto da presente admissão no resultado fetal são desconhecidos até o momento. O objetivo do nosso estudo foi investigar o impacto do IMC materna e fetal resultado da gravidez, com especial incidência sobre as crianças internadas em cuidados neonatais unidade. O método utilizado foi uma coorte de 2.049 mães não-diabéticas que deram à luz no Charite Hospital Universitário, foi estudada prospectivamente. O impacto do IMC materno em parâmetros de resultados maternos e fetais foi testado por regressão multivariada análise. Resultado das crianças internadas em uma enfermaria neonatal (505) foi analisado o aumento do IMC materno e foi associado com um risco aumentado para complicações da HIPERTENSÃO, EDEMA PERIFÉRICO, CESARIANA, MACROSSOMIA FETAL e admissão do recém-nascido em unidade de terapia neonatal, ao passo que diminuição do IMC foi associada com prematuridade e baixo peso ao nascer. No berçário filhos de mães obesas são caracterizados por Hipoglicemia. Eles precisam de menos oxigênio, e apresentam uma curta estada no berçário, em comparação com crianças de mães com peso normal, enquanto que filhos de mães com baixo peso são caracterizados pela redução do pH do sangue do cordão umbilical e aumento da incidência de morte correspondente ao aumento da prevalência de parto prematuro.Como Conclusão foi observado que Gravidez com pior resultado nos Bebês de Mães com Baixo Índice de Massa Corporal, em comparação com Mães Saudáveis de Peso Normal, Aumento da Incidência de Parto Prematuro e Menor Peso ao Nascer com Maior Mortalidade Neonatal no Berçário. e que o Aumento do risco de internação neonatal em crianças obesas com Mães de maior IMC não indica necessariamente comprometimento fetal grave.

4-DISCUSSÃO: (ELIENE RAMALHO DE FARIAS)

Após avaliação dos trabalhos desses países selecionados concluímos que as causas mais frequentes que levam gestantes a UTI foram a HEMORRAGIA PÓS PARTO em países desenvolvidos, seguida de DHEG +HIPERTENSÃO em países em desenvolvimento, e isto nos alerta para se ter mais pesquisas no sentido de criar meios para minimizar as causas e selecionar um ambiente em que favoreça critérios de prevenção, como uma melhor assistência pré-natal detectando os riscos e fazendo a prevenção e tratamento especializado favorecendo seu acesso a unidade de tratamento intensivo com tempo hábil, evitando morbidade e mortalidade, seguido de um acompanhamento psicossocial pós-parto eficaz. Há ainda muito a aprender em relação aos cuidados intensivos que norteiam as pacientes no ciclo grávido-puerperal, mas as gritantes disparidades entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento apontam meios para a possibilidade de redução de mortalidade materna. A HIPERTENSÃO (DHEG) ASSOCIADA À GESTAÇÃO FOI A MAIOR CAUSA DE INTERNAMENTO NA UTI OBSTÉTRICA NO BRASIL. O parto prematuro foi bastante freqüente nos estudos 55% dos casos, podendo ser explicado pelo fato de muitas pacientes terem sido submetidas à interrupção da gestação por morbidades próprias da gravidez, como a pré-eclâmpsia, que pode ocorrer em idade gestacional precoce, ou por descompensação de doenças clínicas pré-existentes. O tipo de parto mais freqüente foi a CESARIANA, realizada em cerca de dois terços, fato que é justificado em parte pela gravidade das complicações, impondo, em geral, o término da gestação em fase precoce, com condições cervicais desfavoráveis e/ou comprometimento do bem-estar fetal. A despeito dessas causas estão associadas à falta de um pré-natal de qualidade no que se refere à prevenção das Causas Socioeconômicas e Políticas Públicas havendo uma elevada freqüência de admissões em UTI. Essas admissões poderiam ser interrompidas em vários pontos através da adoção de medidas preventivas em diversos níveis Primário, Secundário e Terciário. Em nosso Estado essas medidas preventivas estão ainda falhas havendo necessidade da instalação de Unidade de Terapia Intensiva Obstétrica, no sentido de salvar Vidas Maternas e Fetais.




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