Módulo 10 regeneraçÃO



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MÓDULO 10 - REGENERAÇÃO
Segundo BARNES, FOX e RUPPERT (2005), os asteróideos exibem poderes de regeneração consideráveis. Qualquer parte do braço pode ser regenerada e as partes destruídas do disco central são substituídas. Os estudos na Asterias vulgaris demonstram que, se houver pelo menos um quinto do disco central preso a um braço toda a estrela do mar regenerar-ser-á. Se à parte do disco contiver o madreporito até menos é exigido do disco.

Conforme HICKMAN, ROBERTS e LARSON (2003), os braços da estrela do mar podem regenerar prontamente, mesmo que todos tenham sido perdidos. As estrelas do mar são capazes de autotomizar, podendo descartar um braço danificado próximo à base. A regeneração de um novo braço pode demorar vários meses. Ainda, de acordo com estes autores, algumas espécies podem regenerar uma estrela completamente nova a partir de um braço destacado que contenha uma parte do disco central (cerca de um quinto). Antigamente, os pescadores costumavam livrar-se das estrelas do mar, que coletavam em suas áreas de cultivo de ostras, cortando-as ao meio com uma machadinha – uma atividade mais do que inútil. Em condições normais, algumas estrelas do mar reproduzem-se assexuadamente pela clivagem do disco central e cada parte regenera o resto do disco e os braços que faltam.




FIGURA – 43. Regeneração de uma estrela do mar.

Fonte: http://www.prof2000.pt/users/esf_cn/Estrelamar.htm

Os ofiuróideos desprendem ou autotomizam um ou mais braços se perturbados ou capturados por um pescador. Um rompimento pode ocorrer em qualquer ponto além do disco: a posição perdida é então regenerada. Existem alguns ofiuróideos, notavelmente as espécies de seis braços, nas quais a reprodução assexuada ocorre por divisão do disco em dois pedaços, cada qual com três braços (BARNES, FOX e RUPPERT, 2005).

Nos holoturóideos a expulsão dos túbulos pegajosos a partir da região anal encontra-se geralmente associada aos pepinos do mar, mas esse fenômeno defensivo geralmente se limita a algumas espécies dos gêneros Holothuria e Actinopyga. Alguns desses pepinos do mar possuem uma grande massa de túbulos cegos brancos, rosados ou vermelhos (túbulos de Cuvier) presos na base de uma ou ambas as árvores respiratórias ou ao tronco comum das duas árvores. Quando esses animais são irritados ou atacados por algum predador, o ânus orienta-se em direção ao intruso, a parede corporal contrai-se e através da ruptura da cloaca os túbulos são disparados pelo ânus (BARNES, FOX e RUPPERT, 2005).

Segundo estes autores, os túbulos de Cuvier de algumas espécies não são adesivos, mas liberam uma substância tóxica (a holoturina – uma saponina). A holoturina também é encontrada na parede corporal de algumas espécies. Os ilhéus do Pacífico Sul usam há muito tempo os corpos macerados de determinados pepinos do mar para capturar os peixes em poços de maré. Durante o processo de expulsão, cada túbulo se alonga bastante através da água forçada para o interior de sua luz e, por sua vez, os túbulos se soltam de sua ligação com a árvore respiratória.

Na Holothuria os túbulos destacados são pegajosos e envolvem o intruso em uma malha de cordões adesivos. Pequenos caranguejos ou lagostas podem ficar completamente indefesos e ser deixados à morte lenta, enquanto o pepino do mar afasta-se rastejando. Após a descarga, os túbulos de Cuvier são regenerados.





FIGURA – 44. Espécime de Holuthuria liberando os túbulos de Cuvier.

Fonte: BARNES, FOX e RUPPERT (2005).
Conforme BARNES, FOX e RUPPERT (2005), um fenômeno mais comum (chamado de evisceração) que ocorre em muitos holoturóideos é algumas vezes confundido com a descarga dos túbulos de Cuvier. Dependendo da espécie a extremidade anterior ou posterior rompe-se expelindo partes do intestino e dos órgãos associados. Foram descritos espécies ou indivíduos eviscerados no processos de regeneração a partir de habitats naturais durante determinados períodos do ano, sendo um fenômeno sazonal normal em algumas espécies. Talvez este fenômeno se inicia em um período de inatividade, quando o suprimento alimentar está baixo ou então faz parte da eliminação dos resíduos armazenados nos tecidos internos. Após a evisceração segue-se a regeneração das partes.

Os crinóideos possuem poderes de regeneração consideráveis e, neste aspecto, são semelhantes aos asteróideos e aos ofiuróideos. Em parte ou no todo, um braço pode ser descartado se forem capturados ou sujeitos a condições ambientais desfavoráveis. O barco perdido então regenera. A massa visceral dentro do cálice pode ser regenerada dentro de várias semanas: tal regeneração pode ser importante à sobrevivência dos peixes predadores (BARNES, FOX e RUPPERT, 2005).


CONSIDERAÇÕES FINAIS
A presença de um celoma de origem enterocélica e da origem do ânus a partir blastóporo mostra que os equinodermes, junto com os Cordados e os Hemicordados, tiveram um ancestral comum. No entanto, sua história evolutiva levou os equinodermos a um ponto no qual eles se diferenciam muito de qualquer grupo de animal.
13. Referências Bibliográficas
BARNES, R.D; RUPPERT, E; FOX, R.S. Zoologia dos invertebrados. São Paulo; editora Roca, 2005.
BARNES, R.S.K; CALOW, P; OLIVE, P.J.W. Os Invertebrados: Uma nova síntese. São Paulo: Atheneu, 1995.
HICKMAN, C.J.; ROBERTS, L.S; LARSON, A. Princípios Integrados de Zoologia. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, 2003.
STORER, T.I; USINGER, L.R.; STEBBINS, R.C.; NYBAKKEN, W.J. Zoologia geral. São Paulo; Companhia editora nacional, 1998.




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