Masarykova Univerzita



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CONCLUSÃO

Ao longo deste trabalho foi descrita a sociedade lisboeta dos finais do século XIX, a população, as camadas sociais, os seus problemas e hábitos. O objectivo foi comparar essa sociedade com aquela vista pelos olhos de Eça de Queiroz e encontrar entre as duas sociedades as semelhanças, os pontos os que se contradizem, os pontos não mencionados, ou pouco descrito, na obra O Primo Basílio. Foram abordados vários temas dos quais vão tentar encontrar-se as respostas para a questão: „É a sociedade lisboeta do século XIX igual àquela que é apresentada na obra O Primo Basílio?“


Primeiro tema comparado foi a estrutura da sociedade que foi dividida em aristocracia, burguesia e povo. No livro é de grande parte descrito o grupo da burguesia, que nos oferece um olhar mais pormenorizado comparando com os outros grupos de que Eça quase nem fala. Em relação à estrutura familiar descobriu-se que mais que metade da população eram agregados familiares simples, por isso a maioria das pessoas lisboetas eram casais sem filhos. No livro pertence a este grupo Jorge junto com a Luísa e Leopoldina com o seu marido, de resto são personagens solitárias. O facto de haver poucas crianças em Lisboa oitocentista reflecte-se também no livro, onde não está presente nem uma criança. Pode constatar-se que a estrutura familiar descrita no livro corresponde à situação da realidade portuguesa, pois coincide a ela em todos os pontos.
No fim do século XIX foram abolidas todas as leis que fundamentavam desigualdade, mas a cidade continua a ser dominada pela elite masculina, porque as mulheres ainda ficaram afastadas do poder e da cultura. Eça conseguiu transmitir este facto à sua obra, onde eram só os homens ligados às artes, cultura e à vida política, entretanto as mulheres ficaram em casa e não tinham essa oportunidade de ligar-se a este mundo. O livro O Primo Basílio é o meio de grande crítíca às mulheres oitocentistas e reflecte a realidade que para elas não era nada fácil. Os temas como educação, adultério e o papel da mulher na sociedade eram abordados ao longo das páginas do livro duma forma muito parecida à realidade.
O tema de trabalho é no livro apresentado também muito semelhante à realidade, mas pode constatar-se que no livro existe alguma falta de informações. Contexto socioeconómico do sistema familiar indica, que quase todos os habitantes de Lisboa que tinham trabalho, eram trabalhadores por conta de outrem. Esta pesquisa está de acordo com a situação na obra, pois todas as personagens trabalhadoras pertenceram a este grande grupo. Nem um deles teve emprego na área de agricultura, que na cidade de Lisboa era uma excepção. Só um por cento dos trabalhadores era agricultores. Em relação ao trabalho das mulheres, não há grandes referências no livro, à excepção das criadas que eram únicas trabalhadoras. Na realidade, existiam vários tipos de empregos que as mulheres exerceram, inclusive empregos que assumiram o estatuto de trabalho feminino.
Estudando de perto o tema de casamento descobre-se que na altura era o objectivo de quase todas as raparigas. A idade média de acesso ao matrimónio era 27 anos para as mulheres e aproximadamente 31 para os homens, que significa que a Luísa e o Jorge também entraram ao matrimónio mais cedo do habitual da época. Entretanto o celibato definitivo, que equivale à percentagem da geração ainda solteira aos 50 anos, conta com a média de 25 por cento. Na história eram mais que 25 por cento das personagens solteiras, como Conselheiro Acácio, Dona Felicidade ou Sebastião entre os outros, mas pela falta de informações sobre a idade delas, não podemos concluir este ponto e confirmar a exactidão das datas relativamente ao celibato.
Solidariedade é um tema completamente esquecido no livro. Não se fala dele nem em relação à burguesia, nem à aristocracia. Segundo os livros históricos, a solidariedade era um acto comum da parte da burguesia e aristocracia, porque com as contribuições conseguiam demonstrar a sua riqueza. Religiosidade já pertence entre os temas mais falados no livro, onde se consegue ver da parte das personagens diferentes relações à Igreja. No livro está principalmente criticada falsa religiosidade das personagens principais e pouca devoção. A maioria das personagens não é minimamente ligada à Igreja. Pela presença dos objectos religiosos, idas à igreja e pelos sítios em casas dedicados especialmente à devoção dos portugueses, pressupõe-se que geralmente o povo português tinha grande ligação à Igreja. É provável que na capital não é esta ligação tão forte como nos outros lugares, mas apesar disso pode constatar-se que a grande parte dos lisboetas eram religiosos. É possível que no livro é com o objectivo de acentuar a crítica da parte do autor este tema da religião visto como algo estranho para a burguesia lisboeta. É visto como algo a que se dá importância só quando se precisa e necessita algo. Comparando a religiosidade apresentada no livro com a realidade, de que se chega a saber através dos livros históricos, pode concluir-se que na realidade as pessoas eram mais devotas do que na obra O Primo Basílio.
Grande divergência entre realidade e livro encontra-se em relação ao analfabetismo. Quase 90 por cento das mulheres e a grande parte dos homens do século XIX eram analfabetas, não sabiam ler nem escrever. No livro não se nota este grave problema da sociedade lisboeta oitocentista, nem está minimamente delineado. No livro todas as personagens sabem ler e escrever, inclusivamente as criadas.
O termo brasileiro também faz parte da obra queirosiana e é apresentada através da personagem do Basílio. Este apesar de parecer um snob, é bem considerado na sociedade e visto como um homem viajador, cheio de experiências, boas maneiras e dinheiro. Na realidade eram as pessoas que voltaram do Brasil aonde foram ganhar dinheiro, vistas com certa superioridade de visão. O dinheiro rapidamente ganho não as automaticamente incluiu às camadas mais altas, porque não bastava possuir dinheiro, era preciso viver, agir como um burguês para o ser.
Relativamente aos hábitos, este estudo confirma que o Passeio Público pertenceu entre os sítios de grande frequência dos burgueses, como das outras classes. Durante o tempo livre, os lisboetas passavam algum tempo nos jardins, teatros, banhos ou simplesmente nas ruas. Para os burgueses era corrente ir às reuniões, entretanto as classes populares costumavam divertir-se nos bailes. Todos os hábitos que eram comuns no século XIX aparecem no livro, com excepção dos bailes e banhos a quais Eça não deu muita importância.
Um tema que está muito bem descrito na obra é a aparência a que se deu imensa importância. As senhoras como os homens eram demasiadamente apegos à moda e ao estilo. No século XIX foram publicadas várias revistas femininas, existiam novos métodos de higiene e os novos produtos. O Primo Basílio é bom meio para conhecer esta parte da vida dos lisboetas, pois apresenta este tema duma maneira bem pormenorizada.
Concluindo, o livro O Primo Basílio, representa um olhar único sobre a sociedade portuguesa do século XIX. Apesar de falta de alguns factos, problemas do tempo e hábitos anteriormente mencionados, reflecte a sociedade do seu tempo assim como era. Através dos olhos de um dos maiores escritores portugueses, os leitores têm oportunidade de conhecer a verdadeira Lisboa e a sua sociedade com as suas coisas boas e más.
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1 Queiroz, Eça de. Carta de Eça a Teófilo Braga de 12 de Marco de 1878, Lisboa: 1983

2 Recenseamento Geral da População de 15 de Dezembro de 1960. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística,

1960, p. 101



3 Ibid. p. 103

4 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003

p. 72


5 Veiga, Teresa Rodrigues. A População Portuguesa no Século XIX, Porto: Cepese e Edições Afrontamento Lda., 2004 p.66

6 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 88

7 Rowland, Robert. População, Família, Sociedade, Oeiras: Celta Editora, 1997, p.100


8 Rowland, Robert. População, Família, Sociedade, Oeiras: Celta Editora, 1997, p. 90

9 Ibid, p. 77

10 Ibid, p.64

11 Ibid, p.76

12 Ibid, p.105

13 Rowland, Robert. População, Família, Sociedade, Oeiras: Celta Editora, 1997, p.105

14 Ibid, p. 106

15 Carta de Eça de Queiroz para Fialho de Almeida, Bristol, 8 de Agosto de 1888.

16 Queiroz, Eca de. Carta de Eça a Teófilo Braga de 12 de Marco de 1878, Lisboa: 1983

17 Queiroz, Eça de. Correspondência , Lisboa: Ed. Lello, 1978

18 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 114

19 As referências aos convívios sociais da burguesia e comportamento deles encontra-se no livro Artes de amar da burguesia de Pais, José Machado. Artes de Amar da Burguesia, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 1986

20 Ibid, p. 24

21 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p.58

22 José Machado. Artes de Amar da Burguesia, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 1986, p.28

23 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 195

24 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 66

25 Ibid, p. 67

26 Pais, José Machado. Artes de Amar da Burguesia, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 1986, p. 56

27 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.230

28 Ibid, p.318

29 Ibid, p.312

30 Ibid, p.69

31 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.45

32 Ibid, p.318

33 Rowland, Robert. População, Família, Sociedade, Oeiras: Celta Editora, 1997, p. 112


34 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.22

35 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 65

36 Quadra recolhida por Arlindo de Sousa em Cancioneiro de Entre Douro e Mondego, Lisboa, s.d, p.87, e transcrita em Guilhermino César, O brasileiro na ficção Portuguesa, Lisboa, Parceria A.M.Pereira, 1969, p.21

37 Baptista Machado, Francisco Ferreira da Costa Guimarães. Commércio e Indústria, 1 volume, n 19, 1881, p.112

38 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p.194

39 Ibid, p. 195

40 Em Prefácio a Luís de Magalhaes, O Brasileiro Soares, Lisboa, Imprensa Nacional, 1980, p.16

41 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 196

42 Ibid, p. 197

43 Primo Basílio, pág. 340-341

44 Primo Basílio, pág. 42

45 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 103

46 Ibid, p. 41

47 Ibid, p.118

48 Ibid, p. 53

49 Ibid, p. 137

50 Ibid, p.8

51 Ibid, p. 45

52 Ibid, p. 45

53 Ibid,p. 47

54 Queiroz, Eça de. Uma Campanha Alegre, Volume II, Porto: Lello & Irmão Editores, 1933, p.112

55 Ibid ,p.112

56 Ibid, p.131

57 Mesquita , Luiz. A Mulher Através os Tempos, Porto : Magalhães & Moniz 1899, p. 33

58 Mulheres trabalhavam em vários sectores, mas existiam profissões que assumiram o estatuto de trabalho feminino como enfermagem, magistério primário, assistência social. Pelas suas condições biológicas e psicológicas dispunham de melhores qualidades para o exercício destas profissões que os homens. A partir dos fins do século XIX as mulheres começaram a trabalhar no sector dos serviços. As tradicionais profissões femininas no meio urbano eram por exemplo amas, criadas, lavadeiras, cozinheiras, costureiras ou leiteiras.

59 Machado, Júlio César, Uma Alma de Mulher de Guiomar Torresão de 1869, p. 74

60 Código Civil de 1867, Artigo 1186

61 Ibid, Artigos 1117 e 1189

62


63 Mesquita , Luiz. A Mulher Através os Tempos, Porto : Magalhães & Moniz 1899, p. 26

64 Oliveira, Maria Teresa Martins de. A Mulher e o Adultério, Coimbra: Livraria Minerva, 2000, p. 201

65 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.322

66 Ibid, p.322

67 Jesus, Maria Saraiva de. A Representação da Mulher na Narrativa Realista-Naturalista, Aveiro: Universidade de Aveiro, 1997, p. 150

68 Queiroz, Eça de. Uma Campanha Alegre, Volume II, Porto: Lello & Irmão Editores, 1933, p. 35-36

69 Oliveira, Maria Teresa Martins de. A Mulher e o Adultério, Coimbra: Livraria Minerva, 2000, p. 190

70 Queiroz, Eça de. Uma Campanha Alegre, Volume II, Porto: Lello & Irmão Editores, 1933, p. 107

71 Ibid p. 108

72 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.119

73 Oliveira, Maria Teresa Martins de. A Mulher e o Adultério, Coimbra: Livraria Minerva, 2000, p. 236

74 Queiroz, Eca de. Carta de Eça a Teófilo Braga de 12 de Marco de 1878, Lisboa: 1983

75 Schmidt, Simone Pereira. Floriánopolis: Teorias Feministas, In Fazendo Género 4, Caderno de Resumos 4, 2000, p. 74

76 Ortigão, Ramalho. Eça de Queiroz Visto pelos seus Contemporâneos, Porto: Lello & Irmão, 1945, p.91

77 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.29

78 Ibid, p. 149

79 Ibid, p.19

80 Ibid, p.25

81 Ibid, p. 25

82 Ibid, p. 136

83 Ibid, p.161

84 Ortigão, Ramalho. Eça de Queiroz Visto pelos seus Contemporâneos, Porto: Lello & Irmão, 1945, p. 54

85 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.56

86 Ortigão, Ramalho. Eça de Queiroz Visto pelos seus Contemporâneos, Porto: Lello & Irmão, 1945, p. 98

87 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998,p. 176

88 Ibid, p.130


89 Ibid, p. 177

90 http://users.prof2000.pt/ano/alvide/eca/personagens_ilustres.htm

91 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 130

92 Ibid, p. 142

93


94 Ibid, p. 81

95 Ibid, p. 113

96 Ibid, p. 113

97 Ibid, p. 180

98 Sérgio, António, Obras Completas- Ensaios, Vol. I, Lisboa: Sá da Costa, 1971, p.74

99 Berrini, Beatriz. Portugal de Eça de Queiroz, Lisboa: Imp.Nacional-Casa da Moeda, 1984, p. 92

100 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 23

101 Ibid, p.81

102 Ibid, p.81

103 Jarnaes, Johan. Uma Leitura Política de O Primo Basílio de Eca de Queiroz, Revista Colóquio Letras, Ensaio, n 40, 1977

104 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 260

105 Ibid, p.65

106 Showalter, Elaine. Anarquia Sexual: Sexo e Cultura no Fin de Siécle, Trad. Waldéa Barcelos, Rio de Janeiro: Rocco, 1993, p. 36

107 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.64

108 Ibid, p.77

109 Ibid, p. 32

110 Ibid, p. 37

111 Ibid, p. 312

112 Oliveira, Maria Teresa Martins de. A Mulher e o Adultério, Coimbra: Livraria Minerva, 2000, p. 235

113 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 43

114 Queiroz, Eça de. Correspondência, Lisboa: Ed. Lello, 1978, p. 42-43

115 Queiroz, Eça de. Uma Campanha Alegre, Volume II, Porto: Lello & Irmão Editores, 1933

116 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 56

117 Ibid, p. 61

118 Pais, José Machado. Artes de Amar da Burguesia, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 1986, p..47

119 Ortigão, Ramalho. As Farpas, Lisboa: Universal, 1871-1883, p. 9

120 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 63

121 Sousa Bastos. Lisboa Velha, Lisboa: Câmara Municipal, 1947, p.118

122 Dias, Carlos Malheiro. Cartas de Lisboa, Lisboa: A.M. Teixeira, 1905, p.70-71

123 Sousa Bastos. Lisboa Velha, Lisboa: Câmara Municipal, 1947, p. 223

124 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.41

125 Câncio, Francisco, Lisboa no Tempo do Passeio Público, Lisboa: Imprensa Barreiro, 1962, p. 397

126 Ibid, p. 395.

127 Colaço, Branca de Gonta e Archer, Maria. Memórias de Linha de Cascais, Lisboa, A.M. Pereira,1943, pa.19-20

128 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 89

129 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.67

130 Ibid, p.103

131 Ibid, p.69

132 Ibid,p. 71

133 Ibid, p.105

134 Ibid,p.104

135 Ibid, p.104

136 Ramalhete Amoroso, Porto Editora. Além dos gestos antes mencionados o Ramalhete Amoroso contém os gestos que não aparecem na obra O Primo Basílio (Atar uma fita ao cabelo - Por ora, não, Desatar uma fita do cabelo - Agora. Banha no cabelo - A minha criada é discreta, Desfazer a trança - Não vou, Fazer uma trança - Sempre vou. Levar a mo a orelha - Interrogação. Dar duas gargalhadas - Veio tarde, Espirrar - Enganei-me com o senhor, já não o quero, Lamber os beiços, Quero agradar-te. Beijar um lenço - Tem de vir logo. Assobiar - Não posso estar mais aqui, vou-me embora, Assoprar um ferro de engomar - Amanha nas compras, Fazer careta - Bem sei o que queres de mim. Arrebitar o nariz - Ralharam-me Apontar para a testa - És tolo. Benzer-se - Não posso comunicar, Bulir em alguma coisa - Urgência em falar-lhe. Meter a mão ao peito - Hoje. Erguer as mãos. Oxalá! Cruzar as mãos no peito - Sempre!Apontar para o Sol - Ao meio-dia; ao por do sol; ao nascer do sol. Gesticular - Não me entendeste. Acenar - Atenção. Um aceno - Uma hora. Dois acenos - Duas horas Continência a militar - Volto para cima. Dar uma palmada no ombro - Sou indiferente a tudo o que fizer. Fazer sinal de escrever - Carta. Dar com o pé no pé do outro - Ocasião e estou pronto/a, Calcar o pé - Fizeste asneira.)


137 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 123

138 Ibid, p.130

139 Ibid, p.131

140 Ibid, p.145

141 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p. 44

142 Ibid, p. 70

143 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 101

144 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.105

145 Ibid, p. 254

146 Vieira, Benedicta Maria Duque. Grupos Sociais e Estratificação Social em Portugal no século XIX, Lisboa: Centro de Estudos da História Contemporânea Portuguesa, ISCTE, 2003, p. 121

147 Ortigão, Ramalho. As Farpas, Lisboa: Universal, 1871-1883, tomo X, 1971

148 Archibald Moore, Arte de Conquistar as Mulheres, Lisboa: João Romano Torres, 196, p.. 117-119

149 Fialho, Almeida de. Os Gatos, Vol. II, Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1947, p.123

150 Queiroz, Eça de. O Primo Basílio, Lisboa: Resomnia Editores, 1998, p.89

151 Ibid, p.69

152 Ibid, p 70

153 Ibid, p. 91

154 Ibid, p. 315





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