Marcelo ferraz de campos



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PSICOLOGIA E SAÚDE

QUALIDADE DE VIDA NA MELHOR IDADE

COLABORADORAS:

SEVERINA FRANCISCA DA SILVA

PSICÓLOGA

MARIA LEMA SILVÉRIO

AUXILIAR DE ENFERMAGEM

MARILENE BONINI

PEDAGOGA

SÃO PAULO

2008


PSICOLOGIA E SAÚDE: QUALIDADE DE VIDA NA MELHOR IDADE
1) INTRODUÇÃO

Com o avanço das ciências, a expectativa de vida triplicou em relação ao início do século passado. Estamos vivendo mais e com qualidade. Os idosos hoje são diferentes daqueles da época de nossos avós. Seu perfil é outro porque estão construindo uma identidade própria.

Esse momento da vida é considerado mais adulto e maduro, devido à conquista de mais autonomia e da liberação de repressões do passado.

Essa etapa da vida embora tenha uma idade para iniciar, não tem idade para encerrar, podendo estender-se até a morte. O que vai definir uma pessoa como adulto maduro é seu estado de saúde física, psíquica e intelectual e implica uma série de vivências e transformações, desde a fase de adulto jovem, como ter mantido relações com um parceiro, ter procriado, ter um grupo de amizade, ter exercido ou exercer uma profissão, ter atendido a uma série de demandas sociais. Outra característica que define o adulto maduro é que ao ingressar nesse segundo momento da vida adulta seja mantida a evolução.

Cada pessoa envelhece a sua maneira, podendo tanto levar uma vida ativa e sadia, quanto ter dificuldade em encontrar prazer de viver ou tornarem-se extremamente dependentes dos outros.

1ª Parte

Segundo Gérard Lê Goues, concluiu em seus estudos, apenas 5% da população do mundo acima de 65 anos estão afetadas por limitações físicas e psíquicas trazidas pela senilidade.

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 1999, a estimativa era que existiriam hoje 580 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, esse número deve chegar a 1 bilhão até 2020.

A maioria quase absoluta dos idosos não está senil e pode ser classificado como adulto maduro.

Um número considerável de doenças e sintomas carece de tratamento ou até passa despercebida simplesmente porque ainda não aprendemos a lidar com os problemas que envolvem tal população.

Na prática atual, a desconsideração de uma atividade mais abrangente na saúde, pode levar ao abuso do diagnóstico de arteriosclerose cerebral ou Mal de Alzheimer, para todo transtorno apresentado.

Taís equívocos levam uma etiqueta definitiva que classifica e estigmatiza as pessoas idosas e faz pensar na deteriorização do cérebro como um quadro irreversível.

Graças ao progresso e aumento do conhecimento sobre o envelhecimento normal (senescencia), e suas possíveis doenças associadas (senilidade), podemos hoje pesquisar e concluir com segurança em geriatria e gerontologia. Já tenha sido devidamente comprovada, “caracterizando o princípio das ações baseadas em evidências”.

Apenas como exemplo de nítida evolução deste conhecimento, Burdman (1986) estabelece que para um envelhecimento saudável é necessário e suficiente “praticar exercícios físicos, melhorar a dieta, reduzir o consumo de álcool, abolir o tabagismo, controlar a pressão arterial, controlar as doenças existentes, prevenir traumas e acidentes. São estes importantes determinantes de grandes seqüelas em idosos”.

Cuidados – Quedas ou Acidentes

Desde uma simples queda da própria altura, responsável por uma fratura de fêmur, uma contusão craniana domiciliar com conseqüente hematoma subdural, o esquecimento do registro do gás de cozinha aberto, provocando intoxicação ou queimadura até acidentes automobilísticos como pedestre, passageiro ou motorista podem e devem ser evitados.

Os estudiosos destes fenômenos recomendam a persistência na tentativa de minimizar os riscos, ao invés de proibir o idoso de dirigir seu veículo, é mais afetivo favorecê-lo com um motorista em horário previsto.

Atividades Físicas, Intelectuais e Sociais

A prática de exercícios, atividade física regular é uma forma de inibir o sedentarismo, responsável por inúmeras complicações e limitações entre idosos.

Sempre há o que fazer pelo cliente, contra a doença ou seus sintomas, junto à família e cuidadores e na adaptação do ambiente. Tornamo-nos profissionais com muito mais amplitude de ação do que os nossos antecessores. As atividades intelectuais e sociais têm sido demonstradas como capazes de reverter estados de marginalização social e cognitiva, de difícil tratamento medicamentoso.

Isto inclui desde o incentivo a atividades coletivas até a volta a uma vida profissional ativa, passando logicamente pelas esferas do relacionamento sexual e afetivo. Nada é proibido, desde que indicado, ou melhor, segundo Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.



Climatério (menopausa)

Outro acontecimento importante que acomete a mulher madura é o climatério, com a ocorrência da menopausa e o encerramento do ciclo menstrual ou reprodutivo. O início do climatério ocorre por volta dos 35 anos, momento de involução de alguns hormônios, a menopausa se dá na ocorrência da última menstruação.

Tal acontecimento envolve um processo biológico que induz a mulher e também o homem, a uma nova realidade. O início do envelhecimento.

A mulher enfrenta sintomas neurovejetativos do processo do envelhecimento, que pode estar associado a conflitos psicológicos reforçado por mitos familiares ligados a imagem da mulher.

O homem embora tenha uma diminuição hormonal menor que a mulher, vivencia esse período de maneira semelhante, devido ao vínculo e também porque coincide com a aposentadoria.

Dependência Afetiva

Algumas das queixas dos pacientes podem acabar evoluindo para quadros psicopatológicos mais complexos.

As principais queixas são:

Sentimento de desafeto, desinteresse por pessoas e coisas ao seu redor e tornando sem sentidos seus relacionamentos, seu trabalho e sua própria vida.

Comportamento de descompensação, quando o equilíbrio emocional e afetivo se rompe, devido às perdas que o envelhecimento acarreta, desencadeados por fatores estressores vários, como morte, doenças, abalos na idade e na auto-estima.

Todos estes fatores levam à senilidade, tornando a pessoa parcialmente ou totalmente dependente dos outros. A senilidade é compreendida como psicopatologia desta fase, causando debilidade física e intelectual para o idoso.

O cuidado com a saúde remete-nos a questão da valorização da vida.

Na atual situação vivemos num mundo doente, diante de desastres ecológicos, injustiça, desigualdades sociais, econômicas e política, concentração de renda e poder, miséria e marginalização, violência.

Para melhorar a situação da humanidade precisamos encontrar uma forma de compartilhar em benefício do nosso semelhante, isto é acolher, é encontrar uma forma de lidar com as diferenças.

Pois o contato com o diferente é a possibilidade de aprender algo de novo.

Acolher é encontrar significado para a própria existência.

Depressão no Paciente Idoso

Devido ao aumento do percentual de idosos na população: existe atualmente maior número de casos de depressão em idosos.

Em idosos com doenças físicas, mais ou menos 30% a 50% apresentam quadros depressivos.

Supõe-se que apenas metade dos idosos deprimidos atendidos por profissionais de saúde receba diagnóstico de depressão e tratamento adequado. Isso ocorre basicamente por preconceito e falta de conhecimento por parte da sociedade e dos familiares e mesmo de alguns profissionais da saúde, achando que a depressão é normal no idoso.

Esse tipo de atendimento exige conhecimento de gerontologia. Os sintomas de depressão no idoso podem ser diferentes dos comumente observado em jovens e isso dificulta o diagnóstico.

Os idosos tendem a relatar mais sintomas físicos como dores, alteração no sono e apetite, do que sintomas psíquicos como irritabilidade, tristeza, etc.

O tratamento da depressão divide-se em biológico e psicossocial. No primeiro inclui-se a farmacoterapia e no segundo, abordagem psicoterápica, sociais e ocupacionais com freqüência.

Em muitos casos faz-se necessário à participação de uma equipe multidisciplinar na atenção aos pacientes.



Farmacologia

A opção farmacológica pode ser o tratamento de escolha, especialmente para pacientes com quadros depressivos graves, não se encontra diferença significativa entre os diversos antidepressivos existentes no mercado, no que se refere à eficácia e ao tempo de início de ação.

Por outro lado, encontram-se significativas diferenças nos efeitos diversos e na tolerabilidade destas medicações. Para a aplicação desse tipo de tratamento é importante o conhecimento das condições clínicas do paciente, assim como também do perfil de ação da medicação sobre os diversos neuro receptores.

Nas primeiras três semanas 10% a 15% dos pacientes abandonam o tratamento. Orientação e esclarecimento ao pacientes e seus familiares sobre a doença e o plano terapêutico são fundamentais.

Deve ser dada atenção especial às queixas relacionadas à medicação estabelecendo uma relação de confiança com o paciente.

Fatores que melhoram a qualidade de vida da pessoa idosa

Nosso organismo recebe todas as substâncias necessárias ao seu bom funcionamento através dos alimentos.

Cada alimento possui vários nutrientes em diferentes quantidades e cada nutriente exerce uma função específica no organismo.

A ingestão de alimentos fontes de gordura é importante, considerando as funções que esses nutrientes exercem no nosso organismo, mas o seu consumo deve ser controlado, devido à alta densidade energética e também sua relação com algumas doenças, a obesidade, diabetes e cardiovasculares.

Alimentos reguladores.

Vitaminas, minerais e fibra que são encontrados nas frutas, hortaliças e cereais integrais. Além de contribuir na resistência do organismo as infecções auxiliam na proteção da pele e ajudam na regulação do funcionamento intestinal.

É muito importante a ingestão de verdura e legumes tais como: alface, agrião, rúcula, repolho, couve, escarola, espinafre, pepino, jiló, berinjela, pimentão e outros.

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2) CONCLUSÃO


A capacidade de sentir prazer e emoções não têm limite de idade. Mas não há nada que envelheça mais do que uma alma endurecida pela impossibilidade de elaborar experiências frustrantes, sem poder reparar a raiva decorrente.

A incapacidade para pensar sobre as emoções pode levar o indivíduo a isolar-se definitivamente do amor. Essa proteção contra a dor também impede de usufruir o prazer, ocasionando em empobrecimento afetivo e a dependência afetiva.

A atividade humana está diretamente relacionada à capacidade de se vincular e esta contribuir para o auto e heteroconhecimento, para o pensamento e para a criatividade.

O eu de cada pessoa é um eterno aprendiz e essa aprendizagem não tem época porque ocorre desde o nascimento até a morte. Assim pensar o que sentimos é o que nos torna maduro e atualizados.

Buscar entender nos pensamentos fortalece a nossa sabedoria, nossa individualidade e a empatia, tão necessária à criatividade e a independência afetiva.

Portanto podemos resumir que amar é a forma mais gratificante de se manter jovem, independente e com saúde.

Tais atributos são poderosas moedas afetivas para o intercâmbio na longevidade.




3) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BURDMAN, M. G.: Health Full Aging. New Jersey, 1986.

CONFORT, A.: Say to old age. New York, Crow Publishers, 1990.

ORGANIZACION PANAMERICANA DE LA SALUD: La salud de los ancianos: Uma preopecupacion de todos, 1992.

ORGANIZACION MUNDIAL DE SALUD: La salud de lãs personas de edad. Genebra: OMS, 1989.

Revista “Viver Psicologia”, abril 2003 – pg 16 – 18.

BUTON, B. T.: Nutrição humana. Editora McGraw – Hill do Brasil, São Paulo, 1979.

CURIATI, J. A. E.; ALENCAR Y. M. G.: Nutrição e Envelhecimento. In CARVALHO FILHO, E. T., PAPALÉO NETO, M.: Geriatria Fundamentos, Clínica e Terapêutica. Editora Atheneu, São Paulo, 1994, pg. 355-44.



Revista “Acolhimento”: o Pensar, o fazer, o viver. Secretaria Municipal da Saúde, São Paulo, 2002.

Associação Palas Athena: 1 - Psicologia do comportamento 2 – Psicologia aplicada. Organização: Cristina Zauhy, Humberto Mariotti, Assessoria Editorial: Emílio Noufaurige.




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