Materiais e métodos



Baixar 36.88 Kb.
Encontro07.12.2017
Tamanho36.88 Kb.

AVALIAÇÃO DE DIFERENTES TRATAMENTOS NA QUEBRA DE DORMÊNCIA DE MARACUJÁ-DOCE (Passiflora alata) IN VITRO.
Tiago Celso Baldissera (Outros), Liziane Kadine Antunes de Moraes. (Orientadora Dep. Agronomia/Unicentro).

Resumo


O estabelecimento in vitro de plantas de Passiflora spp. apresenta uma grande importância, tanto para a obtenção de plantas assépticas, como para a manutenção de bancos de germoplasma. Contudo existe uma grande dificuldade com a germinação das sementes das varias espécies de maracujazeiro. Assim este trabalho verificou a germinação de sementes de maracujá-doce (Passiflora alata), utilizando vários tratamentos distintos, juntamente com seu estabelecimento in vitro.
Palavras chave: Passiflora alata, Germinação, estabelecimento in vitro.

Introdução


A obtenção de um protocolo para o estabelecimento in vitro de plantas provenientes de sementes de Passiflora spp. é muito importante para se obterem plantas assépticas, além de proporcionarem oportunidade de manutenção de bancos de germoplasma in vitro (Passos et al., 2004).

A dificuldade na quebra de dormência é um dos fatores que mais atrapalham, tanto para o estabelecimento in vitro, quando para a utilização ex vitro. Segundo Alexandre et al. (2004) nos trabalhos de melhoramento e em outras pesquisas, tem sido por vezes constatado que as sementes de algumas plantas de não germinam bem ou o fazem de modo mais lento.

No que diz respeito à propagação do maracujá-doce (Passiflora alata Dryander), os estudos são escassos, sendo comum o relato do baixo percentual de germinação de suas sementes por parte de produtores, viveiristas e pesquisadores. (Osipi & Nakagawa, 2005).

O objetivo deste trabalho foi verificar a germinação de sementes de maracujá-doce (Passiflora alata), juntamente com um estabelecimento de um protocolo para introdução in vitro.


Materiais e métodos

O trabalho foi desenvolvido com sementes de maracujá-doce (Passiflora alata), obtidas de frutos adquiridos no comercio local, em Guarapuava – PR.

1º experimento:

Foram testados cinco tratamentos, sendo o tratamento I a testemunha; tratamento II as sementes foram quebradas ao meio e usadas apenas as partes que continham o embrião, tratamento III as sementes foram submetidas à água quente por dois minutos, tratamento IV as sementes foram escarificadas, e tratamento V onde as sementes foram submetidas a ácido clorídrico 25% por 30 segundos. Para todos os tratamentos foram utilizados frascos contendo 5 sementes, com 6 repetições, totalizando 30 sementes por tratamento. As assepsias utilizadas foram de 5 min. em álcool 70% e 20 min. em hipoclorito de sódio 20% nos tratamentos I, III, IV e V. E de 2,5 min. em álcool 70% e 15 min em hipoclorito de sódio 20% no tratamento II.

2º experimento:

Foram testados 4 tratamentos iguais ao do 1º experimento, deixando-se de utilizar apenas o aquele com água quente, sendo assim os tratamentos foram: I a testemunha; II as sementes foram quebradas;. III foram tratadas com ácido clorídrico a 25% e no IV as sementes foram escarificadas. Já as assepsias utilizadas foram diferentes, da seguinte forma: Trat. I – 10 min. em álcool 70% e 30 min. em hipoclorito de sódio 20%; Trat. II – 5 min. em álcool 70% e 20 min. em hipoclorito de sódio 20%; Trat. III – 10 min. em álcool 70% e 30 min. em hipoclorito de sódio 20%; Trat. IV – 5 min. em álcool 70% e 20 min. em hipoclorito de sódio 20%. As sementes foram colocadas em tubos de ensaio, com uma semente por tubo, totalizando 15 repetições por tratamento.

Quanto ao processo de assepsia utilizado, foi retirada a mucilagem de todas as sementes e feita a lavagem com detergente e água destilada e então mergulhadas no álcool e no hipoclorito de sódio.

O meio utilizado para a germinação das sementes foi MS, com adição de carvão ativo. As avaliações de germinação foram feitas aos 28, 35 e 42 dias após a introdução no meio de cultura.


Resultados e discussões

Em relação às assepsias utilizadas, no primeiro experimento ocorreu uma grande contaminação por fungos e bactérias, já no segundo experimento, o nível de contaminação foi baixo, provavelmente devido ao maior tempo em que as sementes permaneceram mergulhadas em álcool 70% e hipoclorito de sódio 20%. Também a utilização de tubos de ensaio com apenas uma semente é mais eficiente, pois se a mesma estiver contaminada não existe a transmissão para outras, como acontece nos frascos, reduzindo-se assim a quantidade de repetições perdidas. O numero de frascos e tubos contaminados encontram-se na tabela abaixo.




Experimento

2º Experimento

Tratamentos

Bactéria

Fungo

Tratamentos

Bactéria

Fungo

I

6

6

I

-

-

II

6

6

II

1

1

III

3

3

III

-

1

IV

4

4

IV

1

1

V




1










Referente ao número de frascos e de tubos contaminados.
Em relação à germinação das sementes, apenas aquelas que foram quebradas germinaram, tanto no primeiro como no segundo experimento. Os resultados obtidos foram os seguintes:


1º Experimento

2º Experimento

Tratamento

% germinação

Tratamento

% germinação

I

0

I

0

II

33

II

53,33

III

0

III

0

IV

0

IV

0

V

0






A baixa taxa de germinação e também a nula germinação apresentada pelas sementes de maracujá, pode ser devido a presença do arilo, e também a possibilidade da presença de dormência, já relatado por muitos pesquisadores, onde alguns não conseguiram um estabelecimento in vitro, como por exemplo Hall et al. (2000) que não obtiveram sucesso com germinação de sementes do híbrido australiano (Passiflora edulis x Passiflora edulis var. flavicarpa), assim como Melo et al. (1998) trabalhando com Passiflora alata ex vitro.

Em relação ao arilo, são muitos os trabalhos em que evidenciam uma melhor porcentagem e velocidade de germinação de sementes em que foi retirado o arilo, tanto in vitro como ex vitro. (Ferreira et al., 2005; Rossetto et al., 2000; Passos et al., 2004). A quebra da semente ao meio pode ter reduzido o efeito do arilo, possibilitando assim alguma germinação.

A temperatura é outro fator que pode influenciar na geminação das sementes, segundo Osipi & Nakagawa (2005), uma temperatura alternada de 20-30 ºC possibilitou uma maior germinação de sementes de maracujá-doce, por ter favorecido a superação da dormência. Fator este que pode ter contribuído negativamente, pois foi utilizada uma temperatura constante de 23ºC, dado a razões de instalação.




Conclusão


A quebra das sementes ao meio favoreceu a germinação por ter reduzido o efeito do arilo, sendo assim o único tratamento que apresentou germinação.

O aumento dos tempos de assepsia do experimento dois mostrou-se efetivo para o estabelecimento in vitro de Passiflora alata.


Referências


ALEXANDRE, R.S.; JÚNIOR, A.W.; NEGREIROS, J.R.S.; PARIZZOTTO,A.; BRUCKNER, C.H. Germinação de sementes de genótipos de maracujazeiro. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.39, n.12, p.1239-1245, dez. 2004.
FERREIRA, G.; OLIVEIRA, A.; RODRIGUES, J.D.; DIAS, G.B.; DETONI, A.M.; TESSER, S.M.; ANTUNES, A.M. Efeito de arilo na germinação de sementes de Passiflora alata curtis em diferentes substratos e submetidas a tratamentos com giberelina. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 27, n. 2, p. 277-280, Agosto 2005.
HALL, R. M.; DREW, R. A.; HIGGINS, C. M.; DIETZGEN, R. G. Efficient organanogenesis of an Australian passionfruit hybrid (Passiflora edulis x Passiflora edulis var. flavicarpa) suitable for gene delivery. Australian Journal of Botany, v. 48, p. 673-680, 2000.
MELO, A.L.; PENÁRIO, R.; SADER, R.; OLIVEIRA, J.C. Comportamento germinativo de espécies de maracujá. Jaboticabal:Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, 1998. 8p.
OSIPI, E.A.F.; NAKAGAWA, J. Avaliação da potencialidade fisiológica de sementes de maracujá-doce (Passiflora alata Dryander) submetidas ao armazenamento. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 27, n. 1, p. 52-54, Abril 2005.
PASSOS, I.R.S.; MATOS, G.V.C.; MELETTI, L.M.M.; SCOTT, M.D.S.; BERNACCI, L.C.; VIEIRA, M.A.R. Utilização do ácido giberélico para a quebra de dormência de sementes de Passiflora nitida kunth germinadas in vitro. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, v. 26, n. 2, p. 380-381, Agosto 2004.
ROSSETTO, C.A.V.; CONEGLIAN, R.C.C.; NAKAGAWA, J.; SHIMIZU, M.K.; MARIN, V.A. Germinação de sementes de maracujá-doce (Passiflora alata Dryand) em função de tratamento pré-germinativo. Revista Brasileira de Sementes, vol. 22, nº 1, p.247-252, 2000.
: pesquisa -> anais -> seminario -> pesquisa2008 -> pdf
pdf -> Comparação entre o método de Levi Ben Gershon e o método Babilô
pdf -> Análise comparativa do nível de conhecimento sobre envelhecimento de alunos de cursos de graduação da área da saúde
pdf -> Análise sensorial de doce de leite de soja entre universitários de guarapuava-pr
pdf -> AlimentaçÃo e ditadura da magreza: uma abordagem antropológica da contemporaneidade
pdf -> AlteraçÕes hemodinâmicas em pacientes adultos hospitalizados submetidos a aspiraçÃo traqueal
pdf -> Título do resumo expandido
pdf -> Estudo da variabilidade físico-química de vegetais submetidos à desidratação por secagem e por osmose
pdf -> Título do resumo
pdf -> “Com efeito, a própria experiência é uma forma de conheciment
pdf -> Goodwill: um comparativo entre as normas vigentes e seu reflexo nas demonstraçÕes contábeis do banco itaú S




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal