Manual popular de dúvidas, enigmas e "contradições" da Bíblia



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1 Tessalonicenses




1 TESSALONICENSES 4:13 - Paulo ensinou a doutrina de que a alma dorme?

PROBLEMA: Diversas vezes a Bíblia refere-se aos mortos como se estivessem dormindo. Isso quer dizer que a alma não fica consciente entre a morte e a ressurreição?

SOLUÇÃO: As almas tanto dos crentes como dos que morrem como incrédulos ficam conscientes entre a morte e a ressurreição. Os incrédulos ficam em consciente aflição (veja Lc 16:23; Mc 9:48; Mt 25:41) e os crentes, numa consciente felicidade. O verbo "dormir" é uma referência ao corpo, não à alma. E dormir é uma apropriada figura de linguagem paira expressar a morte do corpo, já que a morte é temporária até a ressurreição, quando o corpo será "despertado" desse sono.

As evidências de que a alma (espírito) fica consciente entre a morte e a ressurreição são muito fortes:

1. Enoque foi tomado para estar com Deus (Gn 5:24; Hb 11:5).
2. Davi falou da felicidade que há na presença de Deus depois da morte (SI 16:10-11).
3. Elias foi tomado ao céu (2 Rs 2:1).
4. Moisés e Elias estavam conscientes no Monte da Transfiguração (Mt 17:3), muito tempo depois de quando viveram na terra.
5. Jesus disse que iria ao Pai no dia em que morreu (Lc 23:46).
6. Jesus prometeu ao ladrão que se arrependeu que este estaria consigo no paraíso naquele mesmo dia em que morreu (Lc 23:43).
7. Paulo disse que era muito melhor morrer e estar com Cristo (Fp l:23).
8. Paulo afirmou que quando deixamos "o corpo", então habitamos "com o Senhor" (2 Co 5:8).
9. O autor de Hebreus refere-se ao céu como sendo um lugar onde os "espíritos dos justos" são "aperfeiçoados" (Hb 12:23).
10. As "almas" dos mártires que morreram durante a tribulação estavam conscientes no céu, cantando e orando a Deus (Ap 6:9).

1 TESSALONICENSES 4:15 - Paulo ensinou que ele estaria vivo quando Cristo retornasse?

PROBLEMA: Paulo falou aos cristãos de Tessalônica que "nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor...", o que dá a entender que ele estava afirmando que Cristo voltaria antes de sua morte. Mas Cristo não voltou antes da morte de Paulo (2 Tm 4:6-7). Paulo então cometeu um erro?

SOLUÇÃO: Há dois modos de entendermos esse versículo sem considerar que Paulo tenha cometido um erro. Em primeiro lugar, o pronome "nós" pode ter sido apenas editorial. Isto é, pode ser uma expressão literária equivalente a "aqueles" que estiverem vivos. Esse é um modo de expressão perfeitamente aceitável, que os autores usam com freqüência. Por exemplo, em face da morte de um amigo, posso dizer: "nunca sabemos quando tal eventualidade pode se dar conosco", sem estar expressando nenhuma crença ou esperança de que isso venha a ocorrer comigo.

Em segundo lugar, Paulo pode estar apenas expressando sua própria esperança, sem afirmar propriamente que ele estaria vivo quando Cristo retornasse. Afinal de contas, a volta de Cristo é a "bendita esperança" (cf. Tt 2:13) de todo crente. Se Paulo quisesse mesmo afirmar que estaria vivo quando Cristo retornasse, ele teria dito com muita clareza "estarei vivo até a volta do Senhor". Mas ele não disse isso. O "nós" deve ter sido decorrente da esperança que ele tinha, sem porém afirmar que ele estaria vivo ou não até o dia do arrebatamento.


2 Tessalonicenses




2 TESSALONICENSES 1:9 - O ímpio será totalmente aniquilado ou sofrerá um consciente castigo eterno?

PROBLEMA: Algumas passagens das Escrituras, tal como essa, dizem que o ímpio será "destruído" por Deus, sofrendo "a segunda morte" (Ap 20:14) ou indo para a "perdição" ( 2 Pe 3:7). Contudo, em outras passagens o texto fala que os ímpios sofrerão um consciente tormento (por exemplo, Lc 16:22-28). Os que não forem salvos serão aniquilados, oi terão um consciente sofrimento para sempre?

SOLUÇÃO: Nesse versículo "destruição" não significa aniquilação, pois em caso contrário não seria uma destruição "eterna". A aniquilação se da num instante, e pronto, terminou. Se alguém sofre uma destruição eterna, então tem de ter uma existência eterna também.

Além disso, a "morte" não significa aniquilação, mas separação. Adão e Eva morreram espiritualmente no momento em que pecaram, contudo eles ainda permaneceram existindo e podiam ouvir a voz de Deus (Gn 2:17; cf. 3:10). De igual modo, antes de alguém ser salvo, ele está "morto em seus delitos e pecados"(Ef 2:1), contudo ainda é a imagem de Deus (Gn 1:27; cf. 9:6; Tg 3:9), e é convidado a crer (At 16:31), a arrepender-se (At 17:30) e a ser salvo.

Assim também, quando é dito que o ímpio vai para a "perdição" (2 Pe 3:7) ou quando Judas é chamado de "filho da perdição" (Jo 17:12), is: o não significa que eles sejam aniquilados. A palavra "perdição" (apoleia) significa apenas perecer ou ir à ruína. Carros que foram sucatados já pereceram no sentido de terem sido totalmente arruinados, mas ainda são carros, arruinados como estejam, e ainda permanecem no cemitério de veículos. Fazendo um paralelo, Jesus falou do inferno como sendo um cemitério de sucatas ou um campo de lixo, onde o fogo não cessará jamais, e onde o corpo da pessoa ressuscitada não será consumido (veja os comentários de Marcos 9:48).

Finalmente, há várias evidências em favor da consciência eterna do perdido. Primeiro, o rico que morreu e foi para o inferno tinha plena consciência de seu tormento (Lc 16:22-28), e não há indicação alguma no texto de que esse tormento um dia iria terminar.

Segundo, Jesus falou repetidamente que, para as pessoas no inferno, "haverá choro e ranger de dentes" (Mt 8:12; 22:13; 24:51; 25:30), o que indica que elas estarão lá conscientes.

Terceiro, a Bíblia diz que o inferno tem a mesma duração que o céu, ou seja, é "eterno" (Mt 25:41).

Quarto, o fato de o castigo ser eterno indica que as pessoas também são eternas. Não se pode sofrer o castigo, a menos que a pessoa exista, para ser punida (2 Ts 1:9).

Quinto, a besta e o falso profeta serão lançados vivos dentro do lago de fogo quando começar o milênio (Ap 19:20), e ainda estarão lá, conscientes e vivos, depois de mil anos (Ap 20:10).

Sexto, as Escrituras afirmam que o diabo, a besta e o falso profeta "serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos" (Ap 20:10). Mas não há como ser atormentado pelos séculos dos séculos sem estar consciente pelos séculos dos séculos.

Sétimo, Jesus repetidamente referiu-se ao inferno como um lugar onde o fogo não se apaga (Mc 9:48), onde os próprios corpos dos ímpios nunca morrerão (cf. Lc 12:4-5). Mas não faria sentido algum haver chamas eternas, se os corpos não tivessem alma, que é necessária para a pessoa sofrer o tormento.

Oitavo, a mesma palavra usada para o verbo "perecer", a respeito do ímpio, no AT (abad) é empregada também a respeito da morte do justo (veja Is 57:1; Mq 7:2). A mesma palavra é usada para descrever coisas que simplesmente tenham sido perdidas, mas depois encontradas (Dt 22:3), o que prova que "perdido" no texto em questão não significa deixar de existir. Assim, se "perecer" significasse "sofrer uma aniquilação total", então o salvo seria aniquilado também. Mas sabemos que isso não acontece.

Nono, seria contra a própria natureza dos seres humanos a sua aniquilação, já que eles são feitos à imagem e semelhança de Deus, o qual é eterno (Gn 1:27). Para Deus, aniquilar a sua imagem no homem seria atacar o reflexo dele mesmo.

Décimo, a aniquilação seria algo que diminuiria tanto o amor de Deus como a natureza do ser humano como uma criatura moralmente livre. Seria como se Deus dissesse ao homem: "Vou permitir que você seja livre somente se você fizer o que eu digo! Senão, acabarei de uma vez com a sua própria liberdade e com a sua existência!" Seria como um pai que dissesse ao filho que queria que ele se tornasse médico e, quando o filho decidisse ser guarda florestal, o pai o matasse!

O sofrimento eterno é um eterno testemunho da liberdade e da dignidade do homem, mesmo daquele que não se arrependeu.



2 TESSALONICENSES 2:11 - Como Deus pode enviar uma mentira para que as pessoas nela creiam, e ainda assim não permitir mentirosos no céu?

PROBLEMA: Paulo escreveu: "E por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2:11). Mas Apocalipse 21:8 diz: "Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idolatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte". Parece, então, algo inconsistente Deus condenar os mentirosos e, contudo, mandar a operação do erro, para as pessoas crerem numa mentira.

SOLUÇÃO: Deus não manda uma mentira, mas simplesmente confirma aqueles que não desejam crer na verdade. Deus não é responsável (i.e., culpado) por aqueles que vão para o inferno, mas é pela rejeição que eles fazem do Evangelho que acabam indo para lá; não por negligência dé Deus. O contexto dessa passagem revela já ter havido a rejeição do Evangelho de Cristo.

Paulo diz que, quando o Anticristo vier, ele virá com sinais e falsas maravilhas, com todo engano de injustiça (2 Ts 2:8-10). Tais coisas acontecem "aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" (v. 10). Quando Deus envia a influência enganadora, ulo diz que o Senhor faz isso "a fim de serem julgados todos quantos o deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (v. 12). Eles escolheram rejeitar a Deus, ao invés de aceitar tudo o que ele fez para salvá-los.

Deus não envia a mentira para enganar as pessoas, mas manda "um poder sedutor" (2:11, NVI) para revelar a depravação humana mediante a qual elas optaram pelo mal ao invés do bem.




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