Masarykova Univerzita



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Mulheres


27.1 (idade média de acesso ao matrimónio)

26.6 (celibato definitivo - % da geração ainda solteira aos 50 anos)


Homens


30.7 (idade média de acesso ao matrimónio)

24.0 (celibato definitivo - % da geração ainda solteira aos 50 anos)



EÇA DE QUEIROZ E A SOCIEDADE
Depois de ter lido o livro “Primo Basílio”, no qual baseei o meu trabalho, tentei também estudar as classes sociais e os tipos sociais lisboetas. A história deste livro passa-se apenas na capital portuguesa e está repleta de tipos sociais, caracteres e personagens distintas. Eça de Queiroz adorou preencher os seus livros de vários caracteres, usando todos os tipos sociais. Quis mostrar a verdadeira Lisboa do seu tempo, tal como a Eça via, tal como era. Recebeu muitas críticas que falaram sobre exagero em relação à descrição da vida lisboeta e sobre as fantasias, mas Eça tinha o seu ponto de vista sobre este tema e não se deixou influenciar, continuando com as suas descrições realistas. A uma das críticas de Fialho de Almeida respondeu dia 8 de Agosto de 1888 no jornal O Repórter:
Outra coisa bem singular é V. duvidar da exactidão de certos detalhes, traçados da sociedade, como “as senhoras falando de criadas ou apostando dez tostõezinhos nas corridas, etc.” Oh! Homem de Deus, onde habita V.? Em Lisboa ou em Pequim? Tudo isto é visto, notado em flagrante, e por mim mesmo estudado “sur place”.15
Apesar de ter vivido muito tempo fora da Pátria, não a esqueceu e nos seus livros descreve tudo o que achou errado no seu país, em comparação com os outros que conhecia. A sua estadia no estrangeiro ajudou-o muito a ter uma vista objectiva sobre a realidade portuguesa, pois conhecendo vida nos outros países conseguiu descrever a vida lisboeta com o olhar imparcial e objectivo. A sua crítica não se concentrou só num campo mas pelo contrário estendeu-se em vários, como o ambiente cultural, político, literário, familiar etc. Para nos aproximar à vida lisboeta do século XIX e para percebermos melhor o ambiente, Eça mostra sociedade de Lisboa através da atitude das suas personagens. O autor utilizou várias maneiras de apresentar todas as figuras dos seus livros, umas vezes caracterizou tipos, outras vezes tipificou caracteres.
Podemos caracterizar as classes sociais pelo papel na sociedade que desempenham, pelo seu estilo de vida ou pelo comportamento psicológico e a consciência colectiva duma determinada classe. Várias coisas podem mudar completamente uma situação e incluir numa determinada camada social um indivíduo, tais como a maneira de vestir, a influência política, o dinheiro, a profissão ou a sua função.
Apesar das inúmeras críticas que Eça de Queiroz fez sobre o seu país nota-se que amava tudo o que era português. Mesmo assim conseguiu apontar os defeitos para atingir o fim que queria: a renovação cultural e moral. Através dos seus livros tentou mudar todos os costumes e toda a verdade de sociedade lisboeta e integrar Portugal no movimento político, económico e religioso do século XIX. Uma das intenções do autor era criticar o mundo burguês, literário, jornalístico e político de Lisboa. Seguindo a escola realista, à qual pertencia, quis mostrar a verdade acima de tudo e tornou-se um dos maiores críticos e escritores de Portugal.
A minha ambição seria pintar a sociedade portuguesa, tal qual a fez o Constitucionalismo desde 1830 e mostrar-lhe como um espelho, que triste país eles formam…16
Um tipo social representa uma classe, profissão, ideia ou partido. Neste trabalho a sociedade lisboeta é dividida em aristocracia, burguesia e povo, dando ainda uma especial atenção à mulher, porque as mulheres têm um papel muito importante na obra Primo Basílio, como em todas as obras deste escritor. Além das classes sociais estão cá focados os temas como família, religião, algumas profissões e correntes qualidades. De seguida é adicionada uma pequena lista das personagens do romance com as suas principais características. No livro estão presentes todos os três grupos, mas Eça descreve muito mais a burguesia e quase se esquece do povo. Esta falta de descrição das classes mais baixas Eça desculpa pelo facto de não conhecer bem o referido grupo.
Da gente portuguesa conheço apenas alta burguesia de Lisboa. 17


CLASSES SOCIAIS
Na sociedade que é retratada nos romances de Eça de Queiroz é possível perceber a existência de diversas classes sociais. No livro O Primo Basílio trata-se maioritariamente da pequena e média burguesia urbana, exactamente lisboeta. A obra dele apresenta a absorção dos mais fracos pelos mais poderosos, numa convivência de carácter paternalista, ou a luta de classes pelo conforto entre personagens de diferentes camadas sociais. Existe uma grande diferença entre o ser e parecer das personagens.
A aristocracia desempenha um papel relativamente pequeno no romance de Eça. É raro aparecer na obra alguém desta classe, mas as referências a ela são inúmeras. Não é a aristocracia em si que interessa, mas o “chic” e o brilho que dá. O Conselheiro Acácio cita várias vezes as pessoas do corte e D. Felicidade recorda a sua mocidade. A burguesia fica contente e satisfeita por poder mostrar que a sua classe é quase igual à aristocracia devido as relações que mantém com ela.
…Citou logo a valsa que dançara com o D. Fernando, no tempo da Regência, nas Necessidade. 18
No livro O Primo Basílio quase todas as personagens, excepto as criadas, pertencem à classe burguesa. Eça fecha-se talvez demasiado neste círculo social, não mencionando todos os outros. É talvez por causa da sua frequência nestes meios, desde Coimbra: alta burguesia de literatos, políticos, de altos funcionários e até certo ponto pequena burguesia de empregados e funcionários públicos. Eça descreveu então uma sociedade bem sua conhecida. A história do livro é um bom meio para o leitor conhecer a vida da burguesia lisboeta do século XIX. O objectivo deste trabalho é descobrir se a sociedade apresentada no livro coincide com a realidade e por isso é fundamental estudar primeiro os factos sobre a sociedade para a comparar de seguida com o livro.
Depois da implantação do liberalismo publicam-se cada vez mais as obras que descrevem a vida da burguesia lisboeta. Esta descrita é semelhante aquela que é apresentada no Primo Basílio de Eca de Queiroz. A forma de descrever o carácter e comportamento deles, não elogia muito à classe burguesa. Em vários livros fazem-se referências aos convívios sociais da burguesia para descrever de melhor forma os comportamentos em bailes, passeios, óperas, representações teatrais, etc.19 As principais características desta classe, que são tantas vezes criticadas no livro, são “exagerada preocupação com vestuário e com as suas atitudes, ostentação, excessiva ligação ao concreto, ao material, ausência de sensibilidade estética, falta do amor, do poético, do sonho, incultura que tem origem na exagerada promoção social.”20 Pelo contrário, muitas vezes são os burgueses referidos como rigorosos e de moral bastante rígida. Elogia-se “a sua formação pelo trabalho diversificado ou o seu apego à democracia”21. Pertencer à classe burguesa na segunda metade do século XIX, significava possuir várias vantagens como vida no conforto, recepção de renumeração, exercer uma função que a sociedade respeita, bem estar material como o acesso à cultura e o estilo de vida que o bastante distingue do resto da população. “Os burgueses eram cidadãos que participavam activamente na vida política e económica. Esta era uma sociedade individualista que dava muito valor ao esforço, carreira profissional e habilitações superiores. ”22
No Primo Basílio são evidentes as relações entre várias classes. Existe uma relação entre a burguesia e a nobreza, onde esta primeira admira a segunda. É também notável grande importância que têm as outras classes em relação à burguesia. Pela posição social e pelo dinheiro nota-se a soberania da burguesia, que é apresentada no livro. Esta soberania resulta em ódio que sentem as classes mais baixas pela burguesia e este facto certifica-se no comportamento da Juliana que mostra a revolta contra a situação deprimente. Odeia os seus patrões, porque vê em Luísa e em Jorge alguém que lhe quer fazer mal, como um inimigo. Mas as atitudes da maioria das personagens das camadas mais baixas é passiva, pode-se constatar que a Juliana é uma excepção. Também a vizinhança goza da desgraça da Luísa por ver alguém da classe superior humilhado.
Falo da alta sociedade, das fidalgas, das que arrastam sedas! É uma cambada. Eu é que o sei! – E acrescentava gravemente: -No povo há mais moralidade! O povo é outra raça! 23
A história do livro mostra-nos também a relação da burguesia com as camadas mais baixas que são no livro representadas pelas personagens das criadas. Esta relação da burguesia com as classes mais baixas reflectiu uma soberania e superioridade perante as classes mais baixas. Pelo contrário vários livros históricos mencionam que na realidade as classes mais altas em relação às mais baixas “demonstravam solidariedade e necessidade de mostrar o seu êxito”24. “Existiram várias instituições que apoiavam a protecção das crianças e velhos desamparados”25, onde a burguesia dava uma contribuição e assim ajudava melhorar a vida das camadas menos favorecidas. A vida dos portugueses era bastante ligada à Igreja e aos seus valores. Este facto documenta “a presença de vários objectos e livros religiosos em casas dos burgueses, como da existência de espaço exclusivamente destinado à oração”26. Portanto os casamentos civis eram absolutamente excepcionais. A solidariedade é um tema esquecido no livro, não se fala dela nem em relação à alta burguesia ou aristocracia. Pelo contrário a religião e o apego à Igreja já era mais notável. Por exemplo o Conselheiro Acácio era muito religioso e criticava as pessoas sem apego à Igreja.
A falta de religião era a causa de toda a imoralidade que grassava….- E além disso é de boa educação. Vossa Excelência há-de reparar que toda a nobreza cumpre…27
Mas a maioria das personagens burguesas não tinham grande ligação à Igreja. Luísa e Jorge, ao contrário do Concelheiro Acácio que era bastante religioso, viam a religião como algo inútil e sem significado.
Então o Conselheiro quer que eu, um engenheiro, um estudante de matemática, acredite que há almas que vivem no Céu, com asinhas brancas, túnicas azuis, e tocando instrumentos?28
- Donde vem, tão pálida? – Debilidade, Sebastião, venho da igreja… Jorge entrava no escritório com uns papéis na mão. – Da igreja! – exclamou. – Que horror!29
-Tu dantes não eras muito devota-disse.

-Não, não sou muito caturra nessas coisas-respondeu rindo.30


No campo político, Eça deixou-nos uma imagem do que ele considerava o político do seu tempo. No livro O Primo Basílio eram republicanos, Jorge e Julião. Politicamente, a burguesia condena a revolução, todos são amigos da Ordem. Acham-se liberais, avançados, mas temem de qualquer mudança e honram o poder monárquico. O que é segundo a burguesia mais importante para a sociedade é a família e o trono. As personagens do Primo Basílio seguem profundamente as regras, como é o caso do Conselheiro Acácio, que por exemplo não tolera as piadas às instituições, 31”sempre que diz El-Rei ergue-se um pouco na cadeira” e gosta das frases pomposas:“A doença serve para aquilitarmos os amigos.” 32
As diferenças económicas, culturais e sociais eram notáveis também em espaço doméstico. No romance faz-se referências à casa de Jorge e a Luísa e ainda algumas à casa da Leopoldina. Fala-se também do apartamento de Basílio, mas esse não se pode considerar propriamente casa ou habitação, porque servia mesmo só para os encontros com a sua amante. A casa de Jorge e a Luísa reflectia a qualidade de vida que eles tinham. A casa cheia de mobília linda, porcelana, bem arrumada e cheirosa onde recebiam os seus amigos e íntimos que podiam ver o conforto de que eles gozam. A grande parte da história passa-se em casa onde foram recebidas múltiplas visitas, onde a Luísa sonhava lendo os romances, onde o seu primo lhe deu o primeiro impulso para sedução, onde o Jorge descobriu toda a traição da sua mulher. Passava-se ali muito tempo, por isso tinha que ser um lugar acolhedor que ao mesmo tempo conseguisse mostrar toda a riqueza da família que a habitava. Mesmo na realidade, tal como no livro, as casas dos burgueses eram bastante grandes, confortáveis, cheias de móveis finos e objectos decorativos: loiças de porcelana, copos de cristal, toalhas de linho bordado, tapetes, espelhos, relógios de escada, quadros ou pratas. O piano não faltava quase em nenhuma casa burguesa, às vezes era acompanhado pelo cavaquinho, flauta ou viola. Na casa de Jorge e Luísa o piano era o meio para as pessoas se divertirem, tocando e cantado, durante as reuniões a as visitas. Normalmente a burguesia possuía um quarto dedicado só a higiene e o espaço para os criados. O vestuário fazia parte da boa aparência e evocava a riqueza do seu portador: chapéu parisiense, fraque, bengala, jóias femininas.
A educação, modos e contactos eram fundamentais para a ocupação do lugar dentro da sociedade. Estes três factores traziam vantagem aos seus possuidores, pois os distinguiam do resto da população. Como é óbvio, ter título académico reforçava o prestígio de cada família. “A sociedade lisboeta do século XIX era hierarquizada em função da fortuna, rendimento, profissão, cultura e tipo de vida”33. Na capital é ainda evidente a ligação da sociedade com o velho mundo que se misturava com a inovação. Foram abolidas todas as leis que fundamentavam desigualdade e a cidade é dominada pela elite masculina, porque as mulheres ainda continuavam afastadas do poder e da cultura.
Eça de Queiroz não falou muito de povo, deixou-nos uma imagem muito pobre sobre o que era povo lisboeta do seu tempo. Todas as figuras que pertencem a esta classe, figuras tipicamente populares, são criadas das casas burguesas, ou figuras como a tia Vitória. Só que muitas destas personagens estavam em contacto com outras classes e assim tinham perdido quase todas as características próprias da sua classe. É o exemplo de Joana, a cozinheira de Luísa, que é uma figura tipicamente popular que ainda não perdeu nada de rusticismo que tinha da sua aldeia natal. A outra personagem que representa esta classe social, a Juliana, mostra a revolta contra a sua posição social. Todas as personagens femininas estão focadas na parte Mulheres.

O BRASILEIRO
O brasileiro é um termo divulgado no século XIX, utilizado para os portugueses que emigraram para o Brasil e a seguir voltaram para Portugal apresentando algum sucesso. Não se trata duma camada específica da sociedade portuguesa, há brasileiros nos vários estratos sociais.
O Basílio com as suas inúmeras viagens ao estrangeiro, uma delas foi para o Brasil, pode considerar-se como um representante de tipo brasileiro. É a personagem que no livro O Primo Basílio além de regressar a Portugal com uma fortuna ganha no Brasil e nos outros países, regressou com uma experiência de um viajante. Na sociedade lisboeta era bastante bem considerado, visto como pessoa culta, viajadora que conheceu mundo além das fronteiras portuguesas. Em geral, era bem visto na sociedade, às vezes criticado por seu snobismo a carácter, mas lisonjeado pelas suas maneiras, estilo a hábitos. Até o jornal anunciou a sua chegada a Lisboa.
Deve chegar por estes dias a Lisboa, vindo de Bordéus, o Sr. Basílio de Brito, bem conhecido da nossa sociedade. Sua Excelência, que, como é sabido, tinha partido para o Brasil, onde se diz reconstituíra a sua fortuna com um honrado trabalho, anda viajando pela Europa desde o começo do ano passado. A sua volta á capital é um verdadeiro júbilo para os amigos de Sua Excelência, que são numerosos. 34
É importante dizer que na realidade do século XIX os grupos de brasileiros contribuíram a alimentar a ideia, da possibilidade acesso ao êxito com base no trabalho e esforço individuais. Regressando ao país natal “não eram bem tratados pela elite da cidade porque o dinheiro que rapidamente ganharam não era facilmente aceite.”35 Não bastava possuir dinheiro, era preciso viver, agir como um burguês para o ser. A integração dos filhos dos emigrantes já era mais fácil, sobretudo porque a maioria possuía o grau académico. Mas haviam também aqueles que voltaram sem fortuna e para quais serviu uma expressão de „brasileiros de mão-furada“ que até registou o cancioneiro popular:
Brasileiro, brasileiro,

Chamam-te de mão-furada;

Foste ao Brasil e viestes

Não trouxestes de lá, nada. 36


A população conseguiu ver o futuro só na emigração para o Brasil, pois o crescimento económico estagnava e faltavam oportunidades de emprego. „Brasil era o seu ideal; ali quem trabalha tem a justa recompensa do seu trabalho.“ 37
Eça de Queiroz várias vezes analisou este tipo, mas tentou ser diferente dos romancistas, que utilizavam a figura de brasileiro para “representações do tipo estúpido e grotesco, para exemplo da encarnação mais engenhosa e mais compreensível da sandice e da materialidade.”38 Mas Eca de Queiroz era contra a descrita do tipo brasileiro pelos romancistas e ia mais longe. Muda a descrita da figura e critica o comportamento dele. Sublinhava “o tratamento elegíaco pela mesma literatura do triste emigrante, com a tristeza da partida e da suadade”39. O brasileiro emergia entao como um elemento narrativo.
Mas, mal voltava, (…) com o dinheiro que juntara carregando todos os fardos da servidão, o „saudoso emigrante“ passava logo a ser o „brasilero“, o bruto, o reles, o alvar. Desde que ele deixara de soluçar e ser sensível, para labutar duramente de marçano nos armazéns do Rio, o Romantismo repelia-o como criatura baixa e soez. O trabalho despoetizara o triste emigrante. E era então que o Romantismo se apossava dele, já rico e brasileiro, para o mostrar no livro e no palco, em caricatura, sempre material, sempre rude, sempre risível. 40
Mas brasileiro literário não coincide com o brasileiro que existia na realidade, pois possuía características dispersas numa só personagem. Era um homem normal que partiu, trabalhou e voltou, por isso pode-se dizer que os autores frequentemente exageraram a descrever este tipo social. Estas pessoas viviam em dois mundos, pois no Brasil eram chamados os portugueses e em Portugal os brasileiros. Os que possuíam título académico tinham possibilidade de uma realização pessoal no Brasil, principalmente médicos, advogados, padres etc., estes raramente voltavam. Concluindo, os retornos não correspondiam só aos homens ricos. “As décadas de 1830 e 1870 foram as mais favoráveis ao retorno de brasileiros com dinheiro. Estes se fixavam nas cidades grandes, como Lisboa ou Porto, fazendo os negócios que lhes foram propostos ou gerindo negócios à distância.” 41 É claro que os brasileiros da aldeia precisavam menos dinheiro que os da cidade. Bastava-lhes recomposição da exploração agrícola da família e reconstruir a casa para se distinguir no seu meio social.
Resumindo, o brasileiro volta depois de, aproximadamente, 15 anos de estar fora do país e investe nos bens de família e toma iniciativas próprias. É importante salientar que “o termo brasileiro não equivale a um grupo social específico. São apenas “indivíduos que têm uma parte da vida em comum, partiram do país natal à procura da fortuna atrás do oceano.”42 Basílio ao contrário do brasileiro real do século XIX era bem considerado dentro da sociedade visto como um homem rico, experiente e educado.




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